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#456-O amor não tira férias

Não se deixe enganar pelo título brasileiro. “O amor não tira férias” é como toda comédia romântica deveria ser: uma perfeita sincronia entre o romance e humor. O roteiro tem história suficiente para dois filmes e mesmo com as mais de duas horas de duração, dá a sensação que poderia ser um longa-metragem ainda maior tamanho é o carisma das personagens.
 


Amanda (Cameron Diaz) mora em Los Angeles e trabalha fazendo trailers de filmes. Ela termina a relação com o namorado infiel e decide passar o Natal bem distante dos Estados Unidos. Então decide alugar uma casa na Inglaterra. E ela encontra a casa de Iris (Kate Winslet, de “Pecados íntimos“) disponível. Iris é uma jornalista que é apaixonada por um cara que não a trata bem.

As duas decidem fazer um intercâmbio de casas, ou seja, cada uma ficará duas semanas hospedada na casa da outra. Como ambas estão fugindo dos problemas sentimentais, os novos ares podem ser a solução certa para as mágoas. Podem, também, ser o encontro de novos relacionamentos. A trama acompanha o dia a dia das duas simultaneamente.

A história de Iris se destaca. Não apenas pela atuação de Kate Winslet, mas também pela originalidade do que acontece com a personagem. Nos EUA ela vai encontrar novas pessoas e amadurecer como mulher e ser humano. Vale a pena destacar que a história é também uma homenagem ao ofício do cinema, com referências a outros filmes e valorização de roteiristas e trilha sonora. No elenco masculino estão Jude Law (de “Um jogo de vida ou morte” e “Invasão de domicílio“) e Jack Black (de “King Kong“). Filme apaixonante.
Cotação do Dai: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

The holiday (EUA, 2006) Dirigido por: Nancy Meyers Com: Jude Law, Kate Winslet, Black Jack, Cameron Diaz, Edward Burns, Eli Wallach, Rufus Sewell…

Veja aqui o trailer do filme “O amor não tira férias“:

Daiblog
Atenção amantes da cultura nipônica! O grupo de teatro 1980 vai se apresentar no Brasil em 10 cidades diferentes. A companhia japonesa veio com a peça “Êe-janaika” (Deixa pra lá). A primeira apresentação será em Brasília no dia 13 de fevereiro (quarta-feira). O espetáculo teatral é uma das atrações programadas para celebrar o centenário da imigração japonesa no Brasil.
Confira abaixo a programação completa da turnê:

07/02 – Chegada ao Brasil
11/02 – Recepção em Brasília
13/02 – Brasília – Teatro Nacional – 20h00
16/02 – Belo Horizonte – Teatro Sesiminas – 20h00
20/02 – Ribeirão Preto – Teatro Pedro II – 20h30
21/02 – Recepção na colônia Guatapará
23/02 – Comunidade Yuba – Teatro Yuba – 20h00
27/02 – Londrina – Teatro Ouro Verde – 20h30
29/02 – Maringá – Teatro Kalil Hadad – 20h30
01/03 – Recepção em Curitiba – 20h00
02/03 – Curitiba – Teatro Guaira – 20h00
05/03 – Florianópolis – Teatro Ademir Rosa – 21h00
09/03 – Santos – Teatro Coliseu – 20h00
12/03 – São Paulo – Teatro Paulo Autran – SESC Pinheiros – 20h00
13/03 – São Paulo – Teatro Paulo Autran – SESC Pinheiros – 21h00

O Daiblog pôde conferir a recepção do grupo que aconteceu na residência oficial do Embaixador do Japão no Brasil. Em um clima de festividade, o grupo teatral 1980 apresentou algumas músicas. Depois foi a vez dos coreanos da banda Baramgot tocarem uma canção com instrumentos milenares.

Deixa Pra Lá (Êe-janaika), com o grupo teatral japonês Guekidan Hati Maru (1980), espetáculo cênico baseado no filme de mesmo título de Shohei Imamura, adaptação de Den Fujita, direção de Sujin Kim, música de Won II e música de Baramgot, Dia 13 de fevereiro, às 20h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Ingressos à venda no foyer da Sala Villa-Lobos a partir de sábado, dia 9, das 13h às 19h. No dia do espetáculo, das 9h às 20h. Informações pelo telefone 3367 1225.

