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#607-REC

Este texto está um pouco fora da época (atrasado) e pode ser não apresente nenhuma novidade, mas REC é o tipo de longa-metragem que não pode passar em branco aqui no Daiblog. Quem já assistiu sabe bem o motivo: é simplesmente um dos melhores filmes de suspense e terror do ano. O esquema é parecido com Cloverfield – Monstro, ou seja, apresenta um realismo impressionante e é filmado com uma câmera na mão.

Tudo começa quando a jornalista Ángela Vidal (Manuela Velasco, em ótima interpretação) vai gravar um programa de TV que consiste em acompanhar a rotina de determinados profissionais. Na noite em questão ela visita o corpo de bombeiros da Espanha. Quando a equipe recebe um chamado no meio da madrugada, Angela e o cinegrafista Pablo sobem no carro dos bombeiros e os acompanham.

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Era para ser somente um programa de televisãoO incidente acontece dentro de um prédio residencial. Mas, desta vez, não trata-se de um chamado simples. Não é nenhuma casa pegando fogo ou um gato que subiu no alto de uma árvore. Eles vão descobrir que é uma coisa muito mais perigosa e letal. E a situação se complica quando todos ficam impossibilitados de deixar o prédio. Com um clima de tensão crescente, REC garante não apenas sustos, mas uma sensação de medo e insegurança.
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Tenha medo. Tenha muito medo!

REC consegue o que poucas produções do gênero consegue: transmitir medo. Quem entende um pouco de telejornalismo ou trabalhou com televisão antes vai se identificar ou se convencer do que aparece na tela. O longa é apresentado como a fita bruta sem cortes, um relato sem edição de um momento realmente aterrorizante. Imperdível para quem gosta de terror. Com o grande sucesso de bilheterias o filme ganhou uma refilmagem norte-americana chamada Quarentena, que deve estrear no Brasil em janeiro.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

[Rec] (Espanha, 2007) Dirigido por: Jaume Balagueró e Paco Plaza Com: Manuela Velasco, Ferran Terraza, Jorge Serrano, Pablo Rosso, David Vert, Vicente Gil, Martha Carbonell, Carlos Vicente, María Teresa Ortega…

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Veja aqui o trailer do filme REC legendado em português:

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Leia mais aqui sobre a atriz que interpretou a protagonista de REC e os diretores do filme:

DaiblogManuela Velasco

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Manuela como Angela, em REC

Uma das atrizes mais conhecidas em seu país, Manuela Velasco começou sua carreira no cinema, sendo dirigida por ninguém menos do que Pedro Almodóvar no filme, A Lei do Desejo (1987). Porém teve uma sólida carreira na televisão, apresentando alguns programas do Canal +. Como atriz, participou de enumeras séries como Médico de familia e El comisario y Hospital Central. Atuou também em outros filmes para o cinema, como: El club de los suicidas (2007), School Killer (2001), Caminho de Santiago (1999) e El Juego más divertido (1988). Em 2007 ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Festival de Sitges e o Goya por sua participação no filme REC.

Daiblog Direção e Roteiro: Jaume Balagueró e Paco Plaza

Jaume Balagueró já é um especialista em filmes de terror, mais especificamente nos filme “psicológicos”. Graduado em comunicação, trabalhou como jornalista e radialista antes de entrar para o mundo do cinema. Com o curta-metragem Alicia foi destaque do Festival de Sitges. E em seu segundo curta, Días sin luz consolidou o seu estilo. Em 1999 dirigiu seu primeiro longa-metragem, Los sin nombre, uma adaptação do romance homônimo de Ramsey Campbell, que ganhou o Meliès de Oro de melhor filme fantástico européia do ano. Ganhando assim, projeção internacional.

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Uma cena de REC

Saindo do gênero, em 2002 dirigiu junto a Paco Plaza OT: o documentário sobre um famoso grupo musical, que fez um enorme sucesso na Espanha aquele ano, OT: O Filme. Seus dois filmes seguintes, teve no elenco atores europeus e americanos muito prestigiados, e foram elogiados pelo mundo através dos apreciadores do gênero, como coerentes e muito pessoais. Balaqueró conseguiu revistar temas recorrentes de forma inovadora, usando certos recursos expressivos (mascaras anti-gás, sinais de rádios antigos, velhos retratos familiares, e o famoso “efeito Balagueró” que recria uma verdadeira atmosfera incomoda, sem recorrer necessariamente a truques explícitos).

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Aaaaaaaaaarh!

No Brasil seu filme de maior sucesso como diretor foi A Sétima Vítima (2002), porém o roteiro de Maldição: Reze Para Não Vê-la (2005) é de Jaume Balagueró, que também escreveu o roteiro de Quarentena (2008), a refilmagem americana de seu maior sucesso, e recorde de bilheteria, [REC]. Porém, para dirigir e escrever o roteiro do sucesso [REC] Jaume Balagueró contou com seu colega, Paco Plaza, diretor e roteirista jovem, porém não menos experiente e também um especialista do gênero. Os dois já haviam trabalhado juntos em Películas para no dormir: Cuento de navidad (2005), feito para a televisão espanhola, e o documentário OT: O Filme (2002).

Plaza já ganhou importantes prêmios, como: Barcelona Film Awards e o Brussels International Festival of Fantasy Film. Sua filmografia é composta por: Romasanta (2004), Puzzles (2001), Abuelitos (1999), Tarzán en el Café Lisboa (1997) e Tropismos (1995).

#606-Amigos, amigos, mulheres à parte

Dustin (Jason Biggs, de Nem por cima do meu cadáver) namora a bela Alexis (Kate Hudson, de Um amor de tesouro), mas os dois nunca fizeram sexo pela falta de experiência da garota. Depois que o relacionamento dos dois afunda de vez, ele decide pedir um favor para o amigo com quem divide um apartamento. Ele quer que Tank (Dane Cook, de Instinto secreto, A farsa dos pingüins, Maldita sorte) saia com Alexis. Como assim?

 

O plano é fazer com que Trank proporcione para a ex-namorada uma noite terrível. Algo realmente traumatizante para que ela veja como Dustin era um bom namorado e volte de vez para os braços dele. A tarefa é mais do que estranha, mas Trank é praticamente um especialista no assunto e já fez a mesma coisa outras vezes para ajudar amigos a recuperarem as namoradas. Só que, dessa vez, ele não esperava que Alexis fosse tão bonita e irresistível.

Um triângulo amoroso é mais uma vez o tema de uma comédia romântica. Só que Amigos, amigos, mulheres à parte possui menos romantismo e mais cenas de humor do que se pode imaginar. As piadas são sujas, muitas vezes pesadas e sempre voltadas para o lado sexual. O roteiro não surpreende e segue os mesmos clichês que se pode esperar de um filme com essa sin sinopse. É mediano, algumas piadas funcionam, outras não.


Alexis e Trank (fotos assim aumentam o número de visitas) Mesmo assim algumas situações são ótimas, como os 10 passos para se destruir uma festa de casamento. O trecho mostra situações constrangedoras e inesperadas em uma festa que geralmente é planejada para ser perfeita. Integrando o elenco também estão Lizzy Caplan (Cloverfield, monstro) e Alec Baldwin (Tudo acontece em Elizabethtown). Típico filme dispensável.

My Best Friend’s Girl (EUA, 2008) Dirigido por: Com: Dane Cook, Kate Hudson, Alec Baldwin, Jason Biggs, Diora Baird, Lizzy Caplan, Riki Lindhome…
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Entrevista

VEM AÍ CAPITU
Capitu é uma série brasileira em 5 capítulos que será exibida na rede Globo a partir da próxima terça-feira, dia 3 de dezembro. 2008 marca o centenário da morte de Machado de Assis, considerado o maior escritor da literatura brasileira. Em homenagem ao autor, a série é baseada no livro Dom Casmurro, publicado originalmente em 1899.

Na série Capitu estão presentes os requintes de uma superprodução, com uma história marcante contada com linguagem inovadora e um elenco que reúne nomes conhecidos dopúblico e diversos atores que estréiam na televisão. Michel Melamed, poeta, escritor e premiado ator no circuito teatral do Rio de Janeiro, interpreta Bento Santiago e Dom Casmurro. A primeira fase do personagem, Bentinho, é vivida por César Cardadeiro. A personagem-título, Capitu, também é interpretada por duas atrizes: Maria Fernanda Cândido, na fase adulta e Letícia Persiles, na fase jovem. Outro lançamento da série é o ator Pierre Baitelli que interpreta Escobar.
Michel Melamed e Maria Fernanda Cândido

O Daiblog entrevistou o ator César Cardadeiro. Em um bate-papo humorado, o artista (que ficou conhecido por interpretar o primeiro Pedrinho da refilmagem de Sítio do picapau amarelo) contou sobre a produção e outros assuntos pessoais. Confira!

Michel Toronaga: Oi César, tudo bom? Primeiro eu gostaria de saber como surgiu o convite para interpretar o Bentinho. Você passou por testes para conseguir o papel ou foi alguma indicação?

César Cardadeiro: Teste, foram dois na verdade.
Michel Toronaga: O Bentinho é um personagem clássico da literatura nacional. Antes de fazer este trabalho você já tinha lido o livro Dom Casmurro?

César Cardadeiro: Sim. Li algumas vezes…

Michel Toronaga: E você acha que a leitura te ajudou nos seus testes para o papel?

César Cardadeiro: De certo modo sim. Construi algum sentimento dentro de mim para fazer os testes, lógico que não se comparam ao resultado final (o Bentinho em si), mas ajudou sim. O testo que recebi para fazer o teste era bem legal também.

César Cardadeiro como Bentinho

Michel Toronaga: Fale um pouco da sua preparação para este trabalho e dos ensaios. Como você fez para encarnar o personagem? Teve algum acompanhamento ou coisa do tipo?

César Cardadeiro: Tivemos dois meses de ensaio. Isso tudo para nos ajudar a entrar dentro de nosso Eu e encontrar os sentimentos cabíveis aos personagens. Foi um processo muito intenso. Na verdade tudo isso: as gravações, o personagem etc. É complicado falar desse trabalho ainda, é muito recente, muito forte e… natural. A única coisa que fiz foi sentir.

Michel Toronaga: Você interpreta o Bentinho na primeira etapa da minissérie, não é? E o papel de Capitu ficou com Letícia Perfiles. Você conhecia a banda dela antes de atuarem juntos?

César Cardadeiro: Aaaah! Isso é interessante. Nós havíamos nos conhecido há muito tempo atrás, na época que eu ainda fazia Malhação. Nos encotramos de forma totalmente non sense… Eu estava sentado num banco e ela estava ao meu lado. Começamos a conversar, ela me falou que tinha uma banda e me entregou um cd demo, muito bonitinho, da banda dela. Depois só nos reecontramos no início dos ensaios. Eu gostei muito do que ouvi no cd…

César Cardadeiro e Letícia Persiles em CAPITU

Michel Toronaga: Onde aconteceram as gravações? Foram no Projac?

César Cardadeiro: Não, foram na Lapa. Num prédio da prefeitura, abandonado e maravilhoso… o antigo Automóvel Club.
Michel Toronaga: O texto original foi preservado? Ou vc sentiu que os diálogos foram adaptados para o público jovem. Por exemplo: Bentinho falou algum “carái véi”?

César Cardadeiro: Lógico que falou! (piada) (…) Olha, o texto tinha trechos do livro e seguiam as mesmas palavras, mesmas virgulas e tal. Até onde sei nosso trabalho foi bem fiel ao livro. Agora edição é tudo, só vamos saber se vai ser o livro em movimento depois.

Michel Toronaga: Agora sobre a carreira. Planos para 2009?

César Cardadeiro: Muito suco de uva. Amendoins… adoro amendoim! Também pretendo viajar para o nordeste fazendo um projeto. Bem, eu trabalho com outras coisas também e estou formulando um projeto de forografia a ser realizado aqui no Rio e Sampa. A história do nordeste também é verdade, mas não precisa ser necessariamente ano que vem. Também quero fazer outras coisas, novela, filme… o que pintar.


Cena de Capitu

Michel Toronaga: Você pode citar alguns filmes que você gosta?

César Cardadeiro: Laranja mecânica. Gosto de tanta coisa… Eu gosto dos filmes O albergue (O albergue e O albergue 2).


Michel Toronaga: E gênero?


César Cardadeiro: Drama. Sempre gostei de drama. Minha mãe gosta de drama, por isso fui obrigado a gostar de drama. Eu ia na locadora e ela escolhia um drama.


Muitas pessoas se perguntam qual é o nome de uma das músicas que toca na microssérie Capitu. A canção que toca quando Capitu risca o chão de giz é Elephant gun, da banda Beirut. A música faz parte do CD Elephant gun. Clique aqui para pesquisar mais sobre este disco.

#605-Os estranhos

Depois de uma festinha, um casal vai se hospedar em uma casa isolada. É onde James Hoyt (Scott Speedman) viveu durante a infância. O lugar foi decorado de forma romântica especialmente para a bela Kristen McKay (Liv Tyler, de Casamento em dose dupla e O incrível Hulk), mas a noite fica assustadora quando os dois percebem que algumas pessoas querem entrar na casa. E o que é pior: elas não estão com boas intenções.

O longa-metragem começa com uma mensagem que informa que a história foi baseada em um acontecimento real, uma informação que provavelmente pode colocar medo nas pessoas mais paranóicas. Os estranhos lembra muito um filme francês chamado Eles, dirigido pela dupla David Moreau e Xavier Palud (O olho do mal). Lembra porque os dois mostram um casal que está em uma casa distante de tudo e começa a correr perigo.

Os estranhos
Casal passa por momentos assustadores

Mas a diferenças param por aí porque Eles é superior. Os estranhos posui um bom clima de suspense. A cena que aparece o primeiro dos mascarados foi muito bem construída e alguns momentos também garantem sustos. O grande problema é o casal. Não a interpretação dos atores, mas como os personagens são, ou seja, mais burros que uma porta. É compreensível que o medo faz com que as pessoas tomem atitudes erradas, mas tudo tem um limite.

Os estranhos
Três estranhos

Qual homem que quer proteger a mulher deixa a indefesa em uma casa com desconhecidos armados e sai para tentar fazer uma ligação? Essa e outras situações deixam o filme fraco e difícil de se acreditar, mesmo ele tendo sido vendido como inspirado em algo que aconteceu mesmo. Se caprichasse mais na história o resultado poderia ter sido bem superior. Os bons momentos da primeira parte se perdem com uma conclusão vazia e sem graça. Na dúvida, assista a Eles, que possui uma idéia parecida, mas melhor executada.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog

The strangers (EUA, 2008) Dirigido por: Bryan Bertino Com: Liv Tyler, Scott Speedman, Gemma Ward, Kip Weeks, Laura Margolis, Glenn Howerton, Peter Clayton-Luce…

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Veja aqui o trailer do filme Os estranhos legendado em português:

DaiblogDaiblog VOCÊ ESTÁ LIVRE HOJE?

Uma pergunta simples… mas a maneira como um homem a responde pode mudar sua vida para sempre. Esse homem é Jonathan McQuarry (Ewan McGregor, de A passagem, A ilha, Pecados ardentes), um auditor corporativo anônimo à deriva em meio à elite do poder de Nova York. Definir Jonathan como “workaholic” seria um eufemismo. Porém, um encontro casual com Wyatt Bose (Hugh Jackman, de O grande truque, Match Point – Ponto final, X-men: o confronto final), um carismático advogado corporativo, introduz Jonathan a uma Nova York que só existe para os privilegiados – um decadente playground da nata executiva de Manhattan. Photobucket
Hugh “Wolverine” JackmanNo mundo de Wyatt, homens vestem ternos de quatro mil dólares e afrouxam a gravata em boates esfumaçadas ao lado de mulheres maravilhosas. Todas disponíveis. Mas e os corretores que trabalham dezoito horas por dia e não têm tem tempo para uma vida social? Para eles existe “a lista”: um clube do sexo, por assim dizer, onde o telefone certo e quatro palavrinhas – “você está livre hoje?” – podem levá-lo a uma noite de completa satisfação sexual. Photobucket
Michelle Williams em papel misteriosoConforme explica a primeira conquista de Jonathan, trata-se de um mundo de “sexo por sexo, sem nomes”, através do qual ele descobre um lado seu que até então não conhecia. Mas um caso com uma estonteante e misteriosa desconhecida que atende por “S” (Michelle Williams, de O segredo de Brokeback mountain, Heróis imaginários) irá introduzi-lo a um outro mundo que ele jamais imaginou – um mundo de traição e assassinato. Dirigido por Marcel Langenegger, A LISTA – VOCÊ ESTÁ LIVRE HOJE? é um suspense psicológico sedutor sobre a estranha e erótica jornada de autodescoberta de um homem. O filme estréia em breve nos cinemas brasileiros. Fique de olho!

#604-Max Payne

Depois de Terror em Silent Hill, Hitman – Assassino 47, Resident evil – O hóspede maldito, mais uma adaptação dos videogames ganha as telonas. Max Payne é baseado no jogo homônimo de tiro lançado para Sony Playstation. O longa-metragem traz o ator Mark Whalberg (Os infiltrados, Fim dos tempos) no papel-título. Max é um policial desiludido com a vida e com a profissão, depois que tem sua família assassinada. Seu amigo e parceiro Donal Logue (Alex Balder) não conseguiu encontrar o criminoso, o que fez com que o protagonista se tornasse uma pessoa amargurada na eterna procura pelo responsável que tirou a vida de sua esposa e filho.

Durante as investigações, Max conhece a sedutora e promíscua Natasha, interpretada pela emergente Olga Kurylenko (Hitman e 007 Quantum of solace. E o encontro o leva até o submundo das festinhas particulares regadas por uma droga azul capaz de produzir dependência e alucinações nos usuários. À medida que se aproxima do verdadeiro culpado, Max entra em uma perigosa espiral de crimes. Os efeitos alucinógenos – na forma de estranhas criaturas aladas – se misturam com a realidade e com a determinação obsessiva em se fazer justiça. E ele vai contar com a ajuda de Mona Sax (Mila Kunis) para realizar sua vingança.

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Max Payne e Mona Saxofone

Um dos pontos positivos no longa-metragem é a boa ambientação que acompanha a jornada de Max Payne. As tomadas noturnas, sombrias e frias contrastam com as doces lembranças do protagonista, à luz solar do cair do aproximar do crepúsculo. Agora, se por um lado o visual do filme chama a atenção pelo cuidado estético, a história deixa a desejar.

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Uma pessoa maléfica

Embora tente tornar complexa e misteriosa a conspiração que cerca a relação das drogas com os crimes, chega a ser inocente a forma como o diretor John Moore entrega as reviravoltas. O roteiro insiste na repetição, mostrando diversas vezes o símbolo das asas e fazendo associações entre os culpados antes da hora. Tudo isso resulta na frustração de se descobrir (ou desconfiar) qual é o final ainda na metade da projeção.

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Criaturas com asas: alucinações?

Mark Whalberg encarna bem o protagonista, com uma expressão sempre carrancuda e total desprezo em relação à vida – aquele herói que não tem nada a perder. No elenco, também estão Beau Bridges (A menina e o porquinho), Amaury Nolasco (Transformers), Ludacris (O grande Dave) e Chris O’Donnell (o Robin, de Batman eternamente).
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog

Max Payne (EUA / Canadá, 2008) Dirigido por: John Moore Com: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Beau Bridges, Ludacris, Chris O’Donnell, Donal Logue, Amaury Nolasco, Olga Kurylenko, Kate Burton…

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Veja aqui o trailer do filme Max Payne legendado em português:

Daiblog

Aqui vai uma dica para quem mora em Brasília. A academia Lúcia Toller apresentará hoje, amanhã e domingo (07 de dezembro), na sala Villa-Lobos do Teatro Nacional um espetáculo de dança sobre um dos contos natalinos mais conhecidos de todos os tempos, o Quebra Nozes. Junto com ele, virá a estória de Tistu, em O Menino do Dedo Verde.

A primeira parte Quebra Nozes e o rei dos Camundongos, retrata uma festa de Natal onde Clara ganha um quebra-nozes de presente. O boneco adquire vida e se transforma em um lindo príncipe. Após uma batalha vitoriosa contra os ratos para libertar um exército de soldados de pau, o príncipe leva Clara para o reino dos doces. A segunda parte, O Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon, conta a estória de Tistu, um menino muito especial, capaz de transformar paisagens tristes em belos arbustos.

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Todas as fotos usadas neste texto são do fotógrafo Cristiano Sérgio

O Menino do Dedo Verde é uma aula de cidadania,convívio social, ética e poesia. O espetáculo terá início às 20h e os ingressos custam R$ 50 a inteira e R$25 a meia entrada. Classificação indicativa livre.

Daiblog Programe-se:
Espetáculo Quebra Nozes e O Menino do Dedo Verde da academia Lúcia Toller.
Dias 03, 04 e 07 na sala Villa-Lobos do Teatro Nacional às 20h.
Classificação Indicativa: Livre.
Ingressos: R$ 50 a inteira e R$ 25 a meia entrada.
Informações: 3325 6218.

#603-Prazeres mortais

Quem assistiu Os selvagens ou Mutilados sabe que a Inglaterra volta e meia lança filmes de terror acima da média. O primeiro mostra um grupo de delinqüentes juvenis viajam até uma pequena ilha onde são mortos um a um por um misterioso caçador – violência garantida. Já o segundo é uma co-produção com a Alemanha repleta de humor negro. O roteiro malvado oscila entre a comédia e horror, gerando um longa-metragem divertidíssimo.

O fruto mais recente dessa boa safra chega nas locadoras em dezembro deste ano pela Califórnia Filmes. Trata-se de Prazeres mortais. Está certo, o título nacional pode lembrar um daqueles filmes exibidos nas madrugadas de sábado para domingo, mas é apropriado porque a trama realmente é picante e boa parte do elenco aparece sem roupa.

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“Kkkkkkk!”
A obra foi lançada originalmente como Donkey punch. De acordo com uma página garimpada na internet, “Donkey punch” ou coice de mula é uma prática sexual violenta onde o homem dá um soco na nuca da(o) parceira(o), que está de quatro, para que haja uma contração dos músculos da vagina ou do ânus e conseqüente aumento do prazer de quem penetra. É chamada assim porque o pulo que a(o) parceira(o) acertada(o) dá é comparado com o coicear de uma mula. E a história gera em torno disso mesmo.

Tudo começa quando um grupo de três amigas decide passear na Espanha. Elas são jovens, bonitas e querem aproveitar a vida ao máximo. A fotografia ensolarada consegue transmitir bem o calor da estação e a juventude do trio. Elas encontram alguns rapazes em uma boate e logo todos estão dançando e bebendo juntos. Quando um deles convida a turma para dar um passeio de barco, as três acabam aceitando, embora Kim (Jaime Winstone) seja a mais desanimada (ou sensata) da turma.

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Titanic: teen version
A bordo de um belo iate, todos dançam, usam drogas e se divertem. Alucinadas, algumas garotas são levadas para dentro de um dos quartos, onde uma orgia promete esquentar ainda mais o programa. Mas é aí que as coisas dão errado, quando acontece o tal donkey punch. A história de Prazeres mortais é mais uma daquelas que mostram jovens que perdem o controle e se envolvem em confusões. No caso é uma festinha que foi longe demais. O ambiente onde a ação se desenvolve ajuda na construção da tensão, pois em alto mar não tem para onde correr.

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Depois da farra as coisas se complicam
Apesar de não ser exatamente um terror e sim um thriller com muito suspense, a película pode agradar quem gosta do gênero. Quando a situação foge do controle, todo o clima de curtição desaparece e deixa lugar para um sentimento de medo e desconfiança. As imagens amarelas e confortáveis ficam escuras e frias, parecendo um outro filme. É quando cai a ficha das personagens e elas param para perceber que estão na companhia de desconhecidos. Filme provocante e imperdível para se ver agora nas férias. No elenco está Julian Morris (de Crywolf, o jogo da mentira).
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Donkey Punch (Reino Unido, 2008) Dirigido por Oliver Blackburn. Com Robert Boulter, Sian Breckin, Tom Burke, Nichola Burley, Julian Morris, Jay Taylor, Jaime Winstone…

Veja aqui o trailer do filme Prazeres mortais:

#602-Curtas (23)

O Vitória Cine e Video está acontecendo, mas mesmo quem não mora no Espírito Santo pode conferir alguns dos curtas em exibição. Durante o 15º Vitória Cine e Video, o Porta Curtas promove um Prêmio em que você é o jurado: novos filmes para você curtir e votar! O mais votado será contratado para exibição permanente no site. O resultado sai em 01 de dezembro – fique ligado!

Estão disponíveis sete curtas, sendo que alguns já foram comentados aqui no Daiblog, como é o caso de Um ridículo em Amsterdã, Engano e Terra. Portanto aqui você lerá sobre os seguintes curtas: Os filmes que não fiz, Até quando?, Bicho e Voltage. Para assistir os curtas clique na imagem correspondente. Atenção: todos os filmes estarão disponíveis até o dia do resultado.

Os Filmes que Não Fiz

Os filmes que eu não fiz

Divertido curta que é uma espécie de entrevista sobre Gilberto Scarpa, um cineasta que não fez nenhum filme. Entre depoimentos e frustrações, o diretor fala de alguns dos projetos que ele tem em mente e que nunca foram filmados. O filme é bem humorado e mostra o perfil de um diretor cheio de planos.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Os Filmes que Não Fiz – Ficção, Vitória Cine De Gilberto Scarpa 2008 16 min Com Cynthia Falabella, Nivaldo Pedrosa, Maurício Tizumba, Inês Peixoto, Ana Luísa Alves, Renato Parara, Adriano Falabella, Douglas Lee, Geraldo Carrato, João Flores, Léo Quintão Luiz, Fernando Filizzol, Nadia Maria, Raquel Medeiros, Rogério Fallabela Teuda Bara

Até Quando?

Até quando?

Família acompanha o drama do filho que aguarda a lista de doadores para receber um rim. Enquanto a mãe tem esperanças, o pai é capaz de qualquer coisa para garantir a saúde e a felicidade do filho. O curta dramático com uma história meio de novela, mas ainda assim interessante.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog

Até Quando? – Ficção, Vitória Cine De Gustavo Moraes 2008 18 min Com Fernando Alves Pinto, Charles Fricks, Janine Côrrea, Gabriel Giorisatto de Ângelo, Lucas Martins Induzzi

Bicho

Bicho

Garoto gosta de criar bichos, mas sua mãe não aceita que ele cuide de nenhum animal de estimação. Fábula infantil com um tom sombrio e boas atuações, tanto para o protagonista quanto a mãe, interpretada por Magali Biff, em um papel que lembra um pouco a megera da novela Chiquititas. Produção caprichada e direção de arte incrível. Vale a pena!
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Bicho – Ficção, Vitória Cine De Vitor Brandt 2008 14 min Com Carlos: Matheus Fagundes e Magali Biff

Voltage

Voltage

Robôs se plugam e conectam produzindo estática e sons eletrônicos. Uma animação nacional que não deve nada à produções estrangeiras. Bem colorido, animado e bonito de se ver.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Voltage – Animação, Vitória Cine De William Paiva, Filippe Lyra 2008 4 min

DaiblogMaria Clara e Leandro Hassum dublam Bolt, Supercão, nova animação da Disney

Maria Clara Gueiros (de Sexo com amor?) e Leandro Hassun (Se eu fosse você) participam da dublagem do longa de animação Bolt Supercão, que a Walt Disney Studios Motion Pictures lança no Brasil no dia 2 de janeiro – tanto em 3-D quanto em animação tradicional. Trata-se da história de um pastor alemão que passou a vida inteira nos sets de um programa de TV, onde interpreta um cão super-herói. Bolt acaba convencido de que tem mesmo super-poderes, mas, ao sair acidentalmente do programa e cair nas ruas de Nova York, percebe que suas habilidades sobrenaturais não ultrapassam os limites dos estúdios. Photobucket
Os atores Maria Clara e Leandro HassumO protagonista inicia então a sua verdadeira aventura com a ajuda de novos amigos, Mittens (voz de Maria Clara Gueiros), uma gata malandra e astuta, e Rhino (Leandro Hassum), um hamster espirituoso e exagerado. Fã dos personagens Disney, Maria Clara aceitou imediatamente o convite para emprestar a voz a Mittens, com quem se identifica, por ser “firme, decidida e amiga”. Para Leandro, o trabalho foi uma diversão – além de deixar a sua filha orgulhosa. Em comum com Rhino, ele diz dar muito “valor às amizades e apoio aos amigos” *

Já saiu o resultado da promoção Romance! E o que é melhor, o Daiblog está agora com novas promoções! Se quiser saber quais são basta acessar a parte das promoções, no menu ali no alto.

#601-Terra vermelha

O 5º Amazonas Film Festival trouxe diversas celebridades nacionais e internacionais em uma rica programação cinematográfica bem no coração da Amazônia. Foram exibidos mais de duzentos curtas e longa-metragens em Manaus. A partir de hoje você lerá aqui no Daiblog textos sobre alguns dos filmes que participaram da mostra competitiva. Como nem todos os filmes do FIC (Festival Internacional de Cinema de Brasília) foram comentados, as próximas atualizações do Daiblog serão dedicadas aos filmes dos dois eventos, além de estréias do cinema e de DVD’s.

Terra vermelha é uma co-produção Brasil / Itália que conta uma história fictícia que se parece muito com a realidade nacional. A trama foca uma família indígena da tribo Guarani-Kaiowá que mora em uma pequena reserva em algum lugar do Mato Grosso do Sul. Com um espaço reduzido em relação à porção de terras que eles possuiam anteriormente, os membros da comunidade tentam sobreviver nas péssimas condições de vida, sem lugar para caçar e sem dinheiro para comprar alimentos.

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Um dos índios que vive da caça

Depois do suicídio de algumas índias, uma família decide abandonar a reserva e procurar um novo local para acampar e viver. Os índios passam a morar próximos de uma fazenda que pertence a um rico homem (interpretado por Leonardo Medeiros, de Não por acaso, Nossa vida não cabe num opala, 5 frações de uma quase história). Apesar das barracas serem montadas fora da propriedade privada, próximos da fronteira com a estrada, eles invadem a fazenda para buscar água e caçar. E é o tipo de comportameto que logo gera uma situação delicada entre o fazendeiro e a população indígena.

De um lado está Osvaldo, jovem índio que em breve se tornará o xamã da tribo. Ele tem a capacidade de sonhar com o futuro e sentir a presença do espírito maligno da floresta (que, segundo a crença, é o responsável pelos suicídios). Do outro está a filha do fazendeiro, uma garota desocupada que leva uma vida completamente distinta. O encontro dos dois acontece enquanto os índios não querem voltar para a reserva e novas famílias se juntam ao acampamento improvisado.

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Conflito pela posse da terra

A cena inicial de Terra vermelha é excelente. Mostra turistas estrangeiros fotografando pássaros e índios nativos sendo que, logo após, é mostrada a verdade em relação ao espetáculo turístico. O longa-metragem é bem dirigido por Marco Becchi e conta com um elenco de atores italianos e brasileiros. No time brazuca está Matheus Nacthergaele (Cidade baixa, Amarelo manga), que interpreta um micro-empresário que possui um pequeno mercado.

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Luxo e requinte ao lado do acampamento improvisado

Muitos podem considerar a temática não muito interessante, mas a forma como a história é tratada faz com que o filme seja envolvente. Sem falar que é uma mensagem importante que merece ser comentada. É difícil não criar uma associação entre a causa dos índios e a do movimento dos sem-terra. É algo que faz muito mais sentido no Brasil do que na Itália. Afinal aqui as terras estão concentradas em um número pequeno de pessoas enquanto a maior parte luta para encontrar um local para plantar e viver, já que, infelizmente, a reforma agrária parece ser uma lenda.
Cotação do Daiblog:
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BirdWatchers – La terra degli uomini rossi (Brasil / Itália, 2008) Dirigido por Marco Bechis. Com Leonardo Medeiros, Alicélia Batista Cabreira, Nelson Concianza, Abrísio da Silva Pedro, Claudio Santamaria, Poli Fernandez Souza, Luiz Mário Vicente…

Veja aqui o trailer do filme Terra vermelha:

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Saiu o resultado do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A última noite da mostra competitiva 35mm passou Tudo isso me parece um sonho, documentário que levou prêmios e não terá texto algum aqui no Daiblog. Basta dizer que o filme é um equívoco que se estica por duas horas e meia de duração.

Confira aqui os longas vencedores:

DaiblogMelhor Filme
FilmeFobia, de Kiko Goifman

DaiblogPrêmio especial do Júri
À Margem do Lixo“, de Evaldo Mocarzel

DaiblogPrêmio Júri Popular
À Margem do Lixo“, de Evaldo Mocarzel

DaiblogMelhor Direção
Geraldo Sarno, por “Tudo Isso Me Parece um Sonho

DaiblogMelhor Ator
Jean-Claude Bernardet, por “FilmeFobia

DaiblogMelhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante
Elenco feminino de “Siri-Ará

DaiblogMelhor Ator Coadjuvante
Everaldo Pontes, por “Siri-Ará

DaiblogMelhor Roteiro
Geraldo Sarno E Werner Salles, por “Tudo Isso Me Parece um Sonho

Daiblog Melhor Fotografia
Gustavo Hadba e André Lavenère, por “À Margem do Lixo

DaiblogMelhor Direção de Arte
Cris Bierrenbach, por “FilmeFobia

DaiblogMelhor Trilha Sonora
O Milagre de Santa Luzia

DaiblogMelhor Som
Fernando Calvalcante, por “Nande Guarani

DaiblogMelhor Montagem
Vânia Debs, por “FilmeFobia

#600-À margem do lixo

O penúltimo longa-metragem da Mostra Competitiva 35mm do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro também foi um documentário. É a terceira parte de uma tetralogia iniciada com À margem da imagem, que recebeu 19 prêmios em festivais no Brasil e no exterior, e À margem do concreto, que recebeu o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival de Brasília.

O filme mostra o dia-a-dia daqueles que sobrevivem da coleta de materiais recicláveis na cidade de São Paulo. Mas ao invés de ser um filme que mostra os trabalhadores como pobres vítimas do desemprego ou pessoas que são infelizes com o que fazem, o longa-metragem revela um lado consciente e até mesmo empreendedor dessas pessoas.

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Um dos muitos catadores do Brasil

O grande mérito de À margem do lixo é contar com personagens ótimos. São pessoas que trabalham com a reciclagem e entendem bem a importância do papel que desempenham na sociedade. Sabem que é fundamental a coleta seletiva e separação de materiais e como, no final, o lixo se torna algo muito lucrativo.

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“O barato é muito louco”

Ao subir no palco o diretor Evaldo Mocarzel revelou dados que nem todas as pessoas sabem, como o fato do Brasil reciclar quase 100% do alumínio consumido. Entre as cenas com depoimentos dos entrevistados, a película mostra trechos do processo de reciclagem de papéis, plásticos, vidros e alumínio.

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O filme foi rodado em São Paulo

Se a mensagem é interessante, por outro lado a forma do documentário não é das melhores. O filme se torna um pouco cansativo e, as vezes, até mesmo repetitivo. Porém mesmo assim o produto final se salva pelo carisma dos personagens, verdadeiros heróis do Brasil!
Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐

À margem do lixo (Brasil, 2008) Dirigido por: Evaldo Mocarzel

A minha maneira de estar sozinho

Outro curta de Brasília que mostra a história de Sueco, um cara tímido, quieto e com dificuldades para se relacionar (especialmente com as garotas). De todas que ele conhece, apenas Melissa parece entender o jeito introspectivo do protagonista.

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Smack! Smack! I’m burning!

Dirigido por Gustavo Falcão (A vida do lado), o curta possui um clima quase onírico que é explicado na revelação final. Recebeu aplausos e vaias no festival. Eu gostei!
Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐

Na madrugada

Baseado em um conto, o curta-metragem mostra uma mulher e os fantasmas do seu passado. Em um clima misterioso e noturno, o filme avança com umas revelações e uma fotografia bem íntima e delicada. O filme é bem subjetivo e agradou a maioria.

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Cotação do Daiblog: ⭐⭐

Na madrugada (Brasil, 2008) Dirigido por: Duda Gorter Com: Ana Lúcia Torre e Denise Weinberg

#599-Ñande guarani

Mais documentários na quarta noite do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O longa-metragem Ñande Guarani (Nós Guarani), único brasiliense em competição, fala de uma questão importante que merece ter destaque não apenas no cinema, mas principalmente na política: a delicada situação dos índios.

Todo mundo sabe que eles que são os verdadeiros donos da terra e foram expulsos pelos colonizadores brancos. Não é novidade que tiveram seu espaço reduzido e vivem hoje em reservas. Agora ouvir o que os índios têm a dizer é uma coisa bem diferente. O filme aborda os Guarani, uma verdadeira nação que se espalha principalmente no Brasil, no Paraguai e na Argentina (apesar de ter alguns na Bolívia e em outros países).
Uma jovem guarani com futuro incertoForam percorridos cerca de oito mil quilômetros para a realização do documentário. Começou em São Paulo, onde visitou duas aldeias e partiu para Santa Catarina, Paraná, Paraguai, Argentina,
Mato Grosso do Sul. E o mais interessante (e triste) é que em todos os lugares o povo guarani passa pelas mesmas dificuldades.
Direitos desrespeitados A falta de terra para plantar e a despreocupação dos governos locais em relação à saúde e educação dos índios acontece no Brasil e nos outros países. Diferente dos cara-pálida, os guarani possuem um estilo de vida bem diferente. Pensam de uma outra forma e não visam lucros ou enriquecimento pessoal. Mas eles infelizmente estão perdendo boa parte de suas origens por causa de construções e invasões.
Ñande Guarani (nós guarani, na língua deles) é um bom documentário, que tem a trilha sonora formada por canções típicas das tribos. Serve como um alerta para a causa indígena e faz pensar. O ideal é que as pessoas responsável pela burocracia e papelada assistissem e se comovecem com a triste situação que se encontram os verdadeiros donos do Brasil.

Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐
Ñande Guarani (Nós Guarani) (Brasil, 2008) Dirigido por: André Luís da Cunha Com: Evandro Tupã Miri, Cacique Wera Yukumbo, Pajé Wera Miri, Cacique Simão Retavilalva, Pajé Tupã Nhangaçu, Leornardo Wera Tupã, Karaí Tataende (Paraguai), Cacique Karai Tataende (Brasil, Jera Poty e os especialistas, Maria Inês Ladeira, Ana Gorosito (Argentina), Pe. Bartomeu Melià (Paraguai), Marilin Hensfield (Paraguai), Dr. Manuel Moreira (Argentina) e Antônio Brand. *

Ana Beatriz

O curta-metragem Ana Beatriz foi baseado em um conto homônimo de Juliano Cazarré (“O magnata”, “A concepção“, “A festa da menina morta“). O autor/ator narra a rotina detalhada de Paulo Roberto, um homem que precisa conhecer Ana Beatriz.

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O filme é bonitinho, bem fotogrado e a produção toda está de parabéns. Mas o final é tão água-com-açúcar que quem assiste se pergunta onde está o conflito ou alguma coisa para apimentar a história. Em uma palavra: bonitinho.

Cotação do Daiblog: ⭐⭐
Ana Beatriz (Brasil, 2008) Dirigido por: Clarissa Cardoso Com: Juliano Cazarré, Peti Portela e Sérgio Lacerda

Minami em close-up

O segundo documentário da noite tem direção do paulista Thiago Mendonça e aborda o cinema da Boca do Lixo, a partir das matérias e artigos da revista Cinema em Close-up, uma publicação especializada que surgiu nos anos 70 e que falava justamente das produções da Boca do Lixo, uma região de São Paulo de onde sairam diversos filmes dos mais diferenciados gêneros.

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O editor Minami Keizi é um dos entrevistados
É um filme bem-humorado, que garante risadas melancólicas e deixa um gostinho de saudade. É realmente uma pena que a produção cinematográfica brasileira sofreu com a chegada de tantos filmes estrangeiros. O documentário passa tão depressa que dá vontade de assistir mais um pouco. Bem interessante.

Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐
Minami em close-up – A boca em revista (Brasil, 2008) Dirigido por: Thiago Mendoça

O espaço do Daiblog de olho de hoje não terá nada do Festival de Brasília e sim um recado para quem participou da promoção REC do Daiblog! O resultado já está disponível na parte das promoções! Visite e confira se você foi um dos vencedores.

E a promoção Romance continua em andamento. Ainda dá tempo de participar!

#598-Siri-Ará

Chegamos na metade da Mostra Competitiva 35 mm do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro! A terceira noite foi uma agradável surpresa por mostrar três produções acima da média. Enquanto o segundo dia foi o mais fraco, o terceiro recuperou o ânimo da platéia brasiliense com uma boa seleção de produções que concorrem aos Candangos deste ano.

O longa-metragem foi Siri-Ará, do cineasta e filósofo Rosemberg Cariry (pai de Petrus Cariry, do ótimo drama O grão). Sem sombra de dúvidas é um filme difícil de ser assistido, complexo e cheio de metáforas e alegorias que procuram explicar a fundação do estado do Ceará. Apesar da trama se iniciar com uma imagem contemporânea de Fortaleza, o filme se passa em um mundo imaginário. Toda a ação se passa durante a jornada do protagonista Cioran, com representações de grupos de folguedos dramáticos populares da região.

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Cioran acompanhado da guia Coraci

Sinopse oficial: Cioran é um mestiço brasileiro que, depois do exílio na França, resolve voltar ao sertão, em busca da sua origem e da história do seu povo. Por guia, ele toma a figura misteriosa de uma velha índia. O destino de Cioran, que vive um novo exílio na nação real/imaginada, cruza com os guerreiros do reisado e os índios da banda de pífanos, grupos de folguedos dramáticos populares que vagam pelo sertão.

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Reisado

Os conflitos entre o Reisado e a banda de pífanos nos remetem à tragédia fundadora do Ceará; quando Dom Pero Coelho, no ano de 1603, em busca do Eldorado, encontra a guerra, a peste, a fome e a loucura. O filme é uma reflexão sobre os encontros e desencontros dos “mundos” que marcam a invenção da nação brasileira. O texto acima descrito aparece no início do filme e é um resumo da história.

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A banda de pífanos

Acompanhamos a torturante jornada de Cioran enquanto é representado o conflito entre a banda de pífanos e os guerreiros do Reisado, que são derrotados pela terrível grande seca que cai sobre o nordeste. Unindo folclore e outros elementos como danças contemporâneas, Cariry fez uma obra que é rica visual e historicamente. A maior dificuldade é conseguir captar tantas mensagens, compreender os simbolismos e entender as lendas e histórias do Ceará. E isso não impediu que maior parte do público ficasse e aplaudisse no final da sessão.
Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐⭐

Siri-Ará (Brasil, 2008) Dirigido por: Rosemberg Cariry Com: Adilson Maghá, Everaldo Pontes, Erotilde Honório, Juliana Carvalho e Richele Viana…

*

Brasília (Título provisório)

Engraçado do começo ao fim, o filme é uma loucura criativa que mostra um cineasta cheio de planos. Ele escreve um roteiro que se passa em 2008, mas com uma diferença. A capital do Brasil é o Rio de Janeiro porque a construção de Brasília foi abandonada pela metade. A cidade (ou que ela seria) se tornou um sítio arqueológico e um um arqueólogo, uma arquiteta e um documentarista decidem viajar até as ruínas para fazer uma filmagem.

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Metalinguagem cinematográficaA viagem é repleta de aventuras, que começam logo quando o avião cai no meio do cerrado. Com referências aos clichês do gênero, como o seriado LOST, o curta-metragem ganha pontos por ser dinâmico e possuir um ritmo ótimo. O roteiro é realmente maluco, mistura profecias, civilizações perdidas e toda a criatividade de um cineasta cheio de idéias. Destaque para a seqüência em animação. Divertidíssimo!
Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐⭐

Brasília (Título provisório) (Brasil, 2008) Dirigido por: J. Procópio Com: Eduardo Moraes, Similião Aurélio, Thiago Fragoso, Nara Faria, Chico Sant’Anna, Delvinei Santos, Sérgio Fidalgo, Allice Bombom e Nonato Dente de Ouro…

*

A arquitetura do corpo

Os documentários ganharam espaço não apenas na competição dos longas em 35mm. A arquitetura do corpo é um documentário bem realizado que mostra a vida de bailarinos. O filme acompanha as rotinas de treinamento e diversos momentos desses artistas que encantam platéias nas apresentações.
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Balé: beleza e dor

Não é uma obra didática que explica os passos ou a função principal da dança. O diretor mostrou os sentimentos dos artistas: a dor de ficar muito tempo com os pés em posições desconfortáveis, a tensão de se passar por um exame ou a ambição em relação à carreira. Tudo com uma linda fotografia e trilha sonora idem. Elegante e pontual.

Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐⭐

A arquitetura do corpo (Brasil, 2008) Dirigido por: Marcos Pimentel Produção executiva: Luana Melgaço Roteiro: Marcos Pimentel e Ivan Morales Jr.Fotografia: Matheus Rocha Montagem: Ivan Morales Jr.Som, trilha sonora e música original: Ogrivo

O espaço do Daiblog de olho de hoje não terá fofocas ou quedas na escada, mas sim notas sobre o Festival de Brasília até o presente momento. E entre este pequeno texto algumas imagens de celebridades clicadas durante a noite.

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As atrizes Catarina Accioly e Adriana Lodi

Acessibilidade
A apresentação dos filmes de hoje contaram com a participação de um intérprete que traduziu todo o texto lido para libras. Isso faz parte da proposta de democratizar o cinema e facilitar a entrada de deficientes auditivos nos cinemas. Parabéns para a organização do evento!

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O roteirista Di Moretti

Vaias e aplausos
O diretor J. Procópio convidou dezenas de pessoas para subirem no palco do cinema para apresentar o curta-metragem Brasília (Título provisório). Grande parte, se não toda a equipe estava ali presente e foi apresentada uma a uma. O ritual, que ultrapassou os sete minutos, fez com que cinéfilos impacientes gritassem e vaiassem para o cineasta terminasse as apresentações e começasse logo a exibição. Ele, por sua vez, não se deixou abalar e deu os devidos créditos a todos. E quando o filme acabou, foi bastante aplaudido..
Acima, como é de costume, mais uma foto da Maria Flor, que está como jurada da Mostra competitiva 35mm deste ano. Programe-se: hoje, às 20h30 e com reprise às 23h30 será a terceira noite da mostra competitiva em 35mm, quando serão exibidos os curtas Ana Beatriz, de Clarissa Cardoso e Minami em Close-up, de Thiago Mendonça. O longa será Ñande Guarani (Nós Guarani), de André Luís da Cunha.

Só para lembrar: o Cine Brasília fica na 106/107 Sul. Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia), à venda na bilheteria do local. Telefone: 61 3244 1660. Visite o Daiblog para mais informações sobre a cobertura do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro!