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Anna Muylaert fala sobre carreira e cinema brasileiro

O cinema nacional pauta a entrevista da diretora Anna Muylaert com o apresentador Aderbal Freire-Filho no programa Arte do Artista desta terça (18), às 21h30, na TV Brasil. A convidada aborda temas polêmicos e discute os rumos da sétima arte no país. Durante o papo, ela conta passagens da sua trajetória de roteirista a cineasta, analisa a importância das premiações que conquistou e debate o sucesso de Que Horas Ela Volta? (2015), com Regina Casé.

Anna comenta até o convite para integrar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, a entidade que escolhe os vencedores do Oscar. “Há uma política para estimular a representatividade”, explica. A cineasta revela que o italiano Federico Fellini foi uma de suas inspirações ainda na infância quando escolheu seguir carreira nessa área audiovisual após assistir o longa “Amacord”, comédia dramática de 1973. 
Que Horas Ela Volta?
“Ali para mim transcendeu. Eu entendi que ia longe… Ainda nem sabia direito o que era cinema, mas com 14 anos decidi fazer cinema”, recorda a entrevistada. “Fellini tinha essa capacidade de trazer a alma e a poesia. Deixar o espectador irmanado. Ele era muito coração”, complementa. Na divertida conversa, Anna Muylaert ainda reflete sobre a relação entre cinema e televisão no Brasil. “Há uma influência direta da TV no cinema nacional. Aqui existe muito a estética da novela. Na Argentina e no Uruguai, por exemplo, isso não acontece”, analisa a diretora de filmes como Durval Discos (2002), É Proibido Fumar (2009) e Chamada a Cobrar (2012). 
É Proibido Fumar
Neste Arte do Artista, a cineasta fala sobre sua produção mais recente, o já premiado drama Mãe Só Há Uma (2016). Anna Muylaert avalia se a globalização é a natureza do cinema e um caminho para os cineastas. Ela comenta as obras de diretores como o mexicano Alejandro Iñárritu, o espanhol Pedro Almodóvar e o argentino Héctor Babenco. Aproveitando a temática da utopia, mote da quarta temporada do programa da TV Brasil, Anna reflete sobre a relação das artes com a utopia. “A arte chega na utopia mais rápido do que a realidade”, pontua a diretora que diferencia ficção, realidade e documentário em uma produção cinematográfica e pondera se o cinema pode ser considerada a mais “engajada” de todas as artes. Anna Muylaert também conta suas preferências na produção nacional. “Um dos filmes brasileiros que está entre os meus favoritos é Bendito Fruto, com Otávio Augusto, Vera Holtz, Zezeh Barbosa e Camila Pitanga. O filme não tem o status que eu acho que ele deveria ter”, lamenta. 



Serviço:
Arte do Artista – terça (18), às 21h30, na TV Brasil
Arte do Artista – terça (18) para quarta (19), às 2h45, na TV Brasil
Arte do Artista – sábado (22) para domingo (23), à 0h30, na TV Brasil

Terror derrapa com tons de ficção científica em Ringu Espiral

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Sadako se tornou um dos maiores ícones do terror japonês dos últimos tempos, ainda mais com o sucesso da refilmagem norte-americana de seu filme, lançada por aqui como O Chamado. No Japão, foram várias as continuações e variações da história da menina cabeluda que sai da televisão. Uma delas é Ringu Espiral, que pode ser vista na Netflix.
O filme foi lançado junto com o primeiro Ringu, mas foi um fracasso de bilheteria e acabou sendo esquecido. A continuação oficial foi Ringu 2, que tem o mesmo diretor do original, Hideo Nakata. O motivo para Espiral ter sido ignorado na cronologia da série é bem simples: ele é completamente diferente do que se pode imaginar.

