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Documentário Paulistas é novo título da Sessão Vitrine Petrobras

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A história das transformações de uma região por meio do olhar e da relação de três irmãos: Samuel, Vinícius e Rafael. Este é o mote de Paulistas, de Daniel Nolasco, que estreia dia 22 de fevereiro, pelo projeto Sessão Vitrine Petrobras. Os três se mudaram para a região urbana de Catalão e deixaram para trás a cidade onde nasceram, retornando apenas para passar férias. O filme é inspirado na história do próprio diretor, que passou pelo mesmo processo de “migração“ que os personagens. “Paulistas é a busca por deixar registrado uma forma de cultura que também me pertence e que está prestes a desaparecer diante de tantas transformações. O filme acompanha a dupla contradição entre o retorno e a partida, entre a tradição e modernidade, por meio dos três personagens. Jovens que se mudaram para a região urbana de Catalão (GO) e retornam à casa da família durante as férias. As férias de julho são o momento em que futuro e passado encontram-se completamente presentes na região dos Paulistas”, explica o diretor.

Até a década de 1970, o local era uma região rural do sul de Goiás formada por um conjunto de pequenas fazendas, todas com poucos hectares de terra e com agricultura de subsistência. Todos os moradores da região de Paulistas eram de uma mesma família. Este cenário começou a mudar no fim dos anos 80, com a chegada da monocultura da soja no Estado e com a compra dessas fazendas pelos latifundiários. Começou aí o êxodo da população rural para as cidades, transformando a região em um país de população urbana. Nolasco explica ainda que o filme retrata um universo conhecido e íntimo. “Morei até os dois anos na região – minha mãe foi uma das primeiras a deixar os Paulistas e se mudar para a cidade de Catalão, no interior de Goiás. Vi ao longo dos anos e do passar do tempo à transformação pelo qual passou a região e as pessoas que se mudaram para áreas urbanas. Comecei a observar o fim daquela cultura e daquele modo de vida“.

Para compor esse cenário de contradições entre a tradição e a modernidade, o doc intercala imagens do cotidiano das pessoas dos Paulistas e imagens da hidrelétrica, e   a paisagem sonora de cada um desses lugares busca construir esse conflito que está estabelecido nesta região: da floresta morta à beira do rio ou da plantação de soja que quase invade as poucas casas que ainda restam no local. “O documentário pretende mostrar através de imagens e sons toda esta contradição. É buscando isso que a câmera sempre manterá uma distância dos personagens, assumindo a posição de observador. Um observador que mantém determinada distância para não ser invasivo, mas que ao mesmo tempo é afetuoso e respeitoso. Que buscará não só registrar a visualidade da região, mas a sonoridade e seu tempo. Esse tempo do campo que é diferente de uma cidade, mesmo das pequenas. Um tempo quase sempre governado pela luz do dia, no qual as pessoas acordam com o nascer do sol e vão se recolher no cair da noite”, completa Nolasco.

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