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#746-Garota infernal

Garota infernal possui o aguardado roteiro de Diablo Cody, ex-stripper que ficou conhecida internacionalmente depois de ganhar o Oscar na categoria por Juno. É complicado comparar as duas histórias por serem de gêneros diferentes, mas é fácil dizer que a nova trama não possui a mesma inteligência e originalidade do trabalho anterior. Mas nem por isso deixa de ser um programa divertido, embora se saia melhor como uma comédia do que como um filme de terror.

O longa-metragem conta a história de Needy (Amanda Seyfried, de Meninas malvadas e Conversando com os mortos) e Jennifer (Megan Fox, de Transformers e Transformers – A vingança dos derrotados), duas super amigas que se consideram BFF – usando inclusive um colar com esta sigla que significa Best Friends Forever. Enquanto a loira é nerd e possui um namoro estável com Chip (Johnny Simmons, de Um hotel bom para cachorro), a morena é conhecida pela popularidade e fama no colégio. Ela abusa dos decotes e da sensualidade para conseguir conquistar quem quiser, ou seja, um papel um tanto simples para Megan Fox.

Garota infernal
Best Friends Forever (ou não)A amizade entre as duas é estremecida depois de uma tragédia que acontece durante o show da banda Low Shoulder. Depois de “pegar uma carona” na van do vocalista Nikolai (Adam Brody, da série The OC), Jennifer muda. A cidadezinha de Devil’s Kettle, que antes era pacata, também fica diferente quando jovens aparecem mortos. E a relação entre as duas coisas é o fator de horror presente na trama.

Garota infernal
Megan Fox está mais quente que o inferno!O filme possui algumas cenas de suspense e violência, principalmente quando aparece o comportamento demoníaco de Jennifer. O ponto forte do filme são os diálogos afiados e cheios de referências engraçadas. Quem quiser ver a produção apenas pela sex symbol protagonista também não vai se decepcionar. A beleza de Megan Fox é bem aproveitada e ela faz uma cena bem provocante com Amanda Seyfried.

Garota infernal
A nerd NeedyMuitos momentos criticam e brincam com os clichês de filmes adolescentes, mostrando o lado bom da roteirista em compreender a mente jovem. Vale uma conferida também pela trilha sonora cheia de músicas boas. Também estão no elenco Kyle Gallner (Evocando espíritos), Chris Pratt (Noivas em guerra, O procurado), J.K. Simmons (Homem aranha 3, O suspeito, Eu te amo, cara). A direção fica por conta de Karyn Kusama (Æon Flux).
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

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Jennifer’s Body (EUA, 2009) Dirigido por Karyn Kusama. Com Megan Fox, Amanda Seyfried, Johnny Simmons, Adam Brody, Sal Cortez, Ryan Levine, Juan Riedinger, Colin Askey, Chris Pratt, Juno Ruddell, Kyle Gallner, Josh Emerson, J.K. Simmons, Amy Sedaris, Cynthia Stevenson…

Veja aqui o trailer do filme Garota infernal legendado em português:

DaiblogO site do FIC Brasília (Festival internacional de cinema) já está no ar. Agora você pode conferir a programação e saber tudo sobre o evento! Visite: www.ficbrasilia.com.br

Cinema Especial Festival de Brasília 2009

Está marcado para os dias 17 a 24 de novembro o 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Hoje de manhã , no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, foram anunciados os filmes e curtas que participarão das mostras competitivas.

Ao todo, 366 produções foram inscritas, sendo 52 de Brasília. O filme que abre o evento é o aguardado Lula, O Filho do Brasil, dirigido por Fábio Barreto. E o que encerrará o festival deste ano é Brasília a Última Utopia, de Pedro Anísio, Geraldo Moraes, Vladimir Carvalho, Pedro Jorge de Castro, Moacir de Oliveira e Roberto Pires. Tanto os filmes de abertura e encerramento não concorrem a prêmios e serão exibidos apenas para convidados.

Crédito: Júnior Aragão
Fernando Adolfo (de amarelo) – coordenador do festivalCrédito da foto: Júnior Aragão

Confira os filmes que serão exibidos nas mostras competitivas:

MOSTRA COMPETITIVA 35MM – LONGAS-METRAGENS– A Falta que me Faz, de Marília Rocha
– É Proibido Fumar, de Anna Muylaert
– Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano, de Henrique Dantas
– O Homem Mau Dorme Bem, de Geraldo Moraes
– Perdão Mister Fiel, de Jorge Oliveira
– Quebradeiras, de Evaldo Mocarzel

E proibido fumar
Cena de É proibido fumar


MOSTRA COMPETITIVA 35MM – CURTAS-METRAGENS
– A Noite por Testemunha, de Bruno Torres
– Água Viva, de Raul Maciel
– Amigos Bizzaros do Ricardinho, de Augusto Canani
– Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos, de Camilo Cavalcante
– Azul, de Eric Laurence
– Bailão, de Marcelo Caetano
– Carreto, de Marilia Hughes e Claudio Marques
– Dias de Greve, de Adirley Queirós
– Faço de mim o que quero, de Sergio Oliveira e Petronio Lorena
– Homem-Bomba, de Tarcísio Lara Puiati
– Recife Frio, de Kleber Mendonça Filho
– Verdadeiro ou Falso, de Jimi Figueiredo

Lula o filho do Brasil
Lula, o filho do Brasil

MOSTRA COMPETITIVA DIGITAL
– A Última Quinta, de Fernando Arze
– Apreço, de Gabriel Trajano
– Cerol, de Bruno Mello Castanho
– De muro a muro, de Marina Watanabe e Rebeca Damian
– Dois Mundos, de Thereza Jessouroun
– Dois Pra Lá, Dois Pra Cá, de Marcela Bertoletti
– Ensaio de Cinema, de Allan Ribeiro
– Inexorável, de Juliano Coacci Silva
– Lembrança, de Mauricio Osaki
– Mas na verdade uma história só, de Francisco Craesmeyer
– O canalha, de Latege Romro Filho e Rodrigo Luiz Martins
– Obra Prima, de Andréa Midori Simão e Thiago Faelli
– Os Pais, de Lello Kosby
– Quase de Verdade, de Jimi Figueiredo
– Roteiro para minha morte, de Pablo Gonçalo
– Sala de Montagem, de Umberto Martins
– Santa Bárbara do Oeste, de Tato Carvalho
– Vladimir Palmeira – A História Sem Mitos, de Roberto Reis Stefanelli

Fique ligado para conferir mais informações sobre o festival!

Conheça mais sobre o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Criado em 1965, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o mais antigo do país. De lá para cá, sempre foi referência de crítica e propagação da sétima arte. Idealizado por Paulo Emílio Salles Gomes, crítico de cinema, o evento que nasceu no início da Ditadura Militar, sempre teve caráter contestatório, o que levou a sua proibição durante os anos de 1972 e 1974.

Uma constelação de artistas já passou pelo tapete vermelho do Cine Brasília, entre eles, Fernanda Montenegro, Grande Otelo e Arnaldo Jabor. Todos premiados na primeira edição do evento. Entre as marcas registradas do Festival, estão a fidelidade à produção nacional, o espaço dado aos novos nomes e seu público extremamente crítico. Para os cineastas, o Festival de Brasília funciona como um termômetro, se o público daqui gostar, é sucesso garantido.
Desde 2007, a acessibilidade é garantida no FBCB. Para assegurar um direito igualitário à cultura, os filmes foram legendados e os deficientes visuais contam com um sistema de audiodescrição. Além disso, em 2008, pela primeira vez, os cegos escolheram o filme que mais gostaram.

Daiblog
O polêmico Filmefobia foi o grande vencedor do ano passado
Porém, mais que um grande propagar cultural, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é um dos grandes pontos de encontro da população da capital. Durante os seis dias de mostra competitiva, pessoas de todas as tribos e idades passam pelo Festival, principalmente, no Cine Brasília, onde ocorre a mostra competitiva.

DaiblogVeja na TV Daiblog o diretor Júlio Bressane e equipe apresentando o longa Cleópatra, estrelado por Alessandra Negrini. O filme concorreu na Mostra Competitiva 35 mm do festival de 2007.

#745-O desinformante

Algumas histórias da vida real são tão incríveis que quase não da para acreditar nelas. O filme O desinformante conta uma trama desse tipo. Baseado no romance The Informant: A True Story, de autoria de Kurt Eichenwald, o longa-metragem tem direção de Steven Soderbergh (Confissões de uma garota de programa, Onze homens e um segredo) e é estrelado por Matt Damon (Gênio indomável).

Mark Whitacre (Damon) é um executivo que trabalha em uma importante empresa da agroindústria: Archer Daniels Midland (ADM). Disposto a crescer na vida de forma ainda mais rápida, ele cria um plano que envolve chantagem e sabotagem. A história cresce e cria contornos mais sérios quando o FBI é chamado para investigar o caso. É a patir daí que Whitacre se torna uma espécie de agente secreto.

O desinformante
Imaginação fértilCom o objetivo de ajudar nas investigações de uma possível conspiração, ele começa a criar uma interminável rede de mentiras que toma proporções cada vez maiores. O título nacional brinca justamente com esse quesito da desinformação, que são as pistas falsas e inventadas que ele cria durante todo o filme. Apesar de ser uma comédia, o senso de humor é diferente do que muitos podem esperar. Não espere por piadinhas bobas.
O desinformante
FBI investigandoA graça da trama é a capacidade do personagem criar e inventar tantas mentiras a ponto de conseguir enganar até mesmo o FBI. A parte final fica um pouco mais dramática, mas mesmo assim a trilha sonora repleta de músicas divertidas não deixa a história do anti-herói soar errada demais e sim genial.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

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The Informant! (EUA, 2009) Dirigido por Steven Soderbergh. Com Matt Damon, Lucas McHugh Carroll, Eddie Jemison, Rusty Schwimmer, Craig Ricci Shaynak, Tom Papa, Rick Overton, Melanie Lynskey, Thomas F. Wilson, Scott Bakula…

Veja aqui o trailer do filme O deinformante legendado em português:

Dario Argento não surpreende em Giallo – Reféns do medo

Quem conhece Dario Argento (Jenifer – Instinto assassino) sabe qual é a sua importância na história do cinema de terror. Por isso que todo lançamento do cineasta é comemorado com eurofia, embora seus filmes recentes sejam bem inferiores quando comparados a clássicos como Suspiria ou Prelúdio para matar. Giallo – Reféns do medo é o trabalho mais novo de Argento e tem como protagonistas o premiado ator Adrien Brody (24 horas para morrer, O pianista) e Emmanuelle Seigner (O escafandro e a borboleta, O último portal), a esposa de Roman Polanski.

Giallo significa amarelo em italiano. A palavra também serve para definir um estilo literário que inspirou diversos filmes. Os livros geralmente possuiam capas amarelas e traziam em comum a violência e uma história de policiais perseguindo assassinos sanguinários. Mas engana-se quem espera que Giallo seja um autêntico exemplar do gênero. A identidade do criminoso é descorberta desde o princípio e não aparecem apenas luvas de couro preto, por exemplo. Desde o começo já é possível saber quem comete os crimes, o que elimina qualquer possibilidade de existir um mistério sobre a identidade do mesmo.

Giallo - Refens do medo
O assassino só ataca mulheres bonitas

Um dos pontos mais fracos de Giallo é justamente o roteiro simples: basicamente um serial killer que ataca jovens bonitas. Quando Linda (Seigner) viaja para rever a irmã Celine (Elsa Pataky, de Delinquentes e diabólicos), percebe que ela pode ter sido mais uma vítima. Por isso Linda conta com a ajuda do inspetor Enzo Avolfi (Brody), que está a procura do homicida há muito tempo.
Giallo - Refens do mal
Dupla em ação
Enquanto desenvolvem uma investigação morna, o longa-metragem não hesita em mostrar as mulheres sendo torturadas e mortas. É violento sim, mas nada que surpreenda como Terror na ópera (também de Argento). O resultado é um filme bom, mas que não se compara com a filmografia anterior do cineasta.

Quem sente saudade da fotografia caprichada, roteiros elaborados e da inconfundível trilha sonora da banda Goblin vai ter que continuar se contentando com as produções antigas. Mesmo assim, Giallo – Reféns do medo é bem melhor do que Jogador misterioso, de 2004. Mais um lançamento da California filmes, distribuidora que sempre presenteia os cinéfilos que gostam de terror com produções como O orfanato, REC, A invasora etc.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Giallo (EUA / Itália, 2009) Dirigido por Dario Argento. Com Adrien Brody, Elsa Pataky, Emmanuelle Seigner, Robert Miano, Byron Deidra, Silvia Spross, Silvia Spross, Daniela Fazzolari, Lorenzo Pedrotti…

Veja aqui o trailer do filme Giallo – Reféns do medo legendado em português:

#743-Distrito 9

Um conselho para quem curte ação, terror, ficção científica e estiver com preguiça de ler o resto do texto: pode já correr para os cinemas e conferir Distrito 9. O longa-metragem é simplesmente uma das melhores produções recentes do gênero, sendo que se torna interessante desde o formato inusitado: o mocumentário. A trama é apresentada, a princípio, como um documentário (falso, é óbvio), que explora um caso que aconteceu em Johanesburgo, na África do Sul.

Uma gigantesca nave espacial surge no céu. Se fosse Independence day com certeza um ataque estaria por vir, mas não é o que acontece. A nave fica parada, sem nenhum sinal de vida em seu interior. Até que os seres humanos decidem arrombar o veículo. É quando descobrem uma raça alienígena em condições precárias.

Distrito 9
A nave paira sobre a cidade

Assim, os humanos ficam responsáveis pelos extraterrestres (que são parecidos com camarões), que passam a viver em uma enorme periferia que fica conhecida como Distrito 9. A partir daí a história da um salto de 20 anos, que é quando acontece o que realmente é importante.

O protagonista do filme é Wikus Van Der Merwe (Sharlto Copley), funcionário da MNU, uma empresa que tem o papel de cuidar dos alienígenas. Como o mundo inteiro sabe da existência deles, uma verdadeira batalha racial explode na cidade. Grupos pró-aliens tentam dar melhores condições de vida, enquanto a população local quer que os seres do espaço desapareçam. No meio de todo conflito está uma gangue de nigerianos que controla as favelas e trafica uma iguaria para os ets em troca de armas e tecnologia espacial.

Distrito 9
MNU e os ets “camarões”

O universo onde Distrito 9 se passa é riquíssimo e o que mais impressiona é o realismo, que conta com noticiários televisivos, muita câmera na mão e coadjuvantes que realmente te fazem acreditar que tudo aquilo aconteceu. O roteiro começa com um humor ácido e ritmo eletrizante.

Depois de uma terrível reviravolta, começam a aparecer os elementos de terror da história. As piadinhas cedem espaço para violência explícita e escatológica (que muitas vezes lembra A mosca). E se você acha que toda essa mistura já renderia um bom filme, a projeção (de praticamente duas horas) também guarda boas surpresas para quem gosta de ação.

Distrito 9
Surpresas na história

A produção de Peter Jackson (O senhor dos anéis) não foi por acaso. Nota-se o poder das verdinhas em sequências bem feitas de tirar o fôlego. A direção é do sul-africano Neill Blomkamp, que fez anteriormente um curta que deu origem a este longa. Ele conduz a história com segurança e surpreende a cada momento.

Um dos principais destaques é o contexto elaborado do filme. Desde os problemas como a violência nas favelas ou cultura vudu da África, a trama surpreende pelo panorama cuidadoso e crítico que está bem relacionado com a questão do apartheid vivida no continente africano. Provavelmente devem fazer uma continuação.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

District 9 (EUA / Nova Zelândia, 2009) Dirigido por Neill Blomkamp. Com Sharlto Copley, Jason Cope, Nathalie Boltt,Sylvaine Strike, Elizabeth Mkandawie, John Sumner, William Allen Young, Nick Blake, Jed Brophy, Louis Minnaar…
Veja aqui o trailer de Distrito 9 legendado em português:

Cinema especial 9 A salvação

“É um sonho que se tornou realidade”, comenta o diretor Shane Acker sobre a oportunidade rara de transformar seu curta-metragem, vencedor do Oscar® na categoria Student Award, em um filme de longa-metragem. “Eu me apaixonei por aquele mundo e seus personagens, e minha cabeça estava cheia de idéias sobre o que fazer para mostrar mais desses personagens se descobrindo nesse mundo”.

Para Acker, o lançamento do longa 9 – A Salvação coroa uma década de pesquisas de um mundo criado por ele. Ao longo dos anos, do curta ao longa-metragem, seus conceitos essenciais permaneceram consistentes, embora sempre convidando e encorajando a colaboração criativa e a interação com o público.

“Ao final do século passado, tive a idéia desse personagem – o Nº 9 –, um ingênuo que arrisca a vida por seus irmãos e que usa o intelecto e não a força para destruir uma fera”, conta. E continua: “Eu desejava retratá-lo por empatia, sem diálogo. Dessa forma, o curta seria universal e acessível, mas também desafiaria o público a reunir os detalhes para compreender o conjunto. Julguei que seria o suficiente para uma experiência cinematográfica gratificante, especialmente por ser de animação. O projeto do curta-metragem foi inspirado no trabalho de inúmeros mestres da animação stop-motion, como Jan Švankmajer, os irmãos Quay, e os irmãos Lauenstein. Na verdade, concebi o curta primeiramente como stop-motion.”

9 - A salvacao

No entanto, naquela época, Acker ainda era estudante da UCLA (Universidade da Califórnia, em Los Angeles), terminava seu mestrado em arquitetura e já se dedicava a um segundo mestrado, em animação, tendo como filme-tese o curta. “Eu aprendia fazendo e fazia aprendendo. A produção de uma animação em stop-motion para um orçamento de estudante teria sido proibitiva”, explica. “Mas aquilo me fez pensar, ‘O que eu poderia usar para criar esses personagens do nada?’. Bem, coisas em volta de mim; pequenas partes, pedaços, sucata. Imaginei uma tribo de seres nômades carregando suas posses – objetos desprezados – dentro de si mesmos”.

“Você pode chamá-los de ‘criaturas punk de pano’. Ouvi esse termo pela primeira vez de um fã do curta e penso que descreve adequadamente a estética dos personagens, tanto fisicamente quanto pelo fato de terem sido desenhados não como brinquedos, mas para sobreviverem em uma paisagem árida. Percebi que o mundo no qual vivem deveria ter aspereza e textura de verdade, com fragmentos do passado e novas formas de vida surgindo. Para o projeto cênico inspirei-me em fotografias de cidades européias destruídas na Segunda Guerra Mundial, bem como no trabalho de fantasia artística de Zdzislaw Beksinski”.

9 - A salvacao

Acker lembra que precisou de quatro anos e meio para realizar o curta-metragem: “Eu aceitava trabalhos ocasionais para sobreviver. Fui para a Nova Zelândia por seis meses para trabalhar em O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (vencedor de vários Oscar, de Peter Jackson). Foi uma experiência de aprendizado fantástica, como um campo de treinamento de animação”.

Participar de um filme clássico fortaleceu as ligações de Acker com seus próprios personagens e sua trama. Ele observa: “A tribo do Nº 9 é uma metáfora da humanidade em desenvolvimento; eles têm o poder de adaptação e de invenção. Em contraste, a fera que os persegue é um caçador, feito de ossos e pedaços de maquinaria quebrada. Ainda assim, essa fera deseja se assimilar e, por isso, tenta roubar essas pobres almas”.

“Essas duas espécies são conectadas por um talismã, que imaginei como um resto de tecnologia da época em que os humanos andavam sobre a Terra. O talismã, um vaso para capturar e prender a alma de alguém, estava quebrado em duas metades, uma das quais caiu nas garras da besta e a outra estava com a tribo”.

9 - A salvacao

O curta de onze minutos, completado em meados de 2004, impressionou o público do mundo inteiro com seus personagens admiráveis, conceitos de ficção científica instigantes e sequências emocionantes de caça. Entre um festival e outro, Acker recebeu uma coleção de prêmios por 9 – A Salvação. O diretor recorda: “Havia uma essência emocional também. Fiquei surpreso por ter sido frequentemente abordado após as projeções por mulheres ou garotas investidas do personagem Nº 9”.

Como diretor, Acker recebeu uma indicação para o Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação, após receber a Medalha de Ouro (prêmio máximo) no Student Academy Awards.

9 A salvacao

Acker comenta: “Receber uma indicação para o Oscar muda a sua vida! Eu nem imaginava que o filme iria tão longe, e me senti muito abençoado e honrado. Isso me abriu portas e trouxe novas oportunidades para me expressar como artista”.

Entre os primeiros fãs do curta – antes mesmo da indicação ao Oscar – estavam os produtores Jim Lemley e Dana Ginsburg. “Fiquei impressionada. O filme tinha um conceito atemporal e personagens densos, como só o têm as melhores histórias de fantasia”, diz Ginsburg.

#742-9 – A salvação

Os fãs de Tim Burton com certeza vão ficar animados com o lançamento nos cinemas do filme 9 – A salvação. Produzido pelo diretor de filmes como A noiva cadáver e por Timur Bekmanbetov (O procurado), a animação se passa em um futuro triste e sombrio. Depois que as máquinas se rebelaram contra os homens, a humanidade desapareceu. Restaram apenas pequenas criaturas neste cenário desolador e repleto de escombros.

O início do filme tem um quê de Wall-e, com poucos diálogos e um forte sentimento de solidão. Acompanhamos o “nascimento” de 9, protagonista da trama. Dublado por Elijah Wood (Hooligans, Uma vida iluminada), ele desperta sem compreender o que aconteceu e qual sua relação com o futuro do planeta. Quando surgem outros personagens, o quebra-cabeça começa a ser montado.

9 - A salvacao
Tudo se passa em um futuro desolador…
O filme tem direção de Shane Acker, que também responsável pelo premiado curta-metragem que deu origem ao longa. Participam das dublagens Jennifer Connely (Casa de areia e névoa, Ele não está tão a fim de você, Coração de tinta, Traídos pelo destino, Pecados íntimos), Crispin Glover (A vingança de Willard), Christopher Plummer (Up – Altas aventuras, A casa do lago, O novo mundo) e John C. Reilly (Água negra).

9 - A salvacao
…depois de uma guerra

9 – A salvação não é a melhor opção para crianças pelo conteúdo maduro e também pessimista. Alguns momentos de ação e aventura animam a trama, mas está longe de ser um desenho para rir. Quem gosta de Tim Burton pode gostar da ambientação, mas a verdade é que não passa de um bom filme, daqueles que você, gosta e depois se esquece.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

9 (EUA, 2009) Dirigido por Shane Acker. Com as vozes originais de Jennifer Connely, Crispin Glover, Elijah Wood, Christopher Plummer, Martin Landau, John C. Reilly, Fred Tatasciore, Alan Oppenheimer…

Veja aqui o trailer do filme 9 – A salvação legendado em português:

DaiblogE por falar em animação o Daiblog no Twitter está muito animado! Ontem teve uma promoção relâmpago para sortear ingressos do filme Golfinho – A história de um sonhador. Apenas quem segue o @daiblog participou! Daiblog no Twitter
Clique na imagem para seguir o @daiblogEstes são os vencedores da promoção: @LetsS2, @kixiani, @thaistoda, @nomemarcos1 e @lucianafm25. Cada um receberá um par de convites para assistir ao filme nos cinemas. O prêmio será enviado por correio. Parabéns! E se você ainda não segue o Daiblog, clique aqui para seguir.

Cinema Especial O golfinho

A história do escritor do livro que deu origem ao filme O golfinho – A história de um sonhador se parece com a própria obra. Conheça melhor o autor:

Sergio Bambarén Roggero nasceu em Lima no dia 1 de Dezembro de 1960. Ele estudou na Escola Britânica Markham, Sergio foi cativado desde seus primeiros anos pelo oceano, entre outras razões, porque ele nasceu em uma cidade que beira o mar. Este fato o influenciaria através da sua vida levando-o a uma viagem que ainda não tinha sonhado: “tornar-se escritor.”

Seu espírito de aventura o levou para os Estados Unidos da América, onde estudou e graduou-se como Engenheiro Químico na Universidade A & M, no Texas. No entanto, o oceano era o seu grande amor, e sua paixão pelo surf o levou surfar ondas nas praias da América Central, México, Califórnia e Havaí.

O golfinho - A historia de um sonhador

Após retornar por um curto período de tempo para o Peru, Sergio decidiu emigrar para Sydney – Austrália, onde trabalhou como Executivo de Vendas. No entanto, ele continuou viajando, sempre procurando a sua onda perfeita. Após vários anos de residência na mesma cidade, Sergio deixou um lucrativo emprego como Gerente Geral e decidiu tirar um ano sabatino para ir à Europa. Esta decisão radical foi tomada porque naquele momento de sua vida Sergio já não trabalhava para viver, ele vivia para trabalhar, e não tinha tempo para fazer as coisas que sempre tinha amado.

O golfinho - A historia de um sonhador

Foi em Portugal, em uma pequena praia rodeada por bosques de pinheiros chamada “Guincho”, nos arredores de Lisboa, onde ele finalmente encontrou sua onda perfeita, e, ao mesmo tempo, ele conheceu um golfinho muito especial, que lhe deu a inspiração para escrever a sua primeira novela: O Golfinho: A História de um Sonhador.

Após o seu regresso à Austrália, Sergio recebeu uma proposta de uma casa editora muito conhecida para publicar o seu livro. No entanto, recusou a oferta porque ele achava que as mudanças que exigia a editora quitavam essência a sua novela. Deste jeito, ele mesmo publicou seu livro. Isso aconteceu em 1996. O resto é história. No seu primeiro ano de vendas na Austrália, O Golfinho vendeu mais de 60.000 cópias. A fantasia de se tornar um escritor começou a virar realidade.

O golfinho - A historia de um sonhador

Até a data tem publicado 14 livros em mais de 45 idiomas e dialetos, com vendas superiores a mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo, tornando-se o escritor peruano – australiano mais lido do mundo.

Além da sua atividade como escritor e seu amor pelo oceano, é vice-presidente da organização ecológica Mundo Azul, uma organização sem fins lucrativos que sensibiliza e assegura a proteção dos mares e as criaturas que nele habitam. A sua visão filantrópica da vida faz que o noventa por cento de sua renda seja doado a obras de bem-estar social.

O golfinho - A historia de um sonhador

Ele agora vive em Lima, Peru, onde pratica o surf, rodeado por golfinhos, o qual lhe dá a inspiração para manter a escrita. Sergio tem uma filosofia de vida que pretende partilhar com os outros através de suas novelas: “Nunca deixe que seus medos se interponham com seus sonhos”.

#741-Bastardos inglórios

O novo filme de Quentin Tarantino tem uma mistura perfeita para agradar os fãs do diretor: violência, humor ácido e ótimos diálogos. Ambientado na França ocupada pelos nazistas, o longa-metragem é dividido em capítulos e mostra um grupo de soldados judeus norte-americanos que viaja para a Europa com a finalidade de matar o maior número de nazistas e, se possível, destruir Hitler.

O grupo é conhecido como “Os Bastardos” e tem como líder o tenente Aldo Raine (Brad Pitt, de O curioso caso de Benjamin Button, Babel). Também fazem parte do bando outros militares, interpretados por Eli Roth (diretor de O albergue 2), Michael Fassbender (Sem saída) e outros membros igualmente dispostos a fazer justiça com as próprias mãos. Paralelo a tudo isso está a judia Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent, De tanto bater meu coração parou). Com um passado marcado por uma tragédia, ela também terá um plano de vingança.

Bastardos Inglorios
Alguns dos Bastardos

O grande vilão da trama (tirando o Füher, é claro) é o coronel Hans Landa (vivido pelo ótimo ator austríaco Christoph Waltz). Conhecido por “caçar judeus”, é um personagem riquíssimo que usa toda sua inteligência e ironia com terríveis finalidades genocidas. Quem conhece Tarantino apenas por Kill Bill – Volume 1 e espera ver um filme cheio de ação e lutas de tirar o fôlego, pode se surpreender. Bastardos inglórios não é tão movimentado, mas isso não prejudica a diversão.

Bastardos Inglorios
Hitler que se cuide!

Os diálogos afiados e situações bem tensas intercalam as cenas mais violentas, com direito a sangrentos escalpelamentos. Também no elenco estão B.J. Novak (Ligeiramente grávidos), August Diehl (Os falsários, Pra que serve o amor só em pensamentos?), Daniel Brühl (O violinista que veio do mar, Adeus, Lênin!), além da bela Diane Kruger, no papel de uma legítima femme fatale. O melhor do filme, sem dúvidas, é a mensagem clara da força do cinema como instrumento de força e crítica – a sétima arte mudando os rumos da história mundial.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

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Inglourious Basterds (EUA / Alemanha, 2009) Dirigido por Quentin Tarantino. Com Brad Pitt, Eli Roth, Daniel Brühl, Mélanie Laurent, Christoph Waltz, Diane Kruger, Til Schweiger, Gedeon Burkhard, Jacky Ido, Michael Fassbender, B.J. Novak…

Bastardos IngloriosVeja aqui o trailer do filme Bastardos inglórios legendado em português:

#740-Golfinho – A história de um sonhador

Estreia esta semana em boa parte dos países da América Latina a animação O golfinho – A história de um sonhador. O longa-metragem foi baseado em um livro homônimo escrito por Sergio Bambarén Roggero e fala sobre a importância de acreditar em si mesmo e superar obstáculos para alcançar seus sonhos. Repleto de lições de moral, o desenho pode ser considerado uma grande fábula de auto-ajuda.

Mensagens do tipo “siga a voz do seu coração”, presentes geralmente em filmes da Disney, são repetidas literalmente do início ao fim da trama. O protagonista é Daniel Alexandre Golfinho, uma simpática criatura que adora surfar. Ele sonha com a onda perfeita, mas vive em uma lagoa repleta de regras, um lugar onde os adultos se esqueceram como sonhar.

O golfinho - A historia de um sonhador
Este é Daniel Alexandre GolfinhoQuando Daniel escuta uma misteriosa voz, decide seguir seus instintos e viajar para o mar em busca da própria felicidade. No caminho ele vai fazer novas amizades, como Lulito (uma lula) e também enfrentar perigosos inimigos. Depois de se assistir a Up – Alta aventuras ou Tá chovendo hambúrguer, por exemplo, fica difícil se encantar com uma animação mais simples como Golfinho.

O golfinho - A historia de um sonhador
Inimigos à vista!O desenho não é de uma grande produtora e a qualidade das imagens deixa a desejar em muitos momentos. As texturas dos cenários estão boas, com direito a bonitas sequências das ondas marítimas. O problema são os personagens em si e alguns detalhes que fazem a diferença. A animação nacional O grilo feliz e os insetos gigantes, por exemplo, consegue ser bem mais elaborada.

O golfinho - A historia de um sonhador
Animação simplesDa até para se sentir mal em dizer que O golfinho é um filme que da sono, mas a verdade é que a história se arrasta e não se desenvolve direito. Em outras palavras: é chato. O que realmente é uma pena, já que a mensagem principal é muito boa e são poucos os desenhos 100% politicamente corretos e tão “do bem” como este. Seria melhor se fosse um curta ou, no máximo, um média metragem. Na dúvida, vale a pena ler o livro original e deixar o desenho para as criancinhas mesmo.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog

El delfín: La historia de un soñador (Alemanha / Itália / Peru, 2009) Dirigido por Eduardo Schuldt.

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Veja aqui o teaser e o trailer do filme O golfinho – A história de um sonhador dublado em português: