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Crítica: O Brasil sem esperança de Estado Itinerante

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*Por Leonardo Resende – hashtagcinema@daiblog.com.br

Manter um mistério dentro de um filme não é muito difícil. Basta o diretor retirar alguns elementos, poucas imagens e deixar o restante com a imaginação do espectador. Este é o caso do curta-­metragem Estado Itinerante, exibido na Mostra Competitiva do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro no último sábado. O curta de Minas Gerais foi produzido e dirigido por Ana Carolina Soares.

Sabemos que Vivi quer se separar por viver um relacionamento abusivo. Dia após dia, procurar um novo lar é algo mais rotineiro do que seu próprio trabalho como cobradora de ônibus. Além desse desejo imenso de se libertar, a personagem tem que aprender a lidar com a vida monótona. Interpretada por Lira Ribas, a protagonista conduz o filme inteiro com uma atuação carregada.

Assim como o filme O Delírio é a Redenção dos Aflitos (também exibido no festival), Estado Itinerante também coloca personagens em um cenário de difícil convivência, onde sua grande provação é enfrentar um trauma. Às vezes filmado com tons oníricos e hipnotizantes, vide cena que Vivi dança a música Don’t Cry, da banda Guns n Roses, Estado Itinerante também expressa um país desesperançoso e cinzento.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

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