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#436-O canibal

Não é de se estranhar que o crime de Armin Weiwes iria chamar a atenção da indústria cinematográfica. O canibal alemão ganhou as manchetes dos jornais do mundo inteiro e as pessoas ficaram impressionadas com o caso. “O canibal” é praticamente a mesma história de Armin Weiwes, mas adaptada para o cinema. Com o detalhe que a produção foi feita sem a autorização do verdadeiro canibal!
  


No filme, Katie (Keri Russell, de “Garçonete“) é uma universitária que estuda o caso de Oliver (Thomas Kretschmann, de “O vidente“, “Três vidas em um destino“). Assim como aconteceu na vida real, o homem sempre teve vontade de comer uma pessoa. E foi num site da internet chamado “Cannibal Cantina” que ele encontra um parceiro disposto a ser devorado.

  
O roteiro mistura flashbacks dos envolvidos no banquete fatídico com as investigações de Katie. A fórmula não funciona bem porque é bem mais interessante saber o caso do crime do que a universitária pesquisando sobre o assassinato. Por isso o filme se desenvolve de forma irregular, oscilando entre bom e o dispensável. O ponto positivo é que, felizmente, o caso foi tratado de forma madura.
Poderia ser um sangrento filme, que mostrasse a castração explícita do companheiro do canibal ou cenas mais violentas. E não é o que acontece. Predomina um drama sobre a personalidade dos personagens. Em especial de Oliver, num tocante retrato sobre a solidão. Ainda que existe aquela velha fórmula clichê da mãe dominadora (algo meio Norman Bates, de “Psicose 2“, por exemplo), o longa não chega a ser fraco. Não apela para o sensacionalismo, que é um caminho muito fácil para uma produção do gênero.
Martin Weisz dirigiu depois “O retorno dos malditos“, continuação de “Viagem maldita“.
Cotação do Dai:
DaiblogDaiblogDaiblog

Leia também sobre outros filmes relacionados com o caso Armin Weiwes que já foram comentados aqui no Daiblog:
FEED, fome assassina
Fome de amor

Rohtenburg (Alemanha, 2006) Dirigido por: Martin Weisz Com: Keri Russell, Thomas Kretschmann, Thomas Huber, Rainier Meissner, Angelika Bartsch, Alexander Martschewski…

Veja aqui o trailer do filme O canibal:

#435-Click

Adam Sandler é Michael Newman, um arquiteto que tem dificuldades em conciliar o trabalho com a família. Enquanto tenta dar o melhor de si no escritório, ele não encontra tempo para dar atenção para a esposa Kate Beckinsale (de “Anjos da Noite 2: A Evolução“) e para os dois filhos. Um dia, ele sai para comprar um controle universal para a televisão, mas acaba levando para casa um super controle remoto.
  


O aparelho é capaz não só de controlar a televisão, mas toda a sua vida. Assim, ele pode pausar, rebobinar, avançar capítulos, aumentar volume e mexer em qualquer configuração do mundo. Existe inclusive até um menu, como se a vida dele fosse um dvd. Com o controle total, ele aproveita para viver de um jeito mais fácil e prazeroso.

  
O longa-metragem arranca boas risadas por causa do novo poder que Michael adquire com o controle remoto. Adam Sandler se sai bem no papel e só reforça suas capacidades humorísticas. A grande surpresa, contudo, é o rumo que a história toma da metade para o final. Ao invés de ser um típico filme de comédia, o roteiro caminha para um drama com uma lição de vida no final.
  
E a mensagem não é muito diferente e “O diabo veste Prada“, com um conselho sobre as prioridades na vida e a valorização dos momentos com pessoas especiais. Christopher Walken também integra o elenco, como o estranho sujeito que entrega o controle remoto para o protagonista. Boa comédia, que surpreende pelo drama inserido na história. O filme recebeu uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Maquiagem.
Cotação do Dai: DaiblogDaiblogDaiblog

Click (EUA, 2006/I) Dirigido por: Frank Coraci Com: Adam Sandler, Kate Beckinsale, Christopher Walken, David Hasselhoff, Henry Winkler, Sean Astin…

Veja aqui o trailer do filme “Click“:

#434-Meu nome não é Johnny

Dirigido por Mauro Lima (de “Tainá 2, a aventura continua“), o filme “Meu Nome Não é Johnny” não tem nada a ver com índios e preservação ambiental. O longa-metragem conta a história verídica de João Guilherme Estrella, um jovem que se tornou o maior traficante do Rio de Janeiro. O roteiro é baseado no livro de mesmo nome e começa desde a infância de Guilherme até o momento que ele foi preso e condenado.
  


Johnny (Selton Mello, de “O cheiro do ralo“) começou fumando maconha e depois passou a traficar pequenas quantidades até se tornar o maior revendedor de cocaína do país, com negócios até no exterior. Na história, ele se apaixona por Sofia (interpretada por Cléo Pires), uma jovem que também o acompanhava nos negócios e transações.

Apesar de todo o clima de euforia e animação, o filme mostra também o lado trágico do tráfico. Não relaciona as drogas com a violência (como em “Tropa de elite“), mas mostra as complicações que a atitividade ilegal pode trazer para uma pessoa. Cássia Kiss (de “Chega de saudade“) interpreta a juíza que julgou o caso de Guilherme, uma profissional que era conhecida por ser muito rígida.

A produção do filme é ótima e a história cativa. Existe a polêmica do anti-herói, afinal o mocinho é um traficante. Mas ele é tão gente boa que é difícil não torcer para ele. E neste ponto não existe nenhuma hipocrisia. João Guilherme está vivo para confirmar a própria história e é, de fato, simpático. Hoje ele trabalha como produtor musical e é o exemplo que é possível se recuperar e ter uma segunda chance.
Cotação do Dai: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Meu Nome Não é Johnny (Brasil, 2008) Dirigido por: Mauro Lima Com: Selton Mello, Cléo Pires, Cássia Kiss, André de Biase, Ângelo Paes Leme, Rafaela Mandelli, Gillray Coutinho, Luis Miranda, Aramis Trindade…
Veja aqui o trailer do filme “Meu Nome Não é Johnny“:

Daiblog
Cleo Pires afirmou que fez o teste para ser a a nova bongirl no 22° filme do agente secreto mais famoso do mundo. Diversas atrizes do mundo estão cotadas ao papel, mas a brasileira evita comentar sobre o assunto. “Assinei um contrato e não posso falar sobre o teste. Mas eu fiz e foi bem legal”, afirmou durante entrevista. A filha de Glória Pires participa do seu segundo longa-metragem, o nacional “Meu nome não é Johnny“. O filme é protagonizado por Selton Mello e estréia dia 4 de janeiro de 2008.

#433-O sobrevivente

Dirigido por Werner Herzog (de “O enigma de Kaspar Hauser“), o filme “O sobrevivente” conta a história verídica de um piloto que sofre um acidente de avião e vai parar no Laos em plena Guerra do Vietnã. Capturado pelos inimigos, ele é torturado e se torna prisioneiro. Com esperança e ajuda de outros cativos, ele tenta encontrar uma forma de fugir de volta para a América.
  


O sobrevivente” mostra mais uma vez que Christian Bale (de “Batman Begins“) é um ator que se entrega mesmo ao personagem. Neste filme, ele demonstra a assustadora capacidade de emagrecer assim como no misterioso “O operário“. E é uma coisa fácil de perceber se compararmos o tenente Dieter Dengler no começo e no final da história.

  

A história provavelmente deve ter sido bem fiel a original porque os acontecimentos são desenvolvidos de forma lenta. O preparo para a fuga, por exemplo, é mostrado passo a passo. Não existe a preocupação em tornar o filme ágil e cheio e ação. As coisas são mostradas de uma forma mais realista, mesmo que isso possa causar a impressão que o filme é devagar.

  

A longa duração (mais de duas horas) pode desanimar quem procura um programa mais enxuto. Mas quem tem paciência e quer ver uma inacreditável aventura de sobrevivência e determinação vai gostar de “O sobrevivente“. No elenco também está Steve Zahn (de “O preço de uma verdade“), que perdeu 18 quilos para fazer o filme. Destaque para a belíssima (quase poética) cena inicial, com os bombardeios.
Cotação do Dai: DaiblogDaiblogDaiblog
Rescue Dawn (EUA, 2006) Dirirgido por: Werner Herzog Com: Christian Bale, Marshall Bell, Zach Grenier, Toby Huss, Pat Healy, James Oliver, Brad Carr, Mr. Saichia Wongwiroj…
Veja aqui o trailer do filme “O sobrevivente” legendado em português:

#432-Uma canção para o sol

O filme “Taiyou no uta” é uma produção japonesa estrelada pela cantora Yui. Lançado em 2006, o longa foi exibido no Festival de Cannes. Mas o maior sucesso aconteceu na terra natal e fez a cantora ficar ainda mais conhecida e popular no Japão. Além de atuar no filme, Yui também toca e canta. A história é bastante dramática, sensível e romântica. Um programa ideal para comover apaixonados.
  


Kaoru Amane (Yui) é uma garota que nunca freqüentou a escola e dorme durante o dia para viver de noite. Quando já está tarde, ela sai de casa e costuma tocar violão numa praça. Além de sonhar em ser uma cantora, Kaoru costuma espionar um garoto chamado Koji, que sempre se encontra com os amigos num ponto perto de sua casa. Pouco a pouco ela percebe que está apaixonada por ele e tenta tomar uma atitude. 


  

A parte dramática surge quando é explicado o comportamento noturno da protagonista. Kaoru possui uma doença raríssima chamada XP (Xeroderma Pigmentoso ou “Xeroderma Pigmentosum”, que a impede de tomar sol. É uma mazela incurável que pode matá-la caso ela se exponha aos raios ultra-violeta. O problema de saúde é um empecilho na relação com Koji, que ama o sol e é surfista!
  

A história se desenvolve lentamente, o que prejudica um pouco o andamento do filme. Mas Yui se sai bem como atriz, interpretando uma sonhadora que vive um amor platônico. Com o sucesso do longa metragem foi criada uma série, com novos atores e trama mais elaborada. Destaque para a trilha sonora e a canção-tema “Goodbye Days“, que é cantada durante boa parte do filme.
Cotação do Dai:
DaiblogDaiblogDaiblog

Conheça mais sobre a cantora visitando o site Yui Brasil: http://yui-brasil.net/

Taiyô no uta (Japão, 2006) Dirigido por: Norihiro Koizumi Com: Yui, Takashi Tsukamoto, Kuniko Asagi, Eri Fuse, Gaku Hamada, Goro Kishitani…

Veja aqui o trailer do filme Taiyou no uta:

#431-O grito 2

Continuação de “O grito“, o filme procura explicar a origem da maldição que consome quem entra numa amaldiçoada casa japonesa. Na história, se uma pessoa morre num momento de extrema raiva, ela dá início a uma maldição capaz de destruir todos que entrem em contato com ela. E é exatamente isso o que acontece, já que terríveis assassinatos aconteceram na casa.
  


O grito 2” tem participação de Sarah Michelle Gellar, que foi a mocinha do primeiro filme. Mas é a irmã dela, Aubrey (Amber Tamblyn) que protagoniza a continuação. Ela conhece um jornalista (Edison Chen, de “Racha, velocidade sem limite“) que tenta descobrir a história do passado macabro da casa. O primeiro filme explica um pouco o que aconteceu, mas é esta seqüência que mostra a verdadeira origem do mal. Incluindo uma explicação para aquele som inesquecível que os fantasmas fazem.

O filme prende a atenção porque mostra três histórias paralelas. Quem tiver mais atenção vai conseguir encontrar a relação entre elas antes do final. E a mensagem que passa é que a maldição está crescendo cada vez mais, para desespero da humanidade. Mas não espere um filme genial. O diretor Takashi Shimizu (de “Almas reencarnadas“) não consegue fugir dos clichês do gênero.

Então fantasmas cabeludos e vultos estão novamente presentes e tentando assustar (sem sucesso). Não chega a ser um filme bom, mas também não é fracasso total, ainda se tratando de uma continuação. Mas, sem dúvidas, existem disponíveis opções melhores de filmes de terror asiáticos.
Cotação do Dai: DaiblogDaiblog


The Grudge 2 (EUA, 2006) Dirigido por: Takashi Shimizu Com: Amber Tamblyn, Arielle Kebbel, Jennifer Beals, Edison Chen, Sarah Michelle Gellar, Sarah Roemer, Matthew Knight…


Veja aqui o trailer legendado em português do filme O grito 2:

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Desejo e reparação no Globo de Ouro
O drama “Desejo e reparação” lidera indiações ao Globo de Ouro 2008 e concorre a sete estatuetas: Melhor Filme (Drama), Melhor Atriz Drama (Keira Knightley, de “Camisa de força” e “Orgulho e preconceito“), Melhor Ator Drama (James McAvoy), Melhor Atriz Coadjuvante (Saoirse Ronan), Melhor Diretor (Joe Wright) e Melhor Trilha Sonora (Dario Marianelli). Por este motivo, a Paramount Pictures do Brasil decidiu antecipar a estréia do longa-metragem para o dia 11 de janeiro. Observação: a data ainda está sujeita à modificações por parte da distribuidora.

E apoveitando que estamos na véspera do feriado…

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#430-Mandando bala

Um filme de ação feito simplesmente por cenas… de ação! Esta é uma boa definição para “Mandando bala“. Quem espera um roteiro mais elaborado, vai sair do cinema frustrado. O filme é feito apenas de tiroteios do começo ao fim. Quando você pensa que existirá espaço para algum diálogo no script, mais balas são disparadas por todas as direções. E isso é tudo!
  


Agora que você já sabe como é “Mandando bala“, pode decidir se é ou não um bom filme. A produção recebeu diversas críticas extremas, do tipo “ame ou odeie”. Para um filme sem a pretensão de ser sério, é divertidíssimo. Clive Owen (de “Filhos da esperança” e “Fora de rumo ) interpreta Smith, um atirador que salva a vida de um bebê que acaba de nascer.

O que ele não imaginava era que seria perseguido por Hertz (Paul Giamatti, de “O ilusionista” e “A dama na água“)) e sua equipe de incontáveis assassinos. Mas nenhum é páreo para Smith, que consegue ter a melhor pontaria já vista no cinema. Para completar a trama, entra a bela Monica Bellucci (de “Irreversível“) como a mocinha da história. Aquela que corre perigos e ajuda a salvar a vida do bebê.

O motivo do recém-nascido ser perseguido durante todo o longa é explicado, mas de forma simples. Existe até uma tentativa de dar profundidade para a história, mas o que marca mesmo no filme são as sequências de ação que não acabam nunca. E são cenas de tirar o fôlego, num tom tão mentiroso quando “Missão impossível 3” ou outro filme de ação com um herói praticamente indestrutível. Personagens caricatos e situações absurdas que parecem ter saído de uma história em quadrinhos! Espero que tenha uma continuação para explorar mais o passado de cada personagem!
Cotação do Dai: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Curiosidade:Os intérpretes do bebê Oliver foram escolhidos antes mesmo de nascerem. Os produtores contrataram uma mulher que estava grávida de gêmeos, cujo nascimento estava previsto para a época em que as filmagens começariam. Desta forma os bebês mostrados em cena eram realmente recém-nascidos, como pedia a história. Fonte: Adorocinema.

Shoot ‘Em Up (EUA, 2007) Dirigido por: Michael Davis Com: Clive Owen, Paul Giamatti, Monica Bellucci, Stephen McHattie, Greg Bryk, Ramona Pringle, Julian Richings…

Veja aqui o trailer do filme “Mandando bala” legendado em português:

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#429-Um jogo de vida ou morte

O ator Kenneth Branagh dirige este inteligente suspense que é uma refilmagem de “Jogo mortal“, de 1972. O filme é sobre o encontro entre Milo Tindle (Jude Law, de “Invasão de domicílio“) e o famoso escritor Andrew Wyke (Michael Caine, de “Batman begins“). Andrew é conhecido por ter escrito muitos best-sellers, sempre no gênero histórias de detetive.
   


O encontro dos dois parece ser simples, como dois amigos batendo papo. Mas as verdadeiras intenções são mostradas aos poucos. Milo Tindle quer que Andrew assine a papelada que oficializa o divórcio da esposa, que agora está morando com Milo. A tensão é criada quando Andrew faz uma proposta muito suspeita. Ele quer que Milo simule o assalto de umas jóias.

 

Começa então um jogo inteligente, onde é difícil saber onde cada personagem deseja chegar. Fica claro que em comum entre ambos existe o amor pela mesma mulher, mas a forma como eles irão lidar com isso é imprevisível. O desenrolar dos acontecimentos é inesperado e cheio de reviravoltas. A originalidade é um ponto forte, coisa dificilmente vista nos filmes atuais.
  
Jude Law e Michael Kane estão ótimos como sempre. “Um jogo de vida e morte” é o tipo de filme com uma produção simples, sustentado exclusivamente pelo roteiro e atuações. A trama passa toda dentro de uma casa, com propostas cada vez mais perigosas. Diálogos super afiados e tensão em cada cena! O filme foi um dos destaques do FIC Brasília 2007 (Festival Internacional de Brasília)
Cotação do Dai: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Sleuth (EUA, 2007) Dirigido por: Kenneth Branagh Com: Michael Caine, Jude Law, Harold Pinter…

Veja aqui o trailer do filme “Um jogo de vida e morte“:

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#428-Lost Zweig

Stefan Zweig (Rüdiger Vogler) é o escritor austríaco do famoso livro “Brasil, país do futuro“. O filme mostra como foi a última semana da viagem dele com a esposa Lotte (Ruth Rieser, que foi a primeira atriz estrangeira a receber o prêmio de melhor atriz no Festival de Brasília de Cinema Brasileiro em 2003). Os dois vieram para o Brasil em busca de segurança, visto que eram judeus e estavam fugindo dos horrores da Segunda Guerra Mundial.
  


Zweig chegou nas terras tupiniquins no dia 23 de fevereiro de 1942, na semana seguinte ao Carnaval. Hospedado no Rio, ele tentava conseguir vistos para parentes e colegas que estavam na Alemanha sofrendo com o Holocausto. Mas aqui no Brasil as coisas não eram as mais simples, já que o país estava na ditadura e as decisões todas dependiam de Getúlio Vargas.


Apesar dos principais atores serem de fora, o filme é uma produção nacional. É inteiramente falado em inglês e é estranho quando atores brasileiros como Daniel Dantas ou Odilon Wagner aparecem em cena sem falar português. “Lost Zweig” tem um ritmo lento. É um drama que conta uma história interessante de uma forma devagar.

Por esse motivo que não considero o longa como melhor representante do cinema nacional. Mas o filme não deixa de ser um documento interessante e histórico sobre uma fase da história do Brasil e sobre um pouco da vida de Stefan Zweig. Repare que o cineasta norte-americano Orson Welles- aparece durante um trecho da história.
Cotação do Dai: DaiblogDaiblog

Lost Zweig (Brasil, 2002) Dirigido por: Sylvio Back Com: Rüdiger Vogler, Ruth Rieser, Ney Piacentini, Odilon Wagner, Daniel Dantas…

Veja aqui o trailer legendado do filme Lost Zweig:

Daiblog
Como acontece com todos bons filmes asiáticos, “Medo” ou “A tale of two sisters” atraiu a atenção dos norte-americanos e os direitos de refilmagem foram comprados. Resultado: mais um remake. O grande problema é que o longa-metragem beira a perfeição, sendo uma má idéia mexer no que já foi tão bem sucedido.

O filme da Coréia do Sul é a mistura perfeita entre o suspense sobrenatural com um drama. Como se não bastasse o roteiro ser interessante e cheio de reviravoltas, a produção é impecável. A fotografia é belíssima e a trilha sonora arranca mais suspiros do que arrepios.

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Elizabeth Banks (de “Homem aranha 3“) e Arielle Kebbel como as irmãs que voltam para casa depois de uma temporada em tratamento psiquiátrico. Emily Browning (de “Desventuras em série” e “Navio fantasma“) e David Strathairn (de “Boa noite e boa sorte“) também integram o elenco.
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Acima algumas imagens da refilmagem de “A tale of two sisters“. Você pode ver as duas irmãs que possuem um forte relacionamento e tentarão superar traumas do passado. Agora é só esperar para ver…

Leia sobre o filme original clicando aqui.

#427-Planeta Terror

Cherry Darling (Rose McGowan, de “Dália Negra“) é o nome artístico de uma stripper que dança sensualmente numa casa norturna. Ela reencontra casualmente um rapaz (Freddy Rodríguez, de “Poseidon” e “Bobby“). Os dois enfrentarão problemas quando descobrirem que a cidade inteira foi atacada por estranho zumbis devoradores de carne humana. Se você achou a sinopse trash, saiba que foi proposital. Como parte do projeto Grindhouse (que inclui também o filme “À prova de morte“), “Planeta Terror” é uma homenagens aos filmes B da década de 70.
  


Pelo mesmo motivo, a imagem é granulada e propositalmente suja, como filmes antigos sem restauração. A história deste filme é uma loucura só, extraída da mente do diretor Robert Rodriguez (de “Sin City, a cidade do pecado“), que também foi o responsável pela trilha sonora do longa. No elenco também estão conhecidos nomes como Bruce Willis (de “A estranha perfeita“) e Naveen Andrews (o Sayid, de “LOST 1ª temporada“, “LOST 2ª temporada“.

  
A trama é cheia de cenas de ação e comédia, além de uma violência muito exagerada e nojenta. Outros personagens também merecem destaque como a médica Dakota Block (Marley Shelton, de “Um beijo a mais“), que trabalha no hospital que recebe cada vez mais pacientes amputados. O banho de sangue continua quando cada vez mais mortos-vivos aparecem.
  
Filme acima da média, muito divertido e com cenas absurdas que não vistas nas produções atuais. Nos EUA, “Planeta Terror” foi lançado junto com “À prova de morte“, mas aqui no Brasil teremos de esperar alguns meses até o lançamento nos cinemas.
Cotação do Dai:

DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog
Grindhouse Planet Terror (EUA, 2007) Dirigido por: Robert Rodriguez Com: Rose McGowan, Freddy Rodríguez, Josh Brolin, Marley Shelton, Michael Biehn, Bruce Willis, Naveen Andrews…
Veja aqui o trailer brasileiro do filme “Planeta terror“: