Crítica: Batman: A Piada Mortal é uma adaptação inesquecível

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*Por Leonardo Resende – hashtagcinema@daiblog.com.br

Atenção: este texto tem um spoilerzinho.


Depois da trilogia de Batman – O Cavaleiro das Trevas (2005 – 2012), de Christopher Nolan, todos os fãs tiveram o prazer de conhecer o sadismo do Coringa. Essa perversão cinematográfica veio da história em quadrinhos mais célebre de todos os tempos: A Piada Mortal.

A HQ foi lançada há quase trinta anos. Ver todo esse material adaptado para o cinema foi o sonho de qualquer fã. Por isso, os estúdios de animação da DC Comics fizeram uma releitura. A animação lançada com o mesmo nome em DVDs, Blu-Rays e Live-Streaming faz jus a sua reputação.

O que nos torna insanos? Essa é a pergunta que permeia todo o enredo de Batman: A Piada Mortal, escrita em 1998 por Alan Moore e Brian Bolland. A animação mostra uma suposta origem do Palhaço do Crime, também conhecido como Coringa. A psicopatia do vilão ganha outro patamar quando o mesmo agride, estupra e aleija Barbara Gordon (Batgirl). Além de ousar em ser o momento mais intenso das histórias em quadrinhos, Coringa sequestra o comissário Gordon e tenta provar uma nova teoria.

Adaptado de maneira mais fiel possível, o roteiro de Brian Azzarello apenas apresenta um dispensável prólogo com a personagem de Barbara Gordon. Exceção deste primeiro momento da animação, a direção de Sam Liu e Bruce Timm (ambos responsáveis pelos seriados animados de 1991 e 2005, respectivamente) respeita e consegue transpor a intensidade que estava em cada página do material original. Além dos diretores utilizarem os traços originais de Bolland, eles adicionam – sem afetar o enredo – alguns easter eggs. Intenso, fiel e arrebatador, o que mais um fã pode querer? Mais adaptações de materiais tão antológicos seria a resposta mais sensata.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog


Veja aqui o trailer do filme  A Piada Mortal:

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