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#722-A pedra mágica

O diretor Robert Rodriguez possui uma filmografia curiosa. Ele já dirigiu filmes cultuados como Sin City – A cidade do pecado e o divertido Planeta Terror. Paralelo a esses filmes, o cinesta também fez produções voltadas para o público infantil, como a trilogia Pequenos espiões. A pedra mágica é seu mais recente trabalho e também foi feito para as crianças.

A história: Toe Thompson (Jimmy Bennett, de Star Trek – O filme) é um menino que vive na cidade de Black Falls, um lugar dominado pelas indústrias Black (que produzem uma espécie de Iphone multiuso que serve desde ventilador até babá eletrônica). Um dia ele encontra uma misteriosa pedra colorida que possui o incrível poder de realizar desejos. Diferente de um gênio da lâmpada do Aladdin, a pedra permite que se realizem infinitas vontades.

A pedra magica
O que você pediria para pedra mágica?

É claro que a pedra mágica vai causar mais confusões do que soluções e aquela lição de se ter cuidado com o que se quer é exemplificada durante a projeção. Ao contrário do que se pode imaginar, o filme é mais complexo por ter uma narrativa fragmentada e dividida em episódios fora de ordem. Narrado pelo protagonista, as subtramas não seguem uma ordem cronológica, o que exige um pouco mais de atenção.

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Cena de Transformers A pedra mágica

Mas ninguém pode negar que é uma produção feita para a platéia mirim, pois o ritmo frenético e senso de humor lembram desenhos animados. A fotografia é bem colorida, o que contrasta com os antagonistas monocromáticos e sombrios. E nesse ponto vale a pena citar o desempenho da vilãzinha Helvetica Black (Jolie Vanier), que se destaca. O elenco conta com James Spader (Secretária), no papel do poderoso Sr Black, que controla toda a cidade; Leslie Mann (Ligeiramente grávidos), William H. Macy (O corajoso ratinho Despereaux) e Devon Gearhart (A troca). Um filme bem feito e divertido, embora deva funcionar mais para o público alvo.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Shorts (EUA / Emirados Árabes Unidos, 2009) Dirigido por Robert Rodriguez. Com Jimmy Bennett, Jake Short, Kat Dennings, Trevor Gagnon, Devon Gearhart, Jolie Vanier, James Spader, Alejandro Rose-Garcia, Jon Cryer, Leslie Mann, William H. Macy, Alejandro Rose-Garcia …

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Veja aqui o trailer do filme A pedra mágica:

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Gripe suína e filmes de zumbis!
O rapper inglês Mike Skinner, mais conhecido sob o codinome The Streets (que já se apresentou no Brasil num TIM Festival), lançou uma música irônica sobre a gripe suína!A música se chama “He’s behind you, he’s got swine flu” (“Ele está atrás de você, ele tem a gripe suína”). O clipe é repleto de cenas de filmes de terror.

Confira o clipe legendado em português na TV Daiblog:

Entrevista com Ron Jones, que inspirou A Onda

O filme A onda é baseado em uma história real ocorrida na Califórnia, em 1967. Leia agora uma entrevista com Ron Jones, professor e inventor da experiência verdadeira que deu origem ao filme.

DaiblogComo é para você estar no set de A Onda?

É uma sensação impressionante estar nesse ambiente hoje, e observar esse grupo de estudantes é como se estivesse vendo fantasmas. Eu estou vendo os estudantes verdadeiros, então estou de volta a 1967: ali está o Doug circulando e lá está o Steve, o comediante da turma. Temos duas meninas que sentam na frente, Aline Lavin e Wendy, inteligentes e maravilhosas, e temos também o Norman, sentando na fileira de trás com seu sorriso com dente de ouro, além do Jerry. Eu estou tendo uma estranha lembrança dessa turma similar.

DaiblogComo foi sua reação às primeiras filmagens?
Bem, a primeira coisa que observei ao ver aquela correria foi que era como estar na sala de aula ao invés de observar à distancia – era como se eu fizesse parte daquilo. E também o fato de ver todas aquelas pessoas que me pareciam familiares e compreende-las bem. Mas o filme retratava algo a mais que eu não compreendia, que eu nunca havia escrito nada a respeito, como a dinâmica entre os jovens professores e os professores mais velhos. Existem maneiras de ser um professor e maneiras ainda mais novas, e isso existia na escola em que eu lecionava e provavelmente isso existe em cada escola – isso se chama A Onda em nosso filme.

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Uma outra característica do filme que eu nunca escrevi a respeito é a dinâmica entre um homem e uma mulher que são casados há muito tempo. Minha esposa e eu estamos justos há 43 anos, e todos os sinais sutis com que nos comunicamos – todos aqueles pequenos mecanismos do tipo “pare com isso”, ou “você está indo longe demais” – são mostrados em A Onda. Minha esposa basicamente disse “você está indo longe demais, é perigoso para você e para as pessoas ao seu redor”, e isso foi registrado nessa versão de A Onda. Portanto, o filme é de uma beleza única, ele fala ao coração, não é uma história cerebral, é a glória dessas crianças maravilhosas, que são como flores em nossos caminhos, e o que acontece quando elas aparecem em nossas vidas. É também o que acontece quando um professor vai um pouco além da conta e se torna um ditador.
DaiblogOlhando para trás, o que você acha que aconteceu? Você achou a experiência válida?

Bem, eu nunca faria de novo. Colocar crianças em perigo é algo que não se deve fazer. Válida? Eu me deparei com um pouco da natureza de nossa psique, e isso é muito útil. Portanto considero o efeito válido, e acho que um filme deve ser feito, se isso fizer com que as pessoas estudem e falem a respeito também. A cultura germânica é única, sabe? Vocês são os únicos que eu conheço que estão realmente preocupados com a violência. Vocês a estudam, porque não querem repeti-la. Considerando que na minha cultura já aconteceram coisas graves, como Hiroshima e Nagasaki, nós não estamos estudando isso. Vocês são únicos, não conheço ninguém mais preocupado. Novamente vocês estão olhando para A Onda e tentando entender por que desistimos de nossa liberdade em troca de um sentimento de superioridade. Isso é uma lição que todos nós temos que aprender e falar a respeito.

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DaiblogQuais foram seus sentimentos e emoções durante a experiência?

A experiência aconteceu unilateralmente. Eu descobri como ensinar realmente bem, porque as pessoas estavam aprendendo rapidamente. Eu costumava chegar em casa dizendo a minha esposa, Diana, que eles estavam realmente aprendendo. O que é curioso, já que a turma era bem dispersa quando tinha mais liberdade, e agora que a rigidez era maior, eles respondiam todas as perguntas e pareciam ajudar muito mais uns aos outros. Então eu me deparei com esse ótimo modo de ensino. Mas é claro que as consequências foram danosas para todos. Então minhas emoções eram como uma montanha russa.

DaiblogComo sua esposa reagiu à experiência?

Minha esposa lecionava em outra escola durante esse tempo, no nível primário. E éramos jovens professores, os dois cheios de idéias e energia. Ela estava a par do que estava acontecendo e foi a pessoa que felizmente – talvez sejam as mulheres que irão salvar nosso destino na vida – me disse que aquilo não era certo. Disse que não era bom para mim, por que eu não saberia onde isso iria dar e porque eu estava ferindo outras pessoas, além de não ser algo que eu acreditava, não era democracia. Isso era perigoso. Então ela foi a pessoa que me colocou de volta em algum tipo de realidade e me forçou a parar com A Onda. Por isso eu acho que todo mundo deve ter uma boa esposa ou mulher por perto que possa dizer: “Ei, pare com isso.”

A onda

DaiblogQuando foi que você percebeu que tinha ido longe demais?

O momento exato em que soube que tinha ido longe demais foi quando Robert me seguiu até a sala da coordenação. Eu não previ aquilo, e lá estava ele na coordenação, até que outro professor, Bonnie, o coordenador do departamento de inglês, muito parecido com o personagem do filme, deixou seus óculos cair até o nariz, olhou para Robert e disse: “Robert, você não deve estar aqui, essa é a sala da coordenação, apenas para os professores.” E Robert olhou para Bonnie e disse “Eu não sou um estudante, sou um guarda-costas”. E foi aí que eu soube que ele tinha atravessado alguma linha invisível, e aquilo que era apenas uma simulação se tornou algo real. E percebi que estava também atravessando essa mesma linha. Eu não estava mais apenas ensinando alguma coisa sobre essa coisa chamada fascismo, eu estava gostando de ser um líder, o que era assustador.

DaiblogA Terceira Onda funcionou devido ao fato de você ser um professor popular?
Não, não. A experiência funcionou porque muitos de nós estávamos perdidos, sem família, sem pertencer a uma comunidade, sem a sensação de pertencimento, e aí aconteceu de termos um professor dizendo “posso dar isso a vocês”.

A onda

DaiblogEntão a experiência poderia funcionar hoje em dia?
Ah, já está funcionando hoje em dia, em cada escola. As pessoas sempre perguntam se poderia acontecer hoje. Ora, é só olhar na escola mais próxima. Onde está a democracia? Sempre falamos de democracia, mas não estamos experimentando-a. Você não está decidindo que livro ler ou que temas discutir ou como ajudar um ao outro a se tornar um cidadão melhor. Você segue o seu currículo porque alguém diz que é o currículo certo, ou está fazendo uma prova para ir para algum lugar melhor – é tudo controle. Mas você não tem o controle, esse controle é de outra pessoa.

DaiblogQuais foram as consequências para você?
Não por causa da Onda, mas por minha luta por direitos civis e contra a guerra no Vietnã, eu fui despedido dessa escola três anos após a experiência de A Onda, e eu nunca mais pude lecionar em escolas públicas. Portanto minha vida sofreu uma mudança que eu não previra. Eu queria ser um bom professor de história, um treinador de basquete e criar minha família. Isso seria maravilhoso, mas não me foi permitido. Como conseqüência, fui forçado a procurar diferentes lugares para lecionar, por isso eu dei aula para deficientes mentais durante 30 anos.

A onda

DaiblogO que você pensa dos cineastas Dennis Gansel, Peter Thorwarth and Christian Becker?
São realmente fascinantes! Dennis e eu nos comunicamos por carta e foi encantador. Ele foi honrado e me respeitou mandando o seu roteiro, não teve medo. Além dessa troca de cartas sobre o que ocorre nas salas de aula, o que nós observamos e como confiar um no outro, foi como encontrar um irmão mas velho, no caso do Dennis, porque ele volta e meia tem escrito. E com o Peter é a mesma coisa. Quero dizer, nós, escritores, sabemos como reagimos a esse mundo pirado que tentamos compreender. Às vezes nós conseguimos pouco, às vezes conseguimos mais, mas estamos sempre tentando descobrir o que é: o que é o coração, o que é a vida, como fazer melhor. Nós estamos na mesma busca. Portanto é como ser irmãos por um momento. Já o Christian é um produtor, um outro tipo de pessoa. Produtores são parte dessa força que nos reúne por um momento, eles são muito acessíveis. Ele é fascinante, justamente por ter essa energia e a capacidade de ficar dois anos conversando com a Sony. Quem mais gastaria dois anos em busca de um sonho? Ele é um caçador de sonhos, e nós precisamos disso, como precisamos de pessoas como Peter e Dennis para tornar esse sonho realidade.

A onda

#721-A onda

Querendo ou não a Alemanha ainda convive com os fantasmas do nazismo. O Holocausto é sempre lembrado nas aulas de história do mundo todo e também em filmes que mostram o que aconteceu naquele período. O longa-metragem A onda mostra que fenômenos como a ascenção de Hitler não representam uma coisa tão absurda e difícil de acontecer. Ainda mais quando se considera que o roteiro da produção ter sido baseado em uma experiência real.

Tudo tem início quando o professor Rainer Wenger (Jürgen Vogel, de Adeus, Lênin) é escolhido para dar um curso sobre autocracia durante um curso de verão. Ele opta por uma didática diferente: mostrar como seria a vida sob um regime ditatorial. O curso tem a duração de apenas uma semana, mas este é o tempo necessário para que aconteça uma modificação na mente e no comportamento dos adolescentes.

A onda
O professor Rainer Wenger

O que era para ser um experimento na aula logo cresce e transforma a rotina dos estudantes, que criam uma espécie de comunidade chamada A onda. Enquanto alguns alunos percebem que existe algo de errado e que as coisas estão fugindo do controle, a grande maioria enxerga a experiência com bons olhos. E é mostrado na telona como a semente do fascismo cresce rapidamente.

A onda
Violência nas ruas

O ponto forte de A onda é justamente a trama envolvente. Acompanhamos a vida de alguns jovens da escola e como a personalidade deles pode ser influenciada por um grupo que garante o acolhimento e integração social – coisas que são prioridades na adolescência. Merece ser visto e depois debatido. Quem quiser conferir mais sobre a experiência real que deu origem ao filme não pode perder a atualização de amanhã do Daiblog!
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Die Welle (Alemanha, 2008) Dirigido por: Dennis Gansel. Com Jürgen Vogel, Frederick Lau, Max Riemelt, Jennifer Ulrich, Christiane Paul, Jacob Matschenz, Cristina do Rego, Elyas M’Barek, Maximilian Vollmar, Dennis Gansel…

Veja aqui na TV Daiblog o trailer legendado em português do filme A onda:

DaiblogIndicado ao Oscar® de Melhor Filme Estrangeiro em 2008 chega às locadoras brasileiras A Paramount Home Entertainment apresenta o DVD KATYN (Katyn) que retrata o massacre de milhares de oficiais ocorrido na floresta da cidade de Katyn, em 1940. O premiado diretor polonês Andrzej Wajda (de “Kanal, Cinzas e Diamantes”, “Terra Prometida”, “O Homem de Mármore” e outros) descreve o famoso e triste episódio da história de seu país para o mundo com uma “brilhante recriação” (revista VEJA, 8 de abril).

No início da Segunda Guerra Mundial, o exército polonês é aprisionado pelos russos, por ordem dos nazistas. Os oficiais são capturados pelos soviéticos e mantidos do lado oriental do país em um campo de prisioneiros e ficam lá aguardando poder retornar às suas famílias. A cidade de Cracóvia que é dominada pelos alemães, recebe a notícia de que os oficiais são executados pelos soviéticos. Katyn
KatynA partir daí o poder comunista tenta forçar os poloneses a esquecer esta história e acreditar que os responsáveis foram os soviéticos, mas na realidade o crime tem outra autoria. O DVD KATYN é, sobretudo, revelador onde um dos mais conceituados diretores de cinema, leva à tona uma história real e polícia de seu país. O cineasta Andrzej Wajda é filho do capitão de infantaria, Jakub Wajda que morreu no massacre de Katyn. Katyn
O filme concorreu ao Oscar em 2008Sinopse:
No início da Segunda Guerra Mundial, o exército polonês é aprisionado pelos russos, por ordem dos nazistas. Esta é a his­tória dos oficiais poloneses assassinados na Floresta Katyn, e de como o poder comunista tentou forçar suas mulheres e famílias a esquecê-los. O que seria dessas mulheres, que esperavam por seus entes queridos, quando a Polônia foi escravizada pela Rússia? Será que pátria e liberdade ainda teriam o mesmo significado para os que aceitaram o novo sistema?

Veja aqui o trailer do filme Katyn legendado em português:

Entrevista com o cineasta Dennis Gansel

Entrevista com Dennis Gansel (roteirista e diretor do filme A onda). Confira amanhã a crítica deste intrigante lançamento em cartaz nos cinemas!

DaiblogApós fazer Napola – Antes da Queda, você retorna ao tema da Alemanha Nazista em A Onda. Trata-se uma coincidência ou é mesmo um assunto de sua predileção?

Eu sempre me interessei muito pelo assunto. Questões como “o que aconteceria se o fascismo acontecesse novamente”, “como ele funciona” ou “como as pessoas podem sofrer desvios” sempre me fascinaram. Acho que isso tem a ver com a minha própria história familiar. Meu avô foi um oficial do Terceiro Reich, fato que meu pai e todos os meus tios sempre tiveram problemas em lidar. Quando eu era jovem, sempre me questionei que atitude teria nessa situação. Em Napola, lidei com questões do tipo “Como era naquela época? Como o fascismo pode acontecer?” Em A Onda, a questão é “Isso poderia acontecer hoje? Como o fascismo funciona? Poderia uma coisa dessas acontecer novamente, em uma escola alemã normal, aqui e agora?”

DaiblogO que exatamente lhe instigou na experiência de A Terceira Onda a ponto de querer fazer um filme a respeito?
Eu me recordo nitidamente da primeira vez em que li o romance A Onda. A primeira pergunta que fazemos quando o lemos é, claro, “o que eu faria? Será que daria continuidade a isso?” Claro que nós pensamos que isso aconteceu há muito tempo, nos anos 60, nos Estados Unidos, e talvez isso fosse uma questão naquele tempo. Mas hoje em dia, na Alemanha, de jeito nenhum. Porém eu acho que a questão é mais ampla que isso. E isso foi o nosso ponto de partida para dizer “vamos fazer com que isso se passe na Alemanha de hoje e pensar na pergunta “Será que poderia acontecer novamente?”

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O diretor Dennis Gansel

DaiblogComo você pesquisou a história?

Bem, nós tínhamos as notas originais de Ron Jones, é claro. Então sabíamos muito bem como a experiência se deu. Mas uma vez que queríamos recolocar a história na Alemanha atual, precisávamos reimaginá-la como uma história alemã, em um cenário tipicamente alemão. Como todos nós crescemos em um ambiente parecido, pensamos: vamos fazer com que se passe no tipo de escola que frequentávamos. Há personagens no filme que eram meus colegas de escola, ou de Peter Thorwarth. Tem também professores que gostaríamos de ter tido, e outros que realmente tivemos. Conservar esse ponto de vista da vida real foi de grande ajuda. Em seguida, desenvolvemos a história baseada nesses personagens. A maneira como os imaginávamos, o que eles fariam em certas situações, até que tudo se desdobrasse naturalmente dali.

DaiblogVocê diria que o sucesso da experiência dependia da popularidade e da aceitação do professor?
É claro que ter um professor com uma personalidade muito carismática ajuda. Alguém que seja um líder nato, com qualidades de liderança evidentes, que possa persuadir as pessoas, alguém que os alunos admirem. Eu acredito que o sistema fascista que ele desenvolve é tão abominável psicologicamente que poderia mesmo acontecer a qualquer momento e em qualquer lugar. Dar voz a pessoas que nunca tiveram voz nenhuma além de seus pequenos deveres, e subitamente. Formar uma comunidade que concede ao corpo discente uma nova e inesperada qualificação. Deixar que as grandes diferenças que costumavam dividir os estudantes sejam eliminadas, dando a todos a chance de separar alguém ou a si próprio. Acho que é algo que poderia funcionar em qualquer lugar, especialmente em uma estrutura como a do sistema escolar. E qualquer um que frequenta o ensino médio sabe como é: os garotos populares e os líderes sociais estão sempre no topo. E vários estudantes mais tímidos, ou aqueles que você não nota na primeira vez em que passa os olhos, têm muito menos oportunidades. Eu estou convencido de que se alguém toma um sistema como esse e o vira de ponta à cabeça da noite para o dia, isso pode acontecer novamente.

A onda

DaiblogNossa sociedade moderna é marcada pelo individualismo. Seria a necessidade que temos de nos destacarmos da massa o que torna uma experiência como A Onda possível?

Quando eu era jovem sempre sonhava em ter algo com que eu pudesse me identificar. Eu invejava meus pais pelo seu engajamento com os movimentos estudantis dos anos 60, que tinham algum objetivo comum, onde realmente se tentava mudar o mundo e fazer alguma diferença. Eu cresci nos anos 80 e 90, onde havia centenas de grupos e movimentos políticos, mas nenhum foco. Não havia nada com que pudéssemos realmente nos empolgar, alguma coisa realmente se perdeu. Acho que os garotos de hoje se sentem da mesma forma. Quero dizer, não podemos nos definir apenas pelas nossas músicas e pelas roupas que vestimos. Acredito que as pessoas tenham uma grande necessidade de ter substancia, uma necessidade que cresce cada vez mais. A tendência que existe ao redor desse individualismo, com essa separação da nossa sociedade em pequenos grupos, não pode continuar para sempre. Em algum ponto vai existir um enorme vácuo. E é aí que está o perigo de algum “ismo” aparecer para preencher esse vazio.

A onda

DaiblogRon Jones se impressionou com A Onda. O que isso significa para você?
Claro que isso foi de grande importância para todos nós. A nosso ver, ele foi o ponto de partida, o inventor da experiência original. A maior parte da história é baseada nas experiências dele. Em alguns momentos, era quase assustador. Nós decidimos ter Rainer (Jürgen Vogel) e sua esposa (Christiane Paul) vivendo em um barco, fazer dela uma professora também, e fazer com que os dois entrassem em conflito. Quando eu mostrei a Ron Jones as primeiras filmagens, na sala de edição, ele disse: “Isso é fantástico. Eu morava numa casa na árvore e eu tive uma conversa com a minha esposa justamente como essa no filme!” Nós não tínhamos como saber disso, nós apenas escrevemos aquelas cenas intuitivamente. Ao escrevermos o roteiro, nós criamos aquelas cenas que correspondiam justamente com o que acontecia com Ron Jones no final dos anos 60. Aquilo era incrível para nós, é claro, porque apesar de termos feito um filme ficcional, sempre foi nosso objetivo ser tão realista e verossímil quanto possível na construção dos personagens, no que acontece psicologicamente. Então, ter Ron Jones dizendo que acredita 100% na história é o melhor elogio que podemos receber.

Cinema Especial – Se beber, não case

Para você quer saber mais sobre um determinado o filme, o Daiblog tem uma nova seção: o Daiblog Especial. Assim você poderá ler notas de produção e demais informações sobre um filme em específico. Mas atenção: o material a seguir é recomendado para quem já assistiu ao filme e quer saber mais curiosidades, pois pode conter informações que podem estragar surpresas do roteiro.

“A uma noite que nenhum de nós quatro jamais vai esquecer.”

A despedida de solteiro é uma tradição seguida até hoje. Todo final de semana, em todos os Estados Unidos, inúmeros homens às vésperas do casamento saem com um grupo de amigos para uma última farra. “É apenas um encontro com uns poucos amigos”, diz o diretor Todd Phillips casualmente, como se pretendesse minimizar a possibilidade de uma noite tão inocente render alguma coisa perigosa, maluca ou ilegal.

“É muito típico, eles nem gostam de chamar de despedida de solteiro porque consideram simplesmente uma noite em que os rapazes saem juntos. Um bom jantar, boas risadas e um brinde ao noivo. Totalmente inofensivo”, enfatiza Phillips.

Se beber nao case

No filme, a saída dos rapazes acontece muito perto da data da cerimônia de casamento de Doug. E, sim, seu futuro sogro lhe emprestou sua Mercedes de estimação… E, claro, Stu mente à namorada sobre o lugar aonde eles vão… E, sim, eles estão levando Alan, o cunhado de Doug, que é meio anti-sociável, uma bomba-relógio prestes a explodir… Mas, além desses “detalhes”, o que mais seria motivo de preocupação?

Quando o quarteto chega ao hotel Caesars Palace, todos estão se sentindo bem e relaxados. Eles sobem para o terraço para começar a noite com um brinde diante da vista de Vegas, com as luzes brilhando sob o céu do deserto, erguem os copos brindando à nova vida de Doug e “a uma noite que nenhum de nós quatro jamais vai esquecer”. E essa é a última coisa de que eles se lembram.

Se beber, não case

“O que aconteceu?”
Phil, Stu e Alan acordam pela manhã e estão esparramados e com a cara no chão de mármore. Os raios de sol atravessam as janelas, revelando uma suíte digna de um palácio, porém está tudo um caos.

Isso não é nada fora do normal, para uma despedida de solteiro, garante Phillips. “Ficar bêbado e acordar ao lado de uma pilha de garrafas faz parte da história. Num filme com uma ressaca para pôr fim a futuras ressacas, tínhamos que ir um passo além. Pensamos: ‘Qual seria a noite mais maluca que alguém poderia ter, sobrevivendo para contar sobre ela?’”

“Que tal se um bebê que eles nunca viram estivesse no quarto deles e houvesse um tigre no banheiro?”, propõe o produtor Dan Goldberg, que trabalha pela quarta vez em parceria com Phillip, em “Se Beber, Não Case!”, depois de “Caindo na Estrada”, “Dias Incríveis” e “Escola de Idiotas”.

Se beber, não case

Bonecas infláveis bóiam na banheira de hidromassagem, uma cadeira ainda solta fumaça no que parece ter sido uma fogueira e um divã pende do teto.

Ah, e tem mais uma coisinha: o noivo sumiu… Os três tentam recobrar a sobriedade, e cada um reage de uma forma a esse cenário. Phil, confiante, embora ainda zonzo, faz um inventário do prejuízo e conclui que eles se divertiram bastante e que Doug logo estará de volta. Stu, o mais estressado e o dono do cartão de crédito que foi dado como garantia de pagamento das despesas, entra em pânico crescente, à medida que vai tomando consciência do prejuízo na suíte de 4 mil dólares que eles estão ocupando. E Alan fica fascinado, quer dizer, depois de se recuperar do fato de que estava quase nu e a uma pequena distância de um tigre adulto de verdade e vivo.

Bradley Cooper interpreta Phil, “o cara que faz os planos e logo convence os demais”, diz Goldberg. O único do grupo que já se casou e teve filhos, Phil sente-se um pouco tolhido pela vida de pai de família, professor de uma escola de segundo grau e ansioso pela viagem, que seria uma rara oportunidade de se soltar um pouco com seus antigos amigos da escola. Ele não vai deixar esse pequeno contratempo estragar seu final de semana.

Se beber, nao case

“Phil pensa, ‘Vamos tomar uma aspirina e fazer uma coisa de cada vez. Não há motivo para pânico’”, conta Cooper. “Não importa que a situação fuja ao controle, ele continua achando que pode lidar com ela. E continua tentando, até o ponto em que o controle da situação lhe escapa completamente.”

“Bradley é muito engraçado, na tela e fora dela, mas eu o vejo mais como um protagonista e nesta história ele assume o papel do líder do grupo. É ele que ao acordar em meio à bagunça no dia seguinte tenta trazer os outros dois para a realidade, para que todos consigam entender o que aconteceu”, explica Phillips.

Enquanto isso, Stu, um dentista gentil, mas contido, extremamente responsável e com uma namorada que o mantém em rédea curta, está longe de estar calmo. A única coisa que o faz esquecer-se do medo de a namorada Melissa encontrar o recibo das despesas com o cartão de crédito dando conta da noite desastrosa é o fato de perceber que, não se sabe como, ele perdeu um dente. O pior é que foi um dos dentes da frente, onde restou um buraco que ele não sabe como explicar.

Se beber, nao case!

“Fiquei lisonjeado quando os realizadores me escolheram para o papel, e ao mesmo tempo um pouco ofendido, já que o Stu é meio ‘bocó’, neurótico e metódico”, brinca Ed Helms, que interpreta Stu, e que ia e vinha entre Las Vegas e Los Angeles, para conciliar com as gravações da série de televisão The Office. “Se formos classificá-los segundo arquétipos, Phil seria o cara descolado, Alan seria o esquisitão e Stu seria o nerd. Fico me perguntando o que os levou a me escolherem justamente para esse papel…”

Phillips parece saber a razão: “Ed arrasa como um cara reprimido, à beira de um ataque de nervos”.

Dos três, Alan, papel de Zach Galifianakis, é provavelmente o de temperamento mais semelhante ao real, o que não significa que ele tenha as respostas. Stu se debate por causa do dente perdido e a possibilidade de sua vida estar arruinada; Phil tenta desviar a atenção deles falando de café da manhã e jogo; e Alan, enrolado num lençol, desloca-se descontraidamente pela bagunça com uma curiosidade infantil e um certo orgulho, em meio a mordidas numa pizza fria que ele encontra numa almofada do sofá.

Se beber, nao case

E para complicar ainda mais, Alan descobre que um bebê aparentemente feliz e saudável está num canto do quarto. Fã do tipo de humor em comédia stand-up de Galifianakis, Phillips sabia que ele brilharia num papel perfeitamente adequado ao seu estilo e criatividade, por isso o escalou como Alan, “um sujeito com ‘dois pés esquerdos’, que sempre toma as decisões erradas”.
“Alan não tem amigos e nem tem noção de que todos o acham estranho, pois acredita que tudo o que faz e diz é superlegal e adequado”, conta Galifianakis, que continua descrevendo seu personagem como “alguém que deve ter tomado barbitúricos demais em noitadas”. “O bom desse papel é que ele não precisa fazer muito sentido. Geralmente, um ator tem de estar ciente de coisas como motivação e consistência do personagem, mas Alan age segundo a sua própria lógica perversa.”

Goldberg comenta: “Ele fala coisas que ninguém sabe de onde vieram, é hilariante. Alan não faz parte do grupo de amigos, mas quer muito se enturmar com eles, e consegue isso em meio a toda a confusão”. O que esses três realmente precisam, por diversas razões, é de Doug.

Atuando como o noivo que desaparece misteriosamente, Justin Bartha define: “Doug é a voz da razão no grupo. Queria que ele fosse o elo de ligação entre todos esses personagens de personalidades distintas. Ele é o denominador comum e, quando some, tudo vira um caos”.

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Apesar de ter de se ausentar por algum tempo, Doug é vital para a história. “Ele é quem une esses homens e, quando fica desaparecido, a amizade deles parece balançar, e o trio fica meio sem sentido”, observa Jon Lucas, que, com o sócio Scott Moore, escreveu o roteiro de “Se Beber, Não Case!”. “Ele é o Santo Graal, aquilo que os nossos heróis precisam encontrar desesperadamente e que nós torcemos para que encontrem.”

Moore acrescenta: “Eles se preocupam com ele e enfrentarão qualquer coisa, vão se unir para achá-lo, mesmo que no processo um tire o outro do sério”. Phillips concorda: “O melhor humor é o que tem emoção, sentimento. Precisamos acreditar que esses caras realmente se importam uns com os outros e têm uma ligação verdadeira, e isso faz com que as coisas sejam mais profundas do que apenas contar piadas. Exploramos o humor natural e a estranheza da amizade entre homens e as coisas que os unem”.

Se beber nao case

Ele prossegue: “Comédia depende 70% de escalação. Claro que é preciso ter uma boa história, mas, além disso, é uma questão de ritmo, de ter grandes atores cômicos passando por uma situação e deixá-los reagir uns aos outros. O roteiro funcionou como um ponto de partida para Bradley, Ed e Zach, e eles avançaram com ele. O mesmo ocorreu com os atores coadjuvantes. Quando se povoa um filme com pessoas realmente engraçadas, isso ajuda a não deixar a peteca cair”.

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#720-Se beber, não case

Sim, se você procura uma comédia para assistir no cinema neste fim de semana a melhor opção é Se beber, não case. Não é a toa que o longa-metragem quebrou o recorde de 25 anos e se tornou a comédia para adultos mais vista em todos os tempos nos Estados Unidos. O filme do diretor Todd Phillips (Escola de Idiotas e Starsky & Hutch – Justiça em Dobro) é realmente muito divertido! Diferente de comédias adolescentes, a história retrata um momento que acontece na fase adulta, que é a despedida de solteiro de um noivo que está prestes a se casar.

Mas quem pensa que os homens já crescidos são bem responsáveis vai ficar surpreso com o que acontece com os quatro amigos, interpretados por Bradley Cooper (Ele Não Está Tão a Fim de Você e Sim, Senhor), Ed Helms (série de TV The Office), Zach Galifianakis (Jogo de Amor em Las Vegas e Na Natureza Selvagem),Justin Bartha (filmes da franquia A Lenda do Tesouro Perdido e Armações do Amor) e Jeffrey Tambor (Hellboy 2 – O Exército Dourado). Depois de uma noitada em Las Vegas, eles acordam no hotel sem se lembrar de nada.

Se beber, nao case
O que acontece em Las Vegas…

Elementos bizarros (contar só estragaria a surpresa) deixam claro que eles aprontaram demais. E o mais perigoso: o noivo sumiu! O roteiro de Se beber, não case é um quebra-cabeças onde o trio tenta descobrir o que aconteceu na noite passada. Com uma ressaca daquelas, eles vão juntando as peças para tentar se lembrar onde foi parar o noivo, que precisa voltar para o casamento marcado.

Se beber, nao case!
Ressaca moral

Com uma boa trilha sonora e situações inesperadas e absurdas, o filme fala da amizade entre companheiros enquanto da pistas do que aconteceu durante uma noite inesquecível e repleta de confusões. As encrencas e perigos enfrentados pelos três provocam risadas e os bons personagens farão com que mutias pessoas se identifiquem. Também estão no elenco Heather Graham (Reencarnação) e Ken Jeong (Ligeiramente grávidos).
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

The Hangover (EUA / Alemanha, 2009) Dirigido por Todd Phillips. Com Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha, Heather Graham, Sasha Barrese, Jeffrey Tambor, Ken Jeong, Rachael Harris…

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Veja aqui o trailer do filme Se beber, não case legendado em português:

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Confira o trailer dublado de Matadores de vampiras lésbicas

Produção estreia nos cinemas brasileiros no dia 30 de outubro com cópias dubladas e legendadas. É possível conferir os primeiros resultados da participação do músico João Gordo na dublagem de Matadores de Vampiras Lésbicas, ao assistir o trailer dublado, disponível na Internet e nos cinemas.

Sinopse:Fletch (James Corden) perdeu o emprego e Jimmy (Mathew Horne) a namorada. Com as férias chegando e sem planos de aonde ir, a dupla decide passar um final de semana no campo tomando cerveja e respirando ar puro. Porém, nada acontece como planejado. Depois de muitas confusões, os amigos se vêem presos num vilarejo onde as mulheres são vítimas da lendária maldição das Vampiras Lésbicas. Muita diversão, dentes pontiagudos e lindas mulheres estarão no caminho destes dois. Diante desta situação é preciso coragem para superar seus medos, e também seus sonhos, e tornar-se um dos Matadores de Vampiras Lésbicas.

Veja aqui o trailer do filme Matadores de vampiras lésbicas:

Cinema Especial- Brüno

Para você quer saber mais sobre um determinado o filme, o sitetem uma nova seção: o Cinema Especial. Assim você poderá ler notas de produção e demais informações sobre um filme em específico. Mas atenção: o material a seguir é recomendado para quem já assistiu ao filme e quer saber mais curiosidades, pois pode conter informações que podem estragar surpresas do roteiro.

Conseguindo de novo: filmando a comédia radical

Após a comoção mundial causada por Borat, a jornada fílmica internacional do fashionista mais famoso da Áustria (e apresentador do programa de TV, Funkyzeit Mit Bruno) começou com os cineastas se fazendo uma pergunta simples: “Vamos conseguir fazer isso de novo?” Isso seria possível… se eles conseguissem manter seu astro e maior criador longe da prisão e vivo até o encerramento das filmagens.

Se o diretor Larry Charles e os produtores, Sacha Baron Cohen, Dan Mazer, Jay Roach e Monica Levinson, aprenderam uma única lição de sua experiência em Borat, foi viver segundo uma única regra: “conheça e respeite a lei e tenha sempre um plano de fuga”. Eles estavam certos de que se Baron Cohen fosse preso ou ferido, a produção teria de ser suspensa, atrasando seu cronograma em semanas. Essa máxima guiou todos os aspectos da produção, e eles conseguiram se ater aos seus planos.

Bruno

Bem, exceto em uma ocasião. Enquanto a maioria das produções de cinema tem um cronograma diário de trabalho fechado, em que o elenco e a equipe sabem o que se espera deles, a equipe de BRUNO não teve esse luxo. Todas as tardes, o grupo precisava determinar o que seria filmado no dia seguinte. Eles faziam um planejamento, iam até a locação e filmavam tudo numa sucessão frenética. Depois, eles se dirigiam à próxima locação para extrapolar todos os limites sem infringir a lei.

Acreditando ser crucial superar a comédia radical que eles haviam criado com Borat, a equipe extrapolou no sarcasmo nesta produção e teve confrontos bem mais sérios com a polícia do que na primeira vez. E não parou aí. A equipe passou a receber ligações do FBI alertando-a sobre ameaças de morte e precisou driblar punhos revoltados, turbas ensandecidas e armas carregadas a cada etapa do caminho.

Bruno

A experiência em Borat havia demonstrado que todo o elenco e a equipe precisavam estar integrados (e trabalhado sob o mais estrito sigilo) a fim de garantir que a técnica de filmagem de guerrilha funcionasse. Da detenção de Baron Cohen pela polícia de Milão depois da filmagem de uma participação que roubou a cena no desfile da designer Agatha Ruiz De La Prada ao seu interrogatório e revista pelos agentes policiais, não houve um único momento de tédio no set cosmopolita.

Assim que Baron Cohen e seus corroteiristas definiram as situações iniciais (por exemplo, Bruno será expulso de um grande desfile de moda, ele flertará com vítimas aturdidas e entrevistará celebridades acerca de seus esforços humanitários), começaram as pesquisas para se encontrar os melhores locais a serem visitados e as pessoas a serem entrevistadas. Os resultados, registrados por uma câmera, ditariam os passos seguintes.

Bruno

Ao longo de 19 semanas não-consecutivas durante o ano inteiro, uma máquina “bem azeitada e completamente desorganizada” filmou as cenas. Mantendo uma companhia de produção limitada e em boas condições operacionais e contando com o sigilo de um grupo de profissionais talentosos, eles conseguiram registrar cenas jamais filmadas anteriormente.

Deslocando-se em cinco veículos (três vans, uma minivan e um trailer que se passava tanto por base da produção quanto por camarim), o elenco e a equipe cruzaram os EUA, a Europa e o Oriente Médio. Cruzando por Los Angeles, Nova York, Washington, D.C., Kansas, Texas, Alabama e Arkansas, nos Estados Unidos, e Londres, Berlim, Paris e Milão, na Europa, e Jordânia e Israel, no Oriente Médio, eles seguiram um cronograma exaustivo. Abaixo, segue somente uma amostra de suas histórias irreverentes.

Bruno

Procurando Lutz
Quando os roteiristas escreviam as aventuras de Bruno, perceberam que ele precisaria de um comparsa em suas viagens pelo mundo. A escalação do papel do segundo assistente do apresentador de moda, o inicialmente dócil (e irremediavelmente apaixonado pelo chefe) Lutz, exigiu da produção uma busca exaustiva; foram realizadas audições nos EUA, na Alemanha, em Londres, e em muitos outros locais. Lutz seria “o heterossexual perfeito” para Bruno, embarcando em suas ideias malucas, como uma permuta por um bebê de uma tribo africana e sua tentativa de virar heterossexual. E ele faz tudo isso por amor.

Durantes as audições, o produtor Dan Mazer se lembrou de um ator de um de seus filmes favoritos, uma comédia sueca do roteirista e diretor Lukas Moodysson, intitulada Tillsammans (Together). Ele se emocionara com o desempenho de Gustaf Hammarsten e solicitou à equipe que trouxesse o ator para um teste para o papel. Durante a sua leitura, todos viram que haviam encontrado seu Lutz.

Bruno

Assim como o astro do filme, Hammarsten também se arriscou bastante durante as filmagens e foi um parceiro tranquilo para todo o grupo. O ator foi algemado a Baron Cohen em um quarto de hotel em Kansas, golpeado numa arena de luta do Arkansas, e demonstrou uma coragem e versatilidade impressionantes. E a exemplo de Baron Cohen, Hammarsten estudou alemão na escola e era capaz de conversar com Bruno em seu idioma natal.

Universal Pictures e Media Rights Capital apresenta uma produção Four de Dois/Everyman Pictures: BRUNO, estrelando Sacha Baron Cohen como Bruno, Gustaf Hammarsten como Lutz. O supervisor musical é Richard Henderson, a trilha é de Erran Baron Cohen. O figurinista é Jason Alper e a comédia foi montada por James Thomas e Scott M. Davids. Os diretores de arte são Denise Hudson e David Saenz de Maturana e os diretores de fotografia são Anthony Hardwick e Wolfgang Held. O produtor executivo de BRUNO é Anthony Hines e os produtores são Sacha Baron Cohen, Jay Roach, Dan Mazer e Monica Levinson. A comédia é baseada em um personagem criado por Sacha Baron Cohen e o argumento é de Baron Cohen & Peter Baynham & Anthony Hines & Dan Mazer. O roteiro é de Sacha Baron Cohen & Anthony Hines & Dan Mazer & Jeff Schaffer. A comédia é dirigida por Larry Charles. © 2009 Universal Studios

#719-Brüno

O ator e humorista Sacha Baron Cohen ficou famoso no mundo todo depois de interpretar Borat, um repórter do Cazaquistão que viaja para os Estados Unidos. O novo filme, Brüno, carrega algumas semelhanças com o anterior, como o fato do protagonista também ser um repórter estrangeiro que vai para a América. As piadas em relação ao sotaque e diferenças culturais permanecem, sendo que a nova película explora ao máximo a orientação sexual do personagem.

Banido do programa de moda mais badalado da televisão austríaca, o apresentador tenta a sorte na terra do tio Sam. O objetivo é claro desde o início: se tornar uma celebridade. E Brüno não mede esforços para alcançar o sonho, o que resulta em uma série de tentativas frustradas e grotescas capazes de constranger muita gente.

Bruno
Bruno é moda pura

O filme é sim engraçado, mas as piadas são ainda mais fortes e preconceituosas do que as vistas em Borat. A graça do longa-metragem é justamente ver a reação das pessoas diante de situações bizarras, como a mãe que não vê problema nenhum em submeter a filha pré-adolescente a uma cirurgia de lipoaspiração apenas para ela fazer uma seção de fotos! A pergunta que fica é: que mãe é essa?

Bruno
Brüno em uma casa de praticantes de swing (troca de casais)

O humor peculiar consegue mais chocar do que fazer rir e muitas risadas são arrancadas pelo nervoso que é provocado. Nudez frontal é uma das provocações mais leves que Sacha Baron Cohen oferece para a platéia. O roteiro, que carrega elementos de documentário, ainda pincela um romance homossexual para delírio dos homofóbicos. Quem gostou de Borat precisa ver, nem que seja só pelo figurino exagerado de Brüno.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Brüno (EUA, 2009) Dirigido por Larry Charles. Com Sacha Baron Cohen, Gustaf Hammarsten, Clifford Bañagale, Chibundu Orukwowu, Chigozie Orukwowu, Josh Meyers, Thomas Rosales Jr., Bono, Elton John…

Veja aqui o trailer do filme Brüno:

DaiblogParis Filmes promove batalha de bandas no Concurso High School Band

No mês de setembro, a Paris Filmes lança nos cinemas de todo o Brasil o novo filme de Vanessa Hudgens: High School Band. E para promover o filme, entrou no ar, no último dia 13 de agosto, o Concurso High School Band, a maior batalha das bandas já realizada na Internet. Para participar do concurso, as bandas deverão criar uma música original, gravar um vídeo-clipe e colocar no Youtube, em um canal exclusivo criado pela Paris Filmes (www.youtube.com.br/parisfilmesemcartaz).

O período de inscrição irá até 1º de setembro. No dia 4 de setembro, os cinco vídeos que tiverem o maior número de visualizações serão os finalistas, e dentre esses vídeos, um deles será selecionado por uma banca julgadora, levando em consideração critérios como originalidade, canção e performance do grupo, e a banda escolhida terá a oportunidade de se apresentar no programa MTV Acesso em 10 de setembro e colocar seu talento musical à prova.

High School Band
High School BandA grande final será em 18 de setembro e o grande vencedor será o vídeo que tiver o maior número de visualizações. A partir daí é a chave para o sucesso nacional. A banda ganhadora terá sua música tocada durante todo o mês no programa Oi Novo Som, que vai ao ar pela Oi FM; terá seu videoclipe exibido na página principal do concurso no Youtube e ainda ganhará um kit de instrumentos musicais profissionais da marca Suzuki. High School Band
High School Band

High School Band é dirigido por Todd Graff, e têm no elenco Vanessa Hudgens, Aly Michalka, Gaelan Connell e Lisa Kudrow. O filme segue a vida de Will Burton (Connell), um adolescente que se muda para Nova Jersey e com isso vê pela frente a oportunidade de começar uma nova vida em uma nova cidade. Logo em seus primeiros dias na escola, Will conhece duas novas garotas, completamente diferentes uma da outra: a tímida e introvertida Sa5m (Hudgens) e a descolada e popular Charoltte Banks (Michalka), talentosa ex-namorada do vocalista da banda mais quente da escola. Quando Will revela seu conhecimento enciclopédico de música, do clássico ao punk, ele é convidado para gerenciar a nova banda de rock de Charlotte e ajudá-los a vencer a maior batalha de bandas da cidade: o Bandslam. High School Band, estreia nos cinemas de todo o Brasil em 11 de setembro.

Cinema Especial – Arraste-me para o inferno

Para você quer saber mais sobre um determinado o filme, o Daiblog estreia hoje uma nova seção: o Daiblog Especial. Assim você poderá ler notas de produção e demais informações sobre um filme em específico. Mas atenção: o material a seguir é recomendado para quem já assistiu ao filme e quer saber mais curiosidades, pois pode conter informações que podem estragar surpresas do roteiro. Para estrear a nova seção o filme escolhido foi o terror Arraste-me para o inferno!

Daiblog especial Arraste-me para o Inferno

Há mais de 10 anos, os irmãos Sam (Diretor: HOMEM-ARANHA 3) e Ivan Raimi (DARKMAN – VINGANÇA SEM ROSTO) escreveram uma primeira versão do roteiro que se tornaria ARRASTE-ME PARA O INFERNO, na época simplesmente chamado de A Maldição. “Sempre adoramos a ideia de maldições”, explica Ivan Raimi. “Gostamos de imaginar o que aconteceria a uma pessoa comum se ela fosse amaldiçoada e inserida nessas circunstâncias extraordinárias.” Enquanto escreviam, os irmãos Raimi precisaram escolher qual seria a tormenta sobrenatural da personagem principal, Christine, e decidiram usar a demoníaca Lâmia como a antagonista. A Lâmia já foi imaginada como inúmeras encarnações em diversas culturas – de uma deusa grega que tornou-se assassina quando Hera roubou seus filhos, até um ogro canibalista, súcubo ou uma criatura com aspecto de centauro –, mas as histórias têm um traço em comum. “Uma coisa que as lendas compartilham é que a Lâmia é um demônio que, quando está em perigo, arrasta suas vítimas gritando para o inferno”, revela Ivan Raimi.

Arraste-me para o inferno

Apesar de Sam Raimi estar entusiasmado em rodar o filme depois que a primeira versão do roteiro estivesse completa, outros projetos avançaram e A Maldição ficou em espera. A trilogia HOMEM-ARANHA tornou-se uma empreitada de quase uma década de duração, e não houve oportunidade de dar ao filme a atenção de que necessitava até o final de 2007, quando os produtores Rob Tapert (O PESADELO) e Grant Curtis (HOMEM-ARANHA 3) resolveram conduzir o projeto. Tapert estava curioso para ver o que Raimi faria com um filme de orçamento reduzido após trabalhar com três enormes blockbusters. “Depois que Sam dirigiu três filmes HOMEM-ARANHA, adquiriu comando de todas as ferramentas que um diretor tem à sua disposição”, ele diz. “Raimi entende tudo sobre o processo de direção e de efeitos especiais. Ele trouxe isso tudo para ARRASTE-ME PARA O INFERNO. Ele é capaz de usar as ferramentas de efeitos especiais, visuais, de maquiagem e mecânicos para criar algo que esperamos que o público nunca tenha experimentado.”

Arraste-me para o Inferno

Com o roteiro pronto e a produção com sinal verde, Raimi e os produtores procuraram uma moça para viver a protagonista do filme, Christine Brown. Quem ficou com o papel foi Alison Lohman (A LENDA DE BEOWULF; COISAS QUE PERDEMOS PELO CAMINHO; QUEM É MORTO SEMPRE APARECE) que, segundo o diretor, “passa muita humanidade”. Raimi sente que o público precisa se identificar e apoiar Christine para que queira viajar com ela pelo caminho obscuro que trilha. “Para que sobreviva à terrível experiência pela qual está passando, ela faz escolhas cada vez mais sombrias que poderiam afastar o público. Queria que os espectadores ficassem com Christine ao longo das duras decisões tomadas”, conta o diretor. Fazendo contraponto à superstição e ao medo vividos por Christine está Clay, seu solidário, mas cético namorado, interpretado por Justin Long (ELE NÃO ESTÁ TÃO A FIM DE VOCÊ), que revela que o personagem pragmático o lembrou de seu pai. “Meu pai é professor de filosofia, e muito racional, muito estóico e lógico”. Quem vive o nada glamouroso papel da sra. Ganush é Lorna Raver (FREEWAY – SEM SAÍDA), atriz que passou boa parte da carreira nos palcos de Nova York e Chicago antes de chegar à Hollywood. Raver foi escolhida em um teste e, devido ao protocolo tradicional, inicialmente viu apenas pequenos trechos do roteiro.

Arraste-me para o inferno

“Eu não fazia ideia em que estava entrando, porque tudo o que eu tinha lido era sobre uma senhora indo a um banco porque ia perder a casa. Foi só depois que li o roteiro todo e pensei: ‘Minha Nossa!’” Dileep Rao (AVATAR) foi convidado para retratar o médium Rham Jas, que torna-se um improvável confidente de Christine. Rao gostou do ar contemporâneo que a história dá a um filme de terror e diz: “O aspecto mais interessante do roteiro é ser bastante moderno em termos de quem são os personagens, tendo, ao mesmo tempo, um estilo que lembra o tipo de terror de que gosto.” Quando Rham Jas não sabe mais o que fazer, leva Christine à vidente Shaun San Dena, uma das poucas mulheres do mundo que conheceram a Lâmia e sobreviveram para contar a história. A atriz mexicana Adriana Barraza (BABEL), que vive a poderosa médium, revela: “Desde criancinha, adoro filmes de terror. Vi tudo quanto foi tipo quando era nova, e tenho uma vasta biblioteca de literatura do gênero.” David Paymer (CINTURÃO VERMELHO; EM BOA COMPANHIA) retrata o chefe reprovador de Christine, sr. Jacks. A forma como Raimi desenrola o dilema encarado por Christine e nos liga a ela durante a jornada o impressionou. “Poderia acontecer a qualquer um de nós”, observa Paymer. “Somos apenas pessoas comuns tentando ganhar a vida. Algo de estranho acontece. Você é mordido por uma aranha ou conhece uma senhora que o amaldiçoa. Cada tentativa que ela faz para se livrar da maldição só a leva mais para o fundo.” Fechando o elenco estão diversos rostos familiares aos fãs dos filmes de Raimi. Joanne Baron (PERFUME), Tom Carey (HOMEM-ARANHA 2), Molly Cheek (DE REPENTE É AMOR), Aimee Miles (HOMEM-ARANHA 3), John Paxton (A MÃO DO DIABO), Ted Raimi (REINE SOBRE MIM), Bill E. Rogers (OBSESSÃO FATAL), Chelcie Ross (OS INTOCÁVEIS) e Octavia Spencer (SETE VIDAS; PULSE) apareceram também em pelo menos um dos trabalhos anteriores do diretor.

Arraste-me para o Inferno

Durante as filmagens, o diretor de fotografia Peter Deming (O GURU DO AMOR; CAMISA DE FORÇA) usou uma iluminação realista que torna-se progressivamente escura à medida em que Christine é levada para o mundo do sobrenatural. “Utilizamos muita iluminação original e não corrigimos as inusitadas fontes de luz, como na garagem onde tudo está azul-esverdeado. Normalmente, usaríamos as lâmpadas apropriadas, mas ficamos com o que estava lá, inclusive nas cenas de rua”, explica Deming. “Isso aumenta a noção de realismo”, ele acrescenta. Para a cena da invocação, que tem uma cartela de cores mais rica, o diretor de fotografia usou efeitos adicionais de iluminação e tremores da câmera para aumentar a sensação de ansiedade e tensão à medida que o expectador começa a acreditar que Christine não tem saída. O diretor de fotografia também se esforçou para manter o foco do na relação entre o público e Christine. “Desde o início, Sam e eu conversamos sobre acompanhá-la o máximo possível ao longo do filme. Focalizamos o rosto de Alison em boa parte do tempo. Fizemos closes muito próximos, porque queremos que o público se sinta no lugar dela.”

Arraste-me para o Inferno

Um dos primeiros projetos que a equipe de efeitos especiais encarou foi decifrar como fazer o ataque da sra. Ganush ao carro de Christine. Para filmar a ação, que inclui closes de Christine afundando o pé no pedal, apertando o freio e trocando marchas, a equipe criou um carro “quebra-cabeças”. O design permitiu que o compartimento frontal do motor e a mala – assim como todos os quatro lados e portas – se soltassem do carro. O teto saía em duas direções (de frente para trás e de lado para lado), algo que, apesar do espaço restrito, deu ao diretor uma boa porção de liberdade para filmar de ângulos diferentes. Outros truques foram usados ao longo das gravações de ARRASTE-ME PARA O INFERNO. Para criar os efeitos de vento no apartamento de Christine, por exemplo, a equipe utilizou monofilamento para abrir e fechar portas e mover candelabros e cortinas. Os artesãos passaram canos de cobre por janelas e sopraram ar através deles em direção a venezianas e cortinas. Já a cena da invocação em que Shaun San Dena tenta enganar a Lâmia incluiu trabalho com arames e efeitos de fogo. Kevin Foster (HOMEM DE FERRO; A VILA), que vive Milos, assistente de Shaun San Dena, foi coberto em gel e, com guinchos computadorizados, flutuou sobre uma mesa em chamas.

Arraste-me para o Inferno

A produção do filme teve início em Tarzana, Califórnia, em um antigo banco vazio que com o trabalho do desenhista de produção Steve Saklad (JUNO) se tornaria o Wilshire Pacific Bank, cuja paleta clara se contrapõe às torrentes de vermelho empregadas em outros ambientes. Para alcançar toda a tensão e terror contidos no roteiro, o departamento de design empregou tanto locações e sets já existentes quanto outros que foram construídos do zero, todos seguindo uma premissa. “Para nós, o único erro que podíamos cometer era não tornar aquilo real. Sam podia ser tão extravagante quanto quisesse com suas ideias para as sequências de ação desde que nós lhe oferecêssemos um mundo real”, diz Saklad.

Arraste-me para o Inferno

Outra contribuição para o visual de ARRASTE-ME PARA O INFERNO é o figurino de Isis Mussenden (AS CRÔNICAS DE NARNIA – PRÍNCIPE CASPIAN; AS CRÔNICAS DE NARNIA: O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA; DIRTY DANCING 2 – NOITES DE HAVANA). “Christine começa como uma garota ambiciosa no banco que está tentando ser conservadora, mas que tem uma noção de estilo”, comenta a designer. “À medida que seu estado mental se altera e ela é assombrada por algo desconhecido e sobrenatural, Christine começa a se deteriorar. Então fizemos isso também com as roupas. Fomos tirando a saturação das cores ao passo em que ela ia ficando mais perturbada.” Sobre o personagem Rham Jas, a figurinista diz: “Dileep foi muito divertido, queríamos passar uma noção de que ele era um cara contemporâneo num mundo espiritual. Dileep deu uma bela ideia, sobre colecionar símbolos espirituais em forma de pulseiras de todas as suas viagens. Quando começamos a montar isso, encontrei algumas peças antigas do Tibete, assim como dos índios Hopi e da América do Sul. Colocamos esses símbolos de diferentes mundos espirituais em seus braços e ficou fantástico. Realmente ajudou no personagem.”

Arraste-me para o Inferno

Descrevendo a protagonista Christine Brown, Sam Raimi resume a história de ARRASTE-ME PARA O INFERNO: “Ela é uma boa menina. Tem boas intenções e está tentando vencer na vida em Los Angeles. Christine tem um namorado com o qual realmente se importa, e para não perdê-lo faz algo ruim. Ela escolhe pecar; isso faz os acontecimentos se desencadearem, e o filme se trata de uma vingança contra ela.”

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#718-Arraste-me para o inferno

Christine Brown (Alison Lohman, de A lenda de Beowulf, Coisas que perdemos pelo caminho, Quem é morto sempre aparece) é uma esforçada bancária que pretende impressionar o chefe para ser promovida no emprego. A motivação não é apenas o salário maior, mas também a imagem que poderá passar para a família de seu namorado, Clay Dalton (interpretado por Justin Long, de Ele não está tão a fim de você). Os pais de Clay desaprovam o relacionamento e um dos motivos é justamente a situação financeira da jovem.

Os problemas da ambiciosa personagem surgem quando o novato Stu Rubin (Reggie Lee, de Star Trek, o filme) ameaça ocupar a vaga. Só que o maior contratempo na vida de Christine aparece de forma inesperada, quando ela se nega a dar um empréstimo para uma idosa. Revoltada, a velha cigana a ataca e lança uma sinistra maldição. Uma série de assombrosas visões passam a atormentar a moça, o que faz ela buscar uma ajuda espiritual. E é uma espécie de guru que lhe explica que em três dias ela será arrastada para o inferno!

Arraste-me para o inferno
O namorado Clay Dalton

Quem pensa que isto significa simplesmente morrer está enganado. O título (traduzido fielmente, uma coisa rara nos dias de hoje) explica bem o que acontecerá com a protagonista: ela será literalmente arrastada para as profundezas da Terra, em um inferno vermelho e cheio de fogo para onde todos os políticos corruptos vão depois da morte. Resta agora Christine tentar encontrar uma forma de se ver livre da urucubaca antes que o demônio Lâmia a leve.

Arraste-me para o inferno
Nunca negue um empréstimo para uma velha cigana

O roteiro lembra (e muito) um outro filme de terror chamado A maldição, dirigido por Tom Holland. Baseado em uma história de Stephen King, o longa também mostra os apuros que um advogado passa depois de também ser amaldiçoado por um cigano. A grande diferença é que Arraste-me para o inferno tem a direção e roteiro de ninguém mais, ninguém menos que o mestre Sam Raimi. E quem conhece pelo menos um pouco de terror sabe que o diretor é muito mais do que o responsável pelos filmes do herói Homem Aranha. Leia sobre Homem aranha 3 aqui.

Raimi retorna ao gênero que o consagrou depois de uma carreira notável, mas que se afastava da série clássica Evil dead / A morte do demônio / Uma noite alucinante. E quem for conferir o longa-metragem vai perceber que o tempo não fez com que o cineasta perdesse a boa forma. Arrasta-me para o inferno é um dos melhores filmes de terror que entrou em cartaz nos cinemas dos últimos tempos. E boa parte do sucesso se deve ao fato de misturar o terror com a comédia escatológica, o que resulta em uma produção divertidíssima.

Arraste-me para o inferno
Perseguições sobrenaturais

Certamente quem não está preparado pode considerar o filme um tanto quanto trash, devido às situações exageradas e nojentas. Mas o que importa é que Sam Raimi está de volta e a película cumpre o que promete: muitos sustos e diversão. A trama é bem movimentada, sempre com um clima de ameaça provocado pela trilha sonora aterrorizante e pelo bom uso de sombras. Merece ser visto por ser um verdadeiro presente para qualquer fã de terror!
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Drag Me to Hell (EUA, 2009) Dirigido por Sam Raimi. Com Alison Lohman, Justin Long, Lorna Raver, Dileep Rao, David Paymer, Adriana Barraza, Chelcie Ross, Reggie Lee, Molly Cheek, Bojana Novakovic, Kevin Foster, Flor de Maria Chahua…

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Veja aqui o trailer de Arraste-me para o inferno:

DaiblogConfira o poster nacional de Jogando com prazerProdução traz o astro Ashton Kutcher, no papel de um jovem que oferece sua beleza e corpo em troca de mordomia. Ashton Kutcher (Por Amor) é o protagonista de Jogando com Prazer (Spread), que estreia nos cinemas brasileiros no dia 25 de setembro e acaba de ganhar a versão nacional do pôster, confira na imagem abaixo: Jogando com prazerSinopse: Para Nikki (Ashton Kutcher) a vida é um jogo bem simples. Ou você é a caça ou o caçador. Ele se considera um cara muito esperto e sabe que a beleza e juventude são suas melhores cartas. Freqüentando grandes festas nos melhores clubes e nas maiores mansões de Los Angeles, ele passa os dias e as noites aproveitando o melhor que a vida pode dar. Com Samantha (Anne Heche) sua última conquista, ele ganhou tudo que sempre sonhou. Porém ao encontrar Heather (Margarita Levieva), uma sedutora garçonete, ele descobre que as regras do jogo acabaram de mudar e agora ele vai ter que decidir se vai querer continuar jogando.