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#366-Sem reservas

Catherine Zeta-Jones e Aaron Eckart formam um par no romance “Sem reservas“. Na trama, Zeta-Jones interpreta Kate, uma chef de cozinha que dedica toda a vida no restaurante em que trabalha. Uma verdadeira workaholic perfeccionista. Sem vida social, ela interage apenas com os cozinheiros, que são seus colegas de trabalho. Mas a rotina de Kate muda quando uma tragédia faz com que ela cuide da sobrinha Zoe (interpretada pela ótima atriz-mirim Abigail Breslin, de “Pequena Miss Sunshine“).
 


Kate só entende de temperos e pratos culinários, e tenta se esforçar para cuidar da menina. Outros problemas surgem quando o cozinheiro Nick (Aaron Eckart) é contratado e os dois precisam dividir a mesma cozinha. As personalidades de ambos são opostas, mas todo mundo sabe que as diferenças podem mais atrair do que repelir. E a protagonista vai aprender outros sabores da vida, que antes eram ignorados por ela.



Sem reservas” é um remake de “Simplesmente Marta“, filme alemão de 2001. A história é cheia de clichês e outras situações que já foram vistas em diversos filmes. Mas mesmo assim é tudo de bom gosto e o roteiro se supera com uma inesperada carga dramática, fazendo com que o longa não seja apenas um romance simples. Pode não ser original, mas é delicioso.


Os pratos e receitas na história são uma atração a parte. Kate é especialista em codornas ao molho de trufas, mas isso não significa que outras iguarias apareçam na telona. Boa pedida de filme para casais no final de semana. Para agradar o paladar e também o coração.
Cotação do Dai: ***1/2

No reservations (EUA, 2007) Dirigido por: Scott Hicks Com: Catherine Zeta-Jones, Aaron Eckhart, Abigail Breslin, Patricia Clarkson, Jenny Wade…

Veja aqui o trailer legendado em português do filme Sem reservas:

daiblog.com.br

#365-A morte pede carona

Dave Meyers ficou responsável pelo remake do famoso filme da década de 80. É seu longa de estréia, já que o diretor ficou mais conhecido por dirigir video clipes de artistas como Jennifer Lopez, Britney Spears e Offspring… Se você espera um filme tão bom quanto o “A morte pede carona” original, pense duas vezes antes de assistir.


Um casal de namorados, Zachary Knighton (de “Medo em Cherry Falls“) e Sophia Bush (de “Stay Alive, jogo mortal“) fazem uma viagem de carro. O passeio é tranqüilo e divertido (repleto de músicas pop e adolescentes), mas tudo muda quando eles dão carona para o misterioso John Ryder (Sean Bean de “
A ilha“, “Plano de vôo
“, “Escuridão“, “Terror em Silent Hill“).


Pelo título é fácil deduzir que eles vão passar por momentos terríveis quando descobrirem que deram carona para um psicopata. O filme é bem curto, com alguns bons sustos e muita perseguição. Em alguns momentos, parece que os mocinhos se transformaram numa espécie de “Bonnie e Clyde“, fugindo e correndo sem parar.


Não é exatamente uma regravação porque muitas coisas mudaram. Mas a famosa (e macabra) seqüência do caminhão está presente. Filme que começa bem e vai piorando cada vez mais, até terminar de uma forma sem graça e absurda. Melhor assistir ao original, sem dúvidas.
Cotação do Dai: **

The Hitcher (EUA, 2007) Dirigido por: Dave Meyers Com: Sean Bean, Sophia Bush, Zachary Knighton, Neal McDonough, Kyle Davis, Travis Schuldt, Danny Bolero, Yara Martinez, Jeffrey Hutchinson, Lauren Cohn…

Veja aqui o trailer do filme A morte pede carona (legendado em português):

#364-Stay alive, jogo mortal

Existem diversos filmes que foram baseados em jogos, como “Terror em Silent Hill” ou a franquia “Resident Evil“. “Stay alive, jogo mortal” é um caso diferente porque o jogo do longa metragem não existe de verdade. Na trama, o jogo para computador é responsável pelos assassinatos na história.


A trama é simples: grupo de amigos testa um jogo proibido e ainda em fase de testes. O que eles não sabem é que a jogatina liberta a alma da cruel Elizabeth Bathory. A condessa sanguinária, para quem não sabe, ficou conhecida por ser uma das mulheres mais violentas da história. Ela viveu no século XVII e matou diversas jovens para tomar banho com o sangue delas, acreditando que pudesse se tornar mais jovem desta maneira.



Então se os jogadores morrerem na partida, acabam perdendo a vida de verdade. É um terror sem graça, que não consegue assustar ninguém. São inseridas imagens do tal jogo, que é todo feito com uma computação gráfica de qualidade duvidosa.


Pode ser visto por quem gosta de games só a título de curiosidade, já que em matéria de suspense ou mesmo horror é um filme fraco e desnecessário. Passe longe. Cotação do Dai: *
Stay Alive (EUA, 2006) Dirigido por: William Brent Bell Com: Jon Foster, Samaire Armstrong, Frankie Muniz, Jimmi Simpson, Milo Ventimiglia, Sophia Bush, Adam Goldberg…

Veja aqui o trailer legendado em português do filme Stay alive, jogo mortal:

#363-Amor em 5 tempos

Dirigido por François Ozon (de “Oito mulheres” e “O tempo que resta“), o filme conta a história de amor de Marion (Valeria Bruni Tedeschi, de “Munique“) e Gilles. A trama é dividida em cinco momentos importantes na vida do casal e é contada de trás para frente; começando com o divórcio e terminando com o momento que os dois se apaixonaram.
 


Não é a primeira vez que um filme é feito assim, mas a técnica funciona muito bem em “Amor em 5 tempos” porque é criado um mistério em torno dos motivos que levaram o casal a terminar. Todas as respostas não são informadas, apenas fragmentos da vida sentimental dos protagonistas. Alguns, inclusive, surpreendentes.

Apesar de todo romance, não pode ser considerado um filme de amor. Pelo menos não daquele do tipo que é bom de ser assistido ao lado da pessoa amada. Diferente do romance água com açúcar, a história é conturbada e cheia de altos e baixos.

Bastante humano, o filme mostra as fases da relação e alguns segredos entre o casal. A história não chega a ser genial, mas é sincera e convincente. Ao término no longa, fica um pensamento crítico sobre a vida conjugal e o envolvimento entre duas pessoas. Boa trilha sonora cheia de músicas italianas.Cotação do Dai: ***1/2
5×2 (França, 2004) Dirigido por: François Ozon Com: Valeria Bruni Tedeschi, Stéphane Freiss, Françoise Fabian, Michael Lonsdale, Géraldine Pailhas, Antoine Chappey, Marc Ruchmann, Jason Tavassoli…

Veja aqui o trailer do filme “Amor em 5 tempos“:

#362-Mimzy, a chave do universo

Dirigido por Robert Shaye, que já trabalhou como produtor de todos os filmes da franquia “A hora do pesadelo“, “Mimzy, a chave do universo“, é uma ficção científica infantil. O longa conta a história de dois irmãos que encontram uma caixa no mar. Dentro dela existem estranhos objetos como uma concha, pedras que giram sozinhas e um coelho de pelúcia, chamado Mimzy.


A pequena Emma logo se apodera do brinquedo, sem ter idéia que todo o conteúdo da caixa possui uma finalidade importantíssima, que representa a salvação da raça humana no futuro. Enquanto a irmã brinca e se comunica com Mimzy, o garoto percebe que tudo aquilo pode ter vindo do espaço. E suas idéias se confirmam quando ambos desenvolvem uma impressionante capacidade cerebral.

Os pais das crianças (interpretados por Timothy Hutton, de “Cinco dias para a morte” e Joely Richardson, de “Nip/Tuck 1ª, 2ª e 3ª temporadas) tentam compreender o que está acontecendo, mas a finalidade da missão de Mimzy só é mostrada no finalzinho do filme e é decepcionante. Muita expectativa em torno de algo que não chega a empolgar.

As atuações infantis deixam a desejar, mas o elenco adulto compensa as falhas. O filme tem cenas bonitas e a mensagem final é boa. O grande problema é que a trama parece complexa demais para o público mais jovem. Pré-adolescentes podem até entender algo sobre DNA, mandalas, viagens no tempo e o FBI na luta contra o terrorismo, mas a impressão que fica é que o roteiro não soube dosar bem os elementos. Adulto demais para crianças e infantil demais para adultos.Cotação do Dai: **1/2
Curiosidade: a música-tema: Hello (I Love You) foi assinada por Roger Waters, membro da clássica banda Pink Floyd.

The Last Mimzy (EUA, 2007) Dirigido por: Robert Shaye Com: Chris O’Neil, Rhiannon Leigh Wryn, Joely Richardson, Timothy Hutton, Rainn Wilson, Kathryn Hahn, Michael Clarke Duncan, Kirsten Williamson…

Veja aqui o trailer legendado em português do filme “Mimzy, a chave do universo“:

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#361-O homem duplo

A primeira reação ao ver “O homem duplo” é espanto em relação às imagens. O filme foi feito com uma técnica de rotoscopia digital. As cenas foram gravadas com atores reais e depois transformadas em animação gráfica. Isso resultou numa aparência diferente, que parece um desenho. Além do visual, o roteiro, baseado no livro de Philip K. Dick é um delírio no universo das drogas alucinógenas.
 


A trama é ambientada num futuro próximo onde uma droga chamada “substância D” é popular. O governo tenta controlar o consumo e a venda do produto, que cada vez cria mais viciados no país. Keanu Reeves interpreta um policial que trabalha para a polícia e passa a investigar o tráfico. Ele usa um moderno disfarce que é o torna irreconhecível. A roupa se transforma em vários rostos infinitamente.





Detalhe que o próprio “mocinho” é viciado na tal substância D. O diretor Richard Linklater (de “Antes do por do sol” e “Antes do amanhecer“) conseguiu fazer um filme com muitos elementos psicodélicos, o que pode causar desconforto em que assiste. Não apenas pelas imagens vetorizadas, mas também pelo roteiro que gasta muitos minutos com conversas e delírios dos personagens sob efeito das drogas. O personagem de Robert Downey Jr. é hilário!

O homem duplo” é um filme lento, que se desenvolve de maneira bem peculiar. É tudo muito confuso até o final, parte mais importante que explica as coisas com uma reviravolta. Fica no fim uma crítica bem sacada de um futuro pessimista. No elenco também estão Woody Harrelson (de “Quem é morto sempre aparece“), Winona Ryder e Robert Downey Jr. (de “Zodíaco” e “Boa noite e boa sorte“).
Cotação do Dai:***

A Scanner Darkly (EUA, 2006) Dirigido por: Richard Linklater Com: Rory Cochrane, Robert Downey Jr., Keanu Reeves, Winona Ryder, Natasha Valdez, Steven Chester Prince, Woody Harrelson, Angela Rawna…

Veja aqui o trailer legendado em português do filme “O homem duplo“:

#360-O ex-namorado da minha mulher

Tom Reilly (Zach Braff, de “Hora de voltar” e “Um beijo a mais“) é um homem casado com a bela Sofia. Ele se prepara para ter o primeiro filho, quando perde o emprego. Com a mulher sem trabalhar por causa do neném, ele aceita uma ocupação na mesma empresa de publicidade que o pai de Sofia trabalha. E é lá que os problemas começam.


E a série de complicações tem um nome: Chip Sanders, o colega de trabalho de Tom. Chip é paraplégico e amigo de escola de Sofia. Fica claro que o homem possui um interesse na esposa de Tom e isso gera divertidas situações e competições (no trabalho e na vida amorosa).



Chip chega a se tornar um vilão, que usa a cadeira de rodas para comover e tecer maquiavélicos planos para boicotar a relação do protagonista. Zach Braff é um ator naturalmente engraçado e se sai muito bem no papel. A comédia é pastelão, com aquelas piadas de sempre. Só que o resultado é positivo.


Mesmo sem inovar ou ter um roteiro criativo, o filme agrada por causa do elenco bem escolhido. Não chega a ser uma comédia romântica porque a comédia prevalece, mas é um bom filme para ser assistido a dois. Principalmente para casais que esperam o primeiro filho.
Cotação do Dai: ***

The ex aka Fast Track (EUA, 2006) Dirigido por: Jesse Peretz Com: Zach Braff, Amanda Peet, Jason Bateman, Charles Grodin, Mia Farrow, Lucian Maisel, Donal Logue…

Veja aqui o trailer legendado em português do filme “O ex-namorado da minha mulher

#359-Sublime

“Raw Feed” é um estúdio especializado em terror e ficção. Eles que fizeram, como trabalho de estréia, o péssimo “Rota mortal“. Por isso confesso que assisti “Sublime” já não esperando muita coisa. Mas é aí que vem a surpresa. É surpreendentemente bom. Logo no começo é fácil notar que não é um filme qualquer. Com uma boa trilha sonora, fotografia bem trabalhada e roteiro cativante, “Sublime” merece ser visto.
  


Mas atenção! Se você ler a sinopse no dvd e alugar pensando que é uma história cheia de sangue, terror e sustos, vai se arrepender. O filme é um thriller psicológico inteligente. Por isso que existe um grande número de pessoas que detestaram o filme. Como terror, de fato não é tão satisfatório, mas nem por isso deixa de ser ruim. Algumas cenas são sangrentas, mas o forte do filme é a trama misteriosa. Um quebra-cabeça agoniante que só é solucionado no final.

George Grieves é um homem bem-sucedido que decide fazer uma operação um dia depois do aniversário. Assim, já com 40 anos, ele vai para o hospital Mt. Abbadon fazer uma simpatectomia (cirurgia que elimina o suor excessivo em determinadas partes do corpo). Mas é a partir daí que a vida de George vira um pesadelo. Ele descobre que não pode sair do prédio e não sabe exatamente o porquê disso. Momentos terríveis e uma sensação de paranóia e insegurança marcam todo o filme.
A história é contada num estilo semelhante ao seriado “LOST 1ª e 2ª temporada“, ou seja, o tempo presente e uma série de flashbacks entre uma cena e outra. E é assim que o roteiro evita que o filme caia na monotonia, com acontecimentos da noite da festa de aniversário do protagonista misturados com complicada a situação atual no prédio médico. “Sublime” é uma grande surpresa porque não é exatamente um filme de terror, embora seja mais perturbador que um filme diferente do gênero. Recomendado!
Cotação do Dai: ****
Sublime (EUA, 2007) Dirigido por: Tony Krantz Com: Thomas Cavanagh, Shanna Collins, Katherine Cunningham-Eves, Cas Anvar, Lawrence Hilton-Jacobs, Kyle Gallner, Paget Brewster…
Veja aqui o trailer do filme Sublime:

#358-Mar aberto

Elogiado e criticado, “Mar aberto” é um daqueles filmes que você ama ou odeia. Pode decepcionar quem gosta efeitos especiais, mas é um prato cheio para quem aprecia produções independentes. Baseado numa assustadora história real, o filme apresenta uma situação apavorante: ser abandonado em alto mar.


Na trama, o casal Daniel e Susan aproveitam as férias num hotel. Eles decidem fazer um passeio turístico de barco e mergulham no mar. Mas devido a um engano (e que engano!), são esquecidos em mar aberto. O barco volta para as docas enquanto eles ficam à mercê da maré aguardando resgate.

A produção é simples e isso realçou ainda mais o realismo do filme. A fotografia se assemelha a de um documentário, de forma que tudo parece verdadeiro. A dupla de protagonistas trabalha muito bem, conseguindo transmitir o desespero dos personagens. Basta se imaginar no lugar dos dois para imaginar o pesadelo.

 

É um filme curto, com pouco mais de uma hora. Mas felizmente o roteiro não quis se esticar e mostrou tudo o que podia no tempo certo, sem enrolar. Momentos de tensão, drama e angústia crescente. Com o sucesso do filme, em 2007 foi feita uma espécie de continuação alemã, chamada “Pânico em alto mar“.
Cotação do Dai: ***/12

Open Water (EUA, 2003) Dirigido por: Chris Kentis Com: Blanchard Ryan, Daniel Travis, Saul Stein, Estelle Lau, Michael E. Williamson, Cristina Zenarro…

Veja aqui o trailer do filme Mar aberto:

#357-Morto em 3 dias

Depois da formatura, um grupo de jovens comemora as férias e a liberdade dos estudos. Tudo é festa e alegria até que cada um recebe uma mensagem no celular anunciando sua morte em três dias. Seria Samara Morgan (de “O chamado 2“) passando trote? Não!
   


A velha temática do deadline já foi muito usada em histórias de terror porque é apavorante saber quando se vai morrer. Sem recorrer a sustos fáceis e cenas com uma tensão forçada (coisa muito comum na maioria dos filmes atuais do gênero), o roteiro cria um suspense interessante com um ritmo regular.

  


Os adolescentes vão morrendo um a um em crimes sem pista. Mais do que um simples filme de assassino e vítimas, a trama se preocupa em ser misteriosa no sentido de ser um uma incógnita a identidade vilão e quais são seus motivos para a matança. Apenas no final que é tudo explicado. Não chega a ser surpreendente, mas isso não modifica muito a diversão.
A violência não é exagerada, tirando uma das mortes (a do aquário), que bem agoniante. “Morto em 3 dias” não é inovador, mas se destaca entre os atuais filmes de terror adolescente por ser bem realizado.
Cotação do Dai: ***
In 3 Tagen bist du tot (Áustria, 2006) Dirigido por: Andreas Prochaska Com: Sabrina Reiter, Julia Rosa Stöckl, Michael Steinocher, Laurence Rupp, Nadja Vogel, Julian Sharp, Andreas Kiendl, Karl Fischer, Susi Stach…

Outros filmes com prazos para morrer já comentados no Daiblog: “Cinco dias para a morte” e “24 horas para morrer“. Existe também a trilogia japonesa “Chakushin Ari“, traduzido como “One missed call” ou “Chamada perdida“. No terror asiático, pessoas recebem com antecedência, mensagens no celular com gravações da própria voz no instante que estão morrendo. O filme, como não podia deixar de ser, já está sendo regravado e a data de lançamento está prevista para o começo de 2008. No elenco: Edward Burns (de “O ilusionista“) e Shannyn Sossamon (de “O amor não tira férias“).

Veja aqui o trailer do filme Morto em 3 dias (legendado em português):