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Cansativo, Reféns é um verdadeiro fiasco

Ter a casa invadida por ladrões mascarados é uma coisa realmente assustadora. Pelo menos na vida real. Ainda mais quando eles sabem que você trabalha com diamantes e tem um cofre repleto de dinheiro. Em Reféns, a boa temática da casa invadida se perde num interminável suspense. Com direção de Joel Schumacher (Batman & Robin, O Fantasma da Ópera), o longa-metragem é estrelado por Nicolas Cage e Nicole Kidman.

Eles interpretam os Miller, família que vive numa bela casa. Pais de uma filha adolescente rebelde (Liana Liberato), o casal é surpreendido quando quatro assaltantes armados entram na mansão em busca de dinheiro. O que poderia render angustiantes momentos (como acontece com o competente filme espanhol Sequestrados), acaba por se tornar uma sequência de choro e negociação entre os reféns e os criminosos.

Numa tentativa de encorpar o roteiro, flashbacks procuram mostrar a relação dos ladrões com a família. Até mesmo Nicole Kidman – uma atriz que parece sempre escolher bem seus papéis – não consegue salvar o desastre. Reféns é chato e quem vê parece que está acompanhando um filme que parece ter o dobro da duração padrão: 1h31. Como se não bastasse o ritmo, a trama é prejudicada por causa dos personagens que não causam empatia.
O protagonista Kyle Miller (Nicolas Cage), por exemplo, é um homem de negócios que quer salvar toda a prole, mas tem atitudes contraditórias. Também no elenco estão Cam Gigandet (Crepúsculo, Alma Perdida), Ben Mendelsohn (O Destino de uma Nação, Una) e Dash Mihok (O Sono da Morte). Um fiasco.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Reféns:



Trespass (EUA / Bulgária, 2011) Dirigido por Joel Schumacher. Com Nicolas Cage, Nicole Kidman, Ben Mendelsohn, Liana Liberato, Cam Gigandet, Jordana Spiro, Dash Mihok…

Trajetória do ícone francês Jacques Cousteau vira filme

Vencedor de vários prêmios de televisão e cinema, entre eles a Palma de Ouro e o Oscar, o oceanógrafo, escritor e documentarista francês Jacques Cousteau terá sua história contada agora nos cinemas no novo filme de Jérôme Salle, A Odisseia, que estreia nos cinemas brasileiros em breve. Com Lambert Wilson (Matrix; Homens e Deuses) no papel do comandante, dos 37 aos 70 anos, Salle reproduz os momentos mais icônicos da vida de Cousteau, seja chefiando expedições pelos mares e experimentando suas invenções ou mostrando seu lado mais controverso, que despertou paixões e ódio ao longo da sua trajetória. 
Rodado durante cinco meses e com o orçamento de mais de 20 milhões de Euros, o longa traz belas imagens, desde o ambiente gelado da Antártida até a interação com tubarões das Bahamas. “Foi um pouco arriscado. Nunca ninguém tinha rodado em alguns dos locais onde rodamos. Filmar na Antártida é como filmar na lua”, disse o diretor, em entrevista à France TV.  Enquanto norte-americanos e russos brigavam pela conquista do espaço, Cousteau convencia a França a mergulhar no profundo e misterioso universo dos oceanos.
A vida privada de Cousteau está no centro da trama. O oceanógrafo tem dois filhos com Simone, interpretada no longa por Audrey Tautou (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain). O mais novo deles, Philippe Cousteau, vivido por Pierre Niney (Frantz; Yves Saint Laurent), é seu cúmplice e algoz. Ao mesmo tempo que eles têm em comum o amor pelo mundo subaquático, os objetivos e métodos para a construção e realização do trabalho divergem, fazendo com que os conflitos sejam constantes.
Philippe era o principal crítico do pai quando o assunto girava em torno do financiamento para seu trabalho. O conflito geracional entre os dois reflete a gênese da consciência ambiental e da preocupação com sustentabilidade,  questões centrais do final do século XX. Os fãs do Capitão Cousteau – que acompanharam suas expedições na TV brasileira através dos programas exibidos pela Rede Globo, Rede Manchete e TV Educativa –  e mesmo quem ainda não conhecem sua trajetória fascinante, pode encontrar aqui todos os elementos que compõem esta jornada.

Confira o trailer de Missão: Impossível – Efeito Fallout

O filme Missão: Impossível – Efeito Fallout acaba de ganhar o seu primeiro trailer, com estreia no Super Bowl 2018. O longa-metragem, que em cartaz em cartaz no dia 26 de julho nos cinemas, é produzido por Tom Cruise – protagonista da franquia -, Jake Myers, J.J. Abrams e Christopher McQuarrie, que também assina o roteiro e direção da produção.

Sinopse: As melhores intenções muitas vezes voltam para assombrá-lo. Em Missão: Impossível – Efeito Fallout , Ethan Hunt (Tom Cruise) e sua equipe do IMF (Alec Baldwin, Simon Pegg, Ving Rhames), na companhia de aliados conhecidos (Rebecca Ferguson, Michelle Monaghan), estão em uma corrida contra o tempo depois que uma missão dá errado. Henry Cavill, Angela Basset e Vanessa Kirby são as novidades do elenco, com Christopher McQuarrie de volta à direção.

Assista agora ao curta Espantalho

Sinopse: Segundo curta-metragem de Alê Abreu. O filme mistura fotos e animação para contar a história de uma menina apaixonada por um espantalho e sua estreita relação com uma senhora que a observa em silêncio.

Veja como foi a pré-estreia de Estrelas Além do Tempo

Saiba mais:http://www.facebook.com/cinemeiaum

Cine61 distribui ingressos para o filme Eu, Tonya

Tonya Harding dominava o gelo com perícia sem rivais. Ela dominou as manchetes por algo totalmente diferente. Eu, Tonya, é uma visão as vezes absurda, trágica e hilária de uma mulher no centro do maior escândalo na história do esporte nos Estados Unidos. O Cine61 – Cinema Fora do Comum esteve na Torre de TV de Brasília e, patinando, distribuiu cortesias para o filme.

 

Eu, Tonya apresenta uma tragicomédia bem-sucedida

A história é real e teve um impacto gigante, principalmente quando falamos do olhar frenético e exigente dos estadunidenses para com questões que envolvam esportes, celebridades e atitudes que “comprometam” a imagem  dos Estados Unidos.  Estamos falando de Tonya Harding, ex-patinadora e ex-boxeadora norte-americana que se destacava patinando nas pistas de gelo. O talento veio de infância. Tonya foi a segunda mulher do mundo a fazer o salto triplo axel em competições. De família pobre, a patinadora teve que lidar com críticas no mundo da moda (ela era considerada brega) e julgamentos em torno de sua forte personalidade. Ainda, sua carreira foi abaixo quando seu ex-marido Jeff Gillooly a envolveu no ataque contra a também patinadora Nancy Kerrigan em sessão de treinamento durante o Campeonato dos Estados Unidos, em 1994.

A história rendeu críticas, noticiários na época e, agora, um filme. O longa-metragem Eu, Tonya é dirigido pelo australiano Craig Gillespie. Narrações misturadas com ações. Elipses bem-sucedidas em um jogo que mescla passado e presente. Personagens que, mesmo dentro da ação, falam para as câmeras e com o espectador. Ainda, um tom pastelão que deixa o filme cômico sem perder o drama em inúmeras cenas. Aliás, o diretor acertou de primeira nesta tragicomédia. Eu, Tonya conta com uma costura de cenas envolventes, um mix climático e uma falta de glamour que coube bem no retrato da protagonista.

Película envolvente, também, pelas atrizes que dão um show de interpretação. Produtora e protagonista do filme, Margot Robbie – a sapeca Arlequina de Esquadrão Suicida – quebra a comédia e nos traz uma intensidade dramática. Dá para se emocionar com a atriz quando ela vê sua carreira desabar. Ao mesmo tempo, Alisson Janey destrói (no bom sentido) como a mãe de Tonya. A atriz consegue ser irônica, sarcástica, bruta e cômica ao mesmo tempo. Não à toa, ela levou o Globo de Ouro de 2018 como melhor atriz coadjuvante. Ela e Margot estão concorrendo também ao Oscar nas categorias melhor atriz coadjuvante e protagonista, respectivamente. Merecidamente!
O diretor que também já assinou comédias como Em Pé de Guerra e A Garota Ideal coloca este gênero aqui, mas sutilmente, numa mistura agradável. Não excessiva. Craig Gillespie consegue, ainda, passar por todas as fases de Tonya. Pequena, adolescente e adulta. Em 2h exatas, ele aprofunda ainda na relação obsessiva da mãe para com Tonya e no relacionamento também abusivo da patinadora com o machista Jeff Gillooly (Sebastian Stan). Outro personagem que faz um contraponto é a figura do guarda-costa de Tonya, vivido por Paul Walter Hauser.  Nas partes em que ele aparece o riso é certeiro. Mesmo na tragédia. Aliás, estamos diante de uma obra tragicômica. A fotografia é outro ponto forte. Dá para se sentir com Tonya dentro das pistas de patinação. Espetaculares.

*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Eu, Tonya:

 



I, Tonya (EUA, 2017) Dirigido por Craig Gillespie. Com Margot Robbie, Sebastian Stan, Allison Janney, Julianne Nicholson, Paul Walter Hauser, Bobby Cannavale, Bojana Novakovic…

Drama de imigrantes é tema do filme De Volta

Protagonizado por Golshifteh Farahani, filme De Volta teve sua estreia adiada. Nada (Golshifteh Farahani, de Paterson) é uma libanesa que volta ao seu país natal depois de anos vivendo fora. Mas o que pareceu ser um retorno às raízes se transformou em um novo recomeço num país que já não era mais o mesmo que ela deixou. De Volta, de Jihane Chouaib relata o retorno dessa jovem mulher a um passado assombrado por uma guerra civil e a busca de si mesma. Nada quer descobrir o que aconteceu com o seu avô, que desapareceu misteriosamente durante a guerra. 
– Eu faço filmes para revelar personagens femininas em busca do absoluto. Mulheres que não se conformam com a realidade. Quando Nada aparece para nós, ela é fechada, teimosa e estranha. Guiada por uma integridade tão forte, que ela recusa todos os compromissos. Ela é uma estranha no seu próprio país. Sua família está dividida, a casa onde passou a infância está devastada, vandalizada, afogada em lixo. No entanto, Nada tenta consertar as coisas. Ela ainda não sabe o que está fazendo, mas está seguindo adiante. Ela briga, ela tenta, e ela se arrisca. Ela é uma sobrevivente, assombrada por uma dor que ela não entende – explica a diretora.
Para o papel da protagonista, foi escolhida a atriz que é iraniana, e não libanesa. Golshifteh Farahani fez uma leitura própria da personagem, imergiu completamente no mundo dela e aprendeu o dialeto libanês. Segundo a diretora, ela deu vida a Nada. “Golshifteh tem uma presença extraordinária, literalmente. Com sua beleza, seu mistério, a transparência e a pureza da sua atuação. Ela é mágica, e essa mágica é a âncora do filme fora de uma realidade básica. Não estamos somente olhando para Nada, estamos vislumbrando sua alma”, elogiou Jihane.
Por fim, a diretora explica que a inspiração para fazer o filme veio de uma imagem que a assombra há mais de 10 anos. “Eu tinha em mente uma cena de uma menina plantada em um jardim cheio de lixo. Eu queria entender o que ela tinha a dizer. No filme, as pilhas de lixo no jardim são como tampas colocadas na memória da guerra. Eu queria confrontar a amnésia coletiva do Líbano, país onde 17 mil pessoas desapareceram durante a guerra civil”, desabafa. – ’Go home!’ [volta para casa!] é uma expressão muito ouvida quando se é imigrante. ‘Vá pra casa, volte para onde você vem’. E um dia você volta para o seu país natal e escuta de novo ‘vá pra casa’. Você não é mais dali porque você mudou, o país mudou. O que é ‘casa’ hoje? Existe uma nova maneira de defini-la? O que significa ‘pertencer’ em um momento de constante migração? Além do Líbano, onde o filme se passa, De Volta tem várias origens, como eu – conclui a diretora.

A semana (15/2 a 21/2) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.


Um Baile de Máscaras – O governador Riccardo, Conde de Warwick, analisa em companhia de seu escudeiro e secretário Oscar a lista dos convidados para o baile de máscaras que ele dará em breve, entre os quais está a mulher que ele ama, Amelia, esposa do seu amigo Renato, o mesmo que o alertou de um complô fomentado contra ele e no qual Riccardo não acredita.

Viva – A Vida é Uma Festa – Miguel é um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas ele precisa lidar com sua família que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos. A aventura, com inspiração no feriado mexicano do Dia dos Mortos, acaba gerando uma extraordinária reunião familiar.

O Destino de Uma Nação – Winston Churchill (Gary Oldman) está prestes a encarar um de seus maiores desafios: tomar posse do cargo de Primeiro Mnistro da Grã-Bretanha. Paralelamente, ele começa a costurar um tratado de paz com a Alemanha nazista que pode significar o fim de anos de conflito.

Pantera Negra
Pantera Negra – A história de T‘Challa (Chadwick Boseman), príncipe do reino de Wakanda, que perde o seu pai e viaja para os Estados Unidos, onde tem contato com os Vingadores. Entre as suas habilidades estão a velocidade, inteligência e os sentidos apurados.
Meu Amigo Vampiro – Entendiado em seu 13º aniversário pelo 300º ano, o vampiro Rudolph decide iniciar uma ousada aventura: ir para o mundo dos humanos buscar por novidades. Assim ele começa uma amizade improvável com Tony, adolescente de 12 anos apaixonado por lendas vampirescas. Mas o que não imagina é que um caçador pretende capturá-lo a qualquer custo.

Me Chame Pelo Seu Nome – O sensível e único filho da família americana com ascendência italiana e francesa Perlman, Elio (Timothée Chalamet), está enfrentando outro verão preguiçoso na casa de seus pais na bela e lânguida paisagem italiana. Mas tudo muda quando Oliver (Armie Hammer), um acadêmico que veio ajudar a pesquisa de seu pai, chega.
O Que Te Faz Mais Forte – As memórias de Jeff Bauman (Jake Gyllenhaal) sobre o dia mais impactante de sua vida, 15 de abril de 2013. Enquanto esperava seu grande amor, Erin (Tatiana Maslany), finalizar a participação na Maratona de Boston, ele foi atingido por uma das bombas do atentado terrorista e perdeu as duas pernas.

A Forma da Água – Década de 60. Em meio aos grandes conflitos políticos e transformações sociais dos Estados Unidos da Guerra Fria, a muda Elisa (Sally Hawkins), zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa e maltratada no local. Para executar um arriscado e apaixonado resgate ela recorre ao melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e à colega de turno Zelda (Octavia Spencer).

Paddington 2 – Após ser adotado pela família Brown, Paddington ganhou muita popularidade na comunidade de Windsor Gardens. No aniversario de 100 anos de sua tia Lucy, esse simpático ursinho sai em busca do presente perfeito e acaba encontrando um livro único na loja de antiguidades do senhor Gruber. Paddington se submete a uma série de trabalhos bizarros para poder comprá-lo, e quando o livro é roubado, ele e sua família farão de tudo para encontrar o ladrão.

Eu, Tonya
Eu, Tonya – Desde muito pequena exibindo talento para patinação artística no gelo, Tonya Harding (Margot Robbie) cresce se destacando no esporte e aguentando maus-tratos e humilhações por parte da agressiva mãe (Allison Janney). Entre altos e baixos na carreira e idas e vindas num relacionamento abusivo com Jeff Gillooly (Sebastian Stan), a atleta acaba envolvida num plano bizarro durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994. Baseado em fatos reais.


Lady Bird – A Hora de Voar – Christine McPherson (Saoirse Ronan) está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é ir fazer faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia firmemente rejeitada por sua mãe (Laurie Metcalf). Lady Bird, como a garota de forte personalidade exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim. Enquanto sua hora não chega, no entanto, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com a progenitora.
Todo o Dinheiro do Mundo – Itália, 1973. John Paul Getty III (Charlie Plummer) é o neto do magnata do petróleo J. Paul Getty (Christopher Plummer). O sequestro do rapaz coloca a sua mãe, Gail Harris (Michelle Williams), em uma corrida desesperada para tentar convencer o bilionário ex-sogro a pagar o resgate, de US$ 3 milhões.

O Sacrifício do Cervo Sagrado – Steven (Colin Farrell) é um cardiologista conceituado que é casado com Anna (Nicole Kidman), com quem tem dois filhos: Kim (Raffey Cassidy) e Bob (Sunny Suljic). Já há algum tempo ele mantém contato frequente com Martin (Barry Keoghan), um adolescente cujo pai morreu na mesa de operação, justamente quando era operado por Steven. Ele gosta bastante do garoto, tanto que lhe dá presentes e decide apresentá-lo à família. Entretanto, quando o jovem não recebe mais a atenção de antigamente, decide elaborar um plano de vingança.

The Post
The Post – A Guerra Secreta – Ben Bradlee (Tom Hanks) e Kat Graham (Meryl Streep), editores do The Washington Post, recebem um enorme estudo detalhado sobre o controverso papel dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã e enfrentam de tudo para publicar os bombásticos documentos.

Cinquenta Tons de Liberdade – Adaptação da última parte da trilogia de E. L. James iniciada em Cinquenta Tons de Cinza (2015). Superados os grandes problemas, Anastasia (Dakota Johnson) e Christian (Jamie Dornan) têm amor, intimidade, dinheiro, sexo e um promissor futuro. A vida, no entanto, ainda reserva surpresas para os dois.
Três Anúncios para um Crime – Inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha, Mildred Hayes (Frances McDormand) decide chamar atenção para o caso não solucionado alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. A inesperada atitude repercute em toda a cidade e suas consequências afetam várias pessoas, especialmente a própria Mildred e o Delegado Willoughby (Woody Harrelson), responsável pela investigação.


Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi – A tímida Laura (Carey Mulligan) acredita ter tirado a sorte grande quando encontra Henry McAllan (Jason Clarke), um homem um pouco bruto, mas interessado nela. Logo após o casamento, a família se muda para uma fazenda no chuvoso delta do Rio Mississipi. Enquanto Laura enfrenta dificuldades para se adaptar à vida rural, ela é confrontada com uma família negra, os Jackson, responsáveis por ajudar no trabalho pesado com o plantio e a colheita. Duas posições muito distintas se desenham na família: enquanto o pai idoso de Henry, Poppy McAllan (Jonathan Banks), luta para manter os privilégios dos brancos no terreno, o irmão de Henry, Jamie McAllan (Garrett Hedlund), desenvolve uma boa amizade com o filho dos caseiros, Ronsell Jackson (Jason Mitchell), pelo fato de ambos compartilharem traumas da guerra. Um violento conflito de etnias, gêneros e classes sociais marca a convivência entre os McAllan e os Jackson.

Fractale parece um episódio de Black Mirror

Com apenas 11 episódios, Fractale é uma série de animação baseada num mangá homônimo escrito por Hiroki Azuma. A premissa é maravilhosa e lembra o que seria um episódio da série Black Mirror por mostrar a relação das pessoas com a tecnologia de uma forma sombria. A trama se passa num futuro onde não existe pobreza. O Sistema Fractale distribui uma renda para que toda a população não precise mais trabalhar. Não há desigualdade e todos podem viver bem e ter acesso a dopels – uma espécie de robô/holograma. Tudo parece muito perfeito, mas as coisas não são tão simples assim.

A história é focada no menino Clain, que mora numa ilha. Ele é fascinado por objetos do passado, ou seja, antes do sistema Fractale ser estabelecido. Um dia, toda sua rotina – um tanto repleta de tédio – é rompida quando ele vê uma garota chamada Phryne sendo perseguida. Os dois ficam amigos e Phryne presenteia Clain com um broche, que acaba por ativar uma doppel moderna chamada Nessa. A partir daí, Clain conhece um grupo de revolucionários que pretende acabar com o Fractale.

São pessoas que defendem o estilo de vida antigo, uma época onde todos plantavam alimentos na terra e se relacionavam umas com as outras de uma forma mais pessoal – e não por meio comunicadores ou dopels. Mas afinal, será que o Fractale é realmente ruim e merece ser destruído? Clain não concorda com os “terroristas”, mas começa a enxergar as coisas de uma forma nova a medida que vai descobrindo os segredos do sistema.
Para receber a renda, a pessoa deve instalar um dispositivo no próprio corpo que permite que ela veja os dopels. Contudo, é necessário fazer “orações” diárias, isto é, enviar seus dados para a rede de computadores que fica no céu. Um dos pontos mais interessantes da história é a relação entre a religião e a tecnologia, visto que existe toda uma devoção ao Fractale. A série provoca inúmeros questionamentos e gera debates sobre como a modernização pode afetar naquilo que nos torna humanos. O único problema é que, em meio a tantas ideias boas, a história passa muito depressa e deixa vários pontos em aberto. Em paralelo à violência e seriedade de muitas situações, estão momentos infantis e de humor – o que cria um contraste que prejudica o resultado. Tinha muito potencial, mas é desperdiçado.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer de Fractale:



Fractale (Japão, 2011) Dirigido por Yutaka Yamamoto. Com as vozes de Yū Kobayashi, Minami Tsuda, Kana Hanazawa, Yuka Iguchi, Shintaro Asanuma…