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Longa-metragem Quase Memória estreia dia 19 de abril

Baseado no best-seller do jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, Quase Memória, de Ruy Guerra, acaba de ganhar trailer oficial. Com Tony Ramos, Mariana Ximenes, João Miguel e Antonio Pedro no elenco, o longa é inspirado nas histórias vividas pelo pai de Cony, um homem que acreditava em tudo o que fazia e convencia todos a sua volta que era tudo verdade. O filme estreia nos cinemas no dia 19 de abril. 
A trama se inicia quando o jovem Carlos (Charles Fricks) recebe um pacote. O que parece ser uma situação comum na vida de um jornalista – receber uma encomenda – soa estranho para o jovem. O nó que amarra o embrulho, o cheiro, a letra do envelope: tudo remete ao pai de Carlos, Ernesto (João Miguel), morto há anos. Enquanto decide se abre ou não a remessa, Carlos reconstrói as melhores memórias ao lado do pai enquanto conversa com ele mesmo no futuro, o Carlos mais velho, interpretado por Tony Ramos. Lançado em 1995, o livro ganhou, na época, dois prêmios Jabuti – de melhor romance e melhor livro do ano, tendo vendido mais de 400 mil exemplares. A adaptação para os cinemas tem roteiro assinado pelo próprio Guerra, ao lado de Bruno Laet e Diogo Oliveira. A seis mãos, o filme ganha um tom de comédia. 
“O processo seletivo da lembrança faz dos personagens arquétipos, caracterizados sob a visão daquele que lembra. A memória do Carlos é o seu olhar afetivo para a infância, um misto de realidades e sonhos, a reconstrução de um passado centrado na figura alegre do pai, uma sucessão de pequenas loucuras de grande encantamento, como um picadeiro de circo. É na originalidade da figura do pai que se encontra a universalidade deste personagem: o pai excêntrico e louco em sua coragem diante da vida, a um só tempo, único e universal – o pai dos desejos de todos. Em seu descompromisso com o real e sua fragmentação imagética, toda memória transforma, reinventa, reescreve. Toda memória é uma quase memória”, ressalta o diretor Ruy Guerra.
No elenco, João Miguel dá vida a Ernesto (pai de Cony); Charles Fricks e Tony Ramos nos papéis de Carlos Jovem e Carlos Velho, respectivamente (o escritor Cony); Mariana Ximenes como Maria (primeira mulher de Ernesto e mãe de Cony); Ana Kutner como Sônia (segunda mulher de Ernesto). Antonio Pedro no papel de Capitão Giordano; Flavio Bauraqui como Seu Ministro; Augusto Madeira no papel de Tio Alberico; Cândido Damm como Horácio; Inês Peixoto como mãe de Maria; Julio Adrião como Mario Flores; Thiago Justino como Gomes; Antônio Alves como Dr. João Lage; Thierry Tremouroux como Rei Alberto e Lourival Prudêncio como Monsenhor Lapenda.

Jogador Nº1 mergulha em universo virtual

Desemprego, apatia, fome, conflitos… Não. Não é do presente retratados nas notícias de 2018 que estamos falando, e sim de uma história em um futuro distópico. Mas não é mais uma simples ficção que aterroriza pela proximidade com os valores morais dos nossos dias.  O game é uma espécie de fuga narcotizada diante da falência ética dos humanos. A Agência de Notícias UniCEUB conferiu a pré-estreia do filme Jogador nº 1.
A realidade em 2045 de Jogador nº 1 tem a invetividade e maestria de uma obra de Steven Spielberg, em mais um ótimo filme. O longa convida o espectador a conhecer um universo completamente virtual, o Oasis, idealizado por James Halliday (Mark Rylance), um mega empresário na ocasião.  Haja riqueza e contraste com o que ficou para o lado de fora dos equipamentos e tecnologia. A aventura instigante, mágica e futurista do diretor americano estreia neste final de semana em Brasília.
Inspirado no livro homônimo de Ernest Cline, a  ficção é repleta de referências aos anos 80, que devem fazer os fãs vibrarem a cada aparição. Os takes longos, que acompanham os movimentos das personagens em cena, trazem à tona uma sensação de interação. Com isso, é difícil não torcer para que o protagonista, o órfão Wade Watts (Tye Sheridan), fã de carteirinha de Halliday, consiga completar os desafios e tornar-se proprietário do Oasis, como proposto pelo empresário.
Em meio a todos os desafios do jogo e à disputa constante com a corporação “vilã”, denominada IOI, Watts vive um amor dicotômico, no qual seu avatar no jogo se apaixona pela bela Artemis e faz com que se apaixonem também fora do jogo, o que leva uma reflexão sobre a identidade das pessoas virtualmente (típica já nos nossos dias) e a correspondência delas na vida real. Não há como ignorar a proposta de discutir a dificuldade do relacionamento olho no olho ou sobre a crise de intolerância diante das diferenças. O desfecho, embora previsível, traz, de forma criativa por um roteiro coerente, detalhes instigantes que promovem reflexão depois que as luzes do cinema se acendem.

*Por Ricardo Ribeiro – Da Agência de Notícias UniCEUB, especial para o Cine61

Veja aqui o trailer do filme Jogador Nº 1:

Ready Player One (EUA, 2018) Dirigido por Steven Spielberg. Com Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn, Lena Waithe, T.J. Miller, Simon Pegg, Mark Rylance, Philip Zhao, Win Morisaki, Hannah John-Kamen, Ralph Ineson, Susan Lynch…

Assista ao curta Cars Toon: Mate, o Viajante do Tempo

Sinopse: Mate viaja ao passado e conta a história de como Radiator Springs foi fundada.

A semana (29/3 a 4/4) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.


Jogador N°1 – Num futuro distópico, em 2044, Wade Watts (Tye Sheridan), como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday (Mark Rylance) morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts terá de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir.


Nada a Perder – Contra Tudo. Por Todos – Cinebiografia autorizada do bispo evangélico Edir Macedo (Petrônio Gontijo), empresário fundador e líder espiritual da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Record TV. Baseado nos livros da trilogia homônima, conta a história do self made man que enfrentou diversos momentos de turbulência enquanto perseguia sua convicção.


A Odisseia – O aventureiro oceânico e cineasta francês Jacques-Yves Cousteau (Lambert Wilson) embarca em uma grande viagem com sua família na embarcação Calypso. Com o passar dos anos, no entanto, seu amor pelo mundo submerso – e suas possibilidades de negócios – relega a segundo plano a mulher (Audrey Tautou) e os filhos. Quando cresce, Phillippe (Pierre Niney) volta a bordo apesar da péssima relação com o pai e os dois precisam superar todas as diferenças e mágoas para sobreviver em alto-mar.

Pedro Coelho

Pedro Coelho – Pedro Coelho é um animal rebelde que apronta todas no quintal e até dentro da casa do Mr. McGregor (Domhnall Gleeson), com quem trava uma dura batalha pelo carinho da amante de animais Bea (Rose Byrne).

Maria Madalena – A história de uma das figuras mais enigmáticas e incompreendidas da história bíblica: Maria Madalena (Rooney Mara). Em busca de uma nova maneira de viver, contrariando a sociedade, sua familia tradicional e o machismo de alguns apóstolos, a jovem junta-se a Jesus de Nazaré (Joaquin Phoenix) em sua incansável missão de propagar a fé.

15h17 – Trem Para Paris – Quando um terrorista invade o trem n° 9364 da Thalys a caminho de Paris, três amigos e soldados norte-americanos – Anthony Sadler, Alex Skarlatos e o piloto da Força Aérea Spencer Stone – se esforçam para imobilizar o extremista, armado com um fuzil AK-47, e evitar uma enorme tragédia.



Górgona – Maria Alice Vergueiro, uma atriz já idosa com uma extensa carreira nos palcos, está completamente endividada pela montagem de sua última peça de teatro. Portadora do mal de Parkinson, ela vive nos dias atuais rodeada pela aclamação da crítica, ao mesmo tempo em que sente a indiferença da indústria.

Zama

Zama – No fim do século XVIII, Don Diego de Zama (Daniel Gimenez Cacho) é um oficial da Coroa Espanhola que deseja partir para Buenos Aires. Junta-se a um grupo de soldados à caça de um perigoso bandido e explora terras distantes habitadas por índios selvagens.


Árvores Vermelhas – A família Willer está entre as únicas doze, judaicas e checas, que conseguiu sobreviver ao holocausto. Alfred Miller e seu pai emigraram para o Brasil durante a Segunda Guerra Mundial quando sua cidade natal, Praga, na República Checa, foi invadida e devastada pelos nazistas. No Brasil, Alfred se casou e formou uma família, além de se consagrar como um grande arquiteto.


Com Amor, Simon – Aos 17 anos, Simon Spier (Nick Robinson) aparentemente leva uma vida comum, mas sofre por esconder um grande segredo: não revelou ser gay para sua família e amigos. E tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos colegas de classe, anônimo, na internet.

Uma Dobra no Tempo – Os irmãos Meg (Storm Reid) e Charles (Deric McCabe) decidem reencontrar o pai, um cientista que trabalha para o governo e está desaparecido desde que se envolveu em um misterioso projeto. Eles contarão com a ajuda do colega Calvin (Levi Miller) e de três excêntricas mulheres em uma ousada jornada por diferentes lugares do universo.


Madame – Recém-chegados em Paris, os americanos Anne (Toni Collette) e Bob (Harvey Keitel) organizam um luxuoso jantar para 12 pessoas. Quando uma presença inesperada faz o número virar 13, a supersticiosa anfitriã se recusa a dar chance ao azar e transforma a empregada Maria (Rossy de Palma) em convidada especial espanhola. Inicialmente receosa, ela acaba conquistando um comerciante de arte britânico com seu jeito único e o relacionamento se aprofunda para além da noite de festa, para desespero dos controladores patrões de Maria.

A Livraria

A Livraria – No final da década de 50, uma mulher recém-chegada em uma pacata cidade do litoral da Inglaterra decide abrir uma livraria. Contudo, sua iniciativa é vista com maus olhos pela conservadora comunidade local, que passa a se opor tanto a ela quanto ao seu negócio, obrigando-a lutar por seu estabelecimento.


Severina – Dono de livraria (Javier Drolas) se encanta com uma mulher (Carla Quevedo) que visita sua loja e volta dia após dia para cometer furtos. Inicialmente ele não reage, mas numa das vezes, mais interessado em puxar conversa do que recuperar o prejuízo, ele a encurrala. Ela passa então a pegar livros em outros estabelecimentos, porém ele não está disposto a se libertar da misteriosa obsessão.


Círculo de Fogo: A Revolta – Filho de Stacker Pentecost, responsável pelo comando da rebelião Jaeger, Jake Pendergast (John Boyega) era um promissor piloto do programa de defesa, mas abandonou o treinamento e entrou no mundo do crime. Quando uma nova ameaça aparece, Mako Mori (Rinko Kikuchi) assume o lugar que era do pai no comando do grupo Jaeger e precisa reunir uma série de pilotos. Ela procura o irmão Jake e decide lhe oferecer uma segunda chance para ajudar no combate e provar seu valor.

Por Trás dos Seus Olhos – Casada com um marido atencioso (Jason Clarke, Gina (Blake Lively) é uma mulher cega que acaba recuperando a sua visão. Iniciando uma nova fase em sua vida, ela começa a ver e descobrir situações perturbadoras da vida a dois, mudando completamente o seu relacionamento com o marido, que se torna uma teia de mistérios.

Pantera Negra – A história de T‘Challa (Chadwick Boseman), príncipe do reino de Wakanda, que perde o seu pai e viaja para os Estados Unidos, onde tem contato com os Vingadores. Entre as suas habilidades estão a velocidade, inteligência e os sentidos apurados.

Blackfish aborda a exploração de baleias assassinas

Há muitos anos, a humanidade explora animais para shows midiáticos, como os circos, os zoológicos e os parques aquáticos. O SeaWorld, nos Estados Unidos, é um infeliz exemplo. O parque temático é abordado no documentário Blackfish. Mas os protagonistas do longa-metragem são justamente os animais. No caso, as orcas. As baleias assassinas, como são chamadas popularmente, são as atrações desses “espetáculos”. O longa-metragem dirigido por Gabriela Cowperthwaite tem como ponto forte a “humanização” desses animais.
 
 
 
Estudiosos do habitat e da vida selvagem das orcas são entrevistados e reforçam como a cultura desses animais na natureza não é levada em consideração quando são mantidos em cativeiro pelos parques. Os depoimentos de funcionários que  trabalharam no SeaWorld durante o longa-metragem confirmam o ponto de vista que Blackfish quer levar para o espectador: a situação degradante que as orcas são submetidas e como é absurdo mantê-las em cativeiro. 
 
 
Durante o documentário acompanhamos a baleia Tilikum. Separada da família aos dois anos de idade, foi mantida em cativeiro dentro de uma piscina no SeaWorld. O espaço que era submetida, um tanque retangular de 30 por 15 metros, não representa, nem de longe, toda a liberdade que esses animais encontram na natureza. Aos 36 anos, com sete metros de comprimento, a orca Tilikum também responsável por matar três pessoas durante o período de cativeiro. O animal acabou morrendo em 2017.
 
 
 
O impressionante documentário transmite como muito dos abusos, a falta de espaço e as rotinas estressantes de shows que esses animais são submetidos representam alguns dos motivos que fizeram com que esses animais ficassem conhecidos como “baleias assassinas”. Graças a divulgação de Blackfish em 2013, 23% do americanos disseram ter menos vontade de visitar o SeaWorld, segundo uma pesquisa da Reuters. Em 2016, o parque anunciou o fim “do programa de criação de orcas”, graças ao longa-metragem e a pressão de grupos de apoio à vida selvagem. 
 

*Por Vinícius Remer – Especial para o Cine61

Veja aqui o trailer do filme Blackfish – Fúria Animal

 



Blackfish (EUA, 2013) Dirigido por Gabriela Cowperthwaite. Com Tilikum, Dave Duffus, Samantha Berg, Mark Simmons, Dean Gomersall, Kim Ashdown, James Earl Jones, Carol Ray, Jim Payne…

Todo Clichê de Amor tem nova data de estreia

Todo Clichê de Amor, segundo longa do diretor Rafael Primot (Gata Velha ainda Mia), tem nova data de estreia: dia 19 de abril. Protagonizado por Maria Luisa Mendonça, Débora Falabella e Marjorie Estiano, o filme é uma comédia sobre temas comuns, em quatro histórias que se entrelaçam numa grande metrópole como São Paulo, um clichê que não se satura e que possui abordagens infinitas. “Nossas histórias se apresentam como pequenos contos: Uma maquiadora se apaixonada por um ator-pornô prateado; uma madrasta que se aproxima da enteada rejeitada no velório de seu esposo; um motoboy faz curso de libras para se declarar para uma garçonete comprometida, seu amor platônico; um executivo é aprisionado por engano por uma prostituta performática em um quarto de motel e, finalmente, os apaixonados conseguem romper barreiras e os personagens se declaram e se entregam livremente ao amor e seus clichês”, explica o diretor Rafael Primot.

Todo Clichê de Amor tem o frescor situações ‘clichetescas’ e por vezes novelescas “como num livro ruim que se vende nas bancas”, mas que, unidas, justapostas, intercaladas e novamente revisitadas, soam novas, divertidas e únicas. E para construir essas situações ao lado das protagonistas, o filme ainda conta com a participação de Eucir de Souza, um homem sem paladar e sua esposa cega, interpretada por Clarissa Kiste, Amanda Mirásci, uma deficiente auditiva, e Gilda Nomacce como uma divertida atendente de lanchonete. O filme constrói um microcosmo feito para romper barreiras afetivas, observar o outro e o aceitar, até mesmo passar a admirá-lo ou amá-lo. Quem nunca julgou um livro pela sua capa? É preciso coragem, vontade e um pouco de coração mole para folheá-lo e quem sabe encontrar alguma coisa que valha entre suas linhas ou entrelinhas.

Pedro Coelho – Conto infantil ganha as telonas

Pedro Coelho pode ser um daqueles filmes infantis que poucos prestam atenção, seja porque é similar a muitas outras obras produzidas nos últimos anos, ou por não ter feito muito sucesso na bilheteria, como o caso de Paddington, dirigido com bastante sucesso por Paul King, que também mistura live action e animação por meio de seres humanos que interagem com animais falantes. Porém, o longa mostra mudanças no que diz respeito a obras dirigidas às crianças nos últimos tempos, e um dos modos mais fáceis de perceber essas alterações é entendendo clichês de produções infantis. Pedro Coelho é baseado no livro britânico Petter Rabbit, escrito e ilustrado por Beatrix Potter, publicado em 1902. Assim como o Pernalonga da Looney Tunes, a obra mostra um coelho levado, sendo precursor deste tipo de animal arteiro que causa confusão. Enquanto o Pernalonga desobedece a todos, fazendo o que quer, Pedro é um pouco mais inocente e, neste caso, não obedece sua mãe. Esta característica demonstra uma obra infantil que preza por mostrar a dinâmica da família em primeiro lugar.
Na história, como o pai de Pedro foi colocado em uma torta de carne de coelho depois de visitar o jardim do senhor McGregor, sua mãe pede que todos os seus filhos evitem o lugar. Porém, o levado animal não obedece. O senhor McGregor o caça e Pedro tem dificuldade de escapar. Quando finalmente consegue voltar para casa depois de muita correria, o coelhinho fica doente. Sua mãe então dá chá para que Pedro melhore, enquanto suas irmãs, que tinham obedecido, comem uma comida deliciosa. Tanto o tipo de arte, quanto a trama, que tem uma clara moral (quem obedece aos pais e se comporta bem é presenteado no final), fizeram do livro um sucesso para as crianças, especialmente como história para dormir. O filme, pelo contrário, traz um estilo diferente e mostra como muitos produtores atuais reinterpretam contos infantis, muitas vezes mudando o que é esperado pelo gênero.
Os primeiros 10 minutos de Pedro Coelho lembram a história do livro. Porém, logo que o senhor McGregor consegue pegar o coelhinho, ele tem um ataque cardíaco e morre. Pedro, a princípio confuso, logo festeja e finge que ele mesmo causou o trágico acontecimento, em uma suposta luta contra o idoso. Isto mostra um coelho não tão inocente (talvez nada inocente), e que se comporta mais como adolescente do que como criança. Mesmo que McGregor seja uma pessoa ranzinza que não gosta dos animais que visitam seu jardim, o comportamento de Pedro faz com que seja mais difícil de se identificar com o personagem. Quando ele relembra seu pai em uma triste cena, fica então clara a falta de empatia do coelhinho para com os outros.
Para superar a falta de identificação com o personagem, o longa traz referências a músicas e danças populares, algo que virou clichê em filmes infantis. Personagens dançam ao ritmo de músicas contemporâneas enquanto fazem uma incrível bagunça, com o único intuito de fazer a plateia rir de maneira rápida e fácil. E isto é muitas vezes eficaz: é realmente engraçado ver animais dançando como humanos. Mas logo depois disso, fica a pergunta: o que sobra em um filme onde o personagem principal não é tão fácil de se identificar? Se a moral do livro é a recompensa que vem com a obediência aos pais, a produção para cinema destaca mais a aceitação de Pedro em formar uma nova família com o neto de McGregor. O foco desta reinterpretação da obra antiga, então, deixa de ser a família, para se tornar a acolhimento de amigos e estranhos que, a princípio, pareciam antagonizar o personagem. Embora esta moral possa ainda ser interessante para o público infantil, é mais complexa e difícil de entender entre os mais jovens.

*Por Daniel Bydlowski, especial para o Cine61

Veja aqui o trailer do filme Pedro Coelho:

Peter Rabbit  (EUA / Austrália / Reino Unido, 2018) Dirigido por Will Gluck. Com James Corden, Fayssal Bazzi, Domhnall Gleeson, Sia, Colin Moody, Sam Neill, Margot Robbie, Rose Byrne, Elizabeth Debicki…

Destaques da filmografia da atriz Chloe Sevigny

Chloe Sevigny retratou uma freira numa cidadezinha da África devastada pela AIDS em “3 Needles”, escrito e dirigido por Thom Fitzgerald, com  Lucy Liu e Stockard Channing. Sevigny interpreta uma das três esposas do mesmo marido na Utah dos dias de hoje na elogiada série da HBO “Big Love”, produzida pela Playtone Entertainment de Tom Hanks e Gary Goetzman, e co-estrelada por Bill Paxton, Jeanne Tripplehorn e Harry Dean Stanton.

Sisters (2006)

Ela foi vista há pouco em “Sisters”, refilmagem do filme de terror de Brian De Palma, dirigida por Douglas Buck e produzida por Ed Pressman.  “Lying”, que ela estrela juntamente com Jena Malone e Leelee Sobieski, escrito e dirigido por M. Blash, estreou no Festival de Cannes de 2006 na Directors’ Fortnight.
Sevigny também atuou em: “Flores Partidas”, de Jim Jarmusch, com Bill Murray; “Mrs. Harris”; “Dogville”, ao lado de Nicole Kidman, Jeremy Davies e Paul Bettany; no thriller “Demon Lover,” dirigido por Olivier Assayas, com Connie Nielson e Charles Berling; “O Preço de uma Verdade”, do diretor estreante Billy Ray, com Hayden Christensen, Steve Zahn e Peter Sarsgaard; “Party Monster”, produzido pela Killer Films e dirigido por Fenton Bailey e Randy Barbato, com Macaulay Culkin, Seth Green, Natasha Lyonne, Dylan McDermott e Marilyn Manson; “Meninos Não Choram”, da Killer Films, pelo qual recebeu indicações ao Oscar, ao Globo de Ouro e ao SAG Award, vencendo o Independent Spirit e o Golden Satellite Award, sendo homenageada pela National Society of Film Critics, bem como pelas associações de críticos de Los Angeles; Boston e Chicago.

Flores Partidas (2005)

Entre seus papéis também estão “O Mapa do Mundo”, com Sigourney Weaver e Julianne Moore; “Psicopata Americano”, baseado no controvertido romance de Bret Easton Ellis, ao lado de Christian Bale; “Julien: Donkey Boy”, projeto de improvisação produzido segundo as regras do Dogma 95; “Ponto de Encontro”, do diretor Steve Buscemi; “Gummo”, em que ela também criou o figurino; “Os Últimos Embalos da Disco”, dirigido por Whit Stillman; e “Kids”, o aclamado e polêmicofilme de Larry Clark, em que ela fez sua estréia no cinema.

Saiba como ganhar cortesias de cinema do Cine61

O Cine61 – Cinema Fora do Comum fechou uma parceria com a loja colaborativa Espaço Haru, localizada no shopping Pier 21 (Setor de Clubes Esportivos Sul). O objetivo é criar um intercâmbio cultural para que os leitores do Cine61 tenham acesso à sétima arte de graça. Gostou?
E nada melhor do que ser em uma loja repleta de arte! A Espaço Haru traz diversos produtos relacionados com a cultura oriental: de quimonos a papéis para origami. Isso sem falar nos acessórios da Koi Design, chás, artesanatos e muito mais!
Os leitores do Cine61 podem agora ganhar um convite para cinema válido de segunda a quarta-feira onde o filme estiver passando. Dezenas de ingressos estão disponíveis para retirada. Para ganhar é simples: basta ir até a loja e informar que você é leitor do Cine61! Não é necessário comprar nada, mas é difícil sair da Espaço Haru sem querer levar alguma coisa. Se você passou por lá, não deixe de tirar uma foto e usar as hashtags #cinemeiaum e #espacoharu Corra que os ingressos são limitados!

Com Amor, Simon prova que o amor é para todos

Adaptações de livros para o cinema sempre são uma dor de cabeça para os fãs. Primeiro vem a empolgação de ver a obra querida nas telas, depois chegam os questionamentos, em looping. Será que vai ficar bom? Os atores combinam? Vão passar a mensagem da obra corretamente? E tantos outros mais. Felizmente, as respostas das três primeiras perguntas para Com Amor, Simon são sim, sim e sim. Originalmente lançado por aqui como Simon Vs. a Agenda Homo Sapiens, o livro conta a história do Simon (né?), um estudante do ensino médio que levava uma vida tranquila até o dia em que um colega do clube de teatro, Martin, descobre que ele é gay. Não que Simon tenha alguma preocupação quanto a própria sexualidade, ele apenas gostaria de deixar o drama de sair do armário para depois. Martin, então, começa a chantageá-lo, ameaçando contar seu segredo para escola toda caso Simon não o “arranje” com Abby, sua amiga. E o pior: isso também implicaria em abalar sua relação com Blue, o correspondente e confidente misterioso por quem se apaixona a cada e-mail trocado.
Falando do filme: mesmo plot e várias modificações na narrativa, que é simples, mas bem amarrada. Porém, não se assuste! A essência está toda lá; sobre amor, amizade e aceitação. Temos os mesmos personagens cativantes, as mesmas passagens importantes. Empolga. Emociona! Quando as luzes da sessão se acenderam, não enxerguei ninguém que não estivesse sorrindo (alguns com os olhos um tanto vermelhos).
Com Amor, Simon também merece destaque por sua diversidade. Lembro que, quando li o livro, me impressionou positivamente o fato de Abby ser negra e atlética. Afinal, o estereótipo da garota popular geralmente é branca, loira e magra. A Abby do filme é igualzinha a do papel. E temos vários personagens negros, inclusive a professora de teatro, que rouba a cena sempre que aparece. Falando ainda sobre padrões, a melhor amiga de Simon, Leah (interpretada por Katherine Longford, da série Os 13 Porquês), também não se encaixa no dito “corpo hollywoodiano”. Ver mais gente como a gente no cinema é sempre um respiro de alívio.
Por fim, o longa pode ser resumido na frase de divulgação do cartaz brasileiro, “todo mundo merece uma grande história de amor”. Não importa se você é hetero, gay, lésbica, bi, pan, assexual. Caucasiano, afrodescendente, asiático, latino, polinésio. Cristão, muçulmano, judeu ou budista. Com Amor, Simon é um filme para TODOS. E, olha, a mensagem da história é tão universal que não me espantaria ver, no futuro, Simon virando aquele clássico que para o Brasil na Sessão da Tarde.

Cotação do Cine61: Cine61Cine61Cine61Cine61

*Por Marina Oliveira – Especial para o Cine61

Veja aqui o trailer do filme Com Amor, Simon:



Love, Simon (EUA, 2018) Dirigido por Greg Berlanti. Com Nick Robinson, Jennifer Garner, Josh Duhamel, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Logan Miller, Keiynan Lonsdale, Jorge Lendeborg Jr…