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BIFF 2016 – Premiação e programação paralela

O 5º BIFF – Brasília International Film Festival irá distribuir três prêmios nas mostras competitivas. Caberá ao público eleger o Melhor Filme de Ficção e o Melhor Filme Documentário. E uma comissão formada por críticos de cinema elegerá o filme agraciado com o Prêmio da Crítica José Carlos Avellar, concedido pela primeira vez, como homenagem ao grande crítico carioca, falecido em março passado, que atuou como curador do BIFF em edições anteriores.

Ma Ma

Além das exibições, o Festival promoverá um curso de roteiro, ministrado pela cineasta argentina Maria Meira (premiada no festival de Sundance pelo roteiro de La Mirada Invisible), e debates sobre os filmes, com a presença de realizadores e/ou dos curadores. Para as crianças, o festival oferece a mostra Mundo Animado, com três títulos que poderão ser vistos por alunos das escolas públicas – através de agendamento – e pelo público em geral. Na Sessão de Encerramento, exibição de Ma Ma, o mais novo filme do escritor e cineasta basco Julio Medem, o mesmo de Lucía e o Sexo (2010). Produzido em 2015, o filme é protagonizado pela atriz Penélope Cruz. O BIFF é uma realização da Associação dos Amigos do Cinema e da Cultura e do Cine Cultura Liberty Mall.

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Programação Curta Brasília vai além do cinema

Importante vitrine para o cinema de curta-metragem, o Curta Brasília participa também do calendário cultural da cidade com música (shows e feira de vinil), economia criativa (com criações de produtores locais de moda, mobiliário e decoração), gastronomia (praça de alimentação com food trucks), educação (circuito de cineclubes, debates e oficinas), acessibilidade (sessões com interpretação em Libras), sustentabilidade (o projeto CineSolar) e ações interativas com o público. Ao longo de quatro edições, o festival contabilizou um público de aproximadamente 25 mil pessoas. O evento acontece entre os dias 15 e 18 de dezembro de 2016, no Cine Brasília.

Curta Em Defesa da Família será exibido

O Curta Brasília faz um recorte da recente produção curta-metragista brasileira e internacional, revelando filmes de diversificada personalidade estética, variedade de temas e abordagens. O festival diferencia-se pelo diálogo com as novas tecnologias, as temáticas atuais que pautam a programação de filmes e ainda pela interação com outras artes e linguagens.

Foto: Júnior Aragão

Dentre 850 inscritos para a edição 2016 – vindos de todas as regiões do país, representando 25 estados –, 31 produções (oito do Distrito Federal e 23 de outras localidades) foram selecionados para participar da mostra competitiva de curtas-metragens. A comissão de seleção de curtas foi formada pela diretora de fotografia Kátia Coelho, pela diretora e curadora de cinema Tetê Mattos e pela produtora e curadora Sabrina Tenório. As 15 produções que integrarão a Mostra Decibéis de Videoclipes foram escolhidas pelo músico, DJ e produtor Rodrigo Barata e pela diretora Dandara Ferreira. Além de troféus, os melhores filmes – de acordo com júri oficial e júri popular – concorrem a R$ 20 mil divididos em prêmios de diversas categorias.

BIFF 2016 – Três longas na mostra Mundo Animado

Especialmente programada para crianças a partir dos seis anos de idade, a mostra Mundo Animado vai apresentar três títulos, que poderão ser vistos aos sábados e domingos, às 11h, e de segunda a sexta-feira, às 9h30 e às 14h30. A mostra faz parte do BIFF – Brasília International Film Festival, que que acontece entre 4 e 13 de novembro, no Cine Brasília e no Cine Cultura Liberty Mall. Mundo Animado é aberta a alunos da rede pública de ensino através de agendamento prévio e também ao público em geral. 

Canção do Oceano
Canção do Oceano é animação dirigida pelo irlandês Tomm Moore e com produção internacional que reuniu Bélgica, França, Dinamarca, Irlanda e Luxemburgo. Indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2015, o longa apresenta uma história de aventura que recupera lendas antigas do povo celta. Em Pinóquio, da alemã Anna Justice, está de volta uma das histórias mais amadas pelas crianças do mundo. A partir de um pedaço de madeira, o carpinteiro Geppetto constrói um boneco que ganha vida e escapa de casa para viver uma série de aventuras que incluem desde fugir com um circo até ser engolido por uma baleia. Essa vivência irá mostrar ao boneco as virtudes necessárias para se tornar um menino de verdade. 

Mortadelo e Salaminho em Missão Inacreditável
E ainda Mortadelo e Salaminho em Missão Inacreditável, uma divertida comédia em animação dirigida pelo espanhol Javier Fesser, que mostra como os atrapalhados detetives terão que fazer para conseguir prender o debochado vilão Jimmy Odoidão e recuperar o documento ultrassecreto roubada da agência de inteligência T.I.A. (Técnicos de Investigações Avançadas).

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BIFF 2016 – Três longas na mostra Mundo Animado
BIFF 2016 – Sergio Leone será homenageado
BIFF 2016 – Destaques das Mostras Competitivas

BIFF 2016 – Uma maratona cinematográfica

Crítica: Boys. Meninos descobrindo o amor

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@daiblog.com.br

É bem difícil não comparar Boys com o brasileiro Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro. Ambos tratam do mesmo tema: a descoberta da sexualidade de dois garotos. Outro ponto em comum: os dois foram lançados juntos no Festival de Berlim. E quem gostou do nacional provavelmente vai apreciar também o trabalho da holandesa Mischa Kamp que está em cartaz pela distribuidora Elite Filmes.

De forma sensível, o longa-metragem mostra como o desenvolvimento da relação entre Sieger e Marc. Os dois se destacam na corrida com revezamento de bastões e se tornam parceiros no esporte. Mas o que era uma amizade logo acaba se tornando algo a mais. E Sieger, o protagonista, fica confuso em relação ao que está sentindo.

Boys poderia seguir um caminho bem dramático, tendo em vista que o tema ainda é um tabu e a aceitação de ser gay poderia render inúmeras contradições internas na cabeça do adolescente. A temática, entretanto, é tratada de forma suave e até mesmo otimista. A maior carga dramática mesmo está nos conflitos familiares. Principalmente por parte do irmão de Sieger, que é rebelde e dá muito trabalho para o pai.

Apesar da curta duração (pouco mais de uma hora), a produção tem seus bons momentos. A fotografia poética brinca o tempo todo com o foco e as paisagens naturais transmitem uma ideia de férias durante toda a projeção. O elenco está bem e consegue convencer nos papéis, mesmo com interpretações simples. A proposta da cineasta provavelmente foi fazer um filme leve, coisa que ela conseguiu. Até mesmo o conflito principal da trama não é algo pesado, fazendo com que o resultado seja delicado e bem água com açúcar.

Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Boys:

 

A semana (3/11 a 9/11) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/
ESPM NO CINEMA – Criatividade para Inovação – A Cinelive e a ESPM transmitem para os cinemas um calendário completo de sessões ministradas por professores renomados. O projeto ESPM no Cinema é inédito e terá a duração de quatro meses – de agosto a novembro de 2016 –, com exibições agendadas para todas as terças-feiras, às 20h, em salas de cinema de diversos estados do Brasil. O evento de lançamento, programado para 16 de agosto com o tema “Comunicação que Vende”, contará com a participação de Nizan Guanaes, sócio e co-fundador do Grupo ABC de Comunicação.
A Garota no Trem – Rachel, uma alcoólatra desempregada e deprimida, sofre pelo seu divórcio recente. Todas as manhãs ela viaja de trem de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um jovem casal que vigia pela janela. Certo dia ela testemunha uma cena chocante e mais tarde descobre que a mulher está desaparecida. Inquieta, Rachel recorre a polícia e se vê completamente envolvida no mistério.

Doutor Estranho
Doutor Estranho – Stephen Strange leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falha da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj. Ele logo descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra a batalha de forças malignas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo.
Canção da Volta – Julia e Eduardo formam um casal que se ama mas que precisa aprender a lidar com os problemas que surgem em seu caminho. O longo casamento dos dois é assombrado por fantasmas e é carregado com a responsabilidade que eles têm em criar seus filhos; ultrapassar os seus problemas só depende dos dois, mas essa pode ser a tarefa mais difícil.
O Mestre dos Gênios – Biografia de Max Perkins, um dos editores literários mais famosos do mundo. Apostando em jovens talentos, ele descobriu nomes fundamentais da literatura como F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway e Thomas Wolfe. O filme acompanha a vida pessoal e Perkins e sua relação complicada com os escritores, cujas obras foram fortemente influenciadas pelo trabalho do editor.

