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#446-Eu sei quem me matou

Quando Lindsay Lohan aceitou fazer “Eu sei quem me matou” ela já sabia que seria um filme diferente dos outros de sua carreira. A mocinha conhecida por fazer comédias e filmes românticos (como “Sorte no amor” e “Meninas malvadas“) aparece neste suspense com um papel duplo, sendo um deles uma dançarina de um clube nortuno. E sim, o roteiro reservou várias cenas de pole dance, aquela dança que no poste que também pode ser vista por Rose McGowan em “Planeta Terror“.
    


A história se passa numa cidade dos Estados Unidos que entra em choque quando é encontrado o corpo de uma adolescente que estava desaparecida. O crime brutal colocou todos em alerta pelo nível de crueldade. Até que um dia, a estudiosa Aubrey (Lohan) desaparece misteriosamente. Começa uma busca pela jovem e os pais começam a pensar na pior das hipóteses…


Até que encontram Aubrey no meio de uma estrada. Só que para a surpresa da família, ela diz ser outra pessoa. Diferente de Aubrey, ela se assume como Dakota Moss, uma dançarina que não sabe responder as perguntas da polícia e tenta descobrir o que aconteceu com seu corpo mutilado. O maior mistério é em relação a alternância de personalidade da protagonista. Seria apenas resultante do trauma por ter quase morrido ou algo mais?
O suspense se sustenta nesta curiosidade até o final. E fica um clima de dúvidas sobre o que realmente está acontecendo. Apesar de ter furos (como os policiais que decidem vigiar Aubrey e somem de uma hora para a outra), o roteiro é interessante e foge um pouco dos clichês do gênero. O melhor, contudo, são os simbolismos e elementos do filme. “Eu sei quem me matou” tem um visual bombardeado de duas cores: vermelho e azul. Vale uma conferida.
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I Know Who Killed Me (EUA, 2007) Dirigido por: Chris Sivertson Com: Julia Ormond, Neal McDonough, Brian Geraghty, Lindsay Lohan, Jessica Rose …
Veja aqui o trailer do filme “Eu sei quem me matou“:

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Perdas no mundo do cinema

Nas últimas semanas três atores de morreram. Dia 16 foi Brad Renfro, que ficou conhecido por fazer filmes durante a infância e adolescência como o suspense “O cliente” e “A cura“. Ele também estrelou “Ruas selvagens” (imagem abaixo) e fez uma participação no thriller “Camisa de força“. O ator foi encontrado morto em casa e já tinha passagens na polícia por envolvimento com drogas.

 

Outro ator que foi encontrado morto em casa foi o australiano Heath Ledger. Ele ficou conhecido pelo papel no filme “O segredo de Brokeback Mountain“. Ele também estrelou o drama “Candy” (imagem abaixo) e recentemente interpretou o Coringa no novo filme do Batman. A causa da morte ainda não foi informada.

Finalizando a mórbida lista também faleceu o ator brasileiro Luiz Carlos Tourinho, vítima de um aneurisma cerebral.

#445-Shortbus

Um dos destaques do Festival Internacional de Cinema de Brasília (FIC) foi o irreverente filme “Shortbus“. Irreverente porque a produção é repleta de cenas de sexo explícito e fala basicamente de orgasmos e identidade sexual. São duas histórias principais. Primeiro a do casal gay que mora no mesmo apartamento e é espionado por um vizinho com intenções suspeitas.
  


Já a segunda história (e mais bem humorada) é a da terapeuta sexual Sofia. Ela é uma mulher que passa o dia conversando com casais problemáticos tentando resolver assuntos alheios, sendo que ela mesma possui um grande problema: não consegue chegar ao orgasmo com o marido. Os dois núcleos vão se encontrar num lugar chamado Shortbus.

Shortbus é um point alternativo de Nova Iorque, onde as pessoas vão para dançar, conversar ou algo mais. E é claro que neste filme o que é mostrado é justamente este algo mais. Apesar do tom de comédia que é presente durante boa parte da produção, fica no final um drama sobre as identidades sexuais e a dificuldade das pessoas em encontrar o prazer.

Entre algumas cenas com atores reais existe uma animação mostrando a cidade como um verdadeiro caldeirão de pessoas, com muitas luzes. Filme moderninho com momentos que beiram o pornô. Ainda que não inove, a coragem e boas cenas (como a do controle do vibrador que é confundido com o controle remoto da televisão) fazem com que o longa mereça uma conferida.
Cotação do Dai:
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Dica: um outro filme que fala sobre orgasmos e sexo é a comédia dramática francesa “O prazer é todo meu“. Clique para ler também.

Shortbus (EUA, 2006) Dirigido por: John Cameron Mitchell Com: Sook-Yin Lee, Paul Dawson, Lindsay Beamish, PJ DeBoy, Raphael Barker, Peter Stickles, Shanti Carson…

Veja aqui o trailer do filme “Shortbus“:

#444-O suspeito

O suspeito” é uma daquelas produções que usa o cinema para, de fato, passar uma mensagem e promover uma reflexão para os espectadores. Assim, o longa-metragem não se torna apenas um produto para entreter. Depois e assistir ao filme, fica uma idéia no ar e uma boa sugestão para debates. A questão abordada não poderia ser mais contemporânea. O filme mostra a história de Isabella (Reese Witherspoon, de “Legalmente loira“) uma mulher grávida que aguarda o retorno do marido (que nasceu no Egito). Mas para a sua surpresa o homem simplesmente desaparece. O que ela não sabe é que o sujeito é suspeito de ter colaborado em um atentado terrorista que aconteceu na África do Sul que causou a morte de um agente norte-americano.
  


O roteiro se desenvolve dividido em vários núcleos. O primeiro se passa nos Estados Unidos, com a determinada gestante tentando descobrir o paradeiro do esposo. No mesmo país está a influente Corrine Whitman, interpretada com maestria por Meryl Streep (de “O diabo veste Prada“). Ela trabalha na CIA e determina que o suspeito deve ser interrogado. Mas como não é novidade, os interrogatórios acontecem de uma forma que não seria aprovada pela Anistia Internacional… As outras tramas acontecem na África do Sul. É lá que o norte-americano Douglas Freeman (Jake Gyllenhaal, de “O segredo de Brokeback Mountain” e “O zodíaco“) trabalha.

 

Depois da morte do parceiro no atentado, ele se encarrega de descobrir os culpados pela bomba terrorista. Os caminhos do rapaz cruzam com o de Abasi Fawal, um oficial que usará métodos de tortura para arrancar uma confissão do egípcio. Também no continente africano é desenrolada a história do amor proibido entre dois jovens. Todos os enredos se encontram e são ligados durante as duas horas de projeção, com destaque para um curioso recurso do roteiro, que brinca com a ordem cronológica dos acontecimentos. No elenco também está Peter Sarsgaard (de “Hora de voltar“, “Plano de vôo“, “O preço de uma verdade“) no papel de um político norte-americano. As atuações estão ótimas e representam um dos pontos mais altos do filme.
O suspeito” mostra uma história que provavelmente que deve acontecer com certa freqüência nos Estados Unidos. Desde os atentados de 11 de setembro, o medo e a paranóia tornaram-se desculpas para uma série de crimes e atitudes anti-éticas mascaradas por uma desculpa pacifista e de segurança nacional. O filme aponta para vários aspectos como a xenofobia, o preconceito e o fanatismo religioso. Em tempos onde guerras e homens-bomba fazem parte do dia-a-dia de vários países, o longa-metragem não deixa ser bastante atual. E não é nem preciso usar uma esposa grávida e preocupada para exemplificar o sentimento de desespero de parentes de pessoas que desaparecem.
A direção é do sul-africano Gavim Hood, que recebeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro com o longa “Tsotsi – infância perdida”. O diretor agora se prepara para dirigir “X-Men Origins: Wolverine”, quarto filme da série dos mutantes dos quadrinhos.
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Rendition (EUA / África do Sul, 2007) Dirigido por: Gavin Hood Com: Omar Metwally, Reese Witherspoon, Aramis Knight, Rosie Malek-Yonan, Jake Gyllenhaal, Yigal Naor, Meryl Streep, Peter Sarsgaard…

Veja aqui o trailer do filme “O suspeito“:

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Novidade! Agora até quem não tem internet pode ler o Daiblog? Como assim? Você pode ler os textos do Daiblog na revista semanal Folhetim. Além de críticas de filmes, você também encontrará novidades sobre cinema e cultura. E como se não bastasse ainda tem a programação do cinema para você se organizar e não perder nenhum filme!

Você encontra a revista Folhetim nos cinemas dos shoppings: Brasília Shopping, Terraço Shopping, Pátio Brasil e Park Shopping. Mas quem não mora no Distrito Federal pode dar uma lida na versão online. Basta acessar o site: http://www.cinefolhetim.com/

O link para a revista Folhetim estará disponível nos links do menu ao lado!

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#443-A bússola de ouro

Mais uma trilogia promete agitar as salas dos cinemas. E o primeiro episódio já foi lançado rodeado de polêmica: “A bússola de ouro“. Com um elenco repleto e estrelas como Nicole Kidman (“A intérprete“), Daniel Craig (“Invasores“) e Eva Green (“007 Cassino Royale“), o filme é baseado no livro homônimo do inglês Philip Pullman.
  


A história gira em torno de Lyla, uma garotinha que investiga o desaparecimento de crianças. Então ela partirá numa viagem repleta de perigos em busca de respostas. Mas não é bem um roteiro simples e infantil. Apesar da classificação no Brasil ser de 10 anos, a cena da batalha entre o ursos polares é bem violenta. E a própria história exige atenção do público pela complexidade.

Para começar pelo contexto onde a trama se desenvolve. É um mundo alternativo habitado por fadas, piratas e feiticeiras. Cada pessoa tem um dimon, que corresponde à alma da pessoa materializada na forma de algum animal. Os adultos têm um dimon com forma fixa, que se assemelha a sua personalidade. Já os dimons das crianças podem se transformar em diversos animais, uma vez que crianças ainda estão em processo de formação.

A polêmica que surgiu em torno de “A bússola de ouro” se deve a uma instituição chamada Magistério. No filme, o Magistério se assemelha muito a igreja cristã e é um poderoso grupo que tem como principal objetivo alienar a população. Os membros deste grupo representam os maiores vilões da história e é impossível não comparar os integrantes do Magistério com bispos ou padres. O clima sóbrio e as vestimentas são semelhantes ao clero. E foi por causa das igualdades (propositais, já que o autor do livro original é ateu) que um boicote foi organizado nos Estados Unidos.

Mas o principal tema da história não é a religião e a crítica não interfere no entretenimento. A produção é caprichada, com orçamento astronômico e efeitos especiais maravilhosos. A principal qualidade é a fusão entre os elementos reais e os digitais, que se unem com perfeição. Assim, não é possível saber se determinado cenário existe mesmo ou foi criação de algum computador poderoso.
  
A bússola do título é um acessório mágico que permite saber a verdade sobre qualquer assunto. O aparelho dourado será de grande ajuda para a pequena protagonista descobrir em quem confiar. Por ser apenas o primeiro de três filmes, “A bússola de ouro” acaba com um gostinho de quero mais e a promessa de mais aventuras para a pequena Lyla. Agora é só torcer para que as próximas partes não demorem tanto e sejam no mesmo nível do primeiro.
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The golden compass (EUA 2007) Dirigido por: Chris Weitz Com: Nicole Kidman, Daniel Craig, Eva Green, Dakota Blue Richards …
Veja aqui o trailer de “A bússola de ouro” legendado em português:

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2008 marca os 100 anos de imigração japonesa no Brasil. E para celebrar de forma cultural (e bem sonora), o Daiblog fez uma parceria com a rádio virtual Japan Music Radio. A emissora possui uma programação 24 horas com o melhor da música oriental.
Então a partir de hoje os visitantes do Daiblog podem ouvir músicas japonesas pela barra instalada na parte superior do Daiblog. Como nem todos gostam por música nipônica, você precisa acionar a rádio se quiser escutá-la. Mas é um procedimento bastante simples. Para ouvir basta clicar no play (o triângulo) e para parar, no stop (o quadrado).
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Você também pode ouvir a rádio no próprio site da Japan Music Radio, ao acessar o link http://www.japanmusicradio.com/.
Se você se interessa por j-pop, j-rock, temas de anime e por sons da terra do sol nascente, não pode deixar de conferir a Japan Music Radio. E quem nunca ouviu os ritmos asiáticos tem a oportunidade de conhecer um pouco dessa cultura que está tão presente no nosso cotidiano!

#442-Extermínio 2

No filme “Extermínio“, o diretor Danny Boyle (de “A praia“) mostrou a situação catastrófica de um país depois que um vírus desconhecido se espalhou e contaminou a população. A trama começa 28 dias depois do contágio. A continuação da saga, “Extermínio 2“, mostra o que se passou 28 semanas depois do primeiro filme. Por isso é fundamental assistir na ordem para compreender melhor.
  


Depois que os infectados pelo vírus morreram de fome, o governo tenta repovoar uma cidade de Londres. Uma complexa operação militar (com a ajuda dos Estados Unidos) procura estudar a origem e cura do vírus, embora ninguém saiba exatamente o que aconteceu. No meio dessa reconstrução, estão os irmãos Tammy (Imogen Poots, de “V de vingança“) e Andy (Mackintosh Muggleton), que se mudaram para a nova cidade.

   

Ao se reencontrarem com o pai, vão receber uma notícia ruim sobre a mãe… Mas nada se compara ao que acontece depois, quando a situação foge do controle e o título “Extermínio” se torna realmente válido para o filme. Mais do que uma história de terror, “Extermínio 2” possui uma mensagem pessimista sobre o poder armamentista. Embora o contexto seja um pouco fantasioso, existe um realismo convincente na história. Algo do tipo que nos leva a acreditar que aquilo poderia realmente acontecer se existisse o tal vírus.

A fotografia alucinante e trilha sonora potente são outros pontos positivos do filme. Esqueça aqueles zumbis que andam devagar ou então aqueles super zumbis que usam armas, como “Terra dos mortos“. Em “Extermínio 2” os contaminados correm alucinadamente em busca de alimento (no caso, carne humana). Surpreendentemente bom, o que comprova que nem sempre a continuação é inferior ao original. No elenco também está Jeremy Renner, de “Dahmer, mente assassina“.
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28 Weeks Later (EUA / Espanha, 2007) Dirigido por: Juan Carlos Fresnadillo Com: Catherine McCormack, Robert Carlyle, Amanda Walker, Shahid Ahmed, Garfield Morgan, Jeremy Renner, Emily Beecham, Mackintosh Muggleton…

Veja aqui o trailer do filme “Extermínio 2“:

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Não é todo dia que uma leitora do Daiblog participa do reality show mais famoso do país. Thatiana Bione participa da oitava edição do Big Brother Brasil. Antes de ficar confinada na casa mais comentada do Brasil, ela tirou umas fotos com a famosa plaquinha do Daiblog. Veja aqui abaixo a foto da nova celebridade divulgando o Daiblog. E leia também uma matéria sobre ela!

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Thatiana Bione é a única representante do Distrito Federal na oitava edição do Big Brother Brasil. A jovem tem 21 anos, mora em Brasília e além de trabalhar como locutora da Rádio Transamérica, é professora de inglês no curso Brasas. Thati, como é conhecida pelos amigos, estuda Comunicação Social/Jornalismo no UniCeub.

“Ela é uma pimentinha, uma pessoa extrovertida e que vai dar muito trabalho na casa”, afirma Mariane Cidade, que estuda com a nova celebridade desde o terceiro semestre do curso. Mariane acredita que ela tem grandes chances de vencer o programa. “Ela é determinada e esperta”, comenta.

Segundo Mariane, ninguém sabia que Thatiana havia sido selecionada para o reality show. “Até o namorado dela só descobriu na quarta-feira. Foi uma surpresa para todo mundo”, conta.
Na página criada para divulgar sua candidatura ao programa, Thati escreveu que gosta de música e que não tem preconceitos. Ouve todos os estilos, “de música clássica até o funk baixaria”. Ela também não esconde sua paixão por animais e citou Billy, seu cachorro de estimação da raça Cocker. O canino também aparece no vídeo que ela fez especialmente para a inscrição, onde se pode ver um pouco do cotidiano de Thatiana.

A nova integrante da casa mais vigiada do País também confessou que gosta de comer fast-food e adora esportes, sendo futebol o seu favorito. A loirinha fez questão de ressaltar seu lado família ao deixar claro que adora passar os domingos ao lado dos parentes.

#441-Garoto Cósmico

Se fazer cinema no Brasil é uma coisa difícil, fazer um longa-metragem de animação é ainda mais complicado. Mesmo assim Garoto Cósmico estréia no país mostrando que é possível fazer um desenho com qualidade e conteúdo, basta paciência. O diretor Alê Abreu demorou sete anos até que a obra fosse concluída. E valeu a pena. A animação se passa no futuro, mostrando Cósmico, Luna e Maninho, três habitantes do Planeta das Crianças. O trio vive numa rotina robótica que inclui tarefas e exercícios diários. A vida deles segue a lei da Programação, que rege e comanda as pessoas com horários definidos e metas já estabelecidas.

   

A aventura começa quando as três crianças se perdem e vão parar em outro planeta. E lá encontram o circo do Giramundos (dublado por Raul Cortez) e outras personagens como o mágico Záz-Tráz (que recebeu a voz do cantor Belchior) e o palhaço Já-Já (Wellington Nogueira, do projeto Doutores da Alegria). A trupe vai mostrar para as crianças um mundo novo e mágico que elas desconheciam. E elas vão aprender a sonhar e a brincar como crianças.
  

E por falar em crianças, os heróis da trama foram dublados por crianças de verdade, o que gera uma identificação maior por parte da platéia mirim. Aleph Naldi, Bianca Rayen e Mateus Duarte foram selecionados entre 200 pimpolhos que disputavam os papéis.

O filme é repleto de músicas, com destaque para os temas principais e a canção do girassol, interpretada por Vanessa da Mata. No longa, a cantora dubla uma bailarina que mora no circo de Giramundos. Outro artista que participa de Garoto Cósmico é Arnaldo Antunes, que também canta uma música. 


A animação surpreende pelos cenários elaborados, como o fundo de grafite (feito por grafiteiros de verdade em São Paulo, fotografado pelo diretor do filme e montado digitalmente para compôr a cena) e pela mensagem principal da história. Os créditos finais são trabalhados e criativos. Fica a dica para assistir o desenho até o finalzinho. Uma ótima escolha para distrair as crianças mais novas durante as férias.
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Garoto Cósmico (Brasil, 2007) Dirigido por: Alê Abreu Com as vozes de: Vanessa da Mata, Raul Cortez, Belchior, Wellington Nogueira …

Veja aqui o trailer do filme “Garoto Cósmico“:

#440-Coisas que perdemos pelo caminho

Recomendado para quem gosta de um bom drama, “Coisas que Perdemos Pelo Caminho” é uma lição sobre a fragilidade das pessoas e como elas podem se ajudar. A dor de perder um ente querido é o principal assunto do filme. Dirigido pela dinamarquesa Susanne Bier, o longa se destaca como um drama sensível estrelado por Halle Berry (que se recupera do fracasso “A estranha perfeita“,) e Benicio Del Toro (em incrível interpretação).
  


Na trama, Berry interpreta Audrey Burke, uma mulher que repentinamente fica viúva de Brian (David Duchovny, o Fox Mulder da série “Arquivo X“). Com dois filhos pequenos para criar e ainda sem entender o que se passou, a mulher tenta reconstruir a vida depois de 11 anos de um sólido casamento feliz. A solução para o recomeço parece surgir no melhor amigo do falecido, Jerry Sunborne (Del Toro), um viciado em heroína que, assim como Audrey, considerava Brian como uma das pessoas mais importantes. A trama foca o relacionamento entre as duas personagens.

  

Quando Audrey convida Jerry para morar em sua casa, tem início um processo de recuperação entre os dois. E ambos tentarão se consolar e encontrar a felicidade. E no caso de Jerry o processo é ainda mais complicado por causa dos esforços diários que ele tem para não ter uma recaída e voltar ao mundo das drogas.
 

A escolha para o elenco foi acertada. Ambos atores já levaram um Oscar para casa e não decepcionam. Halle Berry se sai bem como uma nova viúva, mas quem se destaca mesmo é Benicio Del Toro. As crises de abstinência de Jerry impressionam pelo realismo e as rugas naturais do ator porto-riquenho contribuem para a comovente idéia de uma pessoa castigada pela dependência química.

Outro destaque é a fotografia. Com ângulos intimistas e muitos closes focando olhos lacrimejantes, o filme deixa clara a intenção de mostrar para o espectador os sentimentos e sofrimentos das personagens. O roteiro, nas mãos erradas, poderia render um dramalhão mexicano. Porém a produção não é piegas e a dramaticidade nas cenas é convincente e bem conduzida, dando espaço para os silêncios de luto e dolorosas lembranças (na forma de flashbacks que dão pistas de como era o casamento do casal)

Trilha sonora de Johan Söderqvist, que conta com músicas do argentino Gustavo Santaolalla, compositor responsável pelas trilhas de “Babel” e “O Segredo de Brokeback Mountain”, ambas premiadas com o Oscar.
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Things We Lost in the Fire (EUA / Reino Unido, 2007) Dirigido por: Susanne Bier Com: Halle Berry, Benicio Del Toro, David Duchovny, Alexis Llewellyn, Micah Berry, John Carroll Lynch, Alison Lohman…

Veja aqui o trailer do filme “Coisas que perdemos pelo caminho“:

#439-Contratado para amar

Dirigido por Francis Veber (de “O closet“), “Contratado para amar” é uma deliciosa comédia francesa que diverte pela boa história e elenco competente. O filme conta a história do empresário Pierre Levasseur (Daniel Auteuil, de “Cachê“) e os problemas que ele tem quando um paparazzi o fotografa com a bela modelo Elena Simonsen (Alice Taglioni).
  


Quando a seposa de Levasseur (Kristin Scott Thomas, de “O paciente inglês”) olha as fotos do casal em todos os jornais, o homem inventa uma história para se safar. A modelo não estava com ele, e sim com o outro rapaz que também apareceu na foto. O rapaz é François Pignon, um manobrista que passava casualmente pelo lugar e apareceu na fotografia. Para reforçar a mentira, Levasseur contrata François para fingir que realmente tem um caso com a modelo. Assim, ele pretende despistar a esposa.

  
François aceita a proposta e recebe um dinheiro para simular um caso com a linda mulher. Mas as coisas não serão tão simples porque a esposa traída é muito esperta e não vai acreditar tão facilmente no esquema montado pelo marido infiel. A mentira causa problemas para todos, principalmente para François, que é apaixonado por Émilie (Virginie Ledoyen, de “A profecia dos anjos“).
“Contratado para amar” é um filme leve e divertido, com um senso de humor agradável. Dany Boon (de “Meu melhor amigo“) participa do filme como Richard, um amigo de François que não entende como ele conseguiu conquistar uma garota tão bonita assim.
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La Doublure (França / Itália / Bélgica, 2006) Dirigido por: Francis Veber Com: Gad Elmaleh, Alice Taglioni, Daniel Auteuil, Kristin Scott Thomas, Virginie Ledoyen, Richard Berry, Dany Boon …
Veja aqui o trailer do filme “Contratado para amar“:

#438-A coisa

Larry Cohen (de “Estrada da morte“) dirigiu este clássico trash que passava direto na televisão Uma deliciosa sobremesa torna-se rapidamente popular: A Coisa. Apesar de ninguém saber exatamente do que se trata, inúmeras famílias compram vários e vários potes do alimento. É saboroso, não engorda e faz bem para a saúde. Na televisão e no rádio, diversas propagandas induzem o consumo. E qual o problema disso tudo?


O fator bizarro da história começa quando um homem (Michael Moriarty, de “Taken“) é contratado para investigar o processo de fabricação do alimento. Ele recebe uma alta quantia para espionar e descobrir a receita, para que outros poderosos empresários possam copiar e lançar um produto semelhante. Os problemas acontecem quando o rapaz descobre uma gigantesca conspiração.

Os ingredientes da Coisa são mantidos a sete chaves, mas ele vai contar com a ajuda da publicitária que ajudou na divulgação do alimento. Por outro lado está um menino que, ao abrir a geladeira no meio da noite, viu a gosma branca se movimentando sozinha. Juntos, os três tentarão descobrir o que é a tal coisa e tentar explicar para as pessoas que a iguaria é perigosa!

O filme tem efeitos especiais toscos, iluminação fraca e erros de continuidade absurdos. E o resultado é um típico filme trash maravilhoso para quem admira o gênero. Bom ritmo e uma história que muda de rumo quando você menos espera. Cohen também é conhecido por escrever roteiros e adaptações de scripts para o cinema, como “Celular, um grito de socorro“, “Por um fio“, “Cativeiro“.
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The Stuff (EUA, 1985) Dirigido por: Larry Cohen Com: Michael Moriarty, Andrea Marcovicci, Garrett Morris, Paul Sorvino, Scott Bloom, Danny Aiello …
Veja aqui o trailer do filme “A coisa“:

#437-P2, sem saída

Alexandre Aja é um dos novos nomes quando se trata de terror. Responsável pela direção de “Alta tensão” e “Viagem maldita“, ele mostrou que entende bem do gênero e sabe criar situações de suspense tensas e agoniantes. “P2, sem saída” não tem Aja na direção, mas ele assinou o roteiro do filme. O longa-metragem conta a história de Angela (Rachel Nichols, de “A floresta” e “Horror em Amityville“), uma mulher trabalhadora que planeja comemorar o Natal com a família.
  


Mas ela percebe que não vai ser tão simples assim quando descobre que o carro não está funcionando. Decidida a pegar um táxi, ela percebe que está presa dentro do prédio comercial. E como é véspera de feriado, ninguém está nas ruas. Mas para o desespero de Angela, mais alguém está ali. O vigia da garagem, que não quer passar a noite de Natal sozinho…

  
O título se deve ao andar da garagem, onde maior parte do filme se passa: estacionamentos. A situação é sufocante, com perseguições nos pavimentos do prédio vazio e uma sensação de perigo praticamente constante. Mas o filme não é dos melhores. Para uma produção relacionada com Alexandre Aja, é fácil esperar muito mais.
De qualquer forma, vale a pena uma conferida pelos bons momentos da história. Como, por exemplo, a violenta cena do carro, já na metade do longa. O tema principal do longa não é sobre a solidão, mas é um tema que merece ser pensado. Principalmente para alimentar teorias da platéia mais paranóica. Afinal porteiros e vigias passam as noites quase sempre sozinhos. Será que tamanha solidão pode levar a um desequilíbrio, como acontece no filme?
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P2 (EUA, 2007) Dirigido por: Franck Khalfoun Com: Wes Bentley, Rachel Nichols, Miranda Edwards, Jamie Jones, Grace Lynn Kung, Paul Sun-Hyung Lee …
Veja aqui o trailer do filme “P2, sem saída“: