Brasília se prepara para receber a 3ª edição Nacional e 12ª Internacional do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos.
Ao todo, 420 produções foram inscritas para a mostra que acontece dias 7, 8 e 9 de maio no Cine Brasília. O Festival acontece simultaneamente em mais de 100 cidades de 20 países e tem como característica trabalhos com, no máximo, três minutos de duração (exceto título e créditos).
A curadoria da mostra nacional, com sede em Brasília, selecionou 48 trabalhos. Além de obras de todo o país, foram inscritos trabalhos do Canadá, Colômbia e França, destacando a consolidação da mostra.
Também compõem o Festival as Mostras “Mostra-te Brasília”, “Projeto Nome” e “Palavras de Mulheres”.
Confira a programaçao no site: http:www.filmescurtissimos.com.br
Cinema é uma coisa que custa e rende muito dinheiro. Os cifrões das superproduções e bilheterias do mundo todo são a prova concreta disso. O site Freakingnews reuniu algumas montagens de pôsteres de filmes com dinheiro. Confira 11 imagens:
Sandra Bullock ganhou uma nova face no cartaz do filme Miss Simpatia 2 – Armada e poderosa.
Daniel Craig e 20 dólares na capa de 007 Casino Royale
O pôster do clássico filme Laranja mecânica foi completado por três cédulas diferentes.
50% de Eddie Murphy é dinheiro no pôster de O grande Dave.
Quase não da para reconhecer Jim Carrey na capa de As loucuras de Dick e Jane.
Estão abertas as inscrições para o 5º Cinefantasy – Festival Curta Fantástico, que acontece de 31 de agosto a 12 de setembro de 2010 em São Paulo.
Gratuitas, as inscrições podem ser feitas até o dia 11 de junho através do site www.curtafantastico.com.br. A edição de 2010 se divide nas seguintes categorias: Mostra competitiva de curtas-metragens, Mostra competitiva de longas-metragens e Sessão Mestre dos Gritos. Além das mostras competitivas, a quinta edição contará ainda com a mostra paralela, atividades de formação e debates com convidados especiais.
O Cinefantasy, que já conquistou seu espaço como um dos eventos mais importantes do calendário do universo fantástico da América Latina, abrigando fãs e produtores do gênero, além de conquistar reconhecimento internacional, é membro do Fantafestivales – Aliança Latino-Americana dos Festivais Fantásticos – e parceiro da Federação Européia Meliés.
Serviço:
5º Cinefantasy – Festival Curta Fantástico
INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 11 de JUNHO
www.cinefantasy.com.br
Ficam abertas até 30 de junho as inscrições para o 5º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino. O evento vai de 4 a 10 de outubro. Ao melhor diretor do festival será entregue maior prêmio financeiro dentre os festivais nacionais, de R$ 110 mil. Informações sobre as inscrições estão disponíveis no site oficial do festival.
Somente filmes nacionais podem ser inscritos para concorrer ao Prêmio Araucária de Ouro. Nos anos anteriores, eram aceitas produções de países como Itália, Portugal, Espanha, México e Argentina. Este ano, filmes estrangeiros só serão exibidos na Mostra Paralela de Filmes Latinos. Já a Mostra Paranaense de Cinema dependerá do número de filmes inscritos.
