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James Cameron planta pau-brasil no Parque do Ibirapuera

O diretor de Avatar, James Cameron, e a atriz Sigourney Weaver (Heróis imaginários), deram início, na manhã deste domingo (11/4), em São Paulo, à parceria global entre a Twentieth Century Fox Home Entertainment e a Earth Day Network, para o plantio de um milhão de árvores pelo mundo, que coincide com o lançamento do DVD e Blu-ray de Avatar.
James Cameron planta pau-brasil
Todos dando uma mãozinha no plantio

Cameron plantou um exemplar de pau-brasil – árvore nativa brasileira – que é um símbolo poderoso da recuperação das florestas no país e uma espécie 99% extinta. A árvore foi plantada no Parque do Ibirapuera, o mais importante e famoso da cidade de São Paulo. Cameron e Weaver foram acompanhados por Antonio Herman de Vasconcellos e Benjamin, ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Carlos Fortuner, secretário Municipal do Meio Ambiente em exercício, e Pedro Escorel de Azevedo, secretário-adjunto Estadual do Meio Ambiente.

James Cameron planta pau-brasil
Opa! Plantada uma das árvores mais ameaçadas de extinção.

A parceria entre a Fox Home Entertainment e a Earth Day Network, organização internacional sem fins lucrativos que coordena programas do Dia da Terra, foi anunciada pelo próprio Cameron, em Los Angeles (EUA), em 23 de março. O plantio das árvores será feito em 15 países, a partir de hoje e até o fim deste ano. A organização está empenhada em cuidar e nutrir as árvores até a sua maturidade, considerando inclusive as catástrofes naturais, como incêndios e deslizamentos de terra durante o processo de plantio. A campanha lançada prevê o plantio de um milhão de árvores.

James Cameron planta pau-brasil
Aplausos para Cameron e Weaver.


Comentários: Pelo visto a bilheteria de Avatar está sendo usada por uma boa causa. Se outros cineastas e artistas fizessem o mesmo a realidade seria bem diferente. Em matéria de natureza, o planeta poderia não ficar tão exuberante quanto Pandora, mas com certeza teria uma biodiversidade ainda maior do que a atual.
Leia aqui a crítica do filme Avatar.

James Cameron vem ao Brasil para lançar DVD de Avatar

Quem saber mais sobre a produção, efeitos especiais e elenco? Então leia os especiais:

Daiblog Especial Avatar 1
Daiblog Especial Avatar 2
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#800-Uma noite fora de série

O que deveria ser apenas uma noite de diversão num luxuoso restaurante de frutos do mar se transforma numa maluca aventura na comédia Uma noite fora de série. Dirigido por Shawn Levy (Uma noite no museu 2), o longa-metragem é estrelado por Steve Carell (Agente 86, Pequena miss Sunshine) e Tina Fey (Meninas malvadas, Saturday Night Live). Os dois vivem os Foster, um casal do bem que se vê em meio de uma arriscada perseguição por causa de um mal entendido.

Tudo começa quando o relacionamento dos dois vai se tornando cansativo por causa da rotina. Com dois filhos e empregos que sugam suas energias, eles chegam em casa prontos para dormir. Quando um casal amigo está prestes a se separar, os Foster decidem ter uma noite diferente para namorar e quebrar o monótono cotidiano. O local escolhido é um restaurante sofisticado frequentado por gente famosa, como o cantor Will i Am (Black Eyed Peas).

Uma noite fora de série
Noite inesquecível

Mas como as reservas para jantar lá são feitas com um mês de antecedência, eles não podem entrar. Quer dizer, não sendo eles mesmos. Assumindo a identidade de outro casal que reservou uma mesa e não apareceu, os Foster aproveitam a oportunidade para entrar no lugar. O problema é que logo este casal está envolvido com um escândalo perigoso e eles, confundidos, serão caçados por vilões que querem um certo pendrive. Sem conseguir provar a inocência, os dois precisam encontrar um jeito de resolver a confusão e voltar para casa.

Uma noite fora de série
Inimigos perigosos

Uma noite fora de série é uma comédia ótima porque ela realmente consegue fazer rir. Os protagonistas estão talentosos e a atriz Tina Fey se mostrou a parceira ideal para Carell. Mesmo algumas piadas já vistas em outros filmes soam melhores graças ao carisma dos atores. A dupla é hilária e o roteiro bizarro coloca a famíla careta e comum em divertidas situações, que vão desde o suspense até momentos de ação. Destaque para a constrangedora cena de dança erótica!

Uma noite fora de série
Aaaaaaaaaaaaarh!

O elenco possui conhecidos nomes: Mark Wahlberg (Fim dos tempos, Um olhar do paraíso, Max Payne), Mark Ruffalo (Ilha do medo, Ensaio sobre a cegueira, Zodíaco, Traídos pelo destino), James Franco (Milk – A voz da igualdade, Homem aranha 3, Um crime americano, Ligeiramente grávidos), Mila Kunis (O livro de Eli), William Fichtner (Batman – O cavaleiro das trevas, Escorregando para a glória, Crash – No limite), Taraji P. Henson (O curioso caso de Benjamin Button) e Ray Liotta (Bee movie – A história de uma abelha, Território restrito).
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Date night (EUA, 2010) Dirigido por Shawn Levy. Com Steve Carell, Tina Fey, Mark Wahlberg, Taraji P. Henson, Jimmi Simpson, William Fichtner, Leighton Meester, Kristen Wiig, Mark Ruffalo, James Francco, Mila Kunis, Bill Burr, Ray Liotta…

Daiblog Quer ver o filme Uma noite fora de série?

Leia o Daiblog Especial – Uma noite fora de série!

Veja aqui o trailer do filme Uma noite fora de série legendado em português:

James Cameron vem ao Brasil para lançar DVD de Avatar

O diretor do sucesso de bilheteria Avatar, James Cameron, estará em São Paulo neste domingo (11/04), para promover o lançamento do DVD e Blu-ray do longa. Cameron virá acompanhado do produtor do filme Jon Landau e de outros membros do elenco.

James Cameron vem ao Brasil para lançar DVD de Avatar
Capa do filme em blu-ray e DVDO Brasil foi o único país escolhido pelo diretor para promover o lançamento do produto, que chega às lojas e locadoras em 22 de abril, data em que se comemora o Dia da Terra. Este é o maior lançamento no mercado de entretenimento doméstico dos últimos cinco anos.

DaiblogLeia aqui a crítica do filme Avatar.

Quem saber mais sobre a produção, efeitos especiais e elenco? Então leia os especiais:

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#799-Dupla implacável

Luc Besson é um nome que está relacionado com filmes de ação. Alguns exemplos para comprovar: ele dirigiu O profisional e O quinto elemento, além de roteirizar Cão de briga e muitas outras produções recheadas de tiroteios e perseguições. Um dos seus trabalhos mais recentes foi ter escrito a história que deu origem ao roteiro de Dupla implacável, longa que estreia sexta-feira nos cinemas brasileiros.

Com direção de Pierre Morel (B13 – 13º distrito), o filme apresenta a vida de James Reece (Jonathan Rhys Meyers, de Missão impossível 3, Ponto Final – Match point, Feira das vaidades). Ele trabalha como um assistente do embaixador dos Estados Unidos na França, embora seu desejo real seja se tornar um agente secreto da CIA.

Dupla implacavel
James a e namorada

Por isso ele leva uma vida dupla, fazendo pequenos trabalhos para a organização enquanto tem uma rotina mais tranquila no trabalho e em casa, ao lado da sensual namorada Caroline (a polonesa Kasia Smutniak). Quando surge a oportunidade ser efetivamente contratado como um agente da CIA, James aceita o desafio de ser parceiro de Charlie Wax (John Travolta, de O sequestro no metrô 123, Hairspray – Em Busca da Fama, Brigada 49, Inimigo em casa).

Dupla implacavel
O agente Charlie

Charlie mostra para o novato como é emocionante (e perigosa) a vida de um agente secreto e eles enfrentam juntos uma missão complicada que quem assiste não sabe direito aonde é que vai parar. Dupla implacável cumpre todos os requisitos de um bom filme de ação. Pensou em explosões, cenas de suspense com armas e correria sem parar? Tudo isso pode ser conferido no longa, além de um ponto positivo: o humor.

Dupla implacavel
Profissão perigo

O personagem de Travolta é caricato como se tivesse saído de uma revista em quadrinhos, com frases prontas e um comportamento natural diante de situações arriscadas. Toda a aventura se passa em Paris (com direito a um café da manhã na torre Eiffel), o que da um charme a mais ao filme. É um bom passatempo, embora seja inferior ao trabalho anterior do diretor (Busca implacável).
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

From Paris with Love (França, 2010) Dirigido por Pierre Morel. Com John Travolta, Jonathan Rhys Meyers, Kasia Smutniak, Richard Durden, Yin Bing, Amber Rose Revah, Eric Godon, François Bredon, Chems Dahmani, Sami Darr…

Veja aqui o trailer do filme Dupla implacável legendado em português:

Copos de Alice no país das maravilhas no Cinemark

A Rede Cinemark traz uma promoção especial com o novo filme dos estúdios Disney, Alice no país das maravilhas, de Tim Burton. No mês de abril, o cliente que comprar o Combo Médio – composto por pipoca média e refrigerante de 700ml – mais um pacote de M&M’s e acrescentar R$ 1, ganha um copo exclusivo com imagens em 3D do filme. O aguardado longa tem estreia prevista para o dia 21 de abril. A promoção é válida enquanto durar o estoque.
Copos Alice no país das maravilhas

Cinema Especial – Robert Downey Jr

Robert Downey Jr é atualmente um dos atores mais requisitados da indústria, tendo recebido recentemente sua segunda indicação ao Oscar, de Melhor Ator Coadjuvante, pelo trabalho na comédia de Ben Stiller, “Trovão Tropical”. Seu papel como Kirk Lazarus, um ator australiano branco fazendo o personagem americano negro, também lhe valeu indicações aos prêmios Globo de Ouro, BAFTA e Screen Actors Guild (SAG). Downey recebeu a primeira indicação ao Oscar na categoria de Melhor Ator, por sua atuação como Charlie Chaplin no aclamado filme de Richard Attenborough, de 1992, “Chaplin”, pelo qual também recebeu os prêmios BAFTA e London Film Critics, além de uma indicação ao Globo de Ouro.

Em 2008, foi elogiado pela crítica e pelo público pela atuação no papel-título do campeão de bilheteria “Homem de Ferro”, sob a direção de Jon Favreau. Levando o super-herói da Marvel Comics para a tela, o filme rendeu mais de 585 milhões de dólares no mundo, tornando-se um dos maiores sucessos do ano. Downey repetirá o papel na sequência, a ser lançada no verão americano de 2010.

Robert Downey Jr ao lado de Jude Law em Sherlock Holmes

Seus filmes recentes incluem “O Solista”, com Jamie Foxx; “Charlie Bartlett”; o filme de David Fincher “Zodíaco”, com Jake Gyllenhaal e Mark Ruffalo; o de Richard Linklater “O Homem Duplo”, com Keanu Reeves, Winona Ryder e Woody Harrelson; “A Pele”, com Nicole Kidman, filme inspirado na vida da reverenciada fotógrafa Diane Arbus; e “Beijos e Tiros”.

Ele dividiu uma indicação ao Prêmio SAG como parte do elenco do drama da vida real, dirigido por George Clooney, “Boa Noite e Boa Sorte”, e um prêmio especial do júri recebido pelo elenco do filme “Santos e demônios”, apresentado no Festival Internacional de Cinema de Sundance de 2006.

Santos e Demônios

Seus créditos incluem ainda “Na Companhia do Medo”, com Halle Berry; “Crimes de um Detetive”; o filme de Curtis Hanson, “Garotos Incríveis”, com Michael Douglas; “U.S. Marshals – Os Federais”; “Até que a Morte nos Separe”, dirigido por Robert Altman; “Uma Paixão para Duas”; o filme de Mike Figgis “Por uma Noite Apenas”; o de Jodie Foster “Feriados em Família”; “Ricardo III”; “Assassinos por Natureza”, dirigido por Oliver Stone; e o filme de Altman, “Short Cuts – Cenas da Vida”, pelo qual, juntamente com todo o elenco, recebeu um Globo de Ouro.

No início da carreira fez filmes como “Heart and Souls”, “Segredos de uma Novela”, “Loucos pelo Perigo”, “O Céu Se Enganou”, “Justiça Corrupta”, “Johnny Bom de Transa”, “Abaixo de Zero”, “The Pick-up Artist”, “De Volta às Aulas”, “Mulher Nota 1000”, “Quando Se Perde a Ilusão”, e “Pound”, sua estreia sob a direção do pai, Robert Downey.

Robert Downey Jr em Zodíaco

Na televisão, Downey estreou no horário nobre em 2001, ao fazer parte do elenco da série da Fox “Ally McBeal”, no papel do advogado Larry Paul. Recebeu um Globo de Ouro por Melhor Atuação de Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme Feito para a Televisão, além do prêmio de Melhor Ator em Série Cômica do Screen Actors Guild. Também foi indicado para um Emmy de Melhor Ator Coadjuvante em Série Cômica.

Em 23 de novembro de 2004, ele lançou seu primeiro CD, “The Futurist”, pela Sony Classics. São oito canções originais em que ele mostra seus talentos de cantor.

#798-Chico Xavier

Existe vida após a morte? Para aqueles que acreditam no espiritismo a resposta para essa pergunta não é um mistério. E quando se fala nessa religião no Brasil o principal nome é Chico Xavier, que recebeu agora uma cinebiografia dirigida por Daniel Filho (Se eu fosse você). A data não poderia ser mais oportuna: O longa-metragem foi lançado no dia que Chico comemoraria 100 anos.

O roteiro assinado por Marcos Bernstein (Zuzu Angel, Central do Brasil) mostra as várias fases da vida de Chico. Desde que ele era uma criança que conseguia ver e ouvir o que ninguém mais conseguia até sua consagração e reconhecimento. As lembranças de sua passagem na Terra aparecem intercaladas com uma entrevista televisiva, onde o médium é questionado por ateus e incrédulos.

Assim como Bezerra de Menezes – O diário de um espírito, a produção com certeza levou e levará muitos fiéis aos cinemas. Mas ao contrário do anterior, Chico Xavier é mais bem produzido, além de contar com um elenco repleto de rostos conhecidos. Apenas Tony Ramos (Tempos de paz) poderia ser um motivo para se ver o filme, mas a equipe possui muitos outros talentos.

Estão no longa Christiane Torloni (Onde andará Dulce Veiga?), Giulia Gam (A guerra dos Rocha), Letícia Sabatella (Romance, Não por acaso), Giovanna Antonelli (Budapeste), Cássia Kiss (Chega de saudade, Meu nome não é Johnny), Cássio Gabus Mendes (Se eu fosse você 2), Rosi Campos (O menino da porteira), para citar apenas alguns nomes.

O ponto mais interessante do filme é mostrar Chico não apenas como um líder espiritual, mas como uma pessoa comum. Um ser humano que teve medo de viajar de avião e usou uma peruca para esconder a calvície. A trama tem tudo para agradar os espíritas e fazer pensar quem não acredita no espiritismo. Como cinema, é uma boa opção.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Leia aqui uma entrevista com o diretor do filme, Daniel Filho.

Chico Xavier (Brasil, 2010) Dirigido por Daniel Filho. Com Nelson Xavier, Ângelo Antônio, Matheus Costa, Tony Ramos, Giulia Gam, Christiane Torloni, Letícia Sabatella, Luís Melo, Pedro Paulo Rangel, Giovanna Antonelli, André Dias, Paulo Goulart, Cássia Kiss, Cássio Gabus Mendes, Rosi Campos…


Veja aqui o trailer do filme Chico Xavier:

Cinema especial – Uma noite fora de série

Daiblog Especial - Uma noite fora de série

O ritual do “jantar romântico a dois” é algo muito familiar para a maioria dos casais casados – mesmo os diretores de superproduções cinematográficas. “Eu estava no processo de preparo de Uma Noite No Museu 2 e, como é nosso ritual, uma vez por semana, minha esposa e eu saímos para jantar”, lembra o cineasta Shawn Levy.

Em um desses jantares, os Levy estavam sentados no restaurante que frequentavam, pedindo o mesmo prato, conversando sobre os filhos, sobre o que aconteceria naquele final de semana, quem compraria o presente de qual festa de aniversário etc. “No meio de tudo aquilo, eu disse para minha esposa, ‘Não seria legal fazer um filme sobre uma noite romântica, em que se fizesse apenas uma coisa de forma diferente? E aí haveria o desenrolar de tudo, até o ponto de ameaçar a vida e o casamento do casal, com um monte de coisas malucas acontecendo. Mas, no meio de toda essa loucura, eles terminariam recuperando aquilo que é o propósito original da noite romântica: preservar a vitalidade da relação’”.

Na manhã seguinte, Levy foi ao escritório de sua produtora e disse à equipe, “Pois bem, nós vamos fazer um filme chamado ‘Uma Noite Fora de Série’. Aqui está o tema do filme. Precisamos arrumar um roteirista. Vamos lá”.

Uma noite fora de série

A procura de Levy por um roteirista não demorou muito. “Eu havia escrito o roteiro de um pequeno filme excêntrico chamado ‘(Saint) Peter’; Shawn leu o roteiro e se apaixonou por ele. Shawn estava determinado a encontrar algo para que nós trabalhássemos juntos. Ele muito gentilmente se arriscou e me fez viajar de avião, e começamos a discutir o assunto”, lembra o roteirista Josh Klausner.

Levy e Josh Klausner se encontraram no estúdio da Fox, onde rapidamente revelou-se a história. “Nós dois estamos no mesmo estágio da vida. Ambos temos filhos e saímos para noites românticas a dois, sabendo o que elas deveriam ser, mas percebendo que elas nunca mais acabam sendo isso porque há muitos outros obstáculos no caminho. Então começamos a conversar sobre essas experiências”, conta Klausner.

“Conversamos sobre os nossos casamentos e descobrimos que há alguns pontos em comum ao tentar manter um relacionamento vibrante e romântico, e não simplesmente virar colegas de quarto. É a questão de como, na vida adulta, você mantém o frescor da condição de casal”, acrescenta Levy.

Uma noite fora de série

“Uma Noite Fora de Série” foi originalmente concebido como a história de um casal de classe média, centrada em torno de uma noite de reunião de pais e mestres, mas rapidamente evoluiu para, como Klausner o chama, “o truque perfeito de ‘Intriga Internacional’: confusão de identidade”.

“Shawn e eu realmente queríamos que o que surgisse na noite fosse algo que todos poderíamos fazer. Phil e Claire simplesmente não conseguem uma mesa em um restaurante e, como ninguém está respondendo à chamada para uma reserva, eles decidem ‘Que mal há em aproveitá-la?’ E isso dá início a toda a confusão. A partir daí, eles acabam na pior noite de suas vidas, que acaba sendo a melhor noite para seu relacionamento”, resume Klausner.

Levy descreve o filme: “Ele tem o espírito das comédias de ação de que lembro com carinho, como ‘Um Tira da Pesada’ e ‘48 Horas’. ‘Uma Noite Fora de Série’ tem um tom híbrido verdadeiro, porque é antes de tudo uma comédia. Tem também uma grande dose de ação, além de muita emoção, porque é sobre as coisas com as quais as pessoas lidam nos relacionamentos”.

Uma noite fora de série

Para Levy, “Uma Noite Fora de Série” é uma mudança em relação aos sucessos para a família que ele dirigiu, como “Doze é Demais”, “A Pantera Cor-de-Rosa” e “Uma Noite no Museu”. “Uma Noite Fora de Série” é mais uma comédia direcionada para adultos. De certa forma, é o outro lado dos filmes que fiz, que se concentraram nos relacionamentos entre pais e filhos. “‘Uma Noite Fora de Série’ se concentra na ótica do casamento, no que acontece depois que as crianças vão dormir”, argumenta Levy.

Levy estava interessado em manter o lado emocional da história intacto durante o caos vivido pelos personagens. “Se você está fazendo um filme sobre relacionamentos com pessoas que estão casadas, ele deve ser mais do que apenas engraçado, porque a vida não funciona desse jeito. O filme tem alguns momentos surpreendentes de emoção”, ressalta o diretor.

“Muitas comédias hoje em dia parecem um compêndio de piadas ligadas para acompanhar a narração de uma história. ‘Uma Noite Fora de Série’, essencialmente, é sobre casamento e estar apaixonado por alguém, mas, ao mesmo tempo, a vida tem obstáculos. E é sincero, que é algo que Steve e Tina queriam também. Estou orgulhoso de que este filme tenha preservado esse espírito”, observa Klausner.

Uma noite fora de série

Quando Levy ficou sabendo que Steve Carell e Tina Fey queriam encontrar um projeto no qual pudessem trabalhar juntos, ele sabia que havia encontrado sua dupla de protagonistas. “Conseguimos um tratamento inicial do roteiro para Tina e Steve, que sempre me pareceram o par ideal para um filme sobre casamento. Eles disseram, ‘É, nós nos identificamos com isso, queremos fazer uma comédia de ação que também seja sincera sobre relacionamentos.’ Então, eles disseram que aceitavam”, diz Levy.

Embora Levy geralmente faça uma pausa entre a conclusão de um filme e o começo do próximo, ele acabou em preparações para “Uma Noite Fora de Série” enquanto editava “Uma Noite no Museu 2”, de modo a aproveitar a disponibilidade de seus astros. “Os compromissos de Steve e Tina em séries [respectivamente em “The Office” e “30 Rock”] possibilitam apenas uma disponibilidade limitada para o trabalho no cinema. Eles nos disseram, ‘Nós queremos fazer o filme, mas estamos livres agora e não vamos estar livres nos próximos seis meses. O que fazemos?’ Eu disse, ‘Bem, fazemos o filme agora!’ Eu não tive uma pausa entre filmes, mas consegui uma comédia com Steve Carell e Tina Fey, que são duas das pessoas mais inteligentes e interessantes que trabalham em comédia hoje. Então muito do meu trabalho era surgir com a ideia, conseguir os dois atores perfeitos para o filme e depois sair do caminho”, explica Levy.

Embora pequenas alterações no roteiro tenham sido feitas para adequação ao talento cômicos dos astros, “Uma Noite Fora de Série” era essencialmente sob medida para a dupla. “Parecia que o filme tinha sido escrito para eles”, diz Klausner. Levy acrescenta: “Com três minutos do filme, você acredita que Steve e Tina são casados. Eles têm uma química poderosa juntos. Tiveram total sintonia na tela”.

Uma noite fora de série

“Phil se sente pouco reconhecido por seus amigos e pela família, mas mantém esse sentimento guardado no peito. É um sujeito muito amável, porém ele e Claire atingiram um ponto de estagnação no relacionamento. Ele precisa tentar deixar de se sentir assim, se possível. E a noite que ele e Claire vivem juntos é um desfibrilador para o casamento”, comenta Steve Carell.

O talento cômico de Carell, junto com sua habilidade de estimular a emoção do público, fez dele a escolha perfeita para o papel, segundo Levy. “Steve é muito engraçado, e seu talento como ator é fantástico. Ele não só carrega sequências cômicas inteiras, mas três cenas depois, ele está emocionando você com muita sinceridade e nuances. Não há limites para o que ele sabe fazer”, elogia.

Carell diz que suas próprias noites românticas a dois, como as de Phil Foster (e as de Levy e Klausner), deixam muito a desejar. “Às vezes, a pior parte das noites românticas é na verdade sair – quando você vê a babá se sentar, ficar confortável e ligar a TV. Isso, às vezes, parece muito melhor do que a noite que vem pela frente”.

Uma noite fora de série

Tina Fey, tal como Carell, tem a habilidade de ser tremendamente engraçada sem deixar de retratar o lado emocional de sua personagem realisticamente, simplesmente permitindo que as piadas ocorram. Por exemplo, em resposta a um convite sexual do marido, Claire, interpretada por Fey, produz um momento muito normal: “Sim, espere um minuto”, enquanto retira o aparelho dental em preparação para o sexo com o marido com baba suficiente para desestimulá-lo instantaneamente.

“Além de ser obviamente muito bonita e inteligente, Tina tem uma disposição total para se fazer de boba. Ela está completamente disposta a fazer troça de si mesma e ser o alvo da piada, e isso é muito encantador”, diz Levy.

Fey descreve Claire como “uma mãe de dois filhos, que trabalha e, como quase todo mundo que conheço, está um pouco cansada pela vida cotidiana de criar os filhos, prepará-los pela manhã para sair, levá-los à escola, ter um emprego, manter a casa limpa. Ela é uma boa pessoa que está apenas um pouco exaurida. Eu certamente me identifico com como é cansativo fisicamente ser mãe ou pai e ter um emprego; às vezes parece um verdadeiro sacrifício apenas estar presente para o seu cônjuge”.

Uma noite fora de série

Então, o que seria mais assustador – estar num casamento chato ou ser perseguido pela máfia (ambas experiências dos Foster no cinema)? “Eu diria que estar casado com uma pessoa da máfia seria o mais assustador”, brinca Fey.

Durante a jornada de sua noite infernal, Phil e Claire encontram uma série de personagens nos dois lados da lei. As escolhas de elenco de Levy para esses papéis foram algumas vezes inesperadas e sempre certeiras. Sua intenção era proporcionar uma história com uma experiência como a de “O Mágico de Oz”. “Você está com seus heróis, mas, no caminho, eles estão sendo afetados e alterados pelas pessoas que encontram; e eu pensei se não seria divertido que a cada curva da estrada, você se surpreendesse de novo por quem de repente apareceu nesse filme. E os membros do elenco se adequaram aos papéis perfeitamente”.

A surpresa aparentemente não foi limitada ao público. “Li o roteiro e pensei, ‘Ah, esses papéis são muito bons para alguém’. Nunca pensei que teríamos a sorte de conseguir essa qualidade de atores em todos os diferentes papéis”, comenta Fey. Ter o que de outra forma pareceriam papéis pequenos interpretados por atores renomados só ajuda a dar vida a eles, segundo Carell. “Quando você os vê representados, eles são ainda melhores do que eram no papel”, acrescenta.

Uma noite fora de série

E conseguir astros de primeira grandeza para integrar a equipe de “Uma Noite Fora de Série” não foi somente uma questão de coincidência. “Muitas pessoas estavam tão empolgadas para encontrar um jeito de trabalhar com Steve e Tina que simplesmente encontraram uma forma de fazer isso dar certo”, diz Levy.

Mark Wahlberg interpreta um ex-cliente de corretagem imobiliária de Claire que o casal procura no meio da noite. “Interpreto um sujeito chamado Holbrooke Grant, que é um especialista em segurança a quem Claire e Phil recorrem em busca de ajuda. Eles só pegaram Holbrooke em um momento ruim, pois ele está com sua bela namorada israelense”, explica Wahlberg. O casal acaba virando a noite de Holbrooke de cabeça para baixo também.

Wahlberg tinha o figurino mais simples de todo o elenco. “Não há figurino, apenas um par de calças largas de seda”, ele lembra, observando que ficou continuamente congelado no set com o ar condicionado. Não foi um fato ignorado pelos membros femininos do elenco e da equipe que a parte superior do seu traje estava ausente (exceto pela ampla aplicação de maquiagem cobrindo as incontáveis tatuagens de Wahlberg). “Mark ficou sem camisa por três ou quatro dias”, lembra Fey. Isso provocou um notável aumento no número de mulheres que subitamente tinham assuntos adicionais para serem resolvidos no set nos dias que ele estava trabalhando. “Amigas me enviaram mensagens de texto, ‘Posso ir ao estúdio da Fox e visitar você hoje?’”, diz Fey com uma risada.

Uma noite fora de série

Também em socorro do casal assediado está Taraji P. Henson, uma indicada ao Oscar por seu trabalho em “O Curioso Caso de Benjamin Button”, que interpreta a detetive Arroyo do Departamento de Polícia de Nova York. Embora não acredite exatamente na história de que os Foster estão sendo “perseguidos por vilões”, ela começa a suspeitar de alguns de seus colegas. “Ela é uma espécie de heroína”, diz a atriz.

Interpretando os bandidos Collins e Armstrong, que estão atrás dos Foster (que eles acreditam serem os Tripplehorn) estão Common e Jimmi Simpson. Common é um rosto familiar para o público por seu papel como policial assassino em “Os Reis da Rua” e por seu trabalho como músico (entre seus sucessos estão: “Love of My Life” e “Testify”). Simpson teve participações ocasionais como Lyle the Intern no “The Late Show with David Letterman”.

Common descreve a dupla como “um dos muitos estopins para fazer com que esse casal comum saia de sua zona de conforto, principalmente atirando neles. Os dois são essencialmente caçadores”.

O formidável chefe de Collins e Armstrong é o gângster Joe Miletto, de quem os Tripplehorn aparentemente roubaram algo de importância que ele quer de volta. A escolha do aclamado ator Ray Liotta como Miletto agradou muito a Carell e Fey. “Estávamos filmando uma cena com Ray uma noite e Tina olhou para cima e disse, ‘Me sinto numa versão 3D de ‘Os Bons Companheiros’. Ray Liotta está realmente andando e falando comigo’. Era como um passeio em um parque temático”, lembra Carell.

Uma noite fora de série

Interpretar um personagem trágico em uma comédia, particularmente para atores que costumavam aparecer em filmes dramáticos, exige uma aptidão especial, que o grupo de durões de “Uma Noite Fora de Série” aproveitou com paixão.

“Está realmente no texto, então depende de seu compromisso com ele. Se a situação for apenas um pouco mais trágica, você vai rir”, explica Liotta. Common concorda: “Shawn nos disse desde o início para manter o realismo. Quanto mais real for – porque você está contracenando com Steve e Tina – mais engraçado fica”.

Interpretando os “verdadeiros” Tripplehorn – na verdade um traficante de drogas chamado Taste e sua namorada aloprada, Whippit – estão James Franco e Mila Kunis. Apesar de suas circunstâncias de vida diferentes, o casal tem muito em comum com os Foster. Eles estão passando pelas mesmas coisas no relacionamento que suas elegantes contrapartes. Josh Klausner observa: “Quer você seja um traficante de drogas ou um marido de classe média, você sente a angústia de ‘você nunca mais olhou para mim do jeito que olhava’ e ‘você não tem tempo para mim’. Os dois casais estão passando exatamente pelo mesmo, tornando os diálogos entre os dois hilariantes e comoventes ao mesmo tempo”.

Mila Kunis descreve o casal: “Eles são muito passionais, quando estão com raiva, estão furiosos, e quando estão felizes, estão perdidamente apaixonados”. Whippit, especificamente, ela descreve como uma “psicopata, que é muito instável. Ela passa por três emoções diferentes em duas páginas e meia de roteiro”.

Uma noite fora de série

O nome “Taste”, diz Franco, é remanescente de um conceito anterior do personagem, um careca de dois metros de altura com “TASTE” (Prove, experimente – em português) tatuado na testa. “Então, quando eles me pediram para participar do filme, eu disse ‘Bem, certamente não sou isso’”. A descrição do personagem foi reescrita, mas o nome permaneceu. “Estava disposto a ter tatuagens faciais, também”, Franco diz, com uma risada. “Nós apenas adotamos a figura brega da ‘Morte’”, explica.

Kristen Wiig e Mark Ruffalo interpretam o casal amigo dos Foster, que logo se separará, Haley e Brad Sullivan. “A separação deles traz a questão entre ficar entediado com seu cônjuge e partir para outra ou apenas suportar a situação. Acho que Haley planta a ideia na cabeça de Claire”, analisa Wiig.

Também assumindo papéis importantes estão Leighton Meester, da série de TV “Gossip Girl”, como Katy, a babá dos Foster; e William Fichtner, de “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, como o promotor público Frank Crenshaw.

Uma noite fora de série

Todos os membros do elenco reconhecem a habilidade de Levy de equilibrar ação e comédia, que por sua vez permitiu aos atores a liberdade de criar suas próprias piadas. “Essa é a única maneira de ter tempo de brincar ou improvisar e fazer tomadas extras. Isso só acontece se todos, especialmente o diretor, realmente sabem o que estão fazendo”, observa Fey.

Para Levy, há um método para o potencial de loucura a que a improvisação pode levar. Ele relata: “Às vezes, depois de termos filmado o que eu queria, Steve e Tina me diziam, ‘Quer saber? Posso fazer mais uma tomada? Tive uma ideia que pode dar certo.’ Nem sempre dava para aproveitar, mas na maioria das vezes a ideia valia ouro e a cena era incluída no filme”. Um exemplo é a brincadeira da dupla no restaurante, em que eles tentam adivinhar o que se passa com o casal da outra mesa.

“Qualquer pessoa, em qualquer área, deseja ir para seu local de trabalho e ser respeitada pelo trabalho que faz”, diz o diretor. “Então, quando se diz a um ator, ‘Vamos seguir o roteiro que escrevi para você, mas também quero ouvir suas ideias. Na verdade, acho que suas idéias podem vir a ser tão boas ou até melhores do que o que eu escrevi’, os atores se sentem parceiros, colaboradores, e não papagaios. Eles se sentem parte da equipe de criação, e não máquinas”.

Filmagens de War of gods começam semana que vem

War of the Gods (título provisório) explora personagens e elementos da mitologia grega e conta com um poderoso elenco, onde Henry Cavill (Hellworld – O mundo do inferno) fará o lendário herói Teseu. Mickey Rourke (Coração satânico) será o titã Hyperion, enquanto Freida Pinto (Quem Quer Ser Milionário?) será Phaedra, o par romântico de Teseu.

Completam o elenco Stephen Dorff (Inimigos Públicos) como Stravos, Luke Evans (Fúria de Titãs) como o poderoso Zeus, Joseph Morgan (Alexandre) como o mortal Lisandro, Isabel Lucas (Transformers – A Vingança dos Derrotados) será a deusa Atena, Kellan Lutz (Crepúsculo) como o deus dos mares Poseidon e John Hurt (Perfume – A história de um assassino, A chave mestra) será o “Velho Homem”.

O elenco está reunido para as filmagens em Montreal, no Canadá. O longa-metragem está previsto para chegar aos cinemas brasileiros no dia 23 de dezembro de 2011.

Entrevista com o diretor Daniel Filho

Confira uma entrevista com Daniel Filho, diretor do filme Chico Xavier.

Quando surgiu a ideia de fazer um filme sobre Chico Xavier? Foi simultânea à ideia de adaptar uma obra literária?
Daniel Filho: Em 2004 o Bruno Wainer, da Downtown Filmes, comprou os direitos do livro de Marcel Souto Maior, As Vidas de Chico Xavier, e me convidou para produzir o filme. Inicialmente eu não iria dirigir. O Rodrigo Saturnino, da Sony Pictures, que também estava no projeto desde o início, me convenceu a dirigir. Ele me emocionou ao usar o nome do Augusto César Vannucci. Achei um grande desafio contar uma história sobre um assunto em que eu não sou um crente. E me fascinou o homem Chico, a história e quem ele envolveu. Era diferente de tudo o que fiz. Eu recebi mensagens de apoio e torcida como nunca recebi em outros projetos. E me senti em um grande estádio… onde todos nós, que estávamos fazendo o filme, tínhamos a responsabilidade de não decepcionar a torcida.

Como se deu a escalação de Nelson Xavier?

Daniel Filho: Nelson me pediu para fazer o papel. Eu o conheço há mais de 40 anos e ele nunca havia me pedido nada. Mas quando leu que eu iria produzir o filme, me ligou. Disse que queria fazer o Chico Xavier. Depois que o filme foi correndo, eu não sabia exatamente em qual tempo a história seria narrada. Então, logo pensei no Ângelo Antônio, pois seria mais fácil caracterizá-lo, se necessário. Quando o roteiro começou a ficar pronto, vi que precisaria de três Chicos. Pensei nos dois, Ângelo e Nelson, quase que de forma intuitiva, estava muito fechado neles. Além de se parecerem fisicamente, eles têm texturas semelhantes na emissão vocal, na forma de representar e na maneira que constroem o personagem. E, quando marquei a primeira reunião, vi que tinham a mesma altura. Paralelamente, fiz testes para ver quem seria o Chico garoto. Fizemos cerca de 400 testes, no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte, Uberaba, São Leopoldo, Curitiba… O Matheus foi quem se saiu melhor e, curiosamente, ele é carioca. curiosamente, ele é carioca.

Fale sobre a preparação dos três “Chicos”: Matheus Souza, Ângelo Antônio e Nelson Xavier.

Daniel Filho: Nelson e Ângelo tiveram mais de três meses de preparação, dei aos dois um trabalho de pesquisa enorme, vídeos, reportagens, livros… Eles visitaram as cidades, ficaram em Uberaba por um tempo. Lá, foram cedidas roupas do Chico Xavier ao Nelson e o Eurípedes, filho do Chico, deu ao Ângelo o perfume que o médium usava. Ele distribuiu o perfume ao Nelson e ao Matheus. E o garoto não rodou uma cena sem antes colocar um pouco do perfume em um lencinho e sentir a essência. Ele tomava uma brisa de Chico Xavier. Eles faziam esta comunhão linda entre si. O Matheus também teve aulas de prosódia para conseguir o sotaque. E treinava umas duas horas por dia para conseguir rodar o pião na areia e pegar com a mão. Eu poderia ter feito isso digitalmente, mas preferi à moda antiga. Quando ele conseguiu, deu pulos de alegria.

Paulo Goulart e Ana Rosa são espíritas. E você os convidou para o filme. Ter atores ligados à religião foi uma preocupação?
Daniel Filho: Sim, eu quis ter uma equipe envolvida com o tema participando do projeto. Não achei um papel para a Nicette Bruno, infelizmente. Também convidei o Carlos Vereza, que não pôde aceitar por estar gravando uma novela, o que o impediria de fazer a barba para o personagem – um padre. Mas ele me ajudou muito, mesmo não participando diretamente. Sua filha, Larissa Vereza, uma atriz que também é espírita, está no filme. Quanto à escalação do elenco, uma coisa difícil pra mim foi convidar a Christiane Torloni. E foi lindo ela ter aceitado. O sentimento da perda de um filho é muito forte, eu não sei como é. E a Christiane sabe. Ela viveu isso dolorosamente em sua vida. E teve a coragem de fazer esta delicadeza com a gente, ela deixou aparecer a dor, deixou passar a realidade que sentia. Ela se concentrou, chorou, reviveu aquilo. Uma dor que não dá pra passar. Mas espero que ela tenha exorcizado aquele sentimento. Fico emocionado ao dizer isso porque o filho que ela perdeu era um afilhado meu, e isso, inclusive, foi o que me deu coragem para fazer o convite a ela.


Infância de Chico XavierTony Ramos é seu alter-ego no filme?
Daniel Filho: Não. O fato de ele ser um diretor de TV e ser ateu são características que podem ser minhas, mas o personagem do Tony sintetiza emoções de muita gente. Na posição em que ele se encontra no filme, representa uma grande parte da população que, como eu, se diz não-crente, mas que, quando se vê diante de algo muito forte, pelo menos deixa escapar a expressão “ai meu Deus do céu.” Em situações que nossas convicções são colocadas em xeque, as coisas podem mudar. Não sei como minhas convicções ficariam diante de alguma situação familiar grave, por exemplo.

Daniel Filho: O Chico Xavier é muito importante. Ele tem esta dimensão espiritual, esta vibração que faz com que permaneça vivo. Ele fala de paz, humanidade, carinho. Chico é uma pessoa que dá esperança de poder viver melhor e isso não é simplesmente uma questão financeira, é viver melhor com você mesmo. É quase que um objetivo analítico, e acho que ele passa isso. Chico foi um consolo, no sentido afetivo, de milhares de pessoas. Doou sua existência ao bem. É o maior líder espiritual que o Brasil já teve. Foi considerado o mineiro do século, ficando à frente de JK e Pelé. O filme não é uma ode ao Chico Xavier. Tentei ser honesto com minhas convicções e dizer o que eu achava necessário. Não omiti nada do que eu sabia sobre aquele personagem. Não tenho a resposta para o que foi aquilo. Acho que Chico é maior que tudo.