Enquanto o segundo Ringu traz diversos elementos de ficção científica, Espiral deixa de lado o terror e parte de vez para a ficção. Em vez de fantasmas, sustos e a vilã assustadora, o que se vê é a investigação de um médico que tenta acabar de vez com a tal maldição. O filme procura explicar quase todos os porquês de Sadako, justiciando até mesmo a forma que as pessoas morrem após ver a fita de vídeo.

O grande problema é que tanta explicação fez com que o quesito terror fosse prejudicado. O título usa muitos personagens do original, e conta com um novo foco. O protagonista é um médico sem motivação para viver que acaba por se ver envolvido na lenda urbana do VHS de Sadako. Há espaço para drama familiar e até para um plano de vingança contra a humanidade. Agora o horror mesmo não aparece…
Veja aqui o trailer do filme Ringu Espiral:

Rasen (1998, Japão) Dirigido por Jôji Iida. Com Kôichi Satô, Miki Nakatani, Hinako Saeki, Shingo Tsurumi, Shigemitsu Ogi, Yutaka Matsushige…

Michael Bay deixa mensagem para os fãs dos Transformers

Há mais de 10 anos na direção da franquia Transformers, Michael Bay lançou vídeo e mandou um recado para os fãs sobre a sequência Transformers: O Último Cavaleiro, que estreia em 20 de julho. Na mensagem postada nas redes sociais do filme, o cineasta comenta parte do processo de criação do novo longa-metragem e fala sobre a expansão da mitologia dos Autobots. Ele também revela que se empenhou como nunca para levar a histórias às telas da melhor maneira possível e que essa pode realmente ser a sua última colaboração à frente do projeto.
“Tenho vivido nessa franquia por mais de 10 anos. Para Transformers: O Último Cavaleiro, montamos uma sala de roteirista, projetada para expandir de forma significativa nossa mitologia, integrando nossos filmes de uma maneira completamente diferente. Todos os filmes estarão interligados. 
Foi uma imensa tarefa expandir a mitologia desde o início do mundo, através da história. Tivemos uma excelente equipe de roteiristas: Akiva Goldsman (Uma Mente Brilhante); Art Marcum & Matt Holloway (Homem de Ferro); Ken Nolan (Falcão Negro em Perigo); Zak Penn (Ready Player One); Lindsey Beer (Barbie); Geneva Robertson-Dworet (Lara Croft: Tomb Raider); Christina Hodson (Bumblebee); Steven DeKnight (Demolidor: O Homem Sem Medo, série Smallville: As Aventuras do Super Boy); Jeff Pinkner (O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro, série Lost) e Andrew Barrer & Gabriel Ferrari (Homem-Formiga).

Durante todo o verão de 2015, eles trabalharam em um espaço enorme no terreno da Paramount, cercados de mais de 10.000 imagens conceituais da história da franquia: os filmes, os desenhos e as histórias em quadrinhos. Eles tinham um Bumblebee em tamanho real, uma cabeça do Megatron e muitos outros elementos cenográficos olhando fixamente para eles. Nós nos inspiramos em tudo. Aquela era a sala dos sonhos de um fã. 

Trouxemos historiadores de Transformers da Hasbro para contar-lhes por onde os filmes Transformers estiveram – para que eles pudessem descobrir onde esse poderia ir. Posso dizer com certeza que nunca houve um filme da série Transformers com tamanho escopo visual e mitologia expansiva como O Último Cavaleiro.

É uma mistura de tristeza e alegria para mim. Depois de cada filme da franquia Transformers, eu disse que aquele seria o meu último. Vejo os 120 milhões de fãs em todo o mundo que assistem a esses filmes, as enormes filas no parque temático Transformers: The Ride 3-D e as incríveis crianças da Fundação Make-A-Wish que visitam meus sets e isso, de alguma forma, me faz querer continuar. Amo fazer estes filmes. Esse filme foi especialmente divertido de filmar. Mas, desta vez, poderá ser realmente o último. Então, estou caprichando nesta sequência. É um capítulo final e um novo começo.”

Perfil: Tudo sobre o cineasta chinês Zhang Yimou

Zhang Yimou foi aclamado como um dos mais ambiciosos e influentes cineastas, não apenas em sua terra natal, a China, mas também no mundo inteiro. Muitos de seus filmes, começando por Sorgo Vermelho (sua estreia na direção em 1987), ganharam ou competiram por virtualmente cada um dos principais prêmios do cinema do planeta. Ele apresentou uma variedade de gêneros em seu trabalho (romance, história, comédia), junto de uma ampla gama de temas (feminismo, sexualidade, política) que majestosamente retratam o espetáculo da história da China, enquanto servem de alegorias sobre a vida e as pessoas de sua pátria.

Yimou nasceu em Xi’an, na província de Shaanxi, na China. Zhang adquiriu sua primeira câmera vendendo seu próprio sangue depois de se fascinar por filme e imagens visuais por meio das peças de propaganda do governo que eram sua única fonte de entretenimento permitida. Ele estudou cinematografia na Beijing Film Academy, se tornando parte da assim chamada Quinta Geração de cineastas da China, o primeiro grupo a se formar (1982) pela instituição após o fim da turbulenta Revolução Cultural das décadas de 1960 e 1970. Ele iniciou sua carreira como diretor de fotografia e trabalhou com dois de seus colegas formados da Quinta Geração em seus dois primeiros filmes – One and Eight (cujo nome original é Yi ge he ba ge, de1983 com o diretor Zhang Junzhao) e Terra Amarela (originalmente intitulado Huang tu di, com o diretor Chen Kaige em 1984, este filme apresentou o cinema contemporâneo chinês para o público ocidental).

Durante grande parte de sua carreira, os filmes do próprio Yimou seriam elogiados por sua aparência visual, frequentemente baseada em um esquema de cores específico que permeava todo o trabalho, uma prática que remonta ao seu trabalho de operador de câmera. Ele se uniu novamente a Kaige como diretor de fotografia em The Big Parade (Da yue bing, 1986) e também foi responsável pela direção de fotografia de The Old Well (Lao jing, 1986). Neste último, que foi filmado em sua cidade natal de Xi’an, Yimou também atuou em frente às câmeras e ganhou o Prêmio de Melhor Ator no Festival Internacional de Cinema de Tóquio.

No ano seguinte, Yimou fez sua estreia na direção em Sorgo Vermelho, recebendo o Urso de Ouro de Berlim no Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde ele se transformou em um favorito perene. Diversos de seus filmes posteriores foram exibidos no prestigioso evento e, em 1993, ele participou do júri do festival. O prêmio marcou a primeira de muitas homenagens ao seu trabalho como diretor, bem como o início de uma longa colaboração com a atriz Gong Li, que ele dirigiu em nove de seus filmes (sendo o último deles Amor Para a Eternidade em 2014), uma associação que resultou na fama internacional no cinema para a atriz.

Flores do Oriente (2011)

Yimou é o primeiro cineasta chinês a ser reconhecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas®, ao ser indicado ao Prêmio Oscar® de Melhor Filme em Idioma Estrangeiro três vezes – Amor E Sedução (1990), Lanternas Vermelhas (Da hong deng long gao gao gua, 1991) e Herói (Ying xiong, 2002). Seus filmes foram indicados a mais três Prêmios Oscar® – Operação Xangai (Yao a yao, yao dao wai po qiao, 1995) pela belíssima direção de fotografia de Lü Yue, O Clã das Adagas Voadoras (Shi mian mai fu, 2004) 76 pelo glorioso trabalho de câmera de Zhao Xiaoding e A Maldição da Flor Dourada (Man cheng jin dai huang jin jia, 2006) pelos exuberantes designs de figurino de Chung Man Yee.

Cinco dos filmes de Zhang também foram indicados ao Prêmio Globo de Ouro da Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood (na categoria de idioma estrangeiro) – Tempo de Viver (Huo zhe, 1994), Operação Xangai, Herói, O Clã das Adagas Voadoras e, mais recentemente, Flores do Oriente (Jin líng shí san chai, de 2011). Adicionalmente, seus filmes renderam várias honrarias de organizações prestigiosas, como New York Film Critics Circle, Los Angeles Film Critics Association, National Society of Film Critics e National Board of Review, que citou cinco de seus filmes como os melhores do ano – Lanternas Vermelhas, A História de Qiu Ju (Qiu Ju da guan si), Tempo de Viver, Operação Xangai e A Maldição da Flor Dourada. Dois de seus filmes (Lanternas Vermelhas e A História de Qiu Ju) receberam indicações ao Prêmio Independent Spirit de Melhor Filme Estrangeiro.

Yimou foi agraciado com inúmeras condecorações em todo o mundo, incluindo dois Leões de Ouro por A História de Qiu Ju e Nenhum a Menos (Yi ge dou bu neng shao) e um Leão de Prata por Lanternas Vermelhas no Festival de Cinema de Veneza, o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cinema de Cannes por Tempo de Viver, três indicações à Palma de Ouro por Operação Xangai, Amor E Sedução e Tempo de Viver, o Uso de Prata de Berlim no Festival Internacional de Cinema de Berlim por O Caminho Para Casa (Wo de fu qin mu qin), o Prêmio Alfred Bauer por Herói, três indicações ao Urso de Ouro de Berlim por Uma Mulher, Uma Arma e Uma Loja de Macarrão (San qiang pai an jing qi), Herói e O Caminho Para Casa, dois prêmios British Academy of Film and Television Arts (BAFTA) de Melhor Filme Estrangeiro por Lanternas Vermelhas e Tempo de Viver, com uma terceira indicação por O Clã das Adagas Voadoras, o Prêmio do Público no Festival de Cinema de Sundance por O Caminho Para Casa o Prêmio de Melhor Filme em Idioma Estrangeiro da Toronto Film Critics Association por Herói, que também predominou no Festival de Cinema de Hong Kong, ganhando sete prêmios em 14 indicações. Hoje, ele permanece como o filme de maior bilheteria da história do cinema na China.

Além de seu sucesso de crítica nos Estados Unidos e no Canadá, os filmes de Yimou também mereceram reconhecimento e aclamação em quase todos os continentes – América do Sul (Associação de Críticos de Cinema da Argentina, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo), Europa (Prêmios do Cinema Europeu, Festival de Cinema de Estocolmo, Oslo Films from the South Festival, London Critics Circle Film Awards, Prêmio David di Donatello na Itália, entre outros) e Ásia (Asian Film Awards, Hundred Flowers Awards, Shanghai Film Critics’ Awards, Asia Pacific Screen Awards, entre outros). Junto de seus triunfos no cinema, Yimou também ganhou elogios do público e da crítica no mundo inteiro por sua grandiosa montagem das cerimônias de abertura e encerramento dos XXIX Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. Naquele mesmo ano, ele ficou em segundo lugar na votação de Personalidade do Ano da Revista TIME Magazine.

Una mostra o reencontro tenso de uma relação pedófila

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Após muito tempo de ausência, Una (Rooney Mara) reencontra-se com Ray, que agora se chama Pete (Ben Mendelsohn). Os dois tiveram um relacionamento amoroso há quatro anos e a conversa entre ambos é marcada por mágoas do passado e questionamentos sobre a conturbada relação vivida. Há um detalhe, contudo, que muda todo o contexto desta trama aparentemente comum: na época em que os dois tiveram um caso, Ray era um homem com mais de 30 anos, enquanto Una era uma pré-adolescente de 13 anos.

O longa-metragem dirigido por Benedict Andrews trata da polêmica relação de um adulto com uma garota menor de idade. O roteiro foi escrito por David Harrower com base em sua peça teatral, que foi sucesso de público. Os diálogos são fortes, muitas vezes difíceis. O que se vê é um confronto de palavras à flor da pele sustentado por boas interpretações. A protagonista, agora uma mulher, consegue enfrentar o homem, que foi preso pelo que fez.
Em vez de seguir o caminho mais óbvio da vítima vingativa versus seu abusador, Una trabalha as entrelinhas, as singularidades que individualizam cada pessoa. O maior destaque do filme, sem dúvidas, é a complexidade de suas personagens. Sem fazer juízo de valores, a trama dá espaço para o diálogo e voz para as duas versões dos fatos. Apesar de se tratar de um tema incômodo, não existe um sensacionalismo e não há cenas apelativas.
Isso não ameniza a seriedade da situação e muito menos a repercussão que uma vida sexual iniciada antes da hora representa na personalidade da protagonista. Una começa como um drama, sempre intenso e inesperado. E a tensão tem um ritmo crescente, caminhando para um suspense. O roteiro é todo fragmentado, unindo flashbacks, lembranças e memórias de Una e Ray de acordo com seus próprios pontos de vista. Um dos melhores trabalhos de Rooney Mara.

Veja aqui o trailer do filme Una:

 

Una (Reino Unido/EUA/Canadá, 2016) Dirigido por Benedict Andrews. Com Rooney Mara, Ben Mendelsohn, Riz Ahmed, Tobias Menzies, Poppy Corby-Tuech, Natasha Little…

Swarovski lança coleção inspirada em A Bela e a Fera

A versão em live action da animação A Bela e a Fera inspirou a marca Swarovski. Composta por joias e objetos de decoração, a linha A Bela e a Fera contempla o romance vivido entre a adolescente sonhadora e o príncipe enfeitiçado. Os colares, anéis e brincos fazem referência a famosa rosa encantada que aparece no longa. Já a linha Crystal Living, surge em formato de esculturas e canetas – perfeitas para presentear e dar um toque lúdico aos ambientes.

A semana (13/4 a 19/4) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.

Velozes & Furiosos 8 – Depois que Brian (Paul Walker) e Mia (Jordana Brewster) se aposentaram, e o resto da equipe foi exonerado, Dom (Vin Diesel) e Letty (Michelle Rodriguez) estão em lua de mel e levam uma vida pacata e completamente normal. Mas a adrenalina do passado acaba voltando com tudo quando uma mulher misteriosa (Charlize Theron) faz com que Dom retorne ao mundo do crime e da velocidade.


Despedida em Grande Estilo – Willie (Morgan Freeman), Joe (Michael Caine) e Albert (Alan Arkin) são amigos há décadas. Eles levam uma vida pacata, mas sofrem com problemas financeiros. Quando Willie testemunha o assalto milionário a um banco, decide chamar Joe e Albert para elaborarem o seu próprio assalto. É a vez de os idosos se rebelarem contra a exploração dos bancos.



Martírio

Martírio – Uma análise da violência sofrida pelo grupo Guarani Kaiowá, uma das maiores populações indígenas do Brasil nos dias de hoje e que habita as terras do centro-oeste brasileiro, entrando constantemente em conflito com as forças de repressão e opressão organizadas pelos latifundiários, pecuaristas e fazendeiros locais, que desejam exterminar os índios e tomar as terras para si.


Os Smurfs e a Vila Perdida – Smurfette não está contente: ela começa a perceber que todos os homens do vilarejo dos Smurfs têm uma função precisa na comunidade, menos ela. Indignada, ela parte em busca de novas descobertas, e conhece uma Floresta Encantada, com diversas criaturas mágicas. Enquanto isso, o vilão Gargamel segue os seus passos.


A Bela e a Fera – Versão da animação A Bela e a Fera em live action. Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. No castelo ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é na verdade um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.


A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell – Num mundo pós 2029, cérebros se fundem facilmente a computadores e a tecnologia está em todos os lugares. Motoko Kusanagi, conhecida como Major, é uma ciborgue com experiência militar que comanda um esquadrão de elite especializado em combater crimes cibernéticos



Por Trás do Céu – Em um lugar tomado pela extrema pobreza, Aparecida (Nathalia Dill), mulher forte do sertão, vive cheia de sonhos e esperança. Enquanto o marido Edivaldo (Emilio Orciollo Neto) leva uma vida amargurada por uma tragédia do passado, a jovem decide tomar uma atitude que pode mudar sua trajetória para sempre: partir para a cidade grande.


Era o Hotel Cambridge – Refugiados recém-chegados ao Brasil dividem com um grupo de sem-tetos um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Além da tensão diária que a ameaça de despejo causa, os novos moradores do prédio terão que lidar com seus dramas pessoais e aprender a conviver com pessoas que, apesar de diferentes, enfrentam juntos a vida nas ruas.


O Poderoso Chefinho

O Poderoso Chefinho – Um bebê falante que usa terno e carrega uma maleta misteriosa une forças com seu irmão mais velho invejoso para impedir que um inescrupuloso CEO acabe com o amor no mundo. A missão é salvar os pais, impedir a catástrofe e provar que o mais intenso dos sentimentos é uma poderosa força.


Fragmentado – Kevin possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar.


Pitanga – A vida, a obra, a trajetória e a carreira de Antônio Pitanga, um dos maiores atores do cinema nacional de todos os tempos, protagonista de momentos marcantes da cinematografia brasileira e protagonista de filmes importantes dirigidos por nomes como Glauber Rocha, Cacá Diegues e Walter Lima Jr.


Cães Selvagens – A história de três homens que saíram da prisão e agora tentam se adaptar à vida civilizada. Troy (Nicolas Cage) procura uma vida limpa e sem complicações, mas não consegue deixar de lado o ódio pelo sistema; Diesel (Christopher Matthew Cook) perde a cada dia o interesse na rotina suburbana e na esposa; e Mad Dog (Willem Dafoe), o mais insatisfeito, planeja um crime perfeito que será a salvação de todos.

Apesar da Noite perturba com o vazio refletido no sexo

*Por Clara Camarano – redacao@cine61.com.br

Os franceses são conhecidos por usarem a abusarem dos recursos cinematográficos em suas produções. Este é o caso do diretor Philippe Grandrieux, que acumula em seu currículo filmes que merecem aplausos, principalmente pela ousadia que dá certo. Dentre eles, Sombre (1998), Um Iac (2008) e La Vie Nouvelle (2002) são exemplos de longas que tornaram o diretor reconhecido mundialmente. Agora abusando ainda mais dos ingredientes que o cinema proporciona, o francês chega com Apesar da Noite.

São 2h36 de experiências sensoriais e cenas intensas de sexo que não beiram ao erotismo. Elas são mais um recurso para mostrar o vazio existencial e o “estupro” pessoal  dos seus personagens. Com uma fotografia muitas vezes escura, excesso de closes que realçam os rostos e angústias, além das câmeras móveis que perturbam, Apesar da Noite é um drama investigativo que expõe sem eiras nem beiras os traumas humanos. É assim que se dá a história que tem foco em Lenz (Kristian Marr), um homem que deixa a Inglaterra para retornar a Paris em busca de Madeleine, uma mulher que fez parte da sua vida mas sumiu em circunstâncias obscuras.
É neste momento que ele conhece e se envolve com Helène (Ariane Labed), uma enfermeira que também guarda as mágoas de seu passado nebuloso. A história ainda se mescla em um pressuposto quadrado amoroso acrescido dos personagens Louis (Paul Hamy), que mantém um relacionamento aberto com Lena (Roxane Mesquida). O cruzamento das vidas dos quatro expõe as dores destes personagens e de seus vazios, que são revelados nas próprias relações frágeis que eles mantém.
O sexo sem amor e pudor e a necessidade de viverem anestesiados e em estado de inconsciência ganham ainda mais cores na filmagem. A inconsciência é retratada nas tomadas incômodas, enquanto nos estados conscientes do filme as câmeras paradas, com planos abertos mostram a proposital falta de graça que estes personagens apresentam perante a vida. O brilhantismo e inovação rendeu à produção a participação no Festival du Nouveau Cinéma e uma indicação no Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires. Em terrinhas brasileiras, ele fez parte ainda da Mostra Mundial Indie Festival 2016. Vale a pena conferir.

Veja aqui o trailer do filme Apesar da Noite:

Malgré la Nuit (2015, França, Canadá) Dirigido por Philippe Grandrieux. Com Kristian Marr, Ariane Labed, Roxane Mesquida, Johan Leysen, Paul Hamy…

Garota arrisca a vida por amor em Tudo e Todas as Coisas

E se você não pudesse tocar absolutamente em nada do mundo? E se não pudesse respirar ar fresco, sentir o sol quente em seu rosto… ou beijar seu vizinho? Tudo e Todas as Coisas narra a improvável história de amor de Maddy, uma garota de 18 anos, inteligente, curiosa e cheia de imaginação, vítima de uma doença raríssima que a impede de abandonar a proteção do ambiente hermeticamente fechado no qual vive dentro de sua casa, e Olly, o vizinho da casa ao lado que não está disposto a deixar que a condição de Maddy os afaste um do outro.
Maddy está desesperada para experimentar o desejado e estimulante mundo além das paredes de seu quarto – e a promessa de seu primeiro amor. Os olhares trocados apenas pelo vidro das janelas e as conversas por textos criaram um profundo laço entre Maddy e Olly, que os leva a arriscar tudo para ficarem juntos… ainda que eles possam perder absolutamente tudo. O filme está previsto para ser lançado no Brasil em 15 de junho, com distribuição internacional da Warner Bros. Pictures.
 

Crítica: Voando Alto é bobinho, mas consegue divertir

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Odiado por muitos – incluindo pela atriz protagonista, que já admitiu não gostar das roupas apelativas e ângulos filmados – o longa-metragem Voando Alto é uma comédia romântica bobinha. Reprisado diversas vezes na televisão, o filme estadunidense tem direção do brasileiro Bruno Barreto, que também assinou O Que É Isso, Companheiro?, um dos poucos filmes nacionais a ganhar uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Com roteiro do estreante Eric Wald, o título é estrelado por Gwyneth Paltrow, que interpreta a sonhadora Donna Jensen. Disposta a mudar de vida e sair da cidadezinha do interior onde cresceu, ela decide seguir carreira como aeromoça. Donna conhece o simpático Ted Stewart (Mark Ruffalo, de Zodíaco), homem que também está naquele momento da vida onde é preciso escolher qual caminho seguir.

Existe todo um apelo sexual presente nas roupas apertadas e visual cafona, de propósito. Esses são um dos elementos mais divertidos, pelas cores forças, penteados e decoração dos lugares. Tudo muito exagerado e brega. O elenco é reforçado por Christina Applegate e Mike Myers (Austin Powers), que é quem faz praticamente todas as piadas.

Voando Alto definitivamente não é o melhor exemplo de comédia romântica bem-sucedida. E é surpreendente que Paltrow tivesse aceitado o papel – ainda mais depois de ter ganhado um Oscar de melhor atriz por Shakespeare Apaixonado, em 1998. Mesmo assim, é um filme leve e que fala do dilema entre coração e a razão. E como é preciso encontrar o equilíbrio entre a vida sentimental e profissional.

Cotação do Cine61Cine61Cine61Cine61

Veja aqui o trailer do filme Voando Alto:


View From The Top (EUA, 2003) Dirigido por Bruno Barreto. Com Gwyneth Paltrow, Christina Applegate, Mark Ruffalo, Candice Bergan, Joshua Malina…