Jonas
Jonas – Em pleno Carnaval um rapaz sequestra a filha da patroa da sua mãe, por quem sempre foi apaixonado, e a mantém refém dentro de um carro alegórico em forma de baleia. Presos na “barriga” do animal, eles iniciam um romance.
Curumim – Os últimos dias e as últimas horas de Marco Archer, mais conhecido nas comunidades do surfe e da asa-delta pela alcunha de “Curumim”, o primeiro brasileiro a ser condenado à pena de morte por tráfico de drogas, após ser capturado pela polícia tailandesa em uma ilha nos arredores de Bali, um território indonésio localizado no Oceano Índico.
Festival Ópera na Tela – O Festival Ópera na Tela é uma mostra inédita, totalmente dedicada ao gênero da ópera, com exibição do melhor da temporada europeia recente, realizada em verdadeiros templos da ópera, tornando acessível a atualidade lírica mundial ao público brasileiro. (Ópera : Gianni Schicchi).

Trolls
Trolls – Ramo parte para uma jornada de descobertas e aventuras ao lado de Poppy, líder dos Trolls. Inicialmente inimigos, conforme os desafios são superados eles descobrem que no fundo combinam.
O Contador – Christian Wolff é um homem que apresenta um quadro de Síndrome de Asperger, o que o faz ter mais intimidade por números do que por pessoas. Ele usa um escritório de contabilidade em uma cidadezinha pequena apenas como fachada para trabalhar como contador autônomo para algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. 
Inferno – O renomado professor de simbologia de Harvard, Robert Langdon visita a Itália e se envolve em mais uma aventura envolvendo símbolos ocultos e corporações secretas. Ele se vê em uma jornada em que procura desvendar os mistérios do clássico da literatura A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

Cinema Novo
Cinema Novo – Um ensaio poético, um olhar aprofundado e um retrato íntimo sobre o Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro que colocou o Brasil no mapa do cinema mundial, lançou grandes diretores (como Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos e Cacá Diegues) e criou uma estética única, essencial e visceral que mudou a história do cinema e a história do Brasil para sempre.
Indignação – Em 1951, Marcus, um jovem judeu de Nova Jersey, é uns dos recém chegados à Universidade Winesburg, em Ohio. Entre novas experiências, Marcus também sofrerá com repressões e violência na conservadora faculdade, onde lida com anti-semitismo e repressão sexual. Local também em que um breve momento sua vida converge com a brilhante filha de um ex-aluno.
A Luz Entre Oceanos – Na Austrália, depois da Primeira Guerra Mundial, Tom Sherbourne é um homem trabalha em um farol ao lade sua esposa, Isabel Graysmark. Um dia, eles encontram dentro de um barco um cadáver e um bebê de dois meses de idade. O casal pensa inicialmente em avisar a polícia, mas depois decidem que este foi um presente de Deus, e passam a cuidar da criança. Muito tempo mais tarde, quando fazem uma viagem, eles descobrem que tomaram a decisão errada.

BIFF 2016 – Sergio Leone será homenageado

O 5º BIFF – Brasília International Film Festival fará uma homenagem especial ao premiado diretor italiano Sergio Leone (1929-1989), conhecido como o criador do western spaghetti, o faroeste à italiana, que renovou o gênero western. A obra de Leone, que é inspiração confessa de diretores contemporâneos como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, estará representada por seis títulos, dentre os mais conhecidos do realizador. Os ingressos para as sessões da mostra dedicada ao grande cineasta terão preço fixo de R$ 4.

Sergio Leone

A mostra começa já no dia de abertura do festival (4 de novembro), com a exibição do antológico Por um Punhado de Dólares, que apresenta o ator/diretor Clint Eastwood no começo da carreira e marca o início do que seria conhecida como a Trilogia dos Dólares de Leone. No filme, estão presentes os elementos que fizeram a fama do estilo de western à italiana, marcado por heróis solitários, sem nome, individualistas e meio sem escrúpulos, ou seja, sem o maniqueísmo dos títulos anteriores do gênero. A programação segue com os outros dois títulos da Trilogia dos Dólares: Por uns Dólares a Mais e Três Homens em Conflito, ambos protagonizados por Clint Eastwood e Lee Van Cleef e considerados clássicos.

Era Uma Vez no Oeste

O público poderá ver também a chamada Trilogia Era Uma Vez, com os filmes que Sergio Leone ambientou na América: Era Uma Vez no Oeste, de 1968, com Cláudia Cardinalle, Henry Fonda e Charles Bronson, apontado por muitos como o melhor western já produzido; Quando Explode a Vingança (também conhecido como Quando Explode a Revolução), de 1971, sobre a Revolução Mexicana; e Era Uma Vez na América, um épico sobre a ação das máfias lançado no Festival de Cannes de 1984 e vencedor do Globo de Ouro.

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Crítica: Kóblic, o sabor amargo da ditadura

*Por Clara Camarano – redacao@daiblog.com.br

Os anos de chumbo que marcaram a Argentina entre 1976 e 1983 não poderiam ser melhor retratados do que pelos próprios argentinos. E quando envolve ainda a direção de Sebastián Borensztein e a atuação sempre brilhante de Ricardo Darín já é esperado que coisa boa virá por aí. Afinal, o casamento dos dois já mostrou que deu certo em Um Conto Chinês, filme de 2011 que marcou a direção de Sebastián e, mais uma vez, o protagonismo nas telonas de Darín. E é com este relacionamento de bons frutos de ambos que o novo longa argentino Kóblic está em cartaz.

Com uma conjunção de fatores que dão certo e merecem aplausos – desde a bela fotografia, a direção, a atuação, o figurino, o som e a trilha sonora -, a produção histórica de suspense volta aos anos da ditadura dos nossos vizinhos de uma forma sensível, focando nas dores particulares de quem viveu no período. Mas, sem deixar de abranger o contexto global e trágico que assolou o país. Aparentemente com um enredo que parece lento e monótono, o espectador logo se prende na trama, que conta com um roteiro e condução muito bem-amarrados. Não dá para tirar e nem por.

É neste embalo chamativo que é retratada a história de Kóblic, um ex-capitão das Forças Armadas da Argentina que sofre do trauma das lembranças que o cercam. O ex-milico (militar) interpretado por Darín era o então responsável por coordenar operações aéreas conhecidas como “os voos da morte”, onde pessoas tidas como ameaças para o país eram arremessadas para fora dos aviões diretamente para o mar.

Ao se negar a abrir a porta de uma aeronave, o protagonista vê sua vida mudar. Indignado e sem estômago para a ação, ele torna-se um foragido e vai se esconder num vilarejo no interior da Argentina.  É quando conhece Nancy (Inma Cuesta), uma mulher que também sofre de vários dramas internos. Envoltos em uma proibida paixão gerada pela fragilidade e solidão, eles terão que enfrentar a perseguição das forças armadas e também dos habitantes da cidade. Temas como a busca pela salvação, a dor, os tormentos de consciência e, ainda, cenas chocantes de pessoas sendo lançadas para fora dos aviões fazem de Kóblic um filme forte, realista, mas que não perde a sensibilidade e peculiaridade  típicas do cinema  argentino. O final que o diga. Uma solução totalmente inesperada, que consagra ainda mais a  produção.

Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Kóblic:

 

BIFF 2016 – Destaques das Mostras Competitivas

Os filmes em competição do 5º BIFF – Brasília International Film Festival estão divididos em duas categorias: ficção e documentário. Estão na programação títulos produzidos na Turquia, França, Espanha, Brasil, Colômbia, México, Portugal, Israel, Irã, China, Paraguai, Itália, Polônia, Estados Unidos, Alemanha e Canadá. Dentre as ficções, há títulos assinados por jovens realizadores já com trajetória sólida e prestigiada no universo do cinema mundial. É o caso do turco Mehmet Can Mertoglu, que com seu primeiro longa-metragem, Album, conquistou sete prêmios em festivais importantes como Cannes, Sarajevo e Jerusalém.
Album

Também na mostra competitiva de ficção, a israelense Michal Vinik traz Barash – O Amor Bate à Sua Porta, que recebeu os prêmios de primeiro lugar em festivais como Haifa e Milão. Ainda o polonês Tomasz Wasilewski com Estados Unidos pelo Amor, que detém, entre outros, o prêmio de melhor roteiro do Festival de Berlim; e o mexicano Marcelino Islas Hernandez, com o filme A Caridade, sua segunda experiência como diretor – a primeira, Martha, conquistou prêmios na Croácia e no México. Marcelino Islas Hernandez estará em Brasília para conversar com o público no sábado, dia 5 de novembro, após a exibição de seu filme, às 19h, no Cine Brasília. Ingressos para os filmes das Mostras Competitivas a R$ 12 e R$ 6 (meia). 


Barash – O Amor Bate à Sua Porta
Dentre os documentários, a escolha do público também não será nada fácil. Estão na competição filmes como Al Purdy Esteve Aqui, sobre a vida e a obra de um dos maiores poetas canadenses do século XX, que marca a estreia em longa-metragem do aclamado crítico e comentarista canadense Brian D. Johnson. Também Exercícios da Memória, recentíssimo filme da paraguaia Paz Encina, que com seu primeiro longa, Hamaca paraguaya, exibido na mostra Um Certain Regard do Festival de Cannes, conquistou nada menos que o Prêmio FIPRESCI, concedido pelos críticos de cinema internacionais, além de prêmios em festivais de Lima, Miami, Rotterdam e São Paulo. E ainda o espanhol Ander Duque, diretor e compositor nascido em Barcelona, que traz o filme Zoe e conversa com a plateia no dia 11 de novembro, após a exibição do documentário, programado para as 19h, no Cine Brasília.

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BIFF 2016 – Destaques das Mostras Competitivas
BIFF 2016 – Uma maratona cinematográfica

Entrevista com o ator Jesuíta Barbosa

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@daiblog.com.br

Revelação do cinema nacional, Jesuíta Barbosa é o tipo de artista que parece escolher muito bem seus papéis. Talentoso e camaleônico como todo ator deveria ser, ele consegue interpretar os mais diferentes personagens com uma naturalidade que impressiona. Tem feito uma série de importantes filmes e seletos trabalhos na televisão, dos mais variados gêneros. Na entrevista a seguir, ele conversa com o Daiblog – Diversão * Arte  * Informação sobre Jonas, longa-metragem que ele protagoniza e que está em cartaz nos cinemas.

O ator interpreta Pedro Malasartes

Tem uma frase que diz que o inferno está cheio de boas intenções. Jonas é um rapaz bom que acabou fazendo coisas erradas. Como você define a personagem?
Meu intento é poder questionar com essa personagem o ideal de bom e mau. Jonas é um desvio desses caminhos, que sempre são cheios de dogmas e preceitos criados pela sociedade. Um desvio que a narrativa ilustra a anarquia que é o rapaz não aceitar o destino e embarcar, irresponsavelmente, numa paixão de carnaval.

Como foi contracenar com nomes da música como Criolo e Karol Conka?
A coisa mais linda foi poder ter essa representatividade no projeto. Os meninos chegam com uma força que só a música pode trazer, só o tempo do som e da revolução. Muito carinho por Criolo e Karol.

O que te atraiu no papel?
Atrai o olhar novo de um menino se percebendo adulto. Atrai o retorno do passado, na forma de uma antiga paixão, que faz a ingenuidade se transformar rapidamente em perigo.

Jonas é da periferia de São Paulo e você é de Pernambuco. Como você se preparou para viver o personagem?
Trouxe de lá minha ingenuidade e meninice, com a descoberta de um novo estado e uma grande cidade como São Paulo. Eu aproveitei essa descoberta para criar uma instabilidade na personalidade de Jonas.

Quais são seus futuros projetos?
Quero filmar em Fortaleza. Trabalhar com amigos antigos.

BIFF – Uma maratona cinematográfica

Uma maratona cinematográfica, com direito a programação inédita no Brasil, homenagem ao grande cineasta Sergio Leone e pré-estreias especiais. Esta é a promessa do 5º BIFF – Brasília International Film Festival, que acontece entre 4 e 13 de novembro, no Cine Brasília e no Cine Cultura Liberty Mall. Serão 16 filmes, entre ficções e documentários de longa-metragem nas mostras competitivas, seis títulos assinados por Leone na mostra especial, três animações para o público infantil, dois títulos em pré-estreia e um filme especial de encerramento.
Uma grande celebração do cinema mundial na capital brasileira. A festa começa às 20h30, com a participação especial da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro executando composições de Ennio Morricone para a trilha sonora do filme Por Um Punhado de Dólares, de Sérgio Leone, que poderá ser visto em seguida, na Sessão de Abertura, no Cine Brasília.
Cine Brasília. Foto de Júnior Aragão

Voltado para a produção de jovens realizadores, o BIFF – Brasília International Film Festival vai apresentar, nas mostras competitivas, filmes inéditos no Brasil, produzidos entre 2015 e 2016, e que são a primeira ou até a terceira realização do diretor. Para esta quinta edição, os 16 filmes em competição foram selecionados de um total de 321 produções inscritas, de 40 países diferentes. Participaram da comissão de curadoria o crítico e jornalista Rodrigo Fonseca, o produtor, exibidor e diretor geral do BIFF, Nilson Rodrigues, as produtoras Lorena Quintas, Scarlett Rocha e Rafaella Rezende, a jornalista e programadora Anna Karina de Carvalho e a cineasta Érika Bauer.