Prêmios Longa-metragem em 35mm e digital Melhor Direção – R$ 110 mil
Melhor Filme – R$ 80 mil
Melhor Ator – R$ 8 mil
Melhor Atriz – R$ 8 mil
Melhor Ator Coadjuvante – R$ 5 mil
Melhor Atriz Coadjuvante – R$ 5 mil
Melhor Roteiro – R$ 8 mil
Melhor Fotografia – R$ 8 mil
Melhor Direção de Arte – R$ 8 mil
Melhor Trilha Sonora – R$ 8 mil
Melhor Som – R$ 8 mil
Melhor Montagem – R$ 8 mil
Curta-metragem em 35mm e digital Melhor Direção – R$ 15 mil
Melhor Filme – R$ 10 mil
Melhor Ator – R$ 3 mil
Melhor Atriz – R$ 3 mil
Melhor Roteiro – R$ 3 mil
Melhor Fotografia – R$ 3 mil
Melhor Montagem – R$ 3 mil
Melhor Direção de Arte – R$ 3 mil
Ashley Judd, da oitava geração do leste do Kentucky, mostrou seu talento pela primeira vez interpretando Ruby Lee Gissing no internacionalmente aclamado Ruby in Paradise, de Victor Nunez. Com os mais importantes prêmios de interpretação ao redor do mundo em seu currículo, Judd demonstrou versatilidade ao atuar em uma variedade de gêneros, obtendo sempre sucesso de bilheteria.
Em 2009, atuou no filme independente Helen, escrito e dirigido por Sandra Nettlebeck. Esta dramática história gira em torno de uma professora de música chamada Helen (Judd), que sofre de profunda e debilitante depressão, e a única pessoa que consegue compreender sua dor é uma jovem estudante. Helen estreou no Festival de Cinema de Sundance de 2009.
Em 2006, retornando às suas raízes independentes, Judd trabalhou no longa-metragem Encontros ao Acaso e no filme Possuídos.
O Fada do Dente
Na televisão, rodou um documentário para o National Geographic, relatando sua viagem à Índia no começo de 2007, destacando seu comprometimento como Embaixadora Global da YouthAids. O documentário foi ao ar no dia primeiro de dezembro, Dia Mundial da Luta Contra a Aids. Em 2006, um documentário parecido foi ao ar no The Learning Channel, sobre a viagem de Judd à América Central com sua amiga, colega, atriz, feminista e ativista humanitária Salma Hayek.
Em 2004, ela comoveu o público com a emocionante atuação como a socialite Linda Lee Porter na cinebiografia de Cole Porter De Lovely – Vidas e Amores de Cole Porter, pela qual foi indicada ao Globo de Ouro. No começo de 2004, Judd atuou em A Marca e também interpretou por seis meses, na Broadway, Maggie, em Gata em Teto de Zinco Quente, de Tennesssee Williams.
Judd teve um ano de 2002 muito bem-sucedido e diversificado. Fez uma pequena, porém notória, aparição em Frida, e um papel de coadjuvante em Divinos Segredos. Judd atuou em Crimes em Primeiro Grau, da Twentieth Century Fox, o qual a reuniu novamente com o coadjuvante de Beijos que Matam, Morgan Freeman. Também para a Fox, Judd atuou em Alguém Como Você. Sua lista de créditos inclui Onde Mora o Coração, Risco Duplo e Sedução Fatal. Judd também atuou no drama de 1998, Pequeno Milagre, baseado no romance de John Irving A Prayer for Owen Meaney.
Asley Judd em Possuídos
Em 1997, Judd atuou no sucesso de bilheteria Beijos que Matam, bem como em Segredos Imperdoáveis. Judd também pode ser vista em Fogo Contra Fogo, de Michael Mann, pelo qual foi elogiada pela crítica e no qual contracenou com Robert DeNiro, Al Pacino e Val Kilmer. Em 1996, ela participou do filme Tempo de Matar, de Joel Schumacher. No final de 1996, atuou em Fronteiras do Crime. Também em 1996, Judd foi indicada ao Emmy e ao Globo de Ouro por sua interpretação de Norma Jean em Norma Jean & Marilyn, da HBO.
Judd estreou no teatro em Busted, uma produção de Naked Angels, dirigida por Timothy Hutton. Em seguida, ela interpretou Madge na peça da Broadway vencedora do Prêmio Pulitzer Picnic, de William Inge, no Roundabout Theatre Company, enquanto filmava o inesquecível Cortina de Fumaça.
Ela faz parte do conselho de diretores da PSI (Population Services International). Juntou-se ao PSI em 2004, depois de ser a embaixadora global do programa de educação e prevenção de HIV, YouthAids, desde 2002. Judd visitou os programas do PSI na Tailândia, Camboja, Madagascar, Quênia, África do Sul, Guatemala, Honduras, Nicarágua, El Salvador, Índia, Ruanda e na República Democrática do Congo. Em seu trabalho, ela testemunha as vidas dos explorados e pobres, para ajudar a educar o mundo sobre a realidade da pobreza global e trazer soluções para os devastadores efeitos da injustiça social e das desigualdades entre os sexos masculino e feminino.
Asley Judd em A Marca
Foi protagonista de três documentários vencedores de prêmios e transmitidos em mais de 150 países ao redor do mundo pela VH1, pelo The Discovery Channel e pelo The National Geographic Channel. Como parte de seu papel de membro do conselho da PSI, Judd apareceu em diversas capas de revista e foi assunto de inúmeros jornais e entrevistas para a televisão, chamando atenção para os problemas que mais a afligem, a desigualdade entre os sexos e a pobreza. Visitou legisladores na Capitol Hill, localizada na Assembleia Geral das Nações Unidas, para falar a respeito do flagelo do tráfico humano, falou no National Press Club, testemunhou no Comitê de Assuntos Estrangeiros do Senado a favor da proteção das mulheres vulneráveis à violência, ao abuso sexual e ao HIV e, mais recentemente, participou do painel da Clinton Global Initiative, para discutir o problema da água segura e da capacitação de mulheres nos países em desenvolvimento.
Recentemente, Judd começou a participar como representante das organizações Defenders for Wildlife e The Sierra Club, dedicando seu tempo e influência para protestar contra práticas de caça aos lobos, de avião (Defenders for Wildlife), bem como contra a remoção de carvão do topo das montanhas (The Sierra Club). Além de ter trabalhado no filme A fada do dente.
A lenda do fio vermelho foi explorada em Dolls, de Takeshi Kitano e em uma série de obras, como na abertura da série Last Friends. Para quem não se lembra, a história fala sobre um fio invisível que é amarrado no dedo mindinho de duas pessoas que estão destinadas a viverem juntas para sempre. É como uma ligação espiritual que representa o amor eterno. A mesma ideia é aproveitada em Akai ito – O fio vermelho, novela de 11 episódios baseada em um livro de sucesso no Japão.
Quem conhece os doramas (essas séries televisivas) sabe que os roteiros pegam pesado no drama. E com Akai ito não é diferente. O que poderia parecer um simples romance colegial vira um maremoto de lágrimas e sofrimento sem parar. A trama gira em torno de Mei Takemiya (Nao Minamisawa) e Atsushi Nishino (Junpei Mizobata), que nasceram no dia 29 de fevereiro – data rara que só existe nos anos bisextos.
Romance adolescente
Eles se conheceram na infância, mas o destino faz com que se reencontrem novamente na escola, aos 16 anos. Porém eles não se reconhecem e uma série de problemas surge para atrapalhar a união dos dois. Um dos temas principais da série é o uso de drogas. A mãe de Atushi é uma dependente e o vício dela devasta a vida de todos que estão próximos. Além disso, segredos do passado surgem para separar de vez o jovem casal.
Prepare-se para chorar
Akai ito pode ser considerado um romance, mas o que prevalece mesmo é o drama. A pureza do primeiro amor é colocada em xeque com o amadurecimento e a entrada na vida adulta. Os episódios falam de gravidez na adolescência, violência, suicídio e preconceito. É tanto contratempo nos caminhos de Mei e Atsushi, que os momentos de felicidade não são suficientes para se dizer que essa é uma história extremamente triste. Cotação do Daiblog:
Akai ito (Japão, 2008) Dirigido por Shosuke Murakami. Com Nao Minamisawa, Junpei Mizobata, Kaoru Hirata, Anna Ishibashi, Sayuri Iwata, Ryo Kimura, Masahiro Kômoto, Kenji Matsuda, Shigemitsu Ogi, Rei Okamoto…
Numa parceria entre o programa Alfabetização Audiovisual, da Prefeitura de Porto Alegre, e o projeto Formação de Público para o Cinema Brasileiro desenvolvido pelo Cine Santander com o apoio da Ancine, os ingressos do longa-metragem Antes Que o Mundo Acabe serão financiado para até 4.000 alunos da rede municipal da capital gaúcha. E o agendamento para as sessões de maio, e todas as manhãs de junho e julho, já estão esgotadas.
