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#717-Tempos de paz

Ambientado em abril de 1945, o longa-metragem Tempos de paz foi baseado na peça de teatro assinada por Bosco Brasil. Os mesmos atores que trabalham nos palcos repetem os papéis na versão cinematográfica, que é focada no interrogatório de um imigrante polonês que tenta desembarcar no Brasil. É preciso antes compreender a situação nacional naquela época.

Depois de muita censura e ameaças, vários presos políticos foram libertados, o que fez com que o torturador Segismundo (Tony Ramos, de Se eu fosse você) mudasse de “cargo”. Ele agora trabalha como chefe da imigração na alfândega do Rio de Janeiro e leva uma vida tensa por acreditar que algum ex-prisioneiro possa aparecer em busca de vingança.

Tempos de paz
Brasil, um país de todosÉ neste momento de conflito interno que o polonês Clausewitz (Dan Stulbach, o Tom Hanks tupiniquim) tenta uma nova vida no Brasil. Ele foge dos horrores da Segunda Guerra Mundial, mas acaba por encontrar um outro drama, graças à ditadura Vargas. O filme se passa praticamente todo dentro da sala de depoimentos, com o estrangeiro tentando provar que não é um nazista.

Tempos de paz
Ramos e Stulbach estão ótimosO roteiro é puro texto, com diálogos e histórias relacionados sempre com à crueldade humana e sentimentos traumáticos. Os 80 minutos de duração parecem mais longos, mas vale uma conferida pelas ótimas atuações da dupla principal. Também no elenco está o próprio diretor Daniel Filho (Se eu fosse você 2). A maior parte da violência das torturas que poderia aparecer é apenas mencionada, o que não ameniza a gravidade dos atos. Drama denso e competente.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Tempos de Paz (Brasil, 2009) Dirigido por Daniel Filho Com Tony Ramos, Daniel Filho, Dan Stulbach, Louise Cardoso, Maria Maya, Bernardo Jablonski, Anselmo Vasconcelos…

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Veja aqui o trailer do filme Tempos de paz:

DaiblogO curta-metragem Na coleirinha, primeira produção da Daiblog Filmes do Brasil, foi selecionado para a 9ª edição da Mostra Taguatinga! O filme será exibido no dia 14 de agosto e faz parte do Programa 4 do evento. As exibições são gratuitas e acontecem no Centro Cultural do Teatro da Praça, em Taguatinga (Brasília). Confira abaixo a programação completa de sexta-feira e imagens do curta Na coleirinha. Quem quiser conferir a programação completa clique aqui e visite o site do festival.
Tempos de paz
Os atores Thiago Argentino e Rudá Bigolin
(Crédito da foto: Fole Coletivo Visual)
PROGRAMA 4 – 80 min Exibição SEXTA 14/08 – 21:30h

DOSSIÊ RÊ BORDOSA Animação – 16 min – Santo André – São Paulo – 2008 Direção: César Cabral Fama? Ego inflado? Espírito de porco? Quais os reais motivos que levaram Angeli a matar Rê Bordosa, sua mais famosa criação? Este documentário em animação Stop Motion investiga este vil crime.

MARIDOS, AMANTES E PISANES FIC. – 13 min – Niterói – Rio de Janeiro – 2008 Direção: Ângelo Defanti

“MÃE” FIC. – 15 min – Rio de Janeiro – RJ – 2008 Direção: Luis Antonio Pereira Protagonizado por Carla Marins, “Mãe” é uma comédia de humor negro de Luis Antonio Pereira. Carla interpreta uma chefona do crime organizado, que comanda as ações da cidade de dentro do seu restaurante, no rio de janeiro. a história começa, quando Silvia (Aline Fanju), irmã da protagonista, aparece com marcas de violência no rosto, causadas pelo seu marido policial. As duas decidem, então, executar um plano de vingança, e Silvia segue com os capangas para o apartamento da amante do seu marido. Apesar do tema, o filme não apresenta cenas de violência, e os métodos usados pelos capangas da mãe são cômicos e curiosos.

NADA CONSTA 2: Malditos Robôs FIC. – 16 min – Brasília – DF – 2008 Direção: Santiago Dellape Randau do Congo Naya não queria você na Terra, agora superpovoada de Clones Andrada. Mas os robôs levaram a amada Póla Harisson, então é melhor um trago no Goro Lunar e encarar o planetinha azul.
Tempos de paz
Thati Bione interpreta Júlia
(Crédito da foto: Fole Coletivo Visual)
DAR LUZ FIC. – 15 min – São Paulo – SP – 2009 Direção: Leandro Goddinho “Dei José, dei Antonio, dei Maria. Dei, daria e dou. Não posso criar.” Darluz.

NA COLEIRINHA FIC. – 5 min- Brasília – DF – 2009 Direção: Michel Toronaga Uma corriqueira ida a videolocadora muda os conceitos de Lucas (Rudá Bigolin) sobre Thiago (Thiago Argentino) e sua namorada Júlia (Thati Bione). A tarde que era para ser uma simples sessão de filme, muda para sempre vida dos três.

Serviço:
Exibição do curta Na coleirinha
Filme selecionado para a 9ª Edição da Mostra Taguatinga.
Dia 14/08 (sexta-feira), a partir das 21h30, no Centro Cultural do Teatro da Praça.
Não recomendado para menores de 16 anos.
Entrada franca.

Confira aqui o teaser trailer do curta Na coleirinha:

#716-Força-G

O longa-metragem Força-G começa com uma equipe se infiltrando em uma festa para roubar informações. Equipamentos de alta tecnologia, roupas camufladas e um plano complexo e bem elaborado faz lembrar cenas de espionagem e suspense. Seria exatamente como algum trecho de Missão impossível 3, por exemplo. Mas existe um detalhe que diferencia tudo. A equipe é formada por porquinhos da índia geneticamente modificados.

Quando uma multinacional que comercializa eletrodomésticos decide inaugurar um revolucionário sistema que interliga todos os produtos do mundo, agentes secretos descobrem que existe um plano sombrio por trás de tanta inovação. Mas o governo não acredita que os experimentos com animais sejam tão eficientes e o time acaba por se tornar alvo da própria justiça.

Forca G
Ratinhos espiões

O filme conta com atores famosos na dublagem, como Nicolas Cage (Presságio, Perigo em Bangkok, O vidente) e Penélope Cruz (Vick Cristina Barcelona, Sem notícias de Deus), fato que não chama a atenção na versão dublada que é exibida no Brasil. O grande destaque da produção é a tecnologia 3D (em algumas salas), que cria uma experiência diferenciada para quem assiste.

Forca G
Guti-guti!

O roteiro cabeludo é digno de um desenho animado, o que reafirma a intenção do longa: agradar o público infantil. Não é apenas o fato dos protagonistas serem fofos e engraçados, mas toda a história é fantasiosa o bastante para fazer o espectador mais velho duvidar ou criticar o que acontece na telona. Se a história pode soar desagradar, as sequências de ação são um ponto forte. O filme é movimentado, com bons momentos de perseguição.

Forca G
Os heróis são altamente qualificados

Alguns momentos se superam como a cena dos fogos de artifício (ainda mais interessante por causa da terceira dimensão) e toda a qualidade da animação, que funciona sincronizadamente bem com a parte do elenco em carne e osso. Força-G é recomendado especialmente para o público mais jovem, especialmente para quem ainda está de férias escolares por causa gripe suína!

Nota: Depois de conferir à pré-estreia, fui ao banheiro, onde um grupo de meninos entrou comentando a sessão. “Foi o melhor filme que eu vi na minha vida! Tem muita ação”, exclamou um deles. Não resta dúvida que é uma boa pedida para a garotada.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog

G-Force (EUA, 2009) Dirigido por Hoyt Yeatman. Com Nicolas Cage, Penélope Cruz, Bill Nighy, Will Arnett, Zach Galifianakis, Kelli Garner, Tyler Patrick Jones, Piper Mackenzie Harris…

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Assista aqui o trailer do filme Força-G legendado em português:

DaiblogCinema mais barato – Promoção de cinema!

A promoção Segunda Imperdível da Rede Cinemark será realizada em agosto no Pier 21 e no Taguatinga Shopping. Em todas as segundas-feiras do mês, oingresso para assistir a qualquer sessão no Pier 21 custará R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia). Já no Taguatinga Shopping, o valor será de R$ 7 (inteira) e R$ 3,50 (meia) por ingresso.

“Segunda Imperdível” da Rede Cinemark leva ingressos promocionais a 22 complexos do país em agosto às segundas-feiras DO MÊS – 10, 17, 24 e 31/8 -, o ESPECTADOR ASSISTE A QUALQUER FILME POR UM VALOR entre R$ 3 e R$ 8. Em agosto, a promoção “Segunda Imperdível” da Rede Cinemark retorna a 22 complexos do país. Os espectadores de 18 cidades poderão assistir em todas as segundas-feiras do mês – 3, 10, 17, 24 e 31/8 – a qualquer sessão, inclusive na sala 3D, pagando um valor entre R$ 3 e R$ 8 por ingresso. Nesses dias, o snack bar também venderá um combo especial (pipoca promocional + refrigerante 300 ml + bombom
Serenata de Amor) por R$ 3,50. A “Segunda Imperdível” é realizada há sete anos e só na última edição, em abril deste ano, atraiu 130 mil espectadores ao cinema.

A promoção de agosto acontece nos seguintes complexos: Shopping Riomar (Aracaju), Midway Mall (Natal), Shopping Jardins (Aracaju), Floripa Shopping (Florianópolis), Shopping Downtown (Rio de Janeiro), Carioca Shopping (Rio de Janeiro), Píer 21 (Brasília), Taguatinga Shopping (Taguatinga), Shopping Campo Grande (Campo Grande), Shopping Colinas (São José dos Campos), Shopping Center Vale (São José dos Campos), Jacareí Shopping (Jacareí), Studio 5 Festival Mall (Manaus), Shopping Bourbon Ipiranga (Porto Alegre), Canoas Shopping (Canoas), Novo Shopping (Ribeirão Preto), Iguatemi Campinas (Campinas), Flamboyant Shopping (Goiânia), Shopping Vitória (Vitória), Shopping Interlagos (São Paulo), Shopping D (São Paulo) e Shopping São José (São José dos Pinhais).

#715-GI Joe A origem de Cobra

Depois de Transformers – A vingança dos derrotados, outro filme inspirado em brinquedos da marca Hasbro invade os cinemas: G.I. Joe – A origem de Cobra. Baseado nos conhecidos Comandos em ação, o longa-metragem tem tudo para agradar os colecionadores dos bonecos e também quem espera um filme de ação. Explosões, tiroteios e incríveis efeitos especiais estão presentes do início ao fim.

Como se pode imaginar o ponto mais fraco é a história. Embora tente criar personagens mais complexos (com direito a flashbacks que revelam o passado de alguns deles) e até uma reviravolta perto da conclusão, no final das contas o roteiro é apresenta o velho clichê do vilão que quer dominar o mundo versus os mocinhos que defendem a justiça. A diferença é que desta vez a equipe do bem é formada por uma série de soldados especiais de um serviço ultra secreto chamado G.I. Joe.

A aventura tem início quando uma poderosa tecnologia nanorobótica é apresentada e divulgada. A arma é capaz de destruir uma civilização inteira e as poderosas ogivas podem representar uma ameaça mortal se for parar nas mãos erradas. É claro que os vilões farão de tudo para conseguir provocar estragos, que representam bons momentos na telona, graças aos caprichados efeitos computadorizados. Se alguém está cansado de ver a estátua da liberdade ser destruída vai gostar de ver o que acontece com símbolo da capital francesa.

O resultado é um filme com ótimas sequências de ação, muitas delas de tirar o fôlego. Um bom exemplo de blockbuster que deve ter uma alta bilheteria. A direção é de Stephen Sommers (dos filmes A múmia), deve ser por isso que o ator Brendan Fraser (Coração de tinta, Crash – No limite) faz uma participação no longa. Também estão no elenco Byung-hun Lee (Três extremos), Jonathan Pryce (Um faz de conta que acontece), Dennis Quaid (Em boa companhia) e Channing Tatum (Inimigos públicos).

Cotação do Daiblog:

G.I. Joe: The Rise of Cobra (EUA, 2009) Dirigido por Stephen Sommers. Com Adewale Akinnuoye-Agbaje, Christopher Eccleston, Grégory Fitoussi, Joseph Gordon-Levitt, Byung-hun Lee, Sienna Miller, Ray Park, Jonathan Pryce, Dennis Quaid, Channing Tatum…

Paris Filmes lança box de Lazytown em DVD

A Paris Filmes lança a série infantil LazyTown em DVD. Este primeiro box traz 12 episódios da 1ª temporada, que não deixarão nenhuma criança ficar parada. Criado por Magnús Scheving, campeão europeu de Aeróbica, o show incentiva as crianças a praticar esportes e fazer escolhas saudáveis para suas vidas, desejo compartilhado por pais do mundo todo. A série acompanha as aventuras de Stephanie, que tenta influenciar seus novos amigos Stingy (um verdadeiro egoísta), Ziggy (um comedor compulsivo de doces), Pixel (um viciado em vídeo-game) e Trixie (uma garota que não gosta de seguir regras) a se exercitar e brincar fora de casa. Para ajudá-la, ela tem ao seu lado o super-herói atleta Sportacus, que dá piruetas e saltos incríveis para salvar o dia quando o ardiloso Robbie Rotten (um vilão antipático) tenta elaborar algum plano para que a cidade continue preguiçosa. A produção é orçada entre R$ 2,8 a R$ 3,7 milhões por episódio, tem audiência potencial de meio milhão de domicílios e está no ar na TV mundial desde 2004. No Brasil, ele é exibido diariamente pela Discovery Kids. O box com o Volume 1 terá 3 discos com 4 episódios cada e estará disponível para os consumidores finais à partir de 10 de setembro. O preço sugerido é de R$ 79,90.

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#714-O contador de histórias

Ele não é Forrest Gump, mas também é um contador de histórias. É, inclusive, considerado um dos melhores do mundo. O longa-metragem dirigido por Luiz Villaça apresenta a história real de Roberto Carlos Ramos, uma pessoa que tinha tudo para ter um futuro trágico e sem esperanças. Filho de pais pobres, Roberto foi deixado pela mãe na Febem, onde ela acreditava que a instituição poderia lhe dar condições melhores da vida.

Vale a pena lembrar que tudo acontece no final da década de 70, em Belo Horizonte. E que a Febem não era sinônimo de presídio para menores infratores. Entre as constantes fugas do lugar e o início de uma vida como morador de rua, a vida de Roberto mudou ao conhecer a pedagoga francesa Margherit Duvas (interpretada por Maria de Medeiros, de Pulp Fiction – Tempo de Violência e Henry & June). Em viagem ao Brasil, ela fazia uma pesquisa quando se interessou nas histórias de Roberto.

A amizade entre os dois faz com Roberto aprenda a ler e ter um destino diferente do que ele teria caso continuasse sem a dedicação e apoio que toda criança precisa. O filme O contador de histórias transmite esperança e a idéia que a educação ajuda na transformação de menores considerados irrecuperáveis. O filme conta com participação especial de Chico Diaz (Anjos do sol) em uma única (porém marcante) cena.
Os melhores momentos da trama são as histórias propriamente ditas do protagonista. Com uma imaginação fértil, o menino tinha uma visão diferente do mundo, o que gerou sequências lúdicas típicas de pensamento infantil. O filme vale uma conferida por ter sido baseado em um caso real, o que prova que a vida pode ser muito mais emocionante do que muitas ficções. Longa otimista e com cara de “indicção ao Oscar de melhor filme estrangeiro”.O contador de histórias (Brasil, 2009) Dirigido por Luiz Villaça. Com Maria de Medeiros, Daniel Henrique, Paulinho Mendes, Cleiton Santos, Malu Galli, Ju Colombo, Chico Díaz, Luciana Carnieli…

Veja aqui o trailer do filme O contador de histórias:

Entrevista com Maria de Medeiros, que interpreta Margherit Duvas no filme O contador de históriasNascida em Portugal, vive na França há 15 anos. Em sua extensa filmografia como atriz destacam-se Henry e June, de Philip Kaufman, Pulp Fiction– Tempo de Violência, de Quentin Tarantino, A Divina Comédia, de Manoel de Oliveira. Em 2000 dirigiu Capitães de Abril, selecionado para o Festival de Cannes e prêmio dojúri no Festival Internacional de São Paulo.

Dirigiu também Mathilde au Matin (2004), Je t´aime moi non plus (sobre a relação entre artistas e críticos) e participou do filme de episódios Bem-vindo a São Paulo. A atriz já esteve diversas vezes no Brasil, e interpretou a cantora Sarah Bernhardt no filme O Xangô de Baker Street, de Miguel Faria Jr.. Em fevereiro de 2008, foi nomeada Artista da UNESCO para a Paz, sendo a primeira portuguesa a assumir este papel.

Qual foi a sua primeira reação ao ler o roteiro de O Contador de Histórias?Fiquei encantada com a economia da história: apesar de existirem outros personagens importantes, o filme é basicamente construído sobre a relação entre essa pedagoga francesa e um menino tido como irrecuperável. Ao mesmo tempo, é tudo muito simples – e essa é a grande arte: conseguir com poucos elementos uma grande riqueza emotiva. Devo confessar que chorei ao ler o roteiro.
Como você definiria o filme?
Uma das características mais bonitas de O Contador de Histórias é ser um filme totalmente construído em torno da intimidade de uma relação difícil e complicada entre dois personagens tão opostos, tão diversos. No entanto, Margherit, com seu extremo idealismo, acredita que através do afeto poderá propor alguma forma de compartilhar a vida com essa criança e lhe oferecer alternativas. E com essa atitude, ela também aceita as coisas que vem dessa criança. Devo ressaltar que Luiz, a equipe e os técnicos souberam lidar muito bem com os momentos que expõem essa intimidade com muita delicadeza, que é um fio muito tênue, uma fronteira bonita e difícil de atingir.

Como foi o trabalho com Luiz Villaça?
Muito interessante, sob vários aspectos, a começar pela insistência na preparação da personagem, trabalho que começou em Paris. Quando cheguei ao Brasil, vários aspectos da Margherit já estavam pré-definidos, como muitas de suas atitudes, manias, fraquezas, aspectos um pouco engraçados. As filmagens tiveram outros aspectos interessantes. Eu estava muito curiosa para saber como seria o Roberto Carlos de 12 anos com quem eu iria contracenar. E Luiz quis que nos encontrássemos pela primeira vez no set, já na hora da filmagem. Foi uma experiência muito interessante.

Há ainda outro dado importante: Luiz Villaça é casado com Denise Fraga, uma atriz extraordinária que admiro muito, e fiquei muito lisonjeada com o convite para interpretar Margherit. Ele conhece muito o trabalho do ator e isso para mim é maravilhoso – não há desperdício, não há abuso de poder, não há coisas inúteis porque ele sabe perfeitamente por que estamos ali e conhece o processo de trabalho. As indicações que ele propõe são muito justas. Além disso, ele gosta de trocar e pede sugestões ao ator. Tivemos uma comunicação muito fácil.
No filme, você contracena principalmente com o adolescente Paulo Henrique, um estreante no cinema. Você já tinha trabalhado com crianças e não-atores?
Sim, eu já tinha representado com crianças e não atores e sempre gostei muito. Contracenar com atores não-profissionais, sobretudo crianças, é uma experiência muito rica, pois grande parte do trabalho do ator buscar reencontrar essa pureza e espontaneidade. É muito saudável e muito bom ter contato com não-profissionais. Mas a partir do momento em que uma pessoa está diante de uma câmera, ela vira ator. Os meninos que interpretam Roberto Carlos podiam não ser atores até aquele momento, mas depois da experiência, passarão a ser atores. Por outro lado, penso que é importante adquirir uma técnica, pelo menos para alguns papéis. Às vezes, algumas pessoas atingem essa técnica de forma intuitiva, mas essa transmissão é muito importante – pelo menos foi na minha formação. E hoje em dia, essa formação ajuda a transmissão da técnica com não atores.
Você já viveu dos dois lados da câmera, como atriz e como diretora. De que lado você sente mais confortável?
Sem dúvida poder ser só atriz é maravilhoso, um descanso. Você pode dormir, fazer um pouco de turismo, ter tempo para pensar, se concentrar. Acho que ainda gosto mais do papel de entrar no universo de um realizador, de um criador e dispor desse tempo de observação. Aprendi muitíssimo sendo atriz, sentada no set, observando, pois é isso que os atores mais fazem: esperar, e enquanto isso, observar. Devo ressaltar que achei a produção de O Contador de Histórias extremamente organizada, mesmo comparada a muitas produções europeias. E quero falar também da competência do produtor Francisco Ramalho, que talvez por ser também diretor, tenha conseguido criar uma produção tão harmoniosa ao longo de toda a filmagem e também entre os níveis técnico e artístico.

Você e Paulo Henrique têm cenas muito fortes e intensas. Quais as que você mais gostou de fazer?
Gosto das cenas de alegria, quando o personagem começa a mostrar aquele sorriso lindo. Para mim, as cenas mais comoventes são aquelas em que ele começa a sorrir, as cenas em que somos amigos.

#713-À deriva

Se você não quiser perder tempo, não precisa nem ler este texto. Desligue o computador e vá para o cinema mais perto assistir À deriva. Agora se você quiser saber os motivos deste conselho, prossiga a leitura. O novo filme de Heitor Dhalia (Nina, O cheiro do ralo) mostra que o cinema nacional não se resume a favela movies, remakes de comédias românticas ou histórias sobre a pobreza no terceiro mundo. Com uma produção muito boa, o longa-metragem é uma boa surpresa para quebrar o preconceito que ainda existe com as películas brazucas.

O roteiro conta o amadurecimento de Felipa (Laura Neiva), uma adolescente de 14 anos que passa as férias com os irmãos e os pais em uma casa no litoral de Búzios. O grande clima de férias – aquela boa sensação de diversão e ócio preenche o início da projeção, ao mostrar uma feliz família aproveitando o sol e a praia. Mas depois descobrimos (juntamente com Felipa) que as coisas não são assim tão simples.

Ela percebe as falhas no casamento dos pais (interpretados por Débora Bloch e Vincent Cassel, de Fora de rumo e Senhores do crime) e tem um olhar menos infantil do mundo a medida das descobertas da puberdade. Quando a protagonista descobre que o pai possui um caso com outra mulher (Camilla Belle, de Quando um estranho chama e O mundo de Jack e Rose), ela tenta entender o universo dos adultos.

A produção está incrível, com destaque para a inspirada trilha sonora de Antonio Pinto (de O senhor das armas, A estranha perfeita e O amor nos tempos do cólera), figurino assinado por Alexandre Herchcovitch e fotografia de Ricardo della Rosa, que registra belíssimas e paradisíacas imagens.

O roteiro, do próprio diretor, contou com a ajuda da promissora Vera Egito (do curta Espalhadas pelo ar) e o resultado é um longa-metragem envolvente do início ao fim. A ambientação lembra o drama XXY (pelas descobertas sexuais) e o filme me fez recordar do excelente Chuva de verão, que também mostra uma adolescente que se depara com a traição familiar enquanto descobre a própria sexualidade. E por falar em sexo, podólatras de plantão terão motivos de sobra para conferir pezinhos durante toda projeção!

Cotação do Daiblog:

À deriva (Brasil, 2009) Dirigido por Heitor Dhalia. Com Débora Bloch, Camilla Belle, Vincent Cassel, Laura Neiva, Max Huzar, Taís Araújo, Cauã Reymond, Gregório Duvivier…

Halloween da Playarte – Edição de distribuidora gera polêmica

Se tem um gênero de filme que possui seguidores fiéis é o terror. Você pode encontrar gente que gosta de comédia, mas vê outro tipo de filmes. Agora quem realmente é fã de horror é capaz só de ver filmes assombrosos. É por isso que o lançamento de Halloween, o início está gerando polêmica no país graças à união dos fãs.

Como se não bastasse o atraso (o filme foi originalmente lançado em 2007), a Playarte lançou uma versão com 26 minutos a menos. O motivo é claro: conseguir uma classificação indicativa baixa (14 anos) e lucrar mais com a bilheteria. Assim, as principais sequências de violência foram cortadas, o que desagradou quem esperava com ansiedade a refilmagem assinada por Rob Zombie (Rejeitados pelo diabo).

Enquanto pipocam no orkut mensagens de revolta dos fãs do assassino Michael Myers, surgem também incentivos para boicotar o longa nos cinemas e fazer o download pirata. O verdadeiro terror, na verdade, é a preocupação com o que pode acontecer sobre futuros filmes de terror.

Crítica: As dificuldades de se amar em Innocent love

Depois da publicação do texto de Last friends, uma novela japonesa, muitos leitores quiseram mais indicações de outros títulos de drama (ou dorama, como é chamado esse tipo de seriado na terra do sol nascente). Demorou, mas aqui vai uma recomendação: Innocent love (ou Inosento rabu ou simplesmente Amor inocente). A série possui 10 capítulos com uma trama melodramática e romântica.

Acompanhamos a vida de Akiyama Kanon. Extremamente bondosa, ela come o pão que o diabo amassou por causa de seu sombrio passado. Há sete anos, na noite de Natal, seus pais morreram em um terrível incêndio, que fez com que ela perdesse tudo, inclusive muitas lembranças. Seu irmão Yoji foi preso, já que a polícia o considerou o principal suspeito do crime. Enquanto tenta provar a inocência do irmão, ela se vira como pode.

Mas o preconceito a assombra e ela não consegue nem emprego por ser chamada de “irmã do assassino que matou os próprios pais”. Tantos traumas fazem com que ela mude de cidade e passe a viver com um outro nome, na esperança de ser feliz. O caminho da heroína sofredora cruza com o compositor Nagasaki Junya, um rapaz simpático que toca piano em uma igreja cristã e vive em função de uma mulher chamada Kiyoka.

Outros personagens complementam a história, como o melhor amigo de Junya, Mitsuki (uma mulher que trabalha na igreja) e um determinado jornalista que está disposto a desenterrar o incêndio. A investigação reflete diretamente na vida da protagonista, que se recorda de importantes (e surpreendentes) detalhes do assassinato. Innocent love possui momentos românticos, mas o que prevalece em todos os episódios é o dramalhão. Kanon sofre, é injustiçada, mal compreendida e chora em todos os capítulos.

O melhor ponto do seriado é o desenvolvimento. Praticamente todos os capítulos fluem bem, com importantes revelações e um ritmo bom. Para quem está acostumado com telenovelas brasileiras ou mesmo os clichês ocidentais, é uma surpresa conhecer uma novela que não termina com uma cena de casamento. Vale também observar o conceito de amor puro (e inocente) que aparece durante toda a história. Não um sentimento simplesmente de atração, mas algo que vai além e compreende dedicação e sacrifício. A música-tema é da cantora Utada Hikaru (que cantou também a música de Last Friends e Casshern – Reencarnado do inferno).

Cotação do Daiblog:

Inosento rabu (Japão, 2008) Com Seiji Fukushi, Maki Horikita, Yu Kashii, Yuujin Kitagawa, Narimiya Hiroki, Uchida Yuki…

Nia Vardalos vai à Grécia na comédia Falando grego

A canadense Nia Vardalos (O Casamento Grego), famosa por interpretar comédias românticas, volta ao gênero no lançamento, Falando Grego (My Life in Ruins), que estreia nos cinemas brasileiros dia 11 de setembro com cópias dubladas e legendadas. E o trailer dublado acaba de chegar aos cinemas, confira.

Sinopse: Georgia (Nia Vardalos) é uma americana de origem grega que trabalha como guia turística justamente… na Grécia. Sua vida é extremamente entediante e ela vive sempre cansada pois, os turistas parecem curtir mais as compras do que aprender alguma coisa sobre a Grécia. Hotéis baratos, ônibus velho, calor infernal e turistas “engraçadinhos” tornaram Georgia uma mulher frustrada. Até o dia em que Irv Gordon (Richard Dreyfuss), um turista muito especial, aparece.

Com seu senso de humor ele tenta mostrar todas as possibilidades de viver bem, ser feliz e não perder a chance de ter um grande amor, enfim, recuperar seu kefi, como dizem os gregos. Agora cabe a Georgia parar de reclamar e perceber que tudo isso sempre esteve bem embaixo do seu nariz.

#711-Inimigos públicos

Com um elenco repleto de atores de sucesso, Inimigos públicos conta uma história baseado em fatos reais. É um daqueles filmes onde se torce para o bandido, no caso o ladrão John Dillinger (vivido por Johnny Depp, de A noiva cadáver). A trama é ambientada na década de 30, conhecida como a Era da Depressão. O período foi marcado por uma série de crimes nos Estados Unidos.

Do lado da lei está o policial Melvin Purvis (Christian Bale, de O operário, Batman begins, O cavaleiro das trevas, O grande truque, O sobrevivente, O novo mundo), que tentará colocar um fim nos consecutivos assaltos a bancos. Dillinger e seus comparsas faziam a festa e viviam a vida intensamente, gastando o dinheiro com roupas caras e lazer. É aí que entra a bela Billie Frechette.

Interpretada por Marion Cotillard (vencedora do Oscar de melhor atriz por Piaf – Um hino ao amor), a jovem se apaixona pelo gângster mesmo sabendo dos perigos da “profissão” do amado. Quando Dillinger é considerado o inimigo número 1 do estado, o cerco se fecha cada vez mais para os criminosos. Com direção de Michael Mann (Colateral), o longa-metragem mostra a trajetória do ladrão e os inevitáveis confrontos com a polícia.

Inimigos públicos é um filme bom, que conta com um elenco talentoso e uma boa reconstituição de época. Poderia ser melhor se fosse mais enxuto. Os 140 minutos de duração parecem mais longos do que são e isso com certeza prejudica o ritmo, apesar de ter momentos de ação.

Cotação do Daiblog: 

Public Enemies (EUA, 2009) Dirigido por Michael Mann. Com Johnny Depp, Christian Bale, Marion Cotillard, James Russo, David Wenham, Christian Stolte, Stephen Dorff, Stephen Graham…

Se beber, não case! é a comédia para adultos mais vista em todos os tempos nos Estados Unidos

Filme de Todd Phillips quebra recorde de 25 anos O sucesso da Warner Bros. Pictures e da Legendary Pictures, Se Beber, Não Case!, acrescentou novo recorde para a sua coleção. No domingo, 19 de julho, o filme do diretor Todd Phillips se tornou a comédia para adultos (R-rated) mais vista na história dos Estados Unidos, quebrando a marca de Um Tira da Pesada, que já durava quase 25 anos. Até o momento, o filme já arrecadou impressionantes US$ 235,9 milhões e continua atraindo milhares de espectadores depois de seis semanas em cartaz.

O anúncio foi feito por Dan Fellman, presidente de distribuição doméstica da Warner Bros. Pictures. “Este é um recorde que eu não acredito que qualquer um de nós esperava bater. Continuamos a ficar maravilhados com a resistência de Se Beber, Não Case! em um verão muito competitivo. A repercussão continua crescendo enquanto o boca-a-boca não demonstra queda.”, diz Jeff Robinov, presidente do Warner Bros. Pictures. Group, afirmou: “O público está claramente atrás de risadas e Se Beber, Não Case! se encaixa nesse desejo. Estamos muito empolgados, mas a pessoa que merece mais crédito é o incrível Todd Phillips. Aplaudimos seu trabalho e seu fantástico elenco, assim como todos aqueles que ajudaram a promover o filme”. O diretor Todd Phillips acrescentou: “Eu não poderia estar mais feliz com o público de tantos lugares se divertindo ao assistir Se Beber, Não Case!, assim como nós tivemos ao fazê-lo. A resposta ao filme foi incrível e quero agradecer todo meu elenco, equipe e, é claro, todos os nossos amigos na Warner Bros.”.

Sobre o filme

Do diretor Todd Phillips, chega uma nova comédia sobre uma despedida de solteiro em que tudo dá errado. Dois dias antes do seu casamento, Doug (Justin Bartha) e seus três amigos (Bradley Cooper, Ed Helms e Zach Galifianakis) vão para Las Vegas para uma balada que jamais esquecerão. Mas quando os três companheiros do noivo acordam na manhã seguinte com fortes dores de cabeça, não conseguem se lembrar de nada. A sua moderna suíte no hotel está destruída e o noivo está desaparecido. Sem nenhuma lembrança do que aconteceu e pouco tempo até o casamento, o trio precisa reconstituir suas péssimas decisões da noite anterior para descobrir o que aconteceu de errado e, se tudo der certo, achar Doug e levá-lo de volta para Los Angeles a tempo da cerimônia. Porém, quanto mais descobrem o que aconteceu, mais eles percebem o tamanho da encrenca em que se meteram… 

A Warner Bros. Pictures apresenta, em associação com a Legendary Pictures, da Green Hat Films Productions, um filme de Todd Phillips: Se Beber Não Case!, estrelando Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Heather Graham, Justin Bartha e Jeffrey Tambor. O longa é dirigido por Phillips a partir do roteiro de Jon Lucas e Scott Moore. Todd Phillips e Dan Goldeberg assinam a produção, com Thomas Tull, Jon Jashni, William Fay, Scott Budnick, Chris Bender e J.C Spink atuando como produtores executivos. O filme tem estreia previsa nos cinemas brasileiros em 21 de agosto.

#710-Fantasma 4 O pesadelo continua

Leia agora sobre o último filme da quadrilogia Fantasma!

O último (até o momento) filme da série Fantasma procura dar mais explicações sobre a origem do vilão Homem Alto, além de saciar a curiosidade de quem viu Fantasma 3 – O senhor da morte e ficou querendo saber o que aconteceu com o protagonista Mike depois da surpreendente reviravolta final. Novamente o mesmo elenco original é preservado, com o sorverteiro Reg ganhando ainda mais espaço na trama.

Ampliando o fator de ficção científica no roteiro, a trama trabalha agora com viagens no tempo. O recurso convence e foi muito bem aproveitado, pois usou cenas inéditas do primeiro longa-metragem (que originalmente teria mais de três horas de duração). O material de quase vinte anos atrás foi utilizado e adaptado para a recente produção, o que criou um efeito muito interessante.

Fantasma 4 – O pesadelo continua possui menos terror e perseguições, porém a violência continua presente. A trama procura responder as diversas perguntas que surgiram nas cabeças de todos que acompanharam a série. É claro que o final misterioso permite mais uma continuação, mas a enigmática cena final conclui muito bem a franquia. Mesmo sendo do fim dos anos 90, a produção ainda possui um clima trash pela presença de cenas escatológicas e o típico “sangue amarelo” que jorra dos anões monstruosos e zumbis.

No final da maratona Fantasma, fica a recomendação para quem gosta de terror e quer conhecer os títulos considerados cult. O diretor Don Coscarelli (Pânico na montanha) foi considerado um dos “mestres do terror” por causa desta série. E apesar de todos os furos na história e momentos mal feitos, o roteiro criado por ele tem o mérito de ser original.

A idéia surgiu de um sonho que ele próprio teve e o mais curioso é que realmente os filmes transmitem a idéia de um pesadelo. Leia mais sobre os filmes anteriores aqui: Fantasma (exibido nas televisões brasileiras como Noite macabra), Fantasma 2 e Fantasma 3 – O senhor da morte.

Cotação do Daiblog: 

Primeira adaptação aos cinemas do escritor Paulo Coelho, chegará aos cinemas no dia 21 de agosto.

É pelas mãos da premida diretora britânica Emily Young (Kiss of Life e Second Hand) que chegará aos cinemas a primeira adaptação de uma obra do escritor brasileiro Paulo Coelho. Veronika Decide Morrer – uma produção americana, com a atriz Sarah Michelle Gellar (O Grito 2) no papel-título – estreia nos cinemas brasileiros dia 21 de agosto.

Sinopse: Veronika (Sarah Michelle Gellar) é uma bela jovem em seus vinte e poucos anos, com um bom trabalho e apartamento em Nova York. Porém para ela as pessoas são frias e vazias. Ela não aceita a idéia de viver uma vida sem sentido. Assim Veronika decide morrer com uma overdose de calmantes. Ao acordar de um coma em uma clinica descobre que terá apenas uma semana de vida. Nesta adaptação da mais peculiar obra de Paulo Coelho vemos como a morte pode provocar intensas transformações em nossa visão da vida.

#709-Fantasma 3 O senhor da morte

A Maratona Fantasma está próxima de chegar ao fim e hoje você lerá sobre o penúltimo filme lançado. Confira!

Seis anos depois de Fantasma 2 foi lançada a continuação, que também tem início de onde o anterior terminou. O ator Michael Baldwin voltou a interpretar o protagonista Mike, quinze anos depois (!) de ter feito o papel na primeira parte da história. Por isso foi refilmada a cena final de Fantasma 2, substituindo o ator James LeGros. Diferente dos anteriores, é o filme que mais possui humor, embora mantenha cenas de terror e violência.

O longa-metragem possui um bom ritmo, sempre com perseguições e novas descobertas sobre as misteriosas esferas metálicas. Um dos destaques é o retorno de um dos atores do primeiro filme, que aparece do nada e deixa todo mundo ainda mais confuso. Vale a pena citar também a presença de Tim, uma criança que participa da interminável luta contra o Homem Alto. O menino é uma espécie de Macaulay Culkin em Esqueceram de mim, só que ele cria armadilhas violentas e possui uma excelente mira no revólver!

O fator ficção científica do roteiro cabeludo de Don Coscarelli fica bem evidente neste episódio. Como se não bastasse a passagem para outra dimensão, é explicada também a função das bolas prateadas. E para animar ainda mais a história, zumbis malignos aparecem.

Assim como nos dois filmes anteriores, boa parte da ação acontece em um sinistro mausoléu. E os mesmos bordões reaparecem, como o Homem Alto chamando Mike de garoto (boy, no original) e o típico final inconclusivo. Um dos mais divertidos da série, mas recomendado apenas para os fãs e para quem acompanha a saga desde o começo.

Cotação do Daiblog:

 Conheça agora um pouco mais sobre David Yates, diretor de Harry Potter e o enigma do príncipe!

Catálogo Daiblog: David Yates

David Yates dirigiu recentemente o arrasa-quarteirão “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, que deu a ele um Prêmio Empire de melhor Direção. Atualmente está trabalhando no aguardado “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, filme em duas partes que é a adaptação do último livro da série de best-sellers.

Yates é um premiado diretor, conhecido principalmente pelo trabalho em televisão. Ganhou o primeiro BAFTA® TV Award pelo trabalho na minissérie da BBC The Way We Live Now, drama de época estrelado por Matthew Macfadyen e Miranda Otto. Em 2003, dirigiu a série dramática State of Play, que lhe valeu uma indicação ao BAFTA® TV Award e um Directors Guild of Great Britain (DGGB) Award por Destaque em Direção. O projeto ganhou o Broadcasting Press Guild Award, o Royal Television Society (RTS) Award e o Prêmio Rockie do Banff Television Festival na categoria Melhor Série.

No ano seguinte, Yates dirigiu o drama em duas partes Sex Traffic, pelo qual faturou outro BAFTA® TV Award e a segunda indicação ao DGGB Award. Esse olhar sobre o tráfico sexual rendeu diversos prêmios internacionais, entre eles oito BAFTA® TV e quatro RTS Awards de Melhor Drama, bem como o 39 Prêmio do Júri de Melhor Minissérie no Reims International Television Festival e um Golden Nymph no Festival de Televisão de Monte Carlo.

Foi indicado ao Emmy® de Direção de Minissérie, Filme ou Especial Dramático pelo trabalho no filme da HBO de 2005, The Girl in the Café, história de amor estrelada por Bill Nighy e Kelly Macdonald. Seus demais créditos na televisão incluem o filme The Young Visitors, estrelado por Jim Broadbent e Hugh Laurie, e a minissérie The Sins, com Pete Postlethwaite e Geraldine James.

Yates cresceu em St. Helens, Merseyside e estudou Política na Universidade de Essex e na Universidade de Georgetown, em Washington. Iniciou a carreira de diretor com o curta-metragem “When I Was a Girl”, com roteiro de sua autoria. O filme lhe valeu o prêmio de Melhor Curta-Metragem Europeu do Cork International Film Festival, na Irlanda, além de um Prêmio Golden Gate no Festival de Cinema de São Francisco. Também garantiu sua entrada na National Film and Television School em Beaconsfield, Inglaterra.

Seu filme de conclusão de curso, “Good Looks”, venceu um Prêmio Silver Hugo no Festival Internacional de Cinema de Chicago. Em 1998, Yates realizou seu primeiro longa-metragem, “The Tichborne Claimant”, estrelado por Stephen Fry e John Gielgud. Seu curta-metragem “Rank”, de 2002, foi indicado ao BAFTA®.

#708-Fantasma 2

Só aqui no Daiblog você acompanha a Maratona Fantasma, com a série trash que marcou época. Os filmes eram reprisados até a exaustão no Cine Trash da Rede Bandeirantes, programa exibido por Zé do Caixão. Leia agora sobre o segundo filme da franquia.

Nove anos depois de Fantasma, o diretor e roteirista Don Coscarelli (Pânico na montanha) fez a continuação do seu filme mais famoso. A produção está bem melhor, o que garante muitas explosões e uma maquiagem menos trash. A sonoplastia tosca também foi amenizada, mas tantas evoluções não foram o bastante para fazer com que o resultado fosse melhor que o primeiro.

Fantasma 2 tem início exatamente onde o anterior terminou. Depois da um salto no tempo para justificar o envelhecimento dos atores e a trama continua a mesma, ou seja, novamente o sinistro Homem Alto com seus confusos planos de esvaziar cemitérios para transformar corpos em anões violentos. Desta vez a história mostra que ele fez o mesmo com outras cidades e está criando uma espécie de exército contra alguma coisa que jamais foi bem explicada!

Novos personagens surgem, como a loirinha Liz (Paula Irvine), que possui uma estranha ligação mental com Mike. Mas é o ex-sorveteiro Reggie que novamente rouba a cena durante o longa-metragem. Fantasma 2 é interessante por explicar um pouco sobre as sanguinárias esferas metálicas, que representam a marca registrada da série. O desenvolvimento é um pouco lento, mas compensado com o final movimentado com perseguições e uma hilária batalha com serra elétrica.

Um dos problemas que mais chamam a atenção foi a substituição do ator que interpreta o protagonista Mike. Mesmo sabendo que se passaram quase oito anos desde o primeiro filme, James LeGros (Zodíaco) é bem diferente do ator A. Michael Baldwin. Felizmente este problema foi consertado nos filmes que vieram depois, com o ator original de volta ao papel. Fantasma 2 tem mais humor que o original, embora se tente manter o mesmo clima sombrio do original.

Cotação do Daiblog: 

Catálogo Daiblog: Emma Watson

Emma Watson estrelou como Hermione Granger, amiga leal de Harry Potter e de Rony Weasley, em todos os filmes da franquia Harry Potter, mais recentemente em “Harry Potter e o enigma do príncipe”. Voltará ao papel em “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, o filme em duas partes adaptado do sétimo e último livro da série Harry Potter.

Além de seu trabalho nos filmes, Emma Watson fez a voz da Princesa Pea na aventura de animação de 2008 “O Corajoso Ratinho Despereaux”. Ela também trabalhou com Victoria Wood, Richard Griffiths e Emilia Fox no papel de Pauline Fossil, no drama televisivo da BBC “Ballet Shoes”. Estreou no primeiro filme da série Harry Potter, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, recebendo pelo papel um Prêmio Young Artist como Melhor Jovem Atriz. Logo depois recebeu por duas vezes seguidas prêmios AOL de Melhor Atriz Coadjuvante, o primeiro por “Harry Potter e a Câmara Secreta”, outro por “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”.

Emma também recebeu duas indicações para o Prêmio Critics’ Choice da Broadcast Film Critics Association por seu trabalho em “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” e em “Harry Potter e o Cálice de Fogo”. Além disso, os leitores da revista Total Film a elegeram como Melhor Estreante pela atuação em “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”. A Empire, a principal revista inglesa sobre cinema, concedeu a ela e a seus colegas Daniel Radcliffe e Rupert Grint, o valorizado prêmio Outstanding Contribution em reconhecimento ao trabalho deles na franquia.