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Veja esta linda galeria do 2º Festival de Cinema do Paranoá

O fotógrafo Vladimir Luz registrou o 2º Festival de Cinema do Paranaoá. Veja a seguir uma seleção de imagens que o Cine61 – Cinema Fora do Comum fez do registro do evento. As imagens de Vladimir mostram bem como foi a programação e o clima do evento:


Show animado com Martinha do Coco, na abertura

Mostra Itinerante nas escolas

Oficina de Iluminação Cênica
Oficina de fotografia de cinema e edição
Formação de público com exibições nas escolas
Oficina de atuação
Oficina Elementos de Roteiro de Ficção e Produção
Oficina de elaboração de projetos

Oficina Elinga

Cine Fusca
Estudantes conferiram as exibições gratuitas

Mostra infantil no 2º Festival de Cinema do Paranoá

Os pequenos cinéfilos podem se preparar. A 2ª edição do Festival de Cinema do Paranoá tem uma programação especial para a criançada. No domingo (29 de abril), a maratona infantil começará às 17h e trará cerca de 10 produções para a telona montada no Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá CEDEP (Qd 9 Conjunto D). No curta A Bailarina, de Lucas Argenta, trazem nostalgia. Esta trama conta a história de uma menina que, ao encontrar uma caixinha de música, se envolve no seu sonho de infância não realizado de se tornar uma bailarina. O curta-metragem é animado com a técnica de rotoscopia, ou seja, ilustração sobre o material gravado.
O Explorador de Saturno
Vale a pena recomendar também para o curta-metragem O Explorador de Saturno, de Iuri e Guilherme Araújo. No enredo, um viajante no espaço atravessa dimensões cósmicas para encontrar a si mesmo e compreender o domínio do seu universo particular. Tudo com entrada franca. O evento também conta com oficinas, mostra itinerante, rodas de debates, exposição de artesanatos, competição de rimas, break e mais de 70 curtas-metragens do Distrito Federal e do país na telona que será montada CEDEP e nas escolas públicas da região. 

Serviço
2º Festival de Cinema do Paranoá 
De 23 a 29 de abril (segunda a domingo)
Local: Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá  – CEDEP (Q. 9 Conjunto D)
Exibição dos filmes: De 26 a 29 de abril, a partir das 15h. As atividades paralelas acontecem na semana, durante o dia. Confira horário, programação completa e classificação indicativa em: www.grupooitavaarte.com.br
Informações: FestCineParanoa@gmail.com

O Olho e O Espírito traz experimentalismo vintage

Dentro da mostra Autorias Femininas está o curta O Olho e O Espírito, de Amanda Beça. Experimental, a produção de Pernambuco chama a atenção por ter sido filmada em 16mm e revelada em um laboratório caseiro construído pelas próprias mãos da cineasta. Amanda enfrentou os desafios de pós-produção inteiramente analógica. O Cine61 – Cinema Fora do Comum, entrevistou a diretora para que ela explicasse melhor como foi fazer seu primeiro curta-metragem autoral.

Conta um pouco como se deu a escolha de ir na contramão do cinema digital.
Antes de haver a ideia do filme, houve a oportunidade de aprender a revelar película 16mm com a dupla de artistas Melissa Dullius e Gustavo Jahn (Distruktur); primeiro no Brasil em 2011 e depois em Berlim, onde eles moram e onde eu fiz intercâmbio pelo Ciências Sem Fronteiras em 2012/2013. Mas uma vez aprendendo a revelar, comprar um rolo de película não era (e ainda não é) barato, então eu só via sentido em apostar nas revelações se fosse pra utilizar as imagens reveladas em algum filme. Daí nasceu a ideia disparadora que daria origem a O Olho e O Espírito anos mais tarde. Tentei fazer essa ideia lá em Berlim, mas não ficou tão legal. Então quando voltei ao Brasil para concluir meu curso de Cinema e Audiovisual, aproveitei minha experiência do intercâmbio para fazer um projeto que consistia em um estudo de revelação em película preta e branca reversível em um país tropical com poucos recursos. O Olho e O Espírito é o resultado final deste estudo. Não foi deliberadamente decidir por ir na contramão do cinema digital, mas sim por um prazer em manipular a formação da imagem na película.

Você já tinha uma filmadora 16mm? Como foi o processo da revelação?
Quando voltei a Recife, outros artistas estavam com um projeto de começar um laboratório independente de revelação de película, chamado Co.lab – Laboratório Colírio. Me juntei a essas pessoas e conheci o Ж, artista paulista-pernambucano que tinha uma Kragnogorsk-3, câmera 16mm russa. Ele foi um entusiasta do meu projeto e me emprestou a câmera sem custo algum. Mas o projeto de um laboratório comum não conseguiu ir muito à frente e eu precisei me virar sozinha. Existe um laboratório de revelação na Universidade Católica de Pernambuco graças ao curso de Fotografia, mas como eu não era aluna de lá e meu projeto demandava muito tempo para a revelação, decidi por usar a dependência da casa dos meus pais para montar um laboratório gambiarra, tudo improvisado. Quanto aos químicos de revelação, eu precisei comprar os reagentes químicos e brincar de Breaking Bad. Quanto à revelação em si, usei um tanque que Melissa e Gustavo deixaram em 2011 como herança. 
O que o cinema perdeu em tempos de alta resolução e imagens gravadas em cartões de memória?
Não creio que deveríamos enxergar isso como uma “perda”, afinal a tecnologia do digital evoluiu bastante e consegue nos oferecer imagens também muito bonitas, passíveis de um certo sublime. O que muda é a sensação que a estética produzida por cada dispositivo desperta em nós. Acredito que a potência das imagens está no uso e no sentido que damos a elas, dentro de um determinado contexto, e não na máquina que a produz.
Você também se interessa por lomografia?
Me interessava por lomografia quando era adolescente. Este interesse foi o que me levou a descobrir a fotografia analógica e posteriormente entrar no curso de revelação oferecido pela Melissa e o Gustavo em 2011.
Comenta um pouco sobre seu filme, por favor.
Eu passei um tempo em crise quanto a minha decisão por fazer um filme em película. Pra que isso? Eu tinha em mim que o curta que se resultasse desses estudos em revelação não poderia cair no fetiche da imagem pela imagem. Então teria que ser um filme que só fizesse sentido em película, que se fosse em digital não provocaria a mesma relação do espectador com o que ele estava vendo. Então me aproveitei que a revelação caseira daria um ar rústico às imagens, remetendo ao primeiro cinema, e então quis criar um diálogo com o que era filmado nos meados de 1900-1920 para ver o que mudava 100 anos depois (2015-17). Termina que ao vermos um Recife atual numa estética do passado, somos levados ao futuro. E acredito que isso nos provoca a imaginar nossos afetos e nossa noção de História: hoje, nós da classe média cultural, criticamos os arranha-céus, o investimento nos carros em detrimento dos transportes públicos, enfim…, este modelo urbano arquitetônico excludente que sistematicamente devora nossos espaços públicos e privados. Mas ao mesmo tempo nutrimos imenso afeto pela arquitetura do nosso passado branco, que igualmente sustentava uma estratificação social racista e excludente. Então… se hoje ocupamos o Cais José Estelita para barrar projetos arquitetônicos horríveis como o Novo Recife, será que nossos bisnetos um dia ocuparão, por exemplo, os Shoppings Centers contra algum projeto urbano ainda pior? Como desenrolei o filme a partir dessa provocação é voltado ao que acredito estarmos cada vez mais fadados: se continuarmos nesse curso de exploração e progresso conheceremos o fim deste mundo. Não o fim do mundo, mas o fim deste mundo tal qual conhecemos. Nosso modelo de existência está fadado a auto-destruição.
Serviço
2º Festival de Cinema do Paranoá 
De 23 a 29 de abril (segunda a domingo)
Local: Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá  – CEDEP (Q. 9 Conjunto D)
Exibição dos filmes: De 26 a 29 de abril, a partir das 15h. As atividades paralelas acontecem na semana, durante o dia. Confira horário, programação completa e classificação indicativa em: www.grupooitavaarte.com.br

Homem esconde segredo íntimo no curta brasiliense Tendência

O curta-metragem Tendência é um dos destaques do 2º Festival de Cinema do Paranoá. Com direção de Jonathan Costa, o filme de Brasília traz polêmicas e faz pensar. Na trama, Lúcio é um pai de família que vive em segredo uma crise consigo mesmo relacionada a sua sexualidade. Vivendo anos de agonia, decide então assumir para sua família sua verdadeira condição sexual. Para conversar sobre o filme, o Cine61 – Cinema Fora do Comum procurou o diretor, que comentou sobre seu mais recente trabalho:

Como é estrear seu filme num festival todo feito em Brasília?
Bom, primeiramente eu me sinto lisonjeado por ter realizado meu primeiro curta em Brasília. Todos nós conhecemos o histórico cinematográfico de Brasília e fazer parte dessa história é uma honra para mim. Fazer parte desse festival foi um presente para o filme, é o nosso primeiro festival, nosso primeiro fruto e estrear em um festival todo feito em Brasília é começar o ano com o pé direito.

O Brasil é um país homofóbico, transfóbico e preconceituoso. Como você acha que Tendência será recebido pelo público?
O filme é sobre um crossdresser. Provavelmente a maioria da pessoas ao assistirem o filme entenderão que se trata de uma trans, mas não é bem o caso. Hoje em dia para muitos é muito difícil separar trans, gays e cross de um grupo, mesmo sendo casos completamente diferente. O filme mostra como um homem pode viver tantos anos guardando em segredo sua sexualidade, até que um dia decide se assumir para toda sua família. Acredito que vivemos em uma década onde se torna mais fácil abordar esse assunto em qualquer meio dentro da arte. Penso que o público está muito mais aberto do que há dez anos atrás. Aproveitei que esse assunto está bastante em pauta entre a população para representar essa estória. Para mim é uma forma de ajudar o público a entender mais sobre os obstáculos que muitos trans, gays e os cross sofrem durante suas vidas.

O tema em questão é, muitas vezes, retratado de forma humorística ou caricata. O que te levou a seguir esta abordagem mais dramática?
Eu sou um cara dramático. Não acredito muito em finais felizes. Sempre busco o método mais realista para qualquer roteiro que escrevo. Para mim sempre é mais interessante.

Rômulo Augusto está excelente e traz a angústia e o desejo que o papel pede. Como foi a escolha dele para o papel protagonista?
Minha história com o Rômulo Augusto começou quando eu cheguei a Brasília. Eu sou de Jundiaí, interior de SP. Em 2013, quando cheguei a Brasília, eu queria ser ator e buscava algumas aulas particulares. Foi quando conheci o Rômulo e combinamos de fazer algumas aulas. Foi onde nossa amizade começou. Desde então, sempre combinamos projetos e acabei desistindo da ideia de ser ator para me dedicar a meus projetos como diretor. Tive muita sorte em ter um ator como o Rômulo em meu filme. Ele é um excelente profissional e veterano nos teatros de Brasília. Suas experiencias me ajudaram muito em meu primeiro projeto de ficção. Quando apresentei a ideia do filme, ele entrou de cabeça no projeto, pois sabia do potencial.



Seu filme é uma produção independente, o que não significa que não tenha qualidade. Pelo contrário, não tem diferença alguma se comparado a filmes com orçamento. Como foi a produção do curta?
A produção foi muito difícil. O filme literalmente não teve verba alguma. Todos foram voluntários e se dedicaram de uma forma inimaginável. Eu fui muito abençoado com a equipe que tive. Realizar um filme dessa magnitude sem grana é quase que um milagre cinematográfico. A produção levou alguns meses. Tínhamos que gravar conforme a agenda de cada um da equipe, então imagine o rolo que dava. Se faltasse um figurante já interrompia a produção. Era loucura! Eu tive que me virar nos trinta. Era um imprevisto atrás do outro. Me lembro que poucos dias antes de começarmos a gravar, meu assistente de direção teve que abandonar o projeto. Aquilo foi como um aviso do além, onde eu teria uma missão quase que impossível pela frente. Mas aos poucos tudo corria bem. A equipe foi o diferencial desse filme, o que prova o resultado final.Todos merecem seu devido mérito. 



Serviço
2º Festival de Cinema do Paranoá 
De 23 a 29 de abril (segunda a domingo)
Local: Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá  – CEDEP (Q. 9 Conjunto D)
Exibição dos filmes: De 26 a 29 de abril, a partir das 15h. As atividades paralelas acontecem na semana, durante o dia. Confira horário, programação completa e classificação indicativa em: www.grupooitavaarte.com.br
*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Realidade e futuro se fundem no documentário Frequências

O documentário Frequências faz parte da mostra competitiva nacional do 2º Festival de Cinema do Paranoá. Dirigido por Adalberto Oliveira, é um curta-metragem que apresenta o Farol de Olinda criando um universo surrealista. Documenta paralelamente os trabalhadores e pessoas que vivem em seu entorno em suas atividades reais.
Foto de Henrique Spencer

Inaugurado em 7 de setembro de 1941, o farol de Olinda foi construído no alto do Morro do Serapião, onde se encontra até hoje. É um monumento histórico e cultural muito famoso na cidade, sendo retratado e mencionado por vários artistas dos mais diferenciados estilos, como artistas plásticos, artesãos, músicos etc.
No audiovisual não é encontrado com facilidade nenhum tipo de registro importante e conhecido deste monumento e, tendo em vista as transformações que ocorreram em seu entorno (bairros vizinhos) no decorrer dos 74 anos desde a sua construção, o filme traz um registro importante para que futuras gerações possam conhecer como se deu todo o processo de modificação urbana a favor do “avanço” e do “desenvolvimento” da cidade, através de um universo surreal, que utiliza estética sonora e visual, e cria significados narrativos que compõem a obra.
Serviço
2º Festival de Cinema do Paranoá 
De 23 a 29 de abril (segunda a domingo)
Local: Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá  – CEDEP (Q. 9 Conjunto D)
Exibição dos filmes: De 26 a 29 de abril, a partir das 15h. As atividades paralelas acontecem na semana, durante o dia. Confira horário, programação completa e classificação indicativa em: www.grupooitavaarte.com.br
Informações: FestCineParanoa@gmail.com

Entrevista com a diretora Bruna Carolli, de Cabeças

Dentro da programação do 2º Festival de Cinema do Paranoá está o curta-metragem Cabeças, dirigido por Bruna Carolli. Nascida em Brasília, a cineasta trabalha com direção e produção de conteúdo audiovisual. Mestra em Comunicação e Especialista em Artes Visuais, a realizadora reúne em seu trabalho propostas de uma realidade fantástica aliada à narrativa cinematográfica. Em Cabeças, Maria é uma pequena princesa que tenta desvendar o segredo para salvar as estrelinhas do céu. Em seu caminho ela encontra seres mágicos escondidos no coração da Floresta, os únicos capazes de ajudá-la em sua missão. Conversamos com a diretora sobre seu filme:
Dirigir crianças exige uma atenção diferenciada porque elas podem parecer como robôs ou adultos em miniatura. Qual foi o desafio de trabalhar com um elenco infantil?
Eu filmo com crianças desde o meu primeiro trabalho (Sonhando Passarinhos) e, para mim, é fundamental que a criança acredite na brincadeira. Ela precisa acreditar na história, precisa acreditar nos lugares que a imaginação dela pode levá-la. Tendo isso, eu e a preparadora de elenco vamos condicionando o texto em relação a ação. Mas a premissa é acreditar. Quando temos isso, a interpretação não fica robô nem adulta, fica dela como se ela participasse de uma brincadeira
Você também assina o roteiro de Cabeças. Quais foram suas referências para criar o universo do filme?
O Labirinto do Fauno, Onde Vivem os Monstros, mitologia grega e africana…

Comente alguns artifícios usados para criar o tom mágico e lúdico que a trama pede.
As cabeças foram um deles. Mas acho que a direção de arte da Nadine Diel constrói isso muito bem. Estar no meio da floresta já torna a situação mágica, então fomos inserindo elementos que ampliassem essa sensação e nos conectassem com o enredo principal. Durante o filme em diversas cenas tínhamos a música que o Passo Largo já havia criado para ouvirmos. Os meninos compuseram uma das músicas antes do filme para eu poder trabalhar e ensaiar com as crianças. Isso é uma carta na manga quando se prepara os pequenos. A música faz com que eles se conectem muito mais forte ao filme. Então usávamos a música no set, deixávamos toda a equipe no clima.
Sua carreira é marcada por trabalhos voltados para o público mais novo. Qual sua relação com as crianças e por que fazer cinema para elas?
De fato, meu interesse sempre foi em filmar para as crianças. Vejo nelas uma sabedoria linda, capaz de compreender as coisas de uma forma mais leve e mais transformadora. É como se, ao fazer filmes para elas, o poder de eco de uma história fosse muito maior e verdadeiro. No geral meus filmes falam de acreditar nos próprios sonhos independentemente das dificuldades. Quando apresento o filme em escolas públicas, fica muito forte dentro delas. Elas acreditam na possibilidade de que as coisas podem dar certo. Essa crença é linda e valiosa. Por isso continuo. Alimentar uma semente de esperança, de otimismo em crianças muitas vezes maltratadas pela vida é uma renovação. Elas são tolhidas desse muito cedo, e o filme mostra que para elas o céu é o único limite para elas serem o quiserem ser.
Serviço
2º Festival de Cinema do Paranoá 
De 23 a 29 de abril (segunda a domingo)
Local: Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá  – CEDEP (Q. 9 Conjunto D)
Exibição dos filmes: De 26 a 29 de abril, a partir das 15h. As atividades paralelas acontecem na semana, durante o dia. Confira horário, programação completa e classificação indicativa em: www.grupooitavaarte.com.br

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Conheça o talento e trabalho da Oitava Arte Produções

O 2º Festival de Cinema do Paranoá é uma realização da Oitava Arte Produções. Situada em Paranoá, uma das regiões administrativas do Distrito Federal,  a empresa atua desde 2010 nos ramos de publicidade, produção cultural e audiovisual. Responsável pela produção e distribuição de dois curtas metragens (2016/2017) de projetos contemplados no FAC (Fundo de apoio à cultura do DF) e na SAv/Minc e pela produção do Festival de Cinema do Paranoá e de peças de teatro.

Atualmente a empresa está desenvolvendo dois projetos de longas-metragens de ficção. O primeiro questiona a situação dos idosos órfãos de filhos vivos, quando estes, não tem uma boa condição financeira . O segundo apresenta uma maneira de viajar no tempo descoberta por dois estudantes de física e química da periferia de Brasílía.  A empresa  também está produzindo a segunda edição do Festival de Cinema do Paranoá, projeto contemplado no FAC-DF, que visa aproximar a comunidade do Distrito Federal do cinema por meio de curtas-metragens, valorizando a produção de autoria feminina e a formação de plateia em favor do cinema brasileiro. Também, pelo FAC-DF, está em fase de pré-produção, uma peça de teatro de rua do Grupo Teatro Mesmo – Paranoá DF.
UrSORTUDO
A Oitava entende e pratica um modelo de narrativas e histórias audiovisuais contadas, contextualizadas e ambientadas nas periferias do DF com objetivo de afirmar que estas regiões também podem ocupar espaços nos debates e participar ativamente dos diversos discursos protagonizados pela sociedade. O último curta-metragem UrSORTUDO foi exibido em 9 festivais e recebeu 8 prêmios em 3 três deles(2017). Três deles, incluíndo: “Melhor Filme”, na edição do 22o Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal/50o Festival de Brasilía do Cinema Brasileiro. Também administramos a fanpage @fmcurtasbrasileiros ( Festivais e Mostras Curtas Brasileiros ), no Facebook, que divulga festivais de cinema com inscrições abertas, no Brasil, América Latina e CPLP. Empresa certificada na ANCINE como brasileira independente desde 2014.

A semana (26/4 a 2/5) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.

Vingadores: Guerra Infinita – Thanos (Josh Brolin) enfim chega à Terra, disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia, ao mesmo tempo em que lidam com desavenças entre alguns de seus integrantes.


Somente o Mar Sabe – Donald Crowhurst (Colin Firth), empresário britânico e navegante amador, decide se tornar o primeiro homem a dar a volta ao mundo sem paradas, vencendo a Golden Globe Race de 1968 e faturando um polpudo prêmio capaz de salvar seus negócios. Deixando em terra mulher (Rachel Weisz) e filhos, ele embarca numa aventura náutica marcada por problemas, inexperiência e desespero.


Praça Paris – Rio de Janeiro. Camila (Joana de Verona) é uma terapeuta portuguesa que trabalha na UERJ, onde atende Glória (Grace Passô), ascensorista da universidade. Ao longo das sessões Camila se depara com uma realidade bastante violenta, já que Glória foi estuprada pelo próprio pai quando criança e seu irmão, Jonas (Alex Brasil), é um perigoso bandido que está na prisão. Cada vez mais assustada com os relatos que ouve, ela se sente ameaçada ao mesmo tempo em que Glória passa a vê-la como algo essencial em sua vida.


Ex-Pajé – Um poderoso pajé passa a questionar sua fé depois de seu primeiro contato com brancos que julgam sua religião como demoníaca. No entanto, a missão evangelizadora comandada por um pastor intolerante é posta em cheque quando a morte passa a rondar a aldeia e a sensibilidade do índio em relação aos espíritos da floresta mostra-se indispensável.

Construindo Pontes – Heloisa Passos, a cineasta, é filha de Álvaro, um engenheiro civil que viveu seu auge na carreira durante a ditadura militar no Brasil. No entanto, o momento que para ele foi uma oportunidade de mostrar seu trabalho, para outros, como para sua própria filha, foi um tempo marcado pelo autoritarismo. Agora, entre memórias do passado e um futuro incerto diante da atual instabilidade política no País, pai e filha procuram outras formas de enxergar o mundo.


Exorcismos e Demônios – Quando um padre é sentenciado à prisão após a morte de uma freira em que praticou um exorcismo, uma jornalista investigativa se esforça para desvendar de fato se ele assassinou uma pessoa mentalmente doente ou se apenas perdeu uma batalha contra uma presença demoníaca.


Todos os Paulos do Mundo – Aos 60 anos de carreira, o ator Paulo José ganha uma homenagem cinematográfica. Todos os personagens interpretados pelo artista, tanto na televisão quanto no cinema e no teatro, se juntam para celebrar uma vida dedicada à arte.


Aos Teus Olhos – Rubens (Daniel de Oliveira) é um professor de natação carismático e extrovertido, que dá aulas para pré-adolescentes em um clube. Querido por todos devido ao seu jeito brincalhão e parceiro, ele se vê em apuros quando um de seus alunos, Alex (Luís Felipe Melo), diz à mãe que o professor lhe deu um beijo na boca no vestiário. Alegando inocência, Rubens é acusado pelos pais da criança e passa a ter que lidar com um verdadeiro linchamento virtual, que tem início através de mensagens de WhatsApp e explode de vez quando chega ao Facebook.

Quase Memória – Carlos (Charles Fricks) é um jornalista que, em um dia qualquer, recebe um pacote diferente. Através da letra e do embrulho, ele logo nota que o remetente é seu próprio pai, Ernesto (João Miguel), que morreu há alguns anos. Espantado, Carlos fica em dúvida se deve ou não abrir o pacote. Enquanto isso, relembra divertidas memórias que teve ao lado do pai.

A Cidade do Futuro

A Cidade do Futuro – Gilmar (Gilmar Araújo) e Igor (Igor Santos) se envolvem amorosamente, mas precisam lidar com a inesperada gravidez de Milla (Milla Suzart). Juntos, os três formam uma família em meio às terras secas da Bahia, em um local marcado pelo machismo, pela homofobia e por uma das maiores migrações compulsórias já registradas.


Tudo que Quero – Wendy (Dakota Fanning), uma jovem mulher portadora de autismo, consegue driblar sua cuidadora e escapa com um único objetivo em mente: entregar seu manuscrito para concorrer em uma competição de escrita sobre Star Trek.
Nada a Perder – Contra Tudo. Por Todos – Cinebiografia autorizada do bispo evangélico Edir Macedo (Petrônio Gontijo), empresário fundador e líder espiritual da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Record TV. Baseado nos livros da trilogia homônima, conta a história do self made man que enfrentou diversos momentos de turbulência enquanto perseguia sua convicção.

Estrelas do Cinema Nunca Morrem – Um retrato sensível e divertido sobre a amizade formada entre o ator britânico Peter Turner (Jamie Bell) e a excêntrica ganhadora do Oscar Gloria Grahame (Annette Bening).
Um Lugar Silencioso – Em uma fazenda dos Estados Unidos, uma família do meio-oeste é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do som.

Flor do Moinho abre o 2º Festival de Cinema do Paranoá

O documentário Flor do Moinho abrirá 2º Festival de Cinema do Paranoá. O filme dá protagonismo a Dona Flor (Florentina Pereira dos Santos), raizeira e parteira que vive no Povoado do Moinho, próximo a Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros, Goiás. É constituído de entrevistas com a personagem, seus familiares e moradores da comunidade, e de imagens do local, situado em um vale maravilhoso com sua natureza quase intocada. Dona Flor exemplifica a mulher sábia do interior do Brasil, matriz e fonte de uma riqueza sociocultural que não se pode perder, cuja experiência no manuseio das plantas e na execução de partos tornaram-na uma referência no Brasil central.


Florentina Pereira dos Santos ou simplesmente Dona Flor. Ela teve 18 filhos e adotou outros 28. Realizou o parto de 310 crianças. Além de parteira e raizeira, já foi também garimpeira, tropeira, quitandeira, tecelã e agente de saúde. Essa história é contada no documentário Flor do Moinho. O filme foi idealizado e realizado por duas moradoras de Brasília. A ideia de levar para os cinemas a história de Dona Flor surgiu em 2010, após a diretora do filme, Érika Bauer, e a produtora Flor do Santos conhecerem Dona Flor no Povoado do Moinho, próximo a Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. 
Diante das dificuldades para encontrar um meio de bancar a produção, que contou com trabalho voluntário de vários profissionais, procuraram editais para executar o projeto e buscaram orientações e apoios de amigos. Cogitaram até mesmo levar para as TVs. Em março de 2015, lançaram uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse com a pretensão de arrecadar R$ 50 mil.


Admiradores, gente que se encantou com a história, amigos da produção, mães que tiveram os partos realizados por Dona Flor e os filhos dessas mulheres surgiram de todas as partes do país e do exterior e logo depois do primeiro mês a meta foi alcançada. A campanha terminou com R$ 85.165,00, ou seja, 70% a mais do que a expectativa inicial.
Serviço
2º Festival de Cinema do Paranoá 
De 23 a 29 de abril (segunda a domingo)
Local: Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá  – CEDEP (Q. 9 Conjunto D)
Exibição dos filmes: De 26 a 29 de abril, a partir das 15h. As atividades paralelas acontecem na semana, durante o dia. Confira horário, programação completa e classificação indicativa em: www.grupooitavaarte.com.br

Saiba quem são os curadores do Festival de Cinema do Paranoá

A seleção de filmes que forma a programação do 2º Festival de Cinema do Paranoá na Mostra Competitiva do DF e Entorno, Mostra Competitiva Nacional, Mostra Interativa Para Surdos, Mostra Infantil e Mostra Itinerante nas Escolas Públicas do Paranoá e sua área rural e Itapoã/DF tiveram curadoria composta pela Profª. Edileuza Penha e pelo Prof. Roberto Medina. Ambos avaliaram todos 428 filmes inscritos. Destes 79 foram selecionados: 25 do Distrito Federal e Entorno e 54 filmes de quase todos os estados brasileiros. As obras selecionadas estão em conformidade com a proposta do festival que é aproximar a comunidade do cinema nacional, estimular a formação de platéia, promover o debate e a reflexão sobre os temas abordados nas diversas obras da produção nacional, distrital e cidades do entorno em curtas-metragens.
Profª. Edileuza Penha – Diretora, realizadora, curadora, professora, historiadora, Mestre em Educação e Contemporaneidade. Ainda, doutora em Educação e Comunicação pela Universidade de Brasília (unB), onde leciona, desde 2007, as disciplinas Pensamento Negro Contemporâneo e Etnologia Visual da Imagem do Negro no Cinema. Pesquisadora e documentarista, foi estudante na Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de los Banõs – República de Cuba. Organizou a Coleção: “Negritude Cinema e Educação – Caminhos para implementação da lei 10.639/2003”, editado pela Mazza Edições, Belo Horizonte (MG). É a idealizadora e coordenadora da I Mostra Competitiva de Cineastas e Produtoras Negras Adélia Sampaio.
Prof. Roberto Medina – Graduado em Letras/Português-Inglês pela Faculdade Dinâmica das Cataratas (2009) e professor de escrita criativa. Tem experiência na área de artes, com ênfase em teatro, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura brasileira, literatura gaúcha, poesia, contos e história da arte, literatura e adaptação para o cinema e para o teatro. É Mestre (2012-2014) em Letras pelo PPGL/Uniritter/Porto Alegre. Pesquisa autoria, linguagem poética, intertextualidade e criação literário-artística. Estuda ainda Machado de Assis, Jorge Luis Borges, a poética de Wilhelm Dilthey, as obras do russo Dostoievsky e o projeto estético e ideológico de Manoel de Barros. Acresce-se a pesquisa o projeto estético-ideológico de Osman Lins. Aprovado no Programa de Doutorado de Uniritter e Ucs (RS). Atualmente realiza o doutoramento no Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Literatura Comparada, Estudos Literários Comparados – com projeto focado em Federico Garcia Lorca – criação, autoria e intertextualidade -, na UnB-DF (2015-2018). Na UnB, participa dos grupos de pesquisas: Literatura e Cultura e Grupo Gatacos – Estudos Osmanianos. Atualmente, também é professor titular em cursos de graduação, pós-graduação e extensão na Faculdade de Arte Dulcina de Moraes.
Serviço
2º Festival de Cinema do Paranoá 
De 23 a 29 de abril (segunda a domingo)
Local: Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá  – CEDEP (Q. 9 Conjunto D)
Exibição dos filmes: De 26 a 29 de abril, a partir das 15h. As atividades paralelas acontecem na semana, durante o dia. Confira horário, programação completa e classificação indicativa em: www.grupooitavaarte.com.br
Informações: FestCineParanoa@gmail.com