“Esta ação com as escolas públicas está causando uma enorme repercussão entre os alunos e professores, o que nos deixa seguros do potencial que o filme tem” anima-se a diretora do filme Ana Luiza Azevedo, “A nossa expectativa é de que as escolas continuem garantindo estes ingressos já nas primeiras semanas de exibição do filme, também na rede privada, o que garantirá uma boa largada.”, completa Ana.
Antes que o mundo termine
A ‘Formação de Público para o Cinema Brasileiro’, é um programa que financia – através da Ancine – ingressos para os alunos da rede pública frequentarem o cinema. A sala participante do programa é o Cine Santander. Ao todo serão 4.000 alunos contemplados e o programa funcionará terá início no dia 17 de maio. O longa-estreia nos cinemas no dia 14 de maio.
O filme estreia em maio nos cinemas
Sobre o filme:
Daniel é um adolescente crescendo em seu pequeno mundo com problemas que lhe parecem insolúveis: uma namorada que não sabe o que quer, um amigo que está sendo acusado de roubo e como sair da pequena cidade em que vive. Tudo começa a mudar quando ele recebe uma carta do pai que nunca conheceu. Em meio a todas essas questões, ele será chamado a realizar suas primeiras escolhas adultas e descobrir que o mundo é muito maior do que a gente pensa.
Veja aqui o trailer do filme Antes que o mundo acabe:
O pessoal da Warner disponibilizou uma entrevista muito legal com a Laís Bodansky, diretora de As melhores coisas do mundo. Vale a pena dar uma lida (e assistir ao filme também, é claro!). E para ler uma crítica do filme clique aqui.
Como Nossos Pais
Como surgiu o convite para fazer um filme como As Melhores Coisas do Mundo? A história desse projeto é muito interessante. Ele veio a convite da Gullane e da Warner Bros., e com ele, carta branca para executá-lo como quisesse. Foi um convite muito tentador, mas também provocativo, pois tínhamos, ali, que emprestar a nossa maneira de ver o mundo. O filme tem um formato diferente dos meus outros dois trabalhos “Bicho de Sete Cabeças” e “Chega de Saudade”.
Como se deu a escolha dos atores jovens para a trama? E, o trabalho para sua preparação? O elenco principal, secundário e figuração, foram selecionados entre 2500 jovens estudantes em fase escolar. Se tornaram atores vivendo pela primeira a experiência da atuação neste filme. A escolha gradativa do elenco nos deu mais segurança. O processo de seleção já era uma semi preparação para os atores. Os testes já eram bem focados. Quando começamos de fato a preparação de elenco, não começamos do zero.
Como foram esses testes? Partimos da idéia que não deveríamos explicar quem eram os personagens. Quando se dá apenas algumas informações e situações chaves ao ator, ele é capaz de fazer o jogo sem a caricatura. Quando você delimita o personagem, a pessoa quer mostrar tanto seu conhecimento sobre ele, que acaba caindo na teatralidade. Sem perceberem, eles se apropriaram muito bem dos personagens.
Como é a sua relação de diretora com o trabalho do ator? Gosto de trabalhar com atores que de uma forma contribuam, que sejam co-autores. Mas, essa demanda precisa ser oferecida por eles. É um pingue-pongue. É muito bom quando você vê um ator argumentando, refletindo sobre o universo da personagem. No caso de “As Melhores Coisas do Mundo”, naturalmente, existe o conhecimento de mundo da vida deles (dos jovens). Os personagens se assemelham à vida real. Esses jovens tinham muito mais intimidade com o tema do que eu. Falavam com muita propriedade. Brinco que nesse filme eu tinha consultoria online.
O que a convenceu a dirigir um filme como “As Melhores Coisas do Mundo”? O universo adolescente não é retratado no cinema brasileiro. Quando é retratado é de maneira caricatural. E, esse, é um público ávido por informação. Esse recorte me encantou. Falar do adolescente e para eles. Ou seja, usando a linguagem deles. Falar com sinceridade sem ser de cima para baixo.
Como foi a pesquisa de campo para a construção do roteiro de “As Melhores…”? Foram realizados grupos de pesquisas em diferentes colégios de São Paulo, num total de sete instituições. Cada escola tinha um critério, entre as perguntas que fazíamos estavam como deveríamos falar e como não devemos fazer um filme que retratasse a sua realidade. Essas conversas eram muito íntimas. Eu mesma até chorei. Fiquei emocionada ao ver que o adolescente quando percebe um espaço em que pode falar, desabafa. E a gente até se assusta. Ele se entrega mesmo. Eram sempre conversas fortes. Através dessas conversas consegui levantar pontos comuns entre eles. E, um deles é que o adolescente fica mais tempo na escola do que na sua casa. Eles faziam questão de dizer que a família são seus amigos, aqueles com quem você convive. Queríamos trazer isso para o filme. Por isso, o universo da escola não podia ficar fora do filme.
Gostaria que você comentasse sobre os eixos escolhidos para tratar no filme, como a questão da ética e cidadania. Em “As Melhores Coisa do Mundo” não precisamos forçar a barra quanto aos assuntos que foram trazidos à trama. Esses jovens falam de cidadania e ética sem perceber no seu dia a dia. No universo da casa, com a família os adolescentes funcionam como verdadeiras esponjas. Ouve comentários e acaba digerindo e volta para o mundo da forma como ele mesmo entendeu, não quisemos dar um tom didático.
Gostaria que você comentasse sobre uma das cenas mais sensíveis do filme, o momento em que a personagem Camila quebra os ovos… Não sei se vou ter a sorte de fazer uma cena como essa novamente. Tão simples e ao mesmo tempo tão complexa. É uma cena que costumo dizer que é agridoce, você ri e chora ao mesmo tempo. Confesso que tinha medo dessa cena por ter um tom melodramático. Mas, durante a leitura do roteiro, a cena dos ovos era a que se destacava entre os adolescentes. A cena não foi ensaiada. No dia da filmagem, conversamos melhor sobre ela para darmos uma coerência para a ação. E, então, pontuei: primeiro um ovo cai e esse ovo que cai sem querer acaba sendo a gota d’água. O menino, como observador, transforma aquela gota d’água da mãe numa brincadeira, porque ele tem leveza pra isso.
Como foi trabalhar com atriz Denise Fraga e atores novatos como Francisco Miguez e Fiuk? A Denise veio com muito desejo de interpretar a Camila, pois ela também é mãe. Entendeu muito bem o Francisco com o seu “abacaxi” de ter que carregar o filme nas costas, por ser o protagonista. A Denise deixou o Francisco chegar. Teve muita classe e muita humildade para que ele se sentisse à vontade. O Francisco é um menino muito reservado. Já o Fiuk é mais expansivo. Mais caloroso, se jogou de cabeça na figura de Pedro. O interessante é que a personalidade antagônica de ambos dá a configuração necessária para interpretarem irmãos. Fiuk tem carinho pelo seu personagem Pedro. Ele sofre com suas angústias. Desde o primeiro momento vi que estava de frente de um ator maduro. Ele conseguia compreender a dor do personagem. É um ator que consegue se dividir entre ser o personagem e ao mesmo tempo estar deslocado, com um olhar crítico e ultra consciente do trabalho que está exercendo.
Como trabalhar assuntos tabus, resultados de uma sensibilidade intensificada e que, na maioria das vezes, é levada às últimas consequências como no caso do personagem Pedro (interpretado por Fiuk)? A questão do viver intensamente é algo que toca a humanidade. Com o passar do tempo, o resultado desse sentimento pôde ser identificado diante de experiências como a de um amor utópico, ou de uma dor muito forte. É algo que aflora principalmente na fase da adolescência. Resolvi trazer, então, esse sentimento para o filme e mostrá-lo com pode ser levado às últimas conseqüências. Queria que ele fosse visto através do universo familiar. Como no caso de Pedro, em que os pais não conseguem reconhecer o momento difícil pelo qual o filho está passando.
Como foi trabalhar com atores como Paulo Vilhena e Caio Blat? Convidei o Paulo Vilhena para fazer o papel do professor de violão de Mano, Marcelo. Ele disse pra mim: “Não toco nada, mas imito perfeitamente!”. Mesmo não sendo músico, o Paulo tem aquele ar de sabedoria de mestre, que no surfe também aparece. E esse é um universo que para ele lhe é familiar. Todo adolescente tem seu mestre. Um tio, um irmão mais velho, um cantor. Eu sempre quis trabalhar com Caio. Seu papel do professor Artur não é a de um sedutor pela beleza, mas sim pela fala, pelo seu engajamento e forma de se colocar.
Qual foi sua experiência com a equipe que trouxe para “As Melhores Coisas do Mundo”? O Daniel Rezende (responsável pela montagem do filme) foi um parceiro importante nesse trabalho. Descobri também um amigo. Conseguimos amadurecer mais rápido o filme com sua montagem paralela. Foi através dela, que pudemos descobrir falhas e filmar complementos de cenas. O Cássio Amarante como diretor de arte foi também uma figura chave para o processo. O Sérgio Penna que, com sua maneira descontraída com os jovens fez com que cada um buscasse sua forma para interpretar o personagem. Seu trabalho também foi responsável pelo amadurecimento desses atores.
Os carismáticos personagens de Lewis Carol retornam aos cinemas sob a direção de Tim Burton (A fantástica fabrica de chocolate, A noiva cadáver). Com o auxilio da tecnologia 3D e uma historia “inédita”, Alice no pais das maravilhas e um filme recomendado para quem gosta de aventuras em um universo fantasioso e mágico.
Diferente do que todos estamos acostumados, Alice (vivida por Mia Wasikowska) não é mais uma garotinha tão ingênua assim. Ela já possui 19 anos de idade e está prestes a se casar. Mas estranhas visões de um coelho com um relógio fazem com que a jovem retorne ao País das Maravilhas. E lá as coisas estão bem diferentes e perigosas do que nas outras adaptações.
A Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter, de Harry Potter e o enigma do príncipe) tomou conta de todo o lugar, espalhando terror e caos. Com sua cabeça desproporcionalmente maior que o resto do corpo, ela é uma mistura de crueldade e simpatia – sendo a personagem mais interessante da trama. Por outro lado, sua irmã, a Rainha Branca (Anne Hathaway, de Noivas em guerra, O casamento de Rachel, Idas e vindas do amor) perdeu o reinado e aguarda por um misterioso guerreiro que irá ajuda-la a recuperar o posto.
O longa-metragem ganha forca com os ótimos personagens, como o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp, de Inimigos publicos) e a insana Lebre de Março (clique aqui para conhecer todo o elenco), porém o roteiro nada original enfraquece todos os esforços em se fazer um filme memorável. A parte técnica está caprichada, como já se podia imaginar. O grande problema realmente é a história, que não inova e é previsível desde o princípio. Para a garotada vale uma conferida nos cinemas, principalmente porque os efeitos em terceira dimensão funcionam bem. Cotação do Daiblog:
Alice in Wonderland (EUA, 2010) Dirigido Tim Burton. Com Mia Wasikowska, Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway, Crispin Glover, Matt Lucas, Stephen Fry, Michael Sheen, Alan Rickman, Barbara Windsor, Paul Whitehouse, Marton Csokas…
Veja aqui o trailer do filme Alice no País das Maravilhas:
Jude Law é considerado um dos melhores atores ingleses da atualidade, colecionador de atuações ricas e variadas no cinema e no teatro. Há pouco voltou aos palcos para estrelar o papel-título na produção de Donmar Warehouse de “Hamlet”, de Shakespeare, primeiro no West End, depois repetindo o papel na Broadway.
No cinema, a primeira vez que chamou a atenção da crítica foi com sua atuação como o amante de Oscar Wilde, lorde Alfred Douglas, no filme de 1997, “Wilde”, pelo qual recebeu um Evening Standard British Film Award. Continuou recebendo aclamação internacional pelo trabalho no filme de Anthony Minghella, “O Talentoso Ripley”. Sua atuação como o predestinado garoto de ouro Dickie Greenleaf valeu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro, além do BAFTA de Melhor Ator Coadjuvante.
Jude Law
Law mais tarde recebeu indicações para o Oscar, o Globo de Ouro e o BAFTA como Melhor Ator por sua atuação no épico da Guerra Civil americana de 2003, “Cold Mountain”, também dirigido por Minghella. Ainda recebeu uma indicação ao Globo de Ouro pelo papel no filme de Steven Spielberg, “A I. – Inteligência Artificial”.
Em 2004, estrelou cinco filmes diferentes, incluindo dois pelos quais dividiu as honras com o elenco: o aclamado drama de Mike Nichols, “Closer – Perto Demais”, com Julia Roberts, Clive Owen e Natalie Portman, com quem recebeu o prêmio de Melhor Elenco do National Board of Review; e o filme de Martin Scorsese, “O Aviador”, pelo qual dividiu uma indicação ao prêmio Screen Actors Guild de Melhor Desempenho de Elenco. No mesmo ano, estrelou “Alfie – O Sedutor”, fazendo o papel-título sob a direção de Charles Shyer; trabalhou no filme de David O. Russell, “Huckabees – A Vida é uma Comédia”; e “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã”, que ele também produziu. Além disso, emprestou a voz a “Desventuras em Série”.
Jude Law em “O Amor Não Tira Férias”
Entre seus muitos créditos ainda estão o filme de Terry Gilliam, “O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus”; o de Kenneth Branagh, “Um Jogo de Vida ou Morte”, que ele também produziu; o primeiro filme em inglês de Wong Kar Wai, “Um Beijo Roubado”; a comédia romântica de Nancy Meyers, “O Amor Não Tira Férias”, com Cameron Diaz, Kate Winslet e Jack Black; “Invasão de Domicílio”, que o levou novamente a trabalhar com Anthony Minghella; o filme de Sam Mendes, “Estrada para Perdição”, com Tom Hanks e Paul Newman; o de Jean-Jacques Annaud, “Círculo de Fogo”; o de David Cronenberg, “eXistenZ”; o de Clint Eastwood, “Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal”; e “Gattaca – Experiência Genética”, que marcou sua estréia no cinema americano.
Law começou a carreira no teatro, com o National Youth Theatre, aos 12 anos. Em 1994, ele criou o papel de Michael na peça de Jean Cocteau, “Les Parents Terribles”, pelo que foi indicado para o Prêmio Ian Charleson de Revelação. A peça foi renomeada “Indiscretions” quando foi para a Broadway, tendo Law recebido uma indicação ao Tony de Melhor Ator Coadjuvante. No palco atuou também em “Tis Pity She’s a Whore”, no Young Vic Theatre, em Londres, e teve sua atuação aclamada no papel-título da peça de Christopher Marlowe, “Dr. Fausto”, ambas dirigidas por David Lan. Recentemente, esteve envolvido com os esforços para levantar fundos para uma grande reforma do Young Vic Theatre.
Jude Law em “Um Jogo de Vida ou Morte”
Em 2007, a Academia Francesa concedeu-lhe o Prêmio César d’Honneur em reconhecimento à sua contribuição ao cinema, e o governo da França o nomeou Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres por suas realizações no campo artístico.