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Madame explora dramas cotidianos com sátira e bom humor

O longa francês Madame estreou nos cinemas brasileiros reboliço entre críticos e espectadores. Recheada de reviravoltas, a trama conta a história da governanta Maria (Rossy de Palma), que se vê em uma situação inusitada provocada por sua patroa Anne (Toni Collette). Supersticiosa, a socialite se recusa a receber 13 pessoas à mesa e convence a empregada a juntar-se ao jantar, passando-se por uma amiga das altas rodas sociais.
A reunião é para a despedida de um Caravaggio. O quadro está na família de Bob (Harvey Keitel) há gerações, mas agora precisa ser vendido para quitar dívidas – embora o patriarca não conte nem à própria esposa Anne a motivação da venda. Os convidados formam um grupo heterogêneo e caricato, que facilita e estimula agradáveis momentos de humor: uma criança prodígio, o prefeito e seu namorado, um amigo da família casado, mas que não disfarça ao cortejar a anfitriã, o escritor Steven (Tom Hughes), o filho de Bob, e o marchand David (Michael Smiley), responsável pela negociação do Caravaggio.
Contra todas as expectativas, David se encanta com Maria e ambos iniciam um relacionamento. Mas o namoro não é bem-visto por Anne, que se apavora com a ideia de que seus amigos descubram que sua “amiga espanhola” é, na verdade, sua governanta. A partir dessa premissa, o filme aborda várias questões de forma bem-humorada com doses certas de drama. Com personagens de diversos países como Inglaterra, EUA e Espanha, o roteiro de Amanda Sthers e de Matthew Robbins coloca em pauta questões como relacionamentos, amor, casamento, ciúmes, inveja, culto ao corpo, sexo, dinheiro, traição, classes sociais, sexualidade, violação de normas de conduta e preconceito.
A protagonista Rossy de Palma é por si só um show à parte. A atriz brinda o espectador com uma comédia ao estilo Amodólvar. Entre piadas sujas, sexo e palavrões, o amor aflora em cenas que beiram o piegas, mas que conquistam o coração do público. Paralelo aos acontecimentos, Steven vence seu bloqueio criativo narrando a relação entre sua madrasta e Maria para seu próximo livro. Para isso, incentiva alguns acontecimentos e comportamentos de demais personagens, mesmo que isso gere uma série de mal-entendidos, vários problemas e diversas situações constrangedoras. Mas tudo vale a pena pela arte. Afinal, “pessoas gostam de finais felizes”. Ou não gostam?

*Por Camila Rezende – do Com Pauta

Veja aqui o trailer do filme Madame:

 
Madame (França, 2017) Dirigido por Amanda Sthers. Com Toni Collette, Harvey Keitel, Rossy de Palma, Michael Smiley, Tom Hughes, Violaine Gillibert, Stanislas Merhar, Sue Cann…

Projeto Cais lança nova websérie: A Casa Sonho

As webséries tomaram conta da internet. Prova disto, um coletivo de atores, produtores, roteiristas e diretores conseguiu mostrar a força deste mercado e abrir espaço para iniciantes e experientes. Tudo feito com profissionalismo e uma produção totalmente independente. O Projeto Cais – Coletivo Audiovisual Itinerante de Séries – foi criado em 2013 para incentivar artistas brasileiros, de todos os estados, a mostrarem seus talentos. Incluindo, Brasília que já entrou na rota de séries e se destacou com a produção de Nossos Dias no Céu. A websérie de 10 episódios teve mais de 50 mil visualizações por vídeo e pode ser vista pelo canal do Cais no YouTube. Os artistas da cidade podem, ainda, se inscrever para participar de novas produções pelo e-mail: coletivocais@gmail.com.
Passado o fenômeno na capital federal, agora os criadores do projeto, dentre ele o ator e músico brasiliense Pedro Quevedo, de 23 anos, estreiam a 10ª websérie do canal. Lançada no dia 2 de abril,  A Casa Sonho trata de temas como a cura gay, adoção, poliamor, diversidade religiosa, racismo, dentre outros. Todos estes assuntos movimentam e dão vida à personagens que se entrelaçam por morarem na mesma residência e se identificarem por suas histórias de vida e anseios. A trama começa com a amizade entre um deficiente físico, Daniel (Pedro Quevedo) e Ana Clara (Ana Cordeiro), uma menina com transtorno bipolar. Eles se conhecem em uma clínica durante o tratamento que estão fazendo de “cura gay” e resolvem fugir juntos do local para viverem na Casa Sonho.
“A casa da história é de propriedade da travesti Elba (Johnny Wallace), que aluga quartos exclusivamente para gays e propicia um ambiente de convivência comum no local que os aproxima e os torna uma família à medida que as histórias deles vão se cruzando e se aprofundando”, diz Daniel Sena, um dos idealizadores do Cais. A nova produção vai, ainda, realizar uma campanha social de incentivo à doação de órgãos que envolverá um dos personagens principais da trama e que vai ser levada para o público participar fora da ficção.  A história foi gravada no Rio de Janeiro. 

O Paradoxo Cloverfield não tem o mesmo suspense dos primeiros

Depois de Cloverfield – Monstro (2008) e Rua Cloverfield, 10 (2016), agora chega O Paradoxo Cloverfield, tentando dar continuação à franquia produzida por J.J. Abrams. Os dois primeiros filmes ganharam atenção por criar suspense e mistério em relação a monstros e alienígenas que poderiam, em enredos de menos sucesso, parecer banais ou bobos. Porém, estes dois primeiros longas conseguem dar seriedade à história por dois motivos. Primeiro, somos rapidamente jogados no meio da trama fantástica. Não é explicado como ou porque os monstros começaram a atacar a cidade. Isto apenas acontece. Enquanto o primeiro foca no momento em que os monstros aparecem, o segundo coloca o espectador já no meio desta trama, mas ambos mantêm o mistério por traz da existência destas entidades malignas.
O segundo motivo que torna as duas primeiras produções bem-sucedidas é o modo pelo qual os monstros aparecem gradativamente. A cada cena, um pouco mais é revelado sobre o que está realmente acontecendo na cidade, e desvendamos o estranho acontecimento juntamente com os personagens. Além disso, os filmes ainda seguem uma regra clara: os vilões são os monstros (e humanos que não controlam seu medo). O Paradoxo Cloverfield muda as regras que deram nome à franquia. A história começa antes que os monstros apareçam, com uma intenção não muito interessante de explicar como os seres fantásticos surgiram. Assim, com a estratégia de suspense usada nos dois primeiros longas, os acontecimentos sobrenaturais parecem um pouco mais bobos e difíceis de acreditar. A tentativa de explicar um aparecimento tão extraordinário tem o efeito contrário do que o esperado: acreditamos menos na trama.
O filme mais recente da franquia também não decide que tipo de vilão fantástico se faz presente na história, misturando vários obstáculos que não dão unidade à produção. Usando a desculpa de um “paradoxo” na dimensão espaço-temporal, personagens são engolidos por paredes, tem seu interior corroído por insetos intergalácticos, são caçados por humanos de outra dimensão e – talvez o mais inacreditável – tem seus braços decapitados escrevendo mensagens que podem, ou não, salva-los. O Paradoxo Cloverfield também se apoia na trama já batida que mostra pessoas no espaço ficando loucas.
E talvez este seja o maior problema de seu enredo. Longas com personagens perdendo sua mente no espaço já foram bastante explorados no cinema, mesmo depois do fracasso de crítica de Esfera, dirigido por Barry Levinson em 1998, que também mostra integrantes de uma tripulação espacial se voltando um contra o outro devido ao seu estado mental. Assim, O Paradoxo Cloverfield não tem o mesmo suspense e mistério dos primeiros. Isto não quer dizer que não há momentos bons. Gugu Mbatha-Raw, que interpreta a personagem Hamilton, atua muito bem e cria momentos muito emocionantes. O final do filme é interessante e mostra uma cena que lembra os primeiros da série Cloverfield. Porém, estas qualidades podem facilmente se perder no meio de muita explicação e ausência de um vilão específico.

*Por Daniel Bydlowski – Especial para o Cine61

Veja aqui o trailer do filme O Paradoxo Cloverfield:



The Cloverfield Paradox (EUA, 2018) Dirigido por Julius Onah. Com Gugu Mbatha-Raw, David Oyelowo, Daniel Brühl, John Ortiz, Ziyi Zhang, Aksel Hennie, Chris O’Dowd, Elizabeth Debicki, Roger Davies…

Premiações e mostras do II Festival de Cinema do Paranoá

Confira a seguir as mostras da 2ª edição do Festival de Cinema do Paranoá e suas respectivas premiações. O evento tem entrada franca e acontece de 23 a 29 de abril (segunda a domingo), no Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá  – CEDEP (Q. 9 Conjunto D). O festival é uma realização da Oitava Arte Produções com recursos do FAC – Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e produção da OF Produção Cultural. 
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL 
Filmes realizados em todo território brasileiro, finalizados a partir de janeiro de 2017.
Premiação:
Melhor Curta-Metragem (Troféu conferido pelo Júri Oficial) + R$ 3.000,00
Melhor Curta-Metragem (Troféu conferido pelo Júri Popular) + R$ 1.500,00
Melhor direção (Troféu conferido pelo Júri Oficial)
Melhor roteiro (Troféu conferido pelo Júri Oficial)
Melhor ator (Troféu conferido pelo Júri Oficial)
Melhor atriz (Troféu conferido pelo Júri Oficial)
Melhor direção de arte (Troféu conferido pelo Júri Oficial)
Melhor fotografia (Troféu conferido pelo Júri Oficial)
Melhor trilha sonora (Troféu conferido pelo Júri Oficial)
Melhor Som (Troféu conferido pelo Júri Oficial)
Melhor montagem (Troféu conferido pelo Júri Oficial)
Fotos: Vladimir Luz
MOSTRA COMPETITIVA DISTRITAL E CIDADES DO ENTORNO DO DF
Filmes realizados em todas as cidades satélites do Distrito Federal e entorno, finalizados a partir de abril de 2016.
Premiação:
Melhor Curta-Metragem (Troféu conferido pelo Júri Oficial) + R$ 3.000,00
Melhor Curta-Metragem (Troféu conferido pelo Júri Popular) + R$ 1.500,00
Melhor direção (Troféu conferido pelo Júri Oficial) + R$ 1.000,00
Melhor roteiro (Troféu conferido pelo Júri Oficial) + R$ 1.000,00
Melhor ator (Troféu conferido pelo Júri Oficial) + R$ 1.000,00
Melhor atriz (Troféu conferido pelo Júri Oficial) + R$ 1.000,00
Melhor direção de arte (Troféu conferido pelo Júri Oficial) + R$ 1.000,00
Melhor fotografia (Troféu conferido pelo Júri Oficial) + R$ 1.000,00
Melhor trilha sonora (Troféu conferido pelo Júri Oficial) + R$ 1.000,00
Melhor Som (Troféu conferido pelo Júri Oficial) + R$ 1.000,00
Melhor montagem (Troféu conferido pelo Júri Oficial) + R$ 1.000,00
MOSTRA SURDOCINE 
Filmes nacionais e/ou distritais com narrativas e formatos direcionados ao público surdo, seja na linguagem ou com janela de libras, finalizados a partir de janeiro de 2015.
Premiação:
Melhor Curta-Metragem (Troféu conferido pelo público da sessão Surdocine) + R$ 1.500,00

MOSTRA ESTUDANTIL DISTRITAL E CIDADES DO ENTORNO DO DF
Filmes realizados por alunos de ensino fundamental e médio de escolas públicas do Distrito Federal e Cidades do Entorno do DF, a partir de janeiro de 2017.
Premiação:
Melhor Curta-Metragem (Troféu conferido pelo público das sessões estudantis) + R$ 500,00
Nas competições de Break e Rima, a premiação é de:  
1º Lugar – R$ 150;
2º Lugar – R$ 100;
3º Lugar – R$ 50.

Serviço
2º Festival de Cinema do Paranoá 
De 23 a 29 de abril (segunda a domingo)
Local: Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá  – CEDEP (Q. 9 Conjunto D)
Horário: A partir das 19h. 
Classificação livre.  
Informações: FestCineParanoa@gmail.com.  

Submersão, o novo filme de Wim Wenders

Dirigido por Wim Wenders, Submersão estreia dia 12 de abril. Uma história de amor que nos leva a dois mundos extremamente diferente de nossos dois protagonistas. Danielle Flinders (Alicia Vikander) e James More (James McAvoy). Eles se encontram por acaso em um remoto hotel na Normandia, onde ambos se preparam para uma perigosa missão. Eles se apaixonam quase contra sua vontade, mas logo reconhecem um ao outro como o amor de suas vidas. Quando eles têm de se separar, descobrimos que James trabalha para o Serviço Secreto Britânico. Ele está envolvido em uma missão na Somália para caçar uma fonte de terroristas suicidas se infiltrando na Europa. Danielle ‘Danny’ Flinders é um bio-matemático trabalhando em um projeto nas profundezas do mar para provar sua teoria sobre a origem da vida no planeta. Logo, ficam em mundos muito opostos, James é feito refém dos terroristas e não tem como contatar Danny, e ela tem de ir ao fundo do mar em um submergível, sem mesmo saber se James está vivo.
A direção desse thriller romântico é de Wim Wenders (O Sal da Terra, Asas do Desejo), que é baseado no romance Submersão, de J.M. Legard, com um roteiro de Erin Dignam (The Last Face). Submersão é estrelado por James McAvoy (X-Men: Apocalipse, Desejo e Reparação) e pela vencedora do Oscar Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa, Ex Machina: Instinto Artificial). Cameron Lamb produziu o longa, junto de Wim Wenders e Uwe Kiefer para a Neue Road Movies na Alemanha, Jean-Baptiste Baptiste Babin para o Backup Studio na França e Juan Gordon para a Morena FIlms na Espanha. Uma complicada história que abrange algumas das preocupações mais profundas da vida, Submersão é baseado no romance de J.M. Ledgard. Um jornalista que cobriu a sociedade e a política através da África para a revista The Economist, Ledgard se inspirou em suas experiências vivendo e trabalhando na Somália.
“Eu estava muito interessando na nossa falta de perspectiva do planeta em que vivemos”, ele diz. “É muito maior do que achamos que é, muito mais complicado do que pensamos. E ao mesmo tempo é muito mais duro e desafiador. Sempre fui obcecado pelos oceanos, e a ideia de que claramente existe muito mais vida no oceano do que na superfície, particularmente a vida microscópica das bactérias, vírus e algas em uma profundidade muito grande. Essa quantidade de vida pesa mais do que todo o resto da vida no planeta e é mais antiga, mais resistente e mais forte. E, não importa o que aconteça com os humanos, essa vida vai continuar em frente. Claro que sabemos agora que evoluímos a partir do fundo do oceano, onde a vida começou, no fundo do oceano.
“Naquela época da minha vida estava na África”, ele continua. “Estava noticiando muito sobre terrorismo e passando muito tempo com homens da Al-Qaeda que provavelmente não conseguiria conhecer hoje, se quisesse manter minha cabeça no lugar. Então a história é baseada nessas duas experiências”. Ledgard criou um romance altamente intrincado, onde três mundos distintos se envolvem. “O romance tem três frentes”, ele diz. “Uma se passa na África, e é sobre um espião britânico que é sequestrado por um grupo jihadista. A segunda frente é sobre uma professora do Imperial College, de Londres, que é uma bio-matemática, o que significa que ela estuda o volume de vida microscópica nos oceanos. E a terceira frente é o encontro desses dois personagens em um hotel na França, e forma a parte central da história. Eles vivem uma paixão avassaladora. Então, é sobre ciência, crenças e amor”.

Rampage cumpre o que promete: é Destruição Total

Prédios sendo demolidos, batidas de carro, muitos tiros e saltos durante explosões perigosas. Tudo isso remete a Dwayne “The Rock” Johnson, que hoje é sinônimo de filmes de ação. Não faltam exemplos de títulos que se enquadram nesse gênero e agora mais um trabalho pode entrar para a lista. O ator está de volta em Rampage: Destruição Total, longa-metragem baseado num jogo de viodeogame. Desta vez, o herói interpreta Davis Okoye, um primatologista que cuida de muitos animais, entre eles o gorila albino George.
Devido um acidente numa estação espacial, várias cápsulas com patógenos caem no planeta, causando alterações genéticas com todos os animais que entraram em contato com o material. Isso faz com que o gorila George, um lobo e um crocodilo comecem a crescer sem parar, além de apresentar um comportamento extremamente agressivo e mutações que os tornam praticamente indestrutíveis. Tudo foi causado pela gananciosa e inconsequente dupla de vilões que parece ter saído de um desenho animado. Completamente caricatos, eles pretendem aproveitar a confusão para ganhar dinheiro com a potencial arma.
Como é de se esperar, Okoye possui um passado que justifica todos aqueles músculos. Com experiência no exército, ele vai unir seu conhecimento com animais e com armas para tentar salvar a cidade da destruição, uma vez que as três criaturas incontroláveis quebram tudo por onde passam. E essa é a melhor parte do filme, com muitos efeitos especiais, desabamentos e pessoas correndo de um lado para o outro. Quase como o filme-catástrofe Terremoto: A Falha de San Andreas, que é melhor e repete The Rock no elenco e direção de Brad Peyton.
No elenco também está a cientista Kate Caldwell (Naomie Harris), que pode – ou não – ter informações sobre como parar os animais. A persoangem, é claro, também tem a função de preencher a vaga de mocinha oficial da película. Jeffrey Dean Morgan (Watchmen: O Filme) interpreta um oficial caipira cheio dos trejeitos. Rampage tem muitos diálogos cafonas – principalmente quando tentam explicar cientificamente o que está acontecendo -, mas não se pode esperar muito da trama e sim aproveitar o que o filme promete e cumpre: uma diversão repleta de computação gráfica de qualidade e muita destruição.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Rampage – Destruição Total:

Rampage (EUA, 2018) Dirigido por Brad Peyton. Com Dwayne Johnson, Jeffrey Dean Morgan, Malin Akerman, Joe Manganiello, Marley Shelton, Naomie Harris, Will Yun Lee…

Sobrenatural: A Última Chave volta aos cinemas na sexta-feira 13

A Sony Pictures trará o sucesso Sobrenatural: A Última Chave de volta aos cinemas para assombrar a Sexta-feira 13. A ação faz parte de uma iniciativa global para comemorar o sucesso de lançamento do filme e será exibida uma versão estendida com 5 minutos a mais. Esse foi o maior filme da franquia no Brasil, o que fez o país conquistar o quinto lugar no ranking internacional com os resultados desse filme.
Dirigido por Adam Robitel, o quarto filme da franquia de terror chegou aos cinemas pela primeira vez em 18 de janeiro, 2018, levando 324 mil pessoas aos cinemas na sua estreia, superando os 239 mil espectadores do título anterior da franquia, Sobrenatural – A Origem. No longa, a medium Elise Rainier (Lin Shaye) é chamada para resolver o caso de uma assombração no Novo México, mas descobre que a atividade sobrenatural está acontecendo na casa em que ela passou a infância. Enquanto tenta resolver o caso ela é obrigada a confrontar vários fantasmas e demônios de seu passado.

A semana (12/4 a 18/4) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.


Rampage – Destruição Total – Davis Okoye é um primatologista (Dwayne Johnson), um homem recluso que compartilha um vínculo inabalável com George, um gorila muito inteligente que está sob seus cuidados desde o nascimento. Quando um experimento genético desonesto é feito em um grupo de predadores que inclui o primata, os animais se transformam em monstros que destroem tudo em seu caminho. Agora Okoye tenta conseguir um antídoto e impedir que seu amigo provoque uma catástrofe global.


Jogador N°1 – Num futuro distópico, em 2044, Wade Watts (Tye Sheridan), como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday (Mark Rylance) morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts terá de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir.


Severina – Dono de livraria (Javier Drolas) se encanta com uma mulher (Carla Quevedo) que visita sua loja e volta dia após dia para cometer furtos. Inicialmente ele não reage, mas numa das vezes, mais interessado em puxar conversa do que recuperar o prejuízo, ele a encurrala. Ela passa então a pegar livros em outros estabelecimentos, porém ele não está disposto a se libertar da misteriosa obsessão.


Aos Teus Olhos – Rubens (Daniel de Oliveira) é um professor de natação carismático e extrovertido, que dá aulas para pré-adolescentes em um clube. Querido por todos devido ao seu jeito brincalhão e parceiro, ele se vê em apuros quando um de seus alunos, Alex (Luís Felipe Melo), diz à mãe que o professor lhe deu um beijo na boca no vestiário. Alegando inocência, Rubens é acusado pelos pais da criança e passa a ter que lidar com um verdadeiro linchamento virtual, que tem início através de mensagens de WhatsApp e explode de vez quando chega ao Facebook.

Um Lugar Silencioso – Em uma fazenda dos Estados Unidos, uma família do meio-oeste é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do som.



Covil de Ladrões – Em Los Angeles, uma saga de crimes coloca em intersecção a vida de dois grupos: a unidade de elite do departamento de polícia local e a equipe de assaltantes de banco mais bem sucedida do estado. Os criminosos planejam um roubo que aparentemente é impossível, num banco localizado no centro da cidade.


Com Amor, Simon – Aos 17 anos, Simon Spier (Nick Robinson) aparentemente leva uma vida comum, mas sofre por esconder um grande segredo: não revelou ser gay para sua família e amigos. E tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos colegas de classe, anônimo, na internet.

Baseado em Fatos Reais

Baseado em Fatos Reais – Durante o lançamento de seu mais novo livro, a autora Delphine (Emmanuelle Seigner) conhece Elle (Eva Green), uma de suas fãs, que lhe pede para autografar seu exemplar. Elle também é escritora, trabalhando como ghost writer em biografias de celebridades. Aos poucos as duas se aproximam, com Elle se tornando cada vez mais presente na vida da autora. Por mais que às vezes se sinta incomodada com a onipresença da nova amiga, Delphine permite a aproximação devido à sua fragilidade emocional, o que logo se revela um erro.

Arábia – Em Ouro Preto, Minas Gerais, um jovem (Murilo Caliari) encontra por acaso o diário de um operário metalúrgico que sofreu um acidente e por suas memórias embarca numa jornada pelas condições de vida de trabalhadores marginalizados.


O Dia Depois – Areum (Kim Min-Hee) está pronta para o seu primeiro dia de trabalho em uma pequena editora, onde ela precisa lidar com seu chefe Bongwan (Hae-hyo Kwon) e sua vida amorosa complicada. Após uma crise no casamento, no entanto, a esposa de Bongwan encontra um bilhete amoroso na mesa dele e acaba por envolver Areum nesta situação delicada.

Nada a Perder – Contra Tudo. Por Todos – Cinebiografia autorizada do bispo evangélico Edir Macedo (Petrônio Gontijo), empresário fundador e líder espiritual da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Record TV. Baseado nos livros da trilogia homônima, conta a história do self made man que enfrentou diversos momentos de turbulência enquanto perseguia sua convicção.

Ella e John
Ella e John – Lá pelos 70 e poucos anos, o casal de aposentados, Ella (Helen Mirren) e John (Donald Sutherland), decide fazer uma última viagem pelo país juntos. Desafiando as probabilidades os dois embarcam numa aventura que vai de Boston para The Ernest Hemingway Home em Key West.


Árvores Vermelhas – A família Willer está entre as únicas doze, judaicas e checas, que conseguiu sobreviver ao holocausto. Alfred Miller e seu pai emigraram para o Brasil durante a Segunda Guerra Mundial quando sua cidade natal, Praga, na República Checa, foi invadida e devastada pelos nazistas. No Brasil, Alfred se casou e formou uma família, além de se consagrar como um grande arquiteto.
Submersão – Danielle (Alicia Vikander) é uma exploradora do oceano que descobre um novo desafio: uma terrível, porém pioneira, descida ao abismo Ártico. James (James McAvoy) é um empreiteiro acusado de ser um espião e interrogado por jihadistas africanos que irá se unir à moça para ajudá-la em sua missão.

Antes que Tudo Desapareça – Narumi Kase (Masami Nagasawa) está com uma desconfiança enorme e não faz ideia do que fazer. Isso porque seu marido, Shinji Kase (Ryuhei Matsuda), voltou para casa depois de dias desaparecido e, misteriosamente, parece ser outra pessoal, mais gentil e amável. O que ela nem imagina é que, na verdade, o corpo de Shinji foi assumido por um alienígena que veio anunciar uma invasão à Terra.

Antes que Tudo Desapareça traz invasão alien psicológica

O longa-metragem Antes que Tudo Desapareça fala de uma invasão alienígena. Mas antes de imaginar inúmeros efeitos especiais e naves espaciais que soltam raio laser, é importante entender que a temática ganhou uma roupagem bem diferente da que é explorada – exaustivamente – por Hollywood. Isso porque trata-se de um filme japonês dirigido por Kiyoshi Kurosawa (Pulse, Creep), que usou tons mais dramáticos e psicológicos.
A trama é dividida em dois núcleos relacionados. O primeiro fala da ilustradora Narumi (Masami Nagasawa, de Last Friends), que tenta entender o porquê do marido Shinji (Ryûhei Matsuda, de Tabu) estar tão esquisito. Enquanto isso, o jornalista Sakurai (Hiroki Hasegawa, de Ataque dos Titãs) tem que fazer uma matéria sobre um crime e acaba por encontrar um adolescente que diz ser um extraterrestre.
Possuindo os corpos de seres humanos, três alienígenas se infiltram no Japão para compreender melhor a raça humana e depois iniciar uma invasão. Com o objetivo de recolher informações, eles buscam entender certos conteúdos, como família, propriedade e trabalho. Ao absorver o significado dessas palavras, eles fazem com que a pessoa que cedeu as informações perca tais referenciais. E isso gera uma série de cidadãos que não conseguem mais viver seguindo as normas da sociedade.
Antes que Tudo Desapareça é um filme com muitos bons momentos. Começa se desenvolvendo bem, com um roteiro que avança rápido. A história mantém o interesse graças às dúvidas que surgem sobre como seria a invasão e os planos dos alienígenas. Alguns planos-sequência chamam a atenção, à medida que a situação evolui de alguns acontecimentos bizarros pontuais para uma ameaça global. A trilha sonora, ora caricata, ora remetendo a filmes se ficção científica antiga, soa bem. O grande problema é a meia-hora final. A impressão que fica é que Kurosawa não sabia como concluir uma história tão boa.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br


Veja aqui o trailer do filme Antes que Tudo Desapareça:



Sanpo Suru Shinryakusha (Japão, 2017) Dirigido por Kiyoshi Kurosawa. Com Masami Nagasawa, Ryûhei Matsuda, Hiroki Hasegawa, Masahiro Higashide, Kyôko Koizumi, Kazuya Kojima, Atsuko Maeda, Ken Mitsuishi…

Górgona registra uma das mais importantes atrizes do teatro

O filme Górgona é dirigido pelos estreantes Fábio Furtado e Pedro Jezler. Ao longo de cinco anos, durante as temporadas da peça As Três Velhas, os cineastas Fábio Furtado e Pedro Jezler acompanharam os bastidores da montagem dirigida e estrelada por Maria Alice Vergueiro, considerada uma das maiores atrizes de sua geração. O longa Górgona, traz um recorte sensível desse momento na vida da atriz de 83 anos, que convive com o Mal de Parkinson desde 2001. O documentário aborda temas como a proximidade da morte, o envelhecer em cena, o custo das convicções artísticas e os impasses da produção cultural no Brasil.
A vontade de fazer um filme com a atriz surgiu quando Fabio, que é co-fundador da companhia Pândega com Maria Alice e o ator Luciano Chirolli, registrou algumas cenas do processo da peça de Alejandro Jodorowsky. Mas foi somente com a chegada de Pedro que surgiu a ideia de fazer um documentário sobre Maria Alice. 
“Já com a ideia de fazer um documentário, nossa abordagem foi a da longa convivência, praticamente em todas as apresentações da peça. Como Fábio faz parte da companhia, depois de um certo tempo, a presença da câmera foi se tornando cada vez mais natural. Depois das filmagens, revíamos o material bruto e assim fomos entendendo como e o que registrar”, afirma Pedro. “Percebemos que não nos interessava olhar para material de arquivo ou tentar abranger uma vida inteira no tempo de um filme. Era aquele momento da vida da Maria, com as tantas camadas que trazia, que decidimos retratar”, completa Fábio.
Restringindo-se ao espaço da intimidade, o filme oferece uma janela de observação privilegiada sobre uma artista que, acometida por dificuldades de locomoção, fala e memória do texto, luta para montar a peça contra todos os desafios, incluindo as agruras de quem depende de patrocínio para trabalhar. “Fizemos a opção de só filmar os atores dentro do teatro, assumindo a perspectiva de quem faz parte desse mundo. São artistas do palco, e queríamos preservar esse contexto. Por isso não há cenas do ponto de vista da plateia, na casa da atriz e nem externas. Se aparece algum trecho da peça, é sempre mostrado a partir das coxias”, conta Pedro. “Como o cotidiano dos bastidores é feito de coisas que se repetem a cada apresentação, pudemos filmar os mesmos gestos ao longo dos anos e fomos desenvolvendo um interesse pela passagem do tempo. Todo esse material foi depurado no processo de montagem do filme, que também foi muito longo, durou quase dois anos”, revela.