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Curtas: Regresso soteropolitano e animação dramática

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*Por Clara Camarano – redacao@daiblog.com.br 

O primeiro dia da mostra competitiva do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro trouxe um pouco da regionalidade, do bairrismo nacional. Na sessão dos curtas-metragens, a produção Ótimo Amarelo, de Marcus Curvelo, levou para o telão do Cine Brasília a Bahia, mais especificamente, os costumes dos soteropolitanos.

Foto: Júnior Aragão/Divulgação

Em 20 minutos, o diretor leva a câmera para dentro de Salvador. Aliás, já no início do filme é possível identificar a capital baiana nas palmeiras que embelezam o caminho de chegada e saída do aeroporto da cidade. O filme conta a história de um homem que deixou Salvador para tentar ganhar a vida fora. No entanto, sem sorte, ele retorna para sua terra natal e começa a relembrar e narrar típicos casos “baianos”, como a saída do jogador Bebeto do time Vitória, em 1997.

Ótimo Amarelo 

O protagonista interpretado pelo próprio diretor, Marcus Curvelo, vai traçando o enredo enquanto se embriaga sozinho na espera dos amigos. Aliás, o ato de estar só curtindo a sua cidade é algo que fica marcante em Ótimo Amarelo. O título do filme representa bem o regionalismo. Na linguagem soteropolitana, quando uma pessoa recebe um “ótimo amarelo” é porque ela estava abaixo das expectativas. Ao contrário do vermelho, que simboliza a conquista. A piada que o diretor faz com o personagem e consigo mesmo dá um tom engraçado ao curta-metragem.

Quando os Dias Eram Eternos

Em seguida, Quando Os Dias Eram Eternos, de Marcus Vinícius Vasconcelos  foi o representante de São Paulo. Em uma animação que se mistura com uma trilha sonora com batidas e sinos japoneses, Marcus conta a história de um homem que volta a sua casa de infância para cuidar da mãe em seus últimos dias de vida. Um filme sensível, que também fala de solidão e do libertar da morte.

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