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Italiano A Vida em Família estreia em setembro

Com distribuição da Pagu Pictures, o filme A Vida em Família já tem data de estreia confirmada no Brasil: 6 de setembro. Antes disso, o longa poderá ser visto na 8 ½ Festa do Cinema Italiano, que acontece até 8 de agosto, em 12 cidades do Brasil – São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Salvador, Vitória, Goiânia, Belém e  Florianópolis. Dirigido por Edoardo Winspeare, A Vida em Família foi um dos destaques da mostra Orizzonti do último Festival de Veneza, em 2017. Muito bem recebida, a obra foi sucesso de público e alvo de ótimas críticas da imprensa internacional.
O filme retrata a vida cotidiana de Disperata, uma pequena cidade no sul da Itália. O melancólico Filippo Pisanelli (Gustavo Caputo) se sente terrivelmente incompetente em seu papel de prefeito. É o amor pela poesia e a paixão pelas leituras que promove com os detentos da região que dão algum alívio a seu estado de depressão. Na prisão, ele conhece Pati, um ladrão de galinhas também nascido em Disperata. O ladrão e seu irmão sonhavam em se tornar os chefes da máfia de Capo di Leuca, mas o encontro com a literatura muda tudo e uma amizade incomum surge entre os três. Além de Caputo, também fazem parte do elenco Celeste Casciaro, Antonio Carluccio, Claudio Giangreco, Davide Riso, Francesco Ferrante, Antonio Pennarella, Ippolito Chiarello, Fabrizio Saccomanno e Fabrizio Pugliese.

Assista agora ao curta de Toy Story: Um Pequeno Grande Erro

Toy Story: Um Pequeno Grande Erro
 
Sinopse: Um impostor se passa por Buzz, nessa história de identidades duplas e confusões.

A semana (2/8 a 8/8) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping Casa Park (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede. Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.

O Nome da Morte – Júlio Santana (Marco Pigossi) é um pai de família, um homem caridoso, um exemplo para sua família e um orgulho para os seus pais. No entanto, ele esconde outra identidade sob essa fachada: na verdade, ele é um assassino profissional responsável por 492 mortes. Entre a cruz e a espada, entre a lei e o crime, Júlio precisa descobrir uma forma de enfrentar os seus demônios.
Ana e Vitória – Ana e Vitória se reencontram em uma festa, e após ouvir Vitória cantando, Ana oferece para gravarem uma música juntas. Isso marca o início da dupla, que faz um sucesso arrebatador. As duas precisam aprender a lidar com fãs e fama, ao mesmo tempo que ainda estão tentando encontrar quem elas realmente são.
Ser Tão Velho Cerrado – Os moradores da Chapada dos Veadeiros, preocupados com o fim do Cerrado em Goiás, procuram novas formas de desenvolver a região sem agredir o meio ambiente em que vivem. O desafio, agora, é conciliar os interesses relacionados ao manejo da Área de Proteção Ambiental do Pouso Alto. Para isso, a comunidade científica, grandes proprietários de terra e defensores do meio ambiente iniciam um diálogo delicado, mas necessário.
Mamma Mia!
Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo – Um ano após a morte de Donna (Meryl Streep), sua filha Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a reinaugurar o hotel da mãe, agora totalmente reformado. Para tanto convida seus três “pais”, Harry (Colin Firth), Sam (Pierce Brosnan) e Bill (Stellan Skarsgard) e as eternas amigas da mãe, Rosie (Julie Walters) e Tanya (Christine Baranski), ao mesmo tempo em que precisa lidar com a distância do marido Sky (Dominic Cooper), que está fazendo um curso de hotelaria em Nova York. O reencontro serve para desenterrar memórias sobre a juventude de Donna (Lily James), no final dos anos 70, quando ela resolve se estabelecer na Grécia.
Vidas à Deriva – Tami Oldham (Shailene Woodley) e Richard Sharp (Sam Claflin) velejam pelo Taiti quando são atingidos por uma terrível tempestade. Passada a tormenta, ela se vê sozinha na embarcação em ruínas e tenta encontrar uma maneira de salvar a própria vida e a do parceiro.
Unicórnio – Quando o pai de Maria (Bárbara Peixoto) deixa sua casa, a menina e sua mãe voltam a seu cotidiano de cuidar da casa e da plantação e esperam que ele regresse. Porém, quando o destino das duas se cruza com um criador de cabras que vive na região, elas se entregam a seus desejos e o futuro de sua família pode se tornar trágico.
Hilda Hilst Pede Contato – Hilda Hilst, poeta paulista falecida em 2004 e uma das mais importantes vozes da literatura brasileira, volta para a Casa do Sol, chácara onde vivia em Campinas, e convida intelectuais, pensadores, poetas e amigos para um encontro com o objetivo de estabelecer contato entre os vivos e os mortos. Misturando diferentes estilos narrativos, ficção com realidade e de forma não linear, o filme explora o cerne do pensamento hilstiano e diferentes elementos da obra da autora.
Missão Impossível
Missão Impossível – Efeito Fallout – Quando uma importante missão não sai como o planejado, Ethan Hunt (Tom Cruise) e o time do IMF unem forças em ação numa corrida contra o tempo para acertar as contas com os erros do passados.
Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas – Solitário e infeliz, buscando um novo amor na internet, Dracula é surpreendido com um presente da querida filha: férias em um cruzeiro. Inicialmente resistente à ideia, ele acaba engajado no passeio ao se encantar pela comandante, que, no entanto, esconde um segredo nada amigável.
Vinte Anos – Em uma Cuba onde o tempo parece não passar, uma mudança radical e imprevísivel promete alterar a vida de todos para sempre. E no meio desse turbilhão, três casais cubanos tentam viver suas histórias de amor, enquanto o tempo e a vida vai se transformando.
O Orgulho – Neila Salah cresceu na periferia e sonha em se tornar advogada. Inscrita na grande universidade parisiense de Assas, ela se confronta, desde o primeiro dia, com Pierre Mazard, professor conhecido por suas provocações e deslizes. Para se desculpar por sua conduta desrespeitosa, Pierre aceita preparar Neila para o prestigioso concurso de eloquência. Cínico e exigente, Pierre pode se tornar o mentor que Neila precisa… Mas é necessário que ambos superem seus preconceitos. Camélia Jordana obteve o César 2018 de Melhor Atriz Revelação.

Imperdíveis filmes no festival 8 1/2 Festa do Cinema Italiano

O festival 8 1⁄2 Festa do Cinema Italiano traz mais uma vez ao Brasil uma seleção ambiciosa e exclusiva, com os melhores e mais interessantes filmes da recente produção italiana, com uma mostra que ocorre de 2 a 8 de agosto 2018 em doze cidades do País. O evento é organizado no Brasil pela Associação Il Sorpasso em colaboração com Moroni Editore e com o apoio instucional da Embaixada da Itália em Brasília, dos Instutos Italianos de Cultura de São Paulo e Rio de Janeiro e do Cinecittà Luce. Além disso, conta ainda com a colaboração da rede de Consulados Italianos em todas as cidades que recebem o festival no Brasil.
Aqui em Casa Tudo Bem
Também é patrocinado pela Florense, empresa de grande renome internacional no ramo mobiliário de alta qualidade e por Pasta Garofalo, histórica marca de massa de Gragnano ligada ao mundo da
cultura e um dos produtores mais apreciados pelos italianos. Depois de dez anos de sucesso em dezenas de cidades lusófonas e em três continentes diferentes, a 8 1⁄2 Festa do Cinema Italiano encontrou espaço para se tornar um evento de grande relevância também no Brasil. Além do número de cidades, aumentaram também o número de filmes apresentados e as sessões programadas, serão quase 300 em uma semana de exibição.
Fortunata
Estão garantidas as premières de importantes filmes, que fizeram grande sucesso nos mais importantes festivais internacionais, como Fortunata, de Sergio Castellio e Dogman, de Matteo Garrone, filme de grande impacto, aplaudido na competição do Festival de Cannes deste ano, que deu a Marcello Fonte a Palma de Ouro de Melhor Ator. Mais novidades, a programação com os filmes, horários e os convidados estão disponíveis no website oficial.

Confira os selecionados do 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Veja a seguir os filmes selecionados para a disputa da “Mostra Competitiva do 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro”. Os trabalhos foram escolhidos entre 742 habilitados para esta edição. A exibição ocorrerá entre os dias 14 e 23 de setembro, no Cine Brasília. No total foram selecionados três filmes de São Paulo e dois de Minas Gerais. Bahia, Distrito Federal, Pernambuco e Rio de Janeiro têm um representante cada. A categoria de curtas traz quatro produções paulistas, três pernambucanas e duas cariocas. Minas, DF e Ceará têm uma cada. Concorrem ao Troféu Candango na Mostra Competitiva:
A Sombra do Pai
Longas
“Bixa travesti”, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman (SP) – documentário
“Bloqueio”, de Quentin Delaroche e Victória Álvares (PE) – documentário
“Ilha”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA) – ficção
“Los silencios”, de Beatriz Seigner (SP/Colômbia/França) – ficção
“Luna”, de Cris Azzi (MG) – ficção
“New life S.A.”, de André Carvalheira (DF) – ficção
“A sombra do pai”, de Gabriela Amaral Almeida (SP) – ficção
“Temporada”, de André Novais Oliveira (MG) – ficção
“Torre das donzelas”, de Susanna Lira (RJ) – documentário
Guaxuma
Curtas
“Aulas que matei”, de Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia (DF) – ficção
“Boca de loba”, de Bárbara Cabeça (CE) – ficção
“BR3”, de Bruno Ribeiro (RJ) – ficção
“Conte isso àqueles que dizem que fomos derrotados”, de Aiano Bemfica, Camila Bastos,Cristiano Araújo e Pedro Maia de Brito (PE/MG) – documentário
“Eu, minha mãe e Wallace”, de Irmãos Carvalho (SP/RJ) – ficção
“Guaxuma”, de Nara Normande (PE) – animação
“Kairo”, de Fabio Rodrigo (SP) – ficção
“Liberdade”, de Pedro Nishi e Vinicius Silva (SP) – documentário
“Mesmo com tanta agonia”, de Alice Andrade Drummond (SP) – ficção
“Plano controle”, de Juliana Antunes (MG) – ficção
“Reforma”, de Fábio Leal (PE) – ficção
“Sempre verei cores no seu cinza”, de Anabela Roque (RJ) – documentário

A Festa é uma ótima tragicomédia com texto afiado

Está em cartaz nos cinemas o longa-metragem A Festa, um pequeno grande filme dirigido por Sally Potter (Ginger & Rosa e Orlando, a Mulher Imortal). É pequeno por causa de sua curta duração, uma vez que possui apenas 1h11 minutos, período que passa rapidamente. Mas é grande por seu elenco estelar, que inclui conhecidos nomes da indústria cinematográfica britânica. Encabeçando o cast está Kristin Scott Thomas (Suite Francesa, O Paciente Inglês). Na trama, ela interpreta Janet, uma mulher que assumiu um importante cargo em um ministério.
Para comemorar o cargo, ela decide fazer uma festa e convidar os amigos. O que era para ser uma feliz confraternização ganha tons dramáticos e hilários. A tragicomédia se forma por causa dos poucos personagens que sempre aparecem em cena. Todos eles possuem segredos que irão surgir no calor da noite, alterando as vidas de todos os presentes. Bill (Timothy Spall, de O Discurso do Rei), marido de Janet, parece não muito animado com o sucesso profissional da esposa. Mas ele possui vários motivos.

Há também o casal Martha (Cherry Jones, de A Vila) e Jinny (Emily Mortimer, de Match Point), que aproveitam a reunião para fazer um importante anúncio; o bancário Tom (Cillian Murphy, de Vôo Noturno), que chega antes da esposa no encontro; e o zen e otimista Gottfried (Bruno Ganz, de Desconhecido), que é casado com a irônica April (Patricia Clarkson, de Vicky Cristina Barcelona). Clarkson é o grande destaque da produção, pois sua personagem é o cinismo em pessoa e responsável pelos momentos mais engraçados por causa de suas tiradas impiedosas e postura blasé.
Todo filmado em preto e branco, A Festa tem um roteiro enxuto e dinâmico. Os diálogos são ótimos e falam sobre vários temas contemporâneos. A política, é claro, é um dos principais. Principalmente porque Janet é uma política da oposição britânica. Mas também não faltam críticas e deboche sobre assuntos como o feminismo. Quem for ao cinema vai se sentir como em um teatro, pois o texto é afiado e os sentimentos se misturam velozmente. A comédia e o drama se alternam entre as cenas, resultando num filme inteligente e com humor refinado.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme A Festa:





The Party (Reino Unido, 2017) Dirigido por Sally Potter. Com  Timothy Spall, Kristin Scott Thomas, Patricia Clarkson…

1ª Mostra de Cinema do Brasil em Lisboa premia Nise

O público português acaba de conceder mais uma premiação internacional para a vitoriosa carreira de Nise, o Coração da Loucura, de Roberto Berliner. O filme foi escolhido pelos portugueses como o melhor da 1ª Mostra de Cinema do Brasil em Lisboa, realizada no Cinema São Jorge, de 19 a 22 de julho, entre os 14 filmes selecionados. Para o Ministro-conselheiro Raphael Azeredo, “a Mostra evidenciou o entusiasmo do público português com o cinema brasileiro”. Na visão dele, “o evento preenche uma importante lacuna, na medida em que se constitui como valiosa oportunidade de divulgação da excelente produção cinematográfica nacional, que nem sempre chega ao circuito comercial em Portugal.”
Nise
Para Fernanda Bulhões, diretora da Linhas Produções Culturais, a Mostra superou seus objetivos. “A presença do público foi muito expressiva, principalmente considerando que este é um período de início de férias em toda a Europa. Mas o melhor mesmo foi ver tantos filmes brasileiros, dos mais diversos gêneros, aplaudidíssimos ao fim de cada sessão”, afirma. A Mostra foi organizada pela Embaixada do Brasil em Lisboa, em parceria com a Linhas Produções Culturais e o Cinema São Jorge, mais tradicional sala de festivais da capital portuguesa. Nise teve como concorrentes filmes consagrados pela crítica, caso de Bingo, o Rei das Manhãs, de Daniel Rezende, que marcou a estreia do diretor em longa-metragem e arrebatou, na semana passada, 15 indicações no Grande Prêmio de Cinema Brasileiro.
Nise é baseado na história real da psiquiatra brasileira Nise da Silveira, interpretada pela atriz Glória Pires. O filme se passa na década de 40, em um hospital psiquiátrico do Rio de Janeiro, quando Nise propõe nova forma de tratamento aos pacientes que sofrem de esquizofrenia, eliminando métodos violentos como o eletrochoque e a lobotomia. A Mostra também teve destaques como João, O Maestro, de Mauro Lima; O Filme da Minha Vida, de Selton Melo; Fevereiros, de Marcio Debellian; e filmes inéditos até mesmo no Brasil, como A Voz do Silêncio, de André Ristum; e Ana e Vitória, de Matheus Souza; que fez sua estreia mundial em Lisboa e chega aos cinemas brasileiros no dia 2 de agosto.
O Festival teve sala lotada com mais de 500 pessoas na sessão de abertura, com Nise, e com Ana e Vitória. A dupla, grande revelação da música brasileira, viu o filme pela primeira vez da plateia e fez um pocket show no fim da sessão, que terminou com muitos aplausos do público. As meninas fazem muito sucesso em Portugal, principalmente com a música “Trevo”, que tem uma versão gravada em parceria com o cantor português Diogo Piçarra.

Havaianas lança coleção Harry Potter! Veja os modelos!

Sim, os pottermaníacos já podem comemorar! Inspirada em uma das sagas mais famosas da história da literatura internacional, que também fez enorme sucesso nos cinemas, a Havaianas lança a sua primeira coleção de sandálias Harry Potter em parceria com a Warner Bros Consumer Products. O lançamento traz três estampas temáticas que vão levar os fãs à loucura – todas fazendo alguma referência à saga.
São elas: o símbolo das Relíquias da Morte – último livro da autora britânica J. K. Rowling, o emblema da “Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts”, e por último, uma representação do próprio Harry Potter; com os óculos e a cicatriz em um pé e a “varinha das varinhas” no outro. Tanto a sandália que exibe o símbolo de Hogwarts quanto a que representa Harry estão disponíveis também em tamanho Kids, para os fãs mirins não ficarem de fora da magia.
A coleção já está disponível para venda no e-commerce e também em todas as lojas e franquias da marca!
Havaianas Harry Potter
Havaianas Harry Potter *: R$ 44,90 – do 33/34 até o 45/46
Havaianas Kids Harry Potter*: R$ 39,90 – do 23/24 até o 31/32

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Eletrodoméstica 

Sinopse: Classe média, anos 90, 220 Volts.

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Egon Schiele – Morte e Donzela conta a vida do pintor expressionista

O longa-metragem Egon Schiele – Morte e Donzela, de Dieter Berner, em cartaz nos cinemas, tem distribuição da Cineart Filmes. O filme traz a história do austríaco conhecido por seu brilhantismo e por ser um sedutor implacável. Baseado no livro de Hilde Berger A Morte e a Donzela, o longa traz Noah Saavedra no papel do protagonista. 
“Quando eu estava no Ensino Médio, Egon Schiele foi um “insight”. Foi incrível quando, de repente, todos os meus colegas de classe decidiram que ele era o melhor pintor de todos. Ele era o pintor da nossa geração. Eu só vi filmes sobre ele depois, e fiquei muito insatisfeito com eles. O romance de Hilde Berger e o jeito como ela abordou a figura de Egon, que sempre foi fascinante, foi o que me deu a grande dica. Nós sempre escrevemos roteiros juntos, mas, inicialmente, ela disse que não seria um roteiro, que já era um romance. Nós começamos a trabalhar nisso, e a nossa abordagem consistia em tentar definir quais experiências nos trariam mais para perto desse pintor e nos diriam o que e o porquê de ele pintar”, conta o diretor. 
Berner disse ainda que, apesar de ser um admirador do trabalho de Schiele, nunca havia pensado em fazer um filme sobre o artista. “Foi só quando eu conheci a figura dele através de Hilde Berger, que a relação entre o homem e seu trabalho ficou clara. Só depois disso eu comecei a gostar da ideia de fazer um filme sobre isso, que é, contar a história do que as pinturas podem significar para alguém”, revela. 
Segundo Berner, a partir da leitura do livro, foi possível entender que Schiele usava os desenhos como forma de fuga da realidade. “Era a sua maneira de entender o mundo, e, de alguma forma, lidar com ele”. E, diante de um personagem com tantas particularidades, o diretor sabia da dificuldade que enfrentaria na escolha do ator protagonista. “Eu sabia desde o início que seria muito difícil encontrar alguém que fosse jovem e, ao mesmo tempo, tivesse a experiência de vida necessária para retratar um personagem tão complicado. É por isso que começamos bem cedo com o elenco”, revela.

Um ponto-chave no meu conceito era poder representar jovens, não os atores que interpretam os jovens, mas os atores que são realmente jovens diante das câmeras. Eu sabia desde o início que seria muito difícil encontrar alguém que fosse jovem e, ao mesmo tempo, tivesse a experiência de vida necessária para retratar um personagem tão complicado. É por isso que começamos bem cedo com o elenco. Por fim, vimos que seria necessário usar não-atores ou alguém recém-saído da escola de interpretação.

A escolha pelo modelo Noah Saavedra foi um risco que diretor resolveu correr. “Ele sequer conseguia juntar duas frases no começo, mas tinha aquela energia especial, aquela aura que eu associo a Schiele. Ele realmente acabou querendo se tornar um ator, foi para a escola de atuação e, finalmente, passou no exame de admissão da famosa Ernst Busch School, em Berlim. Ele também cursou dois semestres do curso de pintura e desenho na Academia de Belas-Artes de Viena, para que pudesse fazer os próprios desenhos no filme. Em outras palavras, consegui encontrar um jovem que fosse capaz de trazer essa energia essencial para interpretar o caráter excepcional de Egon Schiele”, elogia.