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#565-Curtas (17)

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Desde a última sexta-feira (dia 5 de setembro) a cidade de Fortaleza, no Ceará, ficou mais colorida com a segunda edição do For Rainbow – Festival de Cinema da Diversidade Sexual. Levantando a bandeira do arco-íris, símbolo do orgulho gay, o evento reúne diversas produções cinematográficas em seis programas: Mostra Competitiva, Mostra Autoral do cineasta Luiz Carlos Lacerda, Mostra Internacional, Mostra Nacional, Mostra Feminina e Mostra Educativa. São curtas, médias e longas-metragem que abordam a questão GLBTT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) sob os mais variados prismas.

A cerimônia de abertura do festival aconteceu no Centro Cultural Sesc Luiz Severiano Ribeiro, um dos cinemas mais tradicionais da cidade, localizado na praça do Ferreira. “Este ano fizemos o festival com metade do recurso do ano passado. Vamos torcer para que possamos ter mais apoio no ano que vem”, comentou Verônica Guedes, idealizadora da iniciativa. E ela aproveitou para adiantar que, em 2009, o festival abrirá as portas para a mostra competitiva internacional.
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O curta “Café com leite” fez parte da programação do festivalO curta “On my own“, feito pelo Grupo Bagaceira de Teatro em uma oficina do For Rainbow, abriu a programação com uma sensível história de um garoto que queria ser menina. Em seguida foi a vez da exibição do longa-metragem “Onde andará Dulce Veiga?”, trabalho mais recente do cineasta Guilherme de Almeida Prado, ainda inédito em Fortaleza. “O filme começa com a citação de um filósofo chinês que diz Lave seus olhos do preconceito e sonhe, citou o diretor. “Cinema é sonho. Espero que todos lavem os olhos de todos os tipos de preconceitos, inclusive os cinematográficos”.

O cineasta explicou o que quis dizer no palco durante a abertura. “Existe o preconceito que cinema brasileiro é uma coisa. As pessoas têm visão que os filmes nacionais só falam de cangaceiros, periferia, violência e favela”, criticou.

O roteiro de “Onde andará Dulce Veiga?” foi baseado no livro homônimo de Caio Fernando Abreu e conta a história de um jornalista (Eriberto Leão) que procura o paradeiro da personagem-título vivida por Maitê Proença, uma cantora que fez sucesso nos anos 60 e desapareceu sem deixar vestígios. Também estão no elenco Nuno Leal Maia, Christiane Torloni e Carolina Dieckman, que vive Márcia, uma rockeira com trejeitos de homem.
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“Tá”, de Felipe Sholl esteve na Mostra CompetitivaA exibição do longa foi prejudicada pela baixa qualidade do som. “Não sei como agüentaram até o fim. Fiquei chocada”, exclamou a atriz Maira Chasseroux, que também participa do filme. “Eu não critico o festival porque sei como é difícil organizar, mas o pessoal do Sesc poderia investir nos equipamentos porque é um cinema tão bonito”, sugeriu Guilherme de Almeida Prado. Mesmo assim, a platéia presente ficou até o final da produção e aplaudiu o filme. Ano passado o For Rainbow contou com a presença de mais de 1,5 mil espectadores por dia e este ano a estimativa é que este número se repita.

No primeiro dia da Mostra Competitiva foram exibidos os curtas “Cinema em 7 cores“, “Café com leite” (clique para ler mais), “Desejos iguais“, “Entre cores e navalhas“, “Sexualidade e crimes de ódio“, “O almoço (considere um jantar)” e “Homens“. Confira abaixo um pouco mais sobre alguns dos filmes.

Cinema em 7 cores Photobucket
A diretora Sandra Werneck foi uma das entrevistadas no filme
Rico documentário que fala da forma que o homossexual foi tratado no cinema e como essa representação influenciou na maneira que os gays são vistos na sociedade brasileira. Resgatando diversas produções (muitas delas raras), o filme conta com depoimentos de cineastas (como, por exemplo, Sandra Werneck, de “Amores possíveis” e “Cazuza“) e outras pessoas ligadas direta ou indiretamente ao assunto. Merece destaque pelo ótimo trabalho de pesquisa.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Cinema em 7 cores Documentário, 2008, 35 minutos Direção: Rafaela Dias Niterói – RJ

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O almoço (considere um jantar)

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Nada é o que parece no filme de Thiago Ricarte Um divertidíssimo exemplo de como a criatividade e um bom roteiro é tudo o que se precisa para encantar a platéia. Provocando diversas risadas do início ao fim da exibição, o curta universitário “O almoço (considere um jantar)” mostra uma família que fica abalada quando a filha aparece na refeição com o novo namorado. O filme usa a falta de recursos financeiros como solução para apresentar novas idéias e é exatamente o diálogo com a platéia que faz com que o filme seja engraçado e original, com um senso de humor excelente.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

O almoço (considere um jantar) Ficção, 2007, 10 minutos Direção: Thiago Ricarte Atibaia – SP

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Homens

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Histórias que variam do drama até a comédiaCurioso documentário que entrevistou homens do nordeste: gays e travestis, para ser mais específico. O filme ganha pontos pelos personagens que aparecem em cena. São histórias incríveis e emocionantes, que tocam, divertem e provocam diversos sentimentos.
Cotação do Daiblog:DaiblogDaiblogDaiblog

Homens Documentário, 2008, 20 minutos Direção: Lucia Claus e Bertrand LiraVitória – ES

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Entre cores e navalhas

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Adriana Lodi (em foco) em cena do premiado curta brasilienseUm dos destaques do 40º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o curta “Entre cores e navalhas” agradou o público cearense com o inusitado relacionamento que surge entre uma cobradora de ônibus e um cabelereiro. Sem pressa, o roteiro trabalha a relação cotidiana de duas pessoas que mal se conhecem. O resultado é um delicado retrato de uma das muitas formas de afeto que o ser humano pode desenvolver.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Entre cores e navalhas Cotação do Daiblog: Entre cores e navalhas, 2007, 14’ Direção: Catarina Acioly e Iberê Carvalho Brasília – DF

Veja aqui o trailer do filme “Entre cores e navalhas“:

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