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#276-24 horas para morrer

Num belo dia, uma mulher está passeando num cachorro quando um homem (Adrien Brody, de “Camisa de força” e “King Kong“) a convida para entrar no carro. Sem entender o motivo do convite, ela só obedece o pedido quando vê que o rapaz estava armado. Então ele e um comparsa a prendem num caixão que é enterrado em algum lugar de alguma floresta.

No mesmo dia, o marido recebe as instruções de levar determinada quantia de dinheiro se quiser saber onde a esposa está. E ele precisa pagar o resgate antes de 24 horas, que é o período de oxigênio que a mulher tem dentro do caixão soterrado (isso se não entrar em pânico).




De tirar o fôlego? Nem tanto. Mas o thriller se sai melhor do que o esperado, graças ao suspense bem conduzido. Isso quer dizer que o filme não fica lento em momento algum. Ajudando na investigação está Madeline Foster (Maura Tierney), uma policial que está no caso, tentando descobrir o paradeiro da sequestrada.




Além de trabalhar como tira, ela trai o marido (que também é policial) com um homem sádico, numa relação sadomasoquista que envolve torturas com queimaduras de cigarro (ai!). Um bom passatempo para quem gosta de filmes policiais. Se Maura Tierney não convence muito como policial, Adrien Brody rouba todas as cenas como o vilão inteligente. Bom passatempo!

Mais masô em: “A professora de piano” (embora seja em outro contexto).

Oxygen (EUA, 1999) Dirigido por: Richard Shepard Com: Maura Tierney, Adrien Brody, James Naughton, Laila Robins, Terry Kinney, Dylan Baker, Olek Krupa…

Veja aqui o trailer do filme “24 horas para morrer“:

#275-A professora de piano

Depois de assistir “Cachê“, fiquei muito atraído pelas obras do diretor Michael Haneke. Então tive a oportunidade de ver outra obra de sua autoria: “A professora de piano“. Novamente com um elenco de primeira, o filme é muito interessante e muito perturbador.

Erika (Isabelle Huppert, em atuação excelente) é uma mulher de meia idade que trabalha dando aulas de piano. Muito rígida na escola e com uma expressão austera, ela esconde de todos seus desejos sexuais mais profundos. Tudo isso porque Erika mora com a mãe, uma velha dominadora que controla sua vida.


Os dias da professora de piano são entediantes e ela tenta se saciar frequentando cabines de video pornô (e cheirando papel higiênico usado pelos masturbadores) e de outras formas ainda mais sórdidas. Mas tudo muda quando ela conhece um jovem aluno que não está só interessado pela música erudita.


A fragilidade e o masoquismo da protagonista emocionam e é impossível assistir sem ser comovido pelo sofrimento e repressão que a professora de piano sofre. Nu e cru, forte e polêmico, o filme revela o que acontece quando alguém se entrega às fantasias.
Cotação do Dai: ****

La pianiste (França / Alemanha / Áustria / Polônia, 2001) Dirigido por: Michael Haneke Com: Isabelle Huppert, Annie Girardot, Benoît Magimel, Susanne Lothar, Udo Samel, Anna Sigalevitch, Cornelia Köndgen…

Veja aqui o trailer do filme “A professora de piano“:

#274-Jogos sangrentos

Se você pesquisar sobre esse filme provavelmente só vai encontrar críticas negativas. Mas aqui no Daiblog você vai ler que não é tão ruim assim. “Jogos sangrentos” pode não ser um dos melhores filmes, mas possui bons momentos e pertence à safra de produções britânicas de terror que sempre merecem uma conferida, como “Os selvagens” e “Mutilados“.


O título lembra alguma continuação da franquia do Jigsaw, como “Jogos mortais 2”. Mas não se deixe enganar. Existe um único jogo durante o filme. Mas este é sangrento o suficiente para impressionar logo de cara quem acha que vai achar um filme limpinho e sem sangue. O que funciona logo de início como uma boa chamada para assistir ao longa, funciona também como um defeito, já que a melhor parte é justamente o começo!



A história, que supostamente aconteceu de verdade, é sobre uma mulher que foi seqüestrada por um homem que vive numa floresta. Depois de passar pelo tal jogo sangrento (e repito, bota sangrento nisso!), ela foi acorrentada numa árvore, num regime de escravidão. E o filme é basicamente isso, com a mulher presa tentando fugir e descobrir onde está a filha (que pode ter sido seqüestrada também).


Tudo poderia ser ótimo se o elenco não fosse tão ruim. A loira que interpreta a mãe é uma atriz tão fraca, que torcemos para que ela morra logo e desapareça de vez da tela. O choro é muito artificial e a atuação deixa a desejar, sendo o ponto mais fraco da produção. Por outro lado, a maquiagem é caprichada, com elementos sanguinários que parecem reais. Apesar do assassino não ser assustador, o filme mantém uma boa tensão, com alguns momentos bem agoniantes. O final também não é dos melhores, mas o começo do filme é tão bom que merece uma conferida.
Cotação do Dai: **1/2

Broken (Reino Unido, 2006) Dirigido por: Simon Boyes e Adam Mason Com: Nadja Brand, Eric Colvin, Atesh Salih, Abbey Stirling…

Veja aqui o trailer do filme Jogos sangrentos (com legendas em português):
Confira aqui a lista completa de todos os indicados ao Oscar 2007 em todas as categorias!
Melhor filmeBabel
Os Infiltrados
Cartas de Iwo Jima

Pequena Miss Sunshine
A Rainha

Melhor diretorBabel (Alejandro González Iñárritu)
Os Infiltrados (Martin Scorsese)
Cartas de Iwo Jima (Clint Eastwood)
A Rainha (Stephen Frears)
Vôo 93 (Paul Greengrass)

Melhor ator
Leonardo DiCaprio (Diamante de Sangue)
Ryan Gosling (Half Nelson)
Peter O´Toole (Venus)
Will Smith (À Procura da Felicidade)
Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia)

Melhor atrizPenélope Cruz (Volver)
Judi Dench (Notas sobre um Escândalo)

Helen Mirren (A Rainha)Meryl Streep (O Diabo Veste Prada)
Kate Winslet (Pecados Íntimos)

Melhor ator coadjuvanteAlan Arkin (Pequena Miss Sunshine)
Jackie Earle Haley (Pecados Íntimos)
Djimon Hounsou (Diamante de Sangue)
Eddie Murphy (Dreamgirls – Em Busca de um Sonho)
Mark Wahlberg (Os Infiltrados)

Melhor atriz coadjuvanteAdriana Barraza (Babel)
Cate Blanchett (Notas sobre um Escândalo)
Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine)
Jennifer Hudson (Dreamgirls – Em Busca de um Sonho)
Rinko Kikuchi (Babel)

Melhor roteiro originalBabel (Guillermo Arriaga)
Cartas de Iwo Jima
(roteiro de Iris Yamashita; argumento de Iris Yamashita e Paul Haggis)Pequena Miss Sunshine (Michael Arndt)
O Labirinto do Fauno (Guillermo del Toro)
A Rainha (Peter Morgan)

Melhor roteiro adaptado

Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (roteiro de Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Peter Baynham e Dan Mazer; argumento de Sacha Baron Cohen, Peter Baynham, Anthony Hines e Todd Phillips)

Filhos da Esperança (Alfonso Cuarón, Timothy J. Sexton, David Arata, Mark Fergus e Hawk Ostby)
Os Infiltrados (William Monahan)Pecados Íntimos (Todd Field e Tom Perrotta)
Notas sobre um Escândalo (Patrick Marber)

Melhor fotografia
Dália Negra (Vilmos Zsigmond)Filhos da Esperança (Emmanuel Lubezki)
O Ilusionista (Dick Pope)

O Labirinto do Fauno (Guillermo Navarro)
O Grande Truque (Wally Pfister)

Melhor ediçãoBabel (Stephen Mirrione e Douglas Crise)Diamante de Sangue (Steven Rosenblum)Filhos da Esperança (Alex Rodríguez e Alfonso Cuarón)
Os Infiltrados (Thelma Schoonmaker)

Vôo 93 (Clare Douglas, Christopher Rouse e Richard Pearson)
Melhor direção de arte
Dreamgirls
(Direção de arte: John Myhre/ Set: Nancy Haigh)O Bom Pastor (Direção de arte: Jeannine Oppewall/ Set: Gretchen Rau e Leslie E. Rollins)O Labirinto do Fauno (Direção de arte: Eugenio Caballero/ Set: Pilar Revuelta)Piratas do Caribe – O Baú da Morte (Direção de arte: Rick Heinrichs/ Set: Cheryl A. Carasik)O Grande Truque (Direção de arte: Nathan Crowley/ Set: Julie Ochipinti)

Melhor figurino
A Maldição da Flor Dourada (Yee Chung Man)
O Diabo Veste Prada (Patricia Field)
Dreamgirls – Em Busca de um Sonho (Sharen Davis)
Maria Antonieta (Milena Canonero)
A Rainha (Consolata Boyle)

Melhor trilha sonoraBabel (Gustavo Santaolalla)
The Good German (Thomas Newman)
Notas sobre um Escândalo (Philip Glass)
O Labirinto do Fauno (Javier Navarrete)
A Rainha (Alexandre Desplat)

Melhor canção
I Need to Wake Up, de Uma Verdade Inconveniente (Melissa Etheridge)
Listen, de Dreamgirls – Em Busca de um Sonho
(música de Henry Krieger e Scott Cutler, letra de Anne Preven)Love You I Do, de Dreamgirls – Em Busca de um Sonho (música de Henry Krieger, letra de Siedah Garrett)
Our Town, de Carros (Randy Newman)
Patience, de Dreamgirls – Em Busca de um Sonho
(música de Henry Krieger, letra de Willie Reale)
Melhor maquiagem
Apocalypto (Aldo Signoretti e Vittorio Sodano)
Click (Kazuhiro Tsuji e Bill Corso)
O Labirinto do Fauno (David Marti e Montse Ribe)

Melhor edição de somApocalypto (Sean McCormack e Kami Asgar)
Diamante de Sangue (Lon Bender)
A Conquista da Honra (Alan Robert Murray e Bub Asman)
Cartas de Iwo Jima (Alan Robert Murray)
Piratas do Caribe – O Baú da Morte (Christopher Boyes e George Watters 2º)

Melhor mixagem de somApocalypto (Kevin O´Connell, Greg P. Russell e Fernando Camara)
Diamante de Sangue (Andy Nelson, Anna Behlmer e Ivan Sharrock)Dreamgirls – Em Busca de um Sonho (Michael Minkler, Bob Beemer e Willie Burton)A Conquista da Honra (John Reitz, Dave Campbell, Gregg Rudloff e Walt Martin)Piratas do Caribe – O Baú da Morte (Paul Massey, Christopher Boyes and Lee Orloff)
Melhor efeito especial
Piratas do Caribe – O Baú da Morte
(John Knoll, Hal Hickel, Charles Gibson e Allen Hall)Poseidon (Boyd Shermis, Kim Libreri, Chaz Jarrett e John Frazier)
Superman Returns (Mark Stetson, Neil Corbould, Richard R. Hoover e Jon Thum)


Melhor animação
Carros, de John Lasseter
Happy Feet – O Pingüim, de George Miller
A Casa Monstro, de Gil Kenan

Melhor filme estrangeiro
After the Wedding (Dinamarca)
Dias de Glória (Argélia)
The Lives of Others (Alemanha)
O Labirinto do Fauno (México)
Water (Canadá)

Melhor documentário em longa-metragem
Deliver Us from Evil
Uma Verdade Inconveniente
Iraq in Fragments
Jesus Camp

My Country, My Country

Melhor documentário em curta-metragem
The Blood of Yingzhou District
Recycled Life
Rehearsing a DreamTwo Hands

Melhor animação em curta-metragem
The Danish Poet (Torill Kove)
Lifted (Gary Rydstrom)

The Little Matchgirl (Roger Allers e Don Hahn)
Maestro (Geza M. Toth)

No Time for Nuts (Chris Renaud e Michael Thurmeier)

Melhor curta-metragem
Binta and the Great Idea (Binta Y La Gran Idea) (Javier Fesser e Luis Manso)
Éramos Pocos (One Too Many) (Borja Cobeaga)
Helmer & Son (Soren Pilmark e Kim Magnusson)
The Saviour (Peter Templeman e Stuart Parkyn)
West Bank Story (Ari Sandel)

#273-Pequena Miss Sunshine

Este é um daqueles filmes que, depois de assistir, você não se arrepende de ter gastado uma hora e meia do seu tempo. Pelo contrário, fica feliz pela oportunidade de se divertir e aprender com uma história fantástica cheia de lições de vida e ensinamentos. Mas não é apenas pela “moral da história” que vale a pena assistir. O roteiro é cheio de situações cômicas e absurdas!




A família Hoover é problemática e está a beira de um ataque de nervos. A mãe Sheryl passou a cuidar do depressivo irmão gay Frank. O pai da família, é um homem com excesso de confiança e que só pensa em ganhar. O filho do casal é Dwayne (Paul Dano, de “
Roubando vidas“), um adolescente revoltado que não dá uma palavra há vários meses. O silêncio tem um motivo: ele jurou que só voltaria a falar quando se tornasse um piloto das forças aéreas norte-americanas.



Também moram na casa o avô (um velho tarado e viciado em heroína) e a pequena e determinada Olive, que sonha ser a Pequena Miss Sunshine (uma espécie de Miss Universo, só que para crianças). Todos os personagens são cheios de fraquezas e complicados. O filme se torna um road movie quando todos viajam para Califórnia para o concurso da jovem Alex. A viagem, contudo, será muito mais do que um passeio.



Pequena Miss Sunshine” é uma comédia dramática que consegue ser muito emocional e também hilária. O senso de humor é refinado a trama faz pensar. Afinal, o que é preciso para alcançar a felicidade? E o que faz de nós sermos classificados como vitoriosos e perdedores? Com certeza vale a pena assistir e se emocionar.
Cotação do Dai: ****

Little Miss Sunshine (EUA, 2006) Dirigido por: Jonathan Dayton e Valerie Faris Com: Abigail Breslin, Greg Kinnear, Paul Dano, Alan Arkin, Toni Collette, Steve Carell, Jill Talley…

Veja aqui o trailer do filme Pequena Miss Sunshine – com legendas em português:

#272-O tempero da vida

Ok, um filme grego que fala de comida e sentimentos. A combinação funcionou perfeitamente no ótimo e melodramático “Como água para chocolate“, mas faltou algo na receita de “O tempero da vida“… Como diria um dos personagens da história, “faltou sal” para deixar tudo mais interessante.

Um professor relembra da infância que passou com o avô, que era dono de uma loja de especiarias. Lá, ele aprendeu sobre os temperos e também sobre o espaço (!!!), já que o velho lhe explicou que a palavra astronomia está dentro da gastronomia. Então existe uma relação entre os condimentos e a farinha via láctea. Além disso, nas recordações do homem, também sobra espaço para o primeiro amor, representado por uma garotinha bonita.


O roteiro possui momentos dramáticos que são bem vindos, mas depois de um tempo, a história da vida do protagonista não fica tão interessante assim. É até um pouco cansativo, eu diria. E o filme se encerra de forma inesperada, coisa boa para quem não gosta de clichês.

Outra coisa que incomoda é o uso desnecessário de computação gráfica em algumas cenas. Além dos efeitos não serem dos melhores, eles não se encaixam bem na história que fala de tradições de família e costumes antigos.”O tempero da vida” não chega a ser ruim, mas também não é tão saboroso quanto promete ser.

Cotação do Dai: **1/2

Politiki kouzina (Grécia / Turquia, 2003) Dirigido por: Tassos Boulmetis Com: Georges Corraface, Ieroklis Michaelidis, Renia Louizidou, Stelios Mainas, Tamer Karadagli, Basak Köklükaya, Tassos Bandis, Markos Osse, Odysseas Papaspiliopoulos…

Veja aqui o trailer do filme O tempero da vida (legendado em português):

#271-A casa de vidro 2

Não, “A casa de vidro 2” não é a continuação de “A casa de vidro“. E também não é uma regravação. E se você pensa que existe uma casa de vidro no filme a resposta também é não! Então você se pergunta: Ué, então qual o motivo do título? “The good mother” (título original) tem uma história que lembra “A casa de vidro“, pois envolve menores de idade que perderam os pais e foram adotados por uma nova família.



A novidade nisso tudo é o quesito terror. O roteiro demora bastante para se armar, apesar de ser óbvio que as coisas não serão nada boas para Abby e Ethan, os filhos adotivos. O suspense é lento e gradativo, culminando com perseguições e desfecho sem novidades. Agora um grande motivo para que “A casa de vidro 2” seja um filme interessante é a personagem interpretada por Angie Harmon, que faz a cuidadosa e deseqüilibrada mãe adotiva.





A mulher aparenta ser uma mãe exemplar e ótima dona de casa. Um exemplo vivo das esposas de Stepford, de “Mulheres perfeitas“. Só que ela não é tão perfeita assim e faz coisas terríveis (incluindo uma cena apavorante envolvendo corrosão de pele!). O mais impressionante é que o tema abordado existe de verdade e é pouco discutido: a síndrome de Munchausen. Clique aqui para ler mais a respeito. Mas leia apenas se não tiver interesse em assistir ao filme, já que essa revelação pode estragar bastante as surpresas do filme.



Apesar de não apresentar nada de novo ao gênero, “A casa de vidro 2” não deixa de ser um bom passatempo.

Cotação do Dai: **1/2

The Good Mother (EUA, 2006) Dirigido por: Steve Antin Com: Angie Harmon, Joel Gretsch, Jordan Hinson, Bobby Coleman, Jason London…

Veja o trailer do filme A casa de vidro 2 legendado em português!

#270-População 436


Ronald é um homem que trabalha no censo e viaja para uma pequena cidade norte-americana chamada Rockwell Falls. Lá, descobre que a população é a mesma há mais de 10 anos, ou seja, 436 habitantes. Curioso, ele faz o trabalho até que se descobre envolvido numa comunidade fanática e supersticiosa.

É claro que lembra muito “O sacrifício” (remake de “O homem de palha“), embora os motivos dos personagens entrarem na estranha cidade sejam bem diferentes. O filme poderia ser bem melhor se não fosse tão lento. O suspense é gradativo e correto, mas a conclusão não empolga. E é como se prometessem um grande jantar que termina sem sobremesa.

Mas nem por isso quem assiste fica só com água na boca. A história é bem conduzida e até interessante (se você não assistiu outros filmes parecidos). Ronald pesquisa sobre a cultura e os hábitos dos moradores da cidade e descobre obscuras crenças sobre numerologia bíblica!


Apesar do final fraco, o filme não é 100% ruim porque histórias sobre cidadezinhas isoladas são sempre assustadoras. Principalmente quando elas aparentam ser um lugar ótimo para viver e se tornam um inferno quando se descobre que não será tão fácil deixar o lugar.
Cotação do Dai: **

Leia também: “O sacrifício“.

Population 436 (EUA, Canada, 2006) Dirigido por: Michelle Maxwell MacLaren Com: Jeremy Sisto, David Ames, Leigh Enns, Fred Durst, Rick Skene, Susan Kelso, Peter Jordan, David Fox, Monica Parker …

Veja aqui o começo do filme População 436:

#269-Babel

Se “Crash, no limite” recebeu o Oscar de melhor filme no ano passado, “Babel” tem grandes chances de ganhar a mesma estatueta na próxima premiação. O filme de Alejandro Gonzalez Inarritu é forte, dramático e com um roteiro muito ambicioso de Guillermo Arriaga (de “Três enterros“). A história se passa em três continentes e envolve temas atuais e universais.

Brad Pitt e Cate Blanchett formam um casal norte-americano que está de viagem pelo Marrocos. O passeio é interrompido quando a mulher é atingida por uma bala perdida, fruto da brincadeira inconseqüente de duas crianças. Enquanto os turistas procuram ajuda médica, os filhos Mike e Debbie (Elle Fanning, de “Provocação“) estão nos Estados Unidos sob os cuidados da babá mexicana Amelia (Adriana Barraza, em ótima atuação).



Do outro lado do mundo, no Japão, uma adolescente chamada Chieko vive com amigas num mundo silencioso e limitado. Ela é surda-muda e se comunica por sinais (o filme inteiro aborda várias formas de linguagem, daí o título). Todos os segmentos se desenvolvem simultaneamente e criam ligação com o passar dos minutos. Logo no começo é difícil entender o que uma japonesa tem a ver com crianças marroquinas, mas tudo se explica de forma mais fácil do que nos filmes anteriores de Inarritu: “Amores brutos” e “21 gramas“. Se “Babel” possui um defeito, é ser linear até demais.


Gael Garcia Bernal (de “Sem notícias de Deus“) também participa do filme, embora apareça pouco. O filme possui uma mensagem muito pacifista e bonita. De todos os segmentos, o mais interessante é o japonês. Todas as histórias são dramáticas e comoventes. Recomendado.Cotação do Dai: ****
Babel (EUA, México, 2006) Dirigido por: Alejandro González Iñárritu Com: Brad Pitt, Cate Blanchett, Peter Wight, Adriana Barraza, Elle Fanning, Nathan Gamble, Gael García Bernal, Rinko Kikuchi, Kôji Yakusho, Kumi Ohkawatsu…

Veja aqui o ótimo trailer de “Babel” legendado em português:

#268-Cachê

2007 está só começando, mas já posso assegurar com tranqüilidade que o melhor filme que pude assistir esse até agora é “Cachê“. O diretor alemão Michael Haneke dirigiu uma pérola, um filme excelente que vale cada segundo de sua duração. Premiadas atuações e um roteiro perturbador faz com que o filme seja inesquecível. Você vai amar ou odiar.

A trama é curiosa: uma família, composta pelo casal (Daniel Auteuil e Juliette Binoche) e o filho Pierrot, vivem confortavelmente numa bela casa. Até que um dia eles recebem uma fita vhs. Ao colocar no video cassete, descobrem que alguém anda espionando a família. A gravação mostra a casa, com os moradores entrando e saindo.

O casal tenta pedir auxílio para a polícia, mas nada é resolvido. Então tentam descobrir quem poderia ser o autor das gravações. Seria uma piada ou algo mais ameaçador? Com o passar do tempo, novas fitas vão chegando e o medo e a paranóia também crescem a cada dia. O filme reserva grandes doses de suspense e a insegurança do casal é perfeitamente trasmitida pela ótima interpretação dos protagonistas. É difícil acreditar que Juliette Binoche (de “Palavras de amor“) não seja, na vida real, como a personagem do filme!


Os diálogos são ótimos e é tudo tão realista que temos a impressão de acompanhar o drama de um jeito voyeur. O que pode decepcionar a maioria é a forma que o filme termina… Diversas teorias sobre o final de “Cachê” se encontram na internet. Depois de assistir é um bom filme para ser discutido, sem dúvidas.

Cotação do Dai: *****

Caché (França / Áustria / Alemanha / Itália, 2005) Dirigido por: Michael Haneke Com: Daniel Auteuil, Juliette Binoche, Maurice Bénichou, Daniel Duval…
Veja aqui o trailer do filme Cachê:

* * *
Confira aqui a lista dos vencedores do Globo de ouro 2007 na categoria cinema:
Melhor filme – drama Babel

Melhor atriz de filme drama Helen Mirren (A Rainha)

Melhor ator de filme drama Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia)

Melhor filme – Comédia ou Musical Dreamgirls – Em Busca de um SonhoMelhor atriz em comédia ou musical Meryl Streep (O Diabo Veste Prada)

Melhor ator em comédia ou musical Sacha Cohen (Borat)

Melhor atriz coadjuvante Jennifer Hudson (Dreamgirls – Em Busca de um Sonho)

Melhor ator coadjuvante Eddie Murphy (Dreamgirls – Em Busca da Fama)

Melhor filme de animação Carros

Melhor filme em língua estrangeira Cartas de Iwo Jima (EUA/Japão)

Melhor diretor Martin Scorsese (Os Infiltrados)

Melhor roteiro A Rainha (Peter Morgan)

Melhor trilha sonora original Alexandre Desplat (The Painted Veil)

Melhor música original The Song Of The Heart (Happy Feet – O Pingüim)

#267-O lenhador

Kevin Bacon vive um pedófilo que é solto depois de cumprir a pena na cadeia. Constantemente vigiado por policiais, ele tenta reconstruir a vida e tentar se esquecer da atração que sente por garotinhas. Mas as coisas ficarão mais difíceis por um detalhe: seu apartamento fica na frente de uma escola primária.

O lenhador” não é um filme fácil e o assunto é bem delicado. O personagem de Bacon é um homem amargurado que tenta mudar e se ver longe de problemas. O drama comove e ao mesmo tempo assusta pela seriedade que é tratado. Estatísticas comprovam que a maioria dos pedófilos que cumprem a pena, sempre acabam voltando para a prisão.

Enquanto tenta se “recuperar”, o pedófilo conhece uma mulher que trabalha junto com ele numa empresa de corte de madeira. E também se consulta com um psicólogo, em cenas importantes que revelam um pouco sobre o passado do protagonista e explicam o possível motivo para o desejo por crianças.

Filme bom, embora seja seco. O ritmo é lento e pode desagradar quem espera algo mais movimentado. Mas foi um recurso interessante que mostra bem a adaptação do personagem que tenta se incluir de novo na sociedade. A direção não apela para o sentimentalismo piegas e a história convence por ser realista e tratada de forma angustiante. Não só o personagem principal, mas também os outros servem como bons exemplos da solidão das pessoas e a forma que cada uma lida com seus próprios fantasmas.Cotação do Dai: ***
Filme relacionado (veja mais pedofilia em): “
Mistérios da carne“.

The Woodsman (EUA, 2004) Dirigido por: Nicole Kassell Com: Kevin Bacon, David Alan Grier, Eve, Kyra Sedgwick, Benjamin Bratt, Carlos Leon, Michael Shannon, Mos Def, Hannah Pilkes…

Veja aqui o trailer do filme O lenhador: