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Crítica – Sully comove com a verídica história do pouso forçado no rio

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*Por Clara Camarano – redacao@cine61.com.br

Suspense, terror e pânico dos que estavam a bordo do voo US Airways 1549, no dia 15 de janeiro de 2009. E também dos que acompanharam a história verídica do avião que, por problemas técnicos causados por um incidente, teve que fazer um pouso forçado em pleno rio Hudson, em Nova York.  O que poderia ter sido uma tragédia, no entanto, virou um ato de salvação e de consagração do piloto da aeronave Chesley Sullenberger, conhecido como Sully. O certeiro, porém na época questionado pouso, salvou todos os passageiros do 1549.

A história comovente deu rendeu  a autobiografia Highest Duty: My Search for What Really Matters (2009) e, agora, saiu das páginas para as telonas. O longa-metragem Sully – O Herói do Rio Hudson estreia nas salas dos cinema com todos ingredientes fortes para prender e emocionar o público –  principalmente após a triste  tragédia aérea  com os jogadores da seleção Chapecoense. Com a direção de Clint Eastwood e o protagonismo de Tom Hanks, a produção consegue o brilhantismo necessário para o envolvimento. E sem rodeios. Afinal, a história não abre espaço para nuances de romantismo. Apenas o acidente em si é retratado, em seus vários coloridos. 

Mas nem por isto merece menos mérito. Aliás, pelo contrário. Eastwood consegue tornar o filme investigativo, interessante e, ao menos tempo, misterioso ao revelar aos poucos todos os momentos que anteciparam o pouso. Desde a entrada dos passageiros na aeronave, até a decisão de pousar de Sully (Tom Hanks) e do copiloto Jeff Skiles (Aaron Eckhart), além do forte impacto na água e da reação de pânico dos que estavam ali de frente para a morte.

O enredo destaca-se ainda ao mostrar o pós-acidente, quando o piloto – então herói –  se vê obrigado a enfrentar a mídia e o rigoroso julgamento interno da agência de regulação aérea dos Estados Unidos. A crítica ao sensacionalismo, à invasão dos veículos de comunicação e a consequente privacidade, além do questionamento ao “fator humano” são elementos consagrados do longa. Fica aí o questionamento da era de vazios tecnológicos que vivemos:  É possível raciocinar quando você está prestes a se matar e a matar centenas de pessoas?  Palmas para Tom Hanks, para o elenco afiado e para a direção objetiva, precisa e emocionante de Clint Eastwood. 

Cotação: DaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Sully:

 

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