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#306-A menina e o porquinho

Dakota Fanning (de “O amigo oculto” e “Guerra dos mundos“) mostra que não é uma atriz-mirim de poucos filmes. Apesar de não aparecer muito em “A menina e o porquinho” sua participação é boa como sempre. O título nacional transmite a idéia que ela iria protagonizar o filme, mas quem rouba a cena mesmo é o porco e uma aranha!


Wilbur é um porquinho que seria sacrificado. Mas Fern (Fanning) consegue salvá-lo. O pai da menina acaba poupando a vida do animal, que se transforma no passatempo da loirinha. A história se passa numa fazenda localizada numa cidadezinha pequena e simples.




Depois de um tempo, o porquinho passa a viver dentro do celeiro com outros animais. E é lá que ele conhece a aranha Charlotte (que tem a voz de Julia Roberts, de “Dormindo com o inimigo“). Wilbur faz amizade com todos os bichos, mas em especial com a aranha, que era menosprezada por causa da aparência. Mas a relação dos dois pode ter um fim, já que a família de Fern planeja matar o suíno no Natal.



Baseado no livro de E.B. White, Charlotte’s Web é comovente e gostoso de se ver. Os animais falam e aparecem mais que os seres humanos, mas é curioso que, mesmo assim, o filme não é completamente fantasioso. Os animais são cheios de personalidade (humana) e têm uma consciência sólida a respeito do mundo. Sem disfarçar, fica claro a cruel verdade que o porco vai morrer se um milagre não acontecer! Mesmo que o público infantil não perceba este detalhe, fica bem evidente a bela mensagem sobre a importância da amizade.Cotação do Dai: ***
Charlotte’s Web (EUA, 2006) Dirigido por: Gary Winick Com: Julia Roberts, eve Buscemi, John Cleese, Oprah Winfrey, Kathy Bates, Sam Shepard, Dakota Fanning, Dominic Scott Kay, Abraham Benrubi, Robert Redford…

Clique aqui para ver o trailer de A menina e o porquinho:

#305 – Número 23

Jim Carrey (de “Desventuras em série“) novamente num filme adulto. Aqui ele mostra de novo que sabe atuar em produções de outros gêneros além da comédia. Dessa vez ele interpreta Walter Sparrow, um homem que trabalha na carrocinha. A rotina de recolher animais de rua e cachorros bravos muda completamente quando ele recebe um presente da esposa.


Ela lhe entrega um livro chamado “O número 23“. E a medida que Walter vai lendo, vai se identificando com o personagem da obra. O título da publicação possui um significado muito maior do que ele podia imaginar e a partir daí a vida do homem se transforma numa obsessão pelo tal número.


Além da fixação pelo algarismo, ele também fica paranóico. A esposa tenta ajudá-lo a entender que é apenas um livro. Ok, falando assim parece que é um drama chato. Mas não é ruim. O filme tem uma carga dramática, sobretudo no final, mas o que prevalece é o suspense em volta do misterioso número.


Para apimentar ainda mais o roteiro, assassinatos surgem no livro e pouco a pouco é explicado tudo. “Número 23” tinha tudo para ser um filme ótimo. A trama é bem obscura e prende a atenção por ser bem fragmentada e estranha. Mas até o final do filme, é tudo solucionado de forma tão redonda que perde toda a graça. A solução para o enigma é bem mastigada e isso dá a impressão que o roteirista duvida da inteligência do espectador. Um filme bom, mas nada além disso.
Cotação do Dai: ***

The Number 23 (EUA, 2007) Dirigido por: Joel Schumacher Com: Jim Carrey, Virginia Madsen, Logan Lerman, Danny Huston, Lynn Collins, Rhona Mitra, Mark Pellegrino, Paul Butcher, David Stifel…

Veja abaixo o tailer do filme Número 23 (legendado em português):

#304-O ilusionista

Assim como “O grande truque“, “O ilusionista” pode ser definido como um filme de época sobre mágicos. No papel-título está Edward Norton (de “O clube da luta“), como Eisenheim é famoso em Viena por ilusões inacreditáveis (principalmente porque naquela época ninguém conhecia efeitos especiais computadorizados!) .


Durante um dos espetáculos, o ilusionista se reencontra com sua paixão adolescente, a bela Sophie (Jessica Biel). Porém a mulher está prestes a se casar com ninguém, ninguém menos que o príncipe Leopold (Rufus Sewell), um homem tirano e violento.


Logo ele nota o clima de romantismo na dupla e fará de tudo para que o mágico desapareça e não represente perigo no seu casamento. Até aí o que temos é uma história de “romance impossível”. Felizmente, “O ilusionista” é mais do que isso e o filme varia desde o drama até um suspense policial.


Já na metade da trama, um acontecimento surpresa modifica completamente a história. E a partir daí tudo fica mais agradável e divertido. No elenco também está Paul Giamatti (de “A dama na água“). A produção é caprichada, com uma reconstituição de época bem feita. A fotografia também é ótima, com destaque na acolhedora cena de amor entre Eisenheim e Sophie. Cotação do Dai: ***
The Illusionist (EUA / República Tcheca, 2006) Dirigido por: Neil Burger Com: Edward Norton, Paul Giamatti, Jessica Biel, Rufus Sewell, Eddie Marsan, Jake Wood, Aaron Johnson, Erich Redman…

Clique aqui para ver o trailer de “O ilusionista“:

#303-Bonecas russas

Se você assistiu e gostou de “Albergue espanhol” certamente vai querer ver a continuação, “Bonecas russas“. Os mesmo personagens estão de volta vários anos depois. Mas se você espera um filme semelhante ao primeiro, vai se surpreender. O clima de comédia ficou em segundo plano, dando espaço para um drama mais adulto.


Xavier (Romain Duris do filme “
De tanto bater, meu coração parou“) voltou a morar na França depois do intercâmbio na Espanha. Ele tornou-se um escritor e roteirista. E é a profissão que o faz se reencontrar com pessoas do seu passado.


Audrey Tautou (de “O código da Vinci“) participa pouco, mas é responsável por boas cenas. “Bonecas russas” é basicamente um relato da preocupação das pessoas com por causa da vida adulta. O protagonista sofre uma crise existencial devido a problemas afetivos, numa longa procura pela mulher perfeita para se casar.

Com um humor em menor escala e roteiro mais sério, “Bonecas russas” mantém o ritmo acelerado do original, mas é diferente do divertido filme de 2002. No elenco também está Cécile De France, do filme de terror “Alta tensão“.
Cotação do Dai: ***

Les Poupées Russes (França / Reino Unido, 2005) Dirigido por: Cédric Klapisch Com: Romain Duris, Kelly Reilly, Audrey Tautou, Cécile De France, Kevin Bishop, Evguenya Obraztsova, Gary Love, Lucy Gordon…

Clique aqui para ver o trailer de “Bonecas russas“:

#302-Cassino Royale

O filme mais recente do espião mais famoso do mundo é uma adaptação do primeiro livro de Ian Fleming, criador do personagem. Cassino Royale é diferente dos últimos filmes. James Bond, agora interpretado por Daniel Craig (de “Munique“, “Camisa de força” e “Amor obsessivo“) está mais elegante ainda numa trama muito mais madura e séria. Então esse é o motivo para muitas pessoas terem achado o filme “parado e chato”.


Começando com uma ótima seqüência de perseguição com le parkour (assim como o francês “
B13 – 13º Distrito“), o filme promete ser bastante movimentado. Mas não é exatamente isso que vemos a seguir. São poucas as cenas de ação, porém todas são de tirar o folêgo e muito bem feitas.


A história: Cassino Royale é o nome de um cassino que o agente 007 vai parar na busca de um terrorista internacional. Mas até chegar lá, ele vai espionar muitas pessoas e enfrentar agentes bem treinados e muitos perigos. É repetida (e com sucesso) a mesma fórmula de equipamentos modernos e mulheres sedutoras (e fatais). Mas a diferença é que a história é mais adulta e fácil de acreditar.


Os créditos iniciais são bem elaborados e seguem a mesma linha dos outros filmes da série. A música-tema é “You know my name“, de Chris Cornell e os créditos aparecem numa interessante mistura de animação computadorizada e atores reais. Tudo com o tema da jogatina e naipes de baralho, que fazem uma óbvia alusão ao título do filme. No elenco está a bela Eva Green e novamente Judi Dench (de “O violinista que veio do mar“).Cotação do Dai: ***

Casino Royale (EUA / Reino Unido / Alemanha / República Techa, 2006) Dirigido por: Martin Campbell Com: Daniel Craig, Eva Green, Judi Dench, Mads Mikkelsen, Jeffrey Wright, Giancarlo Giannini, Isaach De Bankolé, Jesper Christensen, Ivana Milicevic…

Curiosidade: – “Cassino Royale” é o 1º livro com o personagem James Bond escrito por Ian Fleming. O autor começou a escrevê-lo em 15 de janeiro de 1952 e o concluiu em 18 de março do mesmo ano. A história é ambientada em um resort francês fictício, que foi baseado nas experiências do autor nas cidades francesas de Deauville e Le Touquet. Fonte: Adorocinema

#301-Sangue e chocolate

Você lê no pôster: do mesmo criador de “O chamado” e “O chamado 2“. Então imagina que deve ser um filme de terror, certo? A verdade é bem diferente. “Sangue e chocolate” é um romance maquiado com elementos sobrenaturais. Tem o mesmo estilo jovem de “Amaldiçoados“, mas é menos violento e mais romântico!


A jovem Vivian faz parte de um clã de lobisomens. O grupo é liderado por Gabriel (Oliver Martinez, de “
Roubando vidas” e “Infidelidade“), o manda-chuva do pedaço. Tudo o que Vivian quer é ter uma vida comum, mas o fato de poder se transformar em lobo não permite que ela seja tão normal assim.


Destinada a se casar com Gabriel, a protagonista tenta fugir do compromisso. E é aí que entra o cartunista Aiden, que desenha quadrinhos de lobisomens (!) e rapidamente se interessa pela garota-lobo (sem saber do segredo dela, é claro). Os dois logo se envolvem, mas o relacionamento não pode ter futuro por causa das tradições da família dos lobos.


O título se deve ao fato de Vivian trabalhar numa confeitaria fazendo chocolates. O filme, como já disse, não é terror. É um romance água com açúcar que termina parecendo filme de ação (com direito a tiroteios e explosões!). Rodado na Romênia, as bonitas locações constituem no único fator de interesse no filme, já que o roteiro não é nada original. Pouco sangue e chcolate demais.
Cotação do Dai: **
Blood and Chocolate (EUA, 2007) Dirigido por: Katja von Garnier Com: Agnes Bruckner, Hugh Dancy, Olivier Martinez, Katja Riemann, Bryan Dick, Chris Geere, Tom Harper, Kata Dobó ..

#300-Hellworld, o mundo do inferno

Oitava (!!!) produção da franquia “Hellraiser“. Neste filme, a história de um grupo de adolescentes viciados num jogo online chamado Hellworld. A jogatina envolve cenobitas e a famosa caixa que abre os portões do inferno. Mas muitos pensam que se trata apenas de um entretenimento. Dois anos depois do misterioso suicídio de um dos jogadores, os jovens são convidados para uma festa na mansão Leviatã.


Hellworld: O Mundo do Inferno” é um filme teen. Os macabros personagens criados por Clive Barker ficam em segundo plano e o filme se parece com uma nova versão do péssimo “A casa da colina“. Está certo que o roteiro tentou dar uma modernizada na história, mas o resultado não foi dos melhores.



No elenco, temos novamente a presença de Doug Bradley como Pinhead. O ator continua o mesmo, mas o papel é subestimado e não chega a impressionar. Quem rouba a cena mesmo é o veterano Lance Henriksen (o velho da série “Millennium“).


Felizmente a trama guarda uma surpresa perto do final da história. A revelação não chega a empolgar, mas cria uma desculpa para a quantidade de situações fracas que se arrastam durante todo o filme. Fãs da saga Hellraiser com certeza vão se decepcionar com “Hellworld: O Mundo do Inferno“.Cotação do Dai: **1/2
Leia mais sobre os filmes da série Hellraiser que já foram comentados aqui no Daiblog: “
Hellraiser, renascido do inferno“”; “Hellraiser 2“; “Hellraiser 3, inferno na terra“.

Hellraiser: Hellworld (EUA, 2005) Dirigido por: Rick Bota Com: Stelian Urian, Katheryn Winnick, Anna Tolputt, Khary Payton, Henry Cavill, Christopher Jacot, Lance Henriksen, Doug Bradley…

#299-Scoop, o grande furo

Todo jornalista que planeja ser reconhecido tenta conseguir um furo de reportagem, isto é, publicar uma informação antes de todos. Mas para conseguir apurar e investigar um fato em primeira mão é preciso ter fontes boas e bom senso. Agora o que você faria se um fantasma lhe fizesse uma revelação importantíssima?


É exatamente este o principal tema do filme mais recente de Woody Allen. Depois de trabalhar com Scarlett Johansson em “
Match Point, ponto final
“, o diretor decidiu contratá-la novamente. E ela estrela como uma estudante de jornalismo que recebe uma mensagem de um falecido jornalista durante o show de um mágico (interpretado pelo próprio Allen).



O espírito revela a identidade de um assassino em série que está matando prostitutas em Londres. Disposta a escrever a matéria de sua vida, ela decide pesquisar melhor e conta com a ajuda do mágico atrapalhado. O que a repórter aspirante não imaginava é que iria se apaixonar pelo acusado dos crimes, o elegante e rico Peter Lyman (Hugh Jackman, de “X-men, o confronto final” e “O grande truque“).


Scoop, o grande furo” é uma comédia romântica leve, despretensiosa e repleta de situações hilárias. Scarlett Johansson (“A ilha“, “Em boa companhia“) se mostra versátil e boa atriz no campo do humor, com boa atuação ao lado de Woody Allen. Gostoso de assistir!
Cotação do Dai: ***1/2

Scoop (EUA / Reino Unido, 2006) Dirigido por: Woody Allen Com: Woody Allen, Hugh Jackman, Scarlett Jo
hansson, Ian McShane, Kevin McNally, Robyn Kerr, Romola GaraiSuzy Kewer, Matt Day…

#298-Clean

Emily Wang (Maggie Cheung, de “Amor à flor da pele” e “Herói“) é casada com o roqueiro Lee Hauser (interpretado por James Johnston). A vida do casal se resumia literalmente a sexo, drogas e rock’n roll. Na parte do sexo, o resultado foi um filho, criado pelos avós de Lee.

Quanto à música, Emily tentava lançar um novo cd do marido. E a parte das drogas foi o que realmente separou o casal, já que o roqueiro morreu de overdose. A esposa acabou sendo presa por seis meses, pois portava heroína e foi acusada de ajudar na overdose. Uma trama muito realista, se tratando dos bastidores do mundo da música.


Mas é depois de sair da prisão que o drama começa, com a protagonista tentando se libertar do vício e recuperar o filho. Nick Nolte é o avô correto, que cuida do filho de Emily e não está disposto a entregar a criança antes que a mãe dê jeito na vida. Mas o filme (felizmente) não sobre batalhas judiciais sobre a guarda do pequeno.


O principal tema de “Clean” é a recuperação e renascimento de uma pessoa que perdeu tudo e começou do zero. E as coisas, assim como na vida real, não são fáceis para Emily. Maggie Cheung foi premiada em Cannes pela atuação. O filme não é ruim, mas também não chega a ser bom. A história é arrastada e o clímax não chega a ser recompensador. Resultado morno.

Cotação do Dai: **1/2Clean (Canadá, França, Reino Unido, 2004/2005) Dirigido por: Olivier Assayas Com: Maggie Cheung, Nick Nolte, Béatrice Dalle, Jeanne Balibar, Don McKellar, Martha Henry, James Johnston, James Dennis, Laetitia Spigarelli…

#297-Pânico em alto mar

Muitos não sabem, mas “Pânico em alto mar” é, na verdade, “Mar aberto 2“. A produção alemã recebeu outro título aqui no Brasil, visto que o primeiro filme não agradou a todos. Os créditos indicam que o roteiro foi baseado numa história real, mas é tão absurdo que chega até a ser engraçado.

Tudo começa quando um grupo de amigos decide fazer um passeio de iate pelo México. Muito sol, música animada e tudo para que as férias fossem uma ótima repetição da época da adolescência. Mas a viagem se torna um pesadelo quando todos vão para o mar e notam que se esqueceram de descer a escada do iate!!!


Isso mesmo! A história é basicamente essa: a luta dos descuidados que tentam subir de volta para o barco. E eles tentam de várias maneiras, sem sucesso. Por incrível que pareça, existe conteúdo para que seja um longa metragem. A situação chega a ser desesperadora, embora seja um exemplo claro de falta de atenção.


Para dar um pouco mais de dramaticidade, uma personagem morre de medo de água (por causa de um trauma da infância) o que faz com que a experiência seja ainda pior. Tirando a estranheza da história, o filme não é muito interessante. Mas vale como um conselho para quem planeja sair para o mar com os colegas. Não se esqueça da escada!Cotação do Dai: **


Open Water 2: Adrift (Alemanha, 2006) Dirigido por: Hans Horn Com: Susan May Pratt, Richard Speight Jr., Niklaus Lange, Ali Hillis, Cameron Richardson, Eric Dane,Wolfgang Raach…