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Conheça Dunkirk, novo trabalho de Christopher Nolan

A Warner Bros. Pictures divulga os primeiros materiais nacionais de Dunkirk, épico de ação dirigido por Christopher Nolan (Interestelar, A Origem, trilogia O Cavaleiro das Trevas). O trailer mostra as primeiras imagens das tropas britânicas e seus aliados e as artes (anexas) destacam o título do filme.
Dunkirk começa com centenas de milhares de tropas britânicas e aliadas cercadas por forças inimigas. Encurralados na praia e com o mar em suas costas, eles enfrentam uma situação impossível à medida que os inimigos se aproximam.
O longa é estrelado por um prestigiado elenco, incluindo Tom Hardy (O Regresso, Mad Max: Estrada da Fúria), Mark Rylance (Ponte dos Espiões), Kenneth Branagh (Sete Dias com Marilyn) e Cillian Murphy (Voo Noturno), além do estreante Fionn Whitehead. O elenco também inclui Aneurin Barnard, Harry Styles, James D’Arcy, Jack Lowden, Barry Keoghan e Tom Glynn-Carney. O filme tem estreia prevista no Brasil para 2017.

 

Crítica: Cegonhas, animação para todas as famílias

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@daiblog.com.br

Já faz parte do imaginário de muitas pessoas a história que os bebês eram entregues aos pais pelas cegonhas. Uma lenda que, hoje em dia, não é muito comentada, já que a internet ensina para a garotada coisas até impróprias para suas idades. A questão é que esse conto acabou repaginado e deu origem ao filme Cegonhas – A História Que Não Te Contaram.

Dirigida pela dupla Nicholas Stoller (roteirista de Vizinhos 2) e Doug Sweetland, a animação explica o porquê das cegonhas terem parado de entregar bebês. Uma confusão do passado fez com que todos os animais mudassem de função. Agora, as aves entregam produtos de uma loja online. Mais atual, impossível.

Porém um garotinho que se sente só acaba por enviar uma carta para as cegonhas pedindo um irmão. Solitário por conviver com pais workaholics, ele realmente acredita que o seu desejo se tornará realidade. E um bebê é acidentalmente criado por causa de um mal entendido envolvendo Júnior, uma cegonha ambiciosa, e Tulipa, uma garota humana órfã que nunca foi entregue aos seus pais e cresceu entre os seres voadores.

Quando o bebê surge, Júnior decide entregar o neném para que seu chefe não descubra – e deixe de promovê-lo. Mas não será uma tarefa fácil. Ainda mais porque existe uma matilha de lobos, um pombo dedo-duro, pinguins mafiosos e outros antagonistas que vão atrapalhar a entrega da “encomenda”. Com bom humor e uma mensagem moderna e otimista, Cegonhas diverte crianças, adultos e toda a família – por mais diversificada que a estrutura familiar possa ser.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Cegonhas – A História que Não Te Contaram:

Uma análise do filme A Garota Dinamarquesa

*Por Patricia Porchat – professora do Departamento de Psicologia da Unesp de Bauru

 A Garota Dinamarquesa não é apenas um filme sobre a transexualidade. Aborda também as relações de gênero: entre homem e mulher, entre mulher e mulher e entre homem e homem. Com atuação fantástica dos atores, percebemos a sutileza dos olhares, gestos e falas que numa relação a dois identificamos normalmente como femininas ou masculinas, não importando se o autor da ação nasceu homem ou mulher do ponto de vista anatômico. Gênero tem um forte aspecto de determinação social.

Gerda, esposa do pintor Einar, ora se dirige a ele como se fosse um homem se dirigindo a uma mulher. Em outros momentos, faz a esposa apaixonada às voltas com seu marido. Quando Lili (a mulher que habita no corpo de Einar) se torna mais presente, Gerda por vezes parece estar se dirigindo a uma amiga. Einar, por sua vez, performa inicialmente o homem junto a outros homens, mas como mulher (Lili), se derrete por um homem que tenta lhe seduzir.

A Garota Dinamarquesa nos dá uma verdadeira aula sobre o que a filósofa americana Judith Butler entende por gênero: um ato performativo. Uma performance que imita gestos ditos masculinos e femininos e que nos dá a ilusão de sermos homens ou mulheres. Há uma quase espontaneidade nesses gestos, eles brotam em nós. São aprendidos desde a infância, imitamos, interiorizamos e repetimos esses atos a tal ponto que chegamos a acreditar que nasceram e brotaram de modo natural. Não é verdade. Gênero está no social, no discurso, no cotidiano. No entanto, na própria definição de Butler, algo pode falhar na repetição que fazemos desse aprendizado. E não falha porque aprendemos mal e sim porque nosso corpo e aquilo que ele nos proporciona em termos de sensações não se traduz plenamente no discurso que está à nossa disposição. As palavras não são suficientes, os gêneros disponíveis na sociedade (homem e mulher) não são suficientes, as categorias que usamos para enquadrar, encaixar e engavetar as experiências corporais não são suficientes. Para muita gente, é preciso inventar um jeito de ser, pois o que está disponível na ordem social não basta.

Essa é uma maneira de encarar a transexualidade. Tratar-se-ia, melhor dizendo, de uma transidentidade, uma identidade que não se adequa ao gênero binário: homem ou mulher assim assinalados a partir do órgão genital com que nascemos. É uma identidade fluida, podendo ser em alguns momentos mais próxima do que chamamos de homem ou mulher, dada uma maior quantidade de elementos que identificamos como masculinos ou femininos. De onde parte, afinal, a ideia de uma adequação total ao gênero masculino ou feminino, senão das instâncias de controle, como o Direito, a Medicina e a Religião?

1ª Mostra Curtas Paranoá tem entrada franca

Dar luz ao cinema independente realizado na capital federal e aos diretores candangos. Este é o propósito da primeira edição da Mostra Curtas Paranoá, um evento que nasce para incentivar a produção audiovisual local. Em sua primeira edição, a mostra pega o embalo do tradicional Festival de Brasília do Cinema Brasileiro para rechear ainda mais a cidade com a sétima arte. No dia 1º de outubro (sábado), a partir das 19h, os cinéfilos de Brasília vão poder conferir a estreia do evento no CEDEP – Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá (Q. 9 Conjunto D).

A Vida Tem Dessas Coisas

Dentre estes, o curta-metragem Conexões realizado por alunos do Centro de Ensino Fundamental 602 do Recanto das Emas.  A coordenação é do professor Edmar de Oliveira. Ainda, À Flor da Pele, uma ficção de Mayara Reis que vai mostrar  a ocupação feminina e o poder das mulheres nos telões.  A mostra será gratuita a toda comunidade, mas estimula à doação de alimentos para ajudar a manter a creche do CEDEP.

À Margem do Universo

Para dar o pontapé inicial a esta mostra que pretende se tornar um festival anual, os quatro filmes da categoria principal vão falar de solidão, esperança, dentre outros temas existenciais. O Último Natal, do maranhense Fáuston da Silva, À Margem do Universo, de Tiago Esmeraldo, A Vida Tem Dessas Coisas, de Januário Jr, e #Ocupação, de Rodrigo Huagha e Gustavo Serrate, serão exibidos na noite que contará com a presença de atores e diretores.



Serviço: 
1ª Mostra Curtas Paranoá
Data: Sábado, 1º de outubro
Horário: A partir das 19h
Local: CEDEP – Quadra 9, conjunto D, área especial 1.
71571004 Paranoá/DF
Entrada franca (sugerimos trazer 1kg de alimento imperecível).
Informações: 3369-2544
Não recomendado para menores de 14 anos.

Crítica: O Lar das Crianças Peculiares, de Tim Burton

*Por Clara Camarano – redacao@daiblog.com.br

Quem acompanhou a carreira do diretor Tim Burton sabe bem identificar seus filmes sobrenaturais, com cenários e figurinos mirabolantes. Os fãs aplaudem e nunca se esquecem de produções como Alice no País das Maravilhas (2010) e  Sombras da Noite (2012). Ainda, é impossível não se lembrar de Edward Mãos de Tesoura (1990) e de  Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003), ambos  clássicos que não envelhecem com o tempo. Agora o diretor chega novamente nas salas dos cinemas tupiniquins com O  Lar das Crianças Peculiares.

A obra é baseada no best-seller O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares (2011), do norte-americano Ransom Riggs. Quem leu a trilogia e tem grandes expectativas nos filmes de Burton não achou lá grandes coisas a nova produção.  Na condução da trama está Jake (Asa Butterfield), adolescente  que vai para uma ilha isolada no País de Gales buscar informações sobre o passado sobrenatural do seu avô, um grande contador de histórias que sempre influenciou a vida do jovem.

Ao investigar as ruínas do orfanato Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children ele se depara com um fantástico abrigo para crianças que têm dons e poderes especiais. É neste momento que Jake descobre que ele também é um especial. Momento este que resolve proteger o orfanato. Entre o passado (1943) e o futuro (2016), o protagonista se mescla nas realidades diferentes e é tomado pela paixão por Emma Bloom (Ella Purnell). Entre os dois desenvolve-se um típico romance infanto-juvenil, mas sem química entre os atores.

E é para este público de crianças e jovens que Burton fez o longa-metragem que deixa elementos visíveis de X-Men e Harry Potter.  O toque do diretor, no entanto, não passa desapercebido nos belíssimos figurinos e cenários.  Apesar de tudo e da boa história que prende o espectador, principalmente pela exímia atuação de Eva Green como Miss Peregrine, o longa-metragem fica a desejar quando lembramos de produções como Alice no País das Maravilhas.  Mas vale a pena assistir e levar os pequenos.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme O Lar das Crianças Peculiares:

 

A semana (29/9 a 5/10) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/


Sete Homens e um Destino – Refilmagem do clássico faroeste Sete Homens e um Destino (1960), que por sua vez é um remake de Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa. Os habitantes de um pequeno vilarejo sofrem com os constantes ataques de um bando de pistoleiros. Revoltada com os saques, Emma Cullen (Haley Bennett) deseja justiça e pede auxílio ao pistoleiro Sam Chisolm (Denzel Washington), que reúne um grupo especialistas para contra-atacar os bandidos.

Lembranças de Um Amor Eterno – O romance conta a história de Amy, uma estudante de Astrofísica na Universidade de Edimburgo. Ela tem um romance secreto com o famoso astrofísico Dr.Ed Phoerum. Apesar de seu relacionamento ser complicado, já dura seis anos e ela é feliz. Até que Ed some, deixando Amy sozinha e insegura sobre os rumos aseguir. O que Amy não esperava era que Ed deixaria diversas correspondências e vídeos com importantes mensagens e lições de vida que ajudariam a superar as dificuldades.

O Homem que Viu o Infinito – Uma verdadeira história de amizade que mudou a matemática para sempre. Em 1913, Ramanujan, um gênio da matemática autodidata da Índia viaja para a o Colégio Trinity, na Universidade de Cambridge, onde ele se aproxima do seu mentor, o excêntrico professor GH Hardy, e luta para mostrar ao mundo a brilhantia de sua mente.

O Bebê de Bridget Jones

O Bebê de Bridget Jones – Depois de tantas idas e vindas, Bridget Jones e Mark finalmente se casam. Não demora muito, entretanto, para que a vida pregue mais uma peça neles e eles acabam se separando. Em crise no tabalho, tentando manter uma boa relação com o ex e engatando um novo romance, Bridget tem uma surpreendente revelação: está grávida – e não tem certeza de quem é o pai da criança.


Zé de Julião, Muito Além do Cangaço – Cinebiografia do cidadão sergipano José Francisco do Nascimento, mais conhecido pelo codinome de Zé de Julião. O filme mostra sua trajetória de vida, passando pela sua participação no cangaço até o momento em que se torna um político de projeção estadual e sua misteriosa morte. Utilizando a memória social o filme leva ao espectador o que foi essa vida, emblemática e incomum. Filme dirigido por Hermano Penna.

Tô Ryca – Selminha é uma frentista que tem a chance de deixar seus dias de pobreza para trás ao descobrir uma herança de família. Mas para conseguir colocar a mão nessa grana, ela terá que cumprir o desafio lançado por seu tio: Selminha precisa gastar 30 milhões de reais em 30 dias, sem acumular nada e nem contar para ninguém. Mas, nessa louca maratona, ela vai acabar descobrindo que tem coisas que o dinheiro não compra.

O Vale do Amor – Isabelle e Gérard perderam o filho há seis meses, por suicídio. Ainda em fase de luto, eles recebem uma curiosa carta do falecido pedindo para encontrá-los no Vale da Morte, nos Estados Unidos, e, intrigados, aceitam deixar as diferenças de lado e fazer a viagem.

O Lar das Crianças Peculiares

O Lar das Crianças Peculiares – Após uma tragédia familiar, Jake vai parar em uma ilha isolada no País de Gales buscando informações sobre o passado de seu avô. Investigando as ruínas do orfanato “Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children”, ele encontra um fantástico abrigo para crianças com poderes sobrenaturais e decide fazer de tudo para proteger o grupo de órfãos dos terríveis hollows.

Aquarius – Clara tem 65 anos, é jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos. Ela mora em um apartamento localizado na Av. Boa Viagem, no Recife, onde criou seus filhos e viveu boa parte de sua vida. Interessada em construir um novo prédio no espaço, os responsáveis por uma construtora conseguiram adquirir quase todos os apartamentos do prédio, menos o dela. Por mais que tenha deixado bem claro que não pretende vendê-lo, Clara sofre todo tipo de assédio e ameaça para que mude de ideia.

Um Homem Só – Arnaldo é um homem que esta infeliz no casamento e no trabalho. Para tentar resolver seus problemas, ele procura uma clínica que promete copiar as pessoas para livrá-las da vida miserável que levam. Com um clone ocupando seu lugar ele poderia começar uma vida nova, mas na hora do radical procedimento a incerteza toma conta de seu ser.

No Fim do Túnel – Joaquín é cadeirante e cansou de viver solitário em sua velha e escura casa, e por isso decidiu alugar um de seus quartos para a stripper Berta e sua filha, Betty. A presença das duas alegra a casa e a vida de Joaquín. Mas o que ele não imagina é que, malandramente, tudo não passa de uma estratégia da moça e de seu namorado, o criminoso Galereto (Pablo Echarri), para criar um túnel por baixo da casa roubar um banco da região.

Cegonhas

Cegonhas – A História Que Não te Contaram – Todo mundo já sabe de onde vêm os bebês: eles são trazidos pelas cegonhas. Mas agora você vai conhecer a mega estrutura por trás desta fábrica de bebês: na verdade, as cegonhas controlam um grande empreendimento que enfrenta muitas dificuldades para coordenar todas as entregas nos horários e locais certos.

Gênios do Crime – Dave Ghantt, guarda noturno de uma companhia de carros blindados no sul dos Estados Unidos, organiza um dos mais ousados assaltos a banco da história norte-americana. Mesmo sem ter experiência e contando com a ajuda dos colegas mais atrapalhados, ele consegue roubar 17 milhões de dólares. Baseado em uma história real.

ESPM no Cinema – Geração Milenium – A Cinelive e a ESPM transmitem para os cinemas um calendário completo de sessões ministradas por professores renomados. O projeto ESPM no Cinema é inédito e terá a duração de quatro meses – de agosto a novembro de 2016 –, com exibições agendadas para todas as terças-feiras, às 20h, em salas de cinema de diversos estados do Brasil. O evento de lançamento, programado para 16 de agosto com o tema “Comunicação que Vende”, contará com a participação de Nizan Guanaes, sócio e co-fundador do Grupo ABC de Comunicação.

Stonewall – Onde o Orgulho Começou – No fim dos anos 1960, um adolescente começa a descobrir novas ideias políticas e as dificuldades da vida adulta, às vésperas da rebelião de Stonewall, quando lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros enfrentaram a polícia de Nova York.

Charlote SP

Charlote SP – Charlote é uma modelo internacional que luta por identidade e para fincar suas raízes em algum lugar. Após muitos anos vivendo em Londres, ela decide voltar a São Paulo em busca de um reencontro com suas memórias. Na capital paulista ela se aproxima de Marcelo Scorcesar, cineasta que a ajuda a redescobrir a cidade.

Meu Amigo, o Dragão – Órfão, o pequeno Pete cansa de ser abusado pelos pais adotivos e foge de casa. Ele passa a viver numa densa floresta ao lado do amigo Elliot, um gigante dragão que desperta a curiosidade de moradores da região.

Cafe Society – Anos 1930. Bobby ( é um jovem aspirante a escritor, que resolve se mudar de Nova York para Los Angeles. Lá ele deseja ingressar na indústria cinematográfica com a ajuda de seu tio Phil, um produtor que conhece a elite da sétima arte. Após um bom período de espera, Bobby consegue o emprego de entregador de mensagens dentro da empresa de Phil. Enquanto aguarda uma oportunidade melhor, ele se envolve com Vonnie, a secretária particular de seu tio. Só que ela, por mais que goste de Bobby, mantém um relacionamento secreto.

Hestórias da Psicanálise – Hestórias da Psicanálise aborda temas que estão além do campo psicanalítico. Ao falarem de Sigmund Freud, os entrevistados são levados a tratar de assuntos pertinentes, como cultura, história, traduções, identidades e língua brasileira. São abordados também os contextos históricos e culturais da Viena, fin du siècle, e do Brasil do século XX, objetos de esclarecimentos e de importantes questionamentos.

O Silêncio do Céu – Diana (Carolina Dieckmann) carerga consigo um grande trauma: ela foi vítima de um estupro dentro de sua própria residência. Entretanto, ele prefere esconder o caso e não contar para ninguém. Mario (Leonardo Sbaraglia), seu marido, também tem seus próprios segredos – mistérios que, ocultos, estão matando aos poucos a relação do casal.

Confira os vencedores do 49º Festival de Brasília

*Da Redação – redacao@daiblog.com.br

Confira a seguir a relação com os vencedores do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em todas as categorias!


PRÊMIOS OFICIAIS
FILME DE LONGA-METRAGEM

Melhor Filme de longa-metragem – R$ 100 mil
A cidade onde envelheço, de Marília Rocha

Melhor Direção – R$ 20 mil
Marília Rocha, por A cidade onde envelheço

Melhor Ator – R$ 10 mil
Rômulo Braga, por Elon não acredita na morte

Melhor Atriz-  R$ 10 mil
Elisabete Francisca e Francisca Manuel, por A cidade onde envelheço


A cidade onde envelheço

Melhor Ator Coadjuvante – R$ 5 mil
Wederson Neguinho, por A cidade onde envelheço

Melhor Atriz Coadjuvante – R$ 5 mil
Samya de Lavor, por O último trago

Melhor Roteiro – R$ 10 mil
Davi Pretto e Richard Tavares, por Rifle

Melhor Fotografia – R$ 10 mil
Ivo Lopes, por O último trago

Melhor Direção de Arte – R$ 10 mil
Renata Pinheiro, por Deserto

Melhor Trilha Sonora – R$ 10 mil
Pedro Cintra, por Vinte anos


Rifle

Melhor Som – R$ 10 mil
Marcos Lopes e Tiago Bello, por Rifle

Melhor Montagem – R$ 10 mil
Clarissa Campolina, por O último trago

Prêmio Especial do Júri Oficial:
Pelo rigor na abordagem e contextualização de uma tragédia brasileira que dura séculos, pela emoção no desenho de uma etnia espoliada e desterritorializada, tema da curadoria desse festival, o prêmio especial vai, por unanimidade, para
Filme: Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita

FILME DE CURTA OU MÉDIA-METRAGEM


Melhor Filme de curta ou média metragem – R$ 30.000,00
Quando os dias eram eternos, de Marcus Vinicius Vasconcelos

Melhor Direção – R$ 10.000,00
Fellipe Fernandes, por O delírio é a redenção dos aflitos

Melhor Ator – R$ 5.000,00
Renato Novais Oliveira, por Constelações

Melhor Atriz – R$ 5.000,00
Lira Ribas, por Estado Itinerante

Melhor Roteiro – R$ 5.000,00
Fellipe Fernandes, por O delírio é a redenção dos aflitos

Melhor Fotografia – R$ 5.000,00
Ivo Lopes Araújo, por Solon


O delírio é a redenção dos aflitos

Melhor Direção de Arte – R$ 5.000,00
Thales Junqueira, por O delírio é a redenção dos aflitos

Melhor Trilha Sonora – R$ 5.000,00
Dudu Tsuda, por Quando os dias eram eternos

Melhor Som – R$ 5.000,00
Bernardo Uzeda, por Confidente

Melhor Montagem – R$ 5.000,00
Allan Ribeiro e Thiago Ricarte, por Demônia – Melodrama em 3 atos

Premio Especial do Júri
Estado Itinerante, de Ana Carolina Soares

PRÊMIO DO JÚRI POPULAR 
filmes escolhidos pelo público, por meio de votação em cédula própria:

Melhor Filme de longa-metragem – R$ 40 mil
Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita

Procura-se Irenice

Melhor Filme de curta ou média-metragem – R$ 10 mil
Procura-se Irenice, de Marco Escrivão e Thiago Mendonça

OUTROS PRÊMIOS
TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – JÚRI OFICIAL

Melhor Filme de longa-metragem: R$ 80 mil
Catadores de história, de Tânia Quaresma

Melhor Filme de curta-metragem: R$ 30 mil
Rosinha, de Gui Campos

Melhor Direção: R$ 12 mil
Vladimir Carvalho, por Cícero Dias, o compadre de Picasso

Melhor Ator: R$ 6 mil
Edu Moraes, de A repartição do tempo

Melhor Atriz: R$ 6 mil
Maria Alice Vergueiro, de Rosinha

Melhor Roteiro: R$ 6 mil
Vladimir Carvalho, por Cícero Dias: o compadre de Picasso

Melhor Fotografia: R$ 6 mil
Waldir de Pina, de Catadores de história

Melhor Montagem: R$ 6 mil
Marcius Barbieri, Rafael Lobo e Santiago Dellape, por A repartição do tempo

A repartição do tempo

Melhor Direção de Arte: R$ 6 mil
 Andrey Hermuche, de A repartição do tempo

Melhor Edição de Som: R$ 6 mil
Micael Guimarães, de Cora Coralina – todas as vidas

Melhor Trilha Sonora: R$ 6 mil
Dimir Viana, André Luiz Oliveira, Renato Matos, Claudio Vinícius e GOG, por Catadores de história

TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – JÚRI POPULAR

Melhor filme de longa-metragem: R$ 20 mil
Cora Coralina – todas as vidas, de Renato Barbieri

Melhor filme de curta-metragem: R$ 10 mil
Das raízes às pontas, da diretora Flora Egécia

PRÊMIO ABCV – ASSOCIAÇÃO BRASILIENSE DE CINEMA E VÍDEO
Conferido pela ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo a profissional do audiovisual do Distrito Federal
Mallu Moraes (atriz)

PRÊMIO CANAL BRASIL
Cessão de um Prêmio de Aquisição no valor de R$ 15 mil e o troféu Canal Brasil
Melhor Filme de curta-metragem selecionado pelo júri Canal Brasil
Filme: Estado itinerante, de Ana Carolina Soares

PRÊMIO ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)  
Melhor Filme de longa-metragem
Pela hábil conexão entre a gramática do documentário e da ficção. Pelo retrato que conjuga a perspectiva de um personagem com as transformações de um Brasil rural. Pela apropriação original da estética do western e o uso potente do som.
Filme: Rifle, de Davi Pretto

Melhor Filme de curta-metragem
Pela sensibilidade na forma com que filma os espaços urbanos. Pela qualidade do trabalho das atrizes, com experiência profissional ou não. Pela forma com que retrata uma violência física e simbólica, valorizando o que está fora de quadro.
Filme: Estado Itinerante, de Ana Carolina Soares.

PRÊMIO SARUÊ
Conferido pela equipe de cultura do jornal Correio Braziliense
No apanhado de filmes selecionados pelo festival, vimos de catadores de lixo a imigrantes em crise, a questão do empoderamento feminino e de gênero, passando por índios batalhadores e artistas órfãos de público. Não faltaram também a disputa pela terra e os cubanos num país em transição. Foi, entretanto,  outro grupo de excluídos que chamou a atenção da equipe do Correio: o mérito de melhor momento do festival agrupou libertários representantes da terceira idade, com enorme capacidade de amar, de resistir ao descaso social.
Gui Campos, pelo curta Rosinha!

Martírio

PRÊMIO MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES
Conferido pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro para o filme que melhor utilizar material de pesquisa cinematográfica brasileira
Filme:  Martírio, de Vincent Carelli em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita

PRÊMIO CONTERRÂNEOS
Troféu oferecido pela Fundação CineMemória
Melhor Documentário do Festival
Filme: Vinte anos, de Alice Andrade

Filmes do último dia Mostra Competitiva

*Por Clara Camarano – redacao@daiblog.com.br

A mostra competitiva da 49ª edição do  Festival de Brasília do Cinema Brasileiro chegou ao fim na última segunda-feira com o que poderíamos chamar de uma “facada no estômago”. Facada, no sentido de tratar de várias questões que perturbam e mexem com o espectador. Tanto que  a reação geral da plateia  foi de choque  após assistir ao longa-metragem Deserto, de Guilherme Weber.
Entre risadas nervosas, às vezes constrangedoras, a plateia aplaudiu a ousada produção de estreia no cinema do ator.

Foto: Junior Aragão

O curta-metragem Os Cuidados Que Se Tem Com O Cuidado Que Os Outros Devem Ter Consigo Mesmos (SP), de Gustavo Vinagre, embora mais leve, não deixou também de embutir uma mensagem ácida e chocar. Na sinopse do curta, uma simples, porém profunda reflexão: “Tan precisa chorar”. É dentro deste mote que segue um bate-papo de jovens que se chamam de “bi”, gíria comumente usada na comunidade LGBT.

Os Cuidados que se tem com o Cuidado que os Outros devem ter Consigo Mesmos. Foto: Manoela Cezar

Entre diálogos aparentemente “viajantes”, estes jovens, interpretados por Caetano Gotardo, Nash Laila, Julia Katharine e Luiz Felipe Lucas vão traçando uma história de convívio e de conflitos internos. Frases como “Um cachorro normalmente já nasce com sentimento,  um ser-humano nem sempre”, dentre outras tiradas alfinetam quem está assistindo. Apesar de se mostrar frio, o personagem Tan (Caetano Gotardo) é um dos atingidos e levado ao choro compulsivo.  A produção mostra que mesmo no simples é mais que possível arrancar aplausos pelos belos detalhes.

Os Cuidados que se tem com o Cuidado que os Outros devem ter Consigo Mesmos.

Dando continuidade, o longa-metragem carioca Deserto chegou com a responsabilidade de encerrar a mostra competitiva. E foi com todos os quês de irreverência que Guilherme apresentou a obra baseada no livro Santa Maria do Circo, escrito pelo mexicano David Toscana. Uma trupe de artistas batalha para ganhar a vida no meio do nada do sertão nordestino. Tomados pelo cansaço e pela falta de sentido da vida, os mambembes param em um vilarejo abandonado e resolvem formar uma comunidade entre eles.

Deserto
É dentro deste cenário que é traçada a trama, que conta com a bela atuação de Lima Duarte no papel de um velho bêbado e desolado. Figuras de vários tipos, desde um típico machão, um anão, uma mulher sem cabelos, formam esta trupe que agora terá que inverter os papéis. Como diria o filme, “Agora não são os atores que vão escolher os papéis, mas sim os papéis que vão escolher os personagens”.

Deserto

É neste desenrolar que a crítica ferve ao mostrar o machão desempenhando o papel de uma puta, um padre anão que faz sexo com os confidentes, dentre outros. Tudo isso com dosagens cavalares de cenas de sexo que mostram a decadência da vida civil. Críticas não faltam dentro da produção. No entanto, o diretor exagera ao misturar inúmeros elementos em 100 minutos que poderiam ser cortados. Narrativa lenta, exageros que passam do ponto acabam por não dar o total mérito que o longa-metragem  merecia. Mesmo assim, a produção incomodou e tirou aplausos, principalmente da ala que admira os chamados filmes cults.  

Crítica: Roteiro de Malícia poderia ser mais malicioso

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@daiblog.com.br

Único longa representante de Brasília no 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Malícia, de Jimi Figueiredo, conta com um trama intrigante. Acompanhamos a instável Camila (Marisol Ribeiro) e seu relacionamento com Raul (Sergio Sartório). Ele, por sua vez, monitora a vida de Clara (Vivianne Pasmanter) e seu marido (João Baldasserini) por meio do computador, com um aplicativo que faz com que a webcam e microfone da máquina fiquem sempre ligados.  

As duas histórias são contadas de forma paralela e cabe ao público tentar entender se existe uma relação entre elas. Fica difícil também entender quem é o protagonista do filme, já que todos os personagens têm muito espaço na tela. Essa indefinição é uma qualidade, já que realmente não se sabe bem o que esperar e nem para onde a trama vai parar.

Os atores estão muito bem e cena, com um destaque especial para a jovem Laura Teles Figueiredo. Filha do diretor, ela mostrou que não está no filme pelo parentesco e sim por ser uma ótima atriz, fugindo da interpretação robótica ou artificial que costuma ser marca registrada dos atores mais novos. Ao lado de Pasmanter, ela contrancena alguns dos melhores momentos da projeção, com diálogos naturais e verdadeiros.

 

Entretanto, o clímax do filme não consegue empolgar. Ao tratar de temas atuais e importantes, como o universo virtual e até mesmo a sujeira da política, era de se esperar algo mais emocionante. A questão dos relacionamentos também renderia bons desdobramentos. Havia muito potencial para que o resultado fosse superior, pois a produção tem mais acertos do que erros. O que faltou mesmo foi malícia.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

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*Por Leonardo Resende – hashtagcinema@daiblog.com.br

Para um documentário ser cativante, ele deve abandonar linguagens clássicas como apenas relatos e informações educativas. Vinte Anos que, é um longa-metragem dirigido Alice de Andrade, foi exibido na Mostra Competitiva do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Felizmente, o filme não se apega profundamente aos elementos citados e surpreende com a sua montagem intuitiva.

Como diz o próprio título, o documentário mostra personagens em um lugar onde o tempo não aparentava passar: Cuba, a capital do comunismo. Ao mostrar histórias de amor de casais cubanos que foram tema de seu filme anterior, a diretora recolheu material de uma seleção de três famílias ao longo de vinte anos. Retratado em um cenário onde tudo pode desaparecer, o longa-metragem mostra o impacto do comunismo nesses casais.

Mesmo com um enredo tão simples, Alice de Andrade, do Rio de Janeiro, atinge a complexidade tanto política quanto pessoal destes personagens. Uma cena exemplo desta façanha é quando um dos casais – depois de três anos vivendo nos Estados Unidos – volta para Cuba e sente o contraste entre um país desenvolvido e outro esquecido. É tamanha diferença que o rapaz com um boné grifado EUA diz: “Nem lembrava de como era andar em um carro velho”


Trabalhar com o singelo e o profundo ao mesmo tempo sem soar forçado é uma habilidade esplêndida. E ver isso num documentário brasileiro não é apenas gratificante, mas esperançoso para o cinema documental brasileiro.

Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

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