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Documentário aborda o rock de Brasília dos anos 90

Mais do que uma testemunha ocular (e auditiva!) do rock de Brasília, Patrick Grosner registrou em incontáveis fotografias a efervescência da cena que tomou conta da cidade nos anos 1990 – e que revelou para o resto do país bandas como Raimundos, Little Quail e Maskavo Roots. Foi com este privilegiado olhar de insider que Patrick conduziu sua estreia na direção cinematográfica, o documentário Geração Baré-Cola – Usuários de rock – que, em 19 de outubro, será lançado em DVD e BluRay em evento no Cine Drive-In que contará com a projeção do longa-metragem seguida de breves apresentações – no melhor espírito da saudosa Feira de Música – de sete grupos daquela época: Detrito Federal/BSB-H, DFC, Os Cabeloduro, Dungeon, Filhos de Menguele, Os Alices e Restless.

O título do documentrio alude a uma famosa música da Legião Urbana, sugerindo um contraste entre a leva de bandas brasilienses da década de 1980, de grande sucesso comercial e de público, e a turma que veio depois, mais ligada ao underground – e que buscava outros sabores musicais, com mais misturas, tanto de ingredientes nacionais quanto estrangeiros. Essa mentalidade fez proliferar centenas de bandas originais pelo Distrito Federal, de todos os tipos, sérias ou engraçadas, influenciadas por heavy metal, reggae, rockabilly, hardcore, hip hop, rock alternativo e o que mais desse na cabeça.

Abordando um período que vai do final dos anos 1980 até 1994, ou seja, às vésperas do estouro nacional dos Raimundos, Geração Baré-Cola apresenta 29 bandas, desde as mais conhecidas até as que ficaram na poeira do tempo, e costura sua narrativa com registros raros retirados de 30 fitas VHS, como filmagens de shows, ensaios, gravações em estúdio e videoclipes, além de fotografias, cartazes, panfletos e depoimentos de 39 músicos que fizeram parte dessa história. As entrevistas, bem-humoradas e cheias de bons causos, ajudam a entender o contexto histórico, social e cultural em que as bandas surgiram, como formaram suas personalidades musicais e como era a vida em Brasília naquele período.



Geração Baré-Cola – Usuários de rock
19 de outubro, quinta-feira, às 18h30 (abertura dos portões), no Cine Drive-In (SRPN Trecho 1 Centro Desportivo Presidente Médici – Asa Norte). Exibição do documentário, às 20h, seguida de breves apresentações das bandas Detrito Federal/BSB-H, DFC, Os Cabeloduro, Dungeon, Filhos de Menguele, Os Alices e Restless. Lojinha com DVD, BluRay, pôster e camiseta do filme e ainda food trucks e cervejas especiais. Entrada: 1 kg de alimento não perecível. Classificação indicativa: 14 anos. Informações: www.geracaobarecola.com

A semana (19/10 a 25/10) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.


Blade Runner 2049 – Trinta anos após os acontecimentos do primeiro filme, a humanidade está novamente ameaçada, e dessa vez o perigo pode ser ainda maior. Isso porque o novato oficial K (Ryan Gosling), desenterrou um terrível segredo que tem o potencial de mergulhar a sociedade no completo caos. A descoberta acaba levando-o a uma busca frenética por Rick Deckard (Harrison Ford), desaparecido há 30 anos.


Tempestade: Planeta em Fúria – Um criador de satélites (Gerard Butler) precisa trabalhar em parceria com o não muito querido irmão para impedir que uma tempestade de proporções épicas destrua o planeta.


Além da Morte – Na esperança de fazer algumas descobertas, estudantes de medicina começam a explorar o reino das experiências de quase morte. Cada um deles passa pela experiência de ter o coração parado e depois revivido. Eles passam a ter visões em flash, como pesadelos da infância, e a refletir sobre pecados que cometeram. Os experimentos se intensificam, e eles passam a serem afetados fisicamente por suas visões enquanto tentam achar uma cura para a morte.


De Volta Para Casa

De Volta Para Casa – Recém separada do marido, Alice Kinney (Reese Witherspoon) decide recomeçar a sua via se mudando para sua cidade natal, Los Angeles, com as suas duas filhas. Durante uma comemoração noturna do seu aniversário de 40 anos, Alice conhece três aspirantes a cineastas que precisam de um lugar para morar. Ela deixa os rapazes permanecerem em seu quarto de hóspede temporariamente, mas o acordo gera situações inesperadas. A nova família de Alice e um novo amor em vista chegam a um ponto crucial quando seu marido aparece.


Pica-Pau: O Filme – O brincalhão e travesso Pica-Pau está metido em mais uma de suas divertidas brigas por território, e dessa vez os inimigos são o vigarista Lance Walters (Timothy Omundson) e sua namorada Brittany (Thaila Ayala). Eles estão determinados a construir a sua grande casa dos sonhos mas, para isso, precisam derrubar a casa do Pica-Pau, que promete não deixar barato.


A Guerra dos Sexos – Uma disputa de tênis entre o ex-campeão Bobby Riggs (Steve Carell) e a líder da classificação mundial Billie Jean King (Emma Stone) se torna centro de um debate global sobre igualdade de gêneros. Presos sob a atenção da mídia e com ideologias diferentes, Riggs tenta reviver as glórias do passado, enquanto King questiona sua sexualidade e luta pelos direitos das mulheres.


Mãe! – Um casal tem o relacionamento testado quando pessoas não convidadas surgem em sua residência acabando com a tranquilidade reinante.


A Morte Te Dá Parabéns

A Morte Te Dá Parabéns – Uma mulher é assassinada e fica presa em um ciclo vicioso entre vida e morte. Ela deve resolver o mistério de seu próprio assassinato, ressuscitando várias vezes até descobrir quem foi o responsável pelo crime. Só quando ela compreender o que causou sua morte, pode conseguir escapar de seu destino trágico.


As Aventuras do Capitão Cueca – O Filme – Jorge e Haroldo são amigos inseparáveis, tanto no colégio quanto na casa na árvore que mantém juntos, onde se dedicam a escrever histórias em quadrinhos do Capitão Cueca, super-herói por eles inventado. Ambos adoram se divertir na base de pegadinhas, especialmente em relação aos professores e ao rabugento diretor Krupp. Quando são ameaçados de serem separados de turma, Jorge usa um anel hipnótico contra o diretor, que faz com que ele obedeça a todas as suas ordens. É quando a dupla tem a ideia de transformá-lo no próprio Capitão Cueca.


Taego Ãwa – Na faculdade, uma dupla de cineasta encontrou cinco fitas VHS contendo registros culturais da tribo Ãwa. Reunindo outros materiais, eles partem em busca do grupo, apresentando as imagens pela primeira vez e descobrindo a trajetória de enfrentamento com o povo branco desde 1973. Hoje, os Ãwa lutam pela demarcação e restituição de suas terras.

A Cidade Onde Envelheço – Teresa (Elizabete Francisca Santos) é uma jovem portuguesa que decide deixar o país para morar no Brasil. Ela vai direto para a casa de Francisca (Francisca Manuel), uma amiga também portuguesa que, há quase um ano, mora em Belo Horizonte. Por mais que tenha aceitado abrigá-la, Francisca está temerosa sobre como será o convívio entre elas, já que aprecia a solidão e a independência que dispõe. Entretanto, logo o jeito descontraído e espevitado de Teresa a contagia, nascendo uma forte ligação entre elas.

Jonas e O Circo Sem Lona
Jonas e o Circo Sem Lona – Aos 13 anos de idade, Jonas é filho e neto de artistas de circo. O garoto tem seu próprio circo improvisado, frequentado pelos moradores do pobre bairro onde vive, na Bahia. É ele quem coordena os números, prepara os figurinos, a música e controla os ingressos. Jonas pretende abandonar a escola para se juntar ao tio e viver num circo itinerante, mas a mãe prefere que ele permaneça na escola. No meio desta briga, ele descobre as dificuldades da vida adulta.

Entre Irmãs – Pernambuco, década de 1930. Luzia (Nanda Costa) e Emília (Marjorie Estiano) são irmãs que vivem na pequena Taguaritinga do Norte, ao lado da tia Sofia (Cyria Coentro), que lhes ensinou o ofício de costureira. Enquanto Emília sonha em se mudar para a cidade grande, Luzia se conforma com a realidade ao mesmo tempo em que lida com as dificuldades de ter um braço atrofiado, por ter caído de uma árvore quando criança. A vida destas três mulheres muda por completo quando o cangaceiro Carcará (Júlio Machado) cruza seu caminho, obrigando-as a costurar para o bando que lidera.


Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola – Bernardo (Bruno Munhoz) e Pedro (Daniel Pimentel) são estudantes e enfrentam as clássicas tarefas de cumprir as obrigações escolares, tirar boas notas, ter bom comportamento e cumprir as regras da escola, cada vez mais elaboradas graças ao diretor Ademar (Carlos Villagrán). Frustrados, Pedro acaba encontrando um diário de como provocar o caos na escola sem ser pego, o que leva os dois amigos a seguirem as dicas do caderno.

La La Land é um resgate atual dos musicais

Danças, músicas, conflitos e histórias de amor. Na maioria das vezes, daqueles intensos, marcantes, de tirar água dos olhos. Há anos, o gênero musical invadiu os cinemas e conquistou os adeptos que gostam de  acompanhar um roteiro onde são as canções que ditam a condução narrativa. Mesmo com as fases de queda, o fato é que desde clássicos, como Cantando Na Chuva (1952), de Gene Kelly e Stanley Donen, as novidades nunca pararam. No século 21, Moulin Rouge – Amor em Vermelho (2001), de Baz Luhrmann ou o irreverente Chicago (marca de inovação dos musicais), de Rob Marshall (2002),  dentre outros, mostraram que o gênero permanece atualizado. E forte!
La La Land – Cantando Estações foi prova dita e vista. O musical que conta a história do músico Sebastian (Ryan Gosling) e da atriz iniciante Mia (Emma Stone) conquistou, das 13 indicações ao Oscar, seis estatuetas: melhor atriz, diretor, música original, fotografia, design de produção e trilha sonora. Merecidamente. A produção encanta, do início ao fim, nas suas 2h08 de duração, que conseguem fazer uma ode aos clássicos musicais, mas, ao mesmo tempo, assumir o tempo atual.
A trilha sonora puxa pelo jazz tradicional, com imagens vintage e coloridos que mais parecem uma pintura. Linda, por sinal.  Mesmo assim, os carros, a tecnologia e a linguagem são de hoje. É assim que o filme é conduzido a um sonho. Um sonho de artistas potenciais frustrados que almejam pela fama. Mia é atendente de uma cafeteria, mas deseja ser uma atriz famosa. E tem dotes para conseguir o que quer. Já Sebastian é um pianista hábil, mas também malsucedido.
Nestes redemoinhos do destino, eles se cruzam e revelam uma paixão que, de juvenil, mostra a realidade da vida adulta e suas penosas consequências. Há uma bela conexão entre os atores. E não apenas na química entre eles, mas, na paixão interna pela arte. Emma Stone, de fato, mereceu o título de melhor atriz do ano. Ela se envolve neste amor, embora saiba que é a arte que mais lhe atrai. Engraçado, apaixonante, clichê em alguns pontos (propositais, dá para perceber). Uma bela obra que resgata os pensamentos antigos (sejam eles dos amores platônicos, dos musicais) para a atualidade.

*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme La La Land – Cantando Estações:






La La Land (EUA / Hong Kong, 2016) Dirigido por Damien Chazelle. Com Ryan Gosling, Emma Stone, Amiée Conn, Terry Walters, Thom Shelton…

Mostra Cinema e Direitos Humanos premia vencedores

Em sua décima primeira edição, a Mostra Cinema e Direitos Humanos realizará uma premiação dos melhores filmes exibidos nas categorias curta, média e longa-metragem. Os três filmes vencedores foram escolhidos pelo júri popular entre as 37 obras exibidas. A cerimônia será realizada no dia 18 de outubro, às 14h30, na sala 2 do Estação Ipanema. Os filmes serão exibidos logo após a premiação. A entrada é gratuita.
Depois que Te Vi
Os filmes premiados são: melhor média metragem:  De que Lado me Olhas, de Ana Carolina de Azevedo e Helena Sassi; melhor curta-metragem:  Depois que Te Vi, de Vinícius Saramago;  e  melhor longa-metragem: Meu Nome é Jacque, de Angela Zoé. Todos os filmes ganharão um troféu. Estarão presentes na cerimônia representantes dos três filmes, além da Secretária Nacional de Cidadania do Ministério dos Direitos Humanos, Flávia Piovesan.
Meu Nome é Jacque
A Mostra Cinema e Direitos Humanos aconteceu entre os meses de maio e junho deste ano nas 26 capitais e no Distrito Federal, e a temática foi a questão de gênero, com exibição de sete filmes que abordaram a temática sob diversas perspectivas. Foram realizadas mais de 800 sessões gratuitas em centros culturais, instituições públicas e privadas e escolas para um público espectador de mais de 45 mil pessoas, batendo o recorde de público das edições anteriores. “Tivemos ótimos resultados nesta edição e achamos que fazer essa premiação seria uma forma de prestigiar os filmes mais votados”, diz a produtora-executiva da Mostra, Luciana Boal, do Instituto Cultura em Movimento – ICEM.

Cine61 e Abbraccio Cucina Italiana: uma deliciosa parceria

Ninguém resiste à gastronomia italiana, certo? As massas e outras iguarias que aparecem em clássicos como A Dama e O Vagabundo, por exemplo, são de dar água na boca. Deliciosa também é a nova parceria do Cine61 – Cinema Fora do Comum com o irresistível Abbraccio Cucina Italiana. O site irá sortear, em eventos, cortesias para o restaurante, que tem unidades no Iguatemi Brasília (Lago Norte) e ParkShopping (Guará).

Durante pré-estreias ou em outros eventos, o público poderá ganhar um voucher para se esbaldar no restaurante e aproveitar delícias do cardápio, como um pappardelle envolto em molho alfredo e finalizado com ragu de ossobuco braseado em ervas e vegetais. Ou então um Filetto Brianni (filet mignon grelhado, coberto com queijo de cabra e tomates secos e nosso molho Specialitá “Burro al Limone” com manjericão).

Lasagna alla Bolognese
A rede de restaurantes de inspiração italiana Abbraccio veio transformar o comum em extraordinário. Com uma cozinha aberta que permite aos clientes acompanharem a preparação dos pratos, o conceito une a intensidade do aroma e dos sabores característicos da culinária italiana com uma experiência sensorial única. Destaque para a hospitalidade, atendimento caloroso e um mix de produtos que são releituras de clássicos com um toque contemporâneo. A rede pertence ao grupo Bloomin’ Brands.

Exodus traz dramas de refugiados em busca do recomeço

O filme Exodus: De Onde Eu Vim Não Existe Mais, do diretor Hank Levine (alemão radicado no Brasil), mostra a vida de seis refugiados que se afastaram por motivos de guerra das cidades onde nasceram. Na busca por asilo em outros países, muitos perdem anos da vida sem o direito de ir e vir, “condenados” a ficar nos campos de refugiados sem previsão para a resolução burocrática de sua estadia no país de asilo.

Com a narração do ator Wagner Moura somada às imagens com enquadramentos e tratamentos bem trabalhados, o filme toma um ar mais poético e, com isso, possibilita a catarse com os personagens entrevistados. As histórias variam de casos mais amenos para casos mais conturbados. O documentário passa por localidades como Alemanha, Brasil, oeste do Sahara, Sudão do Sul, dentre outros. Em cada uma dessas áreas, a vida dos refugiados varia. No caso de uma das entrevistadas que veio para o Brasil, foi possível para ela encontrar emprego e moradia regulares.

Já na Alemanha, os estrangeiros têm direito à comida e à moradia, porém não têm o direito de ir e vir. O documentário é produzido com muitas falas que acompanham imagens do cotidiano dos refugiados em asilo ou falas diretas para o entrevistador, mas sempre com movimento, fugindo do padrão de entrevista em que o personagem fica sentado respondendo as perguntas ao entrevistador.

O filme se esforça e é bem-sucedido em mostrar a dificuldade dos refugiados em encontrarem um lugar que seja seu. O lar devastado pela guerra, e o asilo como um espaço hostil de refúgio. Acrescentaria ao filme mostrar posicionamento da ONU quanto aos envolvimentos com os refugiados e fala dos países. Além disso, seria interessante que ficasse mais claro qual o procedimento para se asilar nos lugares mostrados no filme.
*Por Bruno Santa Rita, da Agência UniCEUB
Veja aqui o trailer do filme Exodus: De Onde Eu Vim Não Existe Mais:



Exodus: Where I Come from Is Disappearing (Alemanha, 2017) Dirigido por Hank Levine. Com Wagner Moura, Jule Böwe.

Planetário do DF receberá festival de cinema fulldome

O contato com realidades fantásticas, criadas digitalmente, que promovem sensações e percepções profundas. Este é o convite do inédito Immersphere, o 1º Festival Internacional de Fulldome de Brasília, que acontece de 1º a 5 de novembro, no Planetário de Brasília. Através da manipulação áudio-visual de produções concebidas para a exibição em ambiente fulldome, os espectadores poderão vivenciar verdadeiras viagens em camadas em que o real e o virtual se cruzam.

Pela primeira vez realizado no Brasil, Immersphere, o 1º Festival Internacional de Fulldome de Brasília vai exibir 21 filmes produzidos em diferentes países. Serão sete produções do Brasil, cinco da Grã-Bretanha, duas da França, duas da Colômbia e uma de Canadá, Bélgica, México e Espanha. A ideia é proporcionar uma experiência coletiva em ambiente fulldome de grande dimensão. Além das exibições, o evento abre espaço para workshops com conteúdos da área audiovisual e fulldome, palestras e apresentações de projetos/pesquisas.
Into The Sublime, de Alice Kilkenny
Immersphere, o 1º Festival Internacional de Fulldome de Brasília
Data: de 1º a 5 de novembro
Local: Planetário de Brasília
Exibições: até 30 de novembro, dentro da programação do Planetário
Inscrições e informações: http://immersphere.com.br

CCBB recebe a mostra de cinema Rock Terror

O Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília sedia a mostra Rock Terror – mostrando que os dois gêneros se fundem na telona e transcendem os roteiros de cinema. Até 31 de outubro, a sala de cinema mais charmosa da capital do país exibirá 38 filmes, entre ficção e documentários, capazes de mostrar os mais variados aspectos dessa vertente que tem fãs em todo mundo, além de uma masterclass do curador da mostra, o jornalista, pesquisador, documentarista e crítico de cinema Mário Abbade. Rock Terror segue depois para CCBB São Paulo, onde fica de 25 de outubro a 13 de novembro. A entrada é gratuita.
Deathgasm
A mostra tem a missão de trazer luz a um subgênero iniciado no final dos anos 70, quando se vendia o mito de que muitos artistas antes da fama faziam um pacto com o diabo para atingir o sucesso. Lendas à parte, reunir esses filmes sob um olhar apurado é uma forma provocar reflexão sobre o que de fato aconteceu com a realização cinematográfica desse estilo: produções de baixo orçamento, humor involuntário, possessões demoníacas sofríveis, efeitos especiais toscos e cenas propositalmente apelativas em relação a violência e sexo. No dia 20 de outubro haverá uma masterclass com o curador Mário Abbade, um especialista no tema.
Massacre
“Esse subgênero que juntou o rock e o terror surgiu como mais uma contribuição para a cultura pop. E muitos foram os países que aderiram a esse sucesso, como Japão, Alemanha, Índia, França, Inglaterra, EUA, Tailândia e Brasil”, diz Abbade. Serão exibidos na mostra 38 filmes (31 deles de ficção e sete documentários), capazes de mostrar os mais variados aspectos dessa vertente. Entre os filmes raros que serão exibidos, um exemplo é Turnê Assassina (1980), de Don Edmonds, só lançado em VHS nos EUA na época e atualmente fora de catálogo.
O Fantasma do Paraíso
Serviço
Mostra Rock Terror
Local: CCBB Brasília
De 13 a 31 de outubro de 2017
Festa de abertura: 13 de outubro, às 21h
Endereço: SCES, Trecho 2, Conjunto 22 – Brasília (DF).
Horário de funcionamento: o CCBB está aberto ao público de Terça a Domingo, das 9h às 21h.
Bilheteria – Térreo – Telefone: (61) 3108-7038, de Terça a Domingo, das 13h às 21h.
Ingressos para o cinema ficam disponíveis apenas na bilheteria, no dia da sessão.
Entrada Gratuita – com senhas distribuídas 1 hora de antecedência ao início da sessão, havendo o limite de uma senha por pessoa.
Classificação: consultar programação no site http://culturabancodobrasil.com.br/portal/rock-e-terror/

Drama de O Advogado destaca ditadura sul-coreana

Os filmes sul-coreanos têm conquistado cada vez mais o mercado cinematográfico mundial. A Criada (2016) e Oldboy (2003), ambos de Park Chan-wook, e também Mother: A Busca pela Verdade (2009), de Bong Joon-ho, são exemplos de que o cinema sul-coreano é de uma beleza e essência únicas. Agora é o diretor Yang Woo-seok que traz para as salas de cinema brasileiras o longa O Advogado, um fenômeno de bilheteria na Coreia do Sul. Mais de 11 milhões de espectadores já assistiram à produção.

A história é penetrante do início ao fim. São 2h05 de filme, mas o tempo passa desapercebido. O enredo é baseado na vida de Roh Moo- hyun (1946- 2009), advogado sul-coreano defensor dos direitos humanos que ocupou a presidência da Coreia do Sul de 25 de fevereiro de 2003 a 25 de fevereiro de 2008. Mas, aqui, o advogado é Song Woo-suk, interpretado pelo ator Kang-ho Song. Song é um homem simples, de classe média baixa, sem escolaridade, mas cheio de vontade de viver e de empreender. É quando sua vida e de sua família revira de cabeça para baixo. Ele se torna um exímio advogado tributário e começa a ser freneticamente procurado pelo povo. Mesmo com as críticas dos formados em Direito, Woo-suk ascende financeiramente, conquista os clientes e, também, a plateia que se envolve nas cenas.

No filme, além do dia a dia do trabalhador comum – com tomadas do frenesi dentro do escritório que Song divide com o sócio Park Dong – ho (Dal-Su oh) -, é interessante observar também a batalha diária nos detalhes: o protagonista pega ônibus, distribui cartões de seu negócio e chega a quase apanhar na rua por acharem que ele não é um advogado. Ainda, a vida pessoal do personagem é exposta em takes com os dois filhos e a esposa. Em casa, ele também luta para melhorar a vida de sua família e se mostra como um exemplo de patriarca. Outro ponto de sua rotina é a relação que mantém com a dona de um antigo e simples restaurante que não abre mão de frequentar diariamente, mesmo depois de se tornar bem-sucedido.

Quem nunca foi à Coréia do Sul, vai se sentir lá dentro. Afinal, a produção exalta os trejeitos dos sul-coreanos. A exemplo, Song Woo-suk ganha coloridos na interpretação de Kang-ho Song, um homem frenético, mas ao mesmo tempo engraçado, companheiro e fiel para com seus amigos e família. A alegria deste povo contagia em cenas de confraternização dentro do restaurante, assim como a culinária do país. Carne de porco é um dos pratos preferidos do protagonista e dá água na boca também do outro lado da telona.
Detalhes à parte, o filme se torna ainda mais primoroso por ser dividido em dois momentos. Antes e depois de 1981. Na primeira uma honra assistimos a uma produção leve, que mostra a ascensão de Song e o seu empenho em concretizar o sonho de empreender. Já no segundo “capítulo”, a violência da ditadura imposta na Coreia do Sul na década de 80 toma conta. De leve, o longa passa a pesar. Ao se envolver no caso de estudantes detidos brutalmente pela polícia em tempos de chumbo, Song Woo-suk irá olhar internamente para os seus valores e caminhar em prol da defesa da população. O que começou como rosas, termina como cravos que, mesmo assim, não deixam de ser flores. Cenas de espancamentos dentro das prisões e a agressão contra o advogado que passa a ser considerado como comunista são de indignar. De fato, uma bela obra de arte que consegue escancarar as crueldades deste período ditatorial, a rotina de um trabalhador e peculiaridades da cultura sul-coreana.



*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme O Advogado:



Byeon-ho-in (Coreia do Sul, 2013) Dirigido por Woo-seok Yang. Com Kwang Soo Cha, Seon-Mook Cho, Ki-Jung Han, Sung-ho Hong, Min-gi Jo…

Prepare-se para a pré-estreia de Tempestade – Planeta em Fúria

Você já viu o trailer de Tempestade – Planeta em Fúria aqui no Cine61 – Cinema Fora do Comum. A novidade é que o filme estreia no próximo dia 19 de outubro. Conheça a sinopse: Depois de uma série de desastres naturais sem precedentes ameaçar o planeta, os líderes mundiais se unem para criar uma rede complexa de satélites para controlar o clima mundial e manter todos em segurança. Porém, agora, algo deu errado – o sistema criado para proteger a Terra passou a atacá-la, dando início a uma corrida contra o tempo para descobrir a verdadeira ameaça, antes que uma tempestade de proporções globais devaste tudo… e todos em seu caminho.

A pré-estreia deste filme já está marcada e o Cine61 vai convidar algumas pessoas que se inscreveram na Lista61. Acompanhe aqui os nomes de quem recebeu e aceitou nosso convite. Vale a pena lembrar que não é um sorteio: todos que são inscritos na lista serão convidados para alguma pré-estreia do site! Saiba mais sobre o funcionamento da Lista61 aqui. Os confirmados da Lista61 são: Felipe Ribeiro Duarte, Bruna Reis, Kathyllin Farias, Cris Melo e Leonardo Lima de Oliveira!