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#186-Saikano, o filme

Finalmente tive a oportunidade de assistir a versão live action do mangá “Saishuu Heiki Kanojo“, que é mais conhecido como “Saikano“. O trailer promete muito, com imagens cheias de efeitos especiais e muita emoção. Mas não se pode julgar o filme só pelo trailer… Resumindo: é bom! E quem gostou do desenho deve gostar do filme também.

A história é praticamente a mesma da série de animação já comentada aqui no Daiblog. Clique aqui para ler sobre o anime “Saikano“. Só que nesse longa metragem, a trama contada segue a linha do mangá, o que garante um final diferente da série. Agora se é difícil ver mais de dois capítulos do anime por causa do dramalhão, imagine assistir duas horas! Chise (interpretada pela cantora e atriz Aki Maeda, de “Battle Royale“) é uma menina tímida que começa um namoro com Shuji. Os dois descobrem as maravilhas do primeiro amor na mesma época que o Japão se envolve numa guerra. Além do sofrimento causado pelas mortes e destruição da cidade, o casal vai chorar por um motivo muito específico: a transformação de Chise numa arma! Não escrevi errado: é uma arma mesmo!

Esse lance da história é bem ficção, com o exército japonês transformando a garota numa arma de guerra. Entretanto, o que prevalece na trama não são as guerras e sim o relacionamento de Chise com Shuji. Os melhores efeitos especiais aparecem no trailer mesmo e são usados com moderação. Algumas cenas me lembraram “Guerra dos mundos“, com prédios sendo destruídos por bombardeios.
Como não li o mangá, não posso dizer se adaptação foi fiel ou não. Agora se for para comparar o filme com a série de anime, acredito que foi bem feito, com um bom resumo dos acontecimentos, sem ficar com um ritmo lento. O curioso é que no filme todas as cenas eróticas e sensuais foram cortadas, ficando apenas nas entrelinhas. Exceto uma parte que não poderia ser cortada. Parece que no Japão é mais fácil ter sensualidade no desenho do que no filme com atores reais. Vai entender! Cotação do Dai: ***

Saishuu Heiki Kanojo: The Last Love Song on This Little Planet (Japão, 2005) Dirigido por: Taikan Suga Com: Aki Maeda, Shunsuke Kubozuka, Ryo Kimura, Takuji Kawakubo, Shihori Kanjiya…

Veja aqui o trailer do filme live action “Saikano” legendado em inglês. Vale a pena ver:

#185-Shinigami no ballad

O que você faria se a morte falasse que você iria morrer em breve? Começo o texto com um trecho da música do Paulinho Moska “Meu amor, o que você faria se só te restasse um dia…”. É uma questão complicada e apenas um dos temas que o desenho propõe para reflexão.

Shinigami no ballad” é um anime que conta histórias de Momo, uma shinigami. Shinigami quer dizer “deus da morte” em japonês. Momo segura uma foice, mas veste roupas claras e é uma garotinha de cabelos brancos sempre acompanhada de um gato preto chamado Daniel. Aparência que pode ser bastante diferente do que estamos acostumados a imaginar, o que não muda o fato dela carregar as almas dos mortos.

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A série possui apenas meia dúzia episódios que contam seis histórias com personagens diferentes. Em comum, apenas a presença de Momo e situações de aprendizado espiritual. Esse anime pode aparentar ser um pouco mórbido, mas o roteiro é dramático e sensível. Por ser uma série curta, os capítulos não são repetitivos e tratam dos temas relacionados com a morte de maneiras distintas.

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Os meus capítulos favoritos são “Sua voz“, “Quando eu era peixe” e “A viagem do coração“, que encerra a série da melhor forma possível. Esse último episódio, por sinal, tem um roteiro tão bom que merecia se tornar um longa metragem, para ficar ainda melhor. Confira abaixo a relação dos capítulos da série:
1. Sua Voz
2. Quando eu era Peixe
3. Além da Luz
4. A Magia do Outono
5. A luz dos Vagalumes
6. A viagem do Coração

Em suma, “Shinigami no ballad” é um anime morno, que considero basicamente água-com-açúcar. É tudo muito bonitinho, mas não é aquele tipo de série que marca e tem momentos inesquecíveis. De qualquer forma, merece destaque por promover um debate sobre a alma, os laços que temos com os próximos e a valorização da vida. Cotação do Dai: **1/2Outros animes já comentados aqui no Daiblog: Saikano, Elfen Lied, Koi kaze, Seikai no monshou, Kanon, Le portrait de petit Cossette, True love story, OVAs1 – Pale Cocoon, Kanojo to Kanojo no Neko e Boku wa Imouto ni Koi wo Suru, OVAs2 – Kakurenbo, I”s e Cat soup; “Hanbun No Tsuki Ga Noboru Sora” e “O castelo animado“.

Veja aqui a abertura do anime “Shinigami no ballad“, com a melancólica música “No One“:

#184-Superman, o retorno

O novo filme do super herói de Pequenópolis não tem nada de novo, mas isso não quer dizer que seja ruim. Os efeitos especiais são incríveis e a história é a mesma de sempre: um maluco (no caso Lex Luthor) com planos megalomaníacos que colocam em risco a vida de milhares de pessoas. Cabe ao super-herói vestir o discreto uniforme e nos salvar de um futuro sombrio.

O mais legal é que o roteiro se preocupou bastante com o relacionamento de Clark Kent com Lois Lane, ou melhor, do Superman com a repórter. Os dois têm uma relação sentimental que fica bem clara durante o filme, apesar do destino ter conspirado para que suas vidas tomassem rumos distintos. Pode soar piegas e brega escrevendo assim, mas se você quiser ver um filme romântico com ótimas atuações e um romance que convence de verdade vá assistir “Antes do amanhecer“.

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Como já disse, os efeitos especiais estão ótimos. Entretanto, em diversas cenas a aparência do Superhomem fica extremamente artificial, dando a impressão que ele não é o homem de aço e sim o homem de borracha e plástico. Se por um lado isso é bom para vender os bonecos e brinquedos (que são parecidíssimos com o ator), por outro dá a impressão que o filme é quase uma animação computadorizada em determinados trechos.
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A direção é de Bryan Singer, que já fez um ótimo trabalho no filme “O aprendiz“. Lois Lane é interpretada por Kate Bosworth, de “Palavras de amor“. E no elenco também está Kevin Spacey, como Lex Luthor e Brandon Routh no papel-título. Filme bom, mas que provavelmente vai ser esquecido até que façam a continuação (já em planejamento). Cotação do Dai: ***Superman Returns (EUA, 2006) Dirigido por: Bryan Singer Com: Brandon Routh, Kate Bosworth, Kevin Spacey, James Marsden, Frank Langella, Parker Posey…
Clique aqui para assistir o trailer do filme “Superman, o retorno“:

#183-Nina

Nina (Guta Stresser) é uma garota que aluga um quarto no apartamento da cruel Dona Eulália (Myriam Muniz). A velha é uma verdadeira bruxa que atormenta a vida de Nina, cobrando o aluguel insistentemente e humilhando a jovem. Mas todo mundo tem um limite e Nina está próxima do seu.

Já li muitas comparações do filme com a obra de David Lynch. De fato, algumas situações são estranhas & bizarras, lembram. O jeito da história também é parecido, imagens non-sense e um clima perturbador. Mas se é para citar um filme, eu diria “Repulsa ao sexo“, de Roman Polanski. “Nina” lembra bastante o clima de loucura crescente da protagonista, assim como Catherine Deneuve.

Nina” é acima da média. Não que seja original, já existem muitos outros filmes parecidos, mas este merece uma atenção especial por ser brasileiro! A fotografia é muito caprichada e a parte estética do filme chama atenção, tudo bem elaborado. A cidade de São Paulo é vista sob um olhar pessimista, algo do tipo “o inferno é aqui” e a maldade de Dona Eulália chega a ser cômica de tão caricata. E isso não prejudica, diverte. É um tanto forçado, mas deixa a história quase como um conto de fadas gótico. Isso mesmo, gótico.
Existem algumas ótimas seqüências de animação durante o filme. A protagonista extravaza os problemas nos desenhos e as representações animadas demonstram bem o sentimento de indignação. Afinal não são todos que conseguem sobreviver nessa selva de pedra e ainda acreditar num futuro melhor, certo? O escape se dá nas drogas, festas com orgias e música eletrônica. Vale a pena ver, nem parece filme nacional. E quando digo isso não é uma comparação em relação a qualidade, mas sim ao tema abordado e como o filme foi feito!

O elenco é cheio de participações especiais como Lázaro Ramos e Wagner Moura (ambos de “Cidade baixa“), Matheus Nachtergaele, Selton Mello, Renata Sorrah e outros. Cotação do Dai: ***1/2
Nina (Brasil, 2004) Dirigido por: Heitor Dhalia Com: Guta Stresser, Myriam Muniz, Milhem Cortaz, Abrahão Farc, Wagner Moura, Matheus Nachtergaele, Selton Mello, Lázaro Ramos, Renata Sorrah…

Clique aqui para assistir o trailer do filme “Nina“:

#182-Gosto de sangue

Dono de bar no Texas desconfia que sua esposa está o traindo. Então contrata um detetive particular, que descobre que a mulher realmente pula certa. E com um dos seus funcionários. Revoltado, o homem decide pagar para que o detetive mate o casal. Acha que já escrevi demais? Mas esse é apenas o começo da história!


Com um roteiro cheio de reviravoltas, o primeiro filme dos irmãos Coen (“Matadores de velhinhas”) é uma boa surpresa. A versão em dvd lançada pela Europa Filmes é a versão dos diretores, ou seja, com 4 minutos a menos. “Tiramos as partes chatas e colocamos outras melhores”, o que resultou num filme mais ágil que a versão lançada nos cinemas na década de 80. A restauração do filme foi muito bem feita. É difícil acreditar a data que foi gravado o filme porque a imagem e o som estão ótimos. E o próprio filme é também bem moderno, com um estilo todo especial e movimentos de câmera bem ousados para a época. Um bom suspense! Cotação do Dai: ***
Blood Simple (EUA, 1984) Dirigido por: Joel Coen Com: John Getz, Frances McDormand, Dan Hedaya, M. Emmet Walsh, Samm-Art Williams…

Veja aqui o trailer do filme Gosto de sangue:


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Novidade:

O cinema de horror asiático está mesmo com tudo. Além de “Assombração” (lançamento no dia 04/08), outro filme de terror será lançado nas telonas agora em agosto. Dirigido por Takashi Shimizu (de “O grito“), “Almas reencarnadas” conta uma história sobre o passado de um crime e sua relação com o tempo atual. 11 pessoas foram mortas num hotel e o assassino filmou as mortes. Muitos anos depois, um cineasta decide fazer um filme sobre o caso e uma grande atrocidade está prestes a se repetir. “As almas dos mortos não descansam, elas se lembram de tudo...”

Essa é a terceira produção do projeto de seis filmes conhecido como “Hexágono J-horror Theatre“. Os dois primeiros filmes já foram lançados em dvd aqui no Brasil pela Paris Filmes. São eles: “Infecção” e “O terror da premonição“.

A trilha sonora é do versátil Kenji Kawai, que já compôs as músicas dos filmes “Ringu“, “Ringu 2“, “Avalon” e animes famosos como “Ranma 1/2” e “Maison Ikkoku“. No site oficial você pode conferir imagens do longa e ouvir uma assombrosa música. Clique aqui para visitar (em japonês!).

Almas Reencarnadas” tem o lançamento previsto nos cinemas para o dia 18 de agosto.

Rinne (Japão, 2005) Dirigido por: Takashi Shimizu Com: Yûka, Takako Fuji, Yasutoki Furuya, Atsushi Haruta…
Veja aqui o trailer do filme “Almas reencarnadas“:
A partir de hoje estarei colaborando para o site “Boca do inferno“, compartilhando alguns textos daqui do Daiblog. E para quem ainda não conhece, o Boca é um excelente site nacional que fala de filmes de terror, suspense e ficção. Além de informações sobre produções raras também tem sinopses, críticas e notícias sobre os filmes que ainda nem foram lançados. Clique para visitar!



#181-Psicose 2

Norman Bates é considerado psicologicamente sadio e libertado do hospício depois de passar mais de 20 anos em tratamento. Se você não sabe porque ele foi internado é bom assistir o primeiro filme antes. Então volta a morar na sua estranha casa e a cuidar do Bates Motel. Mas a presença de sua falecida mãe dominadora volta a atormentá-lo. Será que ele não foi curado ou o fantasma da mãe está, de fato, assombrando sua vida?

Essa continuação poderia ser o fracasso certo, principalmente porque a história original do filme de Alfred Hitchcock termina com uma conclusão satisfatória. Mas é surpreendentemente boa, com um roteiro criativo que prende a atenção até o final. Além de algumas reviravoltas e boas surpresas.



Anthony Perkins interpreta o personagem Norman Bates de novo, vinte e três anos após o lançamentodo primeiro filme. A trilha sonora não decepciona, nas mãos do sempre eficiente Jerry Goldsmith (um dos melhores compositores na minha opinião, falecido em 2004). Não se deve comparar com o clássico de Hitchcock e assistir como um filme a parte.
Depois lançaram “Psicose 3“, em 1986 e “Psicose 4 – a revelação“, em 1990. Anthony Perkins atuou como Norman Bates em todos, dirigindo inclusive a terceira parte do filme. Em 1998 Gus Van Sant teve a péssima idéia de regravar o original. Mas provavelmente ninguém irá mais fazer outro filme, principalmente porque Anthony Perkins morreu em 1992.
Cotação do Dai: ***

Observação: apesar da imagem postada aqui no Daiblog ser em preto e branco, o filme é colorido.

Psycho II (Reino Unido/EUA, 1983) Dirigido por: Richard Franklin Com: Anthony Perkins, Vera Miles, Meg Tilly, Robert Loggia, Dennis Franz, Lee Garlington…
Veja agora a famosa cena do chuveiro do filme “Psicose“:

#180-Orca, a baleia assassina

Um pescador (Richard Harris, o Dumbledore dos primeiros filmes do bruxo “Harry Potter“) mata uma baleia, sem ter noção que sua vida será eternamente comprometida por causa disso. Afinal ele foi marcado pela Orca, a baleia assassina, que era marido da baleia morta. O grande animal passa a persegui-lo e a cometer atentados, provocando terror & pânico no vilarejo.

Escrevendo assim parece cômico, mas esse é um filme sério. No site Imdb está escrito que tirando o ser humano, a baleia Orca é o único animal que mata por vingança. Então esse é o motivo da vida do pescador ser arruinada. Está certo que a baleia é inteligente até demais, só que o curioso é que não tem como tirar a razão dela ser tão assassina.
O bicho mata em busca de vingança, já que presenciou a morte de outra de sua espécie. É uma cena bastante dramática e comovente. Principalmente se você já assistiu e gosta de “Free Willy“. O final é emocionante, com geleiras e paisagens bonitas. Não considero bem um filme de terror, mas um suspense mediano.
Taí um filme que merecia ser regravado. E, de preferência, com mais cenas de violência. Agora se você não se interessa por seres marinhos malvados, pode ver “A marcha dos pingüins“, um documentário com uma história bonita sob o ponto de vista do amor. Salvem as baleias! No elenco também está Charlotte Rampling, de “Lemming, instinto animal“.Cotação do Dai: **1/2
Orca (EUA, 1977) Dirigido por: Michael Anderson Com: Richard Harris, Charlotte Rampling, Will Sampson, Bo Derek, Robert Carradine…

Veja aqui o trailer do filme “Orca, a baleia assassina“:

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LEITURA:Cinderalla é um mangá de volume único escrito e desenhado por Junko Mizuno. O título remete à fábula Cinderella e a história é parecida, só que com elementos grotescos e fofinhos no meio. A mistura dá certo porque é uma leitura fácil e exótica, com zumbis e corações apaixonados.

Os desenhos são todos muito bonitinhos, que podem até se passar por infantis dependendo do grau de atenção do leitor. Mas a autora consegue inserir uma dose de sensualidade e terror nos quadrinhos, criando uma obra que varia desde o fofinho até o humor negro. Isso quer dizer que não vai te chocar como “Ero-guro, erótico grotesco“, por exemplo.Nem vale a pena citar do que se trata a trama para não estragar as surpresas. Mas é bem parecido com o conto de fadas que todos conhecemos, só que numa versão bizarra. Por exemplo, Cinderalla não perde o sapatinho de cristal quando sai correndo após as doze badaladas e sim um olho! Então o Príncipe tenta encontrá-la através do globo ocular perdido. Mórbido e engraçado!

O mangá foi lançado pela editora Conrad, que também lá lançou outros mangás já comentados aqui no Daiblog como: “O espinafre de Yukiko“, “Ero-guro, erótico-grotesco” e “Sade(clique em cada um para ler). Cinderalla é um mangá colorido e possui uma página com 24 adesivos. Além da história, tem também uma entrevista com a autora. Veja mais mais dados sobre a publicação logo abaixo! Cotação do Dai: ***1/2Formato: 14×21
Páginas: 146 de miolo
ISBN: 85-7616-184-2

#179-Premonição 3

O terceiro filme da série Premonição é exatamente como os outros. Uma menina possui uma premonição no meio de um parque de diversões. Ela consegue prever um acidente fatal e avisa os amigos para saírem do brinquedo antes que aconteça o pior. Depois a montanha-russa realmente sai dos trilhos conforme a visão e muitas pessoas morrem. A garota começa a cobrar por consultas e passa a atender pelo nome de Mãe Dinah. Os sobreviventes, então, passam a morrer em estranhos acidentes. Se a morte não conseguiu pegá-los daquela vez, tentará depois.

É um bom filme, mas a cena da premonição desaponta muito. É criado todo um clima de suspense e você imagina que vai ter um show de efeitos especiais e muito sangue. Mas o acidente é tão rápido e sem graça, que você fica até desanimado. Em matéria de premonições, a do segundo filme (do acidente de carro) continua sendo a minha favorita.

O diretor James Wong também dirigiu o primeiro filme da série. Talvez seja por isso que a terceira parte é exatamente como as outras. Acidentes bizarros com uma riqueza de detalhes que chega a ser cômico. E destaque para a ótima cena das vaidosas patricinhas, personagens caricatas e divertidas que foram pouco exploradas (vide imagem abaixo)
Não é nada original, mas é uma boa opção porque continua sendo assistível mesmo sendo o terceiro filme da série. Cotação do Dai: ***
Final Destination 3 (EUA, 2006) Dirigido por: James Wong Com: Mary Elizabeth Winstead, Ryan Merriman, Kris Lemche, Alexz Johnson, Sam Easton, Jesse Moss, Gina Holden…
Veja aqui o trailer legendado do filme Premonição 3:

#178-Um lobisomem mexicano no Texas

Fiquei muito curioso quando vi esse dvd porque o título na hora me fez lembrar de outros dois filmes: “Um lobisomem americano em Londres” (de John Landis, de “Lenda assassina“) e”Um lobisomem americano em Paris” (com Julie Delpy, de “Antes do amanhecer“). Mas, para a minha surpresa, o filme não tem nada a ver com esses dois. Simplesmente porque não existe nenhum lobisomem na história e sim um chupa cabra!!!

Você se lembra do Chupa Cabras? Aquele suposto bicho que estava atacando ovelhas e cabras e vacas e outros animais aqui no Brasil? Pois é, o Chupa-Cabra é uma lenda mexicana e já foram encontrados ataques suspeitos em outros países. Por isso é fácil entender a história: o chupa cabras viajou do México para o Texas para chupar o sangue de alguns animais. E é claro que ele também passou a atacar seres humanos, numa tentativa de deixar a trama mais assustadora.

Só que não assusta ninguém. Além do bicho ser mal-feito, o roteiro é muito fraco e previsível. Seria legal se fosse algum inocente filme trash feito por amadores, mas é imperdoável aceitar uma produção tão tosca! Se você procura sustos ou algo que te impressione é melhor não assistir.
O único ponto positivo (se é que existe) é o sendo de humor do filme, com algumas cenas de comédia que são tão absurdas que ficam engraçadas (como a patricinha Jill mostrando os peitos para o Chupa Cabras a fim de distraí-lo enquanto a amiga tenta ligar o carro). Inacreditável! Cotação do Dai: *
O Daiblog também gostaria de aproveitar o espaço aqui para sugerir outros possíveis títulos de filmes dessa franquia de filmes: “Um lobisomem coreano na Nigéria“; “Um lobisomem canadense em Pindamonhangaba“; “Dois lobisomens belgas em Bariloche e um funeral (de um outro lobisomem italiano que morreu na Indonésia, vítima das ondas tsunami)“; “Onze lobisomens somalianos em Jacarta e um segredo” etc.

Mexican Werewolf in Texas (EUA, 2005) Dirigido por: Scott Maginnis Com: Louie Cruz Beltran, Theresa Briones, Larry Brister, Judy Buell, Allan Burg, Eric Canale, Michael Carreo…

Clique aqui para assistir o trailer do filme “Um lobisomem mexicano no Texas“.

Dica: E se você se interessou pela lenda do Chupa-Cabra, selecionei alguns links estranhos. Atenção: algumas essas páginas possuem fotos de cadáveres. Inclusive de um homem que pode ter sido morto pelo Chupa Cabras! Cuidado:
* Chupa-Cabras: Sinal do Fim?

* Chupa Cabras

* Esqueleto do Chupa Cabra?

#177-Pacto maldito

Esse é o tipo de filme que é muito difícil dar errado. A história é boa e quase sempre dá certo: a perda da inocência. Lançado nos cinemas como “Quase um segredo“, “Pacto Maldito” tem praticamente a mesma trama de “Bully“. Mas enquanto o filme de Larry Clark mostra adolescentes rebeldes e desleixados (com muito humor negro), esse drama é mais tocante e sombrio.
Rory Culkin (de “O zodíaco“) é um menino que apanhou do valentão da escola, o gordo George. Seria só mais um caso de bullying, se não fosse pelo irmão mais velho do agredido, que decide dar um pequeno corretivo em George. Os amigos planejam uma vingança aparentemente simples, mas que se termina de modo soturno. É aquela velha história de se fazer justiça com as próprias mãos. Atitude que funciona em filmes de ação do Charles Bronson, mas que são bem mais complicadas na vida real.
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A fotografia do filme é muito bonita, com tons esverdeados. O elenco é todo jovem e trabalha bem. O ritmo da história é pesado, se desenvolvendo num suspense trágico bastante incômodo. Até porque é muito fácil saber que as coisas não vão sair conforme o planejado. Mas com certeza a direção teve o propósito de deixar um espaço maior para a reflexão da história. Para pensarmos em como tudo pode terminar de um jeito inesperado. E também em como cada pessoa guarda suas próprias mágoas e a reage imprevisivelmente quando elas são expostas.
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O personagem George é o típico garoto perturbado. Seu comportamento varia entre o simpático e o insuportável. Se por alguns instantes ele parece ser um menino infeliz que só quer fazer novos amigos, por outro se revela um riquinho mimado e de boca suja. Mas, às vezes, o silêncio é importante. E tocar feridas do passado pode ser mais perigoso do que se imagina. Cotação do Dai: ***1/2
Mean Creek (EUA, 2004) Dirigido por: Jacob Aaron Estes Com: Rory Culkin, Ryan Kelley, Scott Mechlowicz, Scott Mechlowicz, Trevor Morgan, Josh Peck, Carly Schroeder…

Clique aqui para ver o trailer do filme “Pacto Maldito“, mas vai aqui o conselho: esse trailer mostra praticamente o filme inteiro: