A segunda noite da Mostra Competitiva 35 mm do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro trouxe o controverso Filmefobia. A polêmica em torno da produção começa a partir do formato. Uma dúvida pairava no ar se era um documentário ou uma obra de ficção. Mas o diretor afirmou na apresentação que não era um documentário. Só que é algo realmente muito difícil de ser definido, visto que trabalham no longa-metragem atores e cidadãos normais que nunca estudaram artes cênicas, como eu e você. Desconsidere isso se você for ator. As pessoas que participam são voluntários que decidem enfrentar as próprias fabias. Gente com medo de palhaço, agulhas, anões, fogos de artifício etc. Para misturar ainda mais a realidade com a ficção, a equipe que trabalha no filme usa os próprios nomes reais. Não dá para saber quem está atuando e quem está sendo a própria pessoa. O roteiro é tão verdadeiro que muitas vezes não parece ser um texto. E ao saber dessa confusão criada com certeza o diretor Kiko Goifman (de Handerson e as horas) deve estar dando gargalhadas de puro prazer.

Cordas, fita silver tape e outras coisas para garantir a imobilização e impedir que a pessoa consiga evitar o terror que está bem na sua frente. A diabólicas máquinas e estruturas foram criadas pela artista plástica Cris Bierrenbach (que também tirou todas as fotos que ilustram este texto). São equipamentos que fazem até o Jigsaw (de Jogos mortais) ficar com inveja. Auxiliados pelo assistente-carrasco Ravel Cabral, os voluntários agonizam para que o cineasta Jean-Claude (Jean-Claude Bernardet) possa criar seu documentário.
Nº 27
Representando Pernambuco no Festival de Brasília, o curta Nº 27 mostra um dia na vida de um adolescente estudante que passa por um problema muito desagradável. A trama fala de bulismo (bullying) e o mal-estar provocado por essa forma de violência tão comum nas escolas de todo o mundo.

Bullying e constrangimento
Nº 27 (Brasil, 2008) Dirigido por: Marcelo Lordello Com: Caio Almeida, Diogo Vasconcelos, Felipe Tenório, Lucas Glasner, Wagner Lima, Marcela Gomes, Jorge Queiroz, Carol Araújo, Marília Mendes, Renata Roberta, Alexandre Sampaio e Ana Claúdia.Cidade vazia
O curta-metragem é de Brasília, mas foi rodado em Patos de Minas (MG). O tema principa também é adolescência. Uma garota aparentemente rebelde sai de casa sem falar com a mãe (interpretada por Adriana Lodi, de Entre cores e navalhas). Antes de ser explicado um dos motivos que podem tê-la levado a tomar tais atitudes, o filme mistura o tempo da narrativa.

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Hoje, às 20h30 e com reprise às 23h30 será a terceira noite da mostra competitiva em 35mm, quando serão exibidos os curtas Brasília (Título Provisório), de J. Procópio e A arquitetura do corpo, de Marcos Pimentel. O longa será Siri-Ará, de Rosemberg Cariry.
Só para lembrar: o Cine Brasília fica na 106/107 Sul. Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia), à venda na bilheteria do local. Telefone: 61 3244 1660.
Visite o Daiblog para mais informações sobre o 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro!


























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