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Dia 15 estreia o último ano de Love, Victor

A aguardada última temporada de “Love, Victor” estreia no dia 15 de junho exclusivamente no Star+. A série é um spin-off do famoso filme de comédia romântica “Com Amor, Simon” e já possui duas temporadas, todas disponíveis no serviço de streaming. Confira, abaixo, as informações que você precisa saber antes da estreia do novo ano!

Nesta última temporada, Victor (Michael Cimino) inicia uma jornada de autodescoberta, decidindo não só com quem quer estar, mas quem quer ser. Com planos para quando terminarem o ensino médio, ele e seus amigos enfrentam novos problemas que devem resolver para tomar as melhores decisões para seu futuro.

Episódios

“Love, Victor” chega ao Star+ com todos os episódios disponíveis em 15 de junho. A temporada, que conta com oito episódios, inicia com Victor tendo que escolher entre Benji (George Sear) e Rahim (Anthony Keyvan), e tentando compensar as consequências de seu triângulo amoroso. Mia (Rachel Hilson) e Andrew (Mason Gooding) se encontram com a mãe de Mia em busca de respostas. Já Felix (Anthony Turpel) e Lake (Bebe Wood) conseguem finalizar a separação, e o garoto começa um novo romance com Pilar (Isabella Ferreira). Enquanto isso, Lake e Lucy (Ava Capri) começam a se aproximar, e Isabel (Ana Ortiz) finalmente participa de uma reunião do PFLAG (Parents, Friends, and Family of Lesbians And Gays – Pais, Amigos e Família de Lésbicas e Gays), que não sai como ela esperava.

A série retorna com o elenco já conhecido dos fãs, incluindo Michael Cimino (Victor), Rachel Hilson (Mia), Anthony Turpel (Felix), Bebe Wood (Lake), Mason Gooding (Andrew), George Sear (Benju), Isabella Ferreira (Pilar), Mateo Fernandez (Adrian), James Martinez (Armando), Ana Ortiz (Isabel), Anthony Keyvan (Rahim) e Ava Capri (Lucy).

Os roteiristas originais de “Com Amor, Simon”, Isaac Aptaker e Elizabeth Berger, atuam como produtores executivos de “Love, Victor”, juntamente com Brian Tanen, Rick Wiener, Kenny Schwartz, Jason Ensler, Isaac Klausner, Marty Bowen, Adam Fishbach, Wyck Godfrey, Pouya Shahbazian e Adam Londy.

O que Top Gun – Maverick nos ensina sobre o futuro da automação?

*Por Eduardo Camargo, CMO da Guiando

Em meio a uma onda de remakes e continuações duvidosas que marcaram época no cinema, o filme “Top Gun – Maverick” está de volta. O longa, que retornou após hiato de três décadas tem chamado a atenção da crítica, pois além de apresentar as já aguardadas cenas de ação de tirar o fôlego, encontrou espaço para abordar dramas pessoais do protagonista.Até mesmo o futuro da relação entre o piloto e seu avião são questionados na trama.

Superando expectativas, a sequência de “Top Gun” rendeu 97% de aprovação no Rotten Tomatoes – a maior nota de um filme de toda a carreira do ator Ton Cruise. No entanto, outro fato chama a atenção na trama. Apesar de audacioso, o personagem insubordinado gera situações que coloca sua vida em risco, incomodando o seu superior, que pondera que os dias de pilotos de testes com humanos estão contados, dizendo“não existe mais futuro para você!”. A partir de então, são listadas razões do porque o futuro está na automação: “Um robô não para pra comer, não precisa dormir, não vai ao banheiro e é obediente com as ordens dadas”.

Mas, afinal, será que essa ideia trazida pela ficção está tão longe de se tornar realidade?De acordo com o estudo “Mobilidade do Futuro”, da Allianz Partners, esse cenário deve se tornar realidade até 2040. O objetivo é construir um futuro sem acidentes e mortes no trânsito, seja aéreo ou terrestre. Consequentemente, isso impactaria também na agilidade da mobilidade, uma vez que não haveriam mais engarrafamentos causados por acidentes decorrentes do excesso de velocidade, embriaguez, distrações de motoristas, entre outros. Ainda segundo o levantamento, a estimativa é que a maioria da população não terá mais carro particular, tornando-se assinante de mobilidade.

O futuro da automação

De olho no futuro e também nas finanças, as empresas estão cada vez mais atentas aos avanços da automação de veículos. Dados do Oliver Wyman Forum apontam que, até 2030, o mercado mundial de mobilidade deve crescer cerca de 75%, saindo de US$14,9 trilhões em 2017, para US$26,6 trilhões em 2030.

Contudo, há muito chão pela frente até que os pilotos se aposentem, afinal, um dos entraves no avanço da automação é a legislação. Antes desse cenário se tornar realidade, será necessário mudar as leis dos países. Neste processo, o carro terá de provar que sabe lidar com as situações mais adversas, comprovando ser mais seguro que a direção humana.

Neste contexto, além da provocação que o filme “Top Gun – Maverick” nos traz, uma coisa é certa: a questão não é mais se um dia teremos veículos automatizados tomando os céus e as ruas, mas quando isso acontecerá. A tecnologia tem avançado e a automação já faz parte da nossa rotina em vários segmentos como: indústria, contas a pagar e até mesmo a própria sinalização do trânsito já é feita de forma autônoma.

Embora muitas atividades já estejam sendo feitas de forma autônoma, grandes nomes da tecnologia como Peter Thiel, autor do livro “De zero a um”, apresentam uma visão do futuro, onde a robotização continuará contribuindo no aumento da escala de processamento, mas que nunca deixará de depender de um direcionamento estratégico humano. Ou seja, não haverá demissões, e sim um remanejamento das atuais funções, diminimuindo as atividades operacionais e convertendo para cargos mais analíticos.

É provável que o piloto já tenha se aposentado muito antes de ser substituído por máquinas. Até lá, quem começa a voar alto e ganha cada vez mais espaço são os times de TI que trabalham duro para construir um futuro mais ágil, eficiente e seguro. O futuro da automação já começou e não vai demorar muito para a vida imitar a arte.

Eduardo Camargo é sócio e CMO da Guiando, empresa especialista em desenvolvimento de tecnologias inteligentes para gestão automatizada de faturas.

Canal Eba! exibe filmes na íntegra no YouTube

A Alpha Filmes lançou no YouTube o CANAL EBA!, um novo STREAMING que semanalmente traz diversos filmes 100% gratuitos para entreter e divertir a todos. O canal tem várias produções, voltadas para toda a família, com comédias, dramas, aventuras, policial, terror e o indicado ao Oscar, “A Esposa”, estrelado por Glenn Close (“Guardiões da Galáxia” e “101 Dálmatas”) e Jonathan Pryce (“Dois Papas”).

Entre os filmes presentes no catálogo, estão muitas produções que tiveram suas estreias nos cinemas como “Nós ou Nada em Paris”, “De Encontro com a Vida”, “Melhores Amigos”, “O Amor é Estranho”, “Um Fim de Semana em Paris”, “Pecados Antigos, Longas Sombras”, “O Que os Homens Falam”, “Tarde Demais”, “Um Reencontro”, “Um Sonho na Índia” (estrelado por Brie Larson, do filme “Capitão Marvel”) e os filmes para a família “Deu a Louca no Aladin”, “Upa: Meu Monstro Favorito”, “Saxána e o Livro Mágico”, “Cara, Cadê Meu Cachorro?”, “Encolhi a Professora” e a continuação “Cadê Meus Pais?”, e muitos outros.

Uma novidade são os vídeos do ator Pedro Naine, que semanalmente apresenta o #EBA NEWS e #CINE EBA. Às segundas feiras, o EBA NEWS apresenta o que está rolando nas estreias mundiais e curiosidades das filmagens e seus atores. Às quintas, o #CINE EBA tem dicas dos principais lançamentos que estão chegando no canal. O conteúdo dos vídeos pode ser visto no YouTube e Instagram: @canal.eba

“Mesmo com o surgimento de muitos serviços de streaming no Brasil, notamos que o público brasileiro busca consumir filmes, em sua maioria, na versão dublada, e gratuitos. O canal Eba!, veio para suprir essa demanda. Estamos preparando uma seleção de filmes com gêneros bem variados, que irá atender a todos os gostos”, explica Tina Alvarenga, uma das sócias e criadora do canal.

O Eba! é um canal de filmes no YouTube, 100% gratuitos, feito para quem procura bom entretenimento! Além de filmes completos nas opções dubladas e legendadas, o canal também apresenta um conteúdo exclusivo, com vídeos sobre notícias, e o que está sendo lançado nas várias plataformas. Então, não deixe de se inscrever para ficar sabendo dos lançamentos e acessar nossos filmes!

RRR é o melhor filme que você ainda não viu

RRR é o nome do novo trabalho do diretor S.S. Rajamouli, que chamou a atenção do mundo tudo com o épico Baahubali, produção indiana dividida em dois longas-metragens. A expectativa era gigantesca. Será que ele conseguiria superar o sucesso dos filmes antreriores? Baahubali é uma obra-prima repleta de ação, romance e, como todo bom filme indiano, músicas. Na época, foi anunciado como o filme mais caro feito por lá. Agora, em 2022, o cineasta retorna com seu novo trabalho.

E sim, é excelente. A longa duração (mais de 3 horas) faz sentido, pois existe roteiro para dois filmes de 1h30. Tudo se passa na década de 1920, numa Índia colonizada pela Grã-Bretanha. O filme já começa com uma criança sendo retirada de seu lar na floreta por homens brancos, que se consideram superiores e capazes de controlar tudo e todos no país. É por causa desta injustiça que Komaram Bheem (N.T. Rama Rao Jr.) decide sair do vilarejo para recuperar a menina e trazê-la de volta para casa.

Por outro lado, o filme também é protagonizado por Alluri Sitarama Raju (Ram Charan), que trabalha para os britânicos. Ele busca subir de cargo, embora suas motivações reais sejam reveladas apenas na segunda metade da projeção. Ambos os personagens são extremamente fortes e determinados, sendo impossível saber qual dos dois seria capaz de vencer durante um confronto. E seus caminhos realmente acabam se encontrando de forma inesperada. RRR é um filme grandioso que fala sobre tradições, revolução e a luta pela liberdade.

As sequências de ação são épicas e eletrizantes como só Rajamouli sabe fazer. As imagens impressionam pela beleza. Tudo muito grandioso e bem pensado. O filme está disponível na Netflix, mas seria um prazer imensurável assisti-lo nos cinemas. Os números musicais aparecem em momentos estratégicos e não incomodam até mesmo quem não gosta de música. Graças ao streaming é possível ter acesso a mais títulos indianos e este é um cinema que merece muita atenção pela qualidade e diversidade de suas produções. Quem ainda não viu RRR literalmente não sabe o que está perdendo. Divertido do início ao fim, é um linda homenagem ao poder da amizade.

Warner divulga novo trailer de Elvis

Tem nova cinebiografia chegando! A Warner Bros. Pictures acaba de divulgar um novo trailer de Elvis, filme dirigido por Baz Luhrmann, com roteiro de Baz Luhrmann, Sam Bromell, Craig Pearce e Jeremy Doner. O longa estreia nos cinemas brasileiros em 14 de julho.

O tão esperado drama musical protagonizado por Austin Butler (Elvis Presley) e Tom Hanks (Coronel Tom Parker) explora a vida e a música de Elvis Presley. O elenco conta ainda com a premiada atriz de teatro Helen Thomson, que interpreta a mãe de Elvis, Gladys; Richard Roxburgh, como o pai de Elvis, Vernon; e Olivia DeJonge como Priscilla Presley.

A história investiga a complexa dinâmica entre Elvis Presley e Coronel Tom Parker ao longo de 20 anos, desde a ascensão de Elvis à fama até seu estrelato sem precedentes. Para mais informações sobre a programação e ingressos, consulte os cinemas da sua cidade

Confira a primeira foto de Doce Família

Veja a primeira foto de Mariana Xavier como Tamara, a vibrante protagonista do filme Doce Família. Com direção de Carolina Durão, a comédia da Galeria Distribuidora, Telefilms e GLAZ será filmada em São Paulo até a primeira quinzena de junho.

Em Doce Família, Tamara (Mariana Xavier) é dona de uma confeitaria de sucesso e criadora de doces espetaculares. Prestes a se casar com Beto (Gabriel Godoy), ela está determinada a realizar seu sonho: usar em seu grande dia o mesmo vestido de casamento de sua mãe, Verônica (Maria Padilha). Só que para isso, ela precisa realizar uma revolução estética e começar uma dieta – vulgo tortura. Tamara decide então lidar com as divergências que tem com a mãe, dona de uma empresa de emagrecimento, e com as irmãs Babi (Viih Tube) e Alê (Karina Ramil) para alcançar o seu objetivo. Mas até quando ela vai aguentar os padrões irreais da família? Afinal, o que é ser feliz com o seu corpo?

Também estão no elenco de Doce Família: Danilo de Moura, Isabela Ordoñez, Marcelo Laham, Jana Figarella, Letícia Abellan, Duda Benevides, Ilha, Ana Paula Xongani, Hugo Posssolo, Diego Braga e Ana Sophia. Doce Família tem roteiro de Carol Garcia, com consultoria de Camila Agustini, e direção de Carolina Durão (série de TV “A Vila”). A produção é de Gabriel Gurman, da Galeria Distribuidora, Mayra Lucas e Carolina Alckmin, da GLAZ, e Ricardo Costianovsky e Tomas Darcyl, do Grupo Telefilms. Os produtores executivos são Gabriela Lima, Dora Amorim e Deborah Nikaido. Doce Família tem produção da Glaz e do Grupo Telefilms, e produção e distribuição da Galeria Distribuidora.

Festival Varilux homenageia os 400 anos de Molière 

Em suas edições, o Festival Varilux de Cinema Francês faz uma reverência aos grandes filmes, diretores e demais profissionais que marcaram a cultura francesa. Este ano, serão duas homenagens: a um clássico da cinematografia do país, “O Papai Noel é Um Picareta”, de Jean-Marie Poiré, e aos 400 anos de nascimento de Molière, um dos maiores nomes de sua dramaturgia, através do filme “As Aventuras de Molière”, de Laurent Tirard e Ariane Mnouchkine. Ambas as produções estarão integradas ao circuito do festival, que está em sua 13ª edição, sempre trazendo sucessos recentes e inéditos da cinematografia francesa. O festival será entre 21 de junho e 6 de julho – com todos os filmes estreando exclusivamente nos cinemas de todo o país no dia 23.

A comédia “Papai Noel é um Picareta”, de 1982, é uma adaptação de Jean-Marie Poiré para a peça de mesmo nome, criada pela trupe Le Splendid. Muito diferente de um filme tradicional de Natal, a produção se tornou um clássico do cinema francês devido a seu marcante humor ácido e à escalada de situações absurdas, que tornam tudo ainda mais divertido. O filme se passa na noite de Natal, quando a linha telefônica de SOS para pessoas deprimidas é interrompida por personagens marginais excêntricos que causam desastres em cadeia. Aos 76 anos, Jean-Marie Poiré continua em atividade e tem em seu currículo mais de 30 filmes como diretor.

Modelo de comédia francesa, “O Papai Noel é um Picareta” conta com uma irreverência incansavelmente atemporal que atravessa os anos sem medo de comparação com as comédias mais atuais, que não vão tão longe na insolência. No final, mais tragicômico do que cômico, o espírito do filme hoje faz parte do patrimônio cultural francês, comenta Emmanuelle Boudier, curadora e codiretora do Festival.

Já em “As Aventuras de Molière”, o espectador está diante de um jovem diretor de teatro, Molière, que zomba da nobreza e faz sucesso entre as classes mais baixas da França. Ele acaba sendo preso por não pagar taxas ao governo, mas tudo muda quando Monsier Jourdan, um aristocrata, paga sua dívida e, em troca, se aproveita dos talentos de Molière como escritor para cortejar sua amada.

A exibição do filme homenageia os 400 anos de nascimento de Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière. Dramaturgo francês e ator engajado, é considerado o pai da Comédia Francesa por seus textos satíricos e críticos. Dentro do contexto social da França de sua época, Molière ridicularizou a vaidade e o caráter esnobe de uma burguesia em ascensão, questionando os princípios da organização social vigente. Profundo observador do comportamento humano, criou peças que poderiam ter sido escritas atualmente, com uma abordagem popular e sarcástica de temas relevantes até hoje, como o machismo, os dogmas da igreja, a luta de classes e a corrupção.

Conheça Jesus Kid, o novo filme de Aly Muritiba 

O longa Jesus Kid tem roteiro original de Aly Muritiba e é protagonizado por Paulo Miklos, que interpreta Eugênio, um escritor de pocket books de Western, que atravessa uma fase difícil. Seu personagem mais famoso, Jesus Kid, está indo mal de vendas e a editora ameaça parar de publicá-lo. Então aparece o que poderia ser a sua salvação. Eugênio é contratado por um produtor e um diretor de cinema para escrever o roteiro de um filme. O único problema é que ele tem que escrever este roteiro dentro de um hotel luxuoso, do qual, por contrato, não pode sair por três meses.

“Foi uma experiência vertiginosa viver o protagonista de Jesus Kid. No Brasil de hoje, a realidade superou a ficção. Não é o que acontece com Eugênio, ele escreve e o personagem da sua história reescreve o seu destino. Este é um filme que será sempre profético.”, comenta Paulo Miklos.

Sergio Marone dá vida a Jesus Kid e foi através de Marone que Muritiba conheceu o livro de Mutarelli. “Conheci o livro do Mutarelli em 2012 através do Sérgio Marone. Àquela época eu estava circulando com A Fábrica (um de meus curtas) pelos festivais e Sérgio o viu e gostou. Ele havia negociado os direitos de adaptação do livro do Lourenço há pouco e me convidou pra escrever o roteiro. Tempos depois acabei assumindo a direção também”, explica Muritiba.

“Li Jesus Kid em 2010 quando buscava uma história para adaptar pro cinema. Vi que dava um filme bem divertido. No Hollywood Brazilian Film Festival, em Los Angeles, assisti “A Fábrica”, um curta do Aly, e fiquei fascinado com a sensibilidade e talento dele. Era o diretor ideal para fazer Jesus Kid, meu primeiro filme como produtor, além de ator. Foi um processo longo, sensacional. A sensação de ver a primeira diária no set acontecendo foi indescritível. Muito emocionante mesmo, a realização de um sonho.”, comenta Sérgio Marone.

O elenco conta ainda com as presenças de Maureen Miranda, Leandro Daniel, Luthero Almeida, Fábio Silvestre, Otávio Linhares, entre outros.

O processo de adaptação do texto literário para um roteiro original de cinema foi bastante longo, começou em 2012 e terminou em 2019. Muritiba fez questão de criar uma história que tivesse a sua visão sobre o universo criado por Mutarelli, por isso o filme tem diferenças em relação ao livro. “Nesse meio tempo o mundo mudou, o Brasil mudou muito (pra pior) e eu peguei toda minha fúria pós eleições de 2018 e botei no roteiro atualizando aquela história para um mundo distópico, conservador e quase ditatorial, algo nada parecido com o Brasil atual (risos…nervosos)”, complementa Muritiba.

Fã do gênero Western desde a infância, Muritiba usou diferentes referências para compor Jesus Kid, que vão de Jim Jarmusch, Irmãos Coen a Tarantino. “Gosto muito de Western. É um gênero que me acompanha desde a infância nos cinemas de lona que se instalavam do lado de minha casa em Mairí. Ali, nos anos 80, só se exibia Western Spaghetti, filmes de artes marciais e pornôs. E eu assistia muitos destes filmes porque era de minha casa que puxavam uma mangueira de água para abastecer os tonéis da equipe que cuidava daqueles cinemas itinerantes. Em troca recebíamos passe livre para assistir aos filmes, todos antigos e em cópias 35mm arranhadas. Essas foram as minhas primeiras experiências com uma projeção de cinema (não dá pra chamar de sala de cinema, porque estava mais para circo com arquibancadas de madeira)”, conta Muritiba.

O filme é uma co-produção da Grafo, com a SPM e a Muritiba Filmes, e conta com a distribuição da Olhar Distribuição em parceria com a Art House.

Documentário fala sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes

O longa Se Eu Contar, Você Escuta? é o primeiro trabalho audiovisual da diretora Renata M. Coimbra. Ele será lançado em dose dupla, na TV e também nos cinemas de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, além de pré-estreias em Natal e João Pessoa. Antes de chegar às salas, ele poderá ser conferido no canal de televisão mineiro TV Serra Geral, que o exibirá no dia 18 de maio, às 20h, e a partir do dia 20, o filme chega às salas de cinema de diversas regiões do país. A data do lançamento foi escolhida por ser o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Um trailer do filme será apresentado na Audiência Pública organizada pelo Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, que será realizado no Congresso Nacional no dia 12 de maio. O documentário é um relato sensível e necessário, que mostra como a violência sexual mudou para sempre o destino de oito meninas, que já adultas, relatam suas experiências de forma direta e comovente.

A diretora Renata Coimbra conheceu essas mulheres há mais de vinte anos, quando ainda eram adolescentes e estavam em situação de rua. Na ocasião, Renata supervisionava um grupo de assistentes sociais da Prefeitura de Presidente Prudente e gravou as entrevistas com elas. Essas gravações foram redescobertas em uma mudança de residência, quando encontrou uma caixa com as fitas dos depoimentos.

“Ao ouví-las novamente, passei a me perguntar o que aconteceu com aquelas meninas. Elas estariam vivas? Na ocasião, se viam sem saída, mas e agora?”, comenta a diretora. Renata convidou então, Célia Freire, uma das assistentes sociais que acompanhava as meninas e que havia desenvolvido uma forte relação com elas. Juntas, saíram em busca dessas jovens encontrando algumas e se surpreendendo com o destino delas, o que motivou a realização desse documentário.

Quando perguntada sobre a experiência de dirigir um primeiro filme como esse, Renata destaca: “Há 20 anos atrás, quando eu trabalhava com as protagonistas, ainda meninas, e realizava meus estudos, jamais imaginaria que suas histórias seriam contadas através de um documentário. Eu era uma pesquisadora, acadêmica e embora sempre tenha sido uma apaixonada por filmes desde muito jovem, essa possibilidade estava muito distante. Reencontrá-las, conhecer sobre suas vidas, saber como estavam, como enfrentaram a dura realidade que viveram e sobre suas lutas cotidianas, foi uma experiência reveladora. Poder transmitir suas histórias de dignidade e resistência, compartilhando com o público é de uma satisfação indescritível.”

Sobre a potência do audiovisual para tratar um tema tão complexo, a diretora reforçou: “Acredito que a linguagem cinematográfica, com divulgação de temas complexos que exigem sensibilidade, auxiliam na mobilização social e empatia daqueles que assistem aos filmes. Considerando a gravidade representada pelos casos de abuso e exploração sexual em nosso país, aliada com a intensificação de casos durante a pandemia da Covid-19, inclusive com aumento de relatos de violência sexual no contexto online, atenta para a perpetuação dos mesmos e a necessidade de seu enfrentamento. Tenho expectativa de que o documentário possa promover engajamento social na defesa de crianças e adolescentes que vivem tais contextos.”

A Médium promete ser o filme mais assustador já feito

Quem gosta de terror espera sentir medo, certo? Estreia amanhã, 19 de maio, A Médium. O filme tem direção de Banjong Pisanthanakun, o mesmo de Espíritos – A Morte está ao Seu Lado (2004), que foi um grande sucesso e gerou até um remake norte-americano quatro anos mais tarde.

Neste novo filme, o espectador conhecerá a história de Nin, a médium de uma pequena comunidade, e seus desafios para tentar salvar a sobrinha Mink de comportamentos estranhos que logo se revelam como possessão por uma falange de demônios. Assustador, imprevisível e agoniante, essas são algumas das palavras usadas para descrever o longa que chega amanhã às telonas dos cinemas.

Pelo trailer, é possível perceber que existe todo um clima de realismo sobre a fé tailandesa que beira o documentário. É possível que isso faça com que as cenas pareçam verdadeiras, aumentando o teor sinistro da trama. Curioso? Veja o trailer a seguir: