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Terror Medo Profundo se perde no fundo do mar

Medo Profundo, dirigido por Johannes Roberts, traz de volta as profundezas do oceano com todos os seus mistérios, perigos e, mais importante, tubarões. Este animal, mais do que explorado no cinema, precisa de muito cuidado se usado em enredos novos, já que qualquer passo errado pode tornar o filme um clichê ou uma cópia de outros já consagrados, como Tubarão, de Steven Spielberg, de 1975. E é exatamente como este que o longa começa. Com uma trilha sonora que lembra a música que deu ao compositor John Williams seu segundo Oscar, Medo Profundo parece fazer homenagem ao título que lhe foi inspiração. Porém, o filme logo mais quebra a tensão dos primeiros minutos e mostra que seu estilo será diferente: ao invés da protagonista, Lisa (Mandy Moore), ser atacada logo de início por este monstro do mar, ela salta de sua boia depois de uma brincadeira de sua irmã, Kate (Claire Holt).

A pergunta acaba ficando, então, quando a criatura irá finalmente aparecer, e como o cineasta conseguirá fazer a aparição excitante e original. A princípio, a estratégia de Medo Profundo parece uma jogada de gênio. Se todos já estamos cansados de esperar o momento em que o tubarão aparecerá na narrativa, talvez a inversão desta estrutura narrativa dê mais certo. E, assim, são os protagonistas que vão até os tubarões, usando estes como uma atração por meio de uma grade de ferro que os protegem enquanto podem tirar fotos da criatura. Tudo estaria bem, se não fosse pelo fato desta “gaiola” ter um repentino problema mecânico e cair 47 metros dentro do oceano, levando as duas garotas junto que agora precisam lutar sozinhas contra os perigos do mar (algo que todos já esperavam desde o momento que elas aceitaram participar da aventura).

Quando as duas caem, também cai a credibilidade da história. Isso, porém, começou antes da aventura. As personagens não são bem desenvolvidas e o maior problema da protagonista é que seu namorado acabou o relacionamento por ela ser entediante. Qual a melhor maneira de mostrar que o namorado está errado do que se jogar contra tubarões? Esta é, por mais inacreditável que seja, a premissa da história. Porém, não é por isso que o filme afunda. O próprio gênero do horror é muitas vezes baseado em personagens bobos, que fazem erros inacreditáveis e que levam o público ao desespero. Porém, estes personagens, quando escritos com sucesso, reagem aos horripilantes acontecimentos e aos sustos de maneira mais ou menos realista. Lisa e Kate, porém, continuam conversando sobre relacionamentos e ciúme entre irmãs como adolescentes mimadas, mesmo depois de terem caído em um mar cheio de tubarões. Isto não somente faz a tensão da produção se dissipar, mas também deixa as personagens antipáticas. Como é que, então, poderíamos ligar para sua trama?

O mais interessante é que o longa rapidamente se desliga das regras criadas por Tubarão e parece ingressar em um novo estilo, usado por Alfonso Cuarón em Gravidade. Assim, as protagonistas, que não são especialistas em como sobreviver oceanos, se veem sozinhas na vastidão azul, precisando lidar com perigos e improvisar para sobreviver. Assim como Gravidade, o filme conta com um expert que fala com as personagens por meio de rádios. Até mesmo alucinações fazem parte do enredo. A diferença é que, em Gravidade, não somente as imagens são incríveis (também por conta do seu orçamento muito maior), mas a protagonista é muito bem desenvolvida, já que conhecemos seus medos e traumas. Com a falta de um tema claro, Medo Profundo se perde no fundo do mar.

*Por Daniel Bydlowski – Especial para o Cine61


Veja aqui o trailer do filme Medo Profundo:

 

 
47 Meters Down (EUA / República Dominicana / Reino Unido, 2017) Dirigido por Johannes Roberts. Com Mandy Moore, Claire Holt, Matthew Modine, Chris Johnson, Yani Gellman, Santiago Segura, Matthew Modine…. 

Paranoá terá uma semana cinematográfica em abril

Em 2016, o cineasta Januário Junior tirou dinheiro do próprio bolso para produzir, juntos com amigos e parceiros, uma mostra de filmes que se tornaria referência no DF.  A primeira Mostra Curtas Paranoá, totalmente independente,  foi realizada no dia 1º de outubro de 2016 e teve lotação máxima no CEDEP. A edição de 2018, com patrocínio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, foi totalmente reestruturada e agora conta com a programação que tem duração de uma semana, e vai do dia 23 (segunda-feira) de abril até o dia 29 (domingo) de abril. As oficinas na área de cinema acontecem durante a semana do festival. Esta programação será divulgada nas redes sociais do festival: @FestCineParanoa no Instagram e Facebook.

Foto: Vladimir Luz

Outro destaque desta edição é que, no mínimo, 25% dos filmes selecionados serão obras de autoria feminina (Direção, Roteiro, Produção e Fotografia). Haverá, ainda, uma sessão da Mostra Interativa Para Surdos com a exibição de filmes adaptados com a janela de Libras e narrativas próprias. Ainda acontecerá a Mostra Estudantil que contará com a participação de filmes produzidos por estudantes das escolas públicas do Distrito Federal e de cidades do entorno. O 2º Festival de Cinema do Paranoá terá, ainda, competições de skate, break e rima.

Eu Faço Cultura distribui ingressos gratuitos de cinema

O Eu Faço Cultura, programa que distribui ingressos de forma gratuita para pessoas de baixa renda com subsídio total do governo federal, está beneficiando os interessados em ir à Sessão Azul que acontecerá em Brasília no dia 8 de abril. A Sessão Azul adapta salas de cinemas para crianças com distúrbios sensoriais, como aquelas dentro do espectro do autismo. A atração é normalmente paga, mas todos os beneficiários do Eu Faço Cultura podem resgatar ingressos sem custo algum, com prioridade para famílias com crianças dentro desse público, e para instituições beneficentes e escolas públicas que as atendem. Para começar a resgatar os ingressos, basta acessar a plataforma, conhecer os perfis atendidos pelo programa, cadastrar-se e aguardar a aprovação do seu pedido.
Sessão de cinema. Foto: Felipe Costa
A ideia é auxiliar as crianças na adaptação a esse tipo de ambiente. Durante toda a exibição do filme, a sala permanece com luzes parcialmente acesas, com o som mais baixo do que o usual. A plateia tem toda liberdade para andar pelo espaço, e se expressar à vontade. Profissionais treinados dão orientação e acompanham as famílias.
Serviço
Eu Faço Cultura distribui ingressos para Sessão Azul
Data: domingo, 8/4
Horário: 10h30
Local: Kinoplex Boulevard Shopping Brasília | Setor Terminal Norte, Conjunto J, Asa Norte

Comédia dramática Ella e John tem uma história terna

Um casal de idosos com a saúde comprometida decide relembrar os velhos tempos ao fazer uma viagem a bordo de um trailer. De forma bastante resumida, esta é a sinopse da comédia dramática Ella e John, dirigida pelo italiano Paolo Virzì (A Primeira Coisa Bela). Intercalando com sabedoria momentos bem engraçados e outros capazes de emocionar e até mesmo arrancar lágrimas, o longa-metragem encontra um equilíbrio certo com sua história terna.
A maior força do filme está no elenco, protagonizado pelos premiados Donald Sutherland (quadrilogia Jogos Vorazes) e Helen Mirren (A Rainha). Ele interpreta o professor John Spencer, que atualmente enfrenta sérios problemas de memória. A esposa, Ella, consegue se lembrar das coisas, mas lida com outras complicações de saúde. Amável e paciente, ela demonstra ter muita força ao cuidar do marido mesmo com todas as dificuldades que surgem por causa do avanço da idade.
O fato é que eles tiram o Caça Lazer (o Leisure Seeker, do título original) da garagem para tentar reviver bons momentos – uma vez que eles tinham o costume de pegar a estrada quando eram mais jovens. A viagem deixa os filhos apreensivos, já que o veículo é antigo e o casal inspira diversos cuidados. Ella e John é road movie muito agradável e sentimental. Apesar de ficar bem claro desde o princípio como a história vai terminar, seu desenvolvimento é interessante.
Os personagens principais conseguem cativar desde o princípio, principalmente por causa do talento dos atores e a boa química em cena. John, amante das letras, é apaixonado por Hemingway e a esposa decide levá-lo até a casa onde o autor viveu, em Key West, na Flórida. A viagem do casal proporciona momentos de saudosismo, revelações perdão e, sobretudo, cumplicidade. E é essa soma de sentimentos que faz com que Ella e John seja bem verdadeiro.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Ella e John:

 
The Leisure Seeker (Itália / França, 2017) Dirigido por Paolo Virzì. Com Helen Mirren, Donald Sutherland, Christian McKay, Janel Moloney, Dana Ivey, Dick Gregory, Leander Suleiman…

Documentário Pagliacci reflete sobre os palhaços

Uma reflexão sobre o “ser palhaço” é o mote do documentário Pagliacci, dirigido por Chico Gomes, Julio Hey, Luiza Villaça, Pedro Moscalcoff e Luiz Villaça, e acaba de ter seu poster divulgado. O filme que teve sua estreia adiada para 26 de abril, aborda questões filosóficas e simbólicas sobre a necessidade do homem de rir de si mesmo ao acompanhar Fernando Sampaio, fundador da companhia “LaMínima”, ao lado do ator Domingos Montagner e da sua mulher Luciana Lima. “O palhaço é aquele que desafia, que contrasta, que faz rir. Aquele que não pensa e nem age como os outros esperam e, por isso, pode se expressar de forma real, sem medo de ser ridículo e do julgamento alheio. Quebra paradigmas e traz o novo. Fala aquilo que incomoda, aquilo que transforma. O palhaço, o bobo da corte, o louco, o bêbado. O personagem que enxerga os podres e comunica o que ninguém mais tem coragem de dizer e é por isso ele nos faz rir de nós mesmos”, afirma um dos diretores, Luiz Villaça. 
Despertado no trabalho conjunto do grupo formado por Villaça com Chico Gomes, Pedro Moscalcoff, Julio Hey e Luiza Villaça, o grupo de diretores da Bossa Nova Films abraçou o desafio e, através do cotidiano de Fernando Sampaio e de entrevistas com os artistas e com o público, construiu no documentário, o significado desta profissão tão antiga quanto a humanidade. Pagliacci mostra como um homem tímido fora dos palcos se transforma quando assume a persona do palhaço. 
Desde o falecimento do amigo e sócio Domingos Montagner, em 2016, Fernando conduz o processo da construção de uma versão teatróloga e circense da ópera homônima pela primeira vez sem a presença física de Domingos, mas com novos parceiros que encontrou durante oficinas ministradas pela dupla Fernando Paz e Filipe Bregantim. O documentário narra a construção do espetáculo desde os primeiros ensaios até uma montagem já mais madura, duas semanas após a estreia. Os momentos iniciais da preparação, a ansiedade, o nervosismo e os últimos ajustes estão em pauta. 
Montagner e Fernando se conheceram no Circo Escola Picadeiro, em São Paulo, e logo formaram uma dupla de palhaços. Na época, sob orientação do Mestre Roger Avanzi, o Palhaço Picolino, eles levavam às ruas recriações e números circenses. Juntos, ao lado de Luciana Lima, esposa de Montagner, eles criam o LaMínima, em 1997, com o espetáculo La Mínima Cia de Ballet, baseado no humor físico e nas clássicas paródias acrobáticas. Ao longo de 20 anos, os amigos e parceiros foram se aperfeiçoando e trabalhando com grandes nomes da arte circense e do humor, como Leris Colombaioni, Leo Bassi, Chacovachi, Fernando Neves e Neyde Veneziano. Em 2008, ganharam o Prêmio Shell de Teatro SP de Melhor Ator com a peça A Noite dos Palhaços Mudos, com direção de Álvaro Assad e roteiro de Laerte. O LaMínima também é o fundador do coletivo Circo Zanni, que tem como objetivo revitalizar a importância dos circos na vida cultural das cidades.

A semana (5/4 a 11/4) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.


1945 – Em agosto de 1945, uma pequena aldeia húngara se prepara para o casamento do filho de um importante secretário da cidade. Mas um acontecimento estranho os apavora repentinamente: um grupo de judeus ortodoxos chegou na estação ferroviária da cidade portando caixas misteriosas. O medo deles é que tudo aquilo faça parte de algum plano de vingança, pelos atos cometidos na Segunda Guerra Mundial.


Um Lugar Silencioso – Em uma fazenda dos Estados Unidos, uma família do meio-oeste é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do som.



Covil de Ladrões – Em Los Angeles, uma saga de crimes coloca em intersecção a vida de dois grupos: a unidade de elite do departamento de polícia local e a equipe de assaltantes de banco mais bem sucedida do estado. Os criminosos planejam um roubo que aparentemente é impossível, num banco localizado no centro da cidade.

Jogador N°1 – Num futuro distópico, em 2044, Wade Watts (Tye Sheridan), como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday (Mark Rylance) morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts terá de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir.


Com Amor, Simon

Com Amor, Simon – Aos 17 anos, Simon Spier (Nick Robinson) aparentemente leva uma vida comum, mas sofre por esconder um grande segredo: não revelou ser gay para sua família e amigos. E tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos colegas de classe, anônimo, na internet.

Arábia – Em Ouro Preto, Minas Gerais, um jovem (Murilo Caliari) encontra por acaso o diário de um operário metalúrgico que sofreu um acidente e por suas memórias embarca numa jornada pelas condições de vida de trabalhadores marginalizados.

Stromboli – Na Itália, após o fim da 2a Guerra Mundial, Karen (Ingrid Bergman), uma lituana, se casa com um pescador, Antonio (Mario Vitale), para deixar de viver em Farfa, um campo de concentração, pois não conseguiu um visto de emigração para a Argentina. Porém a vida na aldeia de Antonio, que fica numa ilha no Mediterrâneo aos pés do vulcão Stromboli, é bastante dura. Karen não consegue se acostumar a isto, fazendo-a entrar em conflito com o marido e a população local.

Madame – Recém-chegados em Paris, os americanos Anne (Toni Collette) e Bob (Harvey Keitel) organizam um luxuoso jantar para 12 pessoas. Quando uma presença inesperada faz o número virar 13, a supersticiosa anfitriã se recusa a dar chance ao azar e transforma a empregada Maria (Rossy de Palma) em convidada especial espanhola. Inicialmente receosa, ela acaba conquistando um comerciante de arte britânico com seu jeito único e o relacionamento se aprofunda para além da noite de festa, para desespero dos controladores patrões de Maria.


Pedro Coelho

Pedro Coelho – Pedro Coelho é um animal rebelde que apronta todas no quintal e até dentro da casa do Mr. McGregor (Domhnall Gleeson), com quem trava uma dura batalha pelo carinho da amante de animais Bea (Rose Byrne).


Uma Dobra no Tempo – Os irmãos Meg (Storm Reid) e Charles (Deric McCabe) decidem reencontrar o pai, um cientista que trabalha para o governo e está desaparecido desde que se envolveu em um misterioso projeto. Eles contarão com a ajuda do colega Calvin (Levi Miller) e de três excêntricas mulheres em uma ousada jornada por diferentes lugares do universo.


15h17 – Trem Para Paris – Quando um terrorista invade o trem n° 9364 da Thalys a caminho de Paris, três amigos e soldados norte-americanos – Anthony Sadler, Alex Skarlatos e o piloto da Força Aérea Spencer Stone – se esforçam para imobilizar o extremista, armado com um fuzil AK-47, e evitar uma enorme tragédia.

Nada a Perder – Contra Tudo. Por Todos – Cinebiografia autorizada do bispo evangélico Edir Macedo (Petrônio Gontijo), empresário fundador e líder espiritual da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Record TV. Baseado nos livros da trilogia homônima, conta a história do self made man que enfrentou diversos momentos de turbulência enquanto perseguia sua convicção.


Ella e John – Lá pelos 70 e poucos anos, o casal de aposentados, Ella (Helen Mirren) e John (Donald Sutherland), decide fazer uma última viagem pelo país juntos. Desafiando as probabilidades os dois embarcam numa aventura que vai de Boston para The Ernest Hemingway Home em Key West.

Zama

Zama – No fim do século XVIII, Don Diego de Zama (Daniel Gimenez Cacho) é um oficial da Coroa Espanhola que deseja partir para Buenos Aires. Junta-se a um grupo de soldados à caça de um perigoso bandido e explora terras distantes habitadas por índios selvagens.

Górgona – Maria Alice Vergueiro, uma atriz já idosa com uma extensa carreira nos palcos, está completamente endividada pela montagem de sua última peça de teatro. Portadora do mal de Parkinson, ela vive nos dias atuais rodeada pela aclamação da crítica, ao mesmo tempo em que sente a indiferença da indústria.

Árvores Vermelhas – A família Willer está entre as únicas doze, judaicas e checas, que conseguiu sobreviver ao holocausto. Alfred Miller e seu pai emigraram para o Brasil durante a Segunda Guerra Mundial quando sua cidade natal, Praga, na República Checa, foi invadida e devastada pelos nazistas. No Brasil, Alfred se casou e formou uma família, além de se consagrar como um grande arquiteto.


Maria Madalena – A história de uma das figuras mais enigmáticas e incompreendidas da história bíblica: Maria Madalena (Rooney Mara). Em busca de uma nova maneira de viver, contrariando a sociedade, sua familia tradicional e o machismo de alguns apóstolos, a jovem junta-se a Jesus de Nazaré (Joaquin Phoenix) em sua incansável missão de propagar a fé.

A Maldição da Casa Winchester é terror que não amedronta

A Maldição da Casa Winchester é um filme de terror baseado em uma história real. Uma das locações em que foi filmado realmente existe, a Winchester Mystery House, localizada na Califórnia, nos Estados Unidos. O lado verídico afirma que, em 1881, Sarah Winchester herdou uma grande fortuna do marido, dono da empresa Winchester Repeating Arms Company, fabricante de rifles. O boato da época diz que Sarah construiu uma mansão para abrigar espíritos vítimas das armas Whichester. Pronto, temos o argumento do longa-metragem.
Na trama ficcional, a sanidade de Sarah Winchester (Helen Mirren) é questionada por sócios da empresa do falecido marido, com o objetivo de tirar dela parte da herança. Para avaliar a saúde mental da viúva, o psiquiatra Eric Price (Jason Clarke) é enviado à mansão que está sendo construída por Sarah para abrigar os espíritos. Helen (A Rainha) é uma atriz que recebeu vários prêmios e faz um ótimo papel. Mesmo parecendo realmente perturbada no início o filme, ela se sobressai em relação ao sóbrio Jason Clarke (Planeta dos Macacos: O Confronto), que não demora muito para abandonar toda a racionalidade psiquiátrica.
As mensagens do filme são a crítica à cultura armamentista norte-americana e também a superação de vícios e traumas. É tirado do psiquiatra Eric, logo que entra na mansão, as bebidas que traz consigo. Ele precisa lidar com o próprio alcoolismo como requisito para avaliar Sarah Winchester. Sarah e Eric também precisam enfrentar suas próprias perdas para poderem seguir em frente. O lado analítico e psicológico de Eric poderia ser melhor aproveitado na narrativa. Ele é facilmente convencido por Sarah que a casa realmente carrega uma maldição.
Com direção de Peter Spierig e Michael Spierig, ambos responsáveis por Jogos Mortais: Jigsaw, A Maldição da Casa Winchester não tem planos ou ângulos ousados. O terror abusa do jump scare, técnica usada simplesmente para dar susto, algo bastante previsível para quem está acostumado com produções do gênero. O susto no filme também é usado até quando não tem demônio nenhum em cena, simplesmente para pregar uma peça no espectador. O terror não é construído, ele simplesmente surge em cena.

*Por Vinícius Remer- Especial para o Cine61

Veja aqui o trailer do filme A Maldição da Casa Winchester:

Winchester (EUA / Austrália, 2018) Dirigido por Michael Spierig e Peter Spierig. Com Helen Mirren, Sarah Snook, Finn Scicluna-O’Prey, Jason Clarke, Emm Wiseman, Tyler Coppin, Michael Carman, Angus Sampson, Alice Chaston, Eamon Farren…

Filme sobre rapper Emicida deve ser lançado em 2019

A perseverança e o amor pela música marcam a trajetória do rapper Emicida, desde o começo da sua carreira até o reconhecimento e o sucesso. Um dos músicos mais importantes do Rap brasileiro terá sua história pouco conhecida contada nos cinemas: a sua luta para chegar ao topo, ao lado do irmão e empresário, Evandro Fióti. A cinebiografia – ainda sem título definido – será produzida por Rodrigo Teixeira, da RT Features, em parceria com a Laboratório Fantasma. O longa terá direção de Aly Muritiba, o mesmo de Para Minha Amada Morta e Ferrugem, que esteve na seleção de Sundance no início do ano. 
Em fase de desenvolvimento, o roteiro escrito em parceria com o próprio Emicida, foca em alguns momentos-chave da vida do rapper, entre eles, a vitória na maior batalha de rimas do Brasil, aos 21 anos de idade, a reprovação da mãe, Dona Jacira, que não queria o filho envolvido com a música, a relação com o irmão mais novo, Fióti, e seus dias como atendente no MC Donald’s. “Estou muito feliz e honrado em poder contar a história de um dos principais artistas da música da atualidade no Brasil. Levar a trajetória do Emicida para as telonas é de um orgulho e uma responsabilidade enormes. Mas, ao mesmo tempo, é muito prazeroso poder contar uma história de vida tão inspiradora quanto a dele”, comemora Rodrigo.
Diretor Aly Muritiba
“Eu já tinha a ambição de invadir os cinemas, acho que construímos uma trajetória que, de alguma maneira, desaguaria nisso. A Laboratório Fantasma tem se aproximado lentamente do entretenimento e estendido seus tentáculos para além da música há algum tempo, tanto que participamos da SPFW, por exemplo. Estou bastante emocionado e empolgado, estamos no meio de uma pesquisa bastante profunda para batermos o martelo em qual recorte usaremos, pois tem bastante assunto, fizemos muitas coisas, ano que vem completa 10 anos de nossa primeira mix tape, é uma efeméride importantíssima. O Brasil carece de histórias de pretos bem sucedidos sendo contadas em grande escala e por nós mesmos, nesse sentido já nascemos revolucionários”, explica Emicida. Com filmagens previstas para o segundo semestre de 2018, o lançamento do filme deve acontecer em 2019.

Pequena Grande Vida: o estranhamento de uma pessoa encolhida

Grandes efeitos especiais, especialmente depois do uso de computadores para sua criação, possibilitaram a visita rápida a mundos e universos distantes e magníficos. Mesmo assim, é interessante notar que enredos que utilizam pessoas encolhidas ainda não foram muito bem aperfeiçoados. Talvez seja porque é muito mais estranho pensar em um homem de 10 centímetros do que uma visita a uma galáxia distante. Não podemos confundir estes filmes com Querida, Encolhi as Crianças, de 1989, ou Homem-Formiga, de 2015. Nestes, os personagens se tornam tão minúsculos que a estranheza desaparece. Quando vemos seu ponto de vista, encontramos novos mundos, como um jardim que se torna uma floresta maior do que a Amazônia e células do corpo humano que se tornam gigantescas.

As produções que causam estranheza são aquelas em que personagens normais enxergam outros encolhidos sem muito esforço. O maior exemplo destes é O Incrível Homem que Encolheu, de 1959, embora momentos de encolhimento apareçam em outros filmes como A Fantástica Fábrica de Chocolate (cenas que são usadas com o propósito de chocar). E é exatamente este tipo de choque e estranhamento que faz parte de Pequena Grande Vida, dirigido por Alexander Payne. O enredo, que se passa em um futuro não muito distante, mostra a vida humana depois que cientistas europeus inventam a máquina do encolhimento. Como ser pequeno ocupa menos espaço, e como o mundo vem enfrentando uma catástrofe econômica, logo muitos decidem se encolher, vivendo em casas não maiores que uma de boneca, mas que, relativamente, parecem uma mansão. Assim, mulheres encolhidas que gostam de joias podem comprar diamantes enormes, já que o minúsculo tamanho real deixa tudo mais barato. E comida? Um biscoito pode durar anos.

É com isso em mente que o casal Paul (Matt Damon) e Audrey (Kristen Wiig) decidem encolher. Afinal, logo poderão viver como bilionários. Porém, Audrey desiste no último momento, sem poder avisar Paul, que é encolhido. Assim, de maneira traumática, sua vida de casal termina, com Paul tendo que se adaptar ao novo e estranho ambiente. O filme, que usa comédia eficazmente a fim de ajudar o espectador a se adaptar à ideia, também mostra como a tecnologia é negativamente usada por pessoas corruptas em países pobres para encolher inimigos, por exemplo. E é desta maneira então que o longa tenta mostrar diversos aspectos da humanidade.

Porém, o estranhamento deste tipo de longa sempre continua, e não é fácil de esquecer. Em entrevistas, Alexander Payne diz que seu intuito era apenas o de criar uma metáfora para o mundo presente, dizendo que “já somos pequenos frente ao universo”. Bom, se somos pequenos frente ao universo, não somos em relação à outras pessoas. Assim, o filme nunca ganha seriedade como uma metáfora. A produçãoganha valor quando assistida como uma ficção científica e com pensamentos de como seria a vida se tal tecnologia fosse inventada. Fora isto, a comédia ainda vale a pena, assim como algumas cenas emocionantes, que contam com a ótima atuação da atriz tailandesa Hong Chau, interpretando Ngoc Lan Tran. Mesmo assim, como filme, Pequena Grande Vida não consegue resolver um enredo complicado, que começa bem, mas logo se perde no estranhamento de uma pessoa encolhida e na criação de uma metáfora não muito óbvia.

*Por Daniel Bydlowski  – Especial para o Cine61


Veja aqui o trailer do filme Pequena Grande Vida:

Downsizing (EUA, 2017) Dirigido por Alexander Payne. Com Matt Damon, Christoph Waltz, Hong Chau, Kristen Wiig, Rolf Lassgård, Ingjerd Egeberg, Udo Kier…

II Festival de Cinema do Paranoá convoca voluntários

O II Festival de Cinema do Paranoá convoca voluntários que queiram ajudar na edição 2018 do evento. O festival tem como objetivo aproximar a comunidade do cinema nacional, estimular a formação de plateia, promover o debate e a reflexão sobre os temas abordados nas diversas obras da produção nacional, distrital e cidades do entorno em curtas-metragens. Pretende ainda, dar continuidade, na periferia, à difusão de atividades e processos cinematográficos, que refletem a atualidade do audiovisual contemporâneo em curta-metragem e possibilitar o contato e o acesso do público de várias regiões administrativas do DF e demais interessados, a experiência do cinema. O festival tem patrocínio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.
A programação prevê, além da exibição dos filmes, 4 (quatro) oficinas com participação da comunidade e escolas, batalha de rimas e street dance, campeonato de skate e debates entre realizadores e interessados na temática. A expectativa é que durante a programação local e itinerante o Festival alcance diretamente uma média de 3000 pessoas. Para participar, preencha o formulário de inscrição. Acompanhe as redes oficiais do evento para mais informações: Instagram e Facebook @FestCineParanoa. Você também pode entrar em contato pelos e-mails: FestCineParanoa@gmail.com e oitavaarte.net@gmail.com.