Já começou o 14º Festival Mix Brasil de cinema e video da diversidade sexual. São filmes, curtas e produções que, na maioria das vezes, nunca entram no circuito comercial. Os temas são variados, embora todos possuam em comum a pluraridade sexual.
O Festival começou em São Paulo, dos dias 09 a 19 de novembro. Depois irá para o Rio de Janeiro (21 de novembro a 03 de dezembro) e Brasília (30 de novembro a 10 de dezembro). Veja mais detalhes sobre a programação e sinopses no site oficial. Clique para visitar.
Você pode ler sobre alguns curtas em exibição no festival clicando aqui. O filme que comentarei hoje não foi o filme de estréia, mas faz parte da programação: “Fome de amor“.
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irigido por Rosa von Praunheim, “Fome de amor” é conhecido também como “Your Heart in My Head“. A história foi baseada no famoso caso de Armin Weiwes, o canibal alemão de Rotemburgo. O caso já foi citado em “FEED“, um filme sobre fetiche por mulheres gordas. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o filme foi apenas baseado no acontecido. O jeito que a história se desenvolve é original e não corresponde ao que, de fato, aconteceu.
O filme é estrelado por apenas dois atores (Martin Molitor e Martin Ontrop), que se revezam na tela, interpretando todos os personagens da história. Achim é um professor que foi abandonado pela esposa e afastado da escola que lecionava. Ele vive com a mãe ranzinza e luta para não enlouquecer com a solidão. Emocionalmente abalado, ele irá procurar na internet um parceiro que goste de jogar xadrez.
E é aí que surge Peter, um rapaz que também é problemático e está disposto a encontrar uma nova amizade. O relacionamento dos dois começa instável, mas logo eles passam várias horas juntas. Durante todo o filme, Achim registra um diário gravado em video. Ele grava suas impressões sobre Peter e também como está se sentindo. Tudo de um jeito muito amador e realista. Para quem não prestar atenção, o filme pode até se passar por um documentário.
Mas a morbidez passa a dividir o caminho dos amigos quando surge o tema do canibalismo. Contar o que acontece depois irá só estragar a história (que já é bem conhecida). Quem procura por um filme de terror vai se desanimar porque “Fome de amor” é um drama. E daqueles bem densos, que terminam de uma forma perturbadora. Com uma mensagem que fica na cabeça por muito tempo. Até que ponto se deve seguir as fantasias mais sombrias da mente? E até onde se pode ir na busca de companheirismo e amizade?
Terrivelmente cruel e realista. Um drama difícil de engolir! Cotação do Dai: ***ps: não encontrei o pôster nem o trailer do filme.
Se alguém tiver me mande para que eu possa disponibilizar aqui no Daiblog. Dein Herz in meinem Hirn (Alemanha, 2005) Dirigido por: Rosa von Praunheim Com: Martin Molitor e Martin Ontrop..
Heather Fasulo (a simpática ruiva do pôster ao lado) é uma garota que foi levada pela família para estudar na escola Falburn, um tradicional colégio para meninas. Lá, ela é recebida pela diretora Traverse (Patricia Clarkson, de “Boa noite e boa sorte“) que lhe explica diversas regras do rígido lugar. O colégio é rodeado por uma grande floresta e todas as professoras possuem um jeito estranho.
A história é ambientada na década de 60, o que já chama a atenção de um filme de terror adolescente. No começo a história não é nada inovadora, com típicos personagens presentes em todos os filmes do gênero: a garota calada, a patricinha vilã… Mas “A floresta” surpreende e se torna um filme interessante com o passar dos minutos.
Heather começa a ouvir sussurros do além e a ter pesadelos misteriosos. E está tudo relacionado com o passado da escola. Enquanto assisti, me lembrei muito do clássico “Suspiria“, de Dario Argento. Em ambos os filmes, garotas de escolas (de balé, no caso de Suspiria) vivem num prédio que guarda segredos assustadores. “Afloresta” é interessante por ser um filme de suspense que não apela para garantir o interesse de quem assiste.
Destaque para a presença de Bruce Campbell, o eterno Ash de “Evil dead, uma noite alucinante“. Campbell é um dos atores mais adorados pelos fãs de terror e faz uma participação curta mas importante no filme, como o pai da protagonista Heather. A direção fica por conta de Lucky McKee, que dirigiu também “Criatura maligna“, da série Mestres do terror. “A floresta” é uma curiosa opção pra quem quer ver um filme de suspense/terror que não envolva espíritos brancos e cabeludos ou assassinos mascarados. A história tem cara de conto de fadas e é gostosa de se assistir. Cotação do Dai: ***
The woods (EUA, 2006) Dirigido por: Lucky McKee Com: Agnes Bruckner, Patricia Clarkson, Rachel Nichols, Lauren Birkell, Emma Campbell, Marcia Bennett, Gordon Currie, Jude Beny, Bruce Campbell…
Veja aqui o trailer do filme “A floresta” legendado em português:
Depois de ser expulso de Havard, o universitário Matt Bruckner (Elijah Wood, de “Uma vida iluminada“) viaja até a Inglaterra para visitar a irmã (Claire Forlani, de “De encontro com o amor“). No outro país, ele faz amizade com o cunhado, que é líder de uma torcida organizada de futebol. Diferente do mundo dos estudos, Matt vai aprender coisas que nunca seriam ensinadas na sala de aula.
O filme conta uma interessante história sobre o mundo dos hooligans. As comentadas cenas de violência não são tão fortes como dizem, mas impressionam se levarmos em consideração que tudo aquilo realmente acontece. E não só em Londres como no Brasil (violência nas arquibancadas não é novidade por aqui) e no mundo todo. Matt participa de um grupo bastante unido e muitas cenas lembram “Ruas selvagens“, pelas brigas no meio da rua e formação de gangues.
Alguns motivos traumáticos separam grupos rivais, que se enfrentam em batalhas sangrentas. O roteiro guarda as explicações trágicas para perto do final, quando a história deixa a aventura de lado para se transformar num drama. O personagem de Elijah Wood é bem interessante porque se desenvolve com o passar do filme. Antes ele era um amargurado estudante de jornalismo e, depois da experiência britânica, aprende muito. E esse aprendizado é decisivo para seu futuro, uma vez que sua saída de Havard foi injusta.
“Hooligans” é um filme bom. Consegue prender a atenção de quem assiste. Agora está longe de ser um filme que pode mudar a sua vida, como muitos dizem por aí.
Cotação do Dai: ***
Green Street Hooligans ( EUA / Reino Unido, 2005) Dirigido por: Lexi Alexander Com: Scott Christie, Claire Forlani, Leo Gregory, Elijah Wood, David Alexander, Oliver Allison, James Allison, Joel Beckett, Geoff Bell …
Ayumi Hamasaki ainda é considerada uma das maiores cantoras de j-pop (pop japonês). A coroa da fama atualmente está na cabeça da turbinada Koda Kumi, que lança novos singles sem parar e está sempre na mídia. 2006 foi um ano simples para Ayu, ela lançou poucos singles e hoje, dia 29 de novembro, foi lançado o seu mais recente trabalho. O oitavo álbum: Secret, lançado em duas versões. A simples, apenas com o cd e uma especial que acompanha o dvd com 14 faixas (7 clipes e 7 making of).
O cd possui 14 faixas, com músicas aproveitadas de singles anteriores como “Startin’ / Born to Be“, “Blue Bird / Beautiful Fighters” (clique para ler). As faixas 06 (LABYRINTH) e 09 (taskinst) são instrumentais. O disco começa com “Not yet“, uma música que parece com as mais antigas da cantora, com um ritmo bem sintetizado. Mas quando parece que a música vai começar a desenvolver, ela termina, totalizando 2 minutos apenas! Depois vem “until that Day“, que tem um refrão forte.
A próxima canção inédita é 1LOVE, música utilizada em comerciais da Panasonic. Lembra um pouco “Because of you“, por causa das guitarras e som pesado. É o tipo de música que é mais fácil de gostar depois de assistir ao clipe. O refrão é compassado, ágil e um teste de fôlego!
“It was” é uma música mais lenta que as anteriores e muito agradável. Uma das músicas inéditas que mais gostei. Em seguida vem LABYRINTH, música instrumental bem elaborada, mas bem curta. E depois o cd continua com JEWEL, música cristalina e bonita. Uma balada bem tranqüila. O clipe você pode assistir no final deste texto. Usaram diversas jóias e diamantes. O resultado é um vídeo muito bem produzido que se parece com comercial de joalheria!
