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Humoristas de várias gerações estão em Os Parças

A mais nova comédia nacional a estrear nos cinemas é Os Parças, dirigido por Halder Gomes (Cine Holliúdy e Shaolin do Sertão). O longa-metragem é repleto de trapalhadas e começa de uma forma confusa. Chega até a ser difícil entrar na trama, que começa de forma caótica apresentando todos os personagens de uma só vez. É possível ver o locutor Toinho (Tom Cavalcante) e os ambulantes Ray Van (Whindersson Nunes), Pilôra (Tirullipa).
Tudo se passa na Rua 25 de Março, em São Paulo. O formigueiro repleto de ofertas e produtos de qualidade duvidosa também é o endereço do trabalho de Romeu (Bruno de Luca), que montou um site para uma empresa de casamentos. Na verdade, a empresa é uma grande mentira e foi uma forma do golpista Mário (Oscar Magrini) conseguir dinheiro fácil. O que eles não contavam é que Vacário (Taumaturgo Ferreira), o maior contrabandista da cidade, seria o primeiro cliente/vítima.
Ameaçados de morte pelo gângster, Toinho, Ray, Pilôra e Romeu acabam se envolvendo no golpe e sendo responsáveis por cuidar do casamento da filha de Vacário, a bela Cintia (Paloma Bernardi). Quando Mário escapa com a grana, sobra apenas uma parcela para que o quarteto se vire para fazer acontecer uma festa – que deve incluir até um show do cantor Fábio Jr. e da banda É o Tchan! O filme, então, acompanha as confusões no grupo.
Estrelado por um trio de comediantes de várias gerações, Os Parças consegue engatar no humor depois da primeira meia-hora. É um pouco difícil acreditar que a mistura vai dar certo, visto que cada artista possui sua própria forma de fazer rir, mas existe uma química entre os três humoristas. E é isso que salva o longa do fiasco total. Mesmo com uma história boba e uma série de situações forçadas, o filme consegue arrancar algumas risadas com imitações, personagens cheios de trejeitos e diálogos surreais. Mérito basicamente de Cavalcante.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Os Parças:



Os Parças (Brasil, 2017) Dirigido por Halder Gomes. Com Tom Cavalcante, Whindersson Nunes, Tirullipa, Bruno de Luca, Oscar Magrini, Paloma Bernardi, Taumaturgo Ferreira…

Em dezembro estreia nos cinemas Perfeita é a Mãe 2

A sequência da comédia Perfeita é a Mãe, estrelada pelas atrizes Mila Kunis, Kristen Bell e Kathryn Hahn, já tem data para chegar aos cinemas brasileiros: 7 de dezembro de 2017, com distribuição da Diamond Films. Além do trio principal, Perfeita É a Mãe 2 reúne as atrizes Susan Sarandon, Christine Baranski e Cheryl Hines. 
Na trama, as amigas e mães Amy (Kunis), Kiki (Bell) e Carla (Hahn) estão sobrecarregadas e estressadas com os preparativos do Natal. Mas tudo piora quando suas respectivas mães decidem visitá-las e aproveitar o feriado com elas. O roteiro é assinado por Jon Lucas e Scott Moore, que também dirigem a produção. Veja o trailer:

A semana (30/11 a 6/12) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.


A Estrela de Belém – Um pequeno, porém bravo, asno chamado Bo, anseia por uma vida melhor. Um dia ele encontra a coragem de se libertar, e junto de seus novos amigos começa uma jornada. Agora eles seguem uma estrela e acabam se tornando heróis acidentais na maior história já contada, o primeiro Natal.


Gabeira – Através de entrevistas com personalidades como Armínio Fraga, Nelson Mota, Agnaldo Silva e Leda Nagle, o documentário traça a trajetória política e de vida do jornalista, escritor e político brasileiro Fernando Gabeira, conhecido principalmente por sua atuação junto ao Partido Verde, que ajudou a fundar no país.

Com Amor, Van Gogh

Com Amor, Van Gogh – 1891. Um ano após o suicídio de Vincent Van Gogh, Armand Roulin (Douglas Booth) encontra uma carta por ele enviada ao irmão Theo, que jamais chegou ao seu destino. Após conversar com o pai, carteiro que era amigo pessoal de Van Gogh, Armand é incentivado a entregar ele mesmo a correspondência. Desta forma, ele parte para a cidade francesa de Arles na esperança de encontrar algum contato com a família do pintor falecido. Lá, inicia uma investigação junto às pessoas que conheceram Van Gogh, no intuito de decifrar se ele realmente se matou.

Liga da Justiça – Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e The Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

Extraordinário – Auggie Pullman (Jacob Tremblay) é um garoto que nasceu com uma deformação facial. Pela primeira vez, ele irá frequentar uma escola regular, como qualquer outra criança. No quinto ano, ele irá precisar se esforçar para conseguir se encaixar em sua nova realidade.

A Vilã

A Vilã – Uma menina treinada desde a infância para ser uma assassina sanguinária aceita um acordo de trabalho que a libertará do árduo ofício depois de dez anos de serviço. Mas mesmo depois de cumprir o prazo e começar a trilhar uma rotina normal, dois homens aparecem e a colocam de frente com seu passado.


Assassinato no Expresso do Oriente – O detetive Hercule Poirot (Kenneth Branagh) embarca de última hora no trem Expresso do Oriente, graças à amizade que possui com Bouc (Tom Bateman), que coordena a viagem. Já a bordo, ele conhece os demais passageiros e resiste à insistente aproximação de Edward Ratchett (Johnny Depp), que deseja contratá-lo para ser seu segurança particular. Na noite seguinte, Ratchett é morto em seu vagão. Com a viagem momentaneamente interrompida devido a uma nevasca que fez com que o trem descarrilhasse, Bouc convence Poirot para que use suas habilidades dedutivas de forma a desvendar o crime cometido.


Por Que Vivemos – No Japão da era feudal, um jovem camponês vive com sua esposa, que está grávida. A mulher acaba falecendo em um acidente, deixando o homem revoltado com o mundo. Sem saber lidar com a perda, ele decide participar da palestra de um monge budista, onde acaba ressignificando seu modo de ver a vida.


Os Parças – Chantageados e enganados por um ambicioso trambiqueiro (Oscar Magrini), Toinho (Tom Cavalcante), Ray Van (Whindersson Nunes), Pilôra (Tirullipa) e Romeu (Bruno de Luca) precisam organizar uma festa inesquecível de casamento sem nenhum dinheiro no bolso. Caso falhem, terão que lidar com o maior contrabandista da famosa rua 25 de Março em São Paulo, que é também o pai da noiva (Paloma Bernardi).

Documentário Lygia é um convite à obra da imortal

Membro da Academia Brasileira de Letras, Lygia Fagundes Telles é tema do documentário Lygia – Uma Escritora Brasileira, em exibição nos cinemas. Sua trajetória profissional é abordada no filme, produzido pela TV Cultura e dirigido por Helio Goldsztejn. A artista é conhecida por inúmeras obras, muitas delas que foram indicadas por professores nas escolas. Na projeção, é possível conhecer melhor sua história.
Responsável por romances como As Meninas – obra vencedora do prêmio Jabuti – e contos, como As Formigas, a paulistana começou a escrever aos oito anos de idade. O ofício das letras era um tabu, ainda mais no período machista. Mesmo assim, Lygia provou que existia espaço para as mulheres na literatura e, em seus textos, abordou temas complexos e provocativos. O filme ressalta essa força na autora, que venceu o preconceito.

O longa-metragem conta com vários depoimentos. São familiares, pessoas que convivem com a autora e até outras celebridades, como é o caso de Jô Soares. O apresentador e escritor, por sinal, compara uma conversa com Lygia com “tomar mel”. Querida por todos e discreta em sua vida pessoal, a escritora é definida como uma pessoa excepcional, que possui uma doçura surpreendente.
Um dos momentos mais interessantes é a relação de Lygia com o audiovisual. Ela foi casada com Paulo Emílio Sales Gomes, crítico de cinema e fundador da Cinemateca Brasileira, e muitas das suas obras foram adaptadas para o cinema e televisão. Ela própria também já foi responsável por roteiros, o que mostra um curioso intercâmbio intelectual das letras para as imagens filmadas. Lygia é um bom documentário e pode funcionar como um convite para a leitura de seus escritos – estes sim, ótimos.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Lygia – Uma Escritora Brasileira:





Lygia – Uma Escritora Brasileira (Brasil, 2017) Dirigido por Helio Goldsztejn. Com Lygia Fagundes Telles, Tati Bernardi, Paulo Werneck, Jô Soares, Maria Adelaide Amaral, José Renato Nalini, Marcelino Freire, Jorge da Cunha Lima, Manuel da Costa Pinto, Paulo Bomfim , Anna Maria Martins, Ignácio de Loyola Brandão, Anna Verônica Mautner, Jayme da Silva Telles, José Fernando Martins, Walnice Nogueira Galvão…

Itália e Fellini são temas do drama Em Busca de Fellini

Com todas as características de um filme de Fellini, do visual interpretativo e metafórico à história e a estrutura de Em Busca de Fellini entrelaça os filmes do renomado diretor italiano com a jornada de Lucy. Aos 20 anos, Lucy (Ksenia Solo) nunca beijou um garoto, nunca trabalhou e não tem amigos. Sua única amiga é a mãe Claire (Maria Bello), que a protegeu de tudo e de todos desde criança. Tudo parecia sair como o planejado até que a garota, fã dos filmes de Fellini e incentivada pela tia, resolve partir para uma aventura sozinha na Itália para desbravar o mundo. Ela fantasia a vida através das lentes do cineasta. E com o desenrolar, sua vida transforma-se em um filme de Fellini: de vida e morte, amor e dor. 
A história escrita por Nancy Cartwright e Peter Kjenaas, e inspirada em uma jornada pessoal vivida por Cartwright há décadas, Em Busca de Fellini demorou 20 anos para se concretizar. Os fãs de Fellini podem identificar os personagens do longa baseados na obra do diretor italiano e a edição de Spencer Jones e Alexa Vier mostra um contexto muito parecido com alguns dos filmes de Fellini. Lucy, cuja ingenuidade é inspirada na personagem de Giulietta Masina no filme A Estrada da Vida, não é a única referência aos filmes de Fellini. Em Busca de Fellini é recheado de personagens, locações e referências estéticas aos clássicos do diretor, como A Doce Vida, 8 ½ e Noites de Cabíria
Durante sua viagem pela Itália, Lucy conhece na sua jornada alguns personagens que são de fato vividos por atores que trabalharam com o diretor, como Bruno Zanin que atuou no filme Amarcord. Um dos momentos, no entanto, envolve uma aparição, sem fala, de Mariano Aprea no papel de Fellini. Do penteado e figurino à iluminação etérea de Garrison, a cena foi rodada na rua que Fellini viveu. O filme ainda tem a atriz Nancy Cartwright como Cosima. Em Busca de Fellini captura não somente a essência do próprio Fellini, como também a beleza da Itália e o coração de Lucy. É como um guia de viagem da Itália, uma carta de amor, não só por conta dos lugares reconhecíveis e mágicos, escondidos labirintos, becos e patisseries quase nunca mostrados nos filmes, mas uma jornada de auto conhecimento e vida.

Imperdível! A Vilã traz cenas de ação vistas de forma única

A presença do filme A Vilã no Festival de Cannes é a prova que não este não é apenas mais um filme de ação. E quem assistir vai entender o motivo. Em tempo de câmeras tremidas e lutas difíceis de compreender, o longa-metragem sul-coreano dá uma aula de coreografias nas artes marciais. Mas vai além disso. Não é apenas um trabalho exemplar de como filmar lutas, mas também de direção, fotografia e montagem. A forma como os golpes e perseguições aparecem é frenética, realista, alucinante. Sem dúvidas, um dos trabalhos mais empolgantes do ano.

O roteiro de A Vilã parece ser uma mistura de Kill Bill com Nikita. Existe a vingança, violenta como em Oldboy e um dramalhão asiático que surge para surpreender os desavisados. Para disfarçar a premissa não tão original, a história é contada por meio de inúmeros flashbacks. As reviravoltas também procuram impressionar e tentar fugir do óbvio. Mas o melhor de A Vilã, com certeza, é a parte técnica nas sequências de ação. Uma qualidade que já pode ser vista na inacreditável e sangrenta cena inicial.

A protagonista de A Vilã é Sook-hee (Ok-bin Kim, de Sede de Sangue), uma jovem que quer vingar a morte do pai. Vingança é o que não falta, pois uma teia de violência é tecida e cada vez mais pessoas entram para a lista de Sook-hee. Depois de ser capturada por uma agência de assassinos, ela se descobre grávida e o instinto materno a faz questionar sobre muitas coisas. A jovem tem a oportunidade de ter uma vida quase normal. O que significa casar e, uma vez ou outra, ter que cometer alguns assassinatos em missões perigosas. O grande problema é quando seu passado volta a assombrá-la.

A forma desconstruída da trama exige atenção, ainda mais porque é um filme onde não se pode confiar em ninguém. Usando e abusando de planos-sequência, A Vilã faz loucuras com a câmera. As imagens aparecem em primeira pessoa (como em Hardcore: Missão Extrema) ou acompanhando, nos ângulos mais inusitados, os golpes e facadas que aparecem. É surreal, por exemplo, a perseguição de motos, quando a câmera gira e vai até perto do pneu, num trabalho de edição que parece não haver cortes. São cenas que fazem o trecho mais famoso de O Segredo dos Seus Olhos parecer algo simples. Uma divertidíssima experiência que merece ser vista na sala do cinema.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme A Vilã:



Ak-Nyeo (Coreia do Sul, 2017) Dirigido por Byung-gil Jung. Com Ok-bin Kim, Ha-kyun Shin, Jun Sung, Seo-hyeong Kim, Eun-ji Jo, Ye-Ji Min, Hae-Kyun Jung, Cheol-min Park…

Claudia Abreu e Du Moscovis estão em Berenice Procura

Suspense baseado no romance homônimo de Luiz Alfredo Garcia-Roza, o longa-metragem Berenice Procura conta a história de Berenice, uma mulher de 35 anos extremamente dedicada ao seu trabalho de taxista no Rio de Janeiro. Totalmente consumida pela profissão, precisa dividir o pouco tempo que lhe resta entre a criação do filho, Thiago – um adolescente descobrindo sua sexualidade – e  sua conturbada relação com o marido Domingos – de 45 anos – que trabalha como repórter policial. 
As marcas do relacionamento desgastado, arruinado pelos rompantes violentos do marido, apagaram sua feminilidade e a levaram a um grande vazio existencial. O assassinato de Isabelle, uma linda transgênero encontrada morta na praia de Copacabana, acende seu lado investigativo e transforma sua vida. Com direção de Allan Fiterman, o filme exibido no Festival do Rio é estrelado por Claudia Abreu, Eduardo Moscovis, Vera Holtz, Emilio Dantas e apresenta o primeiro trabalho de Valentina Sampaio no cinema.

Veja filmes nacionais na plataforma Spcine Play

Os filmes nacionais contam agora com uma nova vitrine. A Spcine Play, plataforma de Video Sob Demanda (VOD), leva até ao público produções brasileiros a preços populares. Inicialmente, contará com dez títulos no catálogo. A chegada do novo serviço ao público marca o pioneirismo do consórcio formado para o desenvolvimento do setor audiovisual entre a Spcine, O2 Play (distribuidora da O2 Filmes) e o laboratório de soluções digitais Hacklab. O conteúdo estará acessível em todo o Brasil no site www.spcineplay.com.br Por R$ 3,90 cada filme, será possível assistir ao título escolhido durante sete dias.
Uma Noite em Sampa está no catálogo
Com diferentes gêneros e formatos, a Spcine Play chega ao mercado para estimular o público cinéfilo a consumir e a conhecer as produções brasileiras, oferecendo acesso a títulos que muitas vezes estão restritos ao circuito de arte ou em festivais de cinema das grandes cidades. “Estamos criando uma rede que une os produtores aos espectadores e mercado. Há um elemento inovador e que pode gerar grandes resultados no médio prazo. O produtor que apostar na plataforma será naturalmente recompensado com o sucesso do projeto. Além disso, não vamos exigir exclusividade pela licença de exibição e haverá compartilhamento das estatísticas de audiência. A plataforma ainda vai valorizar o filme em termos de conteúdo, como a apresentação dos destaques e informações complementares da obra”, defende Igor Kupstas, da O2 Play.

Odilon, Réu de Si Mesmo leva prêmio no DOCSP

A história de Odilon de Oliveira, juiz responsável pelas prisões dos barões do tráfico e que está marcado para morrer, foi um dos destaques do DOCSP, encontro internacional de documentário realizado em São Paulo. O documentário Odilon, Réu De Si Mesmo, dirigido por Leandro Lima e produzido por Mayra Faour Auad, YOURMAMA, conquistou o prêmio Hot Docs Canadian International Documentary Festival. O prêmio, além de ser um reconhecimento do potencial do projeto, possibilitará à produtora brasileira sua participação nas rodadas de negócios no evento que acontece em abril de 2018, em Toronto.
A obra mostra a tensa rotina do magistrado, que há anos leva uma vida enclausurada e anda com escolta da Polícia Federal por conta das ameaças de morte de organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho. Aspirante a cargo político, Odilon, de 68 anos, acaba de anunciar a sua aposentadoria e que vai manter a escolta da PF por prazo indeterminado. Após suas últimas atividades como juiz da 3ª Vara Federal em Campo Grande – MS (a recente prisão preventiva do ativista italiano Cesare Battisti), Odilon está livre para se filiar a qualquer partido. Enquanto isso, o documentário, que é uma produção da YOURMAMA, dos sócios Mayra Faour Auad, Mário Peixoto e Carlos Guedes, está em fase de produção e filmagens.

Nem um milagre de Natal salva Pai em Dose Dupla 2

A comédia Pai em Dose Dupla 2 é um dos lançamentos típicos do fim de ano por ser ambientado exatamente no período natalino. O roteiro fala sobre a importância da família e traz uma mensagem bem positiva e do bem – justamente como a época pede. Continuação do filme lançado em 2015, tem novamente a direção de Sean Anders, cineasta que já conta com uma certa experiência em humor. Em seu currículo constam também Quero Matar Meu Chefe 2, Este é o Meu Garoto e Sex Drive: Rumo ao Sexo. O histórico já adianta o tipo de piada que virá.
A premissa do longa-metragem é a dificuldade que as pessoas têm em aceitar e conviver com as diferenças alheias. Brad (Will Ferrell) e Dusty (Mark Wahlberg) são bem diferentes, mas conseguiram se acertar depois que passaram a ser da mesma família – uma vez que cada um é casado com a ex do outro. Assim, eles são maridos, padrastos e procuram ser pais presentes em ambas as famílias. O filme começa evidenciando esses esforços em manter uma convivência saudável e benéfica para toda a prole. Mas nem tudo são flores.
Para apimentar essa história, entram em cena outros dois personagens, que são os pais dos protagonistas. O bondoso e carinhoso Don (John Lithgow) e o irreverente Kurt (Mel Gibson). Interpretados por dois grandes veteranos dos cinemas, eles viajam para passar o Natal com os filhos e netos. A confusão se forma justamente por eles terem comportamentos opostos. Enquanto Don é todo politicamente correto e representa a típica figura dos avôs que presenteiam os netos com meias, Kurt é um garanhão que só quer ver a discórdia.
Em uma série de ciladas e intrigas, Kurt que provar que o filho Dusty é bem diferente da imagem legal que ele tenta construir em sua formação familiar moderna. O humor é quase todo concentrado no personagem de Will Ferrell, que é muito atrapalhado – assim como o pai. No elenco vale a pena observar a participação da modelo brasileira Alessandra Ambrosio. Ela não possui muitos diálogos, mas entrega uma interpretação melhor que a vista na série global Verdades Secretas. Com inúmeras cenas de besteirol, o lançamento é o tipo de filme que preenche bem a faixa da Sessão da Tarde. Algumas poucas sacadas chamam a atenção, mas não há milagre de Natal que salve Pai em Dose Dupla 2 do esquecimento.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br


Veja aqui o trailer do filme Pai em Dose Dupla 2:

Daddy’s Home 2 (EUA, 2017) Dirigido por Sean Anders. Com Will Ferrell, Mark Wahlberg, Mel Gibson, John Lithgow, Linda Cardellini, Alessandra Ambrosio…