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#597-FilmeFobia

A segunda noite da Mostra Competitiva 35 mm do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro trouxe o controverso Filmefobia. A polêmica em torno da produção começa a partir do formato. Uma dúvida pairava no ar se era um documentário ou uma obra de ficção. Mas o diretor afirmou na apresentação que não era um documentário. Só que é algo realmente muito difícil de ser definido, visto que trabalham no longa-metragem atores e cidadãos normais que nunca estudaram artes cênicas, como eu e você. Desconsidere isso se você for ator.

As pessoas que participam são voluntários que decidem enfrentar as próprias fabias. Gente com medo de palhaço, agulhas, anões, fogos de artifício etc. Para misturar ainda mais a realidade com a ficção, a equipe que trabalha no filme usa os próprios nomes reais. Não dá para saber quem está atuando e quem está sendo a própria pessoa. O roteiro é tão verdadeiro que muitas vezes não parece ser um texto. E ao saber dessa confusão criada com certeza o diretor Kiko Goifman (de Handerson e as horas) deve estar dando gargalhadas de puro prazer.

E por falar em prazer, um ponto que merece ser comentado é a forma como as fobias são apresentadas: de um modo especialmente perverso, com bem define uma das “cobaias”. A garota que tem medo de ralos não é apenas obrigada a tomar uma ducha em um banheiro repleto de ralos no chão. Ela ainda está com um dos braços amarrados, não diferente da maioria das pessoas que são submetidas às situações amedrontadoras.

Cordas, fita silver tape e outras coisas para garantir a imobilização e impedir que a pessoa consiga evitar o terror que está bem na sua frente. A diabólicas máquinas e estruturas foram criadas pela artista plástica Cris Bierrenbach (que também tirou todas as fotos que ilustram este texto). São equipamentos que fazem até o Jigsaw (de Jogos mortais) ficar com inveja. Auxiliados pelo assistente-carrasco Ravel Cabral, os voluntários agonizam para que o cineasta Jean-Claude (Jean-Claude Bernardet) possa criar seu documentário.

É impossível não associar os momentos que aparecem na telona como variações de alguma cena sadomasoquista. A fotografia fetichista mostra o desespero dos fóbicos ao mesmo tempo que aparece os bastidores. É uma espécie de making off que ajuda o espectador a entender que é um filme e que nem tudo é real. Ou é? E as reações da platéia são as variadas. Enquanto tem gente que faz cara de repulsa, outras ficam sorrindo. Agora se o filme teve o papel de despertar esse tipo de sensação no sofrimento alheio é outra história. O que Jean-Claude quis provar é que “só existe uma imagem verdadeira: a do fóbico diante de sua fobia”. E essa é a principal premissa.
Filmefobia é estranho, polêmico, bizarro. Dividiu opiniões na exibição e recebeu aplausos e vaias ao mesmo tempo. Mas no geral pode-se dizer que se saiu bem, ainda mais porque os curtas não animaram tanto assim o público brasiliense.
Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐

Nº 27
Representando Pernambuco no Festival de Brasília, o curta Nº 27 mostra um dia na vida de um adolescente estudante que passa por um problema muito desagradável. A trama fala de bulismo (bullying) e o mal-estar provocado por essa forma de violência tão comum nas escolas de todo o mundo.

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Bullying e constrangimento

Boa atuação do protagonista Caio Almeida, que conseguiu transmitir bem a insegurança e vergonha de um garoto em uma situação complicada. Com longos planos e uma fotografia que sempre valoriza a expressão facial do ator, o filme não é muito fácil de ser assistido pelo tom intimista que carrega. O final abrupto também pode pegar os desprevinidos de surpresa.
Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐
Nº 27 (Brasil, 2008) Dirigido por: Marcelo Lordello Com: Caio Almeida, Diogo Vasconcelos, Felipe Tenório, Lucas Glasner, Wagner Lima, Marcela Gomes, Jorge Queiroz, Carol Araújo, Marília Mendes, Renata Roberta, Alexandre Sampaio e Ana Claúdia.Cidade vazia
O curta-metragem é de Brasília, mas foi rodado em Patos de Minas (MG). O tema principa também é adolescência. Uma garota aparentemente rebelde sai de casa sem falar com a mãe (interpretada por Adriana Lodi, de Entre cores e navalhas). Antes de ser explicado um dos motivos que podem tê-la levado a tomar tais atitudes, o filme mistura o tempo da narrativa.

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O filme deixa muitas respostas no ar e fica questionada a veradeira intenção do cineasta. Definitivamente não é um filme ruim, mas eu não consegui captar a mensagem. O destaque vai para a ótima coletânea de sucessos que toca na matinê dos jovens.
Cotação do Daiblog: ⭐⭐
O espaço do Daiblog de olho de hoje não terá fofocas ou quedas na escada, mas sim um ponto positivo e outro negativo em relação ao Festival de Brasília até o presente momento. E entre este pequeno texto algumas imagens de celebridades clicadas durante a noite.
O ponto positivo vai para o ar condicionado que realmente funcionou. Ninguém chega a sentir frio, mas não está aquele deserto que fez com que toda a platéia se sentisse dentro do filme Cleópatra. Agora está um clima agradável, o que é bom para a imprensa, para os convidados, para o juri e para todos os cinéfilos.
O ponto negativo vai para uma coisa que deveria ser considerada positiva. A maioria dos filmes receberam legendas em português para os deficientes auditivos. O recurso nobre funcionou com perfeição na primeira noite do festival, mas apresentou problemas de sincronização no segundo dia. Para piorar a situação, vergonhosos erros de português apareceram na tela como “agente” no lugar de “a gente”.
E para encerrar, mais uma foto da atriz Maria Flor, que acompanha diariamente o Festival de Brasília por ser uma das juradas.

Hoje, às 20h30 e com reprise às 23h30 será a terceira noite da mostra competitiva em 35mm, quando serão exibidos os curtas Brasília (Título Provisório), de J. Procópio e A arquitetura do corpo, de Marcos Pimentel. O longa será Siri-Ará, de Rosemberg Cariry.

Só para lembrar: o Cine Brasília fica na 106/107 Sul. Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia), à venda na bilheteria do local. Telefone: 61 3244 1660.

Visite o Daiblog para mais informações sobre o 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro!

#596-O milagre de Santa Luzia

Começou desde terça-feira a maior festa cinematográfica do Brasil: o 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A Mostra Competitiva 35mm teve início nesta quarta-feira e fez com que os cinéfilos fossem ao Cine Brasília, tradicional cinema da cidade que estava fechado desde o final de outubro para reformas de expansão. Para quem não sabe, o lugar é todo reformado anualmente para abrigar uma praça de alimentação e pequenas lojas que vendem artigos culturais relacionados à sétima arte. Toda a estrutura é desmontada após o evento, o que é uma pena.
O primeiro longa-metragem que foi exibido este ano é O milagre de Santa Luzia, de
Sergio Roizenblit. “Eu costumo dizer que o filme é uma viagem pelo Brasil com a sanfona como pano de fundo”, definiu o diretor em uma entrevista. De fato, as pessoas que esperavam um documentário apenas sobre a safona certamente se surpreenderam com a produção. Muito mais do que uma coletânea de depoimentos, a película encanta por ser um retrato também sobre o povo brasileiro em (quase) toda sua diversidade.

As filmagens aconteceram em vários estados: Recife, Acre, Ceará, São Paulo, Minas Gerais, Porto Alegre e outros, sem falar em um trecho na divisa da fronteira entre o Brasil e o Uruguai. Todas as locações enchem os olhos pela riqueza cultural e histórica. Falar que o Brasil é um país de proporções continentais e blábláblá não é novidade para ninguém, mas não é todos os dias que se vê uma arara azul voando na telona ao som de uma bela música. Uma não, duas. E um dos pontos mais surpreendentes do filme é a fotografia.

O milagre de Santa Luzia
Os músicos e as músicasAs imagens as vezes parecem tremidas demais, mas em outras fazem o queixo cair com o belo olhar sobre as pessoas e paisagens. As seqüências da feira de Caruaru (Pernambuco), por exemplo, são maravilhosas. E quando o filme segue para o Sul, as cenas enchem os olhos. E também os ouvidos, é claro. A trama acompanha Dominguinhos em uma viagem pelo Brasil, tudo ao som de muita música. Algumas, inclusive, inesperadas. Quem pode imaginar um instrumentista tocando sanfona e cantando New York, New York? A canção imortalizada na voz de Frank Sinatra aparece acompanha de cenas que mostram uma cidade nordestina em uma combinação fantástica.O filme mostra a versatilidade da safona, que é usada e tocada de formas distintas em cada região. Seja com um tom mais de jazz ou forró bem nordestino, os instrumentistas que aparecem no documentário mostram que sabem muito bem o que estão fazendo. A vontade que dá é sair anotando todos os nomes dos artistas para procurar mais tarde na internet. Eu anotei um que chamou minha atenção: Gilberto Monteiro.

Sergio Roizenblit afirmou que estava duplamente ansioso pela estréia. Primeiro por seu filme ser o primeiro a ser exibido na Mostra Competitiva e segundo por ser sua primeira experiência com película. O cineasta antes trabalhava com digital. Foi quando lançou o DVD O Brasil da sanfona, produto feito a partir de shows realizados pelo Sesc/SP. A boa repercussão fez com que ele se dedicasse ao projeto que deu origem ao longa O milagre de Santa Luzia.

E por que o filme possui esse nome? “O título na verdade é uma homenagem a Luiz Gonzaga, que nasceu no dia de Santa Luzia. Por isso que ele recebeu esse nome” contou. “É considerado o dia mais importante para o sertanejo porque é quando eles sabem se vai ou não chover no verão”. A incerteza também paira na platéia de Brasília, conhecida por se expressar com vaias ou aplausos dependendo da que é apresentado na tela. Outra característica marcante do Festival de Brasília é só aceitar obras inéditas. Por isso Roizenblit guardou o filme especialmente para o evento. O longa podia ter estreado no Rio ou em São Paulo, mas ele decidiu segurar para tentar em Brasília.

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“Presente dos deuses”
Ao subir no palco, o diretor considerou a seleção “um presente dos deuses” e disse que preferia correr o risco de ser vaiado do que ver o filme ficar em silêncio. O fato é que o Cine Brasília aplaudiu o filme com louvor. Não apenas no final, mas durante a projeção. E com certeza não foi por um milagre.
Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐⭐

O milagre de Santa Luzia (Brasil, 2008) Dirigido por Sergio Roizenblit. Com: Dominguinhos, Sivuca, Arlindo dos 8 baixos, Camarão, Genaro, Pinto do Acordeon, Joquinha Gonzaga,Dino Rocha, Elias Filho, Gabriel Levy, Toninho Ferraguti, Mario Zan, Osvaldinho do Acordeon…

CURTAS

A mulher biônica

O primeiro curta a ser exibido foi A mulher biônica. Bem recebido pela platéia, o filme ganha pontos pelos ótimos diálogos durante toda a história. É tudo tão natural e bem feito que parece um documentário feito com uma câmera escondida.


A mulher biônica

A produção de Fortaleza mostra um dia na vida de Marta, uma mulher determinada, forte, biônica. Com uma postura definida em relação aos homens, ela vive em uma casa confusa e movimentada cheia de pessoas. Mas depois de tanta discussão, ela precisa relaxar, afinal também é filha de Deus. Eu sei que isso vai parecer brega, mas o curta acaba deixando um gostinho de quero-mais.
Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐

A mulher biônica (Brasil, 2008) Dirigido por Armando Praça. Com: Ceronha Pontes.

Que cavação é essa?


É seguro afirmar que praticamente 94% das risadas da noite aconteceram durante a projeção de Que cavação é essa?. O curta-metragem possui uma sinopse estranha e quase enigmática, confira: Programa duplo: Um alegre churrasco na estância do Coronel Alexandrão (film do natural, anos 1910) e Complemento Nacional nº 9545: Restaurare (cinejornal, 1974). A sessão começa quando você chega.

Mas quando foi exibido todo mundo entendeu e entrou na brincadeira. Cinema de cavação são documentários sob encomenda, algo que era muito comum antigamente. O filme é uma ficção e começa com uma restauração de um destes filmes, onde aparece um churrasco que termina com um trágico incêndio! Depois é mostrado um vídeo institucional sobre a importância dos restauradores e o papel que eles possuem ao resgatar a memória do cinema nacional. São verdadeiros heróis, sem dúvida. O mais divertido é o tom cafona de todo o curta. E digo cafona no sentido de ser propositalmente fora de moda, o que é demais.
Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐⭐

Que cavação é essa? (Brasil, 2008) Dirigido por Estevão Garcia e Luís Rocha Melo. Com: Cosme Monteiro, Silvia de Carvalho, José Marinho, Érica Collares, Hernani Heffner, Severino Dadá, Luiz Carlos dos Santos, Godot Quincas, Anna Karinne Ballalai…

DaiblogDurante a cobertura do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro você vai poder acompanhar aqui no Daiblog fatos interessantes ou bizarros que aconteceram durante todo o evento. É o Daiblog de olho versão fofoquinha (no melhor sentido da palavra).

Medo do escuro

O curta-metragem Medo do escuro, de Cauê Brandão, participa da Mostra Competitiva 16mm, mas parece que chegou também na Mostra de 35mm. Não entendeu? Por causa da má iluminação, os realizadores que foram convidados para subir nos palcos encontraram dificuldades de ordem oftamológica na hora de descer as escadas.

Medo do escuroEnquanto Armando Praça (A mulher biônica) mostrou ser biônico por conseguir enxergar os degraus na escuridão, uma atriz do curta Que cavação é essa? não teve a mesma sorte. Ela lamentavelmente se desequilibrou e caiu, o que fez com que os apresentadores da cerimônia pedissem por mais luz. A atitude foi recebida com aplausos (pelo pedido de luz, não pela queda). Todos esperamos que nada de semelhante se repita nos próximos dias.

Flores

Existe aquela expressão “Nem tudo são flores”? No caso de Maria Flor tudo são flores sim! Quem tem dúvidas é só reparar no vestido dela, todo florido. Mas agora sério, pode-se dizer que ela também está com credibilidade no meio cinematográfico. Ano passado a atriz abrilhantou o Festival de Brasília com sua presença por ser uma das atrizes do premiado longa Chega de saudade, de Lais Bodanzky.
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Muitas floresAgora ela retorna ao festival como jurada. Ao lado de grandes nomes do cinema brasileiro, Mª Flor vai ser uma das pessoas que vai decidir qual filme deve receber os Candangos (premiação do Festival de Brasília). E quem conhece bem a Maria Flor sabe que ela merece isso e muito mais. Eu não a conheço muito bem, mas sei que ela é uma flor. É bonita, talentosa e simpática.

Fominha

Maíra Carvalho se mostrou ser fominha. Não apenas por estar com grande saco de saborosas pipocas na mão, mas por assinar a direção de arte de quatro curtas que participam do Festival de Brasília deste ano. São eles: Para pedir perdão, de Iberê Carvalho; Brasília (Título Provisório), de J. Procópio, A minha maneira de estar sozinho, de Gustavo Galvão e mais um outro que infelizmente não consegui me lembrar agora.Photobucket
Maíra e as pipoquinhasEla ficou preocupada em relação a qual legenda eu colocaria na foto, mas é claro que não faria nada para que causasse constrangimento. Hoje, às 20h30 e com reprise às 23h30 será a segunda noite da mostra competitiva em 35mm, quando serão exibidos os curtas Nº 27, de Marcelo Lordello, e Cidade vazia, do brasiliense Cássio Pereira dos Santos, e o longa FilmeFobia, de Kiko Goifman.

Só para lembrar: o Cine Brasília fica na 106/107 Sul. Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia), à venda na bilheteria do local. Telefone: 61 3244 1660.

Visite o Daiblog para mais informações sobre o 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro!

#595-Romance

O novo filme de Guel Arraes (O auto da compadecida e Lisbela e o prisioneiro) é uma boa surpresa por mostrar os bastidores dos artistas e fazer pensar naquela velha questão: a vida imita a arte ou arte imita a vida? O longa-metragem conta a história de Pedro (Wagner Moura, de Cidade baixa e Tropa de elite) e Ana (Letícia Sabatela, de Não por acaso). Os dois são atores que se conhecem na peça teatral Tristão e Isolda e interpretam os amantes que morrem por causa do amor.

E como não é muito difícil de acontecer, a relação profissional se mescla com a pessoal e os dois acabam se relacionando também na vida real. Vivendo um romance inspirado na obra fictícia, os dois tentam sempre reinventar os sentimentos a cada apresentação. Mas o destino faz com que os dois tomem caminhos distintos quando um empresário da televisão (interpretado por José Wilker, de Sexo com amor?) se interessa pelo talento de Ana.


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Sentimento que ultrapassa os palcos

Motivada por uma amiga (Andréa Beltrão, de Verônica e A grande família, o filme), ela decide tentar carreira na TV, o que faz com que Pedro se sinta em segundo plano. Ana tenta conciliar as duas atividades, alternando as gravações de uma telenovela com as atuações do espetáculo teatral, mas isso desagrada Pedro, um artista apaixonado pela dramaturgia. O conflito entre as duas opções de expressão artística é o principal tema do filme.

Romance, como o título sugere, é um filme romântico. Mas a história de amor apresentada na telona não é tão idealizada quanto se pode imaginar e tem um pé na realidade. O universo dos atores sempre foi motivo de interesse público e revistas de fofocas e tablóides são a prova concreta que muitas pessoas querem saber qual foi o motivo da separação de Suzana Alves ou como foi o casamento da Sandy. O longa-metragem revela o outro lado do pano e mostra as gravações e situações que não são mostradas na versão final das apresentações e / ou exibições.