“Momentum” lembra música de anime. Não é agitada e frenética, mas os instrumentos e o ritmo do refrão dão essa impressão. O clipe é triste e fantasmagórico. Depois da faixa instrumental “taskinst“, a próxima canção original é a penúltima, kiss o’ kill. A música é um pop no mesmo estilo de músicas outras músicas da cantora. Não acrescenta nada, mas também não é ruim.
O cd termina com Secret, canção que dá título ao cd. E é a grande surpresa do álbum. A música é muito bonita, em todos os aspectos. A voz de Ayumi Hamasaki está especialmente superior, sendo a canção que ela canta melhor em todo o cd.
Confira abaixo a lista de músicas do cd SECRET. 01. Not yet 02. until that Day 03. Startin’ 04. 1 LOVE 05. It was 06. LABYRINTH 07. JEWEL 08. momentum 09. taskinst 10.Born To Be 11. Beautiful Fighters 12. BLUE BIRD 13. kiss o’ kill 14. Secret
Exibido na Mostra Competitiva do Festival de Cinema Internacional de Brasília, “Candy” é um drama romântico que trata dos problemas na vida de um casal interpretado por Nicole Kidman Abbie Cornish e Heath Ledger (de “O segredo de Brokeback Mountain“). O que torna a trama especial é o fato dos dois personagens principais serem viciados em heroína.
O filme é baseado no livro de Luke Davies. “Candy” com certeza não é o primeiro filme a tratar das drogas, mas o tema não cai na mesmice nas mãos do diretor Neil Armfield. Candy é uma pintora. Dan é um poeta. Os dois são jovens e drogados. O relacionamento dos dois é dividido, assim como o filme, em partes: céu, terra e inferno. A maioria das sinopses contam o que acontece já no meio do filme, mas aqui no Daiblog você lerá só o essencial para saber do que se trata a trama.
E é exatamente isso. A dependência química atrapalha a união dos dois, mas, ao mesmo tempo, fortalece. E problemas financeiros impedem Candy e Dan de sustentarem o vício. “Candy” é comovente, forte e com algumas cenas excelentes e de forte apelo dramático. Uma história de amor diferente. A dupla dos protagonistas foi bem escolhida, com interpretações incríveis. No elenco também está Geoffrey Rush (de “Munique“).
Um filme indicado para quem gosta de um bom drama. No Brasil o filme será lançado pela Califórnia filmes, distribuidora que já lançou nos cinemas outro filme do FIC Brasília como “C.R.A.Z.Y, loucos de amor“, além de produções mais conhecidas como “Maldição” e “O sacrifício“.
Cotação do Dai: **** Candy (Austrália, 2006) Dirigido por: Neil Armfield Com: Abbie Cornish, Heath Ledger, Pedro Barreira, Paul Blackwell, Damon Herriman, Roberto Meza-Mont, Geoffrey Rush …
Veja aqui o trailer de Candy (legendado em português)
* * * Este foi o último filme do FIC Brasília (Festival de cinema internacional de Brasília) comentado aqui no Daiblog. Leia a seguir mais informações sobre o evento, os filmes já comentados aqui e algumas fotos,
O prêmio Itamaraty ficou com o longa metragem “O céu de Suely“, de Karim Ainouz e o curta metragem “Alguma coisa assim“, de Esmir Filho. Já na mostra competitiva, o vencedor do prêmio Buriti foi o norte-americano “A Morte do Falcão“, dirigido por Julian Goldberger. Clique aqui para visitar o site oficial do festival.
O policial Edward Malu (Nicolas Cage) recebe uma carta de sua ex-noiva, que está desesperada com o desaparecimento de Rowan, sua filha. Então Edward viaja até uma ilha para tentar descobrir o que aconteceu com a criança. Chegando lá, encontra uma estranha sociedade pagã composta basicamente por mulheres. O lugar é bonito e tranqüilo, semelhante a uma vila antiga.
Mas por trás de toda aparente calmaria, uma rede de mentiras vai sendo revelada aos poucos. Conforme vai investigando, ele percebe que muitos segredos são guardados naquela ilha. E o paradeiro de Rowan torna-se um grande mistério. Afinal, o que aconteceu com a garota e onde ela está?
Regravação mal sucedida de “O homem de palha” (de 1973). A história pode até agradar quem não assistiu ao original; mas é difícil se divertir porque o roteiro deixou a trama muito previsível e fraca. Ainda existe um clima de alienação que incomoda bastante. A situação pode até causar medo: se encontrar num local com fanáticos religiosos que estão em maior número (como numa cena no filme “Terror em Silent Hill“). Só que isso não impede que o filme seja arrastado.
A clássica cena final, do famoso homem de palha, não possui a mesma força e impacto do filme da década de 70. E para piorar ainda mais, existe uma seqüência desnecessária que ainda quebra o clima sombrio da conclusão da história. “O sacrifício” é mais um claro exemplo que não se deve regravar filmes cult. Os resultados são desastrosos.
No elenco está também a bela Leelee Sobieski (“A casa de vidro“). O diretor Neil LaBute já dirigiu um filme genial chamado “Na companhia dos homens“. Uma comédia de humor negro ácido e machista sobre dois amigos que fazem apostas sem escrúpulos e brincam com sentimentos de mulheres inocentes. Se você já assistiu “O homem de palha“, pense bem antes de ser sacrificado com o remake.
Cotação do Dai: **
The Wicker Man (Alemanha / EUA, 2006) Dirigido por: Neil LaBute Com: Nicolas Cage, Ellen Burstyn, Kate Beahan, Molly Parker, Leelee Sobieski, Diane Delano, Michael Wiseman, Christa Campbell, Erika-Shaye Gair, Emily Holmes…
Veja aqui o trailer do filme O sacrifício (com legendas em português):
* * * Nova enquete no Daiblog, por favor vote.
”Cinema, Aspirinas e Urubus” foi escolhido como representante brasileiro para o Oscar de melhor filme estrangeiro. O filme venceu outras produções nacionais que também concorriam. São os filmes:
”A Máquina” ”Anjos do Sol” ”Bens Confiscados” ”Cafundó” ”Depois Daquele Baile” ”Doutores da Alegria” ”Estamira” ‘Irma Vap – O Retorno” ”O Maior Amor do Mundo” ”Tapete Vermelho” ”Vida de Menina” ”Zuzu Angel”.
Só saberemos se ”Cinema, Aspirinas e Urubus” concorrerá mesmo no dia 23 de janeiro de 2007.
A entrega das estatuetas douradas será no dia 25 de fevereiro. E, para nosso terror, outros países estão com fortes filmes nessa corrida como “Volver“, de Pedro Almodovar (representando a Espanha) e “O labirinto do Fauno“, de Guillermo Del Toro (representando o México).
Um grupo de delinqüentes juvenis é levado para uma ilha deserta como punição. O motivo foi a misteriosa morte de um dos internos, que se suicidou por causa dos abusos dos colegas de quarto. A ilha era para ser um local inabitado, disponibilizado pelo exército para que o presídio pudesse utilizar. O que não esperavam é que a ilha estavesse com alguns visitantes…
“Os selvagens” tinha tudo para ser um filme excelente. A fotografia é boa, com imagens frias que transmitem uma incômoda sensação de perigo sempre presente. A ilha é linda, com florestas fechadas e riachos. Um lugar bonito que se torna um inferno quando estranhas mortes começam a acontecer. Mas mesmo com algumas falhas, como as personagens femininas que são péssimas, o filme é uma ótima escolha para quem gosta de terror.
Todos os jovens não são santos. Foram presos numa espécie de FEBEM para pagar pelos erros. Logo, não existe inocência ou ingenuidade. Este é o ponto mais interessante no filme. Ao invés de um bando de personagens correndo e fugindo como um filme teen, o roteiro reserva surpresas a respeito da personalidade dos presidiários. Algo como “O senhor das moscas“, com uma análise nada otimista a respeito da bondade ser humano.
E como todo bom filme do gênero, é cheio de cenas sangrentas. E não são leves, é carnificina mesmo. Algumas lembram cenas do filme japonês “Battle Royale”, com efeitos especiais no sangue jorrando. E boa parte delas se deve aos malignos e famintos cães treinados que aparecem na ilha. Filme de terror inglês acima da média! Cotação do Dai: ***1/2 Wilderness (Reino Unido, 2006) Dirigido por: Michael J. Bassett Com: Richie Campell, Lenora Crichlow, Adam Deacon, Stephen Don, Karly Greene, Nathan Hughes, Toby Kebbell, Ben McKay, Luke Neal…
Há muito tempo assisti um filme de terror bem interessante do início década de 80, chamado “O elevador“. Um filme holandês que tinha uma história boba, mas era tão estranho que até assustava. “O elevador da morte” é o remake desse filme, dirigido por Dick Maas, o mesmo diretor do original. Mas ao contrário do que se podia imaginar, o resultado foi um desastre.
Mas espera aí, no elenco tem Naomi Watts? Sim! A estrela de “King Kong” e do ótimo “A passagem“, deslizou nesse filme. Naomi interpreta uma jornalista anti-ética que faz de tudo para conseguir uma boa matéria. Quando estranhos acidentes começam a acontecer nos elevadores do gigantesco prédio Millennium, ela não têm dúvidas que aquela é uma ótima pauta!
Enquanto isso, uma dupla de operários em elevadores tenta resolver os problemas. Só que o que está causando tantos acidentes não é um simples tilt. Uma trama cabeluda envolvendo um cientista maluco e megalomaníaco dá uma explicação para as mortes! E é mais fácil ter medo do cientista do que do elevador assassino, acredite.
O filme é cheio de piadas, o que deixa o filme mais leve e sem terror (diferente do original). Os efeitos especiais são medianos, com algumas boas cenas. Veja ao lado uma imagem, por exemplo. Mas diante tanta enrolação, nem as seqüências de ação salvam “O elevador da morte“.
O roteiro ainda pega carona com os atentados de 11 de setembro, com o governo americano acreditando que um dos acidentes no elevador possa ter sido obra de terroristas!!!! Inacreditável.
Cotação do Dai: *1/2
Down / The shaft (EUA / Holanda, 2001) Dirigido por: Dick Maas Com: James Marshall, Naomi Watts, Eric Thal, Michael Ironside, Edward Herrmann, Dan Hedaya, Ron Perlman, Kathryn Meisle, Todd Boyce…
Veja aqui o trailer do filme “O elevador da morte“:
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Novidade:
Perfume, a história de um assassino:
Trata de um homem que não exala odores, mas que tem um olfato extremamente apurado. Este que nasce em um mercado, vive obcecado pela busca do perfume que destile a essência da beleza e, em sua busca desesperada, acaba se tornando um assassino em série.
Os irmãos Pang ficaram conhecidos internacionalmente depois do sucesso de “The eye, a herança“. Baseado num caso supostamente real, o filme foi comparado com “O sexto sentido“, já que ambos tratam de pessoas que conseguem enxergar fantasmas. Com o reconhecimento, os diretores lançaram o filme The eye 2, que veio para os cinemas brasileiros como “Visões“. A história envolvia reencarnação, gravidez e fantasmas, é claro.
No ano seguinte, 2005, foi a vez de “The eye 10“, que veio para o Brasil diretamente em dvd com o título “Visões 2“. Apesar do número, é o terceiro filme da série e o mais diferente de todos porque é um terrir teen. Cheio de comédia, o filme mostra a história de um grupo de amigos que consegue um livro que ensina 10 maneiras de se ver fantasmas.
Quem espera sustos e um clima sério e tenso, vai se decepcionar. A proposta é totalmente diferente dos filmes anteriores. E essa inovação é frustrante porque os outros filmes (principalmente o primeiro) não são de comédia. Para se ter idéia, os créditos aparecem de forma alegre e colorida, com os personagens jovens num parque de diversões rindo entre efeitos especiais no estilo abertura de “Malhação“.
Ok, isso assustou. Alguns momentos são realmente divertidos, como um garoto que leva um chute de um cara que jurava que ele era um fantasma (!) ou algumas piadas que você nunca poderia imaginar assistir num filme que, a priori, seria de terror. Os efeitos especiais são medianos, mas não assustam porque é o filme todo é levado na brincadeira. E quando a trama toma um rumo mais dramático perto do final, o clima não emociona. E se torna impossível não achar “Visões 2” uma grande piada. E de mau gosto.
Observação: no ano seguinte, 2006, os irmãos Oxide Pang Chun e Danny Pang se uniram novamente para dirigir outro filme: “
Assombração“. (clique para ler)Cotação do Dai: *Gin gwai 10 (Hong Kong, Tailândia / 2005) Dirigido por: Oxide Pang Chun e Danny Pang Com: Bo-lin Chen, Yu Gu, Bongkoj Khongmalai, Isabella Leong, Ray MacDonald, Kate Yeung… Veja aqui o trailer do filme Visões 2: a vingança dos fantasmas (legendado em português):
O Festival começou em São Paulo, dos dias 09 a 19 de novembro. Depois irá para o Rio de Janeiro (21 de novembro a 03 de dezembro) e Brasília (30 de novembro a 10 de dezembro). Veja mais detalhes sobre a programação e sinopses no site oficial. Clique para visitar.
O Portacurtas disponibilizou 13 curtas que estão concorrendo no festival. Essa é a chance de você assistir de graça e de dentro da sua casa. Mas você só tem até o dia 20 de novembro para assistir! Então clique para acessar. Veja abaixo a seleção de alguns dos curtas que o Daiblog preparou par a você:
Ótima produção e roteiro com cara de história em quadrinhos. Mulher é estuprada e decide fazer justiça com as próprias mãos. Divertido, engraçado e com uma ambientação bem internacional que lembra “Corra, Lola, Corra“.
Cotação do Dai: ⭐⭐⭐⭐
Cabelo Azul Bikini e Bota – Ficção De Rafael Duarte 2006 – 13 min – Com Alessandra Marder, Ana Carola Biazus, Roberto M. Brito, Rodrigo Najar, Samanta Antoniazzi
O título já conta a história toda. Dois rapazes namoram, sendo que um deles trabalha como garoto de programa. Curta todo filmado em preto e branco com um clima retrô. Gostei da trilha sonora.
Cotação do Dai: ⭐⭐⭐
Meu Namorado é Michê – Ficção De Lufe Steffen 2006 – 3 min – Com Adonay Donley, David Kawai, Tiago Grandeza
Esmir Filho (“Alguma coisa assim” e “Tapa na pantera“) concorre no Mix Brasil com um curta provocante e bem engraçado. Duas amigas, em plena sala de aula, se divertem com celulares no modo vibratório. Sim, é isso mesmo que você está pensando! Cotação do Dai: ⭐⭐⭐⭐ Vibra call – Ficção De Esmir Filho 2006 5 min – Com Mariana Bastos e Renata Gaspar Veja aqui o curta “Vibracall“:
A atriz Bárbara Paz dirigiu este sensível curta que conta a história de um garoto que gostava de pintar bonecas. Sofrendo com a incompreensão do pai, o menino não fazia idéia do futuro. Roteiro poético e iluminação belíssima. Emocionante!
Cotação do Dai: ⭐⭐⭐⭐
Minha Obra – Ficção, Concorrendo De Bárbara Paz 2006 – 15 min – Com Genesio de Barros, Tuna Duwk
Cientista gay tenta criar o homem perfeito, mas descobre que não será tão fácil assim. Curta com recursos de stopmotion e cenários completamente artificiais e hilários. Uma espécie de Frankstein versão trash. Homenagem ao cinema mudo, só que com sons engraçados e citações de filmes. Só a música da Madonna “Hollywood” cantada em português já compensa assistir!
Cotação do Dai: ⭐⭐⭐⭐
Frank Vai Para Hollywood – Ficção De Ramon Navarro 2006 – 5 min – Com Carlo Jance, João Batista
Um cantor casado e pai de dois filhos se apaixona por um rapaz. A esposa logo nota que ele está se interessando por um homem e toma uma decisão surpreendente: aceita a relação, desde que o rapaz passe a morar na mesma casa! História intrigante e bem realizada, com cara de documentário! Será ficção mesmo?
Cotação do Dai: ⭐⭐⭐
Lady Christhiny – Ficção De Alexandre Lino 2005 – 12 min – Com Dona Diva, Kátia Queiroz, Lady Christhiny
Gemidos voluptuosos no apartamento ao lado impedem um escritor de dormir. Curioso, ele passa a espiar o vizinho pelo olho mágico e se deixa levar por fantasias que devem acontecer no quarto ao lado. Curta que começa bem e prende a atenção, mas o final compromete o resultado. Idéia boa que poderia ser melhor aproveitada.
Cotação do Dai: ⭐⭐
O Olho Mágico – Ficção De Pedro Arantes, Wagner Molina 2006 – 8 min – Com Ana Cristina Lisa, Bia Gomes, Hélio Cícero, Laura Caldas, Patricia Vilela, Wagner Molina.