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Envolvente, Cartas Para Um Ladrão de Livros apresenta figura polêmica

O que não falta é em gente em presídio, sendo esse um fato muito divulgado na mídia por causa da superlotação das celas. Mas entre os criminosos, um detento bem peculiar acabou por se tornar tema principal de um ótimo longa-metragem que estreia agora nos cinemas. Cartas Para Um Ladrão de Livros, dirigido pela dupla Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros, conta a história de Laéssio Rodrigues de Oliveira, aquele que é considerado pelas autoridades brasileiras o principal ladrão de obras raras do país.
Mas o que leva alguém a roubar livros? É isso que o filme aborda. Durante um longo processo – que demorou cinco anos para ser feito – os cineastas acompanharam a vida de Laéssio. Por trás da grades, por meio de epístolas que dão origem ao título do documentário, e também em seus períodos de liberdade. Laéssio passou mais de dez anos em penitenciárias de São Paulo e Rio de Janeiro e atualmente ainda encontra-se preso. Trata-se de um personagem muito inusitado por ser bem diferente do que pode imaginar de um ladrão.
Bem articulado e com um nível intelectual superior ao da média do Brasil, Laéssio é bibliotecário e conta como começou, ainda sem ter planos de enriquecer, a furtar revistas e livros. O filme também exibe trechos de reportagens que mostram a repercussão do seus crimes. Ele foi o responsável, por exemplo, por furtar obras raras do século XVI. Mesmo sendo simpático e bem-humorado, a figura polêmica não é glamourizada, embora a abordagem revele o lado humano que os jornais não divulgam. A projeção também abre espaço para pessoas totalmente contra suas ações e que o condenam pelos seus feitos, entre eles ter rasgado e vendido figuras de livros importantes.
Cartas Para Um Ladrão de Livros é um trabalho bem envolvente e que prende a atenção do início ao fim. O personagem, que parece ter saído de um filme de ficção, é interessantíssimo. Vale citar seu curioso fanatismo por Carmen Miranda até o hilário hábito de tirar sarro de ladrões de rua com uma pegadinha pra lá de bizarra. Outro ponto provocativo é o debate proposto sobre questões de segurança de obras de arte no Brasil. Foi por causa das ações de Laéssio que câmeras e outras medidas preventivas passaram a ser tomadas para proteger antiguidades. Um lado positivo na história de quem escolheu um caminho condenável.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Cartas Para Um Ladrão de Livros:

Cartas Para Um Ladrão de Livros (Brasil, 2018) Dirigido por Carlos Juliano Barros e Caio Cavechini. Com Laéssio Rodrigues de Oliveira.

Caixa Cultural recebe Festival Internacional de Animação e Interatividade

Em sua primeira edição, o InterAnima – Festival Internacional de Animação e Interatividade traz para Brasília 56 produções, entre curtas e longas-metragens, brasileiros e de outros 25 países, além de filmes em realidade virtual, experiências imersivas e debates com profissionais da animação, tecnologia e games. O evento ocupa o teatro da CAIXA Cultural durante três dias, de 2 a 4 de março, com uma programação gratuita formada por animações autorais recentes de destaque em mostras e festivais no Brasil e no exterior, a maioria inédita na cidade.
The Burden
O InterAnima tem como objetivo estimular e difundir no Distrito Federal a cadeia do audiovisual, especialmente a animação, propor encontros e intercâmbios de experiências entre profissionais da área, formar novas plateias e ainda contemplar o imenso público amante da animação existente na região. Curadora convidada desta edição do InterAnima, a cineasta e animadora Nara Normande fez uma seleção que privilegia diferentes técnicas, temáticas e nacionalidades. “São filmes que apostam na potência de suas imagens para deslocar o espectador, seja através de produções que extrapolam fronteiras e inovam as linguagens audiovisuais, seja por meio de temas latentes, com destaque para a forte representação feminina”, comenta a curadora.
Rocks in My Pockets
Um ambiente criativo e de trabalho majoritariamente masculino, a animação vê aumentar gradativamente o número de profissionais mulheres atuando na área. Para dar visibilidade a esse crescimento, o InterAnima privilegiou produções dirigidas por elas, com a presença de 22 animadoras na programação. Nas duas mostras internacionais e na Mostra Brasil estão filmes que abordam temas como existencialismo, relações sociais, familiares, políticas, amorosas e ainda o abstrato e o poético. A mostra Surdocine, voltada para o público surdo, apresenta filmes que encantam sem uma única palavra. A mostra Desejo e Obsessão, por sua vez, tem a sexualidade como mote de suas produções. As duas mostras voltadas para o público infantil são formadas por curtas animados que fogem do convencional com histórias criativas e de visual arrebatador.
Nimbus – O Caçador de Nuvens
A homenageada do evento, Signe Baumane, conta com uma mostra com nove de seus curtas, além da exibição, na sessão de abertura do festival, de seu primeiro longa-metragem, Rocks in my pockets. Nascida na Letônia e radicada nos Estados Unidos, Signe trabalhou como ilustradora de livros e escreveu, dirigiu e animou 15 curtas e um longa que foram exibidos em mais de 300 festivais de cinema ao redor do mundo e receberam vários prêmios. Ela utiliza papel machê, desenho à mão, stop motion e computação gráfica para dar vida às suas produções. Atualmente, Signe Baumane trabalha em seu segundo longa animado.
Persépolis
Oferecer ao público a possibilidade de ter contato com a realidade virtual – também conhecida pela sigla VR (do inglês virtual reality) ou cinema de 360° –, em curtas-metragens ou experiências imersivas, é um dos objetivos do InterAnima. São criações que permitem às pessoas mergulhar em universos que emulam a realidade ou a mais delirante ficção, utilizando os mais novos equipamentos desenvolvidos para a área, como a ferramenta Tilt Brush, que possibilita a criação de desenhos e esculturas animados dentro da realidade virtual, ou os óculos Gear e Vive, os principais para utilizar realidade virtual.
INTERANIMA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE ANIMAÇÃO E INTERATIVIDADE
De 2 a 4 de março, no teatro da CAIXA Cultural (Setor Bancário Sul quadra 4 Lotes 3/4). Debates na sala Gente Arteira. Programação gratuita. Os ingressos podem ser retirados a partir de uma hora antes do horário de cada sessão. Acesso limitado à lotação do teatro. Verifique a classificação indicativa de cada sessão. Bilheteria: (61) 3206-6456. Informações: www.facebook.com/interanimafest.

A semana (1/3 a 7/3) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.


Três Anúncios para um Crime – Inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha, Mildred Hayes (Frances McDormand) decide chamar atenção para o caso não solucionado alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. A inesperada atitude repercute em toda a cidade e suas consequências afetam várias pessoas, especialmente a própria Mildred e o Delegado Willoughby (Woody Harrelson), responsável pela investigação.



Duda e os Gnomos – Liam e sua mãe, Catherine, estão de mudança novamente. Uma nova vida os espera na casa da Tia Sylvia, que é rodeada por estranhos gnomos. Com o tempo Liam percebe que coisas esquisitas estão acontecendo ao redor e aos poucos uma grande amizade surge entre o garoto e os curiosos seres, que têm como propósito proteger a casa dos trolls.


Projeto Flórida – Moonee (Brooklynn Prince), uma agitada garotinha de seis anos, apronta com o vizinho Scooty (Christopher Rivera) e faz novas amizades nas redondezas dos parques Disney. Ela vive com a mãe (Bria Vinaite) numa hospedagem de beira de estrada e as duas contam com a proteção do gerente Bobby (Willem Dafoe) na batalha diária pela sobrevivência com poucos recursos e muitos riscos.

Operação Red Sparrow

Operação Red Sparrow – Outrora talentosa bailarina, Dominika Egorova (Jennifer Lawrence) encontra-se em maus bocados quando é convencida a se tornar uma Sparrow, ou seja, uma sedudora treinada na melhor escola de espionagem russa. Após passar pelo árduo processo de aprendizagem, ela se torna a mais talentosa espiã do país e precisa lidar com o agente da CIA Nathaniel Nash (Joel Edgerton). Os dois, no entanto, acabam desenvolvendo uma paixão proibida que ameaça não só suas vidas, mas também as de outras pessoas.


A Grande Jogada – Após perder a chance de participar dos Jogos Olímpicos devido a uma fatalidade que resultou em um grave acidente, a esquiadora Molly Bloom (Jessica Chastain) decide tirar um ano de folga dos estudos e ir trabalhar como garçonete em Los Angeles. Lá conhece Dean Keith (Jeremy Strong), um produtor de cinema que decide contratá-la como assistente. Logo Molly passa a coordenar jogos de cartas clandestinos, organizados por Dean, que conta com clientes muito ricos e famosos. Fascinada com o ambiente e a possibilidade de enriquecer facilmente, Molly começa a prestar atenção a todos os detalhes para que ela própria possa organizar jogos do tipo.


Trama Fantasma – Década de 1950. Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis) é um renomado e confiante estilista que trabalha ao lado da irmã, Cyril (Lesley Manville), para vestir grandes nomes da realeza e da elite britânica. Sua inspiração surge através das mulheres que, constantemente, entram e saem de sua vida. Mas tudo muda quando ele conhece a forte e inteligente Alma (Vicky Krieps), que vira sua musa e amante.


Todas as Razões Para Esquecer – Ao terminar um relacionamento, Antonio (Johnny Massaro) acreditava que não teria dificuldades em superar a ex-namorada. Contudo seus sentimentos não condizem com sua postura, pois à medida que o tempo passa a dor da perda se acentua e paliativos como calmantes, bebidas e aplicativos de pegação se mostram incapazes de dimiuni-la.

Pantera Negra

Pantera Negra – A história de T‘Challa (Chadwick Boseman), príncipe do reino de Wakanda, que perde o seu pai e viaja para os Estados Unidos, onde tem contato com os Vingadores. Entre as suas habilidades estão a velocidade, inteligência e os sentidos apurados.

Lady Bird – A Hora de Voar – Christine McPherson (Saoirse Ronan) está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é ir fazer faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia firmemente rejeitada por sua mãe (Laurie Metcalf). Lady Bird, como a garota de forte personalidade exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim. Enquanto sua hora não chega, no entanto, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com a progenitora.

A Forma da Água – Década de 60. Em meio aos grandes conflitos políticos e transformações sociais dos Estados Unidos da Guerra Fria, a muda Elisa (Sally Hawkins), zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa e maltratada no local. Para executar um arriscado e apaixonado resgate ela recorre ao melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e à colega de turno Zelda (Octavia Spencer).

Piripkura – Dois índios nômades do povo Piripkura sobrevivem cercados por fazendas e madeireiros numa área ainda protegida no meio da Floresta Amazônica. Jair Candor, servidor da FUNAI, acompanha os dois índios desde 1989. Ele realiza expedições periódicas, muitas delas acompanhado por Rita, a terceira sobrevivente Piripkura, monitorando vestígios que comprovem a presença deles na floresta, a fim de impedir a invasão da área. Packyî e Tamandua vivem com um facão, um machado cego e uma tocha. Este filme aborda as consequências de uma tragédia e revela força, resiliência e autonomia.

Pequena Grande Vinda

Pequena Grande Vida – Na cidade de Omaha, as pessoas descobrem a possibilidade de reduzir de tamanho para uma versão minúscula, a fim de terem menos gastos vivendo em pequenas comunidades que se espalham pelo mundo. Um homem (Matt Damon) aceita passar por esse processo.


Eu, Tonya – Desde muito pequena exibindo talento para patinação artística no gelo, Tonya Harding (Margot Robbie) cresce se destacando no esporte e aguentando maus-tratos e humilhações por parte da agressiva mãe (Allison Janney). Entre altos e baixos na carreira e idas e vindas num relacionamento abusivo com Jeff Gillooly (Sebastian Stan), a atleta acaba envolvida num plano bizarro durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994. Baseado em fatos reais.

A Maldição da Casa Winchester – Herdeira de uma empresa de armas de fogo, Sarah Winchester (Helen Mirren) está convicta de que é assombrada pelas almas mortas através do rifle da família Winchester. Após as repentinas mortes do marido e do filho, ela decide construir uma mansão para afastar os espíritos e ao avaliá-la o psiquiatra Eric Price (Jason Clarke) percebe que talvez sua obsessão não seja tão insana quanto parece.
O Destino de Uma Nação – Winston Churchill (Gary Oldman) está prestes a encarar um de seus maiores desafios: tomar posse do cargo de Primeiro Mnistro da Grã-Bretanha. Paralelamente, ele começa a costurar um tratado de paz com a Alemanha nazista que pode significar o fim de anos de conflito.

Comédia romântica Madame estreia dia 29 de março

No filme Madame, de Amanda Sthers, Anne (Toni Collete) e Bob (Harvey Keitel) são um casal americano bem-sucedido de férias em Paris que resolve promover um jantar para amigos estrangeiros sofisticados. Quando descobre que tem 13 convidados, Anne implora para que sua fiel empregada Maria (Rossy de Palma) se disfarce de uma misteriosa espanhola para ter um número par de convidados. O que ela não esperava era que Maria fosse se envolver amorosamente com um dos convidados. Com distribuição da California Filmes, o longa estreia no Brasil dia 29 de março.
“Na vida, você as vezes sente que não está no lugar certo, se sente uma fraude. Eu me senti muito assim quando eu era uma criança. De repente, fui de passar férias no campo com meus avós para Saint-Tropez, no meio de gente com posições sociais bem diferentes. Minha vida inteira foi dedicada a leitura, mirando em melhorar quem eu era e me tornar mais inteligente. E, de repente, me vi em um mundo fútil, dominado por dinheiro. Durante jantares, me sentia como a empregada. Então é possível que a personagem de Maria, interpretada por Rossy de Palma, é uma versão da minha adolescência!”, explica a diretora sobre a inspiração para o longa.
Para dar vida a Maria, Amanda escolheu a atriz Rossy de Palma, que ganhou fala nos primeiros filmes do cineasta Pedro Almodóvar e virou a musa do estilista Jean-Paul Gaultier. “Maria é uma mulher muito positiva, com uma luz interna muito poderosa. Ela não se sente inferior porque tem que limpar o que outros sujaram: ela é uma empregada e tem orgulho disso! Uma pessoa simples e natural. Compartilho muito com ela, o jeito de olhar para a vida, uma curiosidade pelos outros. Algo infantil também, o desejo de nunca perder de vista a menina que tem dentro de si. Maria se sente próxima daquela garota, e eu, enquanto envelheço, também me aproximo dela. Ela é uma Cinderela moderna, uma pessoa muito romântica que acredita em contos de fadas”, defende a atriz.
E, ao lado de Rossy, uma dupla de atores de peso: Toni Collete e Harey Keitel. “A oferta de papel veio em tão boa hora que pareceu muito boa para ser verdade. Então li o roteiro de Amanda e fiquei impressionada. Amei o tom, e é brilhantemente escrito. Anne é um personagem muito interessante, possivelmente a mulher mais narcisista que me pediram para interpretar. Ela vive em um mundo o qual ela tenta controlar o máximo possível. E temos a beleza de Maria, interpretada por Rossy de Palma, com seu incrível apetite pela vida, a facilidade com que ela se conecta com os outros, segurando um espelho e mostrando a feiura interna de Anne”.
Keitel faz coro com a parceira de cena e elogia o roteiro do filme. “Tem muita inteligência e profundidade no diálogo. Em outras palavras, tudo o que você quer em um roteiro! Eu interpreto um homem cuja família fez o dinheiro em imóveis e arte. Para um nativo do Brooklin como eu, interpretar tal personagem é sempre educativo: eu tenho que me segurar para não falar palavrões! Ele e sua esposa estão tentando consertar seu casamento. Você sempre aprende algo lidando com esse tipo de situação” reflete.


Segundo a diretora, cada um dos atores tinha sua maneira de trabalhar. “Você dirige cada ator de uma maneira. É como amizade, você não é amigo da mesma maneira com todos. Para ser honesta, eu me senti intimidada por Harvey Keitel. Ele é uma lenda, ele está sempre falando de seus amigos Martin Scorsese e Robert de Niro. Mas quando começa a trabalhar, ele dá tudo de si! Ele foi generoso com suas ideias, e generoso na maneira como recebeu as minhas ideias. Toni Colette é um metrônomo, seu timing de comédia é incrível. Ela é extremamente precisa em seu ritmo de atuação. Com Anne, ela encontrou um personagem que a permitiu se divertir. Rossy é muito diferente, com ela, você não fala de técnica, só de emoção. Ela está continuamente buscando a veracidade da situação e de seu personagem, você pode sentir através de seus olhos tanto quanto nas suas falas”, elogia.

Pantera Negra é um marco nos filmes de super-herói

Um filme com elenco majoritariamente negro não deixaria de apontar questões que são relevantes para os negros e para todos nós, como o racismo, o preconceito e a escravidão. Todas essas problemáticas são sutis em Pantera Negra. É um filme que levanta bandeira, mas não deixa de entreter, ter ação e… super-heróis. Mas é diferente de todos os outros do gênero. Por quê? O diretor Ryan Coogle também dirigiu Fruitvale Station, um drama potente que denuncia várias questões que a comunidade negra sofre.
Ryan é hábil em trabalhar com esses temas. Mais ainda, é talentoso ao humanizar e dar profundidade aos personagens. Características presentes em Fruitvale Station e também no mais recente Pantera Negra. Ryan Coogle também assina o roteiro do mais novo filme de super-herói da Marvel e tem como ponto forte, como dito, os personagens. O príncipe T’Challa (Chadwick Boseman), após a morte do pai e rei de Wakanda, precisa assumir o trono.
T’Challa também vai precisar lidar com ameaças à coroa. Aqui entra o conflito e a presença de um tipo único de vilão, distante de todos os clichês motivacionais que geram os antagonistas. Em Pantera Negra, o vilão tem uma motivação muito concreta, humana e que gera empatia imediata do público. O filme acerta em muitos pontos: no roteiro, nos personagens, no cenário e no visual. Na trama, a discórdia aparece por causa do vibranium, o metal mais raro da Terra. O povo de Wakanda, desenvolvido e com avanços tecnológicos incríveis, esconde-se do resto do mundo e faz de tudo para não participar de polêmicas e guerras.
O longa chama a atenção quando faz referência toda a cultura africana, como o vestuário, tradições e a música. A trilha sonora é outro deleite no filme. Ao retratar Wakanda, os tambores encaixam perfeitamente com aquela realidade. Mudando de cenário, como os grandes centros urbanos que aparecem no longa, a batida do tambor dar lugar para o beat do rap. A história se passa após Vingadores: Era de Ultron e traz duas cenas pós-créditos, que já deixam claro que Pantera poderá ser visto também em Vingadores: Guerra Infinita.

*Por Vinícius Remer – Especial para o Cine61


Veja aqui o trailer do filme Pantera Negra:

Peça teatral Gatão de Meia Idade em cartaz na Cinemark

A busca de um Gatão de Meia Idade pelo eterno amor ou só de alguma diversão conquistaram o público brasileiro desde a criação do personagem em quadrinhos por Miguel Paiva. As suas aventuras já foram transformadas em peça de teatro e filme. Agora, a Rede Cinemark inova e anuncia a exibição nas telas do cinema da peça teatral Gatão de Meia Idade. A versão filmada da montagem interpretada por Oscar Magrini, no papel título, e Leona Cavalli estará em cartaz em 16 complexos da Cinemark em sessão única no dia 9 de março, às 21h, como parte do programa Cine Experience.

Os ingressos já estão em pré-venda e podem ser adquiridos no site da Rede (www.cinemark.com.br) ou nas bilheterias dos cinemas participantes. Clientes Cinemark Mania têm 50% de desconto no valor do ingresso. Sinopse: O Gatão (Oscar Magrini) é esse homem que tem de lidar com os dilemas masculinos, com a crise da meia idade, sempre em busca de um novo relacionamento e que se depara com as oito hilariantes mulheres (interpretadas por Leona Cavalli), todas completamente diferentes e repletas de humor em nosso espetáculo. O elenco conta ainda com um boneco ventríloquo que funciona como uma espécie de consciência do Gatão.

Conheça o diretor Felipe Sholl

Felipe Sholl é formado em Roteiro pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro e em Jornalismo pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Fala Comigo foi selecionado para a Residência da Cinéfondation, do Festival de Cannes, o Laboratório Sesc Rio de Roteiros para Cinema, para o Talent Project Market do Festival de Berlim e para o Laboratório de Projetos do Festival Internacional de Cinema de Buenos Aires. Seu primeiro curta-metragem como diretor, (2007), produzido por Jonathan Nossiter e Karim Aïnouz, foi selecionado para o Festival de Berlim, onde recebeu o Teddy Award de melhor curta. Seu segundo curta-metragem, Gisela (2011), foi exibido no Festival do Rio e no Festival Internacional de Curtas de São Paulo, entre outros.
 

Participou como roteirista dos filmes: Hoje (2013), de Tata Amaral, grande vencedor do Festival de Brasília de 2011 (incluindo melhor filme e melhor roteiro); Histórias Que Só Existem Quando Lembradas (2011), de Julia Murat, selecionado para os festivais de Veneza, San Sebastián, Toronto, Rotterdam e Rio, entre outros; Além da Estrada (2010), de Charly Braun, prêmio de Melhor Diretor no Festival do Rio; Os Fins e os Meios (2014), de Murilo Salles, prêmio de melhor roteiro no Festival do Rio 2014; Trinta (2014), de Paulo Machline, baseado na vida de Joãozinho Trinta; Campo Grande (2015), de Sandra Kogut, exibido nos festivais de Toronto e do Rio; e Jonas, de Lô Politi, ganhador do Prêmio Especial do Júri na Mostra Novos Rumos do Festival do Rio 2015.

Cine666 – Assista ao curta Pânico no sótão

Sinopse: Um verdadeiro horror na nova parte da nossa casa, sem rostos assustadores ou aparições repentinas, mas uma atmosfera assustadora e assim por diante.

Documentário Paulistas é novo título da Sessão Vitrine Petrobras

A história das transformações de uma região por meio do olhar e da relação de três irmãos: Samuel, Vinícius e Rafael. Este é o mote de Paulistas, de Daniel Nolasco, que estreia dia 22 de fevereiro, pelo projeto Sessão Vitrine Petrobras. Os três se mudaram para a região urbana de Catalão e deixaram para trás a cidade onde nasceram, retornando apenas para passar férias. O filme é inspirado na história do próprio diretor, que passou pelo mesmo processo de “migração“ que os personagens. “Paulistas é a busca por deixar registrado uma forma de cultura que também me pertence e que está prestes a desaparecer diante de tantas transformações. O filme acompanha a dupla contradição entre o retorno e a partida, entre a tradição e modernidade, por meio dos três personagens. Jovens que se mudaram para a região urbana de Catalão (GO) e retornam à casa da família durante as férias. As férias de julho são o momento em que futuro e passado encontram-se completamente presentes na região dos Paulistas”, explica o diretor.

Até a década de 1970, o local era uma região rural do sul de Goiás formada por um conjunto de pequenas fazendas, todas com poucos hectares de terra e com agricultura de subsistência. Todos os moradores da região de Paulistas eram de uma mesma família. Este cenário começou a mudar no fim dos anos 80, com a chegada da monocultura da soja no Estado e com a compra dessas fazendas pelos latifundiários. Começou aí o êxodo da população rural para as cidades, transformando a região em um país de população urbana. Nolasco explica ainda que o filme retrata um universo conhecido e íntimo. “Morei até os dois anos na região – minha mãe foi uma das primeiras a deixar os Paulistas e se mudar para a cidade de Catalão, no interior de Goiás. Vi ao longo dos anos e do passar do tempo à transformação pelo qual passou a região e as pessoas que se mudaram para áreas urbanas. Comecei a observar o fim daquela cultura e daquele modo de vida“.

Para compor esse cenário de contradições entre a tradição e a modernidade, o doc intercala imagens do cotidiano das pessoas dos Paulistas e imagens da hidrelétrica, e   a paisagem sonora de cada um desses lugares busca construir esse conflito que está estabelecido nesta região: da floresta morta à beira do rio ou da plantação de soja que quase invade as poucas casas que ainda restam no local. “O documentário pretende mostrar através de imagens e sons toda esta contradição. É buscando isso que a câmera sempre manterá uma distância dos personagens, assumindo a posição de observador. Um observador que mantém determinada distância para não ser invasivo, mas que ao mesmo tempo é afetuoso e respeitoso. Que buscará não só registrar a visualidade da região, mas a sonoridade e seu tempo. Esse tempo do campo que é diferente de uma cidade, mesmo das pequenas. Um tempo quase sempre governado pela luz do dia, no qual as pessoas acordam com o nascer do sol e vão se recolher no cair da noite”, completa Nolasco.

A semana (22/2 a 28/2) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.


A Grande Jogada – Após perder a chance de participar dos Jogos Olímpicos devido a uma fatalidade que resultou em um grave acidente, a esquiadora Molly Bloom (Jessica Chastain) decide tirar um ano de folga dos estudos e ir trabalhar como garçonete em Los Angeles. Lá conhece Dean Keith (Jeremy Strong), um produtor de cinema que decide contratá-la como assistente. Logo Molly passa a coordenar jogos de cartas clandestinos, organizados por Dean, que conta com clientes muito ricos e famosos. Fascinada com o ambiente e a possibilidade de enriquecer facilmente, Molly começa a prestar atenção a todos os detalhes para que ela própria possa organizar jogos do tipo.

A Favorita – Um triângulo amoroso envolvendo o Rei de Castela, Alfonso XI, sua amante Leonora e seu amante Fernando. A história se desenrola no contexto das invasões mouras na Espanha e as lutas de poder entre igreja e estado.


Pantera Negra – A história de T‘Challa (Chadwick Boseman), príncipe do reino de Wakanda, que perde o seu pai e viaja para os Estados Unidos, onde tem contato com os Vingadores. Entre as suas habilidades estão a velocidade, inteligência e os sentidos apurados.

Trama Fantasma

Trama Fantasma – Década de 1950. Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis) é um renomado e confiante estilista que trabalha ao lado da irmã, Cyril (Lesley Manville), para vestir grandes nomes da realeza e da elite britânica. Sua inspiração surge através das mulheres que, constantemente, entram e saem de sua vida. Mas tudo muda quando ele conhece a forte e inteligente Alma (Vicky Krieps), que vira sua musa e amante.

A Forma da Água – Década de 60. Em meio aos grandes conflitos políticos e transformações sociais dos Estados Unidos da Guerra Fria, a muda Elisa (Sally Hawkins), zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa e maltratada no local. Para executar um arriscado e apaixonado resgate ela recorre ao melhor amigo Giles (Richard Jenkins) e à colega de turno Zelda (Octavia Spencer).

Meu Amigo Vampiro – Entendiado em seu 13º aniversário pelo 300º ano, o vampiro Rudolph decide iniciar uma ousada aventura: ir para o mundo dos humanos buscar por novidades. Assim ele começa uma amizade improvável com Tony, adolescente de 12 anos apaixonado por lendas vampirescas. Mas o que não imagina é que um caçador pretende capturá-lo a qualquer custo.


Lady Bird – A Hora de Voar – Christine McPherson (Saoirse Ronan) está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é ir fazer faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia firmemente rejeitada por sua mãe (Laurie Metcalf). Lady Bird, como a garota de forte personalidade exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim. Enquanto sua hora não chega, no entanto, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com a progenitora.

Pequena Grande Vida
Pequena Grande Vida – Na cidade de Omaha, as pessoas descobrem a possibilidade de reduzir de tamanho para uma versão minúscula, a fim de terem menos gastos vivendo em pequenas comunidades que se espalham pelo mundo. Um homem (Matt Damon) aceita passar por esse processo.


Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi – A tímida Laura (Carey Mulligan) acredita ter tirado a sorte grande quando encontra Henry McAllan (Jason Clarke), um homem um pouco bruto, mas interessado nela. Logo após o casamento, a família se muda para uma fazenda no chuvoso delta do Rio Mississipi. Enquanto Laura enfrenta dificuldades para se adaptar à vida rural, ela é confrontada com uma família negra, os Jackson, responsáveis por ajudar no trabalho pesado com o plantio e a colheita. Duas posições muito distintas se desenham na família: enquanto o pai idoso de Henry, Poppy McAllan (Jonathan Banks), luta para manter os privilégios dos brancos no terreno, o irmão de Henry, Jamie McAllan (Garrett Hedlund), desenvolve uma boa amizade com o filho dos caseiros, Ronsell Jackson (Jason Mitchell), pelo fato de ambos compartilharem traumas da guerra. Um violento conflito de etnias, gêneros e classes sociais marca a convivência entre os McAllan e os Jackson.


Torquato Neto – Todas as Horas do Fim – A trajetória profissional e artística do Piauiense Torquato Neto ganha vida. O ator Jesuíta Barbosa interpreta o cineasta, músico e jornalista, desde sua juventude, quando ainda morava na sua cidade natal (Teresina), até seu aniversário de 28 anos, quando cometeu suicídio. Uma homenagem à um dos principais responsáveis pela revolução artística brasileira durante a Tropicália, no final da década de 60.

Eu, Tonya

Eu, Tonya – Desde muito pequena exibindo talento para patinação artística no gelo, Tonya Harding (Margot Robbie) cresce se destacando no esporte e aguentando maus-tratos e humilhações por parte da agressiva mãe (Allison Janney). Entre altos e baixos na carreira e idas e vindas num relacionamento abusivo com Jeff Gillooly (Sebastian Stan), a atleta acaba envolvida num plano bizarro durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994. Baseado em fatos reais.

O Destino de Uma Nação – Winston Churchill (Gary Oldman) está prestes a encarar um de seus maiores desafios: tomar posse do cargo de Primeiro Mnistro da Grã-Bretanha. Paralelamente, ele começa a costurar um tratado de paz com a Alemanha nazista que pode significar o fim de anos de conflito.


Cinquenta Tons de Liberdade – Adaptação da última parte da trilogia de E. L. James iniciada em Cinquenta Tons de Cinza (2015). Superados os grandes problemas, Anastasia (Dakota Johnson) e Christian (Jamie Dornan) têm amor, intimidade, dinheiro, sexo e um promissor futuro. A vida, no entanto, ainda reserva surpresas para os dois.

Três Anúncios para um Crime – Inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha, Mildred Hayes (Frances McDormand) decide chamar atenção para o caso não solucionado alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. A inesperada atitude repercute em toda a cidade e suas consequências afetam várias pessoas, especialmente a própria Mildred e o Delegado Willoughby (Woody Harrelson), responsável pela investigação.