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#256-Racha


O
título completo é “Racha, velocidade sem limite“; filme baseado no famoso mangá e anime Initial D. A produção, diferente do original, não é japonesa. Os elenco é chinês, apesar da idéia original ser mantida e os atores interpretarem os personagens do Japão. Takumi é um jovem que trabalha num posto de gasolina e na loja de tofu do pai. Ele faz as entregas de carro e dirige desde os 12 anos de idade, percorrendo diariamente uma perigosa estrada cheia de curvas que fica numa montanha.


Na capa do dvd brasileiro está escrito “na mesma linha de Velozes e furiosos“, o que não é bem uma verdade. “Racha” tem mais conteúdo e não é apenas um filme de corrida. Isso surpreende se você procura por uma história mais sólida, mas decepciona quem apostar as fichas só nas cenas de ação (todas na mesma pista da montanha!). Não são poucas as seqüências de corrida, mas elas ficam (bem) intercaladas com o drama da história.


Drama? Isso mesmo. O pai de Takumi é um homem bêbado que dá problemas para o filho. Os motivos são explicados com o passar do filme. Outro detalhe curioso é o relacionamento do protagonista com uma amiga de escola, que rende algumas cenas de romance bem inocentes. “Racha” oscila entre bons e fracos momentos, com cenas cômicas no estilo pastelão que, muitas vezes não são engraçadas.



A edição segue o mesmo estilo dos atuais filmes de corrida. Muitos cortes, flashes e seqüências exageradas. Isso rende algumas cenas bem interessantes, com a tela dividida em várias janelas, lembrando bem uma revista em quadrinhos. Estes recursos são tão utilizados que pode ser um pouco difícil e incômodo se acostumar com o jeito que o filme foi gravado. O grande destaque do roteiro fica com o desfecho surpreendente. E se você quiser ler sobre outros mangás / animes que tiver sua versão live action (com atores reais) leia mais sobre: “Shinobi, a batalha” e “Saikano, o filme“.

Cotação do Dai: **1/2
Tau man ji D (China / Hong Kong, 2005) Dirigido por: Wai Keung Lau e Siu Fai Mak Com: Shawn Yue, Edison Chen, Jay Chou, Anthony Wong Chau-Sang, Chapman To, Tsuyoshi A be, Anne Suzuki…

Veja aqui o trailer do filme “Racha, velocidade sem limite“:

#255-Mortuária

Tobe Hooper, diretor de clássicos como “O massacre da serra elétrica” (o original) e “Poltergeist, o fenômeno“, ficou muito conhecido e respeitado. Porém seus últimos filmes não são tão bons assim. Ele assinou um dos episódios da série “Mestres do terror”, o “Dança dos mortos“. E também dirigiu “Mortuária”, filme de 2006 que mistura muitas idéias e tem um resultado não muito satisfatório.

Leslie é uma mulher que pensa no futuro. Então ela se muda com os dois filhos (Jonathan e a pequena Jamie) para uma cidade pequena, onde irá morar e trabalhar numa casa funerária ao lado do cemitério. Os filhos detestam a idéia, mas a mãe acredita que terá muitos clientes lá e ficará rica. A nova habitação é sombria e cheia de estranhos fungos pretos.


Jonathan (Dan Byrd, de “
Viagem maldita“) acha que a mãe pirou e tenta arrumar um emprego na cidade. Tudo para não trabalhar na funerária embalsamando corpos. A situação em si já é um tanto mórbida, mas fica ainda mais estranha por causa da lenda de um garoto deformado que habitava a mesma casa que Jonathan e a família mora atualmente.

Bom, depois disso coisas estranhas começam a acontecer. Maior parte do filme tem um ritmo muito agradável de se assistir. É tudo simples e fácil. “Mortuária” consegue ser interessante até quase a metade. Depois a produção perde o suspense e vira mais um filme teen cheio de trapalhadas e correrias dos personagens. Para piorar ainda mais, o roteiro mistura uma série de elementos bizarros do gênero (zumbis, vilão deformado, monstro que precisa de sangue humano) criando uma história muito sem noção.


Os efeitos especiais são um terror a parte (no sentido ruim da palavra). É tão mal feito que é impossível ter medo ou se impressionar. A cena do poço é ridícula e seria uma das melhores caso fosse bem realizada. Para completar a desgraça total, o fim é decepcionante. É incrível como o filme que começa de um jeito interessante vai perdendo a força gradativamente até ficar péssimo. Cotação do Dai: **Mortuary (EUA, 2005) Dirigido por: Tobe Hooper Com: Dan Byrd, Denise Crosby, Stephanie Patton, Alexandra Adi, Rocky Marquette, Courtney Peldon, Bug Hall, Tarah Paige…
Veja aqui o trailer do filme “Mortuária“:

#254-A Intérprete


A intérprete é um filme que chama atenção por ter dois ótimos atores nos papéis principais: Nicole Kidman (como a personagem-título) e Sean Penn (como um policial). A história gira em torno de Silvia (Kidman), que trabalha como intérprete na ONU. Numa noite ela escuta sussurros (numa língua que poucas pessoas compreendem) sobre um assassinato do presidente africano que iria discursar nos Estados Unidos. Assustada, ela procura ajuda para evitar que aconteça uma tragédia.





A trama é interessante e inteligente, com um suspense bom de cunho socio-político. O possível alvo é um homem odiado por meio mundo, que governa um país na África num regime de ditadura e violência. São muitos os suspeitos quem querem matá-lo e também muitos os motivos. Mas o que surpreende mesmo é a carga dramática do roteiro, que foca os problemas pessoais da dupla principal.

O agente Keller (Penn) é um homem amargurado.




 Só descobrimos com exatidão o que aconteceu no final da história. Mas fica clara a insegurança sentimental do personagem. E o mesmo vale para Silvia. O curioso nisso tudo é a relação que os dois criam e o que aprendem sobre o perdão e a superação de traumas passados. Sem ser piegas, a história consegue criar uma mistura agradável entre o suspense e a ameça de morte com os sentimentos e anseios dos protagonistas.




Um thriller competente, com uma história bem atual. Mesmo sendo ficção, muitos países pobres sofrem com a corrupção (vide Brasil). Aqui não temos (ainda) problemas com guerrilhas armas e nem minas para amputar as pessoas. A violência é mais na falta de ética dos políticos mesmo. Mas enfim, “A intérprete” pode decepcionar quem espera um filme mais ágil e movimentado, porém nem por isso deixa de ser um bom filme.
Cotação do Dai: ***

The Interpreter (EUA / Reino Unido / França, 2005) Dirigido por: Sydney Pollack Com: Nicole Kidman, Sean Penn, Catherine Keener. Jesper Christensen, Yvan Attal, Earl Cameron, George Harris, Curtiss Cook…

Veja aqui o trailer do filme “A intérprete”:

#253-Um amor para recordar

Juro que não tenho nada contra filmes de romance, mas a maioria não convence. Comédias românticas são até interessantes, mas o gênero já está cheio de clichês que fazem com que quase todas produções se tornem parecidas e previsíveis. Se você gosta de filmes como “Doce novembro” irá gostar de “Um amor para recordar“. Isso se já não tiver assistido há muito tempo; o filme possui uma gigantesca legião de fãs.




O filme é estrelado pela cantora e atriz Mandy Moore, que interpreta Jamie, uma jovem garota religiosa que é motivo de piada na escola por ser nerd, certinha demais e possuir apenas um suéter. Filha de um reverendo (Peter Coyote, de “Lua de fel“), a menina não possui amigos e vive uma vida tranqüila e politicamente correta, recheada de boas ações sociais. O caminho de Jamie se cruza com o de Landon (Shane West, de “Drácula 2000“), um badboy encrequeiro que é obrigado a fazer uma peça teatral e outras tarefas no colégio como punição por beber na escola.





Jamie irá ajudar Landon no que pode, mas as amizades bagunceiras do rapaz podem atrapalhar o caminho dos dois. E como este é um filme de romance, os dois irão se envolver numa linda e história de amor cor de rosa. Perto do final existe uma revelação (não muito surpreendente) que deixa o filme com tons mais melodramáticos e românticos.


O roteiro é extremamente meloso e sem novidades. Agora é impossível não admitir que é uma história bonita e… fictícia. Meninas que buscam pelo príncipe encantado com certeza irão se apaixonar. Um outro filme parecido é “Antes que termine o dia” com Jennifer Love Hewitt. No elenco também está Daryl Hannah (de “A casa dos bebês“) como a mãe de Landon. Dispensável, mas interessante de se assistir.

Cotação do Dai: **1/2ps: texto dedicado especialmente para a leitora Asuka, que é fã incondicional da atriz Mandy Moore.
A walk to remember (EUA, 2002) Dirigido por: Adam Shankman Com: Shane West, Mandy Moore, Peter Coyote, Daryl Hannah, Clayne Crawford, Paz de la Huerta, Jonathan Parks Jordan, Matt Lutz, David Andrews…
Veja aqui o trailer do filme Um amor para recordar:

#252-Marcas do terror


M
ick Garris, criador da série “Mestres do terror“, decidiu que o último episódio da primeira temporada da série seria por conta de um diretor asiático. O escolhido foi Takashi Miike, um dos mais produtivos diretores japone

ses. Miike foi o responsável pelo segmento “Box” do filme “Três, extremos” e fez um filme não menos perturbador para a série americana. O resultado foi tão chocante que foi censurado e não ao ar.


Devido a censura, “Marcas do terror” foi lançado diretamente em dvd, assim como no Brasil. Agora existe motivo para tanta polêmica? Bom, quem já assistiu “Ichi, the killer” ou “Audition“, os dois mais famosos filmes de Takashi Miike, sabe que ele consegue fazer cenas de violência explícita como ninguém. O que na maioria dos filmes é mostrado de forma rápida, Miike faz questão de gravar detalhadamente. Um teste de resistência e sadismo.



A história foi baseada num livro polêmico, que mistura gueixas, incesto, aborto e torturas! Na trama, um americano apaixonado (interpretado pelo péssimo Billy Drago) viaja até o Japão procurando uma bela japonesa. Mas chegando lá descobre que ela foi morta. E é uma misteriosa gueixa que irá lhe contar (ou não) o que aconteceu com a sua amada. O roteiro é bem interessante e contado de uma forma peculiar, com pistas falsas e mentiras. O mesmo acontecimento é mostrado várias vezes, em muitas versões.




Além desse detalhe, a violência é também um outro ponto impressionante. Cenas de tortura bem detalhadas, com shibari, agulhas nas gengivas e nas unhas. “Marcas do terror” merece ser visto não só porque é bastante violento, mas também pela qualidade técnica. É um filme muito bem produzido, com uma fotografia bem cuidada e figurinos bonitos. Foi interessante a idéia do diretor fazer um filme essencialmente japonês, com cenários e personagens típicos do Japão. Um bom exemplo que comprova que terror asiático não é constituído somente por crianças brancas e cabeludas.

Cotação do Dai: ***1/2

Leia mais sobre outros filmes da série “Mestres do terror” que já foram comentados no Daiblog. “Estrada da morte“, “Criatura maligna” , “Lenda assassina” e “Dança dos mortos“.
Imprint (EUA / Japão, 2006) Dirigido por: Takashi Miike Com: Youki Kudoh, Michie Itô, Toshie Negishi, Billy Drago, Shiho Harumi…

Veja aqui o trailer de Marcas do terror:

#251-O arco

Confesso que fiquei com receio de assistir “O arco” porque li muitas críticas negativas a respeito do 12º filme de Kim Ki-Duk. Muitos críticos alegaram que a produção era excessivamente poética ou, em outras palavras, um filme parado e chato demais. E foi fácil acreditar nisso, já que o filme inteiro se passa dentro de um barco. Mas quando assisti, tive uma incrível surpresa .”O arco” é excelente! Um filme belíssimo, em todos os sentidos.

A história é sobre um velho senhor de idade que está apaixonado por uma garota. Ele planeja se casar com a jovem assim que ela completar 16 anos. O tranqüilo dia a dia dos dois é retratado de forma simples, com uma rotina sem muitas atividades que poderia ser muito monótona. Assim como “Casa vazia“, o minimalista Kim Ki-Duk faz novamente um romance contado pelo silêncio. Os protagonistas não possuem um diálogo sequer durante o filme e, mesmo assim, se comunicam. O roteiro é sentimento puro.

O barco-casa da jovem é usado também como local de pescaria, com sofás para clientes sentarem e pescarem. Mas todos os olhares sempre vão para a adolescente, que é atraente e misteriosa. O velho usa um arco para atirar flechas e ameaçar quem se aproxima dela. E o mesmo arco também é usado como instrumento para as músicas da trilha sonora. Canções lindas que deixam o filme ainda mais bonito.

A relação entre os protagonistas é abalada quando surge um rapaz mais jovem. E quando é formado o triângulo amoroso, o velho sente que os planos de se casar com a jovem podem ser abalados. Sensível, sutil e poético. O final é impressionante e inesquecível. “O arco” foi feito antes de “Time” e depois de “Casa vazia“.

Cotação do Dai: *****

Hwal (Coréia do Sul, 2005) Dirigido por: Ki-duk Kim Com: Yeo-reum Han, Si-jeok Seo, Gook-hwan Jeon, Seong-hwang Jeon…

Veja aqui o trailer do filme “O arco” legendado em português:

#250-Jovens amaldiçoados


Este é um daqueles filmes de terror que são mais aventura e comédia do que terror. No estilo das produções exibidas no finado programa “Cinetrash” da Band. Você ri com os efeitos especiais que parecem do seriado “Power Rangers” e até se diverte se não levar a sério. Agora se você procura um filme mais elaborado, vai considerar “Jovens amaldiçoados” uma das piores experiências da sua vida. O roteiro é tosco, só tem atores canastrões e quando você pensa que não pode ficar mais brega, o filme ainda está na metade!


A história é bem simples: um grupo de estudantes precisa cumprir uma série de tarefas para entrar numa fraternidade. Uma listinha de coisas que eles devem conseguir é entregue. E depois de cumprirem os deveres, todos deverão passar uma noite numa mansão que tem a fama de ser mal assombrada. A originalidade é zero. Mas as bombas não param por aí!



Além de terem que arranjar uma foto de um dos mais conhecidos ícones dos filmes de terror, o ator Bruce Campbel, eles precisam conseguir era um livro maligno. Uma espécie de Necronomicom, que é cheio de dicas de rituais de como reanimar mortos, roubar almas e outras utilidades sombrias. Um dos estudantes consegue roubar o tal livro (que pertencia a um professor satânico) e isso provoca a ira do velho feiticeiro, que irá se vingar dos estudantes a todo custo.


Terrir que lembra um pouco o clima do desenho “Scooby Doo“, com os personagens correndo de um lado para o outro na mansão. Mas essa fórmula acaba se tornando cansativa e repetitiva, com uma série de eventos desgastantes. Pelo menos é mais bem feito do que vários filmes como “A colheita“, apesar de não ser o tipo de filme que vale a pena ver mais de uma vez. Se você quer terror, fuja dessa palhaçada!

Cotação do Dai: *1/2

The Hazing (EUA, 2004) Dirigido por: Rolfe Kanefsky Com: Brad Dourif, Brooke Burke, Nectar Rose, Philip Andrew, Tiffany Shepis, Jeremy Maxwell, Parry Shen…

Veja aqui o trailer do filme Jovens amaldiçoados:

#249-Volver


Se você ainda não viu “Volver“, vá ver! O texto de hoje é só para enumerar alguns motivos para você assistir ao mais novo longa metragem de Pedro Almodóvar. Diferente de “A má educação“, o diretor aborda o universo feminino de uma forma brilhante. A história gira em torno de Raimunda ( Penélope Cruz, de “Sem notícias de Deus“) e a família (em especial a mãe). E o filme não perde tempo. Já começa bom e em questão de segundos já estamos familiarizados com as situações e personagens.

Raimunda é uma mulher trabalhadora e esforçada. Vive com um marido desempregado e com a filha ninfeta/adolescente. Depois de uma tragédia (que não irei contar qual é), a vida da protagonista muda. Enquanto isso, Sole, irmã de Raimunda, recebe a visita do fantasma da mãe. A finada volta para a Terra para acertar algumas coisas que não conseguiu resolver em vida.

Mistérios sobrenaturais a parte, a história convence bastante e é bem bolada. A trama surpreende por mesclar elementos de suspense, drama e comédia. Isso gera um filme completo que diverte ao mesmo tempo que emociona. As relações familiares são bem trabalhadas, com segredos do passado que voltam para serem revelados.

É impossível deixar de comentar também sobre a fotografia do filme. “Volver” é coloridíssimo. As imagens são todas bonitas e fortes, com cores vivas transbordando emoção. Penélope Cruz surpreende como a protagonista e mostra que não é apenas linda, mas também uma ótima atriz. Um outro filme que ela atua muito bem é “Não se mova”. Não perca “Volver”.
Cotação do Dai: ****
ps: texto dedicado especialmente para Marcelinha 🙂
Volver (Espanha, 2006) Dirigido por: Pedro Almodóvar Com: Penélope Cruz, Carmen Maura, Lola Dueñas, Blanca Portillo, Yohana Cobo, Chus Lampreave, Antonio de la Torre, Carlos Blanco, María Isabel Díaz…

Veja aqui o trailer do filme Volver:

#248-Boy culture


B
oy culture foi o filme de abertura do festival Mix Brasil de 2006. Clique nos títulos e leia também sobre outros filmes do festival como: “Pop music“, “Fome de amor” e alguns curtas. Além de “Hellbent“, do festival de 2005. Narrado em tom de confissão, o filme começa de forma já envolvente. O protagonista é X, um jovem que se declara pecador e trabalha como garoto de programa. Ele possui apenas 12 clientes, selecionados a dedo. X chama os clientes de discípulos e gosta da atual vida porque recebe muito dinheiro fazendo algo que ele não considera difícil.



O mais interessante da história é a bem trabalhada personalidade de X. Mesmo com a profissão, ele é cheio de valores éticos! Separa bem os negócios da vida pessoal e é um sujeito bem sarcástico. A história gira em torno do novo cliente de X, um velho chamado Gregory. Os dois desenvolvem uma relação diferente, sem sexo. E X recebe apenas para conversar com o senhor idoso. E é entre flashbacks e recordações que são questionadas dúvidas sobre a condição sexual dos dois e mesmo sobre a vida no geral.

Boy culture” faz uma crítica irônica aos relacionamentos e, ao mesmo tempo, é uma comédia romântica divertida. A parte humorística da história fica por causa de Joey e Andrew, dois rapazes que dividem o apartamento com X. Enquanto o primeiro é um jovem tarado e promíscuo, o segundo é mais quieto e disposto a encontrar um amor de verdade. Os estereótipos entram em contraste com o tom realista da história, o que deixa ainda mais claro o tom crítico do longa.

O jeito que a história se desenvolve é até surpreendente. De uma hora para outra o drama desaparece e vira um outro filme, cheio de cenas de comédia. A parte da visita à família de Andrew, por exemplo, é engraçadíssima. Depois o roteiro torna a ficar dramático e o resultado disso tudo é positivo. Um filme que prende a atenção, principalmente pelas características da personalidade do protagonista.
Cotação do Dai: ***

Boy Culture (EUA, 2006) Dirigido por: Q. Allan Brocka Com: Patrick Bauchau, Derek Magyar, Darryl Stephens, Jonathon Trent, Emily Brooke Hands…


Veja aqui o trailer do filme “Boy Culture“:

#247-Pop music


N
iila e Matti são dois amigos que se conheceram desde que eram crianças, na década de 60. Ambos moram numa cidade que fica entre a Suécia e a Finlândia. Um lugarzinho distante onde não acontece nada de interessante. Um dia os dois ganham um disco de vinil com músicas de rock. E o ritmo diferente repercute como um turbilhão na vida pacata dos dois. Já na adolescência, a dupla continua com a paixão pela música. Na escola, graças a um professor excêntrico, os meninos encontram a oportunidade de montar uma banda.



Este filme é uma divertida mistura de comédia com drama. É um pouco estranho se acostumar logo com o estilo da produção. A história já começa com um ritmo acelerado; a câmera é cheia de zooms e cortes rápidos. E o roteiro é cheio de referências das culturas da Suécia e Finlândia, países que produziram o longa metragem. Escrevo tudo isso para confirmar que “Pop music” é um filme diferente. Mas isso não quer dizer que seja ruim.

A parte dramática da história fica por conta da família de um dos amigos. O pai não aceita que o filho toque instrumentos e o garoto leva surras de cinto mesmo depois de se tornar adolescente. O problema familiar é desenvolvido paralelamente com a relação de amizade entre os protagonistas. Um sentimento de companheirismo que esconde algo a mais.


Filme interessante, com algumas cenas muito engraçadas. As paisagens européias são um estímulo a mais para assistir “Pop music“. O final, entretanto, é muito brusco. A história termina de um jeito inesperado, quando menos se espera. Sobem os créditos e fica a impressão que poderia ter durado mais. Grande surpresa do Festival Mix Brasil.

Cotação do Dai: ***1/2

Populärmusik från Vittula (Suécia / Finlândia, 2004) Dirigido por: Reza Bagher Com: Niklas Ulfvarson, Max Enderfors, Tommy Vallikari, Andreas af Enehjelm, Björn Kjellman, Jarmo Mäkinen, Kati Outinen, Tarja-Tuulikki Tarsala, Göran Forsmark…

Veja aqui o trailer do filme “Pop Music“: