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Documentário quer estimular debate sobre infanticídio nas tribos indígenas

“Quebrando o Silêncio” será lançado nesta quarta-feira (31), em Brasília, e mostra que índios estão mudando de opinião.

O documentário “Quebrando o Silêncio”, dirigido pela jornalista e documentarista Sandra Terena, será lançado nesta quarta-feira (31), no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília, e mostra histórias de sobreviventes do infanticídio indígena e de famílias que saíram das aldeias para salvar a vida de seus filhos.

O infanticídio ainda é uma prática comum em muitas aldeias indígenas do Brasil. As vítimas são gêmeos, deficientes ou nascidos de relações instáveis, de acordo com a crença de cada aldeia. No entanto, a prática vem sendo cada vez mais contestada pelos próprios índios.

Sandra conversou com cerca de 350 mulheres indígenas durante a apuração para o documentário, e percebeu que a maioria delas é aberta à discussão sobre o abandono do infanticídio. “Foram três anos de pesquisa, com cerca de dez a doze povos indígenas do Alto Xingu e do Amazonas”, lembra a documentarista.

Segundo ela, o objetivo do filme é promover o debate sobre o tema entre os indígenas, e não influenciar sua cultura. “Percebemos claramente que muitos são contra. Quando fui ao Xingu, no Mato Grosso, os índios da tribo local falaram que o infanticídio diminuiu e que consideram a prática bastante negativa para a própria cultura indígena. ‘A gente não é bicho’, diziam”, conta a jornalista.

São esperadas 450 pessoas durante o lançamento do filme, entre elas o representante indígena na Organização das Nações Unidas, Marcos Terena, membros de associações indígenas como a Coordenação Nacional das Mulheres Indígenas (Conami), deputados federais, representantes de Direitos Humanos de organizações como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e estudantes universitários.

Este será o primeiro passo para a distribuição e exibição do filme entre os povos indígenas do Brasil. Neste ano, a Atini – Voz pela Vida, instituição parceira do documentário e que desde 2006 trabalha na defesa dos direitos das crianças indígenas, pretende exibir o documentário em mais de 200 aldeias do Brasil, com o intuito de fomentar a discussão dos indígenas sobre os Direitos Humanos.

“Com o documentário, ficou evidenciado que os próprios índios já entendem que essa situação deve ser superada. Nosso objetivo é que, em pouco tempo, não seja mais necessário abrigarmos famílias indígenas com crianças em situação de risco, pois serão criados mecanismos para que estas famílias possam cuidar de suas crianças na própria aldeia”, explica a coordenadora da Atini, Márcia Suzuki.

O filme rendeu à documentarista Sandra Terena – que também é de origem indígena e é presidente da ONG Aldeia Brasil – dois prêmios em 2009: o “Voluntariado Transformador” (na categoria “Reduzir a mortalidade infantil”), promovido pelo Centro de Ação Voluntária de Curitiba; e o “Prêmio Internacional Jovem da Paz” (na categoria “Comunicação”), realizado por diversas instituições, entre elas a Aliança Empreendedora e o Projeto Não-Violência.

Por seu trabalho de apoio às famílias em situação de risco e fomento do debate cultural a respeito do infanticídio indígena, a Atini receberá, na ocasião do lançamento do filme, o Prêmio Aldeia Brasil de Relevância Social.

Serviço:
Evento: Lançamento do documentário “Quebrando o Silêncio”, de Sandra Terena
Data: 31 de março (quarta-feira)
Horário: as atividades relacionadas ao lançamento estão agendadas para o dia todo.
Local: Memorial dos Povos Indígenas
Endereço: Eixo Monumental, Praça do Buriti, em frente ao Memorial JK – Brasília-DF

Confira a programação abaixo:
19:30 – Abertura e apresentação das autoridades presentes feita pelo representante dos povos indígenas na Onu, Marcos Terena
19:32 – Contextualização infanticídio, realizada pelo líder indígena Kamiru Kamaiurá, com tradução de Kakatsa Kamaiurá
19:42 – Apresentação de dança do povo Kamaiurá
19:52 – Fala de Sandra Terena, sobre a produção do filme “Quebrando o Silêncio”, e entrega do Prêmio Aldeia Brasil de Relevância Social à organização Atini – Voz pela Vida
20:00 – Exibição do filme “Quebrando o Silêncio”
20:35 – Abertura para participação da plenária

XII FICA bate recorde de inscrições internacionais

O número recorde de inscrições internacionais ao XII Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), confirma uma vez mais o prestígio mundial do evento. As inscrições, encerradas, totalizam 546 filmes, sendo 201 nacionais e 345 estrangeiros. Entre produtores e co-produtores, 69 países participam da seleção do XII FICA, marcado para o período de 8 a 13 de junho.

São Paulo é o estado brasileiro com o maior número de inscrições (40 filmes), seguido por Goiás (38 obras), Rio de Janeiro (28) e Minas Gerais (21). Além desses, participam também produções do Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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O FICA acontece na belíssima Cidade de Goiás. Foto: Michel Toronaga
Quanto ao gênero, os documentários superam em muito o número de obras de ficção e animação. Estão inscritos ao XII FICA 421 documentários, 68 filmes de ficção, 42 animações e 15 séries televisivas. São 104 em longa-metragem, 243 em média e 199 em curta.

O FICA é o festival de cinema ambiental que oferece a maior premiação da América Latina, um total de R$ 240 mil. Já há 12 anos é realizado anualmente pelo Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Cultura (Agepel), tendo como cenário a Cidade de Goiás, Patrimônio Histórico e Artístico da Humanidade. Paralelo ao festival de cinema, desde a última edição, acontece também um Fórum Ambiental de caráter internacional, com a participação de especialistas do Brasil e do exterior.

Cinema Especial – Kathy Bates

Kathy Bates já foi homenageada inúmeras vezes por seu trabalho em teatro, cinema e televisão. Venceu o Oscar® e o Globo de Ouro pelo desempenho como Annie Wilkes, uma fã obcecada por um escritor, no filme de Rob Reiner baseado num livro de Stephen King, “Louca Obsessão”, de 1990. Em 1999, recebeu indicações ao Oscar®, ao Globo de Ouro e ao BAFTA, e ainda ganhou um Screen Actors Guild (SAG) Award e um Critics Choice Award pela atuação no filme de Mike Nichols “Segredos do Poder”. Mais recentemente, foi indicada ao Oscar® pela terceira vez pelo papel em “As Confissões de Schmidt”, de Alexander Payne, que ainda lhe valeu indicações ao Globo de Ouro e ao SAG Award, bem como um prêmio do National Board of Review na categoria Melhor Atriz Coadjuvante. Seu trabalho no cinema também foi reconhecido com indicações ao Globo de Ouro e ao BAFTA por “Tomates Verdes Fritos”, de Jon Avnet, e com uma indicação ao SAG pelo conjunto do elenco do filme de maior bilheteria de todos os tempos, “Titanic”, de James Cameron.

Bates tem vários projetos em andamento, como os filmes “Idas e vindas do amor” e “Wedlocked”, que devem ser lançados em 2010, e a minissérie do canal FX “Alice”, em que interpreta a Rainha de Copas.

Kathy Bates em Eclipse Total

Entre seus filmes mais recentes estão o drama de época “Chéri”, de Stephen Frears, em que contracena com Michelle Pfeiffer; o drama independente “Por Amor”, com Pfeiffer e Ashton Kutcher; o aclamado “Foi apenas um sonho”, de Sam Mendes, em que voltou a atuar com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet; e a refilmagem de ficção científica “O Dia em que a Terra Parou”, que estreou em primeiro lugar nas bilheterias.

De sua longa lista de créditos também se pode citar “P.S. Eu Te Amo”, “Titio Noel”, “Armações do Amor”, “A Agenda Secreta do Meu Namorado”, “O Mistério da Libélula”, “Jovens Justiceiros”, “O Rei da Água”, “Lembranças Vivas”, “Eclipse Total”, “Caminho de Pedras”, “Por Trás Daquele Beijo”, “Neblina e Sombras”, “Brincando nos Campos do Senhor”, “Dick Tracy”, “Mulher Até o Fim”, “James Dean – O Mito Sobrevive”, “Liberdade Condicional” e “Procura Insaciável”. A atriz emprestou sua voz à comédia de animação de Jerry Seinfeld, “Bee Movie – A História de uma Abelha”, bem como a “A Menina e o Porquinho” e “A Bússola de Ouro”.

Na televisão, Bates venceu um Globo de Ouro e um SAG Award, e foi indicada ao Emmy pelo telefilme da HBO de 1996, “The Late Shift”. Recebeu indicações ao Emmy, ao Globo de Ouro e ao SAG Award pelo desempenho no musical “Annie”; outra indicação ao SAG Award pelo papel no filme “Uma Prova de Amor”; e outras quatro indicações ao Emmy pelo trabalho em “3rd Rock from the Sun”, “A Sete Palmos”, “Warm Springs” e “Ambulance Girl”, que ela também dirigiu.

Seu trabalho por trás das câmeras, como diretora, também foi reconhecido. Dirigiu o telefilme do A&E “Dash and Lilly”, estrelado por Sam Shepard e Judy Davis, e que recebeu nove indicações ao Emmy, inclusive uma para Bates na categoria Melhor Diretor. Dirigiu cinco episódios da elogiada série da HBO “A Sete Palmos”, vencendo um Diretors Guild of America Award pelo episódio intitulado “Twilight”. Ainda dirigiu o telefilme “Fargo” e episódios de séries como “Oz”, “Nova York Contra o Crime” e “Homicide: Life on the Street”.

Kathy Bates em Titanic

Conquistou a atenção de crítica e público pela primeira nos palcos de Nova York. Foi indicada ao Tony ao retratar a filha suicida na montagem original da Broadway da peça de Marsha Norman, premiada com o Pulitzer, “’Night, Mother”. Ganhou um Prêmio Obie pelo trabalho como Frankie na montagem original do circuito off-Broadway de “Frankie and Johnny in the Clair de Lune”.

Natural de Memphis, Tennessee, Bates se formou em Belas Artes em 1970, na Southern Methodist University, que lhe concedeu o título de doutor honorário em 2002.

Robin Hood será o filme de abertura do Festival de Cannes

Robin Hood, novo épico do diretor britânico Ridley Scott, estrelado por Russell Crowe, Cate Blanchett, William Hurt, Mark Strong, Max Von Sydow e Lea Seydox, será o filme exibido na abertura do 63º Festival de Cannes, que acontecerá dia 12 de maio de 2010. O filme estará fora de competição.

Produzido pela Universal Studios, o filme tem roteiro de Brian Helgeland (Sobre Meninos e Lobos) e conta o nascimento da lenda de Robin Hood. Para o papel principal, Ridley Scott escolheu Russell Crowe, que fará o personagem já interpretado por Errol Flynn, Sean Connery e Kevin Costner .

Ridley Scott já participou da seleção oficial do Festival de Cannes com o longa Os Duelistas, vencedor do prêmio de melhor filme em 1977, e com Thelma & Louise, apresentado fora de competição em 1991.

Robin Hood

Robin Hood será lançado nos cinemas da França no dia da abertura do Festival de Cannes e no resto do mundo, simultâneamente, em 14 de maio. O Festival de Cannes acontecerá entre os dias 12 e 23 de maio. Robin Hood será lançado no Brasil também em 14 de maio, com distribuição da Paramount Pictures Brasil.

Festival Internacional de Filmes Curtíssimos

Os interessados em participar da 3ª terceira edição nacional e a 12ª internacional do Festival de Filmes Curtíssimos, só tem mais alguns dias para ser inscrever. As propostas serão recebidas até 5 de abril. Podem ser inscritos filmes de todos os gêneros de todo o país, produzido em qualquer data, mesmo os que já participaram de outros festivais ou amostras, e captado em qualquer suporte. A única regra: as produções só podem ter até três minutos de duração (exceto créditos e título).

O Festival acontece simultaneamente em mais de 100 cidades de 20 países no dias 7, 8 e 9 de maio de 2010. No Brasil, serão selecionados 50 trabalhos e a curadoria está sediada em Brasília. Os interessados também poderão concorrer na categoria “Mostra-te Brasília 50 anos”, como parte das comemorações do cinquentenário da capital. O formulário para inscrições está disponível na página do festival pelo endereço http://www.filmescurtissimos.com.br/.

Festival Internacional de Filmes CurtissimosA ficha de inscrição deve ser enviada para o escritório da mostra em Brasília, junto com uma cópia do filme e autorização para exibição. A correspondência deve ser encaminhada para o Espaço Cultural Renato Russo – 508 Sul, SCRS 508 – Bloco “A” – Loja 72 – Brasília DF CEP: 70.351-580. O proponente pode inscrever quantos filmes quiser, no entanto tem que preencher uma ficha de inscrição para cada um.

Em 2009 mais de 400 filmes de todo o Brasil foram inscritos. De acordo com a coordenadora da mostra, Josiane Osório, “o Festival estimula o surgimento de novos talentos e traz o melhor da produção em curtíssimos do mundo”, disse.

DaiblogLink
A animação TV Alieno foi exibida na primeiraedição do festivalAs produções não selecionadas para exibição na edição 2009 não poderão concorrer à mostra.
Os trabalhos inscritos concorrerão aos seguintes prêmios:
Melhor Filme
Melhor Animação
Originalidade

Mostra-te Brasília
Prêmio do Júri Popular
Brasília 50 anos

Os vencedores das categorias Melhor Filme e “Mostra-te Brasília” receberão R$ 10 mil cada para locação de equipamentos na Moviecenter.

Festival Internacional de Filmes CurtissimosO Festival Internacional de Filmes Curtíssimos tem apoio da Secretaria de Cultura do DF, Espaço Cultural da 508 Sul – Renato Russo, Embaixada da França, Organização dos Estados Ibero Americanos, Moviecenter e FNC. Dúvidas ou informações poderão ser esclarecidas pelo e-mail secretaria@filmescurtissimos.com.br.

Confira aqui a vinheta oficial da edição do ano passado do festival:

Cinema Especial – Atraídos pelo crime

Uma boa notícia para quem gosta de produções policiais. A California Filmes lançará nos cinemas no dia 2 de abril o filme Atraídos pelo crime. O longa-metragem tem direção de Antoine Fuqua, o mesmo de Dia de Treinamento (que garantiu o Oscar de melhor ator para Denzel Washington e uma indicação para Ethan Hawke na categoria melhor ator coadjuvante).

O novo trabalho do cineasta reúne novamente Ethan Hawke (Antes do amanhecer, Antes que o diabo saiba que você está morto), além de Richard Gere (Palavras de amor), Don Cheadle (Um hotel bom pra cachorro, Crash – No limite) e Wesley Snipes (Blade – O caçador de vampiros). E você pode ler um pouco da trama antes da película estrear nas principais salas do Brasil.

Atraidos pelo crime

Atraídos pelo crime conta a história de três policiais de Nova York, mas em específico no bairro do Brooklyn. Durante uma semana acompanhamos a rotina dos tiras em uma cidade conhecida pela violência. Eddie (interpretado por Richard Gere) é um patrulheiro que tem somente sete dias de serviço até sua aposentadoria. Ele já viu de tudo durante todos os anos de trabalho, por isso vive desiludido com a própria vida.

Atraidos pelo crime

O outro personagem é um policial a paisana (Don Cheadle), que já esteve tempo demais nas ruas. Isso faz com que ele proteja Caz (Wesley Snipes) o chefão do tráfico que ele tem a obrigação de prender. Fechando o trio está Sal (Ethan Hawke), um oficial da narcóticos que está sob muita pressão para oferecer um lar saudável para sua esposa grávida e dois filhos.

Confira em breve aqui no Daiblog uma promoção do filme Atraídos pelo crime. Clique aqui para visitar o site oficial do filme.

Ficha técnica: Brooklyn’s Finest (EUA, 2009) Dirigido por Antoine Fuqua. Com Richard Gere, Don Cheadle, Ethan Hawke, Wesley Snipes, Vincent D’Onofrio, Brian F. O’Byrne, Will Patton, Jesse Williams, Lili Taylor, Shannon Kane, Ellen Barkin…

Veja aqui o trailer do filme o trailer do filme Atraídos pelo crime legendado em português:

Cinema Especial – O Lobisomem

Há muito tempo existe uma fascinação global pela criatura mitológica conhecida como licantropo, um humano com a habilidade de se transformar em algo parecido com um lobo em noite de lua cheia. Dos mitos dos gregos antigos à documentação de Gervásio de Tilbury em Otia Imperialia, de 1212, histórias de terror sobre lobisomens dominaram culturas por séculos. Mas foi apenas nas últimas sete décadas que a criatura virou trama de filme. Em 1935, a Universal lançou O Lobisomem de Londres, do diretor Stuart Walker, mas foi o clássico de 1941 O Lobisomem, dirigido por George Waggner a partir de roteiro original de Curt Siodmak, que estabeleceu firmemente no cinema o mito moderno do lobisomem.

O lobisomem

O vencedor do Oscar® de Ator Coadjuvante por Traffic Benicio Del Toro (Ator: Coisas que Perdemos pelo caminho) é fã do gênero e passou a considerar fazer uma homenagem a esse tipo de filme após uma conversa com seu empresário e produtor, Rick Yorn (Gangues de Nova York). “Há alguns anos”, conta Yorn, “quando eu e Benicio estávamos saindo de sua casa, vi o pôster de O LOBISOMEM. Ele mostra um close de Lon Chaney Jr. como o monstro. Olhei para aquilo e depois para Benicio, que na época estava barbudo, e disse: ‘O que você acha de fazer um remake de O LOBISOMEM?’”

O Lobisomem

Del Toro e Yorn começaram a planejar o projeto e, durante um jantar com o produtor Scott Stuber (Encontro de Casais; Gritos mortais), a ideia de atualizar o clássico decolou. Nunca houve dúvida para Stuber de que Del Toro ficaria perfeito na pele do protagonista: “Benicio tem olhos muito fortes. Demonstrar a emoção vinda da transformação é essencial para a alma do filme. Não queríamos separar o ator do lobisomem e acabar tendo o monstro de um lado e Benicio do outro. A atuação é sempre mais importante para que se sinta o personagem. Os efeitos especiais são incríveis, e destacam a atuação, mas não a criam.”

O Lobisomem

Depois que o produtor Sean Daniel (A múmia) uniu-se ao projeto, foi dado início à busca por um diretor que pudesse não apenas traduzir o drama do roteiro, escritor por Andrew Kevin Walker (A lenda do cavaleiro sem cabeça) e David Self (Estrada para perdição), mas também executar um filme de terror que misturasse efeitos visuais, efeitos de criatura e CGI. Quando o diretor Joe Johnston (Jurassic Park 3) foi chamado para fazer parte do projeto, assumindo o trabalho de Mark Romanek, que deixou o filme durante a fase de pré-produção, ele mostrou-se mais interessado na história do que no espetáculo. No roteiro, Johnston enxergou, como ele mesmo explica, “por trás de toda a ação, sangue e terror, uma história de amor entre Lawrence Talbot e Gwen, a noiva de seu irmão falecido. Queria que a relação entre eles fosse o pilar do enredo. A peça-chave que levasse o público a entender essa coisa terrível que aflige Lawrence.”

O lobisomem

Para os produtores de O LOBISOMEM, era importante incluir na nova versão personagens clássicos do filme original. Enquanto o pai de Lawrence – interpretado por Claude Rains na versão de 1941 – tinha apenas um papel pequeno no primeiro filme, a equipe sentiu que essa relação teria que ser uma grande parte do novo longa-metragem. O escolhido para viver o excêntrico personagem foi o vencedor do Oscar® de Melhor Ator por O silêncio dos inocentes Anthony Hopkins (A lenda de Beowulf), que opina sobre o filme: “Psicologicamente, as pessoas gostam de ver o lado obscuro da vida. Transformação, ressurreição, salvação… essa história tem tudo.” Sobre o papel, Johnston observa: “Sir John é completamente louco, mas encara sua própria loucura como se fosse a coisa mais normal do mundo. Anthony já interpretou papéis assim, mas em O LOBISOMEM não sabemos que ele é insano até a metade do filme. Antes disso, Anthony nos dá pequenos vislumbres da loucura de Sir John, e aí a janela se fecha e ficamos esperando que ela se abra de novo.”

O Lobisomem

A atriz Emily Blunt (O Diabo Veste Prada; Meu amor de verão) foi convidada para viver a tragicamente apaixonada Gwen Conliffe – papel originalmente da eterna Evelyn Ankers. Blunt admira a força da personagem: “Gosto disso diante da adversidade, de como alguém que se depara com um vendaval de medo e perda tem a habilidade de enxergar uma possibilidade de mudança. Ela é muito esperançosa.” O assassinato do irmão de Lawrence chama a atenção do inspetor Aberline, da Scotland Yard, interpretado por Hugo Weaving (Transformers: A Vingança dos Derrotados; Transformers). O inspetor é baseado no verdadeiro Frederick George Aberline, chefe da investigação dos assassinatos de Jack, o Estripador. “Aberline é um personagem real, mas recebeu uma interpretação levemente diferente pelos escritores e Joe”, explica o ator. “Ele é um homem inteligente que passou por muita coisa durante a investigação das mortes de Jack, o Estripador. É esperto e matreiro e pode ser encantador, mas é também incrivelmente cético e não acredita nem por um minuto que nada além de um homem possa ser responsável pelas mortes em Blackmoor.”

O Lobisomem

Outros atores que dão vida ao mundo de Talbot incluem Geraldine Chaplin (O orfanato; 100 escovadas antes de dormir) na pele de Maleva, a cigana que prevê as notícias da maldição de Lawrence; Art Malik como Singh, o fiel criado de Sir John; Anthony Sher (Shakespeare Apaixonado) como Dr. Hoenneger, médico do manicômio; e David Schofield (Operação Valquíria) como Constable Nye, o amaldiçoado de Blackmoor.

Responsável pela transformação de David Naughton no clássico de John Landis Um Lobisomem Americano em Londres, Rick Baker, o maquiador seis vezes vencedor do Oscar® por Ed Wood, Rick Baker (Encantada; Click; X-men: O Sonfronto Final; Amaldiçoados;O Chamado 2) foi convidado para integrar a equipe do filme, criando para Del Toro uma “máscara” de espuma e látex que cobria as sobrancelhas e o nariz do ator. As bordas eram bem finas, para que se misturassem à pele do protagonista quando colocada sobre seu rosto. Quando Del Toro recebeu um queixo protético, dentes afiados, uma peruca de cabelo de verdade e uma barba aplicada com folículos colados à sua pele, personificou o temido lobisomem. Depois que o design de Baker recebeu a aprovação da produção, sua equipe começou a planejar a veste que se adequaria ao novo visual do ator. “Planejamos fazer uma veste peluda de corpo inteiro, em que cada cabelo é individualmente amarrado, como uma peruca gigante”, comenta Baker. “Mas não dá para fazer apenas uma veste, você precisa de pelo menos três para o seu ator principal e outras três para qualquer dublê que tenha que escalar telhados ou lutar em incêndios de verdade. Isso é muito pelo!”

O Lobisomem

Durante a transformação do personagem principal, as feições faciais e pelo corporal de Del Toro não seriam as únicas coisas nele que mudariam. Para dar mais altura ao ator – que já é alto –, a equipe de Baker criou extensões de pernas baseadas na tecnologia usada em próteses. Com um design bastante simples e leve, as novas pernas tornavam o lobisomem ainda mais aterrorizante. Na hora de fazê-lo correr, o diretor Johnston e o diretor de fotografia Shelly Johnson (A Casa das Coelhinhas) precisaram ser criativos para captar as cenas e, quando necessário, as pernas de Del Toro foram substituídas por pernas em CG. “Usamos animação computadorizada para permitir ao público ver os dedos dos pés do lobisomem agarrando o chão, empurrando a terra e flexionando as pernas”, explica Johnston. “Isso realmente faz a diferença, pois ajuda o público a acreditar que a transformação está completa. Os melhores efeitos visuais são os que estão invisíveis, que você não reconhece como efeitos visuais, ou aqueles que não atraem atenção para si.”

O Lobisomem

Uma das diferenças fundamentais entre as versões de 1941 e a de 2010 de O LOBISOMEM é a época em que a história se passa. O filme original escolheu situar a trama nos seus dias atuais, em Wales, enquanto que a produção de 2010 nos leva de volta à Inglaterra vitoriana de 1890. Uma Londres repleta de suspense e neblina, iluminada por lâmpadas a gás, e um povoado sombrio criariam uma atmosfera assustadora típica de um clássico de terror, e esse foi o fator decisivo na escolha do período do filme. Uma das tarefas mais ambiciosas do desenhista de produção Rick Heinrichs (Pirats do Caribe – No Fim do Mundo), vencedor do Oscar® por A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, foi encontrar uma locação ideal para a mansão da família Talbot. “A escolha tradicional seria uma estrutura gótica, mas queríamos evitar o visual assustador clichê de mansões de muitos filmes de terror e apresentar a energia da casa através de seu design”, diz Heinrichs. Depois de procurar pela Inglaterra, a equipe encontrou a Chatsworth House em Derbyshire, atualmente propriedade do duque e duquesa de Devonshire.

O Lobisomem

“A história que contamos é sobre um homem que luta com dois lados da natureza: o lado civilizado, condicionado pela sociedade, e o lado animal que vive dentro dele. Sentimos que seria uma boa ideia ter essas duas naturezas representadas visualmente na casa da família. Começamos com uma estrutura muito clássica e acrescentamos grama e tons de verde para que ela ficasse visualmente negligenciada e em desuso, assim como lanosa – representando o animal dentro dele.” O objetivo de Heinrichs era levar o público em uma jornada que ia da ordem à civilidade, passando pelas profundezas mais selvagens do animal que está no núcleo da história.

O Lobisomem

O departamento de locações ficou responsável por encontrar os 13 principais exteriores para o filme, que dariam vida ao mundo do lobisomem. A abordagem de Heinrichs e Johnson era tentar captar o máximo possível em câmera e oferecer ao departamento de efeitos visuais tudo o que precisavam para criar o que não se podia filmar, como os disfarces para os exteriores modernos das casas. A equipe teve um pouco de sorte quando encontrou uma das vilas mais fáceis de serem transformadas em um vilarejo vitoriano: a cidade medieval de Castle Coombe, que serviu como a Blackmoor do filme. Para adequar-se aos propósitos de O LOBISOMEM, Castle Coombe tornou-se uma vila assustadora, repleta de pessoas supersticiosas vivendo em casas sombrias e reforçando suas excentricidades e crenças irracionais.

O Lobisomem

Mas maquiagem e locações não eram nada se comparadas ao maior desafio de produção para Johnston: aperfeiçoar o assustador uivo do lobisomem. “Quando chegou a hora de encaixar o som do uivo, tentamos de tudo, de imitadores de animais a choros de bebês e ruídos artificiais. Pegamos esses sons e os processamos digitalmente, buscando a combinação certa que nos desse o uivo perfeito. Mas não conseguíamos encontrá-lo. Queríamos que fosse icônico, mas algo que o público nunca tivesse ouvido antes”, explica o diretor. A solução viria quando um dos designers de som do filme teve uma ideia singular, perguntando a Johnston: “Qual é o som vocal mais puro e controlável que podemos encontrar? É sem dúvida o de um cantor de ópera.” A partir daí, a produção testou uma série de cantores de ópera de Los Angeles, escolhendo por fim um barítono. Depois de gravarem uns dez uivos, eles sabiam que tinham encontrado o que buscavam. “Quando reduzimos o tom, ficamos com sons assustadores e viscerais de animais. Eles davam arrepios e eram exatamente o que queríamos”, conclui o diretor.

O Lobisomem

Convidada para criar os figurinos de O LOBISOMEM, a três vezes vencedora do Oscar® por Maria Antonieta, Carruagens de Fogo e Barry Lyndon, Milena Canonero queria tornar a divisão entre os personagens das classes alta e operária bastante aparente. O figurino escolhido para os mais abastados era formado por roupas de tecidos nobres como sedas, veludos e peles, indicativos do status social de quem as usava. Já os personagens da classe operária aparecem em figurinos de lã, linho e algodão. Gwen Conliffe está de luto na maior parte do filme e, assim, foi vestida sobretudo com roupas pretas. Mas, na medida em que deixa a tristeza para trás ao encontrar um amor inesperado em Lawrence, a equipe passou a vestir Emily Blunt em tons de lilás e roxos escuros.

O lobisomem

Apesar de Sir John Talbot pertencer à aristocracia, ele saiu pouco de casa nas últimas décadas e deixou de cuidar de sua imagem. Inspirada por uma ilustração de Edward Gorey, Canonero criou o figurino do sr. Talbot usando peças que em outra época foram bonitas, mas que agora estão bastante gastas. O resultado foi a criação de uma elegância decadente. Já Lawrence, personagem bastante viajado, recebeu da equipe de figurino um visual mais expansivo que o de um cavalheiro inglês padrão de classe alta. E para as cenas de transformação em que o monstro surge, a equipe criou as roupas de Del Toro de forma a fazer as costuras se estenderem e rasgarem enquanto seus músculos crescem.

O Lobisomem

A peça final do guarda-roupa de Lawrence Talbot, uma réplica verdadeira da bengala com uma cabeça de lobo usada por Lon Chaney Jr. na versão do filme de 1941, certamente agradará aos admiradores do gênero, incluindo Del Toro. “Frankenstein, Drácula, A Múmia… Quando eu era mais novo, via esses filmes”, diz o ator. “Uma das minhas primeiras lembranças de atuação é de Lon Chaney Jr. em O LOBISOMEM. Queríamos honrar esse filme clássico e também O Lobisomem de Londres, com Henry Hull. Sabíamos que seria emocionante fazê-lo de uma forma clássica e artesanal.”

#797-O livro de Eli

Dirigido pela dupla de irmãos responsável pelo suspense Do inferno, O livro de Eli chega aos cinemas com uma mensagem de perseverança e fé. O longa-metragem é protagonizado por Denzel Washington (O gângster, Sequestro no metrô 123, Sob o domínio do mal), que interpreta Eli, um incansável andarilho que carrega um precioso livro. Ele possui uma importante missão e fará de tudo para completá-la.

Antes de mais nada é melhor informar onde a trama é ambientada. Toda a história se desenvolve na Terra, ou melhor, no que restou dela. As paisagens devastadas mostram que poucos sobreviveram depois de uma gigantesca tragédia. Por isso o planeta se tornou um lugar violento e sem leis.

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Amém!

Durante a jornada, Eli encontra um povoado liderado por Carnegie (Gary Oldman, de Alma perdida, O cavaleiro das trevas, Batman begins), um homem que está desesperadamente procurando um certo livro. E é claro que será o mesmo livro carregado por Eli. Este é o principal motivo para uma série de perseguições e lutas.

O roteiro do estreante Gary Whitta reúne ação e drama. Eli luta para defender o livro, em momentos transmitem a ideia que é apenas mais um filme de ação. Só que definitivamente não é. A fotografia expressiva (tudo tem um tom desolador, quase em preto e branco) e o alto teor religioso da história mostram que O livro de Eli é diferente.

O livro de Eli
Fé e violência

Também então no elenco Mila Kunis (Max Payne), Jennifer Beals (O grito 2), Joe Pingue (Ensaio sobre a cegueira), Michael Gambon (Harry Potter e o enigma do príncipe, A profecia). O livro de Eli é um bom filme, mas os ateus certamente irão se incomodar com as mensagens cristãs que aparecem a toda hora nos diálogos. Além disso, poderia ter sua duração reduzida.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

The Book of Eli (EUA, 2010) Dirigido por Albert Hughes, Allen Hughes. Com Denzel Washington, Gary Oldman, Mila Kunis, Ray Stevenson, Jennifer Beals, Evan Jones, Joe Pingue, Frances de la Tour, Michael Gambon, Tom Waits, Chris Browning, Richard Cetrone…

Veja aqui o trailer do filme O livro de Eli legendado em português:

Sugestões de locação 2

Sugestões de locação

Devido ao sucesso das primeiras sugestões de locação, a equipe do Daiblog fez uma nova lista com seis filmes recomendados. É uma boa opção para quem prefere alugar um filme ao invés de ir aos cinemas. Confira abaixo:

Sugestões de Michel Toronaga:

DaiblogEu não tenho medoDaiblog

Sinopse: 1978. O verão mais quente do século. Num pequeno vilarejo rodeado por campos de trigo localizado no quente Sul da Itália, a mais extraordinária história sobre aventuras, descobertas, amizade e tragédia. Enquanto os adultos conversam a portas fechandas, seis crianças se aventuram pelos campos de trigo desertos com suas bicicletas. Escondido no milharal, Michelle de nove anos encontra um segredo tão grave e tão terrível que ele decide não contar a ninguém. Para enfrentá-lo, ele vai precisar do poder de sua imaginação e da coragem que ele ainda não sabe que tem.

Daiblog

Por que assistir: Eu não tenho medo é um daqueles filmes que falam da perda da inocência. Acompanhamos um protagonista jovem e cheio de sonhos que descobre um mundo frio e cruel. Mas não trata-se de uma história melodramática feita fazer as pessoas chorarem. É um belo longa-metragem, com uma fotografia caprichada e trilha sonora bem cuidada. Merece ser visto por emocionar e ter um daqueles roteiros que deixam qualquer um curioso para saber como tudo vai terminar. (Leia mais sobre o filme)

Io Non Ho Paura (Itália, Espanha, Reino Unido/2003) Dirigido por: Gabriele Salvatores Com: Giuseppe Cristiano, Mattia Di Pierro, Adriana Conserva, Fabio Tetta. Giulia Matturo, Stefano Biase, Fabio Antonacci, Aitana Sánchez-Gijón, Dino Abbrescia…

Veja aqui o trailer do filme Eu não tenho medo.

Daiblog Quer ver o filme Eu não tenho medo?

DaiblogO orfanatoDaiblog

Sinopse: Uma mulher retorna com sua família para um antigo orfanato, onde morou quando pequena, com a intenção de abrir um abrigo para crianças excepcionais. A vizinhança acaba despertando a imaginação de seu filho que é cada vez mais levado para dentro de alguns jogos de fantasias que se tornam mais intensos com o tempo. Isso tudo acaba inquietando a sua mãe, que passa a pensar que pode haver alguma coisa no local que seja uma ameaça a sua família. Para tentar esclarecer o que a assusta, acaba procurando a ajuda de parapsicólogos. Agora, ela quer uma resposta para um mistério que nem tem certeza se existe.

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Por que assistir: Porque é um filme completo que consegue agradar tanto quem gosta de terror como quem também é fã de drama. A atuação de Belén Rueda está fantástica. Trata-se de uma ótima produção cheia de mistério e suspense. O diretor Juan Antonio Bayona é ainda desconhecido, mas é um nome que merece atenção. E uma curiosidade: o filme conta com uma participação de Edgar Vivar, ator conhecido no Brasil por por ter interpretado o Senhor Barriga na série Chaves. (Leia mais sobre o filme)

El orfanato (México / Espanha, 2007) Dirigido por: Juan Antonio Bayona Com: Belén Rueda, Fernando Cayo, Roger Príncep, Mabel Rivera, Montserrat Carulla, Edgar Vivar, Geraldine Chaplin…

Veja aqui o trailer do filme O orfanato.

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Sugestões de Pedro Bueno
DaiblogO labirinto do faunoDaiblog

Sinopse: Na Espanha da década de 40, no meio da revolução espanhola, uma menina chamada Ofélia e sua mãe vão para a casa de campo de um General espanhol que vai se casar com a mãe, que espera um filho dele. Ao explorar a casa e suas redondezas, Ofélia acha um labirinto, e no meio desse labirinto uma escada para um túnel subterrâneo. No fundo desse túnel ela encontra um fauno, criatura mitológica metade homem, metade bode. Esse fauno diz para Ofélia que ela é uma princesa de um reino mágico que se esqueceu de quem era ao fugir para o mundo humano. Então ela precisará passar por três testes para provar que é realmente a princesa e voltar para seu reino mágic

O labirinto do fauno

Por que assistir: Deixe de preconceito com filmes não americanos e assista esse filme. O diretor é Guillermo del Toro, que fez sucesso com o filme hollywoodiano Hellboy, e que ultimamente anda em alta, pois foi escolhido para dirigir O Hobbit, uma “pré continuação” de O Senhor dos Anéis. Aqui ele mostra toda sua habilidade no campo da fantasia, com uma direção de arte, fotografia e maquiagem impecáveis (tendo ganhado oscar nessas categorias). Mas não é só no visual que o filme impressiona. O roteiro é brilhante, ao mostrar a revolução espanhola vista pelos olhos de uma criança, semelhante ao que O ano em que meus pais saíram de férias fez com a ditadura (dadas as devidas proporções). Ao ver O labirinto do fauno, só da mais curiosidade para ver o que Guillermo del Toro vai fazer no universo de O senhor dos anéis. A história é tratada com delicadeza e carinho pelo diretor, mas quando precisa ser violenta, ele não tem dó de ninguém.

El laberinto del fauno (Mexico/Espanha/EUA) Dirigido por Guillermo del Toro. Com Ivana Baquero, Sergi López, Maribel Verdú, Doug Jones, Ariadna Gil, Álex Angulo…

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DaiblogOldboyDaiblog

Sinopse: Certa noite, um homem encrenqueiro, casado e pai de uma menina desaparece sem deixa rastros. Ele acorda em um lugar que parece ser um quarto de motel, sem saber como foi parar la e quem o levou. Durante quinze anos ele vive nesse quarto sem nenhum contato com o mundo exterior e nem com qualquer outro ser humano. Um dia ele é libertado, então ele resolve caçar a pessoa que o colocou lá em busca de vingança.

Oldboy

Por que assistir? Oldboy é um filme que me surpreendeu. Já me haviam recomendado esse filme inúmeras vezes, mas por preguiça ou porque estava em falta na locadora acabei por não assistir. Quando finalmente achei o dvd dando bobeira em um dia de ócio resolvi alugar, e me arrependi de não ter assistido anteriormente. Oldboy é um filme de vingança. O homem ficou preso durante 25 anos e descobriu que quem o prendeu matou sua mulher e botou a culpa nele. O longa conta com uma seqüência que se tornou quase clássica, a cena da luta com o martelo no corredor. O final do filme é surpreendente, e me deixou de boca aberta por um bom tempo. Eu realmente não esperava a conclusão que o filme teve. Por não ser um filme americano, ele não se preocupa com o politicamente correto ou se importa com convenções do gênero. Oldboy é um filme que tem vida própria, e por isso o indico.

Oldboy (Coréia do sul, 2003) Dirigido por Chan-wook Park. Com Min-sik Choi, Ji-tae Yu, Hye-jeong Kang, Dae-han Ji, Dal-su Oh, Byeong-ok Kim, Seung-Shin Lee, Jin-seo Yun, Dae-yeon Lee…

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Sugestões de Daniel Sabbagh

Daiblog As virgens suicidasDaiblog

Sinopose:Em meados da década de 70, numa sonolenta comunidade de Michigan, vivem as irmãs Lisbon, cinco adolescentes cuja beleza encantou um grupo de rapazes vizinhos. Isoladas por seus superprotetores pais, elas são como visões na paisagem suburbana, luminosas e inatingíveis. Mas quando o bonitão da escola, Trip Fontaine, convence Lux Lisbon e suas irmãs a ir ao baile de formatura, as fantasias românticas dos rapazes ameaçam tornar-se reais – até que são envolvidos em uma espantosa série de acontecimentos que mudará suas vidas para sempre. Baseado no aclamado romance de Jeffrey Eugenides, As virgens suicidas é um assombroso mistério, que retrata com fidelidade um tempo e uma época.

As virgens suicidas

Por que assistir: É difícil dizer apenas um motivo para assistir As virgens suicidas. Tudo no filme impressiona: os personagens, a trilha sonora composta pela dupla Air e até mesmo a atmosfera assombrada e melancólica do filme. A imersão é tão grande que você consegue se sentir um morador da estranha comunidade onde vivem as irmãs Lisbon. É um filme que impressiona e que você não vai esquecer se assistir.

The Virgin Suicides (EUA, 1999) Dirigido por: Sofia Coppola Com: James Woods, Kathleen Turner, Kirsten Dunst, Josh Hartnett, Michael Paré, Scott Glenn, Danny DeVito, Hanna Hall, A.J. Cook…
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DaiblogO invencível – Largo WinchDaiblog

Sinopse:O bilionário Neri Winch é encontrado morto, afogado. Uma morte obviamente suspeita, uma vez que Nerio é o fundador e acionista majoritário do poderoso W Group. Quem herdará este império financeiro? Oficialmente, Nerio não tem família. Mas ele tem um segredo muito bem guardado: um filho, Largo, adotado há trinta anos de um orfanato bósnio. O único problema é que o jovem herdeiro está jogado numa prisão no coração da Amazônia. Acusado por tráfico de drogas, ele clama sua inocência. Nerio assassinado. Largo na prisão. E se estes dois acontecimentos forem parte de um plano para tomar o controle do império Winch?

O Invencivel - Largo Winch

Por que assistir: Largo Winch é um filme de suspense com doses de cenas de ação muito bem feitas. É um filme mais descontraído, mas que não deixa o seu cérebro desligar pela quantidade de reviravoltas e mistérios envolvidos. Você nunca sabe de qual lado os personagens estão e desconfia de todos. É um James Bond mais humano. Ótimo passatempo.

Largo Winch (França / Bélgica, 2008) Dirigido por Jérôme Salle. Com Tomer Sisley, Kristin Scott Thomas, Miki Manojlovic, Mélanie Thierry, Gilbert Melki, Karel Roden, Steven Waddington, Anne Consigny, Radivoje Bukvic…

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Leia também as primeiras sugestões de locação!

#796-Um sonho possível

Você aceitaria pegar um estranho que anda sozinho no meio da rua e levá-lo para passar uma noite na sua casa? E que tal dar uma série de oportunidades na vida dele? Para muitas pessoas esse tipo de comportamento pode parece extremamente inocente (e até mesmo perigoso), mas é com esse tipo de atitude cristã que teve Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock, de Premonições, A proposta, Crash – No limite).

Ela acolhe o jovem Michael Oher (Jae Head, de Hancock), que é negro, pobre e fora de forma. Além disso ele não se da bem na escola, não tem família e nem perspectivas de vida. Um personagem semelhante à protagonista do drama Preciosa. A grande diferença está no desenrolar da trama. Algo tão fantástico que é difícil acreditar que realmente aconteceu de verdade.

Um sonho possivel
Precioso
Muitas pessoas provavelmente vão para os cinemas para ver o motivo de Sandra Bullock ter ganhado um Oscar de melhor atriz este ano. A premiação foi muito esquisita porque a interpretação da atriz não justifica tanta glória. Bullock está loira e vive uma personagem mais dramática e menos caricata do que a maioria das comédias românticas que sempre faz. O que pode ter feito ela receber a estatueta foi a personagem em si, que é uma figura que deveria servir de inspiração para muitas pessoas ricas.
Um sonho possivel
Atuação premiadaUm sonho possível é um filme extremamente “do bem”. Chega até a incomodar a falta de conflitos no roteiro porque tudo é bonito e perfeito. Fica claro que muitos momentos piegas foram construídos para arrancar lágrimas, mas o que surpreende mesmo é o fato de tudo ter acontecido mesmo. O longa flui bem, com duas horas que passam sem se sentir.
Um sonho possivel
Esporte como transformação de vidaOutro ponto interessante é que a trama não se concentra apenas na vocação do jovem recuperado. Não é um filme de esportes ou que foca apenas no futebol americano. O lado que é trabalhado é a importância da educaçã e da solidariedade. Também estão no elenco Kathy Bates (Idas e vindas do amor, Eclipse total, O dia em que a Terra parou, Bee movie – A história de uma abelha, A bússola de ouro), Andy Stahl (O nevoeiro), Adriane Lenox (Alvin e os esquilos, Um beijo roubado).
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

The Blind Side (EUA, 2009) Dirigido por John Lee Hancock. Com Sandra Bullock, Tim McGraw, Quinton Aaron, Jae Head, Lily Collins, Ray McKinnon, Kim Dickens, Adriane Lenox, Kathy Bates, Catherine Dyer…

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