O longa russo Abigail e a Cidade Proibida traz uma história distópica fantástica que se desenvolve em uma cidade em que a magia é banida pelo governo. O mundo tornou-se um microcosmo de uma cidade murada que sofre o flagelo de uma epidemia. Em nome do controle sanitário, esse governo mantém a população sobre um regime de opressão e controle “sumindo” com aqueles que estivessem contaminado por esse mal invisível.

No filme, a magia é a cortina de fumaça para o governo controlar a população e caçar seus opositores para, assim, manter o poder e decidir o melhor destino de todos. Mesmo sendo uma aventura adolescente, Abigail e a Cidade Proibida é um filme sobre tiranias e sobre como, não importando como conquistaram o poder, governos que ascenderam baseando-se na propagação de mentiras e ideais violentos um dia cairão.

Abigail (Tinatin Dalakishvili) é uma jovem inteligente e destemida, dotada de poderes e filha de um brilhante engenheiro. Ela cresce com o forte desejo de resgatar seu pai que foi levado a forças pelo governo enquanto ela ainda era criança. Enquanto corre atrás de pistas, acaba se juntando a um grupo de usuários de magia que resistem a tirania. Nesse mundo em que o questionamento é visto como perigoso, Abigail descobre que quase tudo que estava a sua volta era uma grande mentira.

Abigail e a Cidade Proibida é um filme um pouco mais sombrio do que esperado para uma aventura adolescente, mas ainda é uma aventura divertida e emocionante. No aspecto negativo o filme tem sérios problemas de continuidade e a dublagem para o inglês é decepcionante. O argumento é muito atual e, além de divertido, pode gerar muitas reflexões interessantes.

*Por Túlio Villafañe – contato@cine61.com.br

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