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Tudo sobre a carreira do cineasta Paolo Virzì

Paolo Virzì fez sua estreia como diretor em 1994, com La Bella Vita, a história de um triângulo amoroso contra o pano de fundo da irreversível crise de identidade da classe trabalhadora italiana. O filme estreou no Festival de Veneza de 1994 e ganhou os prêmios Ciak d’oro, Nastro d’Argento e o David di Donatello de Melhor Diretor Estreante. Seu longa seguinte, Ferie d’Agosto (1995), foi uma reflexão irônica sobre a tensão política na Itália após a ascensão triunfante de Silvio Berlusconi no palco político. Também ganhou o Prêmio David di Donatello de Melhor Filme do ano.
 
 
Ovosodo (Hardboiled Egg, 1997), cujo título homenageia um bairro de Livorno, cidade onde Virzì nasceu, é um dos seus filmes mais pessoais e fez grande sucesso de público e crítica, recebendo o Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza. Em 1999, ele dirigiu Baci e Abbracci, uma mistura de fábula e comédia social que retrata a vida numa comunidade provinciana seduzida pela modernidade. My Name Is Tanino (2002) foi filmado na Sicília, no Canadá e nos Estados Unidos. Seu longa seguinte, Caterina Va in Città (2003), é dedicado a Roma e N (2006) é a tentativa de Virzì de combinar comédia ao estilo italiano com um filme de época histórico. N possui um elenco internacional, incluindo o ícone francês Daniel Auteuil e a atriz Monica Bellucci.
 

O projeto seguinte de Virzì, Tutta la Vita Davanti (2008), é um de seus filmes mais mordazes e amargos, realizado com grande elenco. Comédia grotesca, com uma visão apocalíptica do mundo do trabalho, ganhou vários prêmios, incluindo o Nastro d’argento e o Globo d’oro (Globo de Ouro italiano) de Melhor Filme, bem como o Ciak d’oro de Melhor Filme e Melhor Diretor. Em outubro de 2008, a Annecy Cinéma Italien concedeu a Paolo Virzì o Prêmio Sergio Leone, em reconhecimento ao conjunto da sua obra.   A Primeira Coisa Bela foi filmado em 2009 e lançado na Itália em no ano seguinte. O projeto o levou de volta à sua cidade natal, Livorno, e foi o indicado da Itaália para concorrer à vaga do Oscar de filme estrangeiro. A Primeira Coisa Bela ganhou o David di Donatello de Melhor Roteiro (Paolo Virzì com Francesco Bruni e Francesco Piccolo), Melhor Atriz (Micaela Ramazzotti) e Melhor Ator (Valerio Mastandrea), além  de quatro  prêmios Nastri d’argento: Diretor do Melhor Filme do Ano, Melhor Atriz para Micaela Ramazzotti e Stefania Sandrelli, Melhor Roteiro e Melhor Figurino para Gabriella Pescucci.

Capital Humano

Seu décimo longa-metragem, Tutti i Santi Giorni, foi lançado na Itália em 2012. Baseado no romance de Simone Lenzi, La Generazione, o filme segue as vidas de Guido e Antonia e suas tentativas de começar uma família. Em 2014 lançou Capital Humano, seu 11º filme, que deu a Valeria Bruni-Tedeschi o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Tribeca. Indicado em 19 categorias dos prêmios David de Donatello de 2014, venceu sete, incluindo o de Melhor Filme. O filme também ganhou vários outros grandes prêmios italianos, incluindo seis Nastri d’Argento, quatro Ciak d’Oro e o Globo d’Oro de Melhor Filme, um prêmio conferido por membros da imprensa internacional. Capital Humano foi o candidato italiano oficial ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2015. Protagonizado por Micaela Ramazzotti e Valeria Bruni-Tedeschi, seu filme posterior,  Loucas de Alegria, estreou na Quinzena dos Diretores do Festival de Cinema de Cannes de 2016 e foi lançado com 400 cópias nos cinemas italianos.  Ganhou cinco Nastri d’Argento e obteve 17 indicações ao David di Donatello.

Obras de Adirley Queirós projetam Ceilândia para fora do DF

Ceilândia é o palco de grande parte da produção cinematográfica de Adirley Queirós — composta por oito curtas, um média e três longas-metragens, além de séries para TV. Em A Cidade é Uma Só (2012), ele apresenta a dimensão histórica da região conhecida como Campanha de Erradicação de Invasões (CEI) na década de 1970. A reflexão é sobre o processo de exclusão territorial e social que ocorreu nos arredores de Brasília.

Foto: Renata Araújo

Já no aclamado Branco Sai, Preto Fica (2014) o diretor conta a história do Quarentão, antigo centro de atividades onde havia bailes black na região administrativa, o qual ele define como “espaço catalizador da cultura local”. Além de ter levado o Troféu Candango em Brasília, o filme foi premiado em Mar del Plata (Argentina), Ficunam (México) e Viennale (Áustria). 

Era Uma Vez Brasília

No momento, o cineasta trabalha no longa Mato Seco em Chamas,. A ficção, que será produzida com recursos da Agência Nacional do Cinema (Ancine), conta a história de cinco mulheres de Ceilândia que descobrem petróleo no solo da região. “É uma alucinação”, resume o idealizador.


*Por Gabriela Moll – da Agência Brasília

A semana (3/5 a 9/5) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.


Gringo – Vivo ou Morto – Funcionário dedicado e marido exemplar, Harold Soyinka (David Oyelowo) leva uma vida pacata em Chicago. Enfrentando problemas financeiros, ele descobre que a empresa em que trabalha está negociando uma fusão, que pode resultar em sua demissão. Aos poucos David passa a acreditar nesta possibilidade, devido a atos suspeitos de seu chefe e “melhor amigo” Richard Rusk (Joel Edgerton). Quando Richard e sua sócia Elaine Markinson (Charlize Theron) resolvem acompanhá-lo em uma viagem de trabalho corriqueira ao México, David vê a situação como a oportunidade ideal para fingir ter sido sequestrado e, desta forma, pedir um polpudo sequestro. O que ele não imaginava era que Pantera Negra, o chefão do crime organizado local, está também atrás dele.


Ciganos da Ciambra – Em uma pequena comunidade romani na Calábria, Pio Amato (Pio Amato), de 14 anos, está desesperado para crescer e se tornar um homem. Assim como seu irmão Cosimo (Damiano Amato), ele bebe, fuma e é um dos poucos a se infiltrar facilmente entre as facções da região, os italianos locais, os refugiados africanos e seus companheiros ciganos. Certo dia, seu irmão desaparece, fazendo com que Pio assuma seu lugar. Com uma função tão importante nas mãos, ele deve encarar uma escolha muito complicada.

Vingadores: Guerra Infinita



Vingadores: Guerra Infinita – Thanos (Josh Brolin) enfim chega à Terra, disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia, ao mesmo tempo em que lidam com desavenças entre alguns de seus integrantes.


Verdade ou Desafio – Enganado, um jovem estudante da faculdade começa a jogar “Verdade ou Consequência” e depois começa a assombrado por uma presença sobrenatural.


O Parque – Tímidos e amedrontados por seus próprios sentimentos, um menino e uma menina têm seu primeiro encontro em um belo parque. Com o tempo o medo inicial se transforma em curiosidade e, ao se aproximarem, desenvolvem uma conexão única seguida de paixão. O problema é que a chegada da noite traz uma situação bastante desagradável: lá vem a hora da separação.


Renascimento do Parto 2 – O Brasil é o país com o maior número de cesáreas no mundo. O documentário busca elucidar os mitos e torno do parto normal e divulgar os cuidados para a realização dele.

Construindo Pontes

Construindo Pontes – Heloisa Passos, a cineasta, é filha de Álvaro, um engenheiro civil que viveu seu auge na carreira durante a ditadura militar no Brasil. No entanto, o momento que para ele foi uma oportunidade de mostrar seu trabalho, para outros, como para sua própria filha, foi um tempo marcado pelo autoritarismo. Agora, entre memórias do passado e um futuro incerto diante da atual instabilidade política no País, pai e filha procuram outras formas de enxergar o mundo.



Nada a Perder – Contra Tudo. Por Todos – Cinebiografia autorizada do bispo evangélico Edir Macedo (Petrônio Gontijo), empresário fundador e líder espiritual da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Record TV. Baseado nos livros da trilogia homônima, conta a história do self made man que enfrentou diversos momentos de turbulência enquanto perseguia sua convicção.


Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos – Vitório (Edson Celulari), cego de nascença, é dono de uma pizzaria herdada por seu pai no tradicional bairro do Bixiga, em São Paulo, e é considerado famoso por oferecer a melhor pizza dos arredores. Vivendo uma vida feliz com a mulher Clarice (Soledad Villamil) e a filha Alícia, ele sente que superou todas as dificuldades da cegueira e que deu a volta por cima. Mas, ao descobrir que existe a possibilidade de enxergar, Vitório inicia um conflito consigo mesmo e precisa tomar uma grande decisão.


Praça Paris – Rio de Janeiro. Camila (Joana de Verona) é uma terapeuta portuguesa que trabalha na UERJ, onde atende Glória (Grace Passô), ascensorista da universidade. Ao longo das sessões Camila se depara com uma realidade bastante violenta, já que Glória foi estuprada pelo próprio pai quando criança e seu irmão, Jonas (Alex Brasil), é um perigoso bandido que está na prisão. Cada vez mais assustada com os relatos que ouve, ela se sente ameaçada ao mesmo tempo em que Glória passa a vê-la como algo essencial em sua vida.


Quase Memória

Quase Memória – Carlos (Charles Fricks) é um jornalista que, em um dia qualquer, recebe um pacote diferente. Através da letra e do embrulho, ele logo nota que o remetente é seu próprio pai, Ernesto (João Miguel), que morreu há alguns anos. Espantado, Carlos fica em dúvida se deve ou não abrir o pacote. Enquanto isso, relembra divertidas memórias que teve ao lado do pai.


A Cidade do Futuro – Gilmar (Gilmar Araújo) e Igor (Igor Santos) se envolvem amorosamente, mas precisam lidar com a inesperada gravidez de Milla (Milla Suzart). Juntos, os três formam uma família em meio às terras secas da Bahia, em um local marcado pelo machismo, pela homofobia e por uma das maiores migrações compulsórias já registradas.

Paulo, Apóstolo de Cristo – Paulo (James Faulkner) era conhecido como um dos perseguidores de cristãos mais cruel de seu tempo. Mas tudo muda quando ele tem um encontro com o próprio Jesus. A partir desse momento, esse jovem se torna um dos apóstolos mais influentes do cristianismo.

Ex-Pajé – Um poderoso pajé passa a questionar sua fé depois de seu primeiro contato com brancos que julgam sua religião como demoníaca. No entanto, a missão evangelizadora comandada por um pastor intolerante é posta em cheque quando a morte passa a rondar a aldeia e a sensibilidade do índio em relação aos espíritos da floresta mostra-se indispensável.

Uma Dobra no Tempo mistura ciência e fantasia

Representatividade está em alta. O filme Pantera Negra, com elenco majoritariamente negro, arrecadou mais de um bilhão de dólares no mundo e é a quinta melhor bilheteria da história dos Estados Unidos. A Disney, que não é boba, parece ter entendido o recado. O novo filme de fantasia da companhia, Uma Dobra no Tempo, traz tanto para a telona protagonistas negros, como para os bastidores, a direção é assinada por Ava DuVernay (Selma – Uma Luta pela Igualdade). O roteiro é baseado no livro infantil homônimo da autora Madeleine L’Engle, publicado em 1962. A história apresenta dois irmãos, Meg Murry (Storm Reid) e o irmão adotivo Charles Wallace (Deric McCabe). Ambos são jovens e enfrentam dificuldades na escola, como o bullying. Os irmãos, no meio do caos que pode ser a escola para os jovens, precisam também lidar com o sumiço do pai, Alex Murry (Chris Pine).
O filme acerta ao trazer elementos científicos para a trama, representados na figura do pai dos irmãos. Professor de física, ele tem uma ideia inovadora: ao encontrar a frequência certa, qualquer pessoa pode “dobrar” o espaço e viajar grandes distâncias pelo universo. Uma Dobra no Tempo trouxe o físico Stephon Alexander para ser o consultor científico do longa e alguns elementos da física estão misturados na fantasia. A paixão do pai pelo conhecimento é transmitida para os filhos, que usam da ciência para auxiliar na jornada pelo universo na busca pelo pai sumido.
Meg, o irmão Charles e o amigo Calvin (Levi Miller) se unem a outras três viajantes que conhecem os mistérios do espaço: “O que é” (Reese Witherspoon), “Quem” (Mindy Kaling) e “Qual” (Oprah Winfrey). Todos os personagens encontram algum tipo de redenção na jornada pelo universo. A protagonista Meg usa os conhecimentos científicos para solucionar problemas, além de precisar se resolver com ela mesma. Num ponto alto da trama, Meg é confrontada com uma versão “melhorada” dela mesma: cabelo liso e popular na escola. Claro que a protagonista tira uma lição disso e deixa uma mensagem para o público.
O destaque fica para o irmão Charles, interpretado por Deric. O personagem é uma criança muito inteligente e subversiva. No início do filme chega a questionar figuras superiores da escola. O garoto de apenas nove anos surpreende na telona ao interpretar personalidades antagônicas. Outros momentos do filme são dispensáveis. O uso da ciência na fantasia, funciona, mas ao exagerar alguns elementos fantasiosos, Uma Dobra no Tempo peca.

*Por Vinícius Remer – Especial para o Cine61 – contato@cine61.com.br


Veja aqui o trailer do filme Uma Dobra no Tempo:



A Wrinkle in Time (EUA, 2018) Dirigido por Ava DuVernay. Com Storm Reid, Oprah Winfrey, Reese Witherspoon, Mindy Kaling, Levi Miller, Deric McCabe, Chris Pine, Gugu Mbatha-Raw, Zach Galifianakis, Michael Peña, André Holland…

Espião Johnny English volta em seu terceiro filme

A Universal Pictures divulgou o primeiro trailer da comédia Johnny English 3.0. Dirigido por David Kerr e estrelado por Rowan Atkinson, Ben Miller, Olga Kurylenko, Emma Thompson, Jake Lacye, o filme estreia no Brasil em outubro. Escrito por William Davies, o filme é produzido por Tim Bevan, Eric Fellner, Chris Clark.
Johnny English 3.0 é o terceiro filme da série cômica Johnny English, com Rowan Atkinson (da série Mr. Bean) retornando como o adorado agente secreto acidental. A nova aventura começa quando um ataque cibernético revela a identidade de todos os agentes ativos infiltrados na Grã-Bretanha, deixando Johnny English como a última esperança do serviço secreto. Apesar de estar aposentado, English é convocado e mergulha de cabeça na ação com a missão de encontrar o hacker que está por trás do ataque. Com poucas habilidades e métodos analógicos, Johnny English precisa superar os desafios da tecnologia moderna para tornar a missão bem-sucedida.

Reveja toda nossa cobertura do 2º Fest Cine Paranoá

Quem acessou recentemente o Cine61 notou que quase todas as postagens foram voltadas para o 2º Festival de Cinema do Paranoá. É um evento novo, mas que tem tudo para se firmar no calendário cinematográfico da cidade e até mesmo do Brasil. Para quem perdeu algum das postagens, reunimos a seguir todos os textos da cobertura do evento. Boa leitura!


Foto: Vladimir Luz

Cobertura 2º Festival de Cinema do Paranoá:


Veja os vencedores do 2º Festival de Cinema do Paranoá

Veja a seguir os vencedores do 2º Festival de Cinema do Paranoá:

BATALHA DE RIMAS
1º LUGAR – AIRTON REIS
2º LUGAR – REV :: LUCCAS GABRIEL
3º LUGAR – PLEBEU :: PEDRO DELABONA

BATALHA DE BREAK
1º LUGAR – MAICON DOUGLAS (B. BOY DROLL)
2º LUGAR – B. BOY BABY
3º LUGAR – B. BOY JOÃO HENRIQUE

MOSTRA ESTUDANTIL
FILMES DOS ALUNOS DE ESCOLAS PÚBLICAS
MELHOR CURTA-METRAGEM
A GOTA D`ÁGUA
Alunos do CEF Dra. Zilda Arns ITAPOÃ/DF

MOSTRA INTERATIVA PARA SURDOS
MELHOR CURTA-METRAGEM
A PISCINA DE CAÍQUE, de RAPHAEL GUSTAVO DA SILVA GOIÂNIA/GO
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL
MENÇÃO HONROSA I
AVALANCHE, de LEANDRO ALVES  ARAPIRACA/AL

MENÇÃO HONROSA II
MBA’EIXA NHANDE REKOVA’ERÃ
“Mensageiro do Futuro” (de GRACIELA GUARANI) RESERVA INDÍGENA DE DOURADOS-MS
Nanã
MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI OFICIAL
NANÃ (de RAFAEL AMORIM ) RECIFE/PE

MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
LUIZ (de ALEXANDRE ESTEVANATO) SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP

MELHOR DIREÇÃO
NATAL PORTELA (CALEIDOSCÓPIO ) TIANGUÁ/CE

MELHOR ROTEIRO
BEATRIZ PESSOA E GUILHERME ANDRADE (OUROBOROS) SÃO PAULO/SP

MELHOR ATOR
SILVERO PEREIRA por Josy Proença (NO FIM DE TUDO) NATAL/RN

MELHOR ATRIZ
GLAMOUR GARCIA por Renata (NOME PROVISÓRIO )
LARISSA NOEL por Simone (PERIPATÉTICO) SANTOS/SP SÃO PAULO/SP
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
HUDSON JORGE (CANDEIAS ) JUAZEIRO DO NORTE/CE
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
MANOELA CLEMENTE (O CHÁ DO GENERAL) SÃO PAULO/SP
MELHOR TRILHA SONORA
MANOEL CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE (A RETIRADA PARA UM CORAÇÃO BRUTO) CORDISBURGO/MG

MELHOR SOM DIRETO
ALISON SANTOS (SOB O DELÍRIO DE AGOSTO) OROBÓ/PE

MELHOR MONTAGEM
ANA JULIA TRAVIA (PERIPATÉTICO) SÃO PAULO/SP

MOSTRA COMPETITIVA DO DISTRITO FEDERAL E ENTORNO
MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI OFICIAL
AFRONTE De Bruno Victor e Marcus Azevedo

NÓS POR NÓS
De Isabela Graton e Marian Bitencourt
Tendência
MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
TENDÊNCIA De Jonathan Costa

MELHOR DIREÇÃO
AMANDA DEVULSKY E PEDRO B. (por FANTASMA CIDADE FANTASMA )

MELHOR ROTEIRO
JONATHAN COSTA (por TENDÊNCIA )

MELHOR ATOR
WILLIAM COSTA (por OS PORTEIROS e os ALUNOS – TRÊS )

MELHOR ATRIZ
ELIS ABREU (por MARIA – CABEÇAS)

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
MARCELO BORJA

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
BIANCA NOVAIS, FLORA EGÉCIA E PATO SARDÁ (O MENINO LEÃO E A MENINA CORUJA)

MELHOR TRILHA SONORA
PASSO LARGO (CABEÇAS)

MELHOR SOM DIRETO
MARCOS MANNA (CABEÇAS)

MELHOR MONTAGEM
WILLIAM COSTA (TRÊS)

Segredos do pôquer underground em A Grande Jogada

A Grande Jogada, dirigido por Aaron Sorkin, mais conhecido por seu roteiro em A Rede Social, traz seu estilo único para um filme que, embora não seja sobre a máfia, acaba tendo o mesmo clima de que os personagens podem sofrer algum tipo de violência a qualquer momento. Porém, o que dá à produção a marca de Sorkin é seu dialogo genial e o desenvolvimento dos personagens principais. Claro, esta evolução é auxiliada pelo fato de A Grande Jogada ser baseado não somente na história real de Molly Bloom, mas também em sua autobiografia chamada Molly’s Game (que é o título em inglês do filme). Mesmo assim, Sorkin dá sua voz a estes acontecimentos de maneira incrivelmente visual e empolgante para um longa que, na maior parte do tempo, se baseia no diálogo entre personagens e na narração da própria protagonista.

Com uma edição impecável que mostra o passado difícil da protagonista, e explica sua agonia atual, A Grande Jogada é a história de Molly Bloom, interpretada por Jessica Chastain. Logo no começo, vemos Molly como pessoa incrivelmente dedicada, mas que, suspeitamos, foi vítima do destino. Com uma carreira promissora em snowboarding, Molly tropeça em um pequeno galho que a machuca fisicamente e destrói seu futuro como atleta. Assim, a princípio, a personagem começa a trabalhar como uma simples garçonete ou secretária. Porém, seu chefe tem contatos importantes em Hollywood, contatos que gostam de se divertir jogando pôquer. Molly é escolhida para servir estas personalidades e administrar o jogo. Porém, quando é demitida por estar se sentindo muito à vontade em meio às personalidades milionárias, a protagonista não desiste e dá um jeito de “roubar” os encontros de seu chefe.
Esta é a grande jogada de Molly, que a torna uma das maiores personalidades do pôquer underground – com apostas milionárias – e garante à protagonista milhões de dólares. Sorkin, como no livro de Molly, tenta deixar anônimo ou modifica os nomes de varias pessoas importantes. Porém, se supõe que os atores Leonardo DiCaprio, Macaulay Culkin e Ben Affleck, para citar alguns, faziam parte destes encontros (e ainda se supõe que o ator Tobey Maguire foi quem trouxe Molly ao jogo). Molly, sendo muito esperta, tenta também fazer de tudo para que seu negócio seja legal. Porém, quando contrata um advogado para ter certeza de que o que faz é certo, fica claro que tais ações não são completamente claras: em uma cena cômica, o advogado trata de modo ambíguo a legalidade do pôquer, sem dar respostas diretas às perguntas mais simples de Molly.
Quando Molly se afasta de Hollywood e começa a administrar jogos com pessoas mais ricas ainda, e quando a máfia começa a demonstrar interesse em participar de seus lucros, a polícia então suspeita de que Molly está envolvida em algo ilícito e a prende com suspeitas mais sérias. Com a ajuda de um novo advogado, Charlie Jaffey, interpretado por Idris Elba, Sorkin nos dá cenas interessantes e empolgantes que percorrem não somente snowboarding, pôquer e a máfia, mas também segredos da família de Molly que se desvendam ao longo do filme.

*Por Daniel Bydlowski – Especial para o Cine61

Veja aqui o trailer do filme A Grande Jogada:

Molly’s Game (EUA / China / Canadá, 2017) Dirigido por Aaron Sorkin. Com Jessica Chastain, Idris Elba, Kevin Costner, Jeremy Strong, Michael Cera, Chris O’Dowd, Brian d’Arcy James, J.C. MacKenzie, Bill Camp…

Diversidade temática no Festival de Cinema do Paranoá

O Paranoá está respirando cinema e cultura. Desde segunda-feira, por lá já rolaram shows, feira de artesanato, competitivas de rimas e break,  diversão e, claro, muitos filmes direcionados a diversos públicos.  Mostra para pessoas com deficiência auditiva, mostra de filmes feitos por alunos da região e competitivas de curtas-metragens do Distrito Federal e do Brasil foram destaque da 2ª edição do Festival de Cinema do Paranoá. O festival já se firma como referência dentro dos eventos cinematográficos.
Siga Violeta
Na noite de sábado, mais uma leva de produções encantou e tirou aplausos da plateia fiel que compareceu ao Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá CEDEP (Qd 9 Conjunto D) para conferir a maratona de curtas-metragens. Dentre os filmes, Siga Violeta, de Carol Silvério e Armando Azevedo, foi mais uma produção de Salvador (BA) de destaque. Siga Violeta conta a história de uma digital influencer que é cobiçada nas redes sociais ao falar da sua vida e de suas maquiagens. No entanto, em um show ela mostra preconceito contra Violeta, um homem que se veste de mulher nas noites para cantar. A fama cai pela culatra e se inverte. A blogueira perde seus seguidores para Violeta, que estoura nas redes. Engraçadinho, leve e, ao mesmo tempo, um filme que fala de uma temática atual: como os digitais influencer têm crescido e influenciado as pessoas no seu dia a dia. Além, claro, de abordar o preconceito.
Flecha Dourada
Na sequência, Flecha Dourada, de Cíntia Domit Bittar, chegou representando a cidade de Florianópolis. O filme documentário conta a história de lutadores de catch que se reúnem após anos. Ainda na ala dos filmes que disputaram as competitivas da noite, Fantasma Cidade Fantasma (DF), de Amanda Devulsky e Pedro B, é uma ficção que fala sobre a capital federal, Brasília. É esta cidade fantasma, onde os jovens andam sozinhos pelas ruas, se divertem nas portas das baladas e se sentem solitários em locais como o Parque da Cidade. Uma produção interessante, simples e que, de fato, fala com propriedade da capital.
O Olho e O Espírito
Outro curta que marcou a competitiva foi C(elas), de Gabriela Santos Alvez. O documentário feito em Vitória (ES) adentra em uma penitenciária feita especialmente para mulheres gestantes. Com ótima fotografia, é um excelente documentário que realça a triste realidade destas mulheres e de seus bebês. A sessão contou ainda com os filmes Escolhas (RJ), de Ivann Willig; Carta Sobre o Nosso Lugar Mulheres do Vila Nova (Macapá – AP), de Rayane Penha; O Olho e o Espírito (PE), de Amanda Beça, e Marias (GO), de Edem Ortegal.

*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

Cobertura: Paranoá respira cinema com o festival

A Mostra Competitiva da 2ª edição do Festival de Cinema do Paranoá começou a todo vapor. O Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá CEDEP (Qd 9 Conjunto D) era só alegria nesta sexta-feira (27/04). A casa teve lotação na sessão das 19h30. A comunidade marcou presença e prestigiou os curtas-metragens dos quatro cantos do país que foram exibidos e receberam aplausos. 
As produções, muito bem selecionadas pela equipe de curadoria, apresentaram temas diversificados. Desde romances, até filmes mais juvenis e outros com direito a animação. Não faltou experimentações, documentários e ficções. 
Exemplo de filme que cativou a plateia, O Menino Leão e a Menina Coruja, de Renan Montenegro (DF), foi um dos mais aplaudidos.  O filme representante do Distrito Federal foi inspirado no simbolismo de animais selvagens. A produção fala sobre tolerância, respeito e bullying. Em uma escola no meio da floresta, crianças são caracterizadas como animais. Chefe do grupo , o menino leão representa a força da selva e do dia e, por isto, é escutado pelos coleguinhas.  Já a menina coruja é representante da sabedoria e alça voos durante a noite. Diferentes, porém necessários um para o outro, as duas crianças acabam por se respeitarem. Uma lição contada de forma juvenil, que vale-se desta visão que beira um certo surrealismo para passar a mensagem. 
O Menino Leão e a Menina Coruja
Já do Rio Grande do Sul, outro destaque do festival foi Sobre um Filme Que Não Acabou, de Diego Tafarel. O documentário conta a história de uma senhorinha solitária que vive no meio de uma antiga fazenda e é alegre com sua rotina diária de trabalho. A senhora, no entanto, morreu antes da conclusão das filmagens. A produção cativa pela simplicidade e nos chama a atenção ao focar na história de uma mulher de terceira idade que precisa falar. 
Já saindo do sul e indo para  Mato Grosso, produção também exibida, Teodora Quer Dançar, da roteirista Samantha Col Debella, é uma história baseada na lenda da mulher de máscara que aparecia nos bailes de carnaval do antigo Clube Feminino de Cuiabá. Misteriosa, esta mulher que se diz chamar Teodora se envolve com um advogado. Ele a encontra em locais secretos e pouco sabe sobre sua história. É quando este se vê envolvido numa paixão obsessiva embalada pela música Light My Fire, de The Door. A canção é tema do filme que se consagra por uma bela fotografia que exalta o símbolo de fogo. Velas em chamas embelezam e poetizam as cenas. 
Fotos: Vladimir Luz
De São Paulo, Nome Provisório, de Bruno Arrivabene e Victor Alencar, retrata a história de Renata, uma mulher que nasceu homem mas assumiu a nova identidade. A dificuldade de aceitação das pessoas é quebrada quando esta mulher se encontra casualmente com uma vendedora de uma lanchonete que a oferece um pedaço de bolo. O bolo, muito destacado como símbolo na fotografia, se transforma na união entre duas pessoas do sexo feminino. Uma bela e comovente produção. 
Outro destaque da noite, Sujeito Objeto, de Djalma Calmon (BA), se sobressai como um dos mais interessantes. A trama de ficção tem em foco um homem negro desempregado que é cobrado diariamente por sua mulher. Ele tem uma filha e precisa de dinheiro para sustentar a casa. Ator sem formação, este homem não se sai muito bem nas entrevistas. É quando resolve assumir a identidade de um homem prateado e ficar parado em pontos turísticos para tentar tirar um trocado. Belo filme, sensível e com uma temática original que realça o sujeito como objeto do seu meio.  
A Retirada para Um Coração Bruto
Pelo CEDEP, o público pôde ainda conferir as produções Passageiro, de Adriana Gomez (SP); Desobediência Civil, de Daniel Ortega (PE); Agonia, de Yan Araújo (PB); Me, de Ana Carolina Brito (DF); Perambulação, de Samuel Peregrino (GO); e A Retirada para um Coração Bruto, de Marco Antônio Pereira (MG). Uma vida longa ao cinema e aplausos para a 2ª edição do Festival de Cinema do Paranoá. 
*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br