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#537-Arquivo X Eu quero acreditar

Os fãs de “Arquivo X” não terão muito o que comemorar com a chegada do segundo longa-metragem do seriado. Enquanto a versão para a telona de “Sex and the city” conseguiu agradar o público com uma história que seguia a mesma linha da série, o filme dos agentes Mulder e Scully não teve a mesma sorte. Se não fossem os conhecidos personagens, “Arquivo X: Eu quero acreditar” poderia se passar como mais um suspense em cartaz nos cinemas. Não que o resultado seja ruim, mas está longe da interessante série que se estendeu por nove temporadas no ar.
  


O filme começa quando uma agente do FBI desaparece e Dakota Whitney (Amanda Peet, aquela atriz que sempre estrela de comédias românticas como “O ex-namorado da minha mulher”, “Ensinando a viver”, “O amor pode dar certo”…) tenta descobrir onde ela está. O FBI só conta com as pistas do esquisito Joseph Crissman (“Desventuras em série”), um ex-padre que tem um passado sombrio e afirma ter visões sobre o caso.

Então Danna Scully (Gillian Anderson, de “O último rei da Escócia”) é procurada para convencer Fox Mulder (David Duchovny, de “Coisas que perdemos pelo caminho”) a voltar para o FBI. Quem acompanhou a série sabe que Mulder e Scully formavam uma dupla que investigava os casos do Arquivo X, ou seja, assuntos que possuem alguma relação com o sobrenatural, paranormal ou inexplicável. Quem nunca assistiu o seriado não precisa se preocupar. Apesar de referências a personagens (como por exemplo o mistério de Samantha, a irmã de Mulder), a película funciona de forma praticamente independente.
O foco principal da história, como o título sugere, é o fato de se acreditar ou não em temas metafísicos. Enquanto novas vítimas desaparecem e o caso fica mais complicado, as visões do padre dividem opiniões. Não se sabe se ele está realmente enxergando o que está acontecendo com as pessoas seqüestradas ou se é puro charlatanismo. Felizmente o filme não é voltado apenas para o caso do desaparecimento da agente do FBI. Boa parte da trama mostra a atual vida de Scully, que trabalha como médica e possui um dilema nas mãos na forma de um garotinho com uma doença incurável. E a história ganha um ponto na contemporaneidade ao falar do discutido tema das células-tronco, questão que separa opiniões entre os limites da fé e da ciência.

O mais incômodo em “Arquivo X: Eu quero acreditar” é a simplicidade da história. É tudo raso demais, como se Chris Carter estivesse mais preocupado em dirigir do que em escrever um roteiro inteligente (assinado também por Frank Spotnitz, roteirista e produtor). Ouvir o assobio da famosa música-tema da série pode animar qualquer pessoa, mas a felicidade não é garantida por causa da ausência total de suspense durante toda a duração. Onde estão as conspirações, alienígenas ou qualquer outro assunto digno de fazer parte do Arquivo X? É ver para crer. Ou não.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

The X-Files: I want to believe (EUA / Canadá, 2008) Dirigido por: Chris Carter Com: Gillian Anderson, David Duchovny, Amanda Peet, Billy Connolly…

Veja aqui o trailer do filme “Arquivo X: Eu quero acreditar” legendado em português:

#536-Era uma vez…

O diretor brasiliense Breno Silveira entrou para a história do cinema nacional por ter dirigido um dos principais sucessos de bilheteria do Brasil: “2 filhos de Francisco”. Agora seu novo filme estréia nos cinemas com uma história de amor impossível que se passa na cidade maravilhosa. Mas ao invés de terem apenas problemas por causa das famílias, o casal Dé e Nina são separados também pelo abismo das desigualdades sociais.
 


Nina (a bela Vitória Frate) é uma garota que mora em um valorizado apartamento com vista para a praia de Ipanema. Desiludida com um relacionamento amoroso, ela não suporta a hipocrisia que reina nas festas do pai empresário. Ela vai conhecer Dé, interpretado por Thiago Martins (ótimo ator formado na oficina Nós do Morro, na favela do Vidigal). Dé vive em uma realidade completamente diferente. Mora no morro, conhece desde cedo a violência, os traficantes e trabalha em um quiosque na praia de Ipanema.

O roteiro não é o melhor exemplo de originalidade e é impossível não lembrar a obra do dramaturgo inglês William Shakespeare. Mesmo assim, “Era uma vez…” encanta pela forma que a história é conduzida. É um conto de romance universal, que com certeza pode agradar em qualquer lugar do mundo. Para quem mora no Brasil, a fórmula certeira ganha um ponto a mais, pois quem acompanha os jornais conhece muito bem a fama violenta do Rio de Janeiro e vai enxergar na história um reflexo da realidade.
A produção do longa-metragem é muito boa, com destaque para a fotografia que mostra impressionantes imagens das favelas. Seqüências aéreas revelam os labirintos feitos pelas casas de tijolos, em cenas que entram em contraste com o mundo da classe média alta da mocinha Nina. Ficam evidentes durante todo o filme as diferenças entre os protagonistas e a também forma como eles vivem cotidianos distintos. E isso pode ser melhor representado na cena que Nina, na casa de Dé, consegue avistar seu apartamento. Ela comenta que é bem perto, enquanto Dé acredita que é distante por enxergar uma distância financeira (além da espacial).
Também no elenco estão Rocco Pitanga (“Vestido de noiva”), como o irmão e Dé e Paulo César Grande (de “O amigo invisível”), que faz o pai de Nina, um dos obstáculos para que os dois fiquem juntos. A trilha sonora também merece elogios e conta com a canção “Uma palavra”, composição inédita da cantora Marisa Monte em parceria com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown.
Cotação do Daiblog:DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Era uma vez… (Brasil, 2008) Dirigido por: Breno Silveira. Com: Vitória Frate, Thiago Martins, Rocco Pitanga, Paulo César Grande, Luana Schneider, Marcos Pitombo, Cyria Coentro…

Veja aqui o trailer do filme “Era uma vez…“:

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#535-Toque de recolher

Monstros e fantasmas podem não causar medo em muitas pessoas porque tem gente que não acredita em seres do além-túmulo. Agora quando o assunto é assassinos em série, a coisa é bem diferente. Quem acompanha os jornais sabe bem que é possível encontrar malucos capazes de matar por um simples par de tênis. O filme “Toque de recolher” não é sobre um serial killer. Nem mesmo é um filme de horror, mas é impossível negar que não assusta por ser de uma temática plausível.
 


A trama impressiona por ser surpreendentemente convincente. Depois dos ataques ao World Trade Center, as palavras “atentado” e “terrorismo” passaram a fazer parte do vocabulário dos norte-americanos e do mundo todo. O longa-metragem se passa em Los Angeles e mostra a vida de um jovem casal. Depois de uma cena de café na cama para reforçar o romance de Brad (Rory Cochrane, de “O homem duplo“) e Lexi (Mary McCormack, de “1408“), a coisa começa a ficar feia.

Pelo rádio, Brad se assusta ao perceber que a transmissão de uma música foi interrompida por um comunicado urgente: estão bombardeando a cidade. E para ser mais específico, o lugar é próximo de onde sua esposa Lexi está trabalhando. De uma forma extremamente realista, o roteiro consegue prender a atenção durante todos os momentos. Embora algumas cenas sejam um pouco mais paradas, o resultado é um suspense dramático perturbador.
A angústia para se ter notícias de sobreviventes ou simplesmente para saber o que está acontecendo é mostrada na forma de um homem que quer saber o que aconteceu com a esposa. Mas não espere heroísmo ou alguma atitude hollywoodiana. O filme trabalha com o pé no chão, passando a idéia que aquilo realmente aconteceria caso os Estados Unidos fossem atacados por bombas. E o que é pior: bombas químicas que carregam alguma substância ou vírus letal. “Toque de recolher” transmite o caos e o medo da sociedade americana que viveu (e vive) momentos de paranóia. Destaque para a trilha sonora da dupla tomandandy, responsável também pelas músicas de filmes como “Viagem maldita“, “P2, sem saída“, “Pacto maldito“.

Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog
Right at Your Door (EUA, 2006) Dirigido por: Chris Gorak Com: Mary McCormack, Rory Cochrane, Tony Perez, Scotty Noyd Jr., Jon Huertas, Marisol Ramirez, Will McCormack …
Veja aqui o trailer do filme “Toque de recolher” legendado em português:

#534-A ilha da imaginação

A pequena Abigail Breslin (“Sem reservas“) teve sua estréia na telona em 2002 no suspense Sinais, mas foi quatro anos depois que ela se tornou uma das atrizes-mirins mais requisitadas no cinema. Indicada ao Oscar por “Pequena Miss Sunshine“, a garotinha estrela agora a aventura “A ilha da imaginação“, em cartaz nos cinemas. Ela interpreta Nim, pré-adolescente que mora com o pai Jack (Gerard Butler, de “Querido Frankie” e “Encurralados“) em uma equipada casa que fica em uma ilha.
 


Sem muito contato com outras pessoas, ela cresceu em um mundo mágico acompanhada de inusitados animais de estimação: o leão-marinho Selkie, o lagarto Fred e o pelicano Galileo. Outro entretenimento de Nim no paraíso é a leitura dos livros do herói Alex Rover, uma espécie de Indiana Jones. A loirinha lê as histórias cheias de emoção e acredita que o personagem existe de verdade porque o texto é narrado em primeira pessoa.


O universo perfeito da protagonista começa a apresentar problemas quando seu pai, um renomado cientista, decide sair em alto-mar para pesquisar um protozoário. Mas uma tempestade faz com que o barco de Jack seja praticamente destruído. Sozinha, Nim terá de criar coragem para viver sem a figura paterna. Outra dificuldade que surge na vida da garota é a chegada de um navio repleto de ambiciosos homens que decidem transformar a ilha em um ponto turístico tropical.
A ficção e a realidade se colidem quando Nim recebe um e-mail de Alex Rover. Ela então pensa que está se comunicando com o herói dos livros e pede ajuda. Mas, na verdade, quem envia as mensagens é a escritora das obras: Alexandra Rover (Jodie Foster, de “Plano de vôo“). Diferentemente do personagem, a autora possui agorafobia (medo de ficar em lugares abertos) e vive reclusa dentro de casa. Mas o pedido de socorro de Nim fará com que ela enfrente uma aventura tão grandiosa quanto a do seu famoso alter-ego. E ela partirá rumo a ilha localizada em algum ponto do Pacífico Sul.

A ilha da imaginação” é um típico filme-família. Os personagens vão superar medos, vencer obstáculos e o final, como não podia ser diferente, é feliz. Mesmo quem considerar a história clichê ou previsível demais não pode deixar de admirar as paradisíacas locações. Tudo muito verde e cheio de imagens agradáveis. A introdução e os créditos do final do longa são bem feitos, com uma animação muito bonita. A direção fica por conta deJennifer Flackett e Mark Levin (da comédia romântica infanto-juvenil “ABC do amor“). Opção saudável para crianças assistirem nas férias.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog


Nim’s Island (EUA, 2008) Dirigido por: Jennifer Flackett e Mark Levin Com: Abigail Breslin, Jodie Foster, Gerard Butler, Michael Carman, Mark Brady, Christopher Baker, Peter Callan, Rhonda Doyle…

Veja aqui o trailer do filme “A ilha da imaginação“:

#533-O cavaleiro das trevas

O novo filme do homem-morcego ganhou fama antes mesmo do lançamento por causa da repentina morte de Heath Ledger (de “O segredo de Brokeback mountain“) no dia 22 de janeiro deste ano. O ator, considerado um dos melhores de sua geração, interpretou um dos mais antigos vilões de Batman e rouba a cena como o Coringa. O personagem já foi interpretado por Jack Nicholson em 1989, e ganhou uma versão ainda mais amedrontadora nas mãos do diretor e roteirista Christopher Nolan, responsável também pelo sucesso “Amnésia“.
 


Desta vez, a história apresenta um super-herói muito mais humanizado. O Batman de Nolan é como o James Bond em “Cassino Royale”, um personagem fácil de se acreditar. Diferente do visual de quadrinhos que foi explorado nas produções anteriores, no novo longa o mascarado é visto como uma pessoa real e comum. Um dos pontos mais positivos de “Batman – O cavaleiro das trevas” é o elenco repleto de estrelas. A começar com Christian Bale (“O grande truque“), que dá vida a Bruce Wayne, bilionário que de noite se veste de preto e combate o crime em Gotham City como Batman.
 

A aventura começa quando o mascarado ajuda o comissário Gordon (Gary Oldman, de “Batman begins“) a desmantelar quadrilhas inteiras. Outro nome do bem que surge é o promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart, de “Sem reservas“), figura que tenta tornar a cidade um lugar mais honesto. Só que a tarefa utópica será ainda mais complicada quando surge um novo vilão, o Coringa. Com uma assustadora maquiagem e comportamento imprevisível, ele irá transformar tudo em caos.



Também integram o elenco Maggie Gyllenhaal (“171”), como Rachel Dawes, Morgan Freeman (“Antes de partir”, “Cão de briga”) e o ótimo Michael Caine (“Um jogo de vida ou morte), novamente reprisando seus papéis como o invetor Lucius Fox e o fiel mordomo Alfred. O diretor Christopher Nolan conseguiu não apenas fazer uma continuação na altura do filme anterior, mas também superá-la em qualidade. Enquanto o primeiro filme é bastante introdutório e se preocupa em apresentar bem a vida do herói, “Batman – O cavaleiro das trevas” gasta as quase duas horas e meias de duração com incríveis subtramas sobre investigações e perseguições.

Definitivamente não é recomendado para o público mais jovem pela complexidade da história. Um clima sombrio (característica presente nos quadrinhos) acompanha todo o longa, que também mostra o nascimento de um vilão ao mesmo tempo que desenvolve o complicado papel duplo do herói em uma sociedade violenta e com poucas esperanças. Qualquer semelhança com a realidade atual com certeza não terá sido mera coincidência. Muito mais do que um filme de ação. Um filme imperdível.
Cotação do Daiblog:
DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

The Dark Knight (EUA, 2008) Dirigido por: Christopher Nolan Com: Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Michael Caine, Maggie Gyllenhaal, Gary Oldman, Morgan Freeman, Cillian Murphy, Chin Han …

Veja aqui o trailer do filme “Batman, o cavaleiro das trevas” legendado em português:

Conheça melhor o elenco do filme “Batman – O cavaleiro das trevas”:

CHRISTIAN BALE (Bruce Wayne/Batman) nasceu no País de Gales e cresceu na Inglaterra e nos Estados Unidos. Ele estreou nos cinemas no épico da Segunda Guerra “Império do Sol”, de Steven Spielberg. O trabalho de Bale até a presente data inclui “Henrique V”, “Retrato de Uma Mulher”, “O Agente Secreto”, “Metroland”, “Velvet Goldmine”, “All the Little Animals”, “Psicopata Americano”, “Shaft”, “O Capitão Corelli”, “Reino de Fogo”, “Rua das Tentações”, “The Machinist – O Operário”, “Batman Begins”, “O Novo Mundo”, “O Grande Truque”, “Tempos de Violência”, “O Sobrevivente” e “Os Indomáveis”.


Christian Bale em “O sobrevivente

Bale acaba de finalizar o trabalho em “Public Enemies”, do diretor Michael Mann. Atualmente, ele está trabalhando em “Terminator Salvation”, sob a direção de McG.

MICHAEL CAINE (Alfred) é um dos mais estimados e premiados atores da indústria cinematográfica, com uma carreira de mais de meio século e beirando mais de 100 filmes realizados. Duas vezes vencedor do Oscar®, Caine levou para casa o primeiro na categoria de Melhor Ator Coadjuvante pelo trabalho em “Hannah e Suas Irmãs”, pelo qual também recebeu indicações ao Globo de Ouro e ao BAFTA. Ele levou para casa o segundo Oscar® de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel em “Regras da Vida”, que também lhe rendeu um Prêmio SAG e indicações ao Globo de Ouro e ao BAFTA.


Michael Caine em “Um jogo de vida ou morte

Além disso, Caine foi indicado ao Oscar® de Melhor Ator outras quatro vezes, a primeira em 1966 pela atuação no papel que dá título ao filme “Alfie – Como Conquistar Mulheres”, que também lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro e um prêmio no New York Film Critics Award.

HEATH LEDGER (Coringa) foi indicado ao Oscar® pelo trabalho no drama de Ang Lee “O Segredo de Brokeback Mountain”. Pela atuação como Ennis Del Mar, Ledger também ganhou indicações ao Globo de Ouro®, ao Independent Spirit, ao BAFTA e ao Screen Actors Guild, além de inúmeras premiações de grupos de críticos. Em 2007, Ledger foi visto em “Não Estou Lá”, de Todd Haynes, pelo qual ele dividiu um prêmio Robert Altman no Independent Spirit Awards de 2008.


Heath Ledger em “Candy
Em seus créditos constam filmes como “Candy”, “Casanova”, “Os Irmãos Grimm”, “Os Reis de Dogtown”, “O Devorador de Pecados”, “Ned Kelly”, “Honra e Coragem”, “A Última Ceia”, “Coração de Cavaleiro”, “O Patriota”, “10 Coisas Que Eu Odeio em Você”, que apresentou pela primeira vez o ator nascido na Austrália para o público americano.

GARY OLDMAN (James Gordon) interpretou pela primeira vez o papel do comissário da polícia de Gotham em “Batman Begins”. Ele também deu origem ao papel de Sirius Black em “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” e retomou o papel em “Harry Potter e o Cálice de Fogo” e “Harry Potter e a Ordem da Fênix”. Oldman começou a carreira em 1979, nos palcos de Londres. Entre 1985 e 1989, ele atuou exclusivamente no teatro londrino Royal Court e, em 1985, foi contemplado com o prêmio de Melhor Revelação pela revista Time Out pelo papel em “The Pope’s Wedding”. Naquele mesmo ano, ele dividiu o prêmio de Melhor Ator do London Critic’s Circle com Anthony Hopkins.

Em 1986, Oldman estreou no cinema com o filme “Sid e Nancy – O Amor Mata”, ganhando o Evening Standard na categoria Revelação Mais Promissora do Cinema Britânico pela interpretação da lenda do punk rock, Sid Vicious. No ano seguinte, ele estrelou “O Amor Não Tem Sexo”, de Stephen Frears, levando o prêmio de Melhor Ator do London Film Critics Circle pela interpretação do destrutivo dramaturgo britânico Joe Orton. Desde então, ele se tornou um dos atores mais respeitados da indústria, com papéis tanto em sucessos comerciais quanto em filmes independentes aclamados.

AARON ECKHART (Harvey Dent) ganhou indicações ao Globo de Ouro® e ao Independent Spirit Awards pelo papel de um politicamente incorreto lobista da indústria do tabaco em “Obrigado Por Fumar”, de 2005, que marcou a estréia de Jason Reitman na direção. Recentemente, Eckhart estrelou o mistério baseado em um assassinato real “Dália Negra”, de Brian De Palma; a comédia romântica “Sem Reservas”, contracenando com Catherine Zeta-Jones; e o filme independente “Meet Bill”. Em seguida, trabalhou em “Towelhead”, e “Travelling”, com Jennifer Aniston.


Aaron Eckhart ao lado de Zeta-Jones em “Sem reservas
Eckhart estudou teatro e cinema na Universidade Brigham Young, onde conheceu o roteirista e diretor Neil LaBute, que lhe deu inúmeros papéis em montagens ao longo dos anos. Em 1997, Eckhart chamou a atenção da crítica e do público ao estrelar o primeiro longa-metragem de LaBute, “Na Companhia de Homens”. O controverso longa-metragem rendeu críticas em todos os cantos e arrebatou diversos prêmios, incluindo um do Independent Film para Eckhart na categoria Melhor Ator Estreante.

MAGGIE GYLLENHAAL (Rachel Dawes) emergiu, nos últimos anos, como uma das mais requisitadas atrizes da indústria, recebendo elogios pelo seu trabalho, tanto em lançamentos de grandes estúdios, como em longas-metragens independentes. Em 2002, ela estrelou ao lado de James Spader no provocativo “A Secretária”, que estreou com críticas positivas no Festival de Cinema de Sundance. A atuação de Gyllenhaal no papel da secretária do título lhe trouxe inúmeros elogios, indicações ao Globo de Ouro® e ao Independent Spirit, e prêmios do Boston Film Critics e do National Board of Review. Além disso, ela ganhou o prêmio de Estreante Mais Promissor, do Chicago Film Critics, instituição que também reconheceu seu trabalho em outros filmes: “Adaptação”, de Spike Jonze, e “Confissões de Uma Mente Perigosa”, de George Clooney.

171

Maggie Gyllenhaal em “‘171
Gyllenhaal recebeu a segunda indicação ao Globo de Ouro®, bem como a prêmios de festivais internacionais, pelo papel no longa-metragem independente “SherryBaby”, de 2006. Naquele mesmo ano, ela estrelou a aclamada comédia dramática de Marc Forster “Mais Estranho Que a Ficção”, com Will Ferrell, Emma Thompson, Queen Latifah e Dustin Hoffman; o drama verídico dirigido por Oliver Stone “As Torres Gêmeas”; e um dos curtas da antologia “Paris, Te Amo”. Gyllenhaal também emprestou sua voz para a animação indicada ao Oscar® “A Casa Monstro”.

MORGAN FREEMAN (Lucius Fox) ganhou um Oscar® na categoria Melhor Ator Coadjuvante pelo papel em “Menina de Ouro”, de Clint Eatswood, pelo qual ele também ganhou indicações ao Screen Actors Guild (SAG) e Globo de Ouro. Ele já foi agraciado com outras três indicações ao Oscar®, o primeiro pela atuação arrepiante como o cafetão homicida no drama de 1987 “Armação Perigosa”, o qual também lhe rendeu prêmios dos associações dos críticos de Los Angeles, de Nova York e dos Estados Unidos, além de um Independent Spirit na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, bem como a primeira indicação ao Globo de Ouro®. A segunda indicação ao Oscar® foi por “Conduzindo Miss Daisy”, de 1989, que lhe valeu um Globo de Ouro® e um prêmio do National Board of Review na categoria Melhor Ator. A terceira indicação ao Oscar® foi pela atuação no drama de 1994 “Um Sonho de Liberdade”, dirigido por Frank Darabont, filme que rendeu a Freeman indicações também ao Globo de Ouro® e ao prêmio do SAG.


Freeman e Nicholson em “Antes de partir
Além de “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, Freeman também está no elenco do thriller de ação que promete se tornar um grande sucesso, “O Procurado”. Ele também estará em vários filmes ainda por estrear, incluindo “The Code”, “The Lonely Maiden”, o qual também produz; e “The Human Factor”, o qual ele irá co-produzir, além de interpretar Nelson Mandela, contracenando com Matt Damon.

#532-Terapia do amor

Rafi (Uma Thurman, de “Os produtores“) é uma mulher que se consulta regularmente com uma analista, interpretada por Meryl Streep (de “O diabo veste Prada“). A ajuda da profissional torna-se importante quando Rafi se divorcia do marido com quem viveu por muitos anos. Agora, em uma nova fase de sua vida, ela tentará ter novas experiências e descobrir um novo amor.
  


Mas calma. “Terapia do amor” não é um filme tão dramático assim e é cheio de cenas de comédia, principalmente quando a protagonista conhece o jovem Dave. Bem mais novo do que ela, logo os dois começam a sair e surge uma forte atração no casal. Rafi narra tudo para a analista, na esperança de descobrir se vale a pena investir na relação ou se é cedo demais para tentar se envolver com alguém logo após fim do casamento.

A parte da comédia se deve a uma divertida coincidência que une o trio principal de personagens. É quando a paciente e a doutora serão obrigadas a ter um tipo de relação diferente do que estão acostumadas. O longa-metragem surpreende por não ser apenas mais uma comédia romântica. As cenas divertidas existem, mas a trama consegue ser humana o bastante para não sair do campo da realidade. Logo, fatores realistas pesam no comportamento e nas atitudes dos protagonistas.
Meryl Streep (de “O suspeito“) está ótima como sempre e é a responsável por boa parte das cenas engraçadas. Variando entre o humor e o drama, “Terapia do amor” é uma boa escolha entre os repetitivos títulos de comédia romântica que se acumulam nas prateleiras de locadoras de dvds.
Cotação do Daiblog:DaiblogDaiblogDaiblog

Curiosidade: Sandra Bullock foi contratada para interpretar a personagem Rafi Gardet, mas desistiu da personagem após o diretor e roteirista Ben Younger se recusar a fazer as mudanças no roteiro que ela desejava. Apenas duas semanas antes do início das filmagens é que Uma Thurman foi contratada para o papel.

Fonte: Adorocinema.Prime (EUA, 2005) Dirigido por: Ben Younger Com: Uma Thurman, Meryl Streep, Bryan Greenberg, Jon Abrahams, Palmer Brown, Zak Orth, Ato Essandoh, David Anzuelo …
Veja aqui o trailer do filme “Terapia do amor“:

#531-Torturados

Tony e Detroit são ladrões profissionais, daqueles que possuem maletas com equipamentos próprios para um assalto perfeito. Usam luvas para não deixar digitais no local do crime e sabem abrir cofrer e maçanetas com facilidade. Mas todo esse cuidado não serve de nada quando eles decidem assaltar uma casa muito sinistra. Com as paredes sujas e uma decoração de cativeiro, o lugar só se tornou interessante para a dupla quando eles encontraram um cofre.
 


Mas não apenas um cofre que eles encontraram. No mesmo cômodo os dois viram um homem amordaçado e amarrado em uma cama. Sem saber se era um jogo sexual ou um seqüestro, os ladrões decidem que o importante é arrombar o cofre para pegar o dinheiro. Mas depois eles vão descobrir que não será nada fácil sair daquela casa, que é o cenário onde toda a história se desenvolve.

Torturados” é um filme curto (possui pouco mais de uma hora de duração) e recomendado especialmente para quem gosta de terror. Não necessariamente porque se trata de um filme do gênero, mas porque só quem se interessa por horror pode tirar algum proveito da produção. As interpretações deixam a desejar, assim como o resultado total do filme. Porém a história tem um umas boas tiradas de humor negro.
Algumas alucinações servem de pretexto para imagens de canibalismo, tudo ao som de uma trilha sonora caricata em tons de comédia. O filme também é corajoso o bastante para mostrar uma cena perturbadora entre irmãos nas mãos de um psicopata. Filme regular, mas que tem uma outra idéia boa.
Cotação do Daiblog:DaiblogDaiblog

Gag (EUA, 2006) Dirigido por: Scott W. Mckinlay Com: Brian Kolodziej, Gerald Emerick, Vince Marinelli, Scott W. Mckinlay, Amy Wehrell …
Veja aqui o trailer do filme “Torturados“:

#530-Pequenas histórias

Para o cineasta Helvécio Ratton não foi novidade retornar ao gênero infantil. Ele foi o responsável pela versão cinematográfica do livro “O menino maluquinho”, clássico do cartunista Ziraldo. Em “Pequenas histórias”, o diretor mostra que sabe mesmo lidar com o público mirim e o melhor, sem ser desprezar a inteligência dos pequenos. Como resultado, o filme é realmente indicado para todas as idades.
 


O longa-metragem é uma reunião de quatro contos populares, daqueles que eram contados por tias e avós e passados de geração em geração; numa época em que não existia internet e um dos grandes passatempos da garotada era ficar ouvindo histórias fantásticas. Para quem possui mais idade, as narrativas não serão novidade, mas para muitos com certeza tudo pode se tornar uma grande experiência.



O primeiro conto fala de um pescador que não encontra nenhum peixe no rio. Mas sua sorte muda depois de conhecer a misteriosa Iara (Patrícia Pillar, de “Zuzu Angel”). O segundo segmento fala de Vevé, criança que vira coroinha da igreja para agradar a mãe. As coisas se complicam quando ele conhece um causo assombroso: a fantasmagórica procissão das almas. O penúltimo trecho é sobre um ator decadente (interpretado pelo ótimo Paulo José) que trabalha como Papai Noel em uma loja. Ele passa por dificuldades financeiras e vai aprender o significado do espírito natalino quando perder quase todas as esperanças.
A história que encerra o filme é a de Zé Burraldo (Gero Camilo). Como o nome diz, é um sujeito não muito inteligente. Sua inocência faz com que ele se torne uma vítima fácil de pessoas maliciosas. Todos os contos são narrados por Marieta Severo (“A grande família, o filme”) e se passam em Minas Gerais. Tirando a parte do Papai Noel, de longe a mais tocante, as outras têm como cenário cidades menores que possuem uma arquitetura mais antiga. E a escolha foi certa na hora de resgatar contos populares que cada vez se perdem mais nos dias de hoje.

Pequenas histórias” é um filme leve e versátil. Vai desde a comédia até o sobrenatural, e tem chances de entreter quem quer fugir de um cinema norte-americano e procura sabores mais brasileiros e tradicionais. Destaque para a trilha sonora bem conduzida e todo o clima infantil, retratado em sua melhor forma no trecho do garoto Vevé. O filme é delicioso como um pão de queijo mineiro, mas com a vantagem de não engordar ninguém. Serve também como um aperitivo para a criança se interessar pelo folclore nacional, riquíssimo em lendas e pouco conhecido pela maior parte da população.
Cotação do Daiblog:DaiblogDaiblogDaiblog

Pequenas histórias (Brasil, 2007) Dirigido por: Helvécio Ratton Com: Gero Camilo, Paulo José, Patrícia Pillar, Marieta Severo, Constantin de Tugny …

Veja aqui o trailer do filme “Pequenas histórias“:

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Lançamento da revista em quadrinhos “Boca do Inferno.Com” número 2, em 26/07/08, na Livraria “HQ Mix” (São Paulo)
O número 2 da revista em quadrinhos “Boca do Inferno.Com” foi lançada no mês de Junho de 2008, pela “Editora Júpiter II”, de José Salles. O evento oficial de lançamento da revista será no dia 26/07/08, às 18:00 horas, na Livraria “HQ Mix”, Praça Roosevelt 142, Centro, São Paulo/SP. Convidamos todos os infernautas para participarem.

Os autores das HQs estarão presentes para autografar seus trabalhos.A capa da revista número 2 é colorida e de autoria de Valmar Oliveira, que também participa com a HQ “Zombie Night”. Walter Junior, autor da ilustração da página de abertura do site “Boca do Inferno.Com”, reaparece com a história “Rock´n´roll Hell”. O restante do conteúdo inclui as HQ´s “Revelação” e “O Morcego”, de Iam Godoy, editor do fanzine eletrônico “Fun House”, “Duas Vidas de Um Homem”, do veterano e cultuado Gedeone Malagola, e “Eles Podem Voltar!”, de Laudo Ferreira Junior.

Ainda tem três ilustrações de José Nogueira, seção de carta dos leitores, contra capa colorida de Michael Kiss, e breve resenha do filme “O Túmulo Vazio” (The Bodysnatcher, 1945), de Robert Wise e com Bela Lugosi e Boris Karloff, escrito por Renato Rosatti.São 32 páginas em formato 155 x 218 mm, R$ 3,00. Para quem não puder comparecer, pode fazer seu pedido através do e-mail revistaboca@yahoo.com.br, aos cuidados de Marcelo Milici (webmaster do site “Boca do Inferno.Com”). O preço da revista pelo correio é R$ 5,00.

#529-No ritmo do amor

Chen é um garoto que faz judô e decide entrar para a aula de dança depois de se apaixonar por Natalie, menina que freqüenta a aula. A história de “No ritmo do amor” pode lembrar, à primeira vista, algo como uma mistura entre “Billy Elliot” com qualquer outro filme romântico sobre dança, como “Dirty Dancing 2, noites de Havana“, por exemplo. Mas o filme de Israel tem muito a mostrar e surpreende.
 


O resultado é interessante por mostrar sobre a cultura local. O protagonista é filho de pai israelita e mãe russa e recebe uma criação diferenciada por causa desse detalhe. Enquanto a mãe gosta de dançar, o pai pensa no trabalho e não gosta de música. Mesmo assim ele decide aprender vários ritmos poder se aproximar de Natalie, uma jovem insegura que quer vencer o campeonato nacional de dança.

No ritmo do amor” parece ser previsível e comum até a metade final. Depois o longa-metragem dá uma guinada incrível e melhora cada vez mais, até o clímax emocionante. O roteiro trabalha bem as personagens, todas profundas o bastante para serem desenvolvidas.
Merece ser visto por não ser apenas mais um filme de dança. O fato do protagonista ser uma criança que se apaixona pela primeira vez e aprende sobre o mundo e as pessoas também conta bastante para que o filme seja imperdível.
Cotação do Daiblog:

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Sipur Hatzi-Russi (Israel, 2006) Dirigido por: Eitan Anner Com: Jenya Dodina, Avi Kushnir, Oksana Korostyshevskaya, Kirill Safonov, Vladimir Volov, Valeria Voevodin…

Veja aqui o trailer do filme “No ritmo do amor“:

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Saiu o resultado da promoção Wall-e do Daiblog! Clique abaixo para conferir se você foi um dos vencedores!

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#528-Quarto do medo

Um serial-killer mata diversas garotas bonitas nos Estados Unidos e ninguém consegue encontrar o criminoso. Ele é esperto o bastante para não deixar nenhuma pista, o que dificulta o trabalho da polícia. Mas Nick Ferguson (Rhett Giles, uma espécie de Daniel Craig) é um policial que está disposto a capturar o assassino. O filme começa com uma perseguição que termina de modo quase trágico.

O assassino injeta uma seringa no peito do policial, que sobrevive após um transplante de coração. Depois da recuperação, Nick decide continuar com a investigação. Só que alguma coisa está diferente com o tira. Terminada a cirurgia ele passa a ter visões de fantasmas e enxerga imagens das garotas sequestradas. E esse é o pretexto para a história tentar provocar sustos sem parar até o final.

Quarto do medo

Nenhuma tentativa funciona e o resultado é um lamentável filme policial que tenta impressionar pelas cenas de violência. O baixo orçamento fica evidente pelos efeitos especiais de qualidade duvidosa. A exagerada iluminação nas seqüências norturnas tiram todo o suspense e mistério que o filme poderia ter. E o roteiro, típico de uma sessão “Tela quente“, é lento e se perde em repetitivas cenas monótonas na delegacia.

Quarto do medo

Ainda que o final tenha uma revelação para tentar chocar os espectadores, o longa-metragem não tem nada de novo. O vilão é brega e não assusta ninguém. Suas motivações não convencem e a história termina de uma forma rápida sem o clímax necessário para divertir. Em suma, “Quarto do medo” é dispensável. Indicado apenas para quem gosta de produções feitas para a tv sem nenhum compromisso.
Cotação do Daiblog: Daiblog
The Fear Chamber (EUA, 2008) Dirigido por: Kevin Carraway. Com: Richard Tyson, Rhett Giles, Steven Williams, Miranda Kwok, John Duerler, Nikki Norris, Todd Rexx…
Veja aqui o trailer do filme “Quarto do medo“:

DaiblogO curta-metragem “Tv Alieno” foi selecionado para participar do Curtas na Tv, programa da Tv Câmara! O filme será exibido junto com o curta “Vitrais“. A estréia é nesta sexta-feira (dia 11 de julho), à 0h30. Quem não puder assistir pode conferir as reprises:

Sábado (12) – 7h
Domingo (13) – 1h e 21h30
Segunda (14) – 23h
Terça (15) – 6h30
Quinta (17) – 5h
A TV Câmara pode ser sintonizada no canal 27 em UHF no Distrito Federal e nos canais 14 da NET (no DF), 28 da Sky Net, 16 da TECSat, 235 da Direct TV, 67 da TVA (grande São Paulo) e por antena parabólica em todo o País. Clique aqui para mais instruções de como sintonizar.Agradecimentos também ao Laboratório Sabin que ajudou na divulgação do filme (que participou da primeira edição nacional do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos) e imprimiu dois lindos banners.