Quatro obras clássicas do Canadá, e de diferentes décadas, estreiam em Abril em versões restauradas. Ramona trabalha em uma agência de shows e é enviada para procurar a banda de rock Children of Paradise que desapareceu. Como ela não sabe dirigir, ela tem que pegar o trem e o ônibus e, eventualmente, alguma carona. Em seu caminho pelo interior do Canadá, ela conhece as pessoas mais estranhas, e aprende a dirigir, o que leva a alguns problemas no caminho. Esta é a premissa de “Roadkill”, um clássico do Novo Cinema de Toronto com seu estilo punk rock livre, com uma trilha sonora lendária cheia de talentos locais (e os Ramones). Dirigido por Bruce McDonald, o filme já está em cartaz.
“Garotas Canibais” foi um dos primeiros filmes realizados por Ivan Reitman (“Os Caça-Fantasmas”). Os atores Eugene Levy e Andrea Martin estrelam esta paródia de terror canadense como um casal em férias românticas que se instala em uma pequena e pitoresca pousada administrada por um trio de mulheres que os querem para o menu de amanhã. O filme conta com um sinal de alerta, da versão original exibida nos cinemas na época, que ao tocar, era para o público fechar os olhos, se estivesse enjoado.
O que uma garota deve fazer quando sua família se muda para uma cidade pequena e onde não há um time de hóquei feminino? Para Cathy Yarrow, a resposta é simples: colocar suas proteções de goleira e tentar entrar para o time de estrelas masculino. O apresentador local não acha que o lugar de uma garota é em uma arena de hóquei. Nem o magnata da madeira Bill Moss, o patrocinador do time. Mas Cathy se mantém firme entre as traves, ajudando o time a ganhar jogos enquanto conquista aliados leais como a estrela do time Spear Kozak e o técnico Willie Liepert, interpretado por Rick Moranis.
“Noite de Hóquei”, de Paul Shapiro, é uma história sobre adolescentes, as lutas políticas de uma cidade pequena e o triunfo sobre as expectativas e pressões do mundo adulto.
Completando os lançamentos está o excepcional “Arcanjo”, do visionário realizador Guy Maddin. Literalmente um filme como nenhum outro, esta estranha, selvagem e extraordinária obra é tanto um melodrama quanto uma paródia. Com uma impressionante fotografia em preto e branco, Maddin conta uma história de amor obsessiva na cidade russa de Archangel, repleta de torres com abóbadas e habitada por gente bastante estranha, que recebe um grupo de hóspedes durante o avanço bolchevique, em 1919. Os moradores do local parecem sofrer de amnésia e, por conta disso, não se lembram do fim da Primeira Guerra Mundial, ocorrido há três meses. O soldado John Boles está no centro desta narrativa circular. Ao chegar à cidade, apaixona-se imediatamente por Veronkha ao confundi-la com sua amada morta, Íris. Mas a moça já é casada com o veterano de guerra Philbin, embora não se lembre muito bem disso. Ali, Boles tenta recuperar a amada Íris, a perna amputada e as próprias raízes.