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Casal interpreta a tragédia de Tristão e Isolda

É evidente a boa química entre os protagonistas e foi bom para a carreira de Wagner Moura ele ter feito um papel diferente do agressivo capitão Nascimento, personagem que fez com que ele ficasse popular e marcado. Também no elenco está Vladmir Britcha, no papel de um ambicioso ator que quer alcançar o estrelato. Para isso ele é capaz de interpretar uma personalidade que não é sua, atuando como um ator que atua para conseguir atuar em um seriado!


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I’m burning! Smack!
Toda a metalinguagem dos artistas e do amor pode ser bem resumida em um dos diálogos do filme, quando Letícia Sabatela fala que as pessoas se apaixonam sempre por quem não existe, uma espécie de invenção. E está certa, afinal, muitas vezes, as pessoas se reinventam para conquistar alguém. O destaque vai para a boa sacada do final e para a bela música de Caetano Veloso.
Cotação do Daiblog:
DaiblogDaiblogDaiblog

Romance (Brasil, 2008) Dirigido por: Guel Arraes Com: Vladimir Brichta, Wagner Moura, Letícia Sabatella, Andréa Beltrão, José Wilker…

Veja aqui o trailer do filme Romance:

DaiblogComeça hoje a 41ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A Mostra Competitiva 35 mm começa a partir desta quarta-feira, sempre em dois horários e no Cine Brasília (EQS 106/107). Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia), à venda na bilheteria do local. Telefone: 61 3244 1660.

Quem perder algum filme pode conferir as reprises em outros cinemas. A programação completa pode ser conferida no site oficial do evento: http://www.sc.df.gov.br/festival/Veja abaixo a programação da mostra competitiva 35mm desta quarta e quinta:

Quarta-feira, dia 19: às 20h30 e 23h30, Cine Brasília

Mostra Competitiva 35mm
A Mulher Biônica, de Armando Praça, 19min, CE
Que Cavação É Essa?, de Estevão Garcia e Luís Rocha Melo, 19min, RJ
O Milagre de Santa Luzia, de Sergio Roizenblit, 104min, SP

Quinta-feira, dia 20: às 20h30 e 23h30, Cine Brasília

Mostra Competitiva 35mm
Nº 27, de Marcelo Lordello, 19min, PE
Cidade Vazia, de Cássio Pereira dos Santos, 13min, DF
FilmeFobia, de Kiko Goifman, 80min, SP

Além dos filmes 35mm, outras mostras agitam a grade de atrações, como a Mostra Brasília, que exibirá diversas produções como o curta-metragem Para pedir perdão, de Iberê Carvalho.

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Para pedir perdão vai passar no dia 23/11, às 16:30, no Cine BrasíliaVisite o Daiblog para ficar por dentro de mais novidades do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com atualizações diárias na cobertura da maior festa do cinema nacional.

#594-Curtas (22)

 

O Daiblog ficou alguns dias sem atualizações porque viajei para Manaus para cobrir o 5º Amazonas Film Festival. E como novembro é o mês oficial dos festivais de cinema o Daiblog se dedicará nos próximos dias aos filmes em competição.

E para celebrar o retorno das postagens de uma forma prazerosa, aqui vai uma seleção com curtas que participam da edição 2008 do FIAE, o Festival Internacional de Animações Eróticas! Clique aqui para visitar o site oficial do evento, que já passou pelo Rio de Janeiro e agora vai ficar em cartaz em São Paulo do dia 2 a 7 de dezembro.

O site Porta Curtas disponibilizou diversos filmes em dois programas. Leia agora sobre alguns dos filmes e clique nas respectivas imagens para assisti-los. E para ler sobre os curtas do FIAE do ano passado, clique aqui.

Sarah – A Pequena Caçadora de Borboletas

Ao som da música Suddenly, canção típica das noites da rádio Antena 1, acompanhamos Sarah, uma jovem que sai para caçar borboletas. Mas ela acaba se divertindo muito mais do que esperava por causa de umas borboletas…exóticas como você nunca viu antes. Animação bem colorida e safada, como era de se esperar.
Cotação do Daiblog:

Clique aqui para assistir Sarah – A Pequena Caçadora de Borboletas.

Sarah – A Pequena Caçadora de Borboletas – Animação, Conteúdo Adulto, FIAE De Luciano Figueiredo 2008 3 min

Jumbokat

O curta não possui dubladores, mas os diálogos aparecem escritos como no cinema mudo. A história é simples: uma “dedicada” esposa decide acordar o marido de uma forma bem prazerosa. O final é engraçado!


Cotação do Daiblog:

Clique aqui para assistir Jumbokat.

Jumbokat – Animação, Conteúdo Adulto, FIAE De Jairo Miguel 2008 3 min

Juquinha Levado

Juquinha Levado

Na parada de ônibus, um garoto vê uma loira que parece ter saído de um comercial de cerveja. A animação e o traço do desenho são simples, mas o que desanima é o roteiro ser igualmente simples.
Cotação do Daiblog:

Clique aqui para ver Juquinha Levado.

Juquinha Levado – Animação De Thiago Herbert 2008 1 min


Praia de Nu é Rola

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Você gosta de Bonequicha, Donkey Korno, Tomelirolla e outros desenhos do Mundo Canibal e Fábrica de Quadrinhos? Então vai gostar deste. Aventura de dois caras que fazem de tudo para dar um DJAMBERS. Não sabe o que é DJAMBERS? Então assista. Sobrou até para o Ronaldinho e aquele escândalo. A trilha sonora é ótima!
Cotação do Daiblog:

Clique aqui para ver Praia de nu é rola.

Praia de Nu é Rola – Animação De Ricardo Piologo, Rogério Vilela 2007 2 min


Jornada ao Umbigo do Mundo

Interessantíssimo vídeo que usa corpos humanos como cenários. A animação é stopmotion e mostra os perigos que um grupo de pessoas corre durante uma travessia. Os corpos lembram desertos e outras paisagens. Muito legal!
Cotação do Daiblog:

Clique aqui para ver Jornada ao Umbigo do Mundo

Jornada ao Umbigo do Mundo – Animação, Conteúdo Adulto, FIAE De Alex Cassel, Alice Ripoll 2007 7 min – Com Camila Magalhães, Ana Poubel, Camila moura, Fernando klipel, Guilherme Stutz, Jamil Cardoso, Marcela Donato e Michelle França


Fruto Proibido

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Animação que mostra um jovem percorrendo figuras e corpos femininos em um delírio masturbatório. As belas fotos, que revelam um jogo de sombras e silhuetas são de autoria do fotógrafo Kazuo Okubo. Poderia ser melhor aproveitado.
Cotação do Daiblog:

Clique aqui aqui para ver Fruto Proibido

Fruto Proibido – Animação, Conteúdo Adulto, FIAE De Ricardo Makoto 2008 1 min

Daiblog

Os festivais de cinema pipocam pelo Brasil e o Daiblog tem o orgulho de informar que o curta-metragem Tv Alieno foi selecionado para a Mostra Competitiva do Festival de Cinema de Varginha. O curta concorre ao Et de ouro, um troféu de outro mundo! Clique aqui para visitar o site oficial.

A sétima edição do evento acontece entre os dias 20 e 25 deste mês, com exibições no Theatro Capitólio. Tv Alieno integrou este ano o Festival Internacional de Filmes Curtíssimos, a Jornada do Cinema Digital e o VI Festival Guaçuano de Video, além de exibições na Tv Câmara. A filme será exibido no sábado, dia 22. Confira abaixo a programação completa do dia:

Dia 22 de novembro, sábado, às 20h30, no Theatro Capitólio:

Mostra competitiva de curta-metragem:

Olhos Claros – PE
Penceira ou Simplismente Marlinda – CE
Minha Tia, Meu Primo – RJ
Brasília – DF
Sapato Florido – DF
TV Alieno – DF
Seu Alves – CE
A Padaria – GO

Para conferir a programação completa, acesse: http://www.etdeouro.com.br/

Agradecimentos também ao Laboratório Sabin que ajudou na divulgação do filme e imprimiu dois lindos banners.

#593-Banquete no inferno

Demorei para ver o dvd de Banquete no inferno porque o pôster não chamou muito a minha atenção. Se soubesse como era o filme teria assistido há muito mais tempo! O longa-metragem é uma engraçada sátira aos filmes de terror, sendo que não é aconselhado apenas para quem quer rir. Entre uma cena e outra mortes violentíssimas e muito sangue jorrando na tela mostram que a intenção é também chocar e garantir a diversão de quem gosta de horror.

A história é super simples e pode ser resumida em uma única frase: criaturas monstruosas atacam pessoas que estão dentro de um bar localizado em algum lugar no oeste do Texas. Realmente não há nenhuma originalidade na sinopse, mas o que diferencia a história de outras é o tom debochado do início ao fim da trama. Com um ritmo ágil e muitas piadinhas, os personagens são apresentados com uma ficha que inclui desde nome até a expectativa de vida.

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Esguichos de sangue por todos os lados!Os monstros assassinos são perigosos, feios e sanguinários. O mais divertido de Banquete no inferno é que muitos clichês do gênero são quebrados de forma imprevisível e corajosa. Parece ser mais título nas locadoras, mas não é. O senso de humor não é tão caprichado como o ótimo Mutilados, mas mesmo assim o resultado é bem superior do que se pode esperar. Photobucket
Monstros abomináveis em busca de carne humana bem fresquinha

Estão no elenco os atores Balthazar Getty (Brigada 49), Henry Rollins (Floresta do mal), Navi Rawat (Casa de areia e névoa), Judah Friedlander (Capítulo 27), Josh Zuckerman (Leões e cordeiros), Jenny Wade (Sem reservas) e Clu Gulager (O escondido). Com o sucesso do filme, foi feita uma continuação neste ano, chamada Feast II: Sloppy Seconds. E ainda para 2008 está em pós-produção Feast 3: The Happy Finish, terceiro produto da nova franquia. Sem dúvidas, uma ótima surpresa!
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Feast (EUA, 2005) Dirigido por John Gulager. Com Balthazar Getty, Henry Rollins, Navi Rawat, Judah Friedlander, Josh Zuckerman, Jason Mewes, Jenny Wade, Krista Allen, Clu Gulager…

Veja aqui o trailer do filme Banquete no inferno legendado em português:

#592-Sangue nas águas

O pólo aquático não é um esporte muito conhecido no Brasil, mas mesmo assim as cenas dos jogos no filme Sangue nas águas conseguem empolgar qualquer pessoa. Até porque o esporte, no longa-metragem, não é visto apenas como mais uma competição. Existe todo um significado que fez com que a partida entre a Rússia e a Hungria ficasse marcada para sempre durante os Jogos Olímpicos de Melbourne.

Inspirado em acontecimentos reais, a história se passa em 1956, ano que a Hungria lutava pela independência. O país foi invadido pelas tropas soviéticas e o povo húngaro exigia liberdade. Só que ser livre não era quase um sonho distante e foi no meio da violenta revolução que o atleta Karcsi Szabó (Iván Fenyö, de Soldado anônimo) e a idealista Viki Falk (Kata Dobó, de Instinto selvagem 2) se conheceram.

Sangue nas águas
Idealistas em busca de liberdade

Ao contrário do que se pode imaginar, Sangue nas águas não é um filme sobre o esporte em si. São poucas as cenas das partidas de pólo aquático e maior parte da trama é concentrada nas ruas de Budapeste, capital da Hungria. Foi na cidade que civis lutaram contra o exército russo exigindo que eles deixassem o país. E, enquanto a cidade era destruída e os húngaros reprimidos, outra batalha acontecia ao mesmo tempo.

Sangue nas águas
Sangue nas águas (literalmente)

As Olimpíadas de Melbourne aconteceram entre outubro e novembro de 56 e as piscinas se tornaram um campo de guerra para os dois times. A Hungria queria provar que o país não poderia ser sempre derrotado e a partida entrou para a história. O filme funciona bem como um drama histórico, com uma boa produção que recria as atrocidades e injustiças da guerra. É um filme emocionante, de um caso que merecia ser eternizado pelo cinema.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Szabadság, szerelem (Hungria, 2006) Dirigido por: Krisztina Goda Com: Kata Dobó, Iván Fenyö, Sándor Csányi, Károly Gesztesi, Ildikó Bánsági, Tamás Jordán, Zsolt Huszár, Daniel Gabori…

Veja aqui o trailer do filme Sangue nas águas legendado em português:

#591-Ainda orangotangos

Gustavo Spolidoro (do curta-metragem Início do fim) dirigiu um filme curioso: Ainda orangotangos. O destaque nem vai apenas pelo roteiro, que é formado por diversas histórias de mais de dez personagens diferentes. O fato inusitado é a forma como tudo foi feito: com um único plano-seqüência, isto é, uma grande cena de 80 minutos, sem cortes. Para as filmagens foram usados 100 figurantes e atores coadjuvantes, 15 atores principais e uma equipe de mais de 50 pessoas.
A proposta lembra um pouco o recente 5 frações de uma quase história, com a diferença que a trama não se preocupa em estabelecer uma relação entre todas as subtramas. Não existe um protagonista, mas vários personagens que passam pelas ruas de Porto Alegre. Com um humor muito especial e situações bizarríssimas, o longa-metragem consegue ser vários de vários gêneros, sendo que o que prevalece é a comédia.

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Papo tri-cabeça: discussão sobre a origem do tri

Um dos muitos méritos que Ainda orangotangos merece é pela organização de toda a equipe. O elenco consegue trabalhar bem e o resultado geral é ótimo, tirando uma ou outras atuações que poderiam ser melhores, como a volta do garoto que quer comprar aspirina na farmácia. O texto era muito divertido e foi prejudicado pela atuação do pequeno ator. Mesmo assim a cena é engraçada.

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Nunca empreste seu apartamento para eles!

Outro ponto postivo é a qualidade do som, que surpreende nas cenas do ônibus e nas externas no meio da rua. Ousado e divertido! O filme está na programação do X FIC Brasília (Festival internacional de cinema). E um recado para as pessoas de Brasília que estão acompanhando o festival: a pipoca é de graça!
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Ainda orangotangos (Brasil, 2007) Dirigido por Gustavo Spolidoro. Com: Karina Kazue, Artur Pinto, Kayodê Silva, Girley Paes, Nilsson Asp, Renata de Lélis, Juliana Spolidoro, Rafael Sieg, Heinz Limaverde…

Veja aqui o trailer de Ainda orangotangos:

DaiblogPara o sábado, dia 8 de novembro, a produção do X FIC Brasília preparou umasérie de atrações para o público. Vários diretores, atores, produtores eroteiristas estarão presentes no evento para conversar com espectadores. Apartir das 21h, na sala I, o diretor Vicente Amorim fará a apresentação e um debate sobre o filme Um homem bom.

Na sala III, a partir das 21h50, Selton Mello falará sobre a sua primeira experiência como diretor, no comando de Feliz Natal. Miriam Chnaiderman, co-produtora de Nossa vida não cabe num Opala, estará na sala IV, a partir das 18h20, para comentar o filme. Apartir das 19h40, na sala X, Domingos Oliveira comenta sobre o filme Juventude, que concorre ao III Prêmio Itamaraty para o Cinema Brasileiro.
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Nossa vida não cabe num opalaO Festival Internacional de Cinema de Brasília foi criado em 1999. Desde então, passou a ter destaque na programação cultural do país, com programação eacontecimentos constantemente divulgados em cadernos culturais dos principais jornais de todo o país. O Festival também promove um ciclo dedebates sobre os temas tratados pelos filmes que participam do festival, bem como sobre temas ligados à Sétima Arte e, desde o ano passado, realiza o Prêmio Itamaraty para o Cinema Brasileiro com o objetivo de divulgar e premiar os filmes nacionais.

Grandes nomes do cinema já participaram do festival como o ator norte-americano Morgan Freeman, o diretor israelense Amos Gitai, o diretor sueco Lucas Modisoon, o diretor independente norte-americano Todd Solondz (de
Palíndromos), além dos brasileiros, Othon Bastos, Karim Aïnouz, Tizuka Yamazaki, Paulo Betti, Milton Gonçalves, dentre tantos outros.

Para mais informações e programação completa, visite o site oficial do evento clicando aqui.

O que: X Festival Internacional do Cinema de Brasília
Quando: De 29 de outubro a 9 de novembro de 2008
Onde: Academia de Tênis José Farani (Setor de Clubes Esportivos Sul – SCES Trecho 4, Conjunto 05, Lote 1B)
Quanto: R$ 12(inteira) / R$ 6 (meia)

Informações: (61) 3316 6475/6227/6887

#590-Vicky Cristina Barcelona

Escolhido para abrir o 10º FIC (Festival internacional de cinema de Brasília), Vicky Cristina Barcelona é um daqueles títulos capazes de fazer qualquer pessoa ficar fã do Woody Allen. O cineasta escreveu e dirigiu um longa-metragem leve, divertido e com um senso de humor refinado, característica poucas vezes vistas nos cinemas. O extenso título resume basicamente a história, pois são duas amigas norte-americanas que viajam até a Espanha. Vicky (Rebecca Hall, de O grande truque) e Cristina (Scarlett Johansson, de O diário de uma babá, A ilha e Em boa companhia) sustentam uma forte amizade equilibrada pela diferença de personalidade entre as duas.

Enquanto Vicky é careta, romântica e fiel ao namorado Doug (Chris Messina, de O melhor amigo da noiva), Cristina é solteira e só quer saber de curtir a vida. Ela aproveita as oportunidades da forma mais prazerosa possível, mesmo que, para conseguir isso, ela tome atitudes precipitadas e inconseqüentes.

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Vicky e Cristina em Barcelona

Hospedadas na casa de Judy (Patricia Clarkson, de A floresta, Sem reservas e Boa noite e boa sorte), as amigas visitam os pontos turísticos da cidade. Durante um jantar, elas conhecem o galanteador Juan Antonio (Javier Bardem, de O amor nos tempos do cólera). Ele faz um convite inusitado: propõe que as duas o acompanhe em uma viagem e façam amor com ele! A partir daí é criado um triângulo amoroso, que fica ainda mais complicado quando entra na história a ex-mulher de Juan Antonio: Maria Elena (Penélope Cruz, de Volver e Sem notícias de Deus). Completamente desequilibrada, ela surge na trama como um furação e confirma os boatos que o seu divórcio com Juan Antonio foi violento.

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Maria Elena, a ex-esposa descontrolada

A partir daí o filme vira uma comédia sexy e original. A bela fotografia mostra Barcelona como um lugar maravilhoso para se visitar e morar. Os tons amarelos e a luz sempre romântica da cidade combinam bem com a ambientação que a história pede. A arte está presente em todas as cenas (a arquitetura é espetacular) e em todas as personagens. Vicky estuda identidade catalã, enquanto Cristina se dedica em registrar paisagens e momentos com uma câmera fotográfica. Já os espanhóis Juan Antonio e Maria Elena são artistas plásticos e pintam quadros abstratos para expressar seus sentimentos e visões do mundo.

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Triângulo amoroso

As formas de relacionamento apresentadas na história brincam com os tabus e diretor consegue trabalhar com conceitos de sexualidade sem criar polêmica. Vicky Cristina Barcelona é um autêntico Woody Allen, na melhor forma do cineasta. Merece destaque o ótimo desempenho de todo o elenco. Javier Bardem se sai ótimo como o galã (papel bem diferente do psicótico-com-corte-de-cabelo-assustador de Onde os fracos não tem vez) e Scarlett Johansson se mostra a nova atriz fetiche de Allen, visto que eles repetem a parceria iniciada em 2005 com Match point, ponto final e na comédia Scoop, o grande furo (2006). Recomendadíssimo.
Cotação do Daiblog:
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Obs: Vicky Cristina Barcelona tem estréia nacional prevista para o dia 14 de novembro, com distribuição da Imagem Filmes.

Vicky Cristina Barcelona (Espanha / Estados Unidos, 2008) Dirigido por: Woody Allen Com: Scarlett Johansson, Rebecca Hall, Chris Messina, Patricia Clarkson, Javier Bardem, Julio Perillán, Christopher Evan Welch …

Veja aqui o trailer do filme Vicky Cristina Barcelona legendado em português:

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O 10º FIC (Festival internacional de cinema de Brasília), está com uma programação recheada de ótimos títulos e diversas atrações e você poderá conferir a partir de hoje aqui no Daiblog textos sobre os filmes que estão passando no festival. Na terça-feira, dia 4 de novembro, às 20h, o filme Sad Vacation abre a Mostra Japão Contemporâneo. Ao todo, serão exibidos cinco filmes japoneses, que retratam o cenário atual da produção audiovisual do Japão. Antes da exibição, haverá uma apresentação de dança com o grupo japonês Yasakoi Soran.

No dia 5 de novembro, quarta-feira, às 19h, na sala III, o documentário Mataram Irmã Dorothy receberá uma sessão especial no X FIC Brasília. O procurador da República Felício Pontes e a irmã de Dorothy, Rebeca Spires (ambos personagens do filme) estarão presentes para falar sobre a vida de Irmã Dorothy. O produtor associado Gustavo Gelmini estará presente para falar sobre sobre a obra, logo após a sessão. No mesmo dia, a partir das 19h30, na sala X, o diretor de fotografia de Liverpool, Lucio Bonelli, apresenta o filme e debate a obra com o público, após a exibição.

Se nada mais der certo
Se nada mais der certo

O diretor de A festa da menina morta, Matheus Nachtergaele, é presença garantida no evento. Seu filme será exibido no dia 6, quinta-feira, a partirdas 19h, na sala I. Após a sessão, o diretor fará uma debate com osexpectadores para falar do filme, da sua experiência como diretor, entreoutras curiosidades. José Eduardo Belmonte, diretor de Se nada mais der certo, que será exibido dia 7 de novembro, às 19h, na sala I, também conversará com o público sobre a película logo após a exibição.

Para mais informações e programação completa, visite o site oficial do evento clicando aqui.

O que: X Festival Internacional do Cinema de Brasília
Quando: De 29 de outubro a 9 de novembro de 2008
Onde: Academia de Tênis José Farani (Setor de Clubes Esportivos Sul – SCESTrecho 4, Conjunto 05, Lote 1B)
Quanto: R$ 12(inteira) / R$ 6 (meia)

#589-Jogos mortais 5

Dia 31 de outubro é o dia das bruxas e a data é mais do que apropriada para o lançamento de um filme de terror. Dando continuidade à lucrativa franquia, o filme Jogos mortais 5 chega aos cinemas com um ponto positivo: ele procura tirar muitas das dúvidas que foram criadas nas produções anteriores. Assim como o seriado Lost, o longa-metragem é marcado por reviravoltas e revelações que sempre mudam todo o curso da trama.

É o tipo de história que é indispensável conhecer desde o princípio para entender tudo. Todas as seqüências começam do ponto que a anterior terminou e na quinta parte não é diferente. O roteiro continua a história, sendo que, agora, mais do que a metade do que acontece é um flashback.

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Cena do pêndulo

A platéia menos atenciosa pode se perder nas idas e vindas da narrativa. A película se passa ao mesmo tempo no passado e no presente. A parte atual mostra Mark Hoffman (Costas Mandylor, de A lenda de Beowulf) como o policial herói que conseguiu desvendar o caso do Jigsaw. O vilão (interpretado por Tobin Bell, de O pesadelo 2), morreu no terceiro filme. Mas isso não representou necessariamente o fim dos jogos mortais. E, mesmo estando morto, o personagem nunca esteve tão presente em um dos filmes anteriores e aparece diversas vezes em seqüências bem explicativas que mostram como ele conseguia abordar as vítimas e como as armadilhas eram criadas.

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Jigsaw mais presente do que nunca

Os flashbacks representam boa parte da história e acompanham a investigação de um outro policial que conseguiu escapar das máquinas mortíferas. Apesar de ser superior ao filme Jogos mortais 4, a quinta parte continua sendo bem inferior às demais. O roteiro explica muitas coisas, mas deixa a desejar no quesito terror. Tirando a primeira cena do pêndulo (que pode ser vista na internet), não são muitos os momentos sangrentos. Portanto quem quiser ver novos e complexos equipamentos de tortura em prática vai ficar na vontade.

As novas vítimas que passam por provas e gincanas macabras para sobreviver servem apenas de pano de fundo para movimentar a história, que é mais supense do que terror. Em matéria de violência, é um dos mais fracos da série. A misteriosa caixa que aparece em alguns pôsteres, por exemplo, possui uma finalidade simples e decepcionante demais se for comparada com as armadilhas que aparecem nos outros filmes.

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Agent Strahm com um capacete quadrado

Mesmo assim, Jogos mortais 5 merece destaque por explicar muitas coisas. E como já é possível se imaginar, a história planta novas sementes de curiosidade para que a bilheteria seja alta também no próximo filme. A obscura história de amor e ódio de Jigsaw com a esposa Jill (Betsy Russell) ainda vai render muito.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog

Saw V (EUA, 2008) Dirigido por: Saw V (EUA, 2008) Com: Tobin Bell, Costas Mandylor, Scott Patterson, Betsy Russell, Julie Benz, Meagan Good, Carlo Rota, Greg Bryk, Joris Jarsky, Mike Butters…

Veja aqui o teaser trailer de Jogos mortais 5:

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Quem ainda não assistiu ao curta Tv alieno tem a chance de ver agora. E quem já viu pode ver novamente (afinal é bem pequeno, menos de 4 minutos de duração).

O filme será reprisado diversas vezes no programa Curtas na Tv, programa da Tv Câmara! A primeira exibição foi ontem, dia 31. E no domingo são três exibições (de madrugada, de tarde e de noite!)

Confira abaixo os horários e programe-se para não perder:

Sexta (dia 31) às 23h;
Sábado (01/11) às 7h;
Domingo (02/11) à 1h, 14h30 e 21h30;
Terça (04/11) às 6h30;
Quarta (05/11) às 4h e
Quinta (06/11) às 5h.

A TV Câmara pode ser sintonizada no canal 27 em UHF no Distrito Federal e nos canais 14 da NET (no DF), 28 da Sky Net, 16 da TECSat, 235 da Direct TV, 67 da TVA (grande São Paulo) e por antena parabólica em todo o País. Clique aqui para mais instruções de como sintonizar.

Agradecimentos também ao Laboratório Sabin que ajudou na divulgação do filme (que participou da primeira edição nacional do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos) e imprimiu dois lindos banners.

#588-Jogos mortais 4

Dirigido por Darren Lynn Bousman (Jogos mortais 3, Jogos mortais 2), a quarta parte da lucrativa saga de Jigsaw começa exatamente do ponto onde a produção anterior terminou. A grande curiosidade é em relação ao rumo que a história toma. Afinal, se o grande vilão morreu, quem fará as novas e sanguinárias armadilhas? Essa é uma pergunta que só é respondida no final do filme, quando mais uma reviravolta transforma tudo.

Não é novidade que a série Jogos mortais foi um marco no cinema de terror. Os filmes violentos a montagem frenética fez escola e muitos longas tentaram repetir o mesmo estilo, embora dificilmente conseguissem sucesso, como é o caso do lamentável O túnel da morte. A história de Jogos mortais 4 se passa em pouco tempo. É este o prazo que a polícia tem para tentar resolver mais um quebra-cabeça cheio de vítimas.

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Armadilha para fazer qualquer um arrancar os cabelos!

O que garante o interesse na trama nem é apenas descobrir a identidade do novo assassino, mas sim os flashbacks que mostram o passado de Jigsaw. Quem acompanhou os filmes passados com certeza ficou cheio de interrogações. Afinal, como é que o vilão faz aquelas engenhocas? E qual o motivo dele em colocar as pessoas em provas perigosas que quase sempre terminam mal? Essas são algumas das questões finalmente sanadas pelo roteiro.

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O passado de Jigsaw é revelado

A produção continua boa e a maquiagem e efeitos especiais garantem a agonia de quem quer ver o sofrimento das vítimas. Mas, de todos os filmes, este é o mais fraco. Apesar de ter os pontos positivos (como o esclarecimento de diversas lacunas), a história é forçada demais. Na tentativa de criar surpresas com as revelações finais, o roteiro acaba se enfraquecendo. O fim deixa abertura para o novo episódio, que entra em cartaz nos cinemas no dia 31 de outubro (Dia das bruxas!).
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog

Saw IV (EUA, 2007) Dirigido por: Darren Lynn Bousman Com: Tobin Bell, Costas Mandylor, Scott Patterson, Betsy Russell, Lyriq Bent, Athena Karkanis, Justin Louis, Simon Reynolds …

Veja aqui o trailer do filme Jogos mortais 4:

DaiblogJá saiu o resultado das últimas promoções do Daiblog! Para saber se você está entre as pessoas sorteadas que vão ganhar ingressos duplos para assistir aos filmes A guerra dos Rocha e Espelhos do medo nos cinemas, visite as Promoções do Daiblog.

Se você não ganhou, pode tentar levar algum brinde na nova promoção do Daiblog: High school musical 3: Ano da formatura. São camisetas, dvds, ingressos para o cinema, carteirinhas e doces do mais novo filme da Disney! Concorra e boa sorte!