Veja aqui um video exclusivo com uma prévia musical do grupo 1980 e participação impressionante do trio coreano Baramgot. Imperdível!

#455-O pântano

Confesso que o que mais me assustou em “O pântano” foi ver como a atriz Gabrielle Anwar envelheceu tão depressa. Para quem não se lembra, ela interpretou a moça da famosa cena do tango em “Perfume de mulher“, ao lado de Al Pacino. Ela também estrelou “Os invasores de corpos, a invasão continua”, que, assim como “Invasores”, é outra regravação do clássico de ficção científica sobre alienígenas que clonam seres humanos.
  


Mas em “O pântano“, o perigo não aparece na forma de criaturas extra terrestres. No filme, Gabrielle é Claire Holloway uma popular escritora de livros infantis. Além de redigir, ela também ilustra as histórias, sempre sombrias. Na vida pessoal, Claire sofre com terríveis pesadelos. E são os sonhos ruins que servem de inspiração para que ela crie os livros.


Quando descobre que a mesma casa que aparece nos sonhos está para alugar, a escritora decide se mudar para tentar descobrir o motivo de tantos pesadelos. Não é preciso nem dizer que o imóvel é mal assombrado e ela vai passar por maus bocados com a presença de fantasmas. Para ajudá-la, existe o caça-fantasmas Geoffry Hunt (Forest Whitaker), que vai ajudá-la na investigação.
Os dois vão pesquisar sobre o passado da casa e descobrir uma rede de mentiras numa cidadezinha que parece viver de segredos. “O pântano” não funciona como suspense nem como terror, gêneros que deveriam se aproximar mais. A história é contada fora de ordem e cheia de pistas falsas para criar uma ilusão de complexidade. Mas o recurso não anima. Filme morno que vale apenas pelos efeitos especiais competentes.
Cotação do Dai:

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The Marsh (Canadá, 2006) Dirigido por: Jordan Barker Com: Gabrielle Anwar, Justin Louis, Forest Whitaker, William Cuddy, Niamh Wilson…
Veja aqui o trailer do filme “O pântano“:

#454-O caçador de pipas

Baseado no best-seller homônimo, “O caçador de pipas” entrou em cartaz repleto de polêmico por causa da cena de violência infantil contra uma das crianças que protagonizam a primeira parte do longa. De fato, é uma cena forte, mas que deveria ser retratada para que a história fosse fiel ao livro. Mas o abuso sexual é o que menos chama a atenção na produção.
  


O filme mostra a vida de Amir, um garoto afegão que cresceu ao lado do amigo Omar. Os dois viviam juntos, mas se separaram depois que o exército russo invadiu o país. Divididos pela igualdade social, Amir e o pai se mudaram para os Estados Unidos, enquanto Omar continuou no mesmo lugar. Anos mais tarde, Amir, já adulto, recebe um telefone e descobre que precisa sair da California e voltar para a terra natal.


Mas chegando ao Afeganistão, Amir se depara com um país totalmente diferente do que ele viveu no passado. E a viagem servirá não apenas para ele rever um antigo conhecido, mas também para tentar reparar um erro cometido durante a infância. E é aí que entra a conhecida frase de Khaled Hosseini, autor do romance original: “Há um jeito de ser bom de novo“.

Dirigido por Marc Forster (de “A passagem“), o longa-metragem conta com uma belíssima trilha sonora. A história é muito interessante e mostra a cultura de um país que foi marcado por constantes invasões, inclusive pelos hostis talibãs. O título do filme se deve ao papel de uma das personagens, que conseguia encontrar as pipas que eram cortadas e seguiam a direção do vento. Vale uma conferida pela lição de amizade e perdão.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

The Kite Runner (EUA, 2007) Dirigido por: Marc Forster Com: Khalid Abdalla, Atossa Leoni, Shaun Toub, Shaun Toub, Sayed Jafar Masihullah Gharibzada, Zekeria Ebrahimi, Mir Mahmood Shah Hashimi, Homayoun Ershadi, Nabi Tanha, Elham Ehsas…

Veja aqui o trailer do filme “O caçador de pipas“:

#453-Cloverfield monstro

J.J. Abrams ficou conhecido internacionalmente por ter criado uma das séries mais comentadas e enigmáticas dos últimos tempos: “LOST“. Além de dirigir filmes como “Missão Impossível 3“, ele também trabalha como produtor. E recentemente produziu “Cloverfield – Monstro“, longa-metragem que tem atraído atenções do mundo inteiro antes mesmo do lançamento. Tudo porque existia um imenso clima de mistério sobre a produção e uma campanha de publicidade que não explicava direito do que se tratava o filme. Apesar do título nacional estragar um pouco a surpresa sobre a temática do roteiro, “Cloverfield” ainda guarda muitas (boas) surpresas.
  


Uma delas é a forma como foi filmado. Todo o filme é uma espécie de documentário gravado de forma amadora. Começa quando uns amigos decidem fazer uma festa surpresa para Rob, um norte-americano que vai se mudar para o Japão (lugar que, além de ser a terra do sol nascente é também a casa do Godzilla). O clima de festividade é mostrado como uma gravação caseira, ainda que fique evidente o cuidado em trabalhar as personagens do filme. Principalmente o protagonista e sua relação com Beth, a mocinha do filme.

A história toma rumos inesperados quando um forte tremor assusta os jovens. O clima de comemoração desaparece e eles presenciam imensas explosões perto dali. Já está armada a confusão. O resto do filme é composto de correrias e constante sensação de perigo, bem no gênero “salve-se quem puder”. E a cidade de Manhattan começa a ser destruída por uma “coisa” gigantesca. O formato documental é a grande sacada do filme.
Atualmente nem todos se impressionam com efeitos especiais caríssimos como os de “Guerra dos mundos“, de Steven Spielberg. Agora ver a cabeça da estátua da liberdade voar e cair no meio de uma rua do ponto de vista de um transeunte é uma experiência diferente. O realismo transmitido pela câmera inquieta só não é intensificado porque é fácil perceber que são atores e não pessoas comuns. Mas é um detalhe que não subtrai a diversão da película. O fator que pode complicar a vida da platéia é justamente as seqüências de perseguições, onde a filmadora não fica parada.

Muitos espectadores dos Estados Unidos reclamaram de enjôos e dores de cabeça depois das sessões de “Cloverfield“, mas não é nada tão difícil de ser visto. Quem conseguiu assistir ao violento drama francês “Irreversível“, de Gaspar Noé, não encontrará problemas. O registro de pessoas que passam por situações inusitadas já foi explorado no cinema com o terror “A bruxa de Blair” ou o underground “Holocausto Canibal“. E mostra que é uma boa opção, já que aproxima bem o público com as situações que são apresentadas na telona. E é uma sensação mais intensa e emocionante acompanhar sobreviventes fugindo de uma coisa que ninguém sabe ao certo o que é.

A direção é de Matt Reeves, que criou e dirigiu o seriado Felicity, ao lado de J.J. Abrams. Estão no elenco jovem os atores Lizzy Caplan (“Meninas malvadas“), Mike Vogel (“Poseidon“), Odette Yustman (“Transformers“), Michael Stahl-David e T.J. Miller. Um detalhe curioso é a ausência de trilha sonora. O que se pode ouvir são apenas gritos e um estrondoso urro da tal criatura que começa a destruir a cidade. Ação e ótimos efeitos especiais num projeto ousado. A fórmula não poderia gerar outra coisa a não ser sucesso de bilheteria.
Cotação do Daiblog:DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Cloverfield (EUA, 2008) Dirigido por: Matt Reeves Com: Michael Stahl-David, T.J. MillerLizzy Caplan, Mike Vogel, Odette Yustman…

Leia também: “LOST 2ª temporada“.


Veja aqui o trailer do filme “Cloverfield – monstro” legendado em português:

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#452-Meu monstro de estimação

Um filme no melhor gênero Sessão da Tarde dirigido por Jay Russell (de “Meu cachorro Skip” e “Brigada 49“) Angus (Alex Etel, de “Caiu do céu“) é um garoto que mora com a mãe e a irmã na Escócia durante a Segunda Guerra Mundial. O menino espera o retorno do pai, que foi para as batalhas. Enquanto espera que ele apareça, ele brinca na praia. Mas sem se molhar porque tem medo das águas. Tudo muda quando ele encontra uma espécie de pedra na praia. Curioso, leva o aparente rochedo para casa.
 


Mas o que ele não sabia é que aquilo era um ovo de um cavalo do mar (water horse no original). Então ele passou a cuidar do monstrinho escondido da mãe, que nunca deixou ele ter um animal de estimação. A situação se complica para Angus quando soldados se apossam de sua casa e o monstro vai crescendo cada vez mais. E a cada dia se torna mais difícil manter o segredo.

 

Meu monstro de estimação” lembra um pouco o universo de “O labirinto do fauno” pela ambientação. Ambos os filmes se passam durante a guerra e mostram crianças com experiências fantásticas. A diferença é que este é especialmente voltado para público infantil, com uma história politicamente correta. Apesar do clima de guerra, não existe violência e é um filme mais simples.

Os efeitos especiais são da mesma equipe de “As crônicas de Nárnia” e é um dos destaques a produção por ser um elemento importante em histórias fantasiosas. A textura da pele do monstro é muito bem feita e as crianças que forem assistir podem mesmo acreditar que ele existe de verdade, tamanha é a qualidade da computação gráfica. Mas não precisa nem ser criança para acreditar, já que a lenda do monstro do lago Ness (de onde a história se baseia) encanta e intriga pessoas do mundo todo; independente da idade.
Cotação do Daiblog:

DaiblogDaiblogDaiblog

The Water Horse (EUA / Reino Unido, 2007) Dirigido por: Jay Russell Com: Bruce Allpress, Eddie Campbell, Ben Chaplin, Peter Corrigan, Brian Cox, Carl Dixon, Alex Etel…

Veja aqui o trailer brasileiro do filme “Meu monstro de estimação“:

#451-Santos e demônios

Dito Montiel é um norte-americano que escreveu um livro sobre o seu passado. Na obra literária ele descreve a problemática adolescência e sua relação com a família. Anos mais tarde o livro deu origem a um filme, que ele mesmo roteirizou e dirigiu. O resultado é “Santos e Demônios“. No longa-metragem ele é interpretado por dois atores.
  


Na fase adulta, Dito fica por conta de Robert Downey Jr. (“Zodíaco“) e na adolescência quem o interpreta é Shia LaBeouf (“Transfomers“, “Paranóia“), numa de suas melhores atuações. A trama se passa em dois momentos: no presente e no passado, na década de 80, no Queens, bairro onde Dito cresceu. Ele morava com os pais e tinha amigos inseparáveis, como o problemático Antonio (Channing Tatum).

O local onde a história se passa lembra um pouco o mesmo cenário de “Faça a coisa certa“, com um bairro que serve de casa para pessoas de diversas nacionalidades. E é lá que ele vai conhecer um amigo na escola que o convence a mudar de cidade. Mas o pai de Dito (Chazz Palminteri, de “Diabolique“) não quer que ele saia de Nova Iorque e os planos do jovem entrarão em conflito com a família.
O drama mostra Dito, já adulto, regressando para a casa dos pais. No meio do caminho ele irá se relembrar dos fatos que marcaram seu passado. A história é envolvente e de forte carga dramática. E ninguém melhor para contar a história da vida do que o próprio personagem. Recomendado!
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

A Guide to Recognizing Your Saints (EUA, 2006) Dirigido por: Dito Montiel Com: Dianne Wiest, Robert Downey Jr., Shia LaBeouf, Melonie Diaz, Channing Tatum, Peter Anthony Tambakis, Chazz Palminteri, Julia Garro, Adam Scarimbolo…

Veja aqui o trailer do filme “Santos e demônios“:

Daiblog
Thatiana Bione participa do Big Brother Brasil 8 e escapou do primeiro paredão triplo do programa. Antes de ser uma das moradoras da casa mais vigiada do país, ela tirou uma série de fotos para divulgar o Daiblog.

Quem conhece a Thati sabe que ela não está fazendo jogo e tem mesmo esse jeito moleca e divertido. Veja por exemplo a foto abaixo! Ela é mesmo uma figura biônica! O Daiblog torce para que ela continue mais tempo no reallity show!

Daiblog

Mas você não precisa participar do Big Brother para aparecer na galeria do Daiblog! Basta imprimir uma plaquinha do Daiblog ou usar a sua imaginação. Depois tire uma foto e envie para o endereço eletrônico daiblog@gmail.com que em breve ela vai aparecer na galeria ao lado!

#450-Desejo e reparação

O longa-metragem com maior número de indicações ao Globo de Ouro chega aos cinemas brasileiros e revela o potencial de uma belíssima produção. Ambientado na Inglaterra de 1935, “Desejo e reparação” mostra uma comovente história sobre a repercussão de uma aparente travessura infantil no destino de um casal jovem e apaixonado, formado por Cecilia Tallis (Keira Knightley, de “Camisa de força”) e Robbie Turner (James McAvoy, de “O último rei da Escócia”).
  


O rapaz trabalhava como caseiro na casa da jovem de família aristocrata. Por causa de um mal entendido, a irmã mais nova de Cecilia, Briony, acaba imaginando coisas. A fusão da realidade com a ficção na cabeça da menina (que mais tarde se torna uma escritora) se reflete no depoimento que ela presta para a polícia quando acusa Robbie de um crime que ele nunca cometeu. A prisão do homem altera para sempre a vida da irmã por causa da injustiça e da complicada situação dos países da Europa durante a Segunda Guerra Mundial.
 

Apesar de ser uma produção de época, a trama usa um recurso ousado e não é contada da forma clássica e padrão. Os acontecimentos aparecem de forma alternada, mostrando o que aconteceu antes, durante e depois da guerra. Entretanto o artifício não torna a película confusa. Pelo contrário, auxilia no roteiro e evita que o filme afunde nos campos de batalha, temática já muito explorada pelo cinema.

Destaque para uma impressionante seqüência na praia, com uma panorâmica de incontáveis soldados aguardando o resgate. A cena foi filmada em uma única tomada e conta com muitos figurantes, transmitindo bem a atmosfera mórbida e desgastada de um país pós-guerra e os resultados catastróficos de um campo de batalha.

Desejo e reparação” recebeu o Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático e Melhor Trilha Sonora, concedida ao compositor Dario Marianelli. O roteiro foi baseado no best seller de Ian McEwan, lançado no Brasil como “Reparação”. Não é a primeira vez que uma obra do escritor ganha uma versão cinematográfica. Em 2004 o livro “Amor para sempre” deu origem ao pertubador filme “Amor obsessivo”.

O diretor Joe Wright repete a parceria com a beldade Keira Knightley, que também protagonizou seu trabalho anterior, “Orgulho e preconceito”. No elenco também está Romola Garai (de “Dirty Dancing 2: Noites de Havana“) e Vanessa Redgrave, de “Nip/Tuck 2ª temporada“.

Mais do que uma simples história de amor, “Desejo e reparação” alerta sobre o poder das palavras e como elas podem ser decisivas nas vidas das pessoas. O filme também fala de perdão e da angústia daqueles que gostariam de voltar no tempo para se redimir de erros cometidos de forma impensada.
Cotação do Daiblog:

DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Atonement (Reino Unido / França, 2007) Dirigido por: Joe Wright Com: Saoirse Ronan, James McAvoy, Keira Knightley, Juno Temple, Harriet Walter, Romola Garai, Julia West, Vanessa Redgrave …

Veja aqui o trailer do filme “Desejo e reparação” legendado em português:

#449-Medo sem fim

Alguns filmes de terror são tão ruins que chegam a ser divertidos. Este é o caso de “Medo sem fim“, filme norte-americano que funciona melhor como uma comédia. O longa contra a história de um grupo de universitários que decide fazer trote nos calouros. Eles amarram um dos novatos num espantalho no meio de um milharal deserto.
  


Mas a brincadeira terá sérias conseqüências quando o espantalho criar vida e decidir matar todos os adolescentes. Os jovens, entretanto ficam na praia curtindo as ondas ao som de violão e brincadeiras, sem noção alguma do perigo que correm. E o cenário é ideal para um clima de azaração e garotas sem roupas, o que rende cenas de nudez típicas do gênero.

O que difere “Medo sem fim” de outros filmes ruins como “A colheita” (que também é sobre um espantalho maligno) ou “O abrigo” é que a produção não tenta ser séria. E justamente por se assumir um horror sem grandes promessas que a diversão aumenta. As interpretações são forçadas e é tudo tão exagerado e bobo que fica engraçado.
Para deixar ainda mais trash, é recomendado que o filme seja visto na versão dublada em português. A cena que um dos personagens toca violão e canta uma música foi dublada, com uma letra de gosto duvidoso. Diversão para quem procura um filme praticamente amador. Destaque para o final inesperado, que não é nada previsível.
Cotação do Dai: DaiblogDaiblog

Scarecrow Gone Wild (EUA, 2004) Dirigido por: Brian Katkin Com: Ken Shamrock, Matthew Linhardt, Samantha Aisling, Caleb Roehrig, David Zelina…

Veja aqui o trailer do filme “Medo sem fim“:

#448-Sexo com amor?

Sexo com amor?” marca a estréia de Wolf Maya na direção de um filme para o cinema. O ator e diretor com vasta experiência na televisão e teatro se sai bem com uma história divertida. Agora terminada a sessão fica a dúvida se o resultado final pode ser considerado mesmo cinema ou um produto televisivo exibido na telona.
  


A produção consegue entreter apesar do argumento vazio e descompromissado. O longa-metragem é focado em três casais: a professora Luisa (Carolina Dieckmann) e seu caso com o apresentador Jorge (José Wilker), o garanhão Rafael (Reynaldo Gianecchini) casado com a gestante Malu Mader e a dupla popular da trama: Pedro (Eri Johnson) e Mara (Maria Clara Gueiros). Some clichês como a sobrinha ninfeta que provoca o tio e outros elementos já vistos em outras dezenas de películas .

A história é gira em torno do relacionamentos de três casais que enfrentam problemas como frigidez, desconfiança e traição. A infidelidade está presente em todos os núcleos e as desculpas esfarrapadas e conflitos nas relações conjugais embalam a comédia. No elenco também está Marília Gabriela (como uma esposa traída) e Danielle Winits, que interpreta uma comissária de bordo ninfomaníaca. A escolha da atriz foi ideal, já que a loira ficou bem caracterizada ao usar uniforme vermelho bastante fetichista.

Todas as personagens são superficiais e o roteiro parece não se preocupar com isso. Mas a simplicidade não atrapalha a platéia menos exigente porque o filme cumpre com a função fazer rir. De todas as tramas, a que mais convence e diverte é a do casal mais simples. Destaque para a hilária Maria Clara Gueiros. A comediante que saiu do programa “Zorra Total” para participar da próxima novela da Rede Globo,“Beleza Pura” consegue arrancar risadas com uma interpretação naturalmente divertida.

O filme teve os mesmos produtores de “Se eu fosse você” e, em matéria de originalidade, ganha nota zero. Ainda mais por ser uma refilmagem de “Sexo con amor”, produção chilena de 2003. Não é a primeira vez que os brasileiros seguem a onda das refilmagens. “Sexo, amor e traição”, por exemplo, é a versão nacional do mexicano “Sexo, pudor e lágrimas”. De qualquer forma, o filme merece o mérito de não ser mais um com temática nordestina-folclórica ou sobre a violência nas favelas. Apesar de ser ambientado no Rio de Janeiro, “Sexo com amor?” não apresenta nenhum traficante ou balas perdidas. Pelo contrário, transmite a idéia que o estado é o melhor lugar para se viver uma história de amor; mesmo com as inevitáveis traições que acontecem sem parar durante a projeção.
Cotação do Daiblog:

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Sexo com Amor? (Brasil, 2008) Dirigido por: Wolf Maya Com: Carolina Dieckmann, Eri Johnson, José Wilker, Malu Mader, Maria Clara Gueiros, Marília Gabriela e Reynaldo Gianecchini…

Veja aqui o trailer do filme “Sexo com amor?”:

Daiblog
Já está a venda o CD com a trilha sonora original do desenho “Garoto Cósmico“. O disco é repleto de canções fantásticas! Vale a pena conferir as músicas da Vanessa da Mata e do Arnaldo Antunes. Destaque também para a faixa 27, que leva o título da animação. Confira abaixo a lista de músicas e a capa do álbum!
1. apresentação
2. gênese -canção dos começos
3. a programação
4. hora disso hora daquilo
5. capitão programação
6. fuga
7. no espaço
8. no planeta girassol
9. a trupe
10. a sombra do massaroca
11. encucações
12. tema do camarim
13. vagão do breu
14. vagão póim
15. vagão do céu

16. vagão das cócegas
17. girassóis
18. diferenças
19. bacucada
20. trem de boca
21. hora do game
22. lamento da bola
23. resgate
24. o segredo do giramundos
25. a batalha das bocudas
26. será o fim?
27. garoto cósmico
28. um trem para o céu
29. a trupe (forró)
30. créditos

#447-4 meses, 3 semanas e 2 dias

Uma produção séria e incômoda da Romênia. O tema principal é o aborto. Tabu em diversos países, o assunto é lidado de forma fria e realista. A câmera é praticamente documental e quem assiste tem a impressão que trata-se de uma história verídica, tamanho é o realismo transmitido pelas interpretações.
    


A trama acompanha um dia de Otilia (a ótima Anamaria Marinca), uma jovem que mora num alojamento para estudantes. Ela divide o quarto com a amiga Gabriela, que está grávida e decide não ter o filho. O título do longa-metragem é o tempo de gestação da garota, um período onde o feto já está bem desenvolvido. Mas o risco da cirurgia ilegal é apenas um dos problemas que as duas terão de enfrentar.

Um clima de insegurança por fazer uma operação fora-da-lei e a sensação de perigo constante deixa a história carregada e tensa. Lembra bastante a atmosfera criada no filme “Maria cheia de graça“, com a protagonista sentindo medo pelas ações criminosas. O roteiro trabalha principalmente no papel de Otilia, cúmplice do aborto e amiga fiel da gestante.

Além de ajudar a companheira da universidade, ela tenta conciliar um compromisso com o namorado. “4 meses, 3 semanas e 2 dias” prende a atenção do início ao fim. E em alguns momentos também prende o fôlego do espectador por ser tenso e angustiante. O longa-metragem foi um dos destaques do Festival Internacional de Brasília (FIC 2007) e recebeu a Palma de Ouro em Cannes em 2007.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

4 luni, 3 saptamani si 2 zile (Romênia, 2007) Dirigido por: Cristian Mungiu Com: Anamaria Marinca, Laura Vasiliu, Vlad Ivanov, Alexandru Potocean, Ion Sapdaru…

Veja aqui o trailer do filme “4 meses, 3 semanas, 2 dias“:

Daiblog
Thatiana Bione continua no Big Brother Brasil 8. Antes de saber que seria selecionada para o reality show mais famoso do país, ela tirou uma série de fotos para divulgar o Daiblog. E como não é todo dia que uma leitora do Daiblog vira uma celebridade instantânea, aqui vai uma nova imagem dela. Confira abaixo.
Daiblog
Mas atenção! Você não precisa ser famoso para mandar sua foto! Basta imprimir uma plaquinha ou usar a imaginação para divulgar o Daiblog! Depois de fotografar, envie para o e-mail daiblog@gmail.com e aguarde até que a imagem apareça na galeria no menu ao lado.