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Série Brasil Imperial estreia na TV Brasil

A TV Brasil estreia, nesta terça-feira, o seriado Brasil Imperial, produção nacional que revive os fatos marcantes da história da monarquia no país, desde a chegada da corte portuguesa em 1808 até a proclamação da Independência em 1822. Composta por dez episódios, a atração inédita na tv aberta vai ao ar na emissora pública de terça a sábado, às 21h30.

Produção original da Fundação Cesgranrio, a série faz parte da programação especial comemorativa do bicentenário da Independência, em exibição na TV Brasil. Além da estreia de Brasil Imperial, a emissora pública leva ao ar outros programas temáticos para celebrar a efeméride, como atrações musicais e produções jornalísticas.

Narrada por Gonçalves Ledo – político liberal e forte opositor das ideias absolutistas -, a trama de Brasil Imperial apresenta as batalhas, negociações e conspirações políticas que marcaram o período de permanência de D. João nas Américas e o primeiro império de D. Pedro I. A obra conta a história de Arrebita, um jovem serviçal que chega ao país junto com a corte portuguesa em 1808, fato inaugural de um período de grandes transformações políticas e sociais que criaram as condições para a Independência do país.

Questões como a escravidão, as atitudes autoritárias do Imperador e seus romances extraconjugais, a morte da Princesa Leopoldina, as revoltas populares em busca de maior liberdade e o estabelecimento de uma elite econômica e política orientada por privilégios, além da corrupção e interesses escusos que pautaram a vida do Brasil nesse período, são o pano de fundo para o intrincado romance de Arrebita e Ana do Congo. O seriado também propõe uma discussão atual sobre as heranças que ainda hoje se perpetuam na administração do estado brasileiro e na organização da sociedade.

Dirigida por Alexandre Machafer, a série foi gravada em locações reais do Rio de Janeiro para trazer a atmosfera do século XIX. O elenco da produção reúne atores como Oscar Calixto (Arrebita), Ricardo Soares (Gonçalves Ledo), Jessica Cores (Ana do Congo), João Campany (D. Pedro I), Rodrigo Ladeira (Chalaça), Dedeh Melo (Leopoldina), Nara Monteiro (Carlota Joaquina) e Gláucio Gomes (D. João VI).

Episódio de estreia

Ameaçado pelas tropas de Napoleão, D. João – herdeiro da coroa portuguesa – resolve fugir para o Brasil em 1807 com toda a corte, em uma ação sem precedentes. Essa decisão transformará a história brasileira.

No episódio de abertura da trama, Arrebita embarca clandestinamente nessa aventura transatlântica em direção aos trópicos. Ele se envolve nos acontecimentos históricos que transformam o Rio de Janeiro na capital do império português e culminam com o processo de Independência do Brasil e o posterior retorno de D. Pedro a Portugal, em 1831.

Ficha técnica
Produção Original: Fundação Cesgranrio
Direção: Alexandre Machafer
Fotografia: Kleber Paredes
Roteiro: Antonio Ernesto Martins
Ano: 2020
Episódios: 10
Gênero: drama, história
Brasil Imperial – Estreia – terça-feira, dia 30/8, às 21h30, na TV Brasil

Confira as mostras do 16º Festival Taguatinga de Cinema

Doze filmes de curta-metragem compõem a Mostra Paralela 2022 do 16º Festival Taguatinga de Cinema. A seleção foi realizada pela curadoria oficial e dedicada aos estudantes do Ensino Médio, com sessões escolas, também abertas ao público geral, seguidas de rodas de conversas. As sessões acontecem na quinta e sexta-feira, sempre às 15h.

Cinco filmes infantis de curta-metragem participam da Mostra Infantil de 2022, dedicada a crianças do Ensino Infantil, com sessões-escola também abertas para o público em geral. Quinta e sexta-feira, às 10h, no teatro Paulo Autran, no Sesc Taguatinga. Ewé de Òsányìn: O Segredo das Folhas é um dos filmes da programação. Assista abaixo:

No sábado, a partir das 15h, a Mostra Azul exibirá uma série de curtas-metragens. É uma programação dedicada a portadores de TEA (Transtorno do Espectro Autista). A sessão é adaptada, com condições de luz e som adequadas ao público, além de oferecer monitores qualificados para atender às famílias.

Em parceria com o Festival Cine Expressão serão exibidas no sábado, às 17h, seis obras produzidas no âmbito do projeto realizado pela Rede Urbana de Ações Socioculturais (R.U.A.S). O projeto, que é voltado para o cinema periférico em Ceilândia, buscou inserir os jovens da cidade de Ceilândia no mercado audiovisual e busca apresentar o audiovisual como uma ferramenta de emancipação social.

SERVIÇO

16º Festival Taguatinga de Cinema
De 7 a 10 de setembro, no Sesc Taguatinga
Entrada solidária mediante doação de 1kg de alimento
Informações: https://festivaltaguatinga.com.br/
Classificação indicativa livre

Vem aí o 16º Festival Taguatinga de Cinema

Setembro vai ter muito cinema e uma rica programação cultural durante o 16º Festival Taguatinga de Cinema. Mais de 400 curtas-metragens de todas as regiões do Brasil se inscreveram nas categorias de animação, documentário, experimental, ficção e infantil. Agora, 24 filmes participam da Mostra Competitiva 2022. Um curta foi o mais escolhido pelo público na mostra online e os outros 23 selecionados pela curadoria oficial. De 7 a 10 de setembro, o Sesc Taguatinga vai receber uma série de sessões especiais, que revelarão a produção audiovisual brasileira nos tempos de confinamento. Os filmes da mostra competitiva concorrerão à premiação nas categorias Júri Oficial e Júri Popular durante as sessões. Entrada solidária mediante doação de 1kg de alimento.

A programação inclui ainda Mostra Paralela, Mostra Infantil e Mostra Azul, que é uma sessão adaptada dedicada a portadores de TEA (Transtorno do Espectro Autista). Outro destaque é a exibição de curtas-metragens do Festival Cine Expressão.

Shows musicais e festas também estão programados, assim como uma feira que acontecerá na área externa do Sesc Taguatinga durante todo o evento. O público também poderá participar de debates e participar de quatro oficinas gratuitas. O ator e diretor Humberto Pedrancini é o homenageado da 16ª edição do Festival Taguatinga de Cinema. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF). A programação completa e mais informações estão disponíveis no site oficial do evento: https://festivaltaguatinga.com.br.

SERVIÇO

16º Festival Taguatinga de Cinema
De 7 a 10 de setembro, no Sesc Taguatinga
Entrada solidária mediante doação de 1kg de alimento
Informações: https://festivaltaguatinga.com.br/
Classificação indicativa livre

Avatar em 4K HDR estreia nos cinemas em setembro

“Avatar”, a aventura épica de James Cameron vencedora do Oscar, retorna aos cinemas em 22 de setembro em 4K HDR. O filme é o maior sucesso de bilheteria de todos os tempos. Confira o novo trailer e o novo pôster em comemoração ao relançamento do filme de 2009.

Escrito e dirigido pelo vencedor do Oscar® James Cameron, “Avatar” é estrelado por Sam Worthington, Zoe Saldaña, Stephen Lang, Michelle Rodriguez e Sigourney Weaver. O filme foi produzido por James Cameron e Jon Landau. Indicado em nove categorias do Oscar®, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, o filme conquistou três estatuetas: Melhor Fotografia, Melhor Design de Produção e Melhores Efeitos Visuais.

Pretendente Surpresa é um equilibrado dorama

*Por Túlio Villafañe

Os k-dramas ou doramas, novelas coreanas em formato de minissérie estão cada vez mais em alta. Atenta a esse público que não para de cresce, a Netflix disponibilizou em seu catálogo a recém-lançada comédia romântica da televisão coreana Pretendente Surpresa (A Business Proposal), adaptação do webtoon homônimo escrito por HaeHwa e ilustrado por Narak.

O k-drama foi dirigido por Park Seon-ho e possui 12 episódios de um pouco mais de uma hora de duração cada um. Entre os atores, muitos rostos conhecidos pelos amantes de dramas coreanos. O par romântico que protagoniza a história é formado por Ahn Hyo-seop, (Lovers of the Red Sky, 2021) e Sejeong (Today’s Webtoon, 2022). Ainda estão presentes atores como Kim Min-kyu, Seol In-ah, Lee Deok-hwa e Seo Hye-won.

Pretendente Surpresa é uma história de amor que segue uma estrutura bem conhecida dentro das comédias românticas: o amor impossível por causa da diferença de classes. Acompanhamos Shin Ha-ri, uma funcionária de uma grande empresa que tem sua vida virada de ponta cabeça ao aceitar sair em um encontro às cegas no lugar de sua melhor amiga, Shin Ha Ri (Kim Se Jeong).

O plano das duas amigas era estragar o encontro as cegas. O que Shin Ha-ri não podia esperar é que o belo homem com quem se encontrara era, na verdade, o seu chefe: o exigente e perfeito presidente Kang Tae Moo (Ahn Hyo Seop). O que deveria ser apenas o encontro de um dia encontro acaba sendo o início de uma série de encontros que levaria a protagonista a aceitar assinar um contrato para fingir ser a namorada do presidente.

A novela acompanha também o romance dos melhores amigos dos protagonistas: Cha Sung-hoon (Kim Min-kyu) – secretário e melhor amigo de Ahn Hyo-seop – e Jin Young-seo (Seol In-ah) – melhor amiga de Shin Ha-ri. Mesmo sendo um casal secundário, eles disputam protagonismos em beleza e simpatia. As exigências do avô – o patriarca da família, a imagem pública da empresa e as trapalhadas de Shin Ha-ri acabam sendo os maiores obstáculos para o final feliz. Será que é possível uma moça pobre ser feliz ao lado do presidente de uma multinacional? A versão televisiva agradou aos fãs, apesar das adaptações de roteiro em relação a obra original. É uma série leve e divertida. O ponto forte da adaptação foi encontrar duas formas de romances correndo lado a lado, em equilíbrio, mas com energias bem diferentes.

Canal curta exibe documentário O Cinema das Mulheres

O documentário “O Cinema das Mulheres”, dirigido por Vanessa de Araújo Souza, chega ao Curta! e ao Curta!On – Clube de Documentários contando a história do cinema no Brasil sob a perspectiva das mulheres que trabalharam no setor audiovisual em diferentes áreas. Ora diante das câmeras, como atrizes; ora por trás das telas, como diretoras, assistentes ou produtoras, as mulheres sempre estiveram lá. Inicialmente, eram raras nos sets, mas aos poucos foram conquistando mais espaço e consolidando uma presença cada vez mais numerosa.

A produção convoca um time de mulheres fundamentais para a consolidação do papel feminino no cinema brasileiro, como Alice Gonzaga, Helena Solberg, Tereza Trautman, Lucy Barreto e Carla Camurati. Um dos destaques é a presença da atriz Ruth de Souza, falecida em julho de 2019. O filme registra a última entrevista concedida por ela, que venceu as barreiras de gênero e de raça e se consagrou como um grande nome do cinema: “Eu acho que eu realizei meu sonho de ser atriz de cinema (…). Eu tive ótimas oportunidades no cinema e, quando se pega um bom papel, você o faz com todo amor e carinho. Em toda a vida, quis ganhar dez”, afirma Ruth.

Conforme essas grandes mulheres relembram suas próprias trajetórias, a história do cinema brasileiro vai se revelando. Entrevistas com pesquisadores e a narração de Zezé Motta costuram suas narrativas, dando coesão cronológica aos acontecimentos. Outro elemento que as une é a experiência de ter enfrentado os desafios impostos pelo gênero — invisibilidade, preconceito, entre outros — e de terem sido pioneiras dentro da área que escolheram.

O documentário conta com um rico acervo, com fotos e vídeos de diferentes épocas. Também são exibidas cenas de produções como “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil” (1995), “O Quatrilho” (1955), “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), “Sinhá Moça” (1953) e “Os Homens Que Eu Tive” (1973). A exibição é na Quarta do Cinema, 24 de agosto, às 22h30.

Leão vingativo arranca bons momentos em A Fera

*Por Michel Toronaga

Um leão é o tipo de animal que não é sinônimo de medo para os brasileiros, já que não representa um perigo real por estar mais distante do cotidiano. Afinal, ele só pode ser visto nos zoológicos, que geralmente possuem diversas medidas de segurança para evitar tragédias. Mas no continente africano, em especial nas terras onde fazem safaris, a coisa pode ser bem diferente. E é ambientado na África que estreia hoje A Fera, novo filme do diretor Baltasar Kormákur (Vidas à Deriva).

Nate Samuels (Idris Elba) é um médico que decide visitar a cidade natal de sua falecida esposa. Ele viaja com as filhas adolescentes, numa tentativa de se reconectar com a família após a perda. Todos se hospedam na casa de Martin Battles (Sharlto Copley, de Distrito 9), um antigo amigo. Porém, existem caçadores ilegais que estão matando leões na redondezas, ignorando o fato daquela ser uma reserva ambiental. E um leão sobrevivente de uma chacina busca vingança.

O animal não é um Liam Neeson da vida, mas literalmente mata qualquer pessoa que vê pela frente. No filme, fica claro que o leão é uma vítima dos humanos e acabou por se tornar uma ameaça depois de sofrer uma violência. Quando os caminhos do doutor Nate e sua família se cruzam com os da fera, tem início uma batalha pela sobrevivência. O suspense está garantido, em especial porque os personagens ficam confiados em um carro – algo parecido com o que já foi explorado no clássico Cujo.

Como já se espera de uma produção de 2022, a computação gráfica está incrível e é difícil saber se algum leão que aparece existe mesmo ou se foi criado por computador. E o que chama mais a atenção são câmeras, que conseguem criar cenas engenhosas em lugares apertados. Seja dentro do carro ou até mesmo embaixo dele – um dos melhores trechos da projeção. O uso excessivo de planos-sequência parece meio sem propósito em alguns momentos, mas funciona bem em outros por trazer um realismo importante. Ainda que a velha história familiar seja algo bem repetitivo, A Fera consegue cumpre bem o papel de ser um filme divertido.

Gêmeo Maligno repete fórmulas

*Por Michel Toronaga

Se tem uma coisa que o cineasta Ari Aster soube fazer muito bem é misturar drama com terror. Como resultado, os sucessos de Hereditário e Midsommar. No primeiro, luto e questões familiares numa trama envolvendo seita satânica. No segundo, problemas nos relacionamentos amorosos com costumes culturais esquisitos de um país europeu. Misture todos esses elementos e você vai saber de onde veio Gêmeo Maligno, longa-metragem que estreia hoje nos cinemas.

Com direção de Taneli Mustonen, o filme é uma colcha de retalhos de ideias que deram certo. A trama fala sobre Rachel (Teresa Palmer, de Eu Sou o Número Quatro), que perdeu um filho num acidente e viaja com o marido e o filho sobrevivente para uma cidade na Finlândia. Lá, coisas assustadoras acontecem à medida que ela começa a suspeitar de todos os moradores daquela comunidade. Estão nessa história todos os ingredientes já comentados: tem o luto, dificuldades familiares e rituais folclóricos.

A grande diferença é que, por mais que a inspiração seja boa, Gêmeo Maligno não consegue se destacar. A primeira parte do filme até que se desenvolve bem, mas depois perde cada vez mais a sua força. Apesar de ter imagens bonitas e momentos interessantes, o maior problema está na história, que aposta todas as fichas em uma reviravolta no final que não causa o impacto pretendido. No elenco estão Steven Cree (John Carter: Entre Dois Mundos) e Barbara Marten (Os Órfãos).

Clichês típicos do gênero estão presentes, como o menino fazendo desenhos violentos, pesadelos de noite e pessoas estranhas que ficam apenas encarando. O resultado pode até agradar quem não assistiu a filmes como A Inocente Face do Terror (1972) e tantos outros que falam de gêmeos, mas é um título morno e sem brilho próprio. Apesar de todo o esforço em tentar criar algo que se destaque, fica uma lição: cinema é como cozinhar. Você pode ter os insumos e até saber a receita, mas nem sempre o prato será saboroso.

Idris Elba fala sobre os bastidores de A Fera

A Universal Pictures acaba de divulgar em seu perfil oficial no Instagram um vídeo inédito sobre os bastidores da filmagem de A Fera, thriller dirigido pelo cineasta Baltasar Kormákur.

No vídeo, o ator Idris Elba, que interpreta o Dr. Nate Daniels, comenta sobre o processo no set e como foi trabalhar neste projeto tão audacioso ao lado das atrizes Iyana Halley e Leah Jeffries, que interpretam suas filhas no longa. “Nós acabamos nos aproximando na vida real. Quando estávamos gravando, nós três parecíamos uma família, era muito acolhedor”, compartilha o ator.

Sobre a história, o diretor Baltasar Kormákur explicou que ficou interessado por ela desde que a apresentaram. “Eu adoro animais. Cavalgo com meus cavalos na fazenda, e mesmo quando criança, costumava recortar fotos de leões na África. No momento que contei para minha mãe sobre A Fera, ela pegou um velho livro de recortes e disse: ‘Esta pode ser a razão pela qual você está fazendo este filme…”, comentou o cineasta.

 A África do Sul desde o início sempre esteve entre as prioridades dos cineastas envolvidos no projeto. Para eles, era muito importante ter ambientes autênticos para ancorar o filme na veracidade e intensificar o realismo quase insuportável do terror. “Sabíamos que teríamos uma família em perigo e fizemos uma escolha muito ponderada sobre filmar na selva da África do Sul. Isto não é uma tela verde, não foi filmado em algum estúdio no meio de uma cidade americana. Ele queria filmar no próprio ambiente para fazer esses grandes planos gerais que levam o espectador para dentro da floresta.”, explica o produtor Will Packer.

A Fera é escrito por Ryan Engle é baseado em uma história original de Jaime Primak Sullivan e estrelado por Idris Elba, Sharlto Copley, Iyana Halley e Leah Sava Jeffries, e estreia em todos os cinemas brasileiros em 11 de agosto.

Trem-bala é frenético e divertido como um anime

*Por Michel Toronaga

David Leitch é conhecido pelos títulos de ação: Atômica, De Volta ao Jogo, além do spin-off Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw. Ele agora está de volta às telonas com Trem-bala, um eletrizante longa-metragem estrelado por Brad Pitt. O galã interpreta um assassino conhecido como Joaninha. Ele tem uma missão aparentemente simples: roubar uma maleta que está num vagão de um trem-bala japonês. Só que nem tudo é o que parece, ainda mais porque existe mais gente com outros planos lá.

Baseado no best-seller de Kotaro Isaka, o filme tem uma história repleta de personagens interessantes e um ritmo frenético. A trama é intercalada por flashbacks que contextualizam e apresentam um pouco a história de cada passageiro que está no veículo. E fica o mistério de tentar entender quem está por trás da ideia de colocar diversos assassinos profissionais dentro de um mesmo espaço. Pouco a pouco essa confusão vai se resolvendo, até a resolução completa nos momentos finais.

Assim como Deadpool 2, também dirigido por Leitch, Trem-bala é repleto de cenas de humor. Então quem for assistir pode esperar um título que mescla violência com piadas politicamente incorretas. Como os personagens são altamente treinados, as lutas são bem mirabolantes, não ficando restritas apenas a tiroteios. E é admirável como a decoração dos vagões consegue deixar o filme dinâmico, sem causar o tédio que poderia surgir pelo fato da locação ser a mesma durante pouco mais de duas horas de projeção.

Além de Brad Pitt, o elenco conta também com Aaron Taylor-Johnson (Kick Ass), Brian Tyree Henry (Eternos), Sandra Bullock (Gravidade), Michael Shannon (Foi Apenas Um Sonho), Logan Lerman (Percy Jackson e o Ladrão de Raios), Joey King (Invocação do Mal) além de algumas participações especiais e inesperadas que é melhor não comentar para não estragar a surpresa. Trem-bala é o tipo de filme que tem tudo para agradar fãs de anime por ter humor duvidoso, muita ação e vários momentos non-sense. Divertidíssimo!