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Pacificado circula em festivais do mundo

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No próximo dia 15/02, o filme Pacificado será exibido, às 21h, durante o Toronto Black Film Festival, que acontece, de 12 a 17/02. O festival foi criado em 2013 pela Fabienne Colas Foundation, uma organização artística profissional sem fins lucrativos dedicada à promoção do cinema, arte e cultura no Canadá e no exterior. A Fundação Fabienne Colas também é a criadora do muito bem sucedido Festival Internacional de Cinema Negro de Montreal (MIBFF). Após 8 anos de sucesso contínuo, o Festival Internacional de Cinema Negro de Montreal (MIBFF), apresentado pela Global Montreal, expandiu-se para a vibrante e bela cidade de Toronto. O Toronto Black Film Festival inaugural foi apresentado pela Global Toronto de 13 a 17 de fevereiro de 2013.

Já nos dias 17/2 e 23/2, o filme Pacificado tem sua exibição durante o Perth Festival (Ausutrália), que acontece de 6/2 a 1/3/2020. O festival nasceu das noites anuais de entretenimento das escolas de verão da Universidade da Austrália Ocidental como um ‘festival para o povo’ em 3 de janeiro de 1953. Desde então, o Perth Festival semeou e cultivou décadas de crescimento cultural como o mais antigo festival de artes do Hemisfério Sul. É o principal festival de artes multi-curadoria da Austrália e um dos maiores do mundo, conhecido por encomendar grandes obras novas, celebrando as qualidades únicas de Perth e envolvendo diversos públicos.

A trajetória do Pacificado

Depois de ter levado a Concha de Oro, Concha de Prata e melhor fotografia no Festival de San Sebastián; ter ganhado melhor filme na 43ª. Mostra Internacional de SP e mais outros dois prêmios nas categorias debut, direção e fotografia, no Camerimage (Torún/2019), o Pacificado participou também do Festival de Cinema de Gotemburgo, na Suécia, além de ter sua exibição em um dos festivais mais exclusivos do circuito, o de Avara, no deserto de Israel.

O longa foi rodado no Morro dos Prazeres, onde morou por oito anos o diretor Paxton Winters. O primeiro documentário de Paxton, Silk Road ala Turka, foi feito enquanto viajava pela Rota da Seda. Seu filme de estréia, Crude, sobre dois mochileiros americanos e oportunistas que forjam o próprio sequestro, foi filmado na Turquia e venceu diversos prêmios internacionais.

A história do filme Pacificado foi co-escrita com Wellington Magalhães (morador da comunidade do Morro dos Prazeres) e Joseph Carter que também morou lá por 12 anos. O filme foi produzido pela produtora brasileira “Reagent Media” de São Paulo (Paula Linhares e Marcos Tellechea) e também teve coprodução do diretor norte-americano Darren Aronofsky, que trabalhou em “Réquiem para um sonho” e “Cisne negro”.

Na trama, Tati, uma menina introspectiva de 13 anos, luta para se conectar com seu pai, Jaca, depois que ele é libertado da prisão na esteira turbulenta das Olimpíadas do Rio. Enquanto a polícia brasileira de “pacificação” luta para manter uma ocupação tênue das favelas do Rio, Tati e Jaca devem navegar pelas forças conflitantes que ameaçam inviabilizar sua esperança para o futuro. É um retrato intimista de uma família que tenta encontrar a paz no campo de batalha urbano em constante mudança que chamam de lar.

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