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#346-Perdas e danos

Com uma direção excelente, “Perdas e danos” é aquele tipo de filme do começo da década de 90 que continua atual. Quem ainda não viu em vhs tem a chance de assistir, agora na versão em dvd; lançada pela Europa Filmes. Stephen (Jeremy Irons, de “Lolita“) é um famoso político que possui uma família perfeita. É casado com uma bela esposa (Miranda Richardson) e possui dois filhos: Martyn, o filho mais velho (que trabalha como jornalista) e uma caçula.


A tensão acontece quando Stephen conhece a maliciosa Anna Barton (Binoche), que é apresentada como a namorada de Martyn. Logo no primeiro encontro, surge uma visível atração do homem pela companheira do próprio filho. Mas Anna é uma francesa sutil e muito misteriosa, que não deixa logo claro quais são suas verdadeiras intenções.

Mais do que um simples filme de triângulo amoroso, “Perdas e danos” conta uma sensual história de desejo incontrolável. As cenas de sexo são intensas e os atores principais trabalharam muito bem, numa sincronia poucas vezes vista em casais no cinema. Além do relacionamento propriamente dito, a trama também mostra o dilema ético entre a fidelidade no casamento e a dupla traição (o filho e a esposa).


Anna Barton (Juliette Binoche, de “Palavras de amor” e “Cachê“) é uma personagem incrível, com um passado tenebroso a ser revelado lentamente. É um filme de drama, mas com algumas cenas de suspense e um bom clímax. Vale a pena ver pelos ótimos atores e é claro, pelo resultado final da obra.Cotação do Dai: ***1/2
Damage (França / Alemanha / Reino Unido, 1992) Dirigido por: Louis Malle Com: Jeremy Irons, Juliette Binoche, Miranda Richardson, Rupert Graves, Ian Bannen, Peter Stormare…
Veja aqui o trailer do filme Perdas e danos:

#345-O abrigo

Frank e Donnie são irmãos esquisitos que moram numa casa muito estranha. Na pequena cidade onde vivem, corre o boato que eles mataram a família por ordem da avó (!), mas o fato é que os dois tentam viver uma vida normal, vendendo geléias vermelho-sangue e cortando lenha (com um machado afiado).


Na mesma cidade existe um grupo de adolescentes irresponsáveis, incluindo Rodney, que é filho do xerife local. O grupo sempre implica com os irmãos suspeitos, principalmente com Donnie, que parece ter algum nível de autismo (parece, já que ator não consegue interpretar a deficiência em todas as cenas).


O abrigo” (até agora não sei onde tem abrigo no filme) é uma produção tosca e amadora. A falta de recursos pode ser disfarçada com um roteiro bom ou atuações convincentes. A falta de orçamento pode até ser usada para gerar realismo. Mas não foi o caso desse filme. Em pouco mais de uma hora, o que passa no dvd é uma série de situações arrastadas e sem graça.


Uma chatice só. Não se deixe enganar pelo trailer, que copia sem pudor o filme “O massacre da serra elétrica“, incluindo o famoso som da máquina fotográfica. Se existe um massacre em “O abrigo” é com quem assiste. Pior impossível!
Cotação do Dai: *

Curiosidade: Confira logo abaixo uma comparação do pôster do filme “O abrigo” com o pôster do ótimo filme “Wolf Creek, viagem ao inferno“. Mera coincidência?

Bloodshed (EUA, 2005) Dirigido por: Jim McMahon Com: Íce Mrozek, Shana Lee Klisanin, Christopher Childs, Shannon Laine, Paul West, Jennifer Ingrum, Bill Sebastian…

Veja aqui o trailer do filme O abrigo:

#344-Confidências muito íntimas

Anna é uma atraente mulher que decide se consultar com um terapeuta para discutir sua vida amorosa. Mas ela erra a porta do consultório e acaba entrando na sala de William, um consultor de finanças. O homem, espantado com a situação, não consegue dizer que foi tudo um engano e passa a ouvir as revelações sobre o casamento e detalhes da vida conjugal da mulher.


Partindo de uma simples confusão, que é errar um endereço, o filme se constrói de forma deliciosa e interessantíssima. A medida que Anna descreve seu relacionamento, vai dando novas pistas sobre a misteriosa personagem. O falso psicólogo fica na dúvida entre dizer a verdade ou continuar a ouvir e descobrir a sedutora mulher.



Confidências muito íntimas” é um filme muito bom, inteligente e que fisga a atenção do começo ao fim. Existe todo um clima de tensão e culpa, pois partilhamos o segredo de William. Mas a curiosidade em saber cada vez mais os segredos alheios é maior. E o fato de Anna ser uma mulher muito bonita, é também um motivo para que o homem continue com a farsa em busca de mais informações.


As atuações estão ótimas, principalmente a dupla principal que trabalha com harmonia durante todo o longa. O roteiro não perde tempo com enrolações e o filme é praticamente todo dentro de uma sala cheia de livros. Diálogos espetaculares e uma trama que ninguém sabe como vai terminar. Para ser excelente, só faltou um final à altura. Mesmo assim é ótimo.
Cotação do Dai: ****

Confidences Trop Intimes (França, 2004) Dirigido por: Patrice Leconte Com: Sandrine Bonnaire, Fabrice Luchini, Michel Duchaussoy, Anne Brochet, Gilbert Melki, Laurent Gamelon, Hélène Surgère…
Veja aqui o trailer filme Confidências muito íntimas:

#343-Zombies

Depois da morte do marido, Karen (Lori Heuring, de “8 mm 2“) decide se mudar com as filhas para uma isolada casa abandonada, a única propriedade que o falecido deixou para a família. Chegando no novo lar, ela descobre que não era bem uma mansão, mas um lugar muito estranho e mal conservado.


Entretanto o maior problema não são os ratos ou teias de aranhas em todas as paredes. O maior perigo que elas correm é uma lenda local, que diz que fantasmas percorrem as casas durante a noite. Karen não acredita na história e acha que faz parte do folclore da cidade. Porém ela vai descobrir que é tudo verdade.

Zombies” começa bem, mas o filme não se desenvolve. Isso quer dizer que mesmo nas partes que deveriam ser impactantes e assustadoras, o resultado é morno e sem graça. A história de crianças que trabalharam e morreram numa mina, não dá medo em ninguém. As cenas com crianças-zumbis-canibais correndo atrás das pessoas acabam sendo engraçadas.


A direção é de J.S. Cardone, que já dirigiu “Vampiros do deserto” e “8mm 2“. As filmagens foram feitas na bonita cidade de Sofia, na Bulgária. A produção é boa e as locações ajudam a criar uma atmosfera de mistério, com florestas cheias de névoas. Mas a problema mesmo é o roteiro medíocre. Uma pena.
Cotação do Dai: **

Wicked Little Things (EUA, 2006) Dirigido por: J.S. Cardone Com: Lori Heuring, Scout Taylor-Compton, Chloe Moretz, Geoffrey Lewis, Ben Cross, Craig Vye…

Veja aqui o trailer do filme Zombies (legendado em português):

#342-O quarteto fantástico e o surfista prateado

A continuação de “O quarteto fantástico” é melhor que o original. Ainda mantém elementos do anterior, como comédia (algumas piadas picantes até demais para um filme de censura livre) e boas cenas de ação. A vantagem é que a história não perde tempo apresentando os personagens, sendo uma continuação direta do sucesso de 2005.


Após salvarem diversas vezes a cidade, o Quarteto Fantástico se torna celebridade. O casamento da Mulher Invisível (Jessica Alba (esbranquiçada), de “
Mergulho radical“) com o Sr Fantástico rende pautas e pautas para a imprensa sensacionalista. Mas antes de oficializar a união, é preciso salvar o mundo de um nova e misteriosa ameaça: o surfista prateado.

A estranha criatura cromada veio do espaço com a intenção de preparar o mundo para ser destruído. O quarteto precisa unir forças para tentar impedir que isso aconteça. Novamente no elenco está Julian McMahon (de Nip/Tuck 1ª e 2ª temporadas e “Premonições“) no papel de Victor Von Doom, vilão do primeiro filme.

A superprodução de 130 milhões de dólares está caprichada. É um típico filme de família, com seus exageros e mensagem final bonita. Os efeitos especiais garantem cenas de ação empolgantes (como a da roda gigante). O Surfista Prateado foi dublado por Laurence Fishburne (de “Missão impossível 3“) e usaram o ator Doug Jones para alguns movimentos do personagem. Doug Jones é conhecido por interpretar papéis estranhos como Abe Sapien de “Hellboy” e o Pan, acredita criatura assustadora de “O labirinto do fauno“. E ainda no elenco está Beau Garrett, de “Turistas“. O final aberto indica que pode haver uma continuação. Divertido filme pipoca feito sob medida!
Cotação do Dai: ***

Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer (EUA / Alemanha, 2007) Dirigido por: Tim Story Com: Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Chris Evans, Michael Chiklis, Julian McMahon, Kerry Washington, Andre Braugher, Laurence Fishburne, Doug Jones, Beau Garrett…
Veja aqui o trailer legendado em português do filme O quarteto fantástico e o surfista prateado:

#341-The secret, o segredo

Com certeza você já ouviu falar do documentário “The secret, o segredo“. Muitas pessoas assistiram, leram o livro e em pouco tempo a produção virou sucesso por revelar um segredo capaz de modificar o universo (!) e a vida das pessoas. Mas afinal, do que se trata o filme? E que segredo é esse?


Bom, o filme inteiro explica a “Lei da atração” e demonstra como podemos usar isso para benefícios em todos os campos da vida. O grande segredo basicamente é ter energia positiva e pensamentos otimistas. O filme fala do poder de sonhar, ter fé e acreditar. Aquela velha história de “acredite em você mesmo“, só que com bases aparentemente científicas.

Recheado de depoimentos de pessoas que alcançaram objetivos, o documentário mostra como o segredo pode ser aplicado na vida; seja na saúde ou em aspectos financeiros, amorosos e todos os outros. Resumindo: “O segredo” apresenta uma forma de se conseguir a felicidade.

A mensagem é simples e até curta, mas o documentário estica a idéia ao máximo. Tamanha enrolação deixa o filme repetitivo e cansativo em alguns momentos. É fácil entender, mas as pessoas repetem várias vezes, numa tentativa de convencer que o segredo pode mesmo mudar sua vida. Acredite se quiser…Cotação do Dai: **
The Secret (EUA / Austrália, 2006) Dirigido por: Drew Heriot Com: Sophie Angelle, John Assaraf, Anthony Baron, Dr. Reverend Michael Beckwith, Jack Canfield, Lee Brower, Patrick Constantine, Antonio Cupo, John Demartini …

Veja aqui um trailer legendado em português do filme The secret, o segredo:

#340-Lemming, instinto animal

Escolhido para abrir o Festival de Cannes em 2005, “Lemming, instinto animal” é um filme curioso por ter um roteiro não muito fácil de ser compreendido. Se logo na sua cabeça veio “Cidade dos Sonhos“, quase acertou. A produção é tão fantástica quanto Mulholland Drive. E as comparações do diretor Dominik Moll com David Lynch são comuns.


Tudo começa quando Alain, um homem casado, decide convidar seu patrão para jantar. A esposa do empresário também o acompanha, a misteriosa Alice. Mas um clima negativo logo toma conta do lugar e as coisas não ficam tão bem. Na mesma noite, Alain encontra um bicho preso no cano da cozinha. Um lemingue, roedor que estava entupindo a pia. Esse bichinho é conhecido por se “suicidar” ao atravessar rios ou mares, quando toda uma comunidade de lemingues tenta migrar e acaba se afogando.

O que isso tem a ver? Tudo! Mas o lemingues não vivem na França. Então como foi parar lá dentro do cano? Esse é apenas um dos mistérios da trama. “Lemming” varia entre o suspense até o drama, com momentos realmente aterrorizantes e um toque sobrenatural que pode ser a explicação do filme. No elenco está a cantora e atriz Charlotte Gainsbourg, que, assim como o resto do elenco, se sai muito bem.


A história é imprevisível e prende a atenção durante todos os minutos. Foi-se o tempo em que se dizia que filmes franceses eram parados e chatos. “Lemming” é tenso e surpreendente. Impossível ficar com sono ou não pela estranheza das situações. E se você ainda acha que este texto foi insuficiente na sinopse, saiba que foi de propósito. É bom assistir “Lemming” sem saber de nada, para ficar surpreso a cada cena.
Cotação do Dai:****

Lemming (França, 2005) Dirigido por: Dominik Moll Com: Laurent Lucas, Charlotte Gainsbourg, Charlotte Rampling, André Dussollier, Jacques Bonnaffé, Véronique Affholder…

Veja aqui o trailer do filme “Lemming, instinto animal”, com legendas em português:

#339-Premonições

Linda Hanson (Sandra Bullock, de “Crash, no limite” e “A casa do lago“) é mãe de duas filhas e tem uma vida pacata até o dia que descobre que seu marido Jim (Julian McMahon, de “O quarteto fantástico” e “Nip/tuck 1ª e 2ª temporada“) sofreu um acidente de carro e está morto.


Seria apenas mais uma fatídica história se, no dia seguinte, o marido não acordasse com ela na cama como se nada tivesse acontecido. Mas Jim não morreu? Ou foi tudo um sonho? A partir desse dia, Linda sofre com diversas premonições, acordando em dias antes e depois do desastre com o marido. Será que ela é capaz de mudar o destino e impedir que aconteça a tragédia?

Premonições” começa muito bem, com um tom sombrio. É tudo muito misterioso e o novo. Mas depois a trama vai se dissolvendo e ficando fraca e repetitiva. De suspense sobrenatural, o filme se torna um dramalhão melodramático, vazio e bobo.


Sandra Bullock definitivamente não está bem no papel e não consegue passar nenhuma seriedade na personagem que interpreta. Pior que a atuação só mesmo o roteiro. Filme mediano que pode agradar apenas quem não se incomoda com clichês ou quem nunca viu filmes parecidos (o que é difícil). Tipo de filme que devia ter sido lançado diretamente em dvd.
Cotação do Dai: **

Premonition (EUA, 2007) Dirigido por: Mennan Yapo Com: Sandra Bullock, Shyann McClure, Courtney Taylor Burness, Nia Long, Irene Ziegler, Kate Nelligan, Marc Macaulay, Amber Valletta, Peter Stormare …

Leia também sobre outras premonições: “Premonição 3“, “O terror da premonição“.

Veja aqui o trailer do filme Premonições:

#338-O túnel da morte

Se você acessou o Daiblog agora para ler alguma indicação de filme bom, pode pular este texto. “O túnel da morte” não merece ser visto de forma alguma. Escrevo aqui só para explicar a “história” e te convencer a nunca alugar esse filme. A premissa da trama pode até enganar, já que se diz baseada num caso real.


As locações são arrepiantes: o sanatório Waverly Hills, que abrigou doentes terminais durante uma epidemia que matou diversas pessoas. Segundo a sinopse, foi construído um túnel para esconder os corpos daqueles que não sobreviveram, numa forma maligna de tentar ocultar os falecimentos que aconteciam ali.


Ok. Agora o porquê de nunca ver: o visual do filme é insuportável. Imagine um “Jogos mortais 2” com o triplo de flashes e efeitos acelerados de câmera. Aí você pode ter uma idéia de como é “O túnel da morte“. Câmeras aceleradas, efeitos sonoros distorcidos, imagens de computação e um excesso de recursos de video-clipe que deixam tudo muito saturado e difícil de ser assistido. Não, não é fácil.

No filme, garotas acordam dentro do hospital e tentam sair de lá. Mas é claro que não será fácil. Enfermeiras sombrias, fantasmas e um médico maluco (também do além) farão de tudo para conseguir a alma das jovens siliconadas. Filme sem roteiro, sem atores de verdade e com uma edição mais horripilante que a própria morte. Jamais assista.
Cotação do Dai: *

Death Tunnel (EUA, 2005) Dirigido por: Philip Adrian Booth Com: Steffany Huckaby, Melanie Lewis, Yolanda Pecoraro, Kristin Novak, Annie Burgstede, Jason Lasater, Gary Wolf, Robyn Corum, Gill Gayle…

Veja aqui o trailer do filme O túnel da morte:

#337-Filha das sombras

O momento da gravidez deixa a mulher num estágio de delicadeza ainda maior. E os roteirista sabem disso, afinal muitos filmes bons de suspense e terror se sustentam nessa fragilidade. O medo de perder o bebê e os possíveis perigos que a criança pode correr quase sempre rendem filmes tensos. Mas nem sempre a fórmula funciona.


Laura (Elisabeth Shue de “
O amigo oculto” e “Mistérios da carne“) é uma bailarina casada com um bem sucedido executivo (Steven Mackintosh de “Camisa de força). Depois de ficar grávida, ela abandona a dança e passa a se dedicar à gravidez. Pensando num conforto maior, o casal se muda para uma nova e espaçosa casa. E é aí que os problemas começam.


A trama lembra um pouco “Reencarnação“, com uma loira grávida que se preocupa com o neném. Laura fica perturbada com pesadelos e sensações estranhas. Depois que a criança nasce e uma estranha babá é contratada, as coisas se tornam ainda mais estranhas. O filme tem um ritmo muito devagar e prepara o espectador para…nada.


Sem clímax e com um desenvolvimento muito cansativo, “Filha das sombras” parece mesmo uma longa gravidez de nove meses. Laura em determinado momento fica com o cabelo curto e quando se arma com uma faca de cozinha lembra bastante Mia Farrow em “O bebê de Rosemary“, numa alusão completamente desnecessária e sem criatividade. É realmente muito triste ver uma atriz boa como Elisabeth Shue trabalhando em produções assim.
Cotação do Dai: *

First Born (EUA, 2007) Dirigido por: Isaac Webb Com: Elisabeth Shue, Steven Mackintosh, Kathleen Chalfant, Khandi Alexander, Anne Wolf, Blair Brown…

Veja aqui o trailer do filme “Filha das sombras” legendado em português: