Início Site Página 197

Diretor de Floresta Maldita fala de Aokigahara

Ambientado na labiríntica e soturna Floresta Aokigahara, situada na base do Monte Fuji, no Japão, Floresta Maldita é um thriller sobrenatural estrelado por Natalie Dormer (Game of Thrones, Jogos Vorazes – A Esperança Parte 1 e Final) e Taylor Kinney (Mulheres ao Ataque e Chicago Fire), sob a direção de Jason Zada.

Vencedor do prêmio Emmy de Experiência Pessoal Cinematográfica com o curta-metragem Take This Lollipop, diretor de publicidade e do clipe Lost in the Echo, da banda Linkin Park, Jason Zada estreia como diretor de longas com Floresta Maldita, cujo roteiro também pode ser interpretado como um estudo sobre a loucura. No vídeo abaixo, o o diretor comenta o porquê da escolha da floresta como personagem da história.

“A floresta com certeza é um personagem no filme, é o vilão”, comenta Zada. O diretor reforça que o fato de ser um lugar real, foi o que mais o atraiu ao projeto. Aokigahara é o local preferido dos suicidas porque há muito tempo era onde as famílias levavam seus entes doentes ou perturbados para morrer, quando não podiam mais tomar conta deles. Segundo a lenda, a floresta, também chamada de Mar de Árvores, guarda espíritos de alguma maneira irritados e descontentes que, dizem, se alimentam da tristeza da alma dos visitantes que se arriscam a desafiar a lenda.

Fabricio Boliveira é eletrocutado em Nise

Depois de um período de quinze meses na prisão e oito anos vivendo na clandestinidade por conta do seu envolvimento com os círculos marxistas da época, Nise da Silveira (Gloria Pires) retorna ao trabalho no Hospital Psiquiátrico Pedro II. A cena que presencia durante a sua primeira reunião com seus colegas vai marcá-la e inspirar sua revolução no tratamento de pacientes utilizando terapias mais humanas e sem violência.

O primeiro clipe divulgado do filme Nise – O Coração da Loucura mostra uma sessão de eletroconvulsoterapia aplicada em Fernando, interpretado por Fabrício Boliveira, e a indignação da psiquiatra ao testemunhar a agressão sofrida pelo paciente. Na época, o eletrochoque era um dos métodos mais usados nos manicômios brasileiros e aceito pela classe médica, mas Nise sempre se recusou a apertar o botão. Dirigido por Roberto Berliner, Nise – O Coração da Loucura chega aos cinemas brasileiros em 21 de abril.

Clássico A Cor Púpura retorna às livrarias

Três anos depois de sua primeira publicação, o romance A Cor Púpura, que ganhou o prestigiado prêmio Pulitzer em 1983, foi adaptado para os cinemas. Os personagens de Alice Walker ganharam então vida e voz nas interpretações inesquecíveis de Whoopi Goldberg (no papel de Celie), Danny Glover, Margaret Avery e Oprah Winfrey. O elenco estrelado foi dirigido por Steven Spielberg.

Reeditado agora pela José Olympio, o livro é um convite à narrativa envolvente de Walker. A história, que se passa no sul dos EUA na primeira metade do século 20, é toda contada por meio de cartas que Celie, a protagonista, escreve a Deus, um de seus poucos interlocutores numa vida de silêncios, violência e aniquilamento de sua personalidade. Negra e pobre, ela também escreve para Nettie, sua irmã, melhor amiga e alma gêmea. As duas são afastadas quando Celie é oferecida em casamento a um homem mais velho. Violentada diversas vezes ao longo da trama, ela passa os dias cuidando dos enteados e sonhando com os dois filhos que seu pai, depois de engravidá-la, tirou de seus braços.

O livro tem ainda outras personagens-chave: Sophia, esposa do enteado de Celie, e Shug Avery, amante de seu marido. As duas, com estratégias diferentes, são vozes que se levantam contra o racismo e o machismo em uma sociedade extremamente conservadora e segregacionista. É com Shug que Celie descobre o prazer, a beleza e o talento profissional. Descobre, enfim, a liberdade feminina.

Alice Walker ganhou o prêmio Pulitzer e o American Book Award com A Cor Púpura. Entre seus outros livros estão By the Light of my Father’s Smile e The Temple of my Familiar. Ela também é autora de duas coletâneas de contos, três reuniões de ensaios, poemas e livros infantis. Suas obras foram traduzidas para mais de uma dúzia de idiomas. Nascida em Eatonton, Georgia, Walker vive hoje no norte da Califórnia.

Artigo: O Regresso, de Alejandro G. Iñárritu

Por Valdemir Pires

O Regresso rendeu três Oscars: direção, melhor ator (para Leonardo Di Caprio, que nem precisou decorar texto, mas teve que introjetar profundamente um Hugh Glass dilacerado por dentro e por fora, o tempo todo) e melhor fotografia (uma valorização das grandes tomadas para mostrar a força da natureza e a pequenez do homem, além de sua capacidade de se adaptar e resistir).

Trata-se de uma película tipicamente hollywodiana, à base de uma saga de herói (Christopher Vogler explica e pontifica a respeito deste formato) em contexto de faroeste, na qual os personagens são planos, simples, representando bem e mal de modo completamente maniqueísta, absorvendo o espectador por 2h36min, graças à tensão presente nas cenas de confronto, enfrentamento de adversidades de uma jornada dura e perseguição; e graças, também à descompressão proporcionada pelas tomadas em que americanos, franceses e indígenas são engolidos e às vezes mastigados pela natureza onipotente do Novo Mundo, selvagem pela geografia e também pelos seus ocupantes originais.

O fio condutor da trama: Hugh Glass regressa (praticamente da morte) para vingar o assassinato do filho (Hawk, Forrest Goodluck) e o próprio abandono à sorte (depois de gravemente ferido por um urso), por John Fitzgerald (Tom Hardy); ele que antes vivera o trauma de ter sua mulher (uma “pele vermelha”) morta por homens brancos que atacaram sua tribo, ferindo inclusive o filho, salvo por ele.

Cobiça, obstinação e vingança são os temas A história é de homens em busca de riqueza (peles e não ouro ou pedras e metais preciosos), enfrentando obstinadamente o rigor das estações, as adversidades geográficas, doenças e acidentes, ataques dos índios ferozes e, destacadamente, a possibilidade de traição entre eles próprios. A inância à traição é magnificada: o traidor é caçado até a morte – final justo, mas não feliz.

Imersos em um ambiente tão hostil, um grupo de poucas dezenas de homens não pode tolerar, de modo algum, um quinta coluna entre eles. Embora tenha sido necessário Glass se converter em herói para vir a vingar-se de Fitzgerald (que zomba até mesmo de Deus: Ele é um esquilo, muito bom para se comer quando se está faminto), foi antes buscado pelo capitão do grupo (Andrew Henry, Domhnall Gleeson), para ser justiçado por não honrar ter sido pago para cuidar de Glass em sua convalescência e enterrá-lo dignamente caso viesse a falecer. No confronto, morre o capitão. O mal vai vencendo.

Mal que acossa a consciência, cada vez mais pesada, de Bridger (Will Poulter), conhecedor das atrocidades de Fitzgerald e, à revelia de sua vontade, cúmplice dele. Mal que os homens brancos vivem questionando se prevaleceria também entre os índios (Não teria sido melhor os americanos não terem feito o que fizeram com os “pele vermelhas”?) – questionamento que no filme se apresenta na forma onírica de falas consoladoras e incitadoras da mulher morta de Glass e reaparece na caçada aos franceses que raptaram a filha de um chefe tribal.

Visões de mundo em confronto, valores em jogo. Num contexto de valores minguantes, em que a sociedade americana chafurda na lama de uma crise provocada pela exacerbação de seu mote principal, bandeira de seu processo civilizatório: os negócios e a sagacidade individual. Que não deixam margem a poesia alguma: como imaginar um homem branco se divertindo com o ato de esticar sua língua para recolher flocos de neve e engoli-los, em meio às à ameaça de uma tempestade que vem chegando, estando eles sem abrigo?

Valdemir Pires é professor da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara.

Livro traz Nova York para os amantes do cinema

Ao longo da história do cinema, cineastas renomados usaram a cosmopolita cidade de Nova York como pano de fundo para suas histórias. Muitas vezes, as locações escolhidas foram tão essenciais aos filmes que os lugares ficaram famosos no mundo todo. Quem não gostaria de visitar o Hotel Edison, palco de reviravoltas em O Poderoso Chefão? Ou de saborear um brunch no Bubby’s, onde Anne Hathaway comemora seu novo emprego no filme O Diabo Veste Prada? Ou de pedir o mesmo prato de Meg Ryan no Katz’s Delicatessen em Harry e Sally: Feitos Um Para o Outro? Nova York Para Amantes de Cinema: Um Guia de Endereços que Inspiraram Grandes Filmes, lançamento da Casa da Palavra, é um roteiro não só para os fãs da sétima arte, como também para quem quer conhecer a cidade e seus cenários que embalaram grandes clássicos.

As autoras reúnem os melhores bares, restaurantes, hotéis, lojas, galerias e teatros que foram escolhidos como locações de filmes premiados. É o caso do Junior’s, palco do final feliz do longa Sex and the City, onde acontece o jantar de casamento dos noivos Carrie Bradshaw e Mr. Big. Junior’s é muito mais que apenas um restaurante; é uma instituição cujo endereço é passado de maneira confidencial, como um segredo de família.

Todos os lugares escolhidos têm, acima de tudo, uma história própria e um ambiente peculiar. Apaixonadas por gastronomia, viagens e filmes, Barbara Boespflug e Beatrice Billon organizaram o livro por bairro e cada tópico contém informações práticas, inclusive uma classificação por estrelas, com o símbolo indicando preço médio de 10 dólares – exceto para hotéis, categoria em que cada estrela representa 100 dólares. “Nova York nos pareceu a escolha óbvia: a cidade respira produção cinematográfica e cada esquina parece sair de uma tela”, contam as autoras.

Começam as filmagens de O Vendedor de Sonhos

Começam as filmagens de O Vendedor de Sonhos, filme baseado no livro de grande sucesso do escritor Augusto Cury, com direção de Jayme Monjardim (Olga, Maysa, O Tempo e O Vento). O longa é uma produção Filmland Internacional, assinada pelos produtores LG Tubaldini Jr (Qualquer Gato Vira Lata, Marcha da Vida, O Concurso) e André Skaf, e será distribuído pela Warner Bros. Pictures.

Autor Augusto Cury

Estrelado por Dan Stulbach (Tempos de Paz, A Suprema Felicidade) e pelo ator uruguaio César Troncoso (O Banheiro do Papa, Hoje), O Vendedor de Sonhos traz uma mensagem positiva, sobre valorização do ser humano e a capacidade que temos de nos reinventar.

 Dan Stulbach, em cena de Tempos de Paz

Com roteiro de LG Bayão (Ponte Aérea, Irmã Dulce, Heleno), o filme levará aos cinemas o drama de Júlio Cesar, um psicólogo que, desiludido com a vida, tenta se suicidar saltando de um prédio. Ele é convencido a encarar a vida de outra forma e é salvo por quem menos espera, um mendigo, que se torna um “Mestre”. Juntos, eles buscam o sentido da vida e nesta jornada acabam salvando outras pessoas.

Ator uruguaio Cesar Troncoso

Porém, justamente essas pessoas, inadvertidamente, levam o “Mestre” a um grande desafio, cuja superação tocará a vida de todos.
O elenco conta ainda com Thiago Mendonça (2 Filhos de Francisco), Leonardo Medeiros (Getúlio), o ator mirim Kaik Pereira (novela Chiquititas), Marcelo Valle (Entre Abelhas), Giselle Prates, Cristine Peron, Nelson Baskerville, Guilherme Prates (Confissões de Adolescente), Marcelo Flores (Irmã Dulce) e Stella Freitas (Central do Brasil).

Conheça a equipe de O Escaravelho do Diabo

O longa O Escaravelho do Diabo foi rodado no primeiro semestre de 2015 nas cidades de Amparo, Monte Alegre do Sul, Holambra, Jaguariúna e Campinas, no interior paulista. Carlo Milani foi codiretor da novela Além do Horizonte, exibida pela TV Globo em 2013. Na mesma emissora há 25 anos, Milani dirigiu também as novelas Tempos Modernos, Bang Bang e América; duas temporadas de Malhação; as minisséries Amazônia – De Galvez a Chico Mendes e Aquarela do Brasil e o seriado Casos e Acasos.

 O diretor de fotografia Pedro Farkas atuou em mais de 30 longas, entre os quais Marvada Carne, de André Klotzel; Cinema Falado, de Caetano Veloso; Jenipapo, de Monique Gardemberg; Dois Córregos, de Carlos Reichembach, Zuzu Angel, de Sergio Rezende e Os Desafinados e A Ostra e o Vento, ambos de Walter Lima Jr .

Já Valdy Lopes Jr. é diretor de arte de cinema, teatro e tv. Entre seus trabalhos para cinema destacam-se Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes; Cidade Baixa, de Sergio Machado; Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas e Falsa Loura, de Carlos Reichenbach.

Prova de Coragem estreia em 12 de maio

Hermano (Armando Babaioff) é um médico bem-sucedido, que prepara uma escalada de alto risco em uma montanha na Terra do Fogo, quando se vê às voltas com a gravidez de risco de sua companheira Adri (Mariana Ximenes). Mesmo com a perspectiva de ser pai, Hermano decide seguir com a escalada. Este é o mote de Prova de Coragem, uma adaptação do livro Mãos de Cavalo, de Daniel Galera, dirigida por Roberto Gervitz, que chega aos cinemas em 12 de maio.

O filme, que teve première mundial no 39º Festival de Filmes do Mundo de Montreal, tem realização da M. Schmiedt Produções, patrocínio da Petrobras, coprodução com o Uruguai, Telecine e Globo Filmes e foi financiado pelo FSA/ANCINE. O projeto venceu o prêmio Santander/Prefeitura de Porto Alegre de Desenvolvimento de Projetos. A distribuição é da Europa Filmes.

Um grande elenco em Mais Forte que Bombas

O filme Mais Forte que Bombas será distribuído nos cinemas brasileiros pela Vitrine Filmes e estreia em 7 de abril. O longa de Joachim Trier teve sua estreia mundial na Seleção Oficial do Festival de Cannes do ano passado, além do Cavalo de Bronze de Melhor Filme no Stockholm Film Festival e a menção honrosa no Norwegian International Film Festival. Seu longa anterior, Oslo, 31 de Agosto, já havia sido selecionado pela Mostra Um Certo Olhar – Cannes – em 2011. O elenco estelar de Mais Forte Que Bombas conta com o indicado ao Oscar Jesse Eisenberg, a vencedora do prêmio de melhor atriz em Cannes, Isabelle Huppert e o vencedor do Globo de Ouro, Gabriel Byrne.

Mais Forte que Bombas é o primeiro trabalho do diretor nos Estados Unidos. Segundo ele, “Foi especialmente gratificante descobrir o paradoxo que é a especificidade cultural que tornou os filmes interessantes e universais. Aprendendo com isso, fizemos muitas pesquisas extensas sobre estas características e personagens norte-americanos antes de nos aventurarmos em Mais Forte que bombas. Eu honestamente acredito que, mais do que ser definido pela língua que você fala, como um cineasta você cria estilisticamente uma história na sua própria linguagem cinematográfica. Outro ponto sobre trabalhar em inglês foi a possibilidade de trabalhar com incríveis atores internacionais, algo que eu queria fazer há um longo tempo”.

O filme se passa três anos após a morte da fotógrafa de guerra Isabelle Reed (Isabelle Huppert) e aborda diversas questões sobre as consequências da morte de um membro dentro da família. “Isabelle Reed é inspirada por muitos fotógrafos de guerra proeminentes que eu conheci ou estudei, mas não se trata de uma história sobre esta profissão em si. A história é sobre as relações entre pais e filhos e as dificuldades de uma família” diz Trier.

Como ganhar temperos para pipoca do Cinemark

Você ama pipoca e quer saber como ela pode ficar ainda mais gostosa no cinema, certo? Então se liga nessa dica! Entre os dias 4 e 10 de abril, os clientes da Rede Cinemark que utilizam o Twitter poderão experimentar os novos temperos para pipoca, nos sabores queijo ou bacon, totalmente grátis.

Foto:Daniel Martins/Daiblog

Quem tuitar a hashtag #pipocacinemark recebe um vale tempero. Depois, é só trocar em qualquer snack bar da Rede na compra de uma pipoca de qualquer tamanho. A promoção é válida em todos os complexos da Cinemark. Vale lembrar que a rede tem mais de 585 salas de cinema em 79 complexos distribuídos por 17 estados e Distrito Federal: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.