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#236-O diabo veste Prada

Confesso que não tinha vontade de assistir “O diabo veste Prada” porque não gosto muito de comédias. Mas acabei me surpreendendo porque ri em várias cenas. E se você ainda não acredita que Meryl Streep é uma das melhores atrizes americanas, assista. Ela é o filme. Meryl Streep é Miranda Priestly!!!

A trama é simples. Andrea (Anne Hathaway, de “O segredo de Brokeback Mountain“) é uma jovem que terminou o curso de jornalismo e está a procura de um emprego. Então decide tentar uma vaga na revista de moda mais importante de Nova Iorque, a Runaway Magazine. E ela acaba conseguindo a vaga, mas descobre que as coisas não serão tão simples assim.

Tudo porque a revista é chefiada por Miranda Priestly (Meryl Streep, de “A morte lhe cai bem“), uma mulher impiedosa e extremamente autoritária. A jovem jornalista se torna secretária e percebe que não entende nada de moda. Então é natural que ela se envolva em confusões engraçadas e passe por problemas absurdos. Essa é a parte engraçada da história, que ocupa mais ou menos 3/5 da película.

O resto é um drama. Nada muito convincente, mas que não estraga a diversão e ainda dá um toque de inteligência para o filme. Andrea refleta o que quer para a vida e vêm a tona novamente aqueles velhos questionamentos sobre a importância de um equilíbrio sadio entre o trabalho e da vida pessoal.

O diabo veste Prada” é um filme bom e divertido. E maior parte disso se deve ao talento de Miranda Priestly, que está excelente como a vilã da história. É algo tão surreal que é impossível não se divertir. Lembra um pouco “O aprendiz“, só que com um emprego cheio de glamour e provas práticas ainda mais complicadas, acredite. Elenco cheio de participações especiais, como a brasileira Gisele Bündchen. O filme fez tanto sucesso que já estão produzindo uma série de TV. É esperar para ver (ou não)!

Cotação do Dai: ***

The Devil Wears Prada (EUA, 2006) Dirigido por: David Frankel Com: Meryl Streep, Anne Hathaway, Stanley Tucci, Adrian Grenier, Tracie Thoms, Rich Sommer, Simon Baker, Daniel Sunjata, Rebecca Mader, Stephanie Szostak, Emily Blunt…

Veja aqui o trailer do filme O diabo veste prada :

#235-Assombração

A escritora Ting-Yin fica famosa depois de escrever um livro que foi sucesso absoluto. Depois já anuncia que sua próxima obra (chamada Re-cycle) será sobre temas assustadores, assombrosos. Mas o que ela não pode imaginar é que irá entrar dentro da própria história, numa série de acontecimentos bizarros e inexplicáveis. E enquanto sofre com alucinações e sente presenças fantasmagóricas, a mulher ainda terá que enfrentar sua antiga paixão, um homem que voltou disposto a conquistá-la de novo.

Se você ler a sinopse oficial, ver o trailer, algumas imagens ou pesquisar por esse filme, vai ter a certeza que se trata de um filme de terror. Principalmente porque é dos irmãos Pang, que ficaram conhecidos por causa da série The eye (“The eye: a herança“, “Visões“, “Visões 2: a vingança dos fantasmas“). Este filme ainda é protagonizado pela cantora e atriz Angelica Lee, que já fez outros filmes do gênero como o thriller “Koma” e “The eye“. Porém, apesar de toda atmosfera de suspense, vultos e sussurros do além, “Assombração” não é terror! É drama!




Algumas cenas são tensas. Parece existir um clima de perigo constante no ar e um trecho é apavorante: a cena do elevador (especialidade dos irmãos Pang). Mas depois de poucos momentos neste estilo, o filme vira uma aventura que lembra e muito “A viagem de Chihiro“, do japonês Hayao Miyazaki. E as semelhanças são muitas: uma passagem numa ponte na qual é preciso prender a respiração, a protagonista ficando invisível e todo um lugar diferente e misterioso. Algums momentos lembram “Terror em Silent Hill“, principalmente pela reciclagem e transformação do ambiente (parece confuso, mas quem assistiu vai entender).

Em suma, defino “Assombração” como um drama. Um drama sobrenatural sobre uma mulher com um problema amoroso no passado que se perde na própria mente. Se assusta? Não. Nesse ponto é um filme de terror fraco. Mas em matéria de cinema fantástico, com efeitos especiais medianos (algumas partes parecem de video game) não chega a ser tão ruim. Se for assistir, tenha a certeza que não é terror.

Cotação do Dai: **1/2Re-cycle – Gwai wik (Tailândia / Hong Kong, 2006) Dirigido por: Oxide Pang Chun e Danny Pang. Com: Angelica Lee, Lawrence Chou, Siu-Ming Lau, Qiqi Zeng, Jetrin Wattanasin, Rain Li…

Veja aqui o trailer de Assombração:

#234-C.R.A.Z.Y

Um dos grandes destaques do Festival de Cinema Internacional de Brasília foi o filme canadense “C.R.A.Z.Y. – loucos de amor”. Comédia dramática que conta a história da vida de Zachary Beaulieu, um garoto que nasceu no dia 25 de dezembro de 1960. Zac não gosta de Natal porque a festa sempre se tornava mais importante que seu aniversário, além dele ser obrigado a assistir a missa natalina (que era muito longa).

O filme aborda a vida de Zac desde o seu nascimento. Os problemas com a grande família (ele e mais quatro irmãos) e desentendimentos com o pai, principalmente por causa de sua sexualidade. A trama é bem divertida, com uma narrativa melancólica que cativa desde o princípio. Assim como muitos filmes, as cenas de humor vão se transformando em drama com o passar dos minutos. E no final já pode ser considerado um verdadeiro dramalhão.


Uma história muito bem contada sobre uma família como qualquer outra e as diferenças de cada um. Não existe nenhuma novidade e é tudo perfeitamente possível de acreditar. A trilha sonora foi muito bem escolhida, com músicas importante e inesquecíveis de Elvis Presley, The Cure, Pink Floyd, David Bowie, Patsy Cline e outros.

Provavelmente vai passar nos cinemas em breve, distribuído pela California Filmes. Portanto não perca “Crazy, loucos de amor” se você gosta de uma divertida comédia dramática. Não é a toa que foi o filme escolhido para representar o Canadá no Oscar de melhor filme estrangeiro em 2005. Muito bom!
Cotação do Dai: ****

C.R.A.Z.Y. (Canadá, 2005) Dirigido por: Jean-Marc Vallée Com: Michel Côté, Marc-André Grondin, Émile Vallée, Danielle Proulx, Pierre-Luc Brillant. Maxime Tremblay, Alex Gravel, Natasha Thompson, Francis Ducharme, Jean-Louis Roux…

Veja aqui o trailer do filme “CRAZY, loucos de amor“:

#233-Paixão sem limites

Paixão sem limites é o título de mais um filme do diretor David Mackenzie (de “Pecados ardentes“). Estava na programação do Festival de Cinema Internacional de Brasília, na Mostra Preview. Ao contrário que o título pode sugerir, não é uma açucarada história de amor cheia de romantismo. Baseado no livro de Patrick McGrath, “Asylum” é um amargo drama.

Max Raphael vai trabalhar num hospital psiquiátrico especializado em casos graves. O lugar é monitorado por policiais, com um sistema de segurança que evita a fuga dos internos. A família de Max (esposa e filho) se muda para uma casa próxima do sanatório e a rotina acaba por aborrecer Stella, esposa de Max.

Mas um paciente pode balançar as estruturas da família. Edgar Stark (interpretado por Marton Csokas do ótimo “Chuva de verão“) cuida dos jardins do hospital. Internado por um crime obscuro, ele começa a desenvolver uma estranha relação com Stella. A mulher do médico se sente solitária por causa da ausência do marido trabalhador e a presença do novo jardineiro pode ser um convite tentador para a infidelidade. Só que Edgar não está completamente curado…

A paixão sem limites do título brasileiro não se refere a um amor que supera barreiras. É um relacionamento rodeado de loucura e obsessão. Algo que parece ser simples, mas é grande o bastante para envolver muitas pessoas. A história aparenta ser previsível, afinal são muitas as histórias que começam do mesmo jeito. Só que ela vai se desenvolvendo de uma forma boa. Algumas cenas te pegam de surpresa e são surpreendentes.

David Mackenzie fez um filme no mesmo estilo de “Pecados Ardentes“. Sedução e paixão com um clima desconfortável. Boa reconstituição de época (década de 50). No elenco também está Ian McKellen (de “X-men: o confronto final” e “O código Da Vinci)

Cotação do Dai: ***Asylum (Reino Unido / Irlanda, 2005/2006) Dirigido por: David Mackenzie Com: Natasha Richardson, Hugh Bonneville, Marton Csokas, Gus Lewis, Ian McKellen, Joss Ackland…
Veja aqui o trailer de Paixão sem limites:

#232-

Paprika é o mais recente trabalho do japonês Satoshi Kon, que já dirigiu clássicos da animação como “Perfect Blue” , “Tokyo Godfathers” e a série de anime “Paranoia Agent“. O filme estréia dia 25 de novembro no Japão, mas pode ser visto em Brasília no Festival de Cinema Internacional (clique para ver a programação).

Baseado no livro de Tsutsui Yasutaka, o filme conta a história de uma psicoterapeuta chamada Chiba Atsuko (dublada por Megumi Hayashibara, uma das melhores e mais versáteis dubladoras do Japão). Ela trabalha num hospital onde desenvolveram um equipamento chamado Mini DC. O aparelho permite que os sonhos dos pacientes sejam visualizados e gravados em computador, além de permitir que outras pessoas possam interagir nos sonhos. O Mini DC foi utilizado no tratamento de algumas doenças como depressão. Porém alguém roubou alguns aparelhos, o que pode colocar em risco a vida de muitas pessoas!

Atsuko possui um alter-ego, Paprika: uma jovem atraente, animada e apimentada. E como tudo é possível nos sonhos, é com essa aparência que ela atua. A história em si é muito abstrata, uma ficção científica eletrizante com excelentes efeitos especiais. Os estúdios Madhouse capricharam muito e é fácil se esquecer que se trata de um desenho, tamanha é a perfeição das imagens.


Em alguns momentos a trama lembra “A cela” ou “Dreamscape, a morte nos sonhos“, principalmente pela situação de se entrar dentro do subconsciente de terceiros. Mas, diferente destes filmes, Paprika possui um ótimo senso de humor e um ritmo frenético bem japonês. As seqüências de sonhos são delirantes, com objetos semoventes ao som das energizantes músicas de Susumu Hirasawa (que também compôs a trilha sonora de “Paranoia Agent“).


Para quem não conhece a obra de Satoshi Kon, pode achar o filme maluco até demais. Mas a história faz sentido, basta prestar atenção e acreditar. Uma vez mergulhado nesse universo fantástico e alucinógeno é impossível deixar de se divertir.

Cotação do Dai: ***1/2

Nota: tudo indica que esse filme será oficialmente lançado nos cinemas brasileiros em circuito comercial.

Paprika (Japão, 2006) Dirigido por: Satoshi Kon Com as vozes de: Megumi Hayashibara, Tôru Furuya, Kôichi Yamadera, Katsunosuke Hori, Toru Emori, Akio Ôtsuka, Satomi Koorogi…

Veja aqui o trailer de “Paprika“:

#231-Só Deus sabe

Um dos filmes da mostra competitiva do 8° Festival de Cinema Internacional de Brasília é “Só Deus sabe”, co-produção Brasil e México estrelada pela brasileira Alice Braga (de “Cidade baixa“) e pelo mexicano Diego Luna (de “171“, “E sua mãe também“). Um drama romântico que parece ser mais uma história de amor clichê, mas que surpreende quando o roteiro toma rumos inesperados.

Alice Braga (que é sobrinha de Sônia Braga) interpreta Dolores, uma brasileira que vive nos Estados Unidos. Ela possui um caso com um homem casado e, após ir para uma festa em Tihuana (no México), descobre que teve o passaporte roubado.

Dolores é barrada na fronteira e, sem poder voltar para os Estados Unidos, tem que se virar no México para tirar um novo documento. Então ela conta com a ajuda Dámian (Diego Luna) , um jornalista prestativo que resolve auxiliar a moça. Como já se pode imaginar, surge um clima entre ambos. Mas isso não é nem metade do filme.

Como é regra aqui no Daiblog, não vou contar o final da história. Já li em alguns sites umas sinopses que contam diversos detalhes da trama. Escrevi aqui apenas o essencial para que você saiba do que se trata o filme, apesar de não revelar mais informações sobre o andamento da história justamente para que seja possível usufruir do inesperado!

Só Deus sabe” foi gravado nos Estados Unidos, México e Brasil e é falando nas três línguas dos países. Segundo o site Adorocinema, “é a 1ª parceria entre Brasil e México realizada sob o Acordo Latino-Americano de Co-Produção, assinado na Venezuela em 1989” além de também ser “o 1º filme mexicano ou brasileiro a ter sua pós-produção de som no Skywalker Sound, localizado no rancho do diretor George Lucas”.

A qualidade da produção está boa e é um filme acima da média. Considero a parceria com o México muito proveitosa porque o filme soube relacionar bem as duas culturas (em especial as crenças religiosas), traçando um paralelo entre os dois protagonistas e seus países. Algumas coisas, de fato, foram desnecessárias, como o uso de cenas aceleradas que não têm nada a ver com o estilo do filme! Vale uma conferida e tomara para que este seja apenas o primeiro de uma série de filmes co-produzidos com o México.
Cotação do Dai: ***1/2

Sólo Dios sabe (Brasil / México, 2006) Dirigido por: Carlos Bolado Com: Diego Luna, Alice Braga, José María Yazpik, Renata Zhaneta, Cecilia Suárez…

Veja aqui o trailer do filme “Só Deus sabe“:

#230-Time

Começou dia 31 de novembro o Festival de Cinema Internacional de Brasília (FIC Brasília) no Cine Academia . Lá você pode assistir diversos filmes inéditos (que serão lançados futuramente no Brasil ou não), além de conferir mostras de diretores homenageados, como Ang Lee (de “O segredo de Brokeback Mountain“).

O festival vai até quinta-feira, dia 9 de novembro de 2006. Para saber mais sobre os horários e sinopse dos filmes, acesse o site oficial clicando aqui. Esse ano também estão programados seminários de literatura & cinema, além outros eventos relacionados com a sétima arte.

Confira agora o texto sobre “Time“, um dos filmes do festival:

Ki-duk Kim é o tipo de diretor que faz filmes para um público bem específico. Ele é elogiado em festivais de cinema e criticado por todos. “Time” é seu mais recente trabalho e foi ansiosamente esperado. Tive a oportunidade de assistir “Time” no FIC Brasília (2006) e agora tentarei passar minhas impressões sobre a obra.

Sem dúvidas é um filme diferente. “Time” conta a história de um casal que vive em crise por causa da ciumenta namorada Seh-hee. Ela acredita que Ji-woo está enjoado de seu rosto e agora está olhando para outras mulheres. Uma mistura de insegurança e raiva lhe aflige, culminando na extrema idéia de fazer uma cirurgia plástica para ficar mais bonita e virar outra pessoa.

Então Seh-hee desaparece sem deixar pistas. Ji-woo não sabe o que aconteceu com ela e, acreditando que foi abandonado, continua sua vida. Depois de um tempo (meses) acaba se relacionando com uma bela mulher chamada See-hee. Mas é apenas o começo de um drama muito esquisito e sombrio, que varia desde um retrato do comportamento solitário das pessoas até uma tensão psicológica, representada pela paranóia de uma câmera inquieta que parece sempre estar seguindo alguém.

Time” é cheio de referências ao tempo: é uma passagem de ida e volta sempre aos mesmos lugares, sempre cafeterias e xícaras de café, encontros em praias com esculturas, encantos e desentendimentos de casais. Como se a vida fosse uma eterna repetição cíclica de acontecimentos e sentimentos. Ki-duk Kim brinca, inclusive, com o nome das personagens femininas: Seh-hee e See-hee (essa última interpretada por Hyeon-a Seong, protagonista do suspense sobrenatural “Cello” – clique para ler!).

O resultado é um filme bom. Começa muito bem, mas a história vai se tornando muito diferente (até demais) e artificial. Esse é o ponto mais fraco, a falta de verossimilhança. Chega um ponto que é se torna difícil acreditar naquilo tudo, apesar dos esforços do elenco. Mas é um filme bem interessante e imprevisível, com um ritmo muito agradável. Repare nos sons dos ponteiros de relógio e nas cenas de “Casa vazia” (também de Ki-duk Kim) que aparecem no filme.Cotação do Dai: ***
Shi gan (Coréia do Sul / Japão, 2006) Dirigido por: Ki-duk Kim Com: Jung-woo Ha, Ji-Yeon Park, Hyeon-a Seong, Yeong-hwa Seo…

Veja aqui o trailer do filme “Time, o amor contra a passagem do tempo” com legendas em português:

#229-Feed – Fome assassina

Tem gente que acredita que existe uma relação entre alimentação e sexo. Aqui no Brasil essa comparação até pode fazer algum sentido, já que “comida” pode ter mais de uma interpretação. No cinema, alguns exemplos de filmes podem ser citados: “Como água para chocolate“, por exemplo. Um filme que relaciona o preparo culinário com os sentimentos. Mas se o assunto sexo e comida, é impossível deixar de mencionar a clássica cena de “9 e 1/2 semanas de amor“. Tudo muito sexy e romântico. Muito bem, agora esqueça tudo isso. Feed – Fome assassina pega pesado. Literalmente.

Perdoe o trocadilho, mas esse é um filme difícil de engolir. A história é original, supostamente baseada em acontecimentos que dos dias de hoje. Feed trata do fetiche por mulheres gordas. Mas não são as fofinhas. O negócio é mais barra pesada mesmo. Gordas com obesidade mórbida. Seria injustiça falar que tal tema é bizarro, visto que pessoas de qualquer peso podem ser atraentes. Mas neste filme, a situação é bem diferente.

Feed - Fome assassina

Direto ao ponto: o filme começa com uma “homenagem” (imagem acima) ao conhecido caso de Armin Weiwes, canibal alemão de Rotemburgo (aquele que castrou e comeu o parceiro num ritual homo-sadomaso-gastronômico! – e que inspirou o filme O canibal). Logo somos apresentados ao “herói” da história, um rapaz que trabalha no combate de crimes virtuais. Ele acessa um misterioso site pornô e, através dele, conhece o mundo dos admiradores de gordas.

Daiblog
Mas o que ele descobre é aterrador: um rapaz que é incentiva mulheres a engordarem cada vez mais. Um fetiche mórbido que coloca em risco a vida de quem está consumindo só alimentos excessivamente calóricos. E isso mesmo, com intenção de morte! O tesão nisso tudo, na trama, lógico, é aumentar o peso e o perigo. O filme é moderninho, com edição de video-clipe e filtros nas imagens. O resultado é algo diferente de assistir.
Daiblog

O próprio “herói” da história é um rapaz que também tem problemas sexuais e o filme todo possui uma ligação entre o sexo e perversões. O clímax da trama é extenso e quase insuportável. Feed é um filme que tem suas falhas, mas é uma proposta tão exótica e corajosa, que merece ser respeitada. Indicado apenas para quem estômago forte!
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Feed (EUA, 2005) Dirigido por: Brett Leonard Com: Alex O’Loughlin, Patrick Thompson, Gabby Millgate, Matthew Le Nevez, David Field, Rose Ashton, Jack Thompson…

Veja agora o trailer do filme FEED:

#228-Sem notícias de Deus

A eterna batalha entre o Céu e o Inferno é retratada de forma não muito original neste filme. Penelope Cruz (de “Vanilla sky“) é Carmen, enviada das profundezas do Inferno para conseguir a alma de Manny, um boxeador falido. O rapaz está próximo de morrer e parece não ter futuro. Mas o Céu também está a procura dessa alma e envia Lola (Victoria Abril, de “O sétimo dia“), que tenta recuperar o rapaz.

O mais interessante é o modo que o céu e o inferno foram representados. No Céu as pessoas falam francês e as imagens são em preto e branco, numa ambientação glamourosa dos anos 50. Já no inferno falam inglês e as pessoas vivem sem espaço, estressadas e vivendo de fast food. Como se fosse uma hora do Rush prolongada e sem ar condicionado (porque é ilegal!). O chefe do inferno é representado por Gael Garcia Bernal (do drama “O crime do padre Amaro“).

Photobucket - Video and Image Hosting

Essa comédia tem um bom senso de humor, mas poderia ser bem melhor. Penelope Cruz continua linda e possui a melhor personagem, mas não se sai tão bem. Em compensação, Victoria Abril se destaca muito, no papel do anjo-protetor. Uma mulher inocente, cheia de boas e ações e não muito inteligente! Mas ela tentará salvar a alma de Manny, já que o Céu está com pouquíssimas almas e corre o risco de falir.

Photobucket - Video and Image Hosting
O roteiro é mediano e perde por causa da originalidade. Mesmo assim, algumas reviravoltas não deixam a história cair na mesmice e “Sem notícias de Deus” consegue se tornar um bom passatempo.Cotação do Dai: ***

Sin noticias de Dios (Espanha / Itália / França / México, 2001) Dirigido por: Agustín Díaz Yanes Com: Penélope Cruz, Victoria Abril, Demián Bichir, Fanny Ardant, Juan Echanove, Gael García BernalLuis Tosar…

Veja aqui o trailer do filme Sem notícias de Deus:

#227-Curtas (08)

O dia das bruxas está chegando. A sugestão do Daiblog é que você aproveite logo a data para sentir medo! Como? Assistindo alguns curtas nacionais de terror. O site Porta-curtas disponibilizou alguns para você ver no conforto da sua casa.

Clique aqui para assistir os curtas comentados aqui no Daiblog. São eles: A vingança da bibliotecária, A menina do algodão, Vinil verde, Um branco súbito, Amor só de mãe e Historietas Assombradas.
Observação: videos hospedados no site Porta-curtas. Se, por algum motivo, os links não funcionarem é porque eles retiraram da internet.


A Vingança da Bibliotecária

Curta experimental perturbador e cheio de imagens feitas para te assustar. Grandes bibliotecas já são assustadoras pelo silêncio e pelos longos corredores. Nesse curta, uma boa ambientação e suspense garantem a diversão. Um outro filme que tem uma cena interessante que se passa numa biblioteca é “Crywolf, o jogo da mentira“.

Cotação do Dai: ⭐⭐⭐

A Vingança da Bibliotecária – Experimental De Santiago Dellape 2005 5 min – Com Mallú Moraes, Catarina Accioly, Maria José Brun, Galileu HC Fontes, Dijair Diniz


A Menina do Algodão

Todo mundo já deve ter ouvido a lenda da menina do algodão. Em alguns lugares dizem que é “a loira do banheiro”, mas sempre o objetivo é o mesmo: assustar. Esse curta pega carona nesse medo infantil.. Espero que alguém faça algum dia um curta sobre aquela brincadeira “Eu matei Joana D’arc” (repita três vezes na frente do espelho durante a noite se tiver coragem!)

Cotação do Dai: ⭐⭐

A Menina do Algodão – Documentário, Ficção De Daniel Bandeira, Kleber Mendonça Filho 2002 8 min – Com Daniel Bandeira, Ediane Cristine da Silva


Vinil Verde

Kleber Mendonça Filho, do site Cinemascópio e dos curtas “A menina do algodão” e “Eletrodoméstica” dirigiu um filme realmente assustador. Composto de imagens e uma narração sombria, o filme é uma espécie de conto de fadas, mas sem ser aquelas versões adaptadas e felizes. Uma garota vive com a mãe, que lhe entrega uma caixa cheia de discos de vinil. Mas ela faz a recomendação: nunca, mas nunca mesmo ouça o vinil verde… Ótimo curta!
Cotação do Dai: ****
Vinil Verde – Ficção De Kleber Mendonça Filho 2004 13 min – Com Ivan Soares, Verônica Alves, Gabriela Souza

Um Branco Súbito

Alguém bate à porta de um homem. Quem será? Curta misterioso com uma produção muito boa. A história é perturbadora. Não chega a ser de terror, mas como é um suspense crescente, vale a pena assistir.

Cotação do Dai: ⭐⭐⭐

Um Branco Súbito – Ficção – De Ricardo Mehedff 2001 10 min – Com Bruce Gomlevsky


Amor Só de Mãe

A música Coração Materno (de Vicente Celestino) teve uma representação satânica e realmente assustadora nesse curta, que conta com um clima sensual no estilo Jorge Amado só que das trevas. Magia negra, muito sangue e uma história pra lá de trágica. Maligno e apavorante!

Cotação do Dai: ⭐⭐⭐⭐

Amor Só de Mãe – Ficção De Dennison Ramalho 2002 / 20 min – Com Everaldo Pontes, Débora Muniz, Vera Barreto Leite, José Salles, Rynaldo Papoy


Historietas Assombradas (para crianças mal-criadas)

Avó (dublada por Mirian Muniz, de “Nina“) conta histórias para a neta dormir. Só que a criança quer ouvir uma bem assustadora. Reunião de três contos de terror baseados no folclore brasileiro. A animação é genial, com uma qualidade impressionante. Se você gostou de “A noiva cadáver” vai gostar, com certeza. Muito bem feito. Destaque para a trilha sonora.

Clique aqui para acessar o site oficial do curta e aqui para conhecer o portfolio do autor, com uma galeria de imagens, esculturas e videos. Recomendado!

Cotação do Dai: ⭐⭐⭐⭐

Historietas Assombradas (para crianças mal-criadas) – Animação De Victor Hugo Borges 2005 15 min – Com Isabela Guasco, Mirian Muniz
Veja aqui o teaser trailer de “Historietas assombradas“: