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Poderosa, Mulher-Maravilha supera expectativas

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*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

Ação, romance e uma história que engloba as atrocidades do Nazismo e da Primeira Guerra Mundial. Depois de vários super-heróis – homens – se revezarem em produções que foram fracassos e sucessos, agora é a vez de Mulher-Maravilha. A personagem criada em 1941 pela DC Comics chega para marcar a estreia solo desta super-heroína e, também, para saciar a curiosidade dos fãs de quadrinhos e até dos leigos que desejavam conhecer melhor a história de Diana.

Sob a direção também de uma mulher, Patty Jenkins, a produção retrata a história de Diana Prince (a Mulher-Maravilha), uma jovem que nunca saiu de sua ilha paradisíaca e é reconhecida como a princesa das Amazonas. Guerreira desde pequena, ela vê sua rotina mudar ao salvar o piloto Steve Trevos (Chris Pine), que cai de avião no local. Ameaçado pelas mulheres desta ilha (a ilha é habitada só por mulheres), Steve confessa ser um espião britânico de uma guerra sem precedentes, a Primeira Guerra Mundial.

A altruísta princesa resolve então contrariar a mãe super-protetora, a rainha Hipólita (Connie Nielsen), e seguir com o rapaz para proteger a humanidade e acabar com o deus Ares que, segundo sua crença, é quem originou a guerra e todo o mal. A história, cheia de nuances, consegue ser retratada de uma forma bem clara. Começa mostrando desde a infância da protagonista, ressaltando sua missão de ser guerreira. Vários elementos lúdicos destacam-se nesta primeira parte, na ilha.

Logo após, o mundo em destruição contrasta com a pureza da jovem guerreira. É a partir daí que é exposta a perversidade da humanidade. Para rechear ainda mais a história, a sensível relação da dupla piloto/guerreira abre margem para um romance. A produção também enaltece o combate da mulher contra os preconceitos machistas. Este empoderamento feminino ganha forças com a bela atuação de Gal Gadot, que imprime todas as sutilezas necessárias para a protagonista. A ingenuidade de Diana garante gargalhadas no meio de toda a ação. O longa, no entanto, peca no final ao cair em um clichê hollywoodiano em uma luta que pouco acrescenta. Mesmo assim, fica uma mensagem sobre um dos maiores poderes que se pode ter: o amor.

Cotação do Cine61: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Mulher-Maravilha:
 




Wonder Woman (EUA / China / Hong Kong, 2017) Dirigido por Patty Jenkins. Com Gal Gadot, David Thewlis , Robin Wright, Chris Pine, Connie Nielsen, Elena Anaya, Lucy Davis, Danny Huston…

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