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#286-Quem é morto sempre aparece

Paul Barnell (Robin Williams de “Violação de privacidade“) é um homem endividado que não sabe o que fazer da vida. Ele aproveita o desaparecimento do irmão para tentar pegar a bolada do seguro de vida. Mas como a seguradora só declara morto quem está desaparecido há sete anos, ele perde as esperanças.

Mas tudo muda quando ele encontra um cadáver numa lata de lixo. E é com esse corpo que ele tem a idéia de conseguir a bolada milionária. Não é preciso nem dizer que o filme é de humor negro. As situações são politicamente incorretas e o filme ainda tem algumas cenas pesadas e nojentas, resultando numa comédia estranha.

A esposa de Paul (Holy Hunter) é a melhor personagem do filme. Ela é uma mulher que sofre de síndrome de Tourette, uma doença que, dentre outros sintomas, faz com que a pessoa não tenha controle do que diga e fale tudo o que está na mente. Então é uma série de palavrões e expressões obscenas nas situações mais inesperadas!

Mas antes de conseguir o dinheiro, Paul precisa despistar Ted, um funcionário da seguradora que está desconfiado de tudo. “Quem é morto sempre aparece” se passa nas paisagens congelantes Alasca e é um filme regular. Alguns momentos são bem engraçados, mas não cômicos o bastante para uma boa comédia. Vale apenas pela bizarrice da trama.
Cotação do Dai: **

The Big White (Alemanha / Canadá / Nova Zelândia / EUA, 2005) Dirigido por: Mark Mylod Com: Robin Williams, Holly Hunter, Giovanni Ribisi, Tim Blake Nelson, W. Earl Brown, Woody Harrelson, Alison Lohman, Andrea Shawcross…

Veja aqui o trailer do filme “Quem é morto sempre aparece“:

#285-Amor em jogo

Drew Barrymore interpreta uma empresária bem sucedida e é exemplo no trabalho. Já Jimmy Fallon é um simples professor de matemática que é fanático pelos Red Sox, time de beisebol. Ele não é só um torcedor, mas um verdadeiro seguidor do time, com uma casa tão cheia de produtos oficiais que se parece com uma loja dos Red Sox.


A única coisa que os dois personagens possuem em comum é a faixa etária. Ambos estão caminhando para os 30 anos e é a idade que o medo da solidão começa a se manifestar mais forte. Mesmo com gostos tão diferentes, desenvolvem um relacionamento amoroso. “Amor em jogo” fala justamente das diferenças entre as pessoas e a adaptação que elas fazem para uma relação mais duradoura e feliz.



Apesar de não ser nada surpreendente, o filme é fácil e agradável de assistir. Praticamente todos os elementos do gênero estão presentes e o resultado é agradável, principalmente para quem gosta de romance. Mas é melhor do que filmes como “Antes que termine o dia” ou “Um amor para recordar” por causa das cenas de comédia.


Drew Barrymore está muito engraçada como a executiva inteligente que se esforça para se adaptar ao estilo de vida do professor-torcedor. E mesmo que “Amor em jogo” não seja um exemplo de originalidade, é uma boa opção de entretenimento. O final é clichê, mas segue a mesma linha de todo o filme. Divertido!
Cotação do Dai: ***
Fever Pitch (EUA, 2005) Dirigido por: Bobby Farrelly e Peter Farrelly Com: Drew Barrymore, Jimmy Fallon, Jack Kehler, Ione Skye, KaDee Strickland, Marissa Jaret Winokur, Evan Helmuth, Brandon Craggs…

Veja aqui o trailer do filme Amor em jogo:

#284-Perfume, a história de um assassino

Uma boa surpresa é “Perfume, a história de um assassino“. Baseado no famoso livro do alemão Patrick Suskind, o roteiro consegue mesclar suspense e drama na dose certa. Ben Whishaw está no papel principal, com o personagen Jean-Baptiste Grenouille, um rapaz que nasceu com o olfato apuradíssimo. Sendo capaz de distinguir qualquer cheiro do mundo, ele logo conseguiu a atenção de um famoso perfumista francês (Dustin Hoffman, de “O quarto poder” e “Sob o domínio do medo“).


A trama segue por rumos mais sombrios quando o Jean Baptiste fica encantado com o cheiro de uma jovem virgem, e o aroma feminino torna-se sua obsessão. Como já é possível imaginar pelo título, ele passa a cometer uma série de assassinatos na busca do perfume perfeito, com base nas essências das virgens.


Além do roteiro envolvente, que conta com uma narração muito boa, a produção do filme é outro ponto que merece destaque. A reconstituição de época (Paris, no ano de 1738) foi muito bem cuidada e a fotografia é um colírio. A bela atriz Rachel Hurd-Wood (a garota atormentada por fantasmas em “Maldição“) também está no elenco, embora sua participação na história deixe a desejar.

Ela aparece muito pouco e não possui muitos diálogos, embora seja uma personagem fundamental na trama. “Perfume” é um filme muito bom. Ótimo para quem gosta de histórias de assassinos e também para quem procura um filme bem realizado e com qualidade técnica acima da média. Segundo o site adorocinema, o orçamento de Perfume – A História de um Assassino foi de US$ 65,8 milhões. Trata-se do filme mais caro já feito na Alemanha até então. Clique aqui para ver uma versão ampliada do pôster.
Cotação do Dai: ***1/2

Perfume: The Story of a Murderer (Alemanha / França / Espanha, 2006) Dirigido por: Tom Tykwer Com: Ben Whishaw, Francesc Albiol, Richard Felix, Reg Wilson, Dustin Hoffman, Rachel Hurd-Wood, Alan Rickman…

Veja aqui o trailer do filme Perfume, a história de um assassino (com legendas em português):

#283-Turistas

Foi criada uma grande polêmica por conta de “Turistas“. O filme mostra a trágica história de turistas que visitam o Brasil e são drogados, roubados e mortos. Existe até um abaixo assinado circulando na internet para que o filme não seja distribuído no Brasil. É um exagero toda essa muvuca por causa de um filme? Antes de responder vamos para a sinopse!

Um grupo de turistas está no Rapidão (um ônibus caindo aos pedaços) quando o motorista insano perde o controle do veículo e sofre um acidente. Como o próximo ônibus ia demorar muito para chegar, os turistas decidem ir para a praia beber e dançar!!! Mal sabem eles que os brasileiros estão com malignos planos para extrair seus cobiçados órgãos estrangeiros.

Depois de beberem caipirinhas com sonífero e dançarem funk e Marcelo D2, os turistas acordam na praia sem lenço e sem documento. Como não encontram nenhuma delegacia ou policial, acabam se aventurando na mata perigosa. Como dá para notar, o roteiro é fraquíssimo e conta com situações sem nenhum pingo de bom senso. Principalmente se você considerar que o filme era para ser de terror!


Turistas” mostra um Brasil cheio de pessoas agressivas e de má índole. Nenhum edifício é mostrado, só favelas, árvores, formigas gigantes, drogas, trabalho infantil e assassinos que matam em plena luz do dia. Ah sim, e mulheres promíscuas que vivem de biquini. Ninguém possui telefone ou celular! O filme, entretanto, foi rodado em Ubatuba e praia de Itamambuca, em São Paulo.

A comparação com “O albergue” é inevitável. Viajantes num país estranho que acabam se dando mal. Mas enquanto no filme de Eli Roth o terror acontece numa cidadezinha isolada, em “Turistas” o pânico é geral e praticamente não há para onde fugir! Algo como aconteceu em “Wolf Creek, viagem ao inferno“, que se passa numa estrada na Austrália. E será que por causa do filme as pessoas deixaram de visitar aquele país? Não!


É um exagero querer boicotar essa produção porque o filme já é ruim. E a propaganda boca-a-boca sempre funciona, mesmo quando ela é negativa. Não vale a pena assistir. Não porque “prejudica” a imagem do país, mas porque é um filme fraco mesmo! São poucas as cenas de terror. Em alguns momentos o filme parece “A praia“, com grutas subterrâneas e belas paisagens. Tirando isso e a música “Fico assim sem você“, interpretada por Adriana Calcanhoto e tocada no final do filme, “Turistas” é trash (no pior sentido).

Obs: E ainda sobre a polêmica “manchar” a imagem do país, é bom refletir sobre alguns filmes nacionais como “Cidade de Deus” ou “Carandiru” que mostram a “realidade brasileira”. Se o próprio país já exporta filmes que mostram um Brasil violento, o que são traficantes de órgãos, não é mesmo?

Cotação do Dai: *1/2

Turistas (EUA / Brasil, 2006) Dirigido por: John Stockwell Com: Josh Duhamel, Melissa George, Olivia Wilde, Desmond Askew, Beau Garrett, Desmond Askew, Beau Garrett, Max Brown, Miguel Lunardi, Lucy Ramos, Agles Steib…

Veja aqui o trailer do filme “Turistas” (com legendas em português):

#282-O clone

O que fazer se sua esposa não pode ter mais filhos? Adotar? Roubar um bebê na maternidade? Achar um recém-nascido dentro de um saco numa lagoa de Belo Horizonte? Christopher Lambert (de “Nirvana” e “A fortaleza“) decidiu optar pela clonagem. Sem que a mulher soubesse, ele fez com que ela ficasse grávida. Mas não de um bebê qualquer e sim do próprio clone!


Assim como “O enviado“, o filme começa bem. Mas depois vai perdendo as forças até se tornar cada vez mais fraco. A frágil esposa Mathilde (interpretada pela bela Nastassja Kinski, de “Tão longe, tão perto“) sente que existe alguma coisa de diferente na menina, que não consegue se socializar e fazer amizades na escola (portanto desconfie se seu filhote não possui amigos). Além disso, as duas possuem uma óbvia e forte ligação.





Incapaz de contar a verdade, o marido mantém o segredo por muito tempo. Até que o clone vai se desenvolvendo mais rápido que o normal e se transforma numa ninfeta maliciosa que tenta usurpar o lugar da mãe na casa. “O clone” tem trama de novela das 8, mas não envolve famílias árabes como a história de Glória Perez (o que é uma pena!) e é raso e sem graça.




Foram desprezados na história todos os valores éticos e questões mais interessantes que poderiam deixar o filme com um tom mais sério. Mas a “profundidade” da trama é graças ao passado de Mathilde, que sofreu um abalo psicológico. Poderia ser um longa bem melhor se tomasse rumos menos sentimentais e não apostasse num thriller normal.

Cotação do Dai: **

À ton image (França, 2004) Dirigido por: Aruna Villiers Com: Nastassja Kinski, Christopher Lambert, Audrey DeWilder, Andrzej Seweryn, Francine Bergé, Lyes Salem, Christian Hecq…

Veja aqui o trailer do filme O clone:

#281-Sob o domínio do mal

Ótimo, ótimo, ótimo! “Sob o domínio do mal” é um remake e mesmo assim é ótimo. Nunca assisti ao filme original, mas vi e recomendo esta regravação. História inteligente com um elenco de primeira e direção ótima, de Jonathan Demme (do clássico “O silêncio dos inocentes“). Agora para se divertir, é preciso ter a mente aberta e ser simpatizante com elementos de ficção científica. Mas nada exagerado ou difícil de acreditar, não se preocupe.


A trama gira em torno do militar Ben Marco, interpretado por Denzel Washington. Ele e outros soldados estiveram na guerra do Golfo. Alguns anos depois, um homem esteve na mesma patrulha, se candidata a vice-presidente dos Estados Unidos. Ele é Raymond Shaw (Liev Schreiber, de “
A profecia“), homem carismático que é considerado herói por ter salvado a equipe toda no exército. Rapidamente Raymond ganha o apoio do povo durante as eleições.


Por trás da candidatura do rapaz está sua mãe, a determinada Eleanor Shaw (Meryll Streep, de “O diabo veste Prada“). O suspense começa a ganhar intensidade quando Marco começa a ter obscuros pesadelos que se repetem com freqüência. Nos sonhos, ele começa a acreditar na veracidade da guerra. Então começa uma investigação sobre o que aconteceu nos campos de batalha.


Muito interessante e com um roteiro delicioso, o filme não perde tempo e pique durante as 2 horas de duração. Complexas conspirações e uma sensação de perigo envolvem Marco, que procura a verdade. Um bom alerta que mostra o que podem fazer para se alcançar um dos postos mais importantes e influentes do mundo, que é o cargo de presidente dos EUA. Para assistir sem piscar os olhos!
Cotação do Dai: ****

The Manchurian Candidate (EUA, 2004) Dirigido por: Jonathan Demme Com: Jeffrey Wright, Denzel Washington, Liev Schreiber, Meryl Streep, Jon Voight, Kimberly Elise…

Veja aqui o trailer do filme “Sob o domínio do mal“:

#280-Apocalypto

Esqueça os bons selvagens de “O novo mundo“. O novo filme de Mel Gibson novamente criou polêmica e foi criticado pela quantidade de cenas violentas. E não é para menos. “Apocalypto” mostra batalhas entre índios. O longa (longo mesmo, com mais de duas horas de duração) conta a história de um índio que teve sua aldeia atacada. Enquanto praticamente todos viraram prisioneiros, ele conseguiu esconder a esposa grávida e o filho pequeno dentro de um buraco!


O filme mostra Pata de jaguar (o protagonista) sendo levado junto com outros prisioneiros até o império maia. Existe um contexto histórico e cultural na trama, mas não é bem explorado. A reconstituição da sociedade maia infelizmente não é muito aproveitada, servindo de apenas de palco para os sangrentos sacrifícios.



Apocalypto” é, na verdade, mais um filme de ação com intermináveis perseguições. O que muda são as locações (matas fechadas) e armas artesanais! Praticamente metade da história é a fuga de Pata de jaguar, que precisa salvar a família que está no esconderijo. Então se você tem interesse em ver um índio correndo como um jogador de futebol (não vou dizer que ele é o Ronaldinho Gaúcho!) vai se divertir.

A trilha sonora de James Horner é muito boa como sempre. Algumas cenas foram bem filmadas e são bem realistas. Como o filme inteiro foi gravado em maia, o idioma diferente e os atores desconhecidos fazem com que tudo pareça mesmo verdadeiro. Mas é uma decepção descobrir que toda uma riqueza cultural foi soterrada por longas cenas de ação e correria. Isso além de animais e índios com piercings, é claro.

Cotação do Dai: **

Apocalypto (EUA, 2006) Dirigido por: Mel Gibson Com: Rudy Youngblood, Dalia Hernandez, Jonathan Brewer, Morris Birdyellowhead, Carlos Emilio Baez, Israel Rios, Israel Contreras, Espiridion Acosta Cache…

Veja aqui o trailer do filme “Apocalypto“:

#279-O sétimo mês

Você já viu algum filme de Cingapura? Eu também não, até encontrar “O sétimo mês“. Os produtores já fizeram filmes como “The eye, a herança” e “Visões 2, a vingança dos fantasmas” e é tudo muito parecido. O mesmo esquema de fantasmas cinzas, vultos que passam correndo, sussurros apavorantes e sustos de cinco em cinco minutos. Aliás, são tantas tentativas de provocar sustos que em determinado momento a história vira apenas sequências e mais sequências de gritos!


O filme conta a história de Rosa, uma garota das Filipinas que viaja para Cingapura para trabalhar como empregada doméstica. Os patrões de Rosa são cantores de ópera chinesa e a jovem vai conhecer mais sobre a nova cultura. Mas para o azar da menina, ela chegou exatamente no sétimo mês do calendário chinês. E isso irá representar grandes problemas na vida da pobre assalariada.




Segundo as lendas, o sétimo mês é o período que os portões do inferno são abertos. Então é a data ideal para que os fantasmas voltem para a Terra para se vingar e assombrar seus assassinos, pessoas malignas e gente que não lê o Daiblog regularmente. O povo chinês é muito supersticioso e Rosa, incrédula, vai passar a temer quando se tornar vítima dos espíritos.




O sétimo mês” não traz nenhuma novidade ao gênero. Segue a mesma linha de “Espíritos, a morte está ao seu lado” e outras dezenas de produções asiáticas de terror. O problema é que o filme apela demais para os sustos fáceis. A história começa bem, mas vai enfraquecendo cada vez mais e termina de forma absurda, com reviravoltas que não convencem. Trilha sonora interessante e boa produção. Mas o resultado é apenas regular.

Cotação do Dai: **

The maid (Cingapura, 2005) Dirigido por: Kelvin Tong Com: Alessandra de Rossi, Huifang Hong, Benny Soh, Zhenwei Guan, Shucheng Chen …

Veja aqui o trailer do filme “O sétimo mês“:

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#278-Ponto Final, Match Point

Woody Allen surpreende mais uma vez em Match Point. O filme conta a história de Chris, um professor de tênis (de “Feira das vaidades“) que rapidamente faz amizade com Tom, rapaz que é noivo de uma bela e sedutora mulher (Scarlett Johansson, de “A ilha“, “Em boa companhia“). Ao mesmo tempo que se encanta com a irresistível loira, Chris conhece a gentil irmã de Tom, interpretada por Emily (de “Querido Frankie” e “Pecados ardentes“).

Com o quadrado amoroso formado, é fácil já imaginar o que vai acontecer. Certo, poderia muito bem ser apenas mais um filme sobre traição e desejo. Mas “Ponto final” é bem melhor porque se desenvolve de maneira envolvente e maliciosa. Se você pensa que sabe como a trama vai acabar, pense duas vezes. O roteiro prega ótimas surpresas e as reviravoltas são deliciosas, embora perturbadoras.

Os atores principais trabalham muito bem e o filme é recomendado para quem pensa que Woddy Allen dirige (e atua) apenas comédias. O humor negro está presente, é claro, mas a mensagem principal que é passada propõe uma reflexão sobre a ascenção social, dinheiro e poder. Além dos limites entre a razão e a emoção.


Curiosidade: O título no Brasil inicialmente seria apenas Ponto Final, mas este já havia sido registrado pelo diretor Marcelo Taranto para um longa-metragem que estava em processo de captação na época de seu lançamento. Com isso a Playarte modificou o título nacional para Ponto Final – Match Point.
Cotação do Dai: ***1/2
Match Point (Reino Unido, EUA, Luxemburgo, 2005) Dirigido por: Woody Allen Com: Jonathan Rhys Meyers, Brian Cox, Emily Mortimer, Scarlett Johansson, Geoffrey Streatfield, Paul Kaye…
Veja aqui o trailer de Match Point, ponto final:

#277-Filhos da esperança

Baseado no livro de P.D. James, “Filhos da esperança” é um filme intenso e marcante. Uma ficção científica não muito difícil de se acreditar. Principalmente quem acompanha as notícias no jornal e sabe que guerras e mais guerras matam centenas de pessoas. A história é apavorante: no ano de 2027, todas as mulheres do mundo não podem mais engravidar. O motivo é desconhecido e o planeta entra numa tenebrosa crise, caminhando rumo à extinção.


O ser humano mais jovem, de 18 anos, morreu e a situação mundial se agrava cada vez mais. Num cenário apocalíptico e cheio de conflitos, está o amargurado Theodore Faron (Clive Owen, de “
Fora de rumo” e “O plano perfeito“). Ele vive desmotivado e sem esperanças. Mas o reencontro com uma antiga conhecida (Julianne Moore, de “Os esquecidos“, numa participação, no mínimo, curiosa), faz com que ele se envolva numa aventura importantíssima.


Assim como Alejandro González Iñárritu (de “Babel“), Alfonso Cuarón é um diretor mexicano bem sucedido em Hollywood. Dirigiu o ótimo “E sua mãe também“, além de “A princecinha” e “Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban“. “Filhos da esperança” mostra que ele é realmente um diretor admirável, ainda mais com um elenco competente, que conta ainda com o ótimo Michael Caine (de “Batman begins“) e Chiwetel Ejiofor (de “Coisas belas e sujas“).

Não recomendo para pessoas depressivas. O filme tem uma fotografia fria e uma atmosfera de pessimismo que é quase insuportável. É tudo tão convicente, que parece até um documentário! Algumas cenas são excelentes, como uma longa seqüência com Clive Owen tentando escapar e sobreviver num mundo caótico que parece um novo holocausto. Violento, sério, inesquecível e realista (infelizmente).

Cotação do Dai: ****


Children of men (Reino Unido, EUA, 2006) Dirigido por: Alfonso Cuarón Com: Clive Owen, Julianne Moore, Michael Caine, Chiwetel Ejiofor, Charlie Hunnam, Claire-Hope Ashitey, Peter Mullan, Oana Pellea, Juan Gabriel Yacuzzi…

Veja aqui o trailer do filme “Filhos da esperança” (com legendas em português):