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Megapix apresenta o Especial Dia da Mentira

Dia 1º de Abril, em vários países do mundo, é considerado o Dia da Mentira. É, portanto, época de pregar peças, contar histórias inventadas e se disfarçar. Para entrar nesse clima, a partir das 13h45, o Megapix leva ao ar três filmes em que os protagonistas se passam por outros: Eu Queria Ter a sua Vida, Sexta-Feira Muito Louca e As Branquelas.

O filme que abre o especial é a comédia Eu Queria Ter a sua Vida. O advogado Dave (Jason Bateman) e o ator Mitch (Ryan Reynolds) são amigos. Dave é casado com Jamie (Leslie Mann), com quem tem três filhos. Seu tempo é dividido entre cuidar das crianças e dedicar-se intensamente à conclusão de uma fusão no escritório onde trabalha, o que pode levá-lo a ser um dos sócios. Mitch é solteiro e sem rotina, que aproveita as muitas horas livres que tem para farrear. Depois de uma noite de bebedeira, uma reviravolta acontece: eles acordam um no corpo do outro.

Queria Ter a Sua Vida

A diversão continua, às 15h55, com Sexta-Feira Muito Louca. Tess (Jamie Lee Curtis) e Anna (Lindsay Lohan) são mãe e filha e vivem em pé de guerra. Misteriosamente, um evento mágico faz com que elas troquem de corpos. Agora, elas terão que aprender a ter outra visão e uma compreender a forma de viver da outra. Para fechar, às 17h50, tem As Branquelas. Os irmãos Marcus (Marlon Wayans) e Kevin Copeland (Shawn Wayans) são detetives do FBI que, depois do grande fracasso da última investigação, estão sob a ameaça de serem demitidos. Na tentativa de salvar seus empregos, a dupla deve escoltar duas jovens mimadas até um evento da alta sociedade. Mas um acidente de percurso as impede de comparecer. Os dois, então, decidem assumir a identidade das jovens.

Dreamworks surpreende com O Poderoso Chefinho

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Parece existir uma fórmula certa para se fazer a animação perfeita. Além de uma qualidade técnica que hoje é exigida em todas as produções, é preciso ainda de uma história que agrade crianças e adultos, sem necessariamente ser infantil ou complexa demais. Esse equilíbrio é a especialidade da Pixar, que consegue criar incríveis filmes, longas-metragens que logo se tornam clássicos queridos por gerações. Eis que a Dreamworks parece estar bem próxima de encontrar a tal fórmula infalível com O Poderoso Chefinho, que estreia nos cinemas esta semana.

Unindo comédia, aventura e drama, o filme conta a história de Tim, um garoto de sete anos de idade. Dono de uma fértil imaginação, ele sente que deixa de ser o centro das atenções da família após a chegada de um novo integrante: um bebê. Mas esta não é necessariamente uma história sobre uma nova configuração familiar. A questão é que seu irmãozinho não é necessariamente um neném comum. É um bebê que usa terno, tem uma maleta e um incrível poder de manipulação.
Desesperado em recuperar o espaço em sua própria casa, o menino acaba por descobrir o que ele já desconfiava: aquele não é um bebê normal. Além de falar como um adulto, o tal chefinho lidera um complexo plano relacionado diretamente com a profissão dos pais de Tim, que trabalham numa grande empresa que vende animais de estimação. O resultado é um roteiro que chama a atenção pela originalidade e bom humor.
O Poderoso Chefinho tem como diretor Tom McGrath, que já trabalhou com a Dreamworks antes em Madagascar. A comparação com os títulos Pixar não é a toa. Existem momentos sentimentais que podem até arrancar lágrimas dos mais emotivos, em algumas cenas memoráveis. As sequências de humor funcionam bem pelo conteúdo que vai do sarcástico ao non-sense. Isso garante um entretenimento para todas as idades. Apesar de mostrar a origem dos bebês, como Cegonhas – A História Que Não Te Contaram, o resultado é ainda melhor.

Veja aqui o trailer do filme O Poderoso Chefinho:

The Boss Baby (2017, EUA) Dirigido por Tom McGrath. Com Miles Cristopher Bakshi, Alec Baldwin, Eric Bell Jr., Steve Buscemi, Jimmy Kimmel, Lisa Kudrow, Tobey Maguire, ViviAnn Yee…

Seminário sobre a representatividade da mulher no audiovisual

A Agência Nacional do Cinema – Ancine realiza nesta quinta-feira, 30 de março, o Seminário Internacional Mulheres no Audiovisual, no Rio de Janeiro, que discutirá a participação da mulher nas telas e atrás das câmeras. Apenas 20,3% dos filmes brasileiros lançados nos cinemas em 2016 foram dirigidos por mulheres. Para abordar as políticas públicas e as ações da sociedade civil que propõem a redução da desigualdade de gênero, a ANCINE reunirá agentes públicos e representantes de entidades do setor audiovisual do Brasil, Canadá e Suécia. 
Cineasta Lais Bodanzky
Entre as palestrantes estão: Carolle Brabant, CEO do Telefilm Canada, que anunciou em 2016 um plano para a paridade de gênero no financiamento público de obras audiovisuais; Heather Webb, diretora executiva da WIFT-Toronto, que atua na capacitação de mulheres no setor, e a sueca Ellen Tejle, promotora do selo Bechdel (WIFT-Suécia), que mede a presença feminina nos filmes. No painel sobre a presença da mulher brasileira nas telas, participam as pesquisadoras Marcia Rangel (UERJ), que vai apresentar um panorama das representações de raça e gênero nos filmes nacionais; e Janaína Oliveira (Fórum Itinerante do Cinema Negro – FICINE), que abordará a questão da mulher negra no audiovisual brasileiro.
Foto: Junior Aragão
O Seminário conta ainda com as presenças das cineastas Renata Martins e Lais Bodanzky e a participação da ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres. Uma realização da ANCINE, com os apoios da Embaixada do Canadá, Embaixada da Suécia, BRAVI, SICAV e Fundação Casa de Rui Barbosa. O evento terá transmissão ao vivo pelo site da Fundação Casa de Rui Barbosa: http://www.casaruibarbosa.gov.br/interna.php?ID_S=420

A semana (30/3 a 5/4) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.

A Bela e a Fera – Versão da animação A Bela e a Fera em live action. Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. No castelo ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é na verdade um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

Era o Hotel Cambridge – Refugiados recém-chegados ao Brasil dividem com um grupo de sem-tetos um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Além da tensão diária que a ameaça de despejo causa, os novos moradores do prédio terão que lidar com seus dramas pessoais e aprender a conviver com pessoas que, apesar de diferentes, enfrentam juntos a vida nas ruas.

O Ornitólogo
O Ornitólogo – Fernando (Paul Hamy) é um solitário homem de 40 anos que trabalha como um ornitólogo. Ele decide viajar pelo curso de um rio a bordo de um caiaque, mas quando uma correnteza forte derruba sua pequena embarcação, ele inicia uma jornada sem volta e repleta de perigos

Os Belos Dias de Aranjuez – No norte da França, um escritor alemão (Jens Harzer) começa a escrever os esboços para o seu próximo livro e desenvolve, como ponto de partida, um diálogo entre um homem (Reda Kateb) e uma mulher (Sophie Semin), que se encontram em um jardim suspenso para discutir, entre outras coisas, questões como sexualidade, amor, infância e também suas memórias e a vida em si.

Power Rangers – A jornada de cinco adolescentes que devem buscar algo extraordinário quando eles tomam consciência que a sua pequena cidade Angel Grove – e o mundo – estão à beira de sofrer um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, eles irão descobrir que são os únicos que poderão salvar o planeta. Mas para isso, eles devem superar seus problemas pessoais e juntarem sua forças como os Power Rangers, antes que seja tarde demais.

O Mundo Fora do Lugar
O Mundo Fora do Lugar – Quando Paul Kromberger (Matthias Habich) e sua filha Sophie (Katja Riemann) encontram, por um acaso, uma foto da cantora de ópera americana Caterina Fabiani (Barbara Sukowa), o homem reconhece nela sua falecida esposa Evelyn. Incapaz de convencer seu teimoso pai, Sophie viaja ara Nova York para encontrar Caterina e inestigar essa estranha semelhança.

Eu te Levo – Rogério é um cara caladão, que gosta de rock e mora com a mãe no interior de São Paulo. Seu pai morreu há poucos dias, deixando um negócio para administrar e gerando no filho uma necessidade, adiada há anos, de resolver o que fazer de sua vida. Rogério precisa declarar uma tardia independência, e, paralisado pela ideia de assumir responsabilidades, resgata um sonho de infância: entrar no Corpo de Bombeiros.

Paro Quando Quero – Pesquisador universitário, um químico é demitido para cortar gastos acadêmicos. Desempregado e sem ter como se sustentar, ele descobre sobre o valor das drogas e cria uma para comercializar. Ele decide reunir um grupo de ex-amigos acadêmicos e usar a habilidade de todos no negócio. As coisas ficam complicadas quando eles pssam a ser conhecidos e precisam lidar com um grande traficante.

O Poderoso Chefinho
O Poderoso Chefinho – Um bebê falante que usa terno e carrega uma maleta misteriosa une forças com seu irmão mais velho invejoso para impedir que um inescrupuloso CEO acabe com o amor no mundo. A missão é salvar os pais, impedir a catástrofe e provar que o mais intenso dos sentimentos é uma poderosa força.

Fragmentado – Kevin possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar.

Logan – Logan nunca imaginou que sua última missão seria a mais difícil de todas. Mesmo tendo suas habilidades de cura diminuídas pouco a pouco, ele aceita o pedido do Professor Xavier, para que proteja a jovem e poderosa Laura Kinney, a famosa X-23. Enquanto isso, o vilão Nathaniel Essex amplia seu projeto de destruição.

A Glória e a Graça
A Glória e a Graça – O filme conta a história de Glória (Carolina Ferraz), travesti bem sucedida e feliz com suas conquistas mas que vive distante de Graça (Sandra Corveloni), sua irmã. Quando Graça descobre uma doença terminal, as duas vão tentar aproximar as famílias para reestabelecer as relações entre os primos.

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell – Num mundo pós 2029, cérebros se fundem facilmente a computadores e a tecnologia está em todos os lugares. Motoko Kusanagi, conhecida como Major, é uma ciborgue com experiência militar que comanda um esquadrão de elite especializado em combater crimes cibernéticos.

O Mundo Fora do Lugar expõe feridas e traumas do passado

*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

O ato de conviver não é fácil. Tudo pode ser um mar de rosas no início, mas em qualquer relacionamento a dois, seja ele entre pai, mãe e filhos, ou entre parceiros, as complexidades da intimidade sempre vêm à tona e é preciso saber lidar (ou não). A mais nova produção da diretora alemã Margarethe von Trotta chega nas salas dos cinemas brasileiros. É um drama investigativo e cheio de elementos da psicanálise para tratar deste conviver e dos traumas do passado que influenciam no presente e, consequentemente, tornam o futuro nebuloso. Em 101 minutos, O Mundo Fora do Lugar vai entrelaçar a vida de duas mulheres e suas buscas, expondo as feridas de ambas e dos que estão ao seu redor.
Com uma pegada crua e pesada, a cineasta von Trotta tem sua identidade marcada em premiados filmes como Hannah Arendt e Os Anos de Chumbo. Neste novo trabalho, ela mostra novamente uma crítica ácida na história que, de cara, já começa com a personagem Sophie (Katja Riemann) conversando com dois jovens que pretendem se casar. Com a função de ministrar casamentos para enamorados que não querem celebrar a união nos termos religiosos, Sophie embaralha o(s) casal(is) ao tecer uma série de questionamentos que escancaram a fragilidade do relacionamento a dois.
Não à toa, esta mulher tem uma frágil relação com seu pai, Paul Kromberger (Matthias Habich). Aliás, Paul expõe seus traumas de ter perdido a esposa quando  reconhece a falecida em uma cantora americana de ópera, Caterina Fabiani (Barbara Sukowa). Nesta hora a trama dá uma reviravolta. Também órfã da mãe, Sophie parte para Nova York para pesquisar Caterina e a estranha semelhança.
O encontro destas duas mulheres interpretadas por duas atrizes de peso dão um tom mais forte ao longa. A trama ironiza ao mostrar belas tomadas das ruas de Nova York. De tão perfeitas, elas parecem plastificadas. Assim como os personagens deste filme. Destaque ainda para os flashbacks da mãe falecida, que transformam este roteiro em recortes de psicanálises muito bem tecidos.

Veja aqui o trailer do filme O Mundo Fora do Lugar:

Die abhandene welt (2015, Alemanha) Dirigido por Margarethe Von Trotta. Com Katja Riemann, Barbara Sukowa, Matthias Habich, Robert Seeliger, Karin Dor, Tom Beck…

Trailer de Tempestade – Planeta em Fúria é pura destruição

Depois de uma série de desastres naturais sem precedentes ameaçar o planeta, os líderes mundiais se unem para criar uma rede complexa de satélites para controlar o clima mundial e manter todos em segurança. Porém, agora, algo deu errado – o sistema criado para proteger a Terra passou a atacá-la, dando início a uma corrida contra o tempo para descobrir a verdadeira ameaça, antes que uma tempestade de proporções globais devaste tudo… e todos em seu caminho.
Dean Devlin (roteirista/produtor, Independence Day: O Ressurgimento) faz sua estreia como diretor de longas-metragens com o suspense Tempestade – Planeta Em Fúria, estrelado por Gerard Butler (Invasão a Londres), Jim Sturgess (Um Dia), Abbie Cornish (Candy),  Daniel Wu (Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos) e com os indicados ao Oscar Ed Harris (À Beira do Abismo) e Andy Garcia (Passageiros).
Butler estrela como Jake, um cientista que, junto com seu irmão, Max, interpretado por Sturgess, é incumbido de solucionar o defeito no programa de satélites. Cornish estrela como a agente do Serviço Secreto Sarah Wilson; Lara é Ute Fassbinder, a astronauta que comanda a Estação Espacial Internacional; Wu é Cheng, o supervisor do Programa Dutch Boy, baseado em Hong Kong; com Garcia no papel do Presidente dos Estados Unidos, Andrew Palma; e Harris como o Secretário de Estado Leonard Dekkom. 

 

Crítica: Pesadelo Vivo é formado por coletânea dos anos 80

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Dois amigos entram discretamente em uma videolocadora e roubam três fitas. VHS mesmo, já que estamos na década de 1980. Chegando em casa, eles assistem aos filmes. É assim que começa Pesadelo Vivo, longa-metragem britânico formado por três histórias de terror. É como uma versão do norte-americano Creepshow: Show de Horrores, só que com um orçamento menor.
A direção ficou a cargo da dupla Michael Armstrong e Stanley A. Long. O primeiro conto – e mais fraco – fala de um idoso que faz teatro com bonecos na rua. A profissão, que tanto lhe agrada e anima crianças, é vista com raiva pela própria família. Sua esposa e o filho de criação odeiam os bonecos. Até que algumas mortes começam a acontecer.
O segundo segmento, chamado Casa dos Sonhos, mostra recém-casados que sofrem com uma casa cheia de problemas estruturais. Para piorar, a esposa começa a ter visões de vultos e assassinatos. Apesar de soar bem previsível, o roteiro tem um desfecho surpreendente e alguns bons momentos. Esse curta foi adaptado e virou um longa em 2010, chamado Psychosis.
Por fim, o último trecho do filme é sobre um jovem que decide trabalhar como jardineiro em uma casa onde moram duas velhinhas simpáticas. Ele precisa de dinheiro para consertar sua moto, então aceita o bico. As senhoras acreditam muito em fadas e duendes, embora sempre alertem sobre os perigos dessas criaturas mágicas. É muito difícil filmes como Pesadelo Vivo serem ruins, mas o resultado não é dos melhores por questões técnicas. A edição mal-feita e a iluminação ruim estragam muito clima que o terror pede. Mas vale uma conferida, principalmente se você for fã dos filmes do gênero do anos 80.

Veja aqui o trailer do filme Pesadelo Vivo:

Screamtime (Reino Unido, 1983) Dirigido por Michael Armstrong e Stanley A. Long. Com Vicent Russo, Marie Scinto, Kevin Smith, Michael Gordon, Robin Bailey, Ann Lynn…

Tudo sobre o diretor sul-coreano Chan-wook Park

Chan-wook Park nasceu em Seul, Coreia do Sul, em 23 de agosto de 1963. Vencedor do Grand Prix em Cannes por Oldboy e do Prêmio do Júri por Sede de Sangue, Park Chan-wook está à frente do renascimento do cinema coreano moderno. Reconhecido por suas imagens explosivas e narrativa dinâmica, ele é um diretor que desafia continuamente as expectativas.
 
 
Ardente cinéfilo, Park intercalou a direção com a crítica de filmes durante os anos 1990 antes do sucesso comercial de Zona de Risco em 2000, que quebrou os recordes de bilheteria locais e participou da competição no Festival de Berlim. No entanto, foi com seu filme seguinte, o sucesso de crítica Mr. Vingança, de 2002, que ele estabeleceu o estilo cinematográfico intenso e inquieto pelo qual é reconhecido hoje. Depois do sucesso mundial de Oldboy (2003), seus filmes seguintes Lady Vingança (2005, competição em Veneza), I’m a Cyborg But That’s Ok (2006, competição em Berlim) e Sede de Sangue (2009, competição em Cannes), demonstraram o alcance temático e cinematográfico de Park.
 

Depois disso, ele filmou seu primeiro longa em língua inglesa, Segredos de Sangue (2013), um lançamento da Fox Searchlight estrelado por Nicole Kidman, Mia Wasikowska e Matthew Goode, cimentando seu status como um importante autor mundial. Seu mais recente trabalho é A Criada, inspirado no romance policial histórico de Sarah Waters Fingersmith (2002), Park retorna à Coreia para uma de suas produções mais ambiciosas. Neste trabalho mais recente, ele continua a demonstrar suas abordagens narrativa e visual ousadas e inovadoras que o tornaram internacionalmente famoso.

Inscrições abertas para a19ª edição do Fica

O Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) já está recendo a inscrição de filmes para a edição 2017. Podem participar do festival obras audiovisuais de curta (até 29 minutos), média (de 30 a 69 minutos) e longa-metragem (filmes a partir de 70 minutos), nos gêneros ficção, animação ou documentário, com temática ambiental, produzidas em qualquer parte do mundo. 
Cidade de Goiás
As inscrições vão até o dia 31 de março e são feitas pelo site oficial do festival (www.fica.art.br). Os filmes selecionados para a Mostra Competitiva do Fica 2017 concorrem a R$ 270 mil em prêmios, a maior premiação do gênero na América Latina. O festival é realizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce). A edição 2017 vai ser realizada de 20 a 25 de junho, na Cidade de Goiás.

Premiado Com Os Punhos Cerrados estreia para incomodar

*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

Três jovens clamam pela liberdade, seja esta ideológica, política, social e pessoal. João, Eugênio e Joaquim criam um movimento próprio, que fere e incomoda, inclusive visual e sonoramente. Afinal, a ideia é chamar a atenção e, de fato, incomodar. Se o movimento é anárquico, a dúvida é gerada em torno do conceito de anarquia. Para estes, é o oposto de confusão, de bagunça, mas apenas o livre-arbítrio de dizer, sem papas na língua. É com este grito contextual para o século 21 que o longa-metragem Com Os Punhos Cerrados está em cartaz nos cinemas.
A produção levou os troféus de melhor filme no Festival de Cinema Luso Brasileiro, em Portugal; no Festival Cine/B, no Chile; no Transcinema Festival Internacional de No-ficción, no Peru; e ainda júri popular no Cine Under, em Recife. Prêmios à parte, vale destacar que, neste longa de baixo orçamento, os diretores também são os atores –  Luiz e Ricardo Pretti e Pedro Diogenes. Com o carimbo do grupo Alumbramento, de fato vale aplaudir a linha de raciocínio e esta quebra que eles conseguem fazer e até revolucionar o cinema tupiniquim.
Uma quebra de paradigmas, que banha-se em um certo dadaísmo para criticar o mundo de hoje. Afinal, o trio de diretores mantém uma linha similar vista em produções como Estrada Para  Ythaca (2010) e Os Monstros (2011). A sinopse é também contestadora e agrada quem lê. São três homens em busca de uma revolução com o intuito de desfazer as amarras. Para isto, e com o cenário de Fortaleza e de uma praia deserta que remete a um paraíso perdido, eles invadem as transmissões de rádio da cidade com músicas, poesias, declamações ácidas e arquivos de som. Ainda abusam de citações que visam incomodar os poderosos e falar de sexo e da hipocrisia humana, sem pudor.
Tudo muda quando eles conseguem este incômodo e a presença da atraente Salomé (Samya de Lavor), uma reles ouvinte que resolve se juntar ao grupo. O tema é realmente interessante. mas passar uma 1h14 pode se tornar bem cansativo para quem não curte uma produção lenta que abusa das câmeras paradas, de longas narrativas críticas e da falta de um maior diálogo que é consumido exatamente por esta narração e de ruídos sonoros propositais, que acabam se elevando à voz de quem fala. Um mérito em quebras narrativas em tempos atuais no cinema do Brasil, mas que deixa uma certa exaustão que nem sempre fará os reflexivos levarem a reflexão para casa.

Veja aqui o trailer do filme Com os Punhos Cerrados:

 

Com os Punhos Cerrado (2014, Brasil) Dirigido por Pedro Diógenes, Luiz Pretti, Ricardo Pretti. Com Ricardo Pretti, Pedro Diógenes, Luiz Pretti, Santa De Lavor, Uirà dos Reis, Rodrigo Capistrano…