Início Site Página 150

Suíte Francesa, paixão proibida em tempos de guerra

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

O período da Segunda Guerra Mundial rendeu muitos trabalhos no campo artístico e serviu de inspiração para diversos filmes. Suíte Francesa é um deles. Dirigido por Saul Dibb (A Duquesa), o longa-metragem conta uma história de amor proibido durante um período triste e violento. Os horrores da guerra, contudo, não são tão mostrados, sendo o foco os relacionamentos românticos e conflituosos entre os personagens principais.
Michelle Williams interpreta a protagonista Lucile, uma doce jovem que mora com a rígida sogra Madame Angellier (Kristin Scott Thomas, que se sai muito bem como megera). Elas pertencem a uma família rica, dona de muitas propriedades. Enquanto aguarda o marido que foi lutar na guerra, Lucile segue todas as ordens da mãe dele – o que inclui a desagradável tarefa de cobrar aluguéis dos mais pobres e fazer compras.
As coisas mudam quando a França perde para a Alemanha e o exército inimigo passa a ocupar o país. Diversos militares chegam até a cidade e se hospedam em algumas casas, gerando desconforto e desconfiança nos moradores. A casa de Lucile recebe o tenente Bruno von Falk (Matthias Schoenaerts, de Ferrugem e Osso). E o inesperado acontece: uma atração entre os dois. Uma relação quase platônica marcada pela culpa e pelo medo.
O filme tem uma produção caprichada, com uma bonita fotografia e figurinos de época. O romance água com açúcar vira um drama com pitadas de suspense da metade para o final, quando se acentuam a diferenças na realidade da francesa e do alemão. Um importante detalhe chama a atenção: o roteiro foi baseado no bestseller internacional de Irène Némirovsky, autora que viveu no mesmo período da trama. Suíte Francesa é um livro incompleto, que não teve final por causa da morte da escritora. Sua filha, sessenta anos depois, descobriu os manuscritos e conseguiu publicar a história, que depois deu origem ao longa.

Veja aqui o trailer do filme Suíte Francesa:



Suite Française (Reino Unido / França / Canadá / EUA, 2014) Dirigido por Saul Dibb. Com Michelle Williams, Kristin Scott Thomas, Margot Robbie, Eric Godon, Deborah Findlay, Ruth Wilson…

A grande filmografia de Willem Dafoe

Willem Dafoe começou sua carreira com um papel pequeno no faroeste épico de Michael Cimino O Portal do Paraíso (1980), do qual foi demitido! Ele desafiou a adversidade inicial e, desde então, provou ser um ator extremamente competente com uma ampla diversidade de trabalhos no cinema, inclusive papéis em seis filmes que ganharam ou foram indicados para o Oscar® na categoria de Melhor Filme: Platoon e Nascido em 4 de Julho (ambos de Oliver Stone), Mississipi em Chamas (de Alan Parker), O Paciente Inglês (de Anthony Minghella), O Aviador (de Martin Scorsese) e O Grande Hotel Budapeste (de Wes Anderson).
 
Willem Dafoe em Homem-Aranha
 
Seu primeiro papel em longas-metragens veio pouco tempo depois da decepção que teve em O Portal do Paraíso: em The Loveless (de Kathryn Bigelow). Depois disso, atuou em mais de 100 filmes, John Carter: Entre Dois Mundos, Homem-Aranha, Homem-Aranha 2, Homem-Aranha 3, Procurando Nemo, Ruas de Fogo. Entre os filmes independentes de seu currículo estão Refém de Uma Vida e Psicopata Americano. Entre filmes internacionais, estão Poeira do Tempo (de Theo Angelopoulos), Pavilhão de Mulheres (de Yim Ho), Os Anjos da Guerra (de Yurek Bogayevicz), Tão Longe, Tão Perto (de Wim Wenders), O Homem Mais Procurado (de Anton Corbijn), Paris, Te Amo (de Nobuhiro Suwa), Tom & Viv (de Brian Gilbert), Farewell (de Christian Carion), 2019 – O Ano da Extinção (de Michael Spierig e Peter Spierig) e O Caçador (de Daniel Nettheim).
 
 
Willem Dafoe escolhe seus projetos pela diversidade dos papéis e pela oportunidade de trabalhar com diretores fortes. Já trabalhou com cineastas importantes como Wes Anderson (em A Vida Marinha com Steve Zissou e O Fantástico Sr. Raposo), Martin Scorsese (A Última Tentação de Cristo), Spike Lee (O Plano Perfeito), Julian Schnabel (Miral e Basquiat – Traços de Uma Vida), Paul Schrader (Auto Focus, Temporada de Caça, O Dono da Noite, O Acompanhante, Adam – Memórias de Uma Guerra e Cães Selvagens), David Cronenberg (eXistenZ), Abel Ferrara (4:44 – O Fim do Mundo, Go Go Tales, Enigma do Poder e Pasolini), David Lynch (Coração Selvagem), William Friedkin (Viver e Morrer em Los Angeles), Werner Herzog (Meu Filho, Olha o Que Fizeste!), Giada Colagrande (Amor Obsessivo e Viúva Negra), Scott Cooper (Tudo por Justiça), Lars von Trier (Anticristo, Manderlay e Ninfomaníaca: Vol. II) e Hector Babenco (Meu Amigo Hindu).
 
No Portal da Eternidade
 
 
Foi ao Oscar® duas vezes indicado na categoria de Melhor Ator Coadjuvante: por Platoon (1986) e A Sombra do Vampiro (2000). Por A Sombra do Vampiro, ganhou prêmio dos Críticos de Cinema de Los Angeles e o prêmio Independent Spirit, e foi indicado para os prêmios Globo de Ouro® e Screen Actors Guild por sua inesquecível interpretação do ator alemão Max Schreck, da década de 1920. Willem Dafoe é um dos membros fundadores do Grupo Wooster, coletivo de teatro experimental de Nova York. Criou e atuou em todos os trabalhos do grupo de 1977 a 2005, nos Estados Unidos e em outros países. Desde então, trabalhou com Richard Foreman (em Idiot Savant no Public Theater de Nova York) e, mais recentemente, duas montagens internacionais com Robert Wilson (em The Life and Death of Marina Abramović e The Old Woman, com Mikhail Baryshnikov).

Nelson Xavier estrela longa que homenageia o western

O longa Comeback conta a história de Amador, um ex-pistoleiro aposentado e relegado ao ostracismo. Solitário e amargurado, ele coleciona em um álbum os recortes de jornal de seus antigos crimes. Após várias humilhações, Amador vai reagir com violência à hostilidade do mundo que o cerca ao mesmo tempo em que resolve tentar voltar à ativa.

Protagonizado por Nelson Xavier, ganhador de prêmio de melhor ator no Festival do Rio 2016, o longa se utiliza de diálogos irônicos e situações inusitadas para abordar as angústias da solidão, da velhice e das relações de poder que flagelam nosso protagonista. Mesmo em momentos de tensão ou picos dramáticos, o inusitado quebra as expectativas e ajuda a instaurar um sutil tom de farsa na narrativa.

Esse é o primeiro longa de ficção do diretor goiano Erico Rassi. Também roteirista, Rassi escolheu filmar em sua cidade natal, Anápolis (GO), trazendo para o filme um visual singular, com a apresentação de um ambiente urbano periférico, permeado pelo submundo da contravenção, do jogo ilegal e de diversos elementos que fazem homenagem ao gênero western. Comeback recebeu os prêmios de melhor direção e melhor filme pela crítica no FESTin – Festival de Cinema Itinerante de língua Portuguesa que aconteceu em março na cidade de Lisboa. O longa estreia dia 25 de maio em circuito comercial com distribuição O2 Play.

Alien: Covenant tem muito sangue e pouca história

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

O filme Prometheus, de 2012, deu um novo gás para a franquia Alien. A trama mostrou eventos que aconteceram antes de Alien – O Oitavo Passageiro, primeiro título da saga. Além de trazer de volta o suspense e o terror, o longa respondeu várias perguntas sobre o misterioso universo da saga. E foi além – falava sobre a origem da vida humana na Terra. A continuação, Alien: Covenant, é a sequência de Prometheus e traz novamente a direção de Ridley Scott. Desta vez, o público vai acompanhar uma nave que viaja numa missão colonizadora.

Como sempre acontece em filmes de ficção científica, nem tudo sai como o planejado. É quando os tripulantes recebem um sinal no espaço emitido de um planeta que até então eles nem sabiam a existência. Lá, os astronautas entram em contato com partículas perigosas que dão origem aos alienígenas, garantindo momentos de horror. Diferentemente de todos os outros filmes do universo Alien, boa parte da ação se passa na área externa de um planeta e não no espaço. Então pode esquecer a claustrofobia e o perigo de ter uma criatura dentro de um local fechado.

Com um ritmo lento e muitos personagens, Covenant é um atraso na franquia Alien. A monotonia é quebrada pelos ataques ferozes dos aliens, que aparecem mais sangrentos do que nunca. É um ponto positivo para quem gosta da violência, mas isso não faz com que o resultado seja bom. Astronautas completamente despreparados que tomam decisões erradas a todo momento morrem sem que exista uma identificação com o público, uma vez que ninguém ali tem uma simpatia grande o bastante para merecer uma torcida. Além disso, um dos maiores problemas do roteiro é não avançar em relação à provocadora temática dos criação dos seres humanos.

O roteiro se encontra com a história de Prometheus quase na metade do filme. Os questionamentos em relação aos arquitetos (como são chamados os ETs gigantes) são deixados de lado. A missão da brava Elizabeth Shaw em encontrar as respostas sobre as origens de quem nos criou perde toda a força e passa a ser apenas um detalhe. Apesar de existir uma reviravolta na história e um interessante questionamento sobre a inteligência artificial e a capacidade de se tornar um “deus” em relação ao que se cria, o filme certamente é o mais fracos de todos da série.

Cotação do Cine61: DaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Alien: Covenant:

 


 

Alien: Covenant (EUA / Austrália / Nova Zelândia / Reino Unido, 2017) Dirigido por Ridley Scott. Com Michael Fassbender, Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride, Demián Bichir, Carmen Ejogo…

A semana (11/5 a 17/5) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.

Guardiões da Galáxia Vol. 2 – Agora já conhecidos como os Guardiões da Galáxia, os guerreiros viajam ao longo do cosmos e lutam para manter sua nova família unida. Enquanto isso tentam desvendar os mistérios da verdadeira paternidade de Peter Quill (Chris Pratt).


A Autópsia – Tommy Tilden (Brian Cox) e Austin Tilden (Emile Hirsch), seu filho, são os responsáveis por comandar o necrotério de uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. Os trabalhos que recebem costumam ser muito tranquilos por causa da natureza pacata da cidade, mas, certo dia, o xerife local (Michael McElhatton) traz um caso complicado: uma mulher desconhecida foi encontrada morta nos arredores da cidade ­ “Jane Doe”, no jargão americano. Conforme pai e filho tentam descobrir a identidade da mulher morta, coisas estranhas e perigosas começam a ocorrer, colocando a vida dos dois em perigo.


Vermelho Russo – Marta (Martha Nowill) e Manu (Maria Manoella) são duas atrizes brasileiras que decidem se mudar para Moscou para estudar o célebre método de atuação do russo Constantin Stanislavski. Lá, envolvidas com um diretor de teatro e em um complexo triângulo amoroso, as duas amigas precisarão descobrir como ultrapassar suas diferenças fora e nos palcos, para que elas possam sobreviver em um país diferente.

Alien: Covenant

Alien: Covenant – 2104. Viajando pela galáxia, os tripulantes da nave colonizadora Covenant encontram um planeta remoto com ares de paraíso inexplorado. Encantados, eles acreditam na sorte e ignoram a realidade do local: uma terra sombria que guarda terríveis segredos e tem o sobrevivente David (Michael Fassbender) como habitante solitário.


O Novato – Benoit (Réphaël Ghrenassia) tem 14 anos que acabou de se mudar para a cidade de Paris. No novo colégio, as coisas começam mal quando ele passa a sofrer bullying por um grupo de populares arrogantes. Determinado ele decide organizar uma festa, mas apenas três estudantes nerds do colégio aparecem. E se eles formassem a melhor gangue de todas?


Ninguém Entra, Ninguém Sai – Após fazer uma vaquinha entre amigos, Edu (Emiliano D‘Ávila) consegue dinheiro suficiente para levar Suellen (Letícia Lima) ao Zeffiro‘s, um motel bastante conceituado e caro. Lá também estão a juíza Letícia (Danielle Winits) e seu assessor Acauã (Tatsu Carvalho), os adolescentes Caju (João Côrtes) e Bebel (Bella Piero), a virgem Margot (Mariana dos Santos) e o assaltante Alexandre (Rafael Infante), além de vários outros casais. Paralelamente, o funcionário do motel Donizete (Paulinho Serra) vai até um hospital e lá é diagnosticado com um vírus raro, que até então não existia no Brasil. Por causa disto, o motel é imediatamente colocado em quarentena, com seus funcionários e hóspedes sendo impedidos de deixar o local. Ao mesmo tempo em que temem que suas identidades sejam reveladas, eles precisam encontrar um meio de conviver em harmonia enquanto desfrutam dos prazeres do estabelecimento.

Clash – Quando o governo do presidente Mohamed Morsi, eleito através da primeira eleição geral do Egito após a deposição do ditador Hosni Mubarak, tudo muda para os egípcios.

Taego Ãwa

Taego Ãwa – Na faculdade, uma dupla de cineasta encontrou cinco fitas VHS contendo registros culturais da tribo Ãwa. Reunindo outros materiais, eles partem em busca do grupo, apresentando as imagens pela primeira vez e descobrindo a trajetória de enfrentamento com o povo branco desde 1973. Hoje, os Ãwa lutam pela demarcação e restituição de suas terras.

A Promessa – Michael (Oscar Isaac) é um jovem armênio que sonha em estudar medicina, mas não tem dinheiro para arcar com os estudos. Por isso, ele promete se casar com uma garota de seu vilarejo, na intenção de receber o dote. Com o dinheiro em mãos, Michael viaja à Turquia e faz seus estudos durante os meses finais do Império Otomano. Neste contexto, conhece a armênia Ana (Charlotte Le Bon) e se apaixona, embora a professora namore o fotógrafo americano Chris (Christian Bale), enviado à Turquia para registrar o genocídio dos turcos contra a minoria armênia. Um triângulo amoroso se instaura em meio à guerra.


O Dia do Atentado – Após os atentados terroristas à Maratona de Boston em 2013, um grupo formado pelo Sargento da Polícia Tommy Saunders (Mark Wahlberg), o Agente Especial Richard Deslauries (Kevin Bacon), o Comissário da Polícia Ed Davis (John Goodman), o Sargento Jeffrey Pugliese (J.K. Simmons) e a enfermeira Carol Saunders (Michelle Monaghan) se une aos bravos sobreviventes para identificar e capturar os responsáveis pelo ataque terrorista antes que eles possam fazer novas vítimas.


O Cidadão Ilustre – Daniel Mantovani (Oscar Martínez), um escritor argentino e vencedor do Prêmio Nobel, radicado há 40 anos na Europa, volta à sua terra natal, ao povoado onde nasceu e que inspirou a maioria de seus livros, para receber o título de Cidadão Ilustre da cidade ­ um dos únicos prêmios que aceitou receber. No entanto, sua ilustre visita desencadeará uma série de situações complicadas entre ele e o povo local.

Sobre Viagens e Amores

Sobre Viagens e Amores – Moradores de São Francico, nos Estados Unidos, um casal gay decide acolher um casal de viajantes desconhecidos da Itália, Maria (Matilda Anna Ingrid Lutz) e Marco (Brando Pacitto). Ao longo dos dias, os quatro vão se conhecendo e se envolvendo em uma relação improvável.

Antes que eu Vá – Samantha Kingston (Zoey Deutch) é uma jovem que tem tudo o que uma jovem pode desejar da vida.. No entanto, essa vida perfeita chega a um final abrupto e repentino no dia 12 de fevereiro, um dia que seria um dia como outro qualquer se não fosse o dia de sua morte. Porém, segundos antes de realmente morrer, ela terá a oportunidade de mudar a sua última semana e, talvez, o seu destino.

O Poderoso Chefinho – Um bebê falante que usa terno e carrega uma maleta misteriosa une forças com seu irmão mais velho invejoso para impedir que um inescrupuloso CEO acabe com o amor no mundo. A missão é salvar os pais, impedir a catástrofe e provar que o mais intenso dos sentimentos é uma poderosa força.

A Cabana
A Cabana – Um homem vive atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana nas montanhas. Anos depois da tragédia, ele recebe um chamado misterioso para retornar a esse local, onde ele vai receber uma lição de vida.

Norman: Confie em Mim – Norman Oppenheimer (Richard Gere) é o dono de um pequeno negócio. Ele faz amizade com um jovem político em um período complicado da vida. Porém, três anos depois, o político torna­-se um influente líder mundial, transformando drasticamente a vida de Norman tanto positivamente quanto negativamente.


A Filha – Longe de casa há anos, Christian volta para a cidade de sua família, a fim de comparecer ao casamento do seu pai. Relembrando o passado, ele se reconecta com o seu amigo de infância, Oliver, e a sua família, que o levará a descobrir um segredo há muito tempo enterrado. Enquanto ele tenta corrigir os erros do passado, sua ações ameaçam destruir as vidas daqueles que ele deixou para trás anos antes.

Marina Ruy Barbosa é sequestrada em novo filme de Tata Amaral

Está sendo rodado nas ruas de São Paulo Sequestro Relâmpago, novo longa-metragem da premiada cineasta Tata Amaral. Inspirado em fatos reais, o filme conta a história de uma jovem sequestrada numa noite em São Paulo. Seus sequestradores, também jovens, poderiam ser seus colegas de escola. Mas vivem em lugares distintos, separados pelo rio Pinheiros e pelas diferenças sociais, econômicas e culturais. O longa é a estreia de Marina Ruy Barbosa e Daniel Rocha no cinema ao lado de Sidney Santiago, que atuou em Os 12 Trabalhos, pelo qual recebeu o troféu Redentor de melhor ator no Festival Internacional do Rio 2006. 
Na trama, Isabel (Marina Ruy Barbosa), ao sair de um bar em um bairro boêmio de São Paulo, é surpreendida por dois jovens, Matheus (Sidney Santiago) e Japonês (Daniel Rocha), que a forçam a entrar em seu carro. Matheus e Japonês não são amigos, estão juntos apenas para fazer uma série de sequestros naquela noite e Isabel é a primeira vítima. Só que o plano sai errado ao se depararem com dificuldades no caixa eletrônico e decidem manter Isabel como refém até a manhã seguinte. 
Os três passam a noite dirigindo de um lado para o outro, a maior parte do tempo em avenidas e bairros às margens da cidade. Matheus e Japonês não sabem o que fazer com Isabel. Refém em seu próprio carro ela precisa negociar a sua vida. O filme temroteiro de Marton Olympio, Henrique Figueiredo e Tata Amaral.

Crítica: Uma Dama de Óculos Escuros com uma Arma no Carro

*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

A doçura, a ingenuidade e a busca pela realização dos seus sonhos e desejos impulsionam a vida de uma bela moça que, aos seus 20 e poucos anos, deseja conhecer o mar, se dar bem no amor e ser reconhecida profissionalmente. O roteiro aparentemente simples transforma-se em um quebra-cabeças quando esta mulher, a jovem Dany (Freya Mavor), se envolve em emboscadas após sair às escondidas com o carro de luxo do seu poderoso chefe, o empresário Michel (Benjamin Biolay).

O suspense investigativo inspirado na obra do romancista Sébastien Japrisot dá vida ao novo longa-metragem do francês Joann Sfar, conhecido pelo premiado Gainsbourg – O Homem que Amava as Mulheres (Prêmio César – 2010). Após uma pausa devido ao envolvimento com animações, o diretor retorna à ficção com a produção Uma Dama de Óculos Escuros com uma Arma no Carro. O filme estreia com trejeitos típicos das obras cults francesas. Enigmas, elipses que ressaltam uma volta ao tempo e diálogos secos rodeiam a produção.

Nada é muito óbvio no filme. Desde o começo da trama, a secretária Dany é envolvida por um estranho convite feito pelo seu chefe. Trabalhar em sua casa durante a madrugada enquanto ele e sua esposa Anita (Stacy Martin) saem para jantar. Anita é ainda ex-colega de Dany e a recebe friamente em um quarto de hóspedes. O casal sai para viajar no dia seguinte e pede à jovem para que cuide do luxuoso carro após largá-los no aeroporto. É a partir deste momento que Dany vê a oportunidade de viajar para a costa para conhecer o mar às escondidas dos patrões.

Nesta viagem começam a se traçar os enigmas. Uma parada em um posto, em um hotel, um assassinato e um envolvimento com um estranho confundem a moça e o espectador. Afinal, por todos lugares que Dany passa as pessoas dizem conhecê-la e estado com ela na noite anterior. Há de ser pensar em uma suposta esquizofrenia da protagonista. Mas são estes tons que deixam o roteiro picante, envolvente e nebuloso. A falha, no entanto, se dá no final. O quebra-cabeça criativo acaba se resolvendo de uma maneira fraca, com soluções desconexas e descritivas que frustram as expectativas. Mas ainda assim vale a pena assistir.

Veja aqui o trailer do filme Uma Dama de Óculos Escuros com uma Arma no Carro:

La Dame Dans L’auto Avec Des Lunettes et un Fusil (França / Bélgica, 2015) Dirigido por Joann Sfar. Com Freya Mavor, Benjamin Biolay, Elio Germano, Stacy Martin, Thierry Hancisse, Sandrine Laroche…

Trabalhos do fotógrafo e cineasta Celso Brandão na Caixa Cultural

Nascido em 1951, na cidade de Maceió, Celso Brandão é fotógrafo e cineasta. Alguns dos seus trabalhos pertencem hoje à Coleção Pirelli, de 1996. Desde pequeno Celso se interessou pela arte, pela pintura e chegava a passar o dia inteiro brincando com barro. Vendo sua vocação, seu pai lhe deu uma câmera fotográfica aos 13 anos de idade. E Celso nunca mais parou de registrar a essência da cultura popular tupiniquim.

Além de fotógrafo, Brandão também se aprumou nas lentes das câmeras do cinema. Cineasta e documentarista, fez filmes como o seu primeiro e premiado documentário Reflexos, sobre a Lagoa Manguaba, em Alagoas. A produção ganhou primeiro lugar no Festival de Cinema de Penedo. O filme foi rodado com uma câmera Super 8 emprestada por uma amiga. Assina ainda como diretor Filé de Pombal da Barra, Mandioca da Terra à Mesa, Benedito: O Santeiro, Dede Mamata, Ponto das Ervas, A Singeleza da Singeleza, A Casa de Santo, Memória da Vida e do Trabalho (1ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico) Chão de Casa, Mestra Hilda, Mestre Benon, o Treme Terra, este dele e de Nicolle Freire, O Lambe-Sola, as opiniões de Celso Brandão sobre o popular poeta Antonio Aurélio de Morais.


O lado fotógrafo de Celso pode ser visto na mostra Caixa-Preta, em cartaz na Caixa Cultural Brasília  (Setor Bancário Sul Quadra 4 Lotes 3 / 4). São 56 retratos que revelam a essência do povo que caminha por
nossos sertões afora. A mostra, que contém 17 obras inéditas que não foram
expostas na França, tem visitação sempre de terça-feira a domingo, das 9h às
21h
.
A entrada é franca.

Serviço: 
Exposição: Caixa-Preta – Celso Brandão
Visitação: Até 14 de maio de 2017. Terça-feira a domingo, das 9h às 21h, na Caixa Cultural Brasília (Setor Bancário Sul Quadra 4 Lotes 3 /4).
Informações: 3206-9448.
Entrada franca.
Classificação livre.

Crítica: Mayoiga é como Lost versão anime

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

A animação Mayoiga, conhecida também como Vilarejo Perdido, tem como mérito conseguir prender a atenção do público logo no primeiro capítulo. Os episódios passam voando e é muito fácil se viciar porque o roteiro joga sujo ao atiçar a curiosidade de quem vê. Com milhares de mistérios, a história é surpreendente e faz com que todo mundo queira assistir mais e mais para tentar entender o que diabos está acontecendo.
Tudo começa com uma viagem de ônibus diferente. No veículo estão jovens e adultos que estão com um mesmo objetivo: fugir da realidade. Todos eles conheceram, pela internet, uma excursão que prometia levar um seleto grupo de passageiros para Nanaki – uma utópica cidade onde todos são felizes. Um lugar escondido, onde não é preciso dinheiro e todos podem recomeçar a vida do zero. E isso representa uma segunda chance para muitos.
A tal lenda urbana faz com que vários personagens – cada um com seu respectivo passado problemático – decidam fazer esse suicídio coletivo para embarcar em uma nova vida. São muitas pessoas na história e algumas não são aprofundadas, o que gera um certo desconforto. Mas afinal, essa cidade existe? E o que tem lá? Essas são algumas das dúvidas que são respondidas. Felizmente o ritmo é ágil. São 11 capítulos que trazem reviravoltas e muitas surpresas. Nada é o que parece, e o mesmo vale para as pessoas. Tudo muito imprevisível e inconstante até o final.
Com um clima de suspense que beira o terror, a trama dá algumas respostas e cria novas questões. A condição humana em situações de isolamento é bem trabalhada, com momentos que remetem ao clássico O Senhor das Moscas. Mayoiga lembra também Lost porque as coisas vão ficando complicadas e aparentemente sobrenaturais. O problema é que, assim como a série norte-americana, o roteiro não dá conta de criar uma solução satisfatória para tanto mistério. Aí fica aquele sensação de que havia muito material bom que poderia ser melhor trabalhado. Mas algo se perdeu no caminho.

Veja aqui o trailer de  Mayoiga:

Premiado em festivais, A Garota Húngara chega ao Looke

Baseado em uma história real sobre amor, paixão, sexo, poder e assassinato, A Garota Húngara já está disponível na plataforma Looke, em VOD (locação) e EST (compra). Dirigido pelo húngaro Attila Szász (ex-crítico de cinema), o longa-metragem se destaca pela trama bem amarrada e envolvente , que rendeu ao filme ótimas críticas e várias indicações e prêmios internacionais em festivais da Hungria, Espanha, Estados Unidos e Canadá, com destaque para O Hollywood Film Festival. O filme ainda conta com uma bela fotografia, que recria Budapeste do ano de 1914.

Na trama, a complicada relação entre três mulheres só pode levar a uma coisa: assassinato. Cheio de sexo, violência e intriga, A Garota Húngara revela o Velho Mundo antes da agitação da Primeira Guerra Mundial. Uma desconhecida mulher chega para trabalhar como empregada doméstica em uma casa que entretém os mais ricos da classe alta da Hungria. Lá ela conhece uma famosa prostituta e sua rígida governanta. O relacionamento bizarro e apaixonado entre elas se torna cada vez mais complicado. E também perigoso, sobretudo para os homens que rodeiam.