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Ela Disse, Ele Disse dá seu recado sobre empatia e bullying

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“A juventude de hoje em dia é a mesma de alguns anos atrás e será a mesma daqui a alguns anos”.  Quem fala com propriedade sobre o assunto é a escritora carioca dedicada ao universo juvenil, Thalita Rebouças. Ela Disse, Ele Disse é mais um trabalho seu adaptado para as telonas e estreia nas salas dos cinemas brasileiros com todos os sabores e dissabores desta fase conturbada, mas deliciosa. A direção é de Cláudia Castro.

Em entrevista ao Cine61, a autora e o ator Marcus Bessa, que no filme dá vida ao estudioso Leo, discorreram sobre bullying, amores e dramas comuns aos jovens.  “O que muda na adolescência de hoje para a de antigamente é apenas a era digital, que traz o mundo para a palma da mão. Literalmente! Mas, as questões, as dúvidas, as espinhas e os amores impossíveis continuam iguais aos de 40, 50 anos atrás. E acredito que daqui a 20 anos será a mesma coisa”, coloca Thalita.

O filme adentra exatamente nestas questões. A trama conta a história de Rosa (Duda Matte), uma menina estudiosa, e de Leo, um menino legal, defensor dos oprimidos e que, além de tudo, manda bem no futebol. “Mas eu, o Marcus, não mando bem em futebol. Faço musculação, corrida e spinning. Mas jogar bola não é o forte do Marcus”, explica o ator, sorrindo. Novatos no colégio, Rosa e Leo vão ter a missão de fazer novos amigos. Mas, para isso, vão enfrentar alguns dramas. Rosa, mais tímida, bate de frente com Júlia, uma típica blogueirinha popular e encrenqueira interpretada por Maisa Silva.

“Júlia (Maisa) é dona de si, barraqueira. Temos muitas Júlias por aí. E ela (Maisa) está ótima no filme”, ressalta Thalita, com orgulho.

E são estas personalidades diferentes e fortes que movimentam a história. Apaixonadas por Leo, elas disputam e sofrem pelo rapaz. Mas não para por aí. O menino repetente, mais velho e suposto líder do grupo, as meninas mais doces, a professora bacana e a diretora conservadora interpretada por Maria Clara Gueiros apimentam a história, além dos contrastes dos personagens, sejam eles jovens ou adultos.

A mensagem final do dilema juvenil é positiva. O longa-metragem passa um recado empático. “A cena do beijaço mostra essa união. Essa empatia. Em relação aos comentários sobre abordarmos uma cena gay, temos duas meninas e dois meninos dando um beijinho. Se eles são gays ou não nem está em questão”, destaca Rebouças. Também na vibe positiva, Marcus Bessa dá um recado para os jovens. “As pessoas estão muito conectadas na adolescência. Eu mesmo sou bem conectado. Mas devemos usar a internet para o bem. Falo sempre ao meu público para não desistir dos sonhos. Em relação ao combate ao bullying na adolescência, é preciso de duas coisas: alteridade para reconhecer que o outro é diferente e empatia. E é isso que pretendemos mostrar no filme” pontua o ator.